quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Lembram-se que o Deutsche Bank estava com sérios problemas há 2 anos e chegou a perder praticamente 90% de seu valor em NY ? Subiu quase 100% de lá pra cá e já está colado a sua LTB de 4 anos

Lembram-se que o Deutsche Bank estava com sérios problemas há 2 anos e chegou a perder praticamente 90% de seu valor em Nova York ? 

Vejam abaixo.....o papel sai da faixa de 110 dólares em 2007....cai para a faixa de 20......sobe forte até a faixa de 70. em 2010......e cai até a faixa de 10 no início de 2016.....

De lá pra cá, repicou até bem próximo a 20.....caiu...voltou.....oscilou praticamente numa congestão.....cerca de 100% de alta....

Hoje, depois de uma forte alta nos últimos 15 dias, o papel colou a sua LTB de 4 anos...que passa justamente na faixa de 20....

papel fechou hoje em Nova York a 19 dólares

Deutsche Bank , semanal, escala logarítmica, período 4 anos



Deutsche Bank , semanal, escala logarítmica, período 12 anos







quarta-feira, 29 de novembro de 2017

A faixa de 75.000 vai definir o curto prazo do Bovespa por conta de uma LTB no índice "EWZ", o "Bovespa operado pelos estrangeiros", e por conta de uma MA50

Feio o fechamento hoje do Bovespa.

Fechamento em 72.700, queda de 1,94%

Não tanto pela queda em si.....e sim, pelo volume alto observado em quases todos os papéis.

Do ponto positivo,só sobraram os papéis da Gerdau, tanto a metalúrgica  (GOAU4), como da Siderúrgica (GGBR4).

O primeiro ponto a observar com atenção é uma LTB que parece ter se formado com clareza no índice "EWZ", o "Bovespa operado pelos estrangeiros".

No IBOV , não há nenhuma LTB clara; o que eu fiz no segundo gráfico abaixo do IBOV foi tentar puxar e "forçar a barra" com um canal de baixa. Apenas isso.

Mas, tem mais.

Aí, nesse caso, podemos observar nos 2 índices; a MA50

Vejam no "EWZ", em linha azul, que a MA50 passa ali na faixa de 41,16.....por onde bateu ontem o índice e refugou.

A mesma dinâmica tem sido observada no Bovespa nos últimos 6 dias.....

A MA50 , no segundo gráfico abaixo do Bovespa, está em linha amarela e na faixa de 74.900...

O índice bateu lá no primeiro repique, já na faixa de 75.000.....caiu....e voltou novamente lá, bateu e caiu......

Assim, a faixa de 75.000, por onde passa uma Média Móvel Simples de 50 períodos, passa a ser o ponto a ser observado no curto prazo.

Se não romper essa faixa no curtíssimo prazo. logo logo o Bovespa vai fazer um pivot de baixa , e clarear uma busca rumo aos 69.500, com alta probabilidade de buscar a faixa de 66.500, que deverá ser o fundo dessa perna de baixa que começou lá no topo de 78.000 pontos

Suportes agora em 72.400, 72.000, 70.800, 69.500 e 69.000
Resistências em 73.000, 74.000 e 75.100


EWZ, Diário, escala logarítmica



Bovespa, Diário, escala logarítmica






domingo, 26 de novembro de 2017

Desde 2009, SP500 caiu forte em pernas de 100% e 200%...hoje, 291% de alta

Muitas vezes a literatura financeira acerta quando diz que o caos e o aleatório percorrem as altas e quedas do mercado financeiro.

Por outro lado, inegável que padrões existem; e não são poucos.

Basta descobri-los

Abaixo, passeio num deles:

Desde o fundo do mercado americano durante a Crise de 2008, em março de 2009, há quedas acentuadas quando o mercado se aproxima de sua "centena de duplicação", isto é, 100% e 200%

Esse padrão pode ser visto no índice SP500

Vejam abaixo:

1 - Em maio-2011, o SP500 bate a máxima de 1.370 pontos, isto é, 105% de alta sobre o fundo em 666 pontos atingido em março-2009
Depois, corrige forte até 1.074 pontos; portanto, uma queda de 22% aproximadamente após o toque em 105%

2- Em set-2014, o SP500 bate a máxima de 2.019 pontos, isto é, 203% de alta sobre o fundo em 666 pontos atingido em março-2009
Depois, corrige forte até 1.816 pontos; portanto, uma queda de 10% aproximadamente após o toque em 203%


3- Aqui, nesse ponto, podemos escolher esse momento em que o índice atinge 203% de alta sobre o fundo de 2009, colocado acima,  ou o momento em que completa 220% de alta sobre o fundo de 2009
 Em maio-2015, o SP500 bate a máxima de 2.134 pontos, isto é, 220% de alta sobre o fundo em 666 pontos atingido em março-2009
Depois, corrige forte até 1.810 pontos; portanto, uma queda de 15% aproximadamente após o toque em 220%.

