sexta-feira, 31 de março de 2017

Os índices europeus continuam mostrando força.....O índice "PSI", o principal índice de ações de Portugal, rompe a importante faixa de 4.750, depois de romper uma LTB de 3 anos no início de 2017

Os índices europeus continuam mostrando força.....O índice "PSI", o principal índice português de ações, rompe a importante faixa de 4.750, depois de romper uma LTB de 3 anos no início de 2017

O que eu quero dizer com isso ?

Me parece que precisamos ver uma sintonia entre os mercados....

Várias LTB's longas foram rompidas ao longo dos últimos 6 meses em vários índices europeus de ações

Isso fez com que todos eles buscassem novos topos, alguns deles, como o FTSE de Londres, rompeu o topo histórico

Mais....o DAX, da Alemanha, ao tocar nessa semana a faixa de 12.260, se aproxima de seu topo histórico, faixa de 12.400

Abaixo, dou destaque ao índice "PSI", maior índice de ações de Portugal

Vejam a LTB de 3 anos rompida no início do ano....depois, teve dificuldade de romper outro fundamental pivot, a faixa de 4.750.

No início dessa semana. a faixa foi rompida, e o índice explodiu pra cima....no ultimo dia da semana, já apresenta uma alta de 6,2% em apenas 1 semana.

O quarto gráfico, o "IBEX", é o principal índice de ações da Espanha.......Muito semelhante ao do "EUR" (Euro Top Index)....ambos continuam olhando para cima

O Crash dos mercados mundiais devem guardar alguma mínima relação entre eles, guardadas especificidades regionais.

Vamos monitorar........

PSI, Semanal, escala logarítmica, período 3 anos



PSI, Semanal, escala logarítmica, período 10 anos




PSI, diário, escala logarítmica, período 8 meses




IBEX, Semanal, escala logarítmica, período 3 anos





EUR, Semanal, escala logarítmica, período 3 anos









quinta-feira, 30 de março de 2017

"Com todo seu petróleo, Venezuela está sem gasolina. É o socialismo", por João Batista Natali, em Diário de Comércio

Vejam as eficiências do Socialismo e do Estatismo levados ao extremo

Abaixo, parte do texto:

Aqui, a matéria completa : http://www.dcomercio.com.br/categoria/economia/com_todo_seu_petroleo_venezuela_esta_sem_gasolina_e_o_socialismo

Com todo seu petróleo, Venezuela está sem gasolina. É o socialismo

SÃO PAULO, 29 DE MARÇO DE 2017 ÀS 13:00 POR JOÃO BATISTA NATALI

A Venezuela possui as maiores reservas de petróleo do Planeta, encabeçando uma lista que traz em seguida a Arábia Saudita, o Canadá e o Irã.
Mesmo assim, a produção e a distribuição de combustíveis entraram em colapso. Desde terça-feira passada (21/03), filas se formam diante dos postos de gasolina em Caracas e nas principais cidades venezuelanas.

É algo inimaginável, que lembra a afirmação atribuída a Milton Friedman ou a outro economista, William Buckley, de que, se o socialismo for instituído no deserto do Saara, em poucas semanas começará a faltar areia.

Em termos de produção de petróleo, a Venezuela ocupa a nona colocação mundial. Tem óleo cru e combustível refinado para, teoricamente, jamais correr o risco de não ter oferta para sua demanda.
Mas estamos falando do “socialismo do século 21”, essa mistificação instituída por Hugo Chávez (1999-2013) e prosseguida com a mesma incompetência por Nicolas Maduro.
A situação venezuelana é hoje tão caótica que Maduro pediu há dias às Nações Unidas ajuda logística para arrumar o setor de medicamentos, que também entrou em colapso, com menos de 20% dos produtos nas farmácias.
Não acaba aí. A Venezuela é o país em que, por falta de farinha de trigo importada, não há mais pão em parte das padarias de Caracas, e onde o governo prendeu padeiros, acusando-os de participar da “guerra econômica” contra o establishment bolivariano.
Ou, como último exemplo, nos jardins zoológicos venezuelanos 50 mamíferos de maior porte deixaram de ser alimentados e morreram de inanição, algo que havia apenas ocorrido, na recente história da humanidade, em Berlim, e nas últimas semanas do regime nazista.
Mas vejamos a gasolina. Uma das provas de que o governo foi pego de calças curtas – ou seja, não tem o mínimo planejamento do qual tanto se orgulha – está na revelação da agência Reuters de que, ainda em fevereiro, o próprio Maduro autorizou o envio de petróleo refinado para Cuba e Nicarágua, dois de seus últimos regimes amigos.