O SP500 bateu em 2.604 na máxima da semana que passou. Isso significa uma alta de 291% desde o fundo de 2009.

Pra bater 300%, bastam 9% de alta sobre o número de 666 pontos (fundo de 2009)......Assim, pra chegar aos 300% de alta desde o fundo de 2009, basta cerca de 60 pontos (9% de 666 pontos)....

Coincidência ou não.......isso colaria o índice numa marca pra lá de "demoníaca" de 2.666 pontos....

Ou seja.....300% de alta sobre o fundo de 2009 e 2.000 pontos acima, numa numeração "similar" ao fundo de 666 pontos obtido lá em 2009.

Agora, observemos novamente o gráfico abaixo que mostra essas pernas , se olhado mais detalhadamente, há um grande canal de alta , cuja base hoje passa ali por volta dos 2.300 pontos...

Há uma faixa de suporte bastante forte em 2.320-2.350 pontos.

Assim, visto sob essa perspectiva, ou seja, quedas fortes próximas às pernas de alta de 100% e 200%, não é nada desprezível a probabilidade de uma forte queda à frente para os mercados americanos.

Se a base do canal for suficiente para o balizamento, a forte queda será em torno de 10%, e o SP500 iniciaria uma nova e forte perna de alta rumo provavelmente à faixa de 2.850 pontos.

Caso a base não segure, poderíamos estar diante finalmente do fim do insano Bull-Market americano visto desde 2009. Bull-Market  que terminaria com 300% de alta sobre o fundo de 2009.

Interessante registrar também que hoje há uma LTA curta em curso que pode ser vista no segundo gráfico abaixo. Caso a percamos , o cenário acima discutido deve "entrar em ação"


SP500, Semanal, 10 anos, escala logarítmica



SP500, semanal, escala logarítmica





Podemos fazer algum tipo de comparação com o mercado brasileiro ?

Sim.....claro que podemos.....

Quedas acentuadas nos mercados americanos não ficam impunes em praticamente nenhum mercado ao redor do mundo.

No caso brasileiro, marquei no gráfico abaixo os mesmos momentos destacados acima do SP500.

No entanto, há que se registrar que nos anos de 2014 e 2015 Brasil e Estados Unidos viviam situações distintas. Em 2011, nem tanto.

Assim, passemos a olhar o Bovespa nos 3 momentos destacados acima

Em maio-2011, com o Bovespa já em queda, podemos estabelecer o ponto de 66.500 como máxima. 

Em outubro de 2011, quando o SP500 finaliza sua perna de baixa, o Bovespa vai a 49.432, depois de ter tocado 47.800 1 mês antes.

Assim, enquanto o SP500 finaliza a queda em 22% nesse período, o Bovespa cai cerca de 25%

Já no segundo período analisado, set-2014 a out-2014, temos para o Bovespa uma máxima de 62.300 e a queda para 52.480 pontos; uma queda portanto de 16% frente á queda de 10% do SP500.

O último período, maio-2015 a fevereiro de 2016, foi a maior perna de baixa do Bovespa. O índice foi de 58.500 a 38.500, portanto, uma queda de 34%. Esse não foi o fundo da perna de baixa, pois 1 mês antes, em janeiro, o Bovespa chegou a tocar a mínima de 37.000 pontos, ponto do último grande fundo do Bovespa até aqui, o fundo do seu Bear-Market que começou em novembro de 2010, ou se formos mais precisos, em maio-2008

Os mesmos períodos em relação ao SP500 foram marcados em 3 retângulos em azul abaixo.

Fica então a pergunta.....Se os mercados americanos armarem essa perna de baixa , depois de tocar os 300% ali por volta de 2.650 pontos, pra onde iria o Bovespa ?

Vejam o segundo gráfico abaixo....

Parece um canal de alta do Bovespa em curso.....parece que a ida à faixa de 78.000 resvalou na base superior....e uma ida a base inferior ainda não aconteceu.

Assim, poderíamos especular algum movimento e volatilidade fortes nessas 2 direções....do ponto de vista de queda, muita atenção a uma eventual ida na base do canal, faixa de 67.000 pontos, também por onde passa uma MA50 no tempo SEMANAL, nos próximos 45-60 dias

Bovesa, semanal, período 10 anos, escala logarítmica



Bovesa, semanal, período 3 anos, escala logarítmica














quarta-feira, 22 de novembro de 2017

ADR VALE rompe uma congestão de 2 meses e deve ir direto na faixa de 11,75....no Brasil, a congestão não se configurou para VALE3, mas houve um rompimento claro...VALE3 deve ir direto na faixa 36,70-37,00

ADR VALE rompe uma congestão de 2 meses e deve ir direto na faixa de 11,75....no Brasil, a congestão não se configurou para VALE3, mas houve um rompimento claro...

Vejam abaixo, no primeiro gráfico, uma congestão muito clara da ADR VALE em Nova York , faixa de 9,75-10,60 destacada aqui há alguns dias. No feriado da semana passada, o papel chegou a romper no intraday  base da congestão, apenas pra bater na MA200 e reverter forte..

Reversão forte suficiente para o rompimento pra cima dessa congestão.

Fechamento hoje de 10,77, alta de 2,96%

O impacto nos papéis da VALE na Bovespa foi imediato....

Hoje, rompeu no fechamento a faixa importante de 33,75-34,00

Acima, temos a faixa de 36,20 e 36,69......assim, a faixa de 37,00 passa a ser um objetivo muito concreto pra VALE3 no curtíssimo prazo

Fechamento hoje de 34,74, alta de 2,03%


ADR VALE, Diário, escala logarítmica




VALE3, Diário, escala logarítmica






terça-feira, 21 de novembro de 2017

"Servidor público ganha 67% a mais que o privado no Brasil, diz Banco Mundial", por Jornal "O Estado de São Paulo"

Excelente matéria do Jornal "O Estado de São Paulo" publicada hoje:

http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,servidor-publico-ganha-67-a-mais-que-o-privado-no-brasil-diz-banco-mundial,70002091605

Servidor público ganha 67% a mais que o privado no Brasil, diz Banco Mundial

O chamado “prêmio salarial” do funcionalismo brasileiro é o mais alto numa amostra de 53 países pesquisados pelo Banco Mundial

Lu Aiko Ota e Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo

21 Novembro 2017 | 10h00

BRASÍLIA - Os servidores públicos federais ganham no Brasil 67% a mais do que um empregado no setor privado em função semelhante, com a mesma formação e experiência profissional. O chamado “prêmio salarial” do funcionalismo brasileiro é o mais alto numa amostra de 53 países pesquisados pelo Banco Mundial.

No relatório “Um ajuste justo - propostas para aumentar eficiência e equidade do gasto público no Brasil”, o banco avalia que os salários elevados recebidos pelos servidores contribuem para aumentar a desigualdade no Brasil.

Para aproximar os salários do setor público aos pagos pelo resto da economia, o Banco Mundial recomenda o congelamento dos salários. Para o banco, se o prêmio dos salários federais fosse reduzido pela metade, a economia seria de 0,9% do Produto Interno Bruto (PIB).
Os servidores estaduais também têm salários mais altos. A diferença é de 31% em relação aos trabalhadores da inciativa privada – patamar muito alto comparado a países semelhantes da região e ao nível da renda per capita. A média internacional do prêmio salarial dos servidores é de 16%.

O banco fez simulações que apontam que o congelamento dos salários do funcionalismo público reduziria o prêmio salarial de 67% para 36% até 2021, e 16% até 2024.

 “Esse grande prêmio salarial perpetua a desigualdade, porque beneficia as pessoas mais ricas”, diz o economista-chefe do Banco Mundial no Brasil, Antonio Nucifora. Como os salários dos servidores são financiados por meio de tributação, os altos salários do setor público acabam constituindo uma forma de redistribuição de renda dos mais pobres e da classe média aos mais ricos, aponta o relatório.

O alinhamento dos salários iniciais aos pagos pelo setor privado e a introdução de um sistema mais meritocrático de aumentos salariais reduziriam os custos e aumentariam a produtividade no setor público.

Os funcionários públicos federais estão no topo da distribuição de renda do País, diz o relatório. Das 10 atividades com salários mais elevados, seis estão no setor público – o que não se observa, com frequência, em países da OCDE e economias emergentes.

De acordo com o relatório, o setor público paga, em média, salários aproximadamente 70% superiores (R$ 44.000 por ano) aos pagos pelo setor privado formal (R$ 26.000 por ano), e quase três vezes mais do que recebem os trabalhadores informais (R$ 16.000 por ano).

 O governo federal paga salários ainda mais altos: com base em dados de 2016, os militares brasileiros recebem, em média, mais do que o dobro pago pelo setor privado (R$ 55.000 por ano), e os servidores federais civis ganham cinco vezes mais que trabalhadores do setor privado (R$130.000 por ano).

O Banco Mundial constatou ainda que a massa salarial também é elevada em relação a outros países. Ela subiu de 11,6% do PIB em 2006 para 13,1% do PIB em 2015, superando até Portugal e França, que registravam massas salariais mais altas que o Brasil há uma década. Outros países desenvolvidos, como a Austrália e os EUA, possuem massas salariais consideravelmente menores, de cerca de 9% do PIB. Já o Chile gastou somente 6,4% do PIB em salários do funcionalismo público em 2015.

Como percentual do PIB, a folha de pagamento brasileira é mais alta que a de qualquer média regional de países. Os altos níveis de gastos com os salários são impulsionados pelos elevados salários dos servidores públicos, e não pelo número excessivo de servidores.