INCOMPETÊNCIA DE GESTÃO, MAS POR ETAPAS

Desde então, o mercado da gasolina – leia-se, um setor controlado pela estatal PDVSA – entrou em parafuso e nada indica que a questão será satisfatoriamente resolvida a curto prazo.
A incompetência de um regime centralizador se manifestou em algumas etapas. Em primeiro lugar, as grandes refinarias estão com a produção comprometida.
O país costumava há cinco anos refinar 1,3 milhões de barris por dia. Hoje está refinando menos de 400 mil.

E não é um problema técnico, que já faz parte do histórico do óleo cru venezuelano, que é um produto “pesado” (menos querosene e mais asfalto), contrariamente ao petróleo “leve” (arabian light, brent) da região do Golfo.
O problema está na má gestão. E quem afirma isso é Ivan Freites, dirigente da Federação Unitária dos Petroleiros, em entrevista ao portal de oposição Tal Cual.

A maior refinaria do país, a de Paraguaná, está com 67 de suas 82 torres de refinamento desativadas por falta de manutenção. A refinaria de Puerto la Cruz e a de El Palito deixaram de funcionar.
Numa delas, explodiu uma caldeira para a produção de vapor (não há dinheiro para substituí-la) e na outra houve imperícia na desmontagem de torres que forneceriam peças de reposição.
Na semana passada, chegaram à Venezuela 600 mil barris de gasolina. Era um produto importado sobretudo do Brasil, Estados Unidos e Espanha, mas como a necessidade do mercado interno venezuelano é de 250 mil barris por dia, o produto praticamente já se esgotou.
O governo então lançou mão daquilo que equivaleria, literalmente nos reservatórios, ao fundo do tacho. Ou seja, o combustível armazenado a menos de um metro do piso de cada reservatório, junto ao qual se acumulam impurezas.
As quais, como é de se prever, passaram a entupir os motores dos automóveis e veículos de transportes. Dezenas de ônibus entraram em pane e deixaram os passageiros na mão.
A rigor, a estatal PDVSA teria pessoal competente para dar conta da situação. Mas os engenheiros foram substituídos por militantes do partido do governo, o PSUV, numa operação de maior efeito em abril de 2012.

O aparelhamento da estatal não era apenas para dar bons empregos aos fieis ao regime. Era também para impedir de uma vez por todas que a estatal funcionasse com a lógica de uma empresa, e canalizasse seus recursos para o financiamento dos programas sociais.
Isso funcionou no período de vacas gordas. Com as vacas magras –queda pela metade do preço internacional do petróleo, em 2014 – a mesma lógica caducou.




Curioso pra saber em que "estágio gráfico" estão os papéis da BRF, depois da "Operação Carne Fraca" ? Nada mudou em relação às sucessivas quedas que já sofria....Uma longa LTB baliza o papel....uma outra ligeiramente acima....mas, agora, bateu no mais baixo IFR14 dos últimos 10 anos, no tempo Semanal

Curioso pra saber em que "estágio gráfico" estão os papéis da BRF, depois da "Operação Carne Fraca" ? 

Nada mudou em relação às sucessivas quedas que já sofria....Uma longa LTB baliza o papel....uma outra ligeiramente acima....mas, agora, bateu no mais baixo IFR14 dos últimos 10 anos, no tempo Semanal

Vejam as 2 LTB claras no tempo diário, primeiro gráfico abaixo

No segundo gráfico, tempo SEMANAL, a marcação em linha vermelha e nos 2 grandes retângulos verdes o nível de IFR14 que o papel atingiu quando tocou a mínima de 32,72, semana passada....é o mais baixo IFR14, no tempo SEMANAL, dos últimos 10 anos.....faixa de 15


BRFS3, Diário, escala logarítmica, período 1 ano






BRFS3, Semanal, escala logarítmica, período 10 anos









Ainda a LTA de 6 meses do "DJW" (Dow Jones Global Index)......A bolha continua lá...intacta, firme e forte.....Bovespa vai no vácuo

Ainda a LTA de 6 meses do "DJW" (Dow Jones Global Index)......A bolha continua lá...intacta, firme e forte.....Bovespa vai no vácuo