Os servidores públicos são comparativamente ricos no Brasil: 54% encontram-se no grupo dos 20% mais ricos, e 77% estão entre os 40% mais ricos.







quarta-feira, 15 de novembro de 2017

ADR Petrobrás e ADR VALE pra lá de interessantes em Nova York hoje....ambas foram direto buscar suas MA'S 200 na abertura....bateram e reverteram rápido....Petrobrás em alta de 1,55% e VALE em alta de 0,92%

ADR Petrobrás e ADR VALE pra lá de interessantes em Nova York hoje....ambas foram direto buscar suas MA'S 200 na abertura....bateram e reverteram rápido....Petrobrás em alta de 1,55% e VALE em alta de 0,92%

Petrobrás abriu em queda de quase 3%, o que a levou a sua MA200 em linha vermelha abaixo.(chegou a vazar ligeiramente no intraday). Fechamento em 9,83....alta de 1,55%

VALE  abriu em queda de praticamente 2% o que a leou também a bater na sua MA200 em linha vermelha abaixo ( a MA200 estava em 9,52....a minima foi de 9,53)...Fechamento em 9,86, alta de 0,92%

Ao fazer esse movimento ela vazou ligeiramente uma congestão que estava mais clara na faixa 9,70-10,60

ADR Petrobrás em Nova York, diário



ADR VALE em Nova York, diário





Índice "EWZ", o "Bovespa operado pelos estrangeiros", ainda faz nova mínima no intraday, mas reverte e fecha na faixa de 38 em alta de 0,74% em Nova York

Índice "EWZ", o "Bovespa operado pelos estrangeiros", ainda faz nova mínima no intraday, mas reverte e fecha na faixa de 38 em alta de 0,74% em Nova York

Vejam abaixo a mínima hoje em 37,31, e o fechamento em 38,02, "em cima" de divisor.....faixa aí de 37,50-38,00.....

Ontem eu mostrei o gráfico SEMANAL apenas do Bovespa pra mostrar que em tempos passados, correções mais fortes eram feitas tendo como balizador a MA50 no SEMANAL......o vazamento era rápido, embora não desprezível

Agora, abaixo temos no último gráfico praticamente a mesma configuração para o EWZ quando o olhamos para os anos de 2005, 2006 e 2007...

Vejam do lado esquerdo algumas correções marcadas nos retângulos......a correção busca rapidamente a MA50 (linha azul) no tempo SEMANAL, vaza rapidamente e o BULL-MARKET é retomado como novo topos e fundos ascendentes à frente...

Vejam também que a LTA traçada por mim ontem , com essa dinâmica de hoje, vemos que a LTA é perdida no intraday, mas recuperada no fechamento

EWZ, Diário, escala logarítmica



EWZ, SEMANAL, escala logarítmica, período 4 anos




EWZ, SEMANAL, escala logarítmica, período 12 anos






terça-feira, 14 de novembro de 2017

ADR Petrobrás perde LTA, cai 8,8%, e se aproxima de sua MA200

ADR Petrobrás cai 8,8% e se aproxima de sua MA200

Fechamento em 9,68...MA200 (linha vermelha) passando em 9,43

Vejam que o papel andava sobre uma LTA....fechou ontem praticamente "em cima"...

Hoje, perdeu e o colapso do papel


ADR Petrobrás, diário, escala logarítmica





ADR VALE em forte congestão no intervalo 9,70-10,50

ADR VALE em forte congestão no intervalo 9,70-10,50

Fechamento hoje em 9,77, queda de 3,27%....

MA200 (linha vermelha) passando em 9,52...

ADR VALE, Diário, escala logarítmica





GOAU4 (Metalúrgica Gerdau PN) toca LTA longa.....e que parece um triângulo ascendente

GOAU4 (Metalúrgica Gerdau PN) toca LTA longa.....e que parece um triângulo ascendente

GOAU4, Semanal, escala logarítmica, período 5 anos






Vamos atualizar alguns pontos interessantes depois de hoje...."EWZ", o "Bovespa operado pelos estrangeiros", fecha em suporte divisor, faixa de 37,80-38,00, mas vaza a MA200....diferente do Bovespa, que ainda tem sua MA200 na faixa de 67,700

Mercado brasileiro nervoso hoje, com um monte de gente falando mil coisas......

Engraçado como esse povo é.....quando sobe, é um otimismo desenfreado.....quando cai, pessimismo por todos os lados

Petrobrás e ações ligadas às commodities, de um modo geral, cairam forte, depois de uma alta ontem, mais concentrada nos minutos finais.

Abaixo, vamos olhar os 2 principaís índices....o Bovespa e o seu irmão...o EWZ, o "Bovespa operado pelos estrangeiros"

O EWZ, visto no tempo diário, fehou em 37,74, queda de 3,1%...

É faixa de suporte.......no entanto, a MA200 (linha vermelha) não foi suficiente para parar o índice no intraday....MA200 (linha vermelha) hoje em 38.06.....

No entanto, vejam uma LTA passando justamente nessa faixa de 37.80.

Se olharmo para o SEMANAL, há uma suporte mais forte ainda ali por volta de 36.00.....

MA50 (linha azul) no SEMANAL passando alipor volta de 37,37

Ainda aberto......

Pelo "EWZ", a média correção em curso termina ai na faixa de hoje, 37.80 ou na faixa de 36,00

Se olharmos o terceiro gráfico abaixo, o Bovespa no tempo diário, o índice fechou hoje em 70.825 pontos, queda de 2,27%

Tem um suporte no intraday na faixa de 70.500

Suporte mais forte abaixo dos 70.500,certamente é a faixa de 69.000.69.500

No diário, diferente do EWZ, o Bovespa tem sua MA200(linha vermelha) ainda ligeiramente distante....em 67.600 e subindo

No diário, ainda temos um canal de alta em formação, com base passando ali na faixa de 68.000

No SEMANAL, segundo gráfico abaixo, temos a MA50 (linha amarela) em 66.700...

Assim, também em aberta a correção média em curso olhando o Bovespa

Ou para pela faixa de 70.500, perto de onde o Bovespa fechou hoje, ou espera mais um pouco e busca a faixa de 69.000-69.500.

Daui a alguns dias, a MA200 (linha vermelha) o tempo diário andará para essa faixa....a MA50 (linha amarela) no SEMANAL, também


EWZ, Diário, escala logarítmica



EWZ, SEMANAL, escala logarítmica


Bovespa, Diário, escala logarítmica





Bovespa, SEMANAL, escala logarítmica











sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Cunha do Cobre em formação

Cunha do Cobre em formaçao


Cobre, diário, escala logarítmica, período 10 meses





"Quero entrar na Justiça contra os servidores...A função do Estado é servir ao cidadão, não ao funcionário público", por Zeina Latif, no Jornal "O Estado de São Paulo"

Zeina Latif, hoje Economista-Chefe da XP Investimentos, já foi professora do IBMEC, publica o artigo abaixo, um dos melhores artigos publicados na imprensa nos últimos meses.

Publicado ontem, 9-11-2017

Leiam para reflexão:

http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,quero-entrar-na-justica-contra-os-servidores,70002077514



Quero entrar na Justiça contra os servidores
A função do Estado é servir ao cidadão, não ao funcionário público

A folha de pagamentos do funcionalismo tira o sono de governantes. Seu custo é elevado e crescente. No nível federal, representa 22% das despesas, em um orçamento deficitário em R$ 159 bilhões este ano. Se nada for feito, as cifras vão crescer, pois 39% dos servidores do poder Executivo federal vão se aposentar nos próximos 10 anos, e pela regra antiga, que prevê integralidade das aposentadorias. Nos entes regionais, o quadro é mais grave. São 16 Estados e 83% dos municípios que já não cumprem algum limite constitucional de gastos com a folha (limite de alerta, prudencial e teto).

São várias as iniciativas propostas pelo governo federal, ainda que insuficientes: plano de desligamento voluntário, incentivos para licença sem remuneração e jornada de trabalho reduzida, mudança de salário inicial, progressão funcional para entrantes, aumento da contribuição previdenciária de inativos que recebem acima do teto e adiamento do ajuste salarial acordado para 2018.

Segundo a imprensa, alguns sindicatos dos servidores vão entrar na Justiça contra a medida provisória que trata dos dois últimos tópicos. Algumas categorias iniciaram paralisações. A justificativa é que estaríamos diante da “mais grave conjuntura da história do serviço público”.


Inacreditável a desconexão com a realidade, e vinda daqueles que são a elite do funcionalismo e estão no topo da distribuição de renda. Trata-se, na realidade, da mais grave crise fiscal da história, afetando políticas públicas e ameaçando o equilíbrio macroeconômico. A solução dependerá do esforço de todos, principalmente dos mais privilegiados.

Os salários do funcionalismo não estão defasados. Pela Rais (emprego com carteira), o rendimento médio do setor público aumentou em média 9,4% ao ano entre 2003-15, contra 8,3% no setor privado e inflação média de 6,3% ao ano. Pela PNAD (emprego total), houve aumento acumulado de 10,3% no rendimento médio do funcionalismo desde 2016 contra 9,7% do setor privado, enquanto a inflação foi de 8,2%.

As propostas do governo são, na realidade, tímidas. Enfrentar o problema passa por suspender ajustes salariais e adotar tabela progressiva na contribuição dos inativos, além de flexibilização da estabilidade dos servidores e mudança das regras da Previdência.

Servidores públicos têm estabilidade, direito de greve e muitos deles aposentadoria integral. Ainda, trabalham 40 horas semanais contra 44 na iniciativa privada e os salários são maiores. No nível federal, o rendimento do funcionalismo é 2 a 3,5 vezes maior que o do setor privado, dependendo da qualificação. Enquanto isso, o trabalhador do setor privado enfrenta o ambiente meritocrático e o risco de desemprego.

O salário inicial no serviço público é significativamente superior às carreiras equivalentes no setor privado e o servidor alcança o topo da carreira bem mais rápido do que os trabalhadores privados. Um salário inicial de R$ 5 mil, proposto pelo governo, ainda deixaria o indivíduo no grupo dos 10% mais ricos (considerando apenas o rendimento do trabalho). Segundo estimativa do governo, a reestruturação das carreiras economizará R$ 70 bilhões em 10 anos.