DJW, Diário, escala logarítmica, período 1 ano e meio





Se vocês viram ontem o gráfico da LTA de 5 anos do "Dólar x Real", vamos ver a LTA do Indice Dolar, que representa o "dolar frente a uma cesta das principais moedas do mundo"

Se vocês viram ontem o gráfico da LTA de 5 anos do "Dólar x Real", vamos ver a LTA do Indice Dolar, que representa o "dolar frente a uma cesta das principais moedas do mundo" 

Índice Dolar, Diário, escala logarítmica, período 1 ano e meio



Índice Dolar, Semanal, escala logarítmica, período 5 anos








quarta-feira, 29 de março de 2017

" Governo anuncia corte de R$ 42,1 bi e fim da desoneração", por Revista VEJA

Matéria publicada agora há noite...

Crédito, Revista VEJA

Abaixo, parte da matéria

Todo o texto aqui: http://veja.abril.com.br/economia/governo-anuncia-corte-de-r-421-bilhoes-no-orcamento/


Governo anuncia corte de R$ 42,1 bi e fim da desoneração
Governo anunciou a desoneração da folha de pagamento para 50 setores da economia

 Da redação  Atualizado em 29 mar 2017, 21h00 

O governo federal anunciou um corte de 42,1 bilhões de reais no Orçamento de 2017. 

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que espera que o valor do corte possa ser reduzido.

“A expectativa que esse número caia até próximo relatório, principalmente em função do reconhecimento dos precatórios”, afirmou.

Na semana passada, o governo anunciou a existência de um rombo de 58,168 bilhões de reais no Orçamento. Esse é o montante que falta para o cumprimento da meta de déficit fiscal, de até 139 bilhões de reais.


No entanto, o anúncio do corte foi adiado para esta semana, pois o governo esperou por algumas decisões judiciais que poderiam reduzir a necessidade de cobertura do rombo. Elas dizem respeito, principalmente à recuperação de usinas que poderão vir a ser privatizadas e à desoneração parcial da folha de pagamento.

“Esperávamos decisões que ocorreram hoje e ontem, que são a devolução [das usinas] de São Simão, Jaguara, Miranda e Volta Grande. Essas devoluções deverão gerar para a União receita adicional de 10,1 bilhões de reais. Isso é processo da maior importância”, disse Meirelles.

Além da receita adicional de 10,1 bilhões, o governo conta com o impacto do extinção parcial da desoneração da folha de pagamento. A medida, que deve vir por medida provisória, deve gerar 4,8 bilhões de reais em receitas adicionais em 2017 a partir de julho – o governo precisa esperar 90 dias para elevar tributos.

“Tomamos a decisão de corrigir um processo do passado que ficou conhecido como desoneração da folha de pagamentos, que na verdade era uma opção para as empresas deixarem de contribuir com base da folha de pagamentos e escolherem contribuir sobre a receita bruta. Essa medida gerava uma perda fiscal para a União e era esperado que isso gerasse um crescimento rápido para o Brasil. No entanto, isso não gerou os efeitos esperados e, em consequência disso, achamos que seria necessário eliminar essa opção”, afirmou o ministro.

Em vigor desde 2011, a desoneração da folha atualmente beneficia 56 setores da economia, que pagam 2,5% ou 4,5% do faturamento para a Previdência Social, dependendo do setor, em vez de recolherem 20% da folha de pagamento.

Segundo Meirelles, alguns setores poderão continuar se beneficiando da desoneração da folha, pois são considerados altamente geradores de emprego. São eles: transporte rodoviário coletivo de passageiros, transporte metroviário, transporte ferroviário, construção civil, obras de infraestrutura e comunicação (atividades de rádio e TV, prestação de serviços de informação, empresas jornalísticas). Com a medida anunciada hoje, 50 setores deixam de se beneficiar da desoneração.

O governo também acabará com a isenção de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para operações de crédito das cooperativas. De acordo com Meirelles, a medida gerará 1,2 bilhão de reais de receitas. “Essa é uma questão de isonomia”, justificou o ministro.

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Ele destacou que não haverá aumento de tributos. A expectativa do mercado era de que o corte seria menor, em torno de 30 bilhões, mas viria acompanhado de aumento de impostos.

(Com Agência Brasil)


"Dólar x Real" vai ficando muito bonito no gráfico semanal

"Dólar x Real" vai ficando muito bonito no gráfico semanal

Vejam a LTA longa de 5 anos tocada semana passada......vejam a divergência altista de MACD na região de 3,10.....