Os servidores públicos estão em rota de colisão. Não compreendem que a alternativa ao ajuste é o agravamento da crise. Salários atrasados já são realidade em vários Estados e municípios, sem contar a utilização indevida de recursos destinados à educação e à saúde para pagamento da folha. Essa poderá ser a realidade em breve no nível federal.

Quando ainda aluna de graduação na Faculdade de Economia da USP, uma lição de José Pastore se mantém atual. Dizia o professor que no dia em que o funcionário público entender que somos nós que pagamos seus salários e aposentadoria, a relação com a sociedade será diferente.

Certamente é crucial a valorização da carreira do funcionalismo, aliada à meritocracia. Mas não se pode perder de vista que a função do Estado é servir ao cidadão, não ao funcionário público.





quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Dow Jones e SP500 perdem a LTA de 70 dias no fechamento

Dow Jones e SP500 perdem a LTA de 70 dias no fechamento

Vejam abaixo as LTA's destacadas e os fechamentos do Dow Jones e SP500 abaixo delas

Dow Jones, diário, escala logarítmica



SP500, diário, escala logarítmica





quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Afinal , o Brasil morre no último capítulo ?

Me mandaram uma piada outro dia que dizia o seguinte:

"Alguém aí, que já leu a Constituição inteira, sabe dizer se o Brasil morre no final ?"

É uma piada meio estranha....talvez pudesse ser contada em outras palavras.....

O Brasil parece caber sempre naquela novela das 8, quer dizer, 9, a novela com 50, 100, 200 capítulos cuja essência nos remete sempre para a mesma pergunta:

"O protagonista morre no final ?, seja ele o "bonzinho" ou o "vilão".....

Quem é novo, ouve dos pais que o país sempre foi o "país do futuro".....sim, porque os pais deles, isto é, os pais dos pais atuais, sempre disseram que o Brasil era o "país do futuro". Pra variar, os pais dos pais dos pais atuais também falavam. Não muda nunca.

Os caras lá fora sempre reclamam, reclamam dos Democratas, dos Republicanos, reclamam dos "Kennedy", dos "Clinton", dos "Bush" dos "Obama", mas o que menos se pode dizer é que o país sempre foi o "país do futuro".

Sim, porque o "futuro" foi criado por eles, cada um a seu modo.

Ford, IBM, Merck Sharp Dohme, Mc Donald's, JP Morgan, Goldman Sachs, Apple, Google, Facebook, o que não faltou foi "futuro" para cada um, em cada dado momento.

Se pensarmos a fundo, estivemos próximos do "leito de morte" em vários momentos.

Talvez o primeiro a nos salvar da morte foi D.Pedro I, às margens do Rio Ipiranga, quando nos libertou de Portugal.

Dali em diante, futuro era o que não faltava."O Brasil é nosso" foi o lema de Getúlio Vargas. O futuro do brasileiro cabia assim dentro de uma estatal financiada com dinheiro público, ou seja, com o meu , o seu , o nosso dinheiro.

A Petrobrás ainda não iria para o túmulo; não, não naquele momento, mas o Brasil quase foi. Pendurado no Estado Novo de Vargas, recheado por crises e mais crises, o Brasil esteve perto de ser sepultado.

Foi salvo por um mineiro de nome complicado, Juscelino Kubitschek.

Sua visão revolucionária para a época, moldando um país mais industrial e aberto, conseguiu trazer multinacionais para o país. No entanto, deixou para sempre plantada a semente da inflação, semente essa que se transformaria num dos piores pesadelos para um país recém republicano.

O pesadelo da inflação finalmente mataria o Brasil ?

Não morremos, porém, vivemos em coma durante os anos 80 e parte dos anos 90.

O Brasil "vegetava"......produzia-se , "Sabe Deus como", plantava-se "Sabe Deus como", vendia-se "Sabe Deus como" e exportava-se "Sabe Deus como".

Até que a luz do fim apareceu. Parecia o milagre.

Um sociólogo assumiu o Ministério da Fazenda e tornou-se Presidente da República. Talvez o mais próximo de um "Kennedy", de um "Clinton", de um "Bush", de um "Obama".

Sim.....talvez pudéssemos sonhar com uma Ford, IBM, Merck Sharp Dohme, MC Donald's, JP Morgan, Goldman Sachs, Apple, Google ou mesmo "um Facebook," .

Foi apenas um sonho......

Como disse várias vezes o Ex-Presidente do Banco Central, Armínio Fraga, tudo que nós vivemos naquele período de Fernando Henrique Cardoso foi um sonho. Vivemos de fato tudo aquilo ?

Passou......

Privatizações, inflação de 2% ao ano, depois de 70%-80% ao mês, Responsabilidade Fiscal, congelamento dos salários dos servidores públicos por 8 anos, criação de agências reguladoras, desregulamentação de setores monopolizados, pra ficarmos em alguns dos sonhos.

Deus preocupado, sim, já disseram que Deus é Brasileiro, mandou de presente para o Brasil a maior bolha de commodities de toda a história econômica ...e por quase 10 anos !.. de 2004 a 2011.

Curtimos a vida adoidado, gastamos com mulheres, amigos, bordéis, uma farra jamais vista.

Acordamos um belo dia sem dinheiro, sem perspectiva e doentes.

Mais uma vez.....

Na ante-sala da CTI, uns 10 candidatos à  Presidência da República.

Tem de tudo na ante-sala; quando falo tudo , é tudo mesmo.

Um show de horrores.

Estamos nos últimos capítulos.

Afinal, o Brasil morre no final ?




terça-feira, 7 de novembro de 2017

LTA's curtas tocadas e salvas várias vezes nos últimos 70 dias no Dow Jones e SP500

LTA's curtas tocadas e salvas várias vezes nos últimos 70 dias no Dow Jones e SP500

Vistas abaixo, elas são perdidas em alguns momentos no intraday, mas os índices recuperam e ficam acima delas nos fechamentos....

Isso voltou a acontecer no fechamento de hoje

Dow Jones, diário, escala logarítmica



SP500, diário, escala logarítmica




segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Barril de petróleo rompe mais um pivot e se aproxima da faixa psicológica de 60 dólares e da MA200 no tempo semanal

Barril de petróleo rompe mais um pivot e se aproxima da faixa psicológica de 60 dólares e da MA200 no tempo semanal

Fechou com alta de 3,07% a 57,35....

MA200 (linha vermelha) no tempo SEMANAL vista abaixo em 58,85

Vejam em períodos anteriores, nos retângulos em azul destacados abaixo, mais especificamente, em 2007, 2012, 2013 e 2014, o balizamento do barril pela MA200

Light Crude Oil , Semanal, escala logarítmica





IBOV e índice "EWZ", o "Bovespa operado pelos estrangeiros", param em uma LTB curta

Bovespa bateu na LTA de 5 meses e repicou, como destacado aqui na sexta passada.

Fechamento hoje em 74.310 pontos, alta de 0,53%.

Porém, ao bater na máxima em 74.450, o Bovespa bateu numa LTB curta vista abaixo no tempo horário.

Ao bater nessa LTB quase no fim do pregão, o índice recuou....e fechou "em cima" dessa LTB

Se olharmos o "EWZ", o Bovespa operado pelos estrangeiros", também vemos uma LTB curta balizando-o

Bovespa, tempo horário, escala logarítmica



EWZ, Diário, escala logarítmica






sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Bovespa toca uma LTA de 5 meses e pode armar uma perna de alta semana que vem

Enquanto escrevo, hora 16:15, Bovespa opera em alta de 0,2% em 73.980 pontos, brigando com a faixa de 74.000, depois de ter tocada na mínima do dia 73.100

Na verdade, visto abaixo, a faixa de 73.000 não é apenas uma faixa importante no curto prazo, fundo anterior tocado no final de setembro.

É também por onde passa uma LTA curta que vem de junho desse ano.

Ao tocar nas 2 faixas , fundo e LTA, o índice repicou do meio da tarde pra cá.

Portanto, na semana que vem, bastante provável um novo reteste nessa faixa, pouco acima, ou pouco abaixo. 

Segurando e engatanto topos e fundos ascendentes no tempo horário, Bovespa pode armar uma nova perna de alta, pensando na faixa de 77.000-78.000, topo até agora mais importante a ser visto

Pela frente, temos essa faixa de 74.000-74.200, depois 75.300, 76.000 e 77.000.

Se perder essa LTA e a faixa de 73.000, Bovespa pode buscar 72.200, e depois 71.300

Pra identificar alguma semelhança com movimentos lá fora, importante trazer o índice "EWZ", o "Bovespa operado pelos estrangeiros", destacado no segundo gráfico abaixo

Abaixo, o índice também vem de quedas acentuadas a té a mínima de hoje em 38.75, próxima À faixa importante de 38,00-38,50

Interessante notar que a MA200 (Linha vermelha) passa hoje na faixa de 38.00, portanto , cerca de 2% abaixo da faixa de 38.75, e colada ao divisor de 38.00-38,50

No final do ano passado, como destacado no gráfico, o índice "EWZ" engata a perna de alta após tocar a sua MA200

Bovespa, diário, escala logarítmica



EWZ, diário, escala logarítmica








quinta-feira, 2 de novembro de 2017

"Trump indica Jerome Powell para comandar Federal Reserve", por Revista EXAME

Notícia de final da tarde, crédito Revista EXAME:

https://exame.abril.com.br/economia/trump-indica-jerome-powell-para-comandar-federal-reserve/

Trump indica Jerome Powell para comandar Federal Reserve

Presidente dos Estados Unidos promoveu um centrista para substituir Janet Yellen quando o mandato dela terminar, em fevereiro


Por Reuters  2 nov 2017, 18h01 - Publicado em 2 nov 2017, 17h36

Washington- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escolheu nesta quinta-feira o diretor do Federal Reserve Jerome Powell para se tornar o chefe do banco central norte-americano, promovendo um centrista para substituir Janet Yellen quando o mandato dela terminar em fevereiro.