Vejam o MACD "querendo cruzar" na COMPRA, tempo semanal

Histograma exatamente "em cima" da linha zero......pronto pra virar para o terreno positivo, e também indicar COMPRA

"Dólar x Real, Semanal, escala logarítmica









"Kassab: Correios precisa cortar gastos para evitar privatização", por Revista VEJA

Matéria publicada ontem no final do diá.

Crédito, Revista VEJA:

Vejam o rombo caros leitores.....2 bilhões de reais....em 2016....e em 2015.....dinheiro que todo o setor privado pagou

http://veja.abril.com.br/economia/kassab-nao-descarta-privatizacao-dos-correios/

Economia

Kassab: Correios precisa cortar gastos para evitar privatização

Empresa teve um rombo de 2 bilhões de reais em 2016, mesma cifra de 2015

28 mar 2017, 18h40 - Atualizado em 28 mar 2017, 18h59

O governo não tem recursos e não fará injeção financeira nos Correios, disse nesta terça-feira o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, Gilberto Kassab. Para ele, a solução para a companhia é cortar ainda mais despesas, além daquelas que já foram reduzidas.

“O governo não tem recursos. Não haverá injeção de recursos do governo nos Correios. Isso é uma definição de governo, que conta com nosso apoio. Ou rapidamente os Correios cortam gastos, além daqueles que foram feitos, devemos continuar cortando mais. Não há saída, senão vamos rumar para a privatização”, disse Kassab, após cerimônia de sanção da Lei de Revisão do Marco Regulatório da Radiodifusão, no Palácio do Planalto.”




terça-feira, 28 de março de 2017

Direita, esquerda e a realidade, por Arnaldo Jabor

Excelente texto de Arnaldo Jabor publicada hoje no Jornal "O Estado de São Paulo" e "O Tempo"

http://www.otempo.com.br/opinião/arnaldo-jabor/direita-esquerda-e-realidade-1.1453102

Direita, esquerda e a realidade, por Arnaldo Jabor


PUBLICADO EM 28/03/17 - 03h00

Impressionei-me há pouco com uma polêmica ilustrativa entre o professor Samuel Pessoa e o professor Rui Fausto na revista “Piauí”. Os debatedores são dois homens de alto nível, ilustres, mas dava para ver o desejo exasperado de Rui Fausto defendendo os conceitos que o formaram, no seio mais profundo do marxismo. Pessoa defendia mudanças pragmáticas na ideologia, mas Rui se apegou à tentativa de salvar sua fé, propondo um “capitalismo cerceado, autolimitado”, quase um capitalismo sem mercado. Quase repetindo a frase famosa de Geisel quando disse que era a favor do capitalismo, mas contra o lucro.
Pessoa também diz: “Não ocorre a Rui que alguém possa ter reavaliado suas ideias em direção a uma aplicação possível da social-democracia. Quem evolui é imediatamente tachado de neoliberal ou fascista”. Na mosca. A grandeza de uma nova esquerda teria de ser a aceitação do possível, mas isso não é sedutor.
E, hoje, vemos a urgente necessidade de uma reforma no país, quase com perda total, pela estupidez brizolista da presidenta. E vemos a universidade crivada de agitação e propaganda pelos professores. Vemos a espantosa ignorância dos que protestam contra a revisão do país.
Por isso, dediquei-me a listar impressões sobre esquerda e direita, na acepção primitiva de nossa paisagem ideológica. Aí vai.
A esquerda se considera o Bem. A direita se considera o Bem. Ninguém bate no peito e grita: “Eu sou o Mal!”. Ninguém é canalha e todo mundo se acha meio “de esquerda”, porque sabe que essa palavra ostenta um halo luzente, como uma coroa de santinho. Ninguém quer ser “de direita” – palavra com o estigma da peste, da maldade contra o povo.
O esquerdista de punho cerrado e carteirinha se sente justo e abençoado por um ideal, e absolvido por seus erros. Ele quer a “purificação” da sociedade, e tão nobre é esse anseio que ele pode ignorar incômodos detalhes da política normal – a santidade não precisa da prudência. As complexidades da democracia o entediam e são lidas como frescura, vacilação pequeno-burguesa e, no limite, traição; macho vai à luta em linha reta, ignorando obstáculos – hesitação é coisa de viado (aliás, quem escreve “veado” é “viado” – apud Millôr F.).
Ele ignora meios objetivos, pois se acha fadado à vitória final que virá um dia. Quando? Ele não sabe, mas tem fé, como um bispo da pastoral.
Como será essa “redenção”? Ela é uma vaga imagem de massas cantando nas praças, punhos erguidos, todos regidos por chefes iluminados, passando por cima da democracia, esta coisa labiríntica que enche o saco. A esquerda ama uma categoria imaginária chamada “povo”, sinônimo ibérico de “proletariado”.
Povo: multidões sem teto, sem terra, sem cultura política. Nossos pobres destituídos não opinam, não têm poder algum, mas, para o esquerdista tradicional, eles têm a aura, o charme franciscano do nada. Nada ter é santo. Eles fascinam por sua pureza, muito aquém do mercado ou da globalização da economia. Assim, a invencível circularidade do mundo ficaria sob controle, e os sentimentos “individualistas” ficariam domados sob a ideia da “solidariedade”, este remotíssimo sentimento humano.
O típico esquerdista sonha com um passado de paz (quando houve?). Sua utopia é regressiva, de marcha a ré. Eles até aceitam provisoriamente a complexidade para poder “operar”, mas sempre de olho no tal futuro simplório e meio maoísta. Aliás, a esquerda brasileira é um sarapatel de leninismo com populismo brizolista (vide Dilma) que o PT, aliado à pior direita patrimonialista, transformou em apropriação indébita.
A esquerda não tem memória. Dá um frio na espinha vê-la tender para os mesmos erros de sempre, os mesmo planos descolados da realidade. Mais terrível ainda: as derrotas e fracassos tendem a ser considerados “santos martírios” – estranha cruzada que se orgulha das derrotas. Quanto mais sofrimento, mais merecimento. Esse masoquismo óbvio não pode ser autocriticado , revisto, pois a esquerda tem pavor de cair num temido desvio de direita – o horror máximo! Qualquer esquerdista prefere ser chamado de “sectário”, em vez de “traidor’. Gostam de gestos radicais, impensados – coisas de machos.
Ao invés de se incluir no mundo real, criticamente, revendo dogmas e táticas, a esquerda continua, contra todas as evidências, querendo mudar, com enxadas e desejos, o mundo atual como se muda o curso de um rio. A ideia de revolução continua entranhada em suas cabeças como um tumor inoperável.
A esquerda acha que é o sujeito da história, enquanto a direita sabe que a história não tem sujeito; só tem objeto – o lucro.
A esquerda confunde utopia com projeto. Já o capitalista só tem um projeto: ele mesmo. A esquerda só tem fins; não tem meios. O burguês só tem meios – ele é um fim em si mesmo. “Um dia chegaremos lá” – diz a esquerda. O burguês já chegou. O esquerdista tradicional não aceita que o capitalismo tenha dominado o mundo, quando até a China sabe disso. A esquerda brasileira existe como nostalgia da esquerda – quer voltar a ser o que nunca foi.
A esquerda sonha com o futuro; a direita, com o mercado futuro. A esquerda sonha com o Bem; a direita com os bens. A esquerda só ama o todo; a direita só pensa na parte (a sua).
A esquerda é católica; a direita, luterana. A esquerda não acredita na democracia; a direita também não. A esquerda não leu “O Capital”; a direita também não, mas conhece o enredo.
A esquerda é épica; a direita, realista. A esquerda se acha mais inteligente do que nós; a direita o é.
E, para terminar, lembro-me de outra polêmica mais antiga, também entre pessoas inteligentíssimas e cultas.
Eram dois marxistas sérios discutindo com o grande liberal José Guilherme Merquior na TV.
Os dois esquerdistas desfiavam os grandes erros do comunismo, numa autocrítica lúcida e autêntica: “Ah... porque erramos em 1935, na Intentona, em 1956, na Hungria, em 1968, em Praga, em 1968, no Brasil, erramos nisso, naquilo, aqui, acolá... etc”. José Guilherme não se aguentou e disparou: “Por que vocês não desistem?” 