Powell, diretor do Fed desde 2012, surgiu como a escolha de Trump em meio a uma série de possíveis indicados que incluíam Yellen e outros que representariam uma forte mudança na política monetária.

Em um anúncio feito na Casa Branca, Trump classificou Powell como um líder forte, comprometido e inteligente.

“Ele provou que pode construir consensos para a sólida política fiscal e monetária em que acredita. Com base em seu desempenho passado, tenho confiança que Jay tem a sabedoria e a liderança para guiar nossa economia”, disse o presidente americano.

A decisão, tomada depois de uma rara busca pública que durou meses, oferece um pouco de ambos os mundos, permitindo a Trump escolher um novo chair para o FED ao mesmo tempo em que mantém a continuidade das políticas de Yellen, que mantiveram estáveis a economia americana e os mercados.

Powell, advogado e ex-banqueiro de investimentos de 64 anos, apoiou as diretrizes gerais de Yellen na política monetária e, em anos recentes, compartilhou as preocupações da atual Chair de que uma inflação baixa justificava a manutenção de uma condução cautelosa do aumento das taxas de juros.

Em junho, ele defendeu a política gradual do FED e criticou aqueles que argumentavam que o Banco Central americano aumentava o risco de uma inflação maior e outros problemas,

Em várias ocasiões, Trump afirmou que preferia que as taxas se mantivessem baixas, uma posição contrária a de vários que estavam na sua lista para a posição, especialmente o economista da universidade Stanford, John Taylor, e o ex-diretor do FED Kevin Warsh.

Powell tem sido um apoiador seguro do consenso formado por Yellen na política doFederal Open Market Committee (FOMC), e possivelmente será visto como uma escolha de menor risco com a economia em sólido crescimento e os mercados de ações próximos de seus recordes.

O FED aumentou as taxas de juros duas vezes este ano e é esperado que o faça novamente no próximo mês.

“O FOMC tem sido paciente no aumento das taxas e essa paciência tem dado resultados”, disse Powell em palestra no Clube Econômico de Nova York, em junho. “Depois de uma década tumultuada a economia está próxima do pleno emprego e da estabilidade de preços. Os problemas que alguns comentaristas previram não aconteceram. Uma política de acomodação não gerou alta da inflação ou crescimento excessivo de crédito”.

Powell ainda precisa passar pela aprovação do Congresso americano. Em sua fala, Trump afirmou que espera ver o nome aprovado rapidamente. O mandato de Yellen vai até fevereiro de 2018.




"BC britânico eleva taxa de juros pela 1ª vez em uma década e vê aumentos graduais à frente", por Portal Investing.com-Reuters


Notícia mais importante do dia e da semana

Crédito : Portal Investing.com-Reuters

https://br.investing.com/news/indicadores-econômicos/bc-britanico-eleva-taxa-de-juros-pela-1a-vez-em-uma-decada-e-ve-aumentos-graduais-a-frente-533445

BC britânico eleva taxa de juros pela 1ª vez em uma década e vê aumentos graduais à frente
Indicadores Econômicos7 horas atrás (02.11.2017 10:40)

Por David Milliken e William Schomberg

LONDRES (Reuters) - O banco central britânico elevou a taxa de juros pela primeira vez em mais de 10 anos nesta quinta-feira e disse que espera mais elevações apenas "muito graduais" ao longo dos próximos três anos.
O Banco da Inglaterra disse que seus nove membros votaram por 7 a 2 para elevar sua taxa referencial de 0,25 por cento para 0,50 por cento, revertendo o corte emergencial feito em agosto de 2016, pouco depois da decisão dos britânicos de deixar a União Europeia.
Essa foi a primeira vez que o banco central elevou os custos de empréstimos desde 2007, antes da eclosão da crise financeira global que levou o Reino Unido a sua recessão mais profunda em décadas.
Os dois membros do Comitê de Política Monetária que votaram pela manutenção dos juros, os vice-presidentes Jon Cunliffe e Dave Ramsden, compartilham da visão entre os economistas de que o crescimento dos salários está fraco demais para justificar um aumento dos juros agora.
Mas a maioria dos membros, incluindo o presidente Mark Carney, decidiu que era a hora de começar a apertar a política monetária, apesar do desempenho fraco da economia britânica neste ano.
"O comitê julga agora que é apropriado apertar modestamente a postura de política monetária para levar de volta a inflação para a meta de forma sustentável", disse o Banco da Inglaterra em comunicado.
"Todos os membros concordam que qualquer aumento futuro nos juros será a um ritmo gradual e de extensão limitada", completou, repetindo os sinais anteriores sobre o que deve acontecer aos custos dos empréstimos.