A volatilidade voltou aos mercados americanos ? que bom....algo começa a se mexer.....Papéis do Goldman Sachs, o maior peso do Dow Jones, caem 14% em apenas 28 dias, e fazem o pullback no antigo topo histórico de 2007

A volatilidade voltou aos mercados americanos ? que bom....algo começa a se mexer.....Papéis do Goldman Sachs, o maior peso do Dow Jones, caem 14% em apenas 28 dias, e fazem o pullback no antigo topo histórico de 2007

Vejam abaixo, a faixa de 220, mínima de hoje, faixa do topo histórico de 2007

Goldman Sachs, Semanal, período 12 anos






domingo, 26 de março de 2017

Marquem.....de agora em diante, as faixas para uma correção fortíssima para VALE5 e PETR4......para VALE5, a faixa de 27,00......para PETR4, a faixa de 12,80

Marquem.....de agora em diante, as faixas para uma correção fortíssima para VALE5 e PETR4......para VALE5, a faixa de 27,00......para PETR4, a faixa de 12,80

Vejam as marcações.....muito claras........27,00 da VALE5 foi forte suporte em jan-2008.....maio-jun-2010....2011.....

PETR4.....A faixa de 12,80, minima dessa semana (12,82) é o fundo de 2008

VALE5, Diário, período 10 anos



PETR4, Diário, período 10 anos







sábado, 25 de março de 2017

Vamos a LTA de 5 meses do "DJW" (Dow Jones Global Index)

Vamos a LTA de 5 meses do "DJW" (Dow Jones Global Index)

"DJW", diário, escala logarítmica






Mudou alguma coisa ? Não.....Bovespa ainda em modo bolha rumo aos 74.000 ou até VALE5 bater 37,50-40,00

Mudou alguma coisa ? Não.....Bovespa ainda em modo bolha rumo aos 74.000 ou até VALE5 bater 37,50-40,00

Semana que passou Bovespa corrigiu mais um pouco e foi at[e os 62.500.....pivot importante....o que dá uma correção de aproximadamente 11%, dentro da "média" de correções vistas até agora desde o rally que vem lá dos 37.000....as correções até agora se concentraram em torno de 13%.

Fechamento ontem em 63.850, acima do pivot de 63.500

Tem uma LTA vista abaixo e que pode ser testada nos dias a frente, o que poderia jogar o Bovespa de volta aos 62.500.

Por ora, ainda temos a chance de ver o Bovespa encostando no seu topo histórico, faixa de 74.000.

Suportes em 63.500, 63.000, 62.800, 62.500 e 62.000
Resistências em 64.000 64.300-64.500, 64.800 e 65.300

Bovespa , diário, escala logarítmica





sexta-feira, 24 de março de 2017

Discutamos as estatais brasileiras, e não apenas a corrupção

Dizem por aí que o Brasil é o país do samba e do futebol.

Discordo. O Brasil na verdade é o país do emprego público

Alguém aí sabe quantas estatais o Brasil tem ? 

Segundo o Ministério do Planejamento, eram 154 ao final de 2016......eram......sim, pois quando vemos os dados atualizados para março desse ano, temos 157,

E já foi pior, muito pior; em 1980, eram 382 estatais. Em 1990, eram 186, e no nosso "melhor período", ao final de 2000, tínhamos 103 estatais, patamar ajudado sobremaneira graças a uma nova filosofia imprimida pelo período do Governo Fernando Henrique Cardoso.

Vejam abaixo o quadro com a evolução do número de empresas estatais

Fonte: Ministério do Planejamento


Grande parte do povo brasileiro, ou está no setor público, ou quer fazer parte dele. Sim, sente num bar em grande parte da Região Sudeste, Nordeste, Centro-Oeste, Norte e, em menor grau, no Sul, e teremos gente do setor público, gente que trabalha no setor privado, mas que está em algum curso preparatório para concursos públicos ou mesmo gente que trabalha no setor privado e, mesmo sem estar num "cursinho", prepara-se para um concurso público; qualquer um, o negócio é entrar.

Nascemos, crescemos e vivemos cercados pela "alma do setor público". Ou são os teus pais, ou o vizinho, o amigo próximo ou distante, um ou outro, quando não todo mundo, lhe incute a idéia de que sua vida está no setor público.

Até o Jornal "The New York Times" "deu o braço a torcer". Em matéria de 2013, dizia o jornal que uma das maneiras para ficar rico no Brasil era ser funcionário público, diferente do que acontecia até então na Europa e nos Estados Unidos, onde o funcionalismo se encontrava às voltas com reduções de salários e demissões.

A primeira estatal brasileira foi criada em 12-10-1808, o Banco do Brasil

Das atuais 157 estatais, cerca de 32% foram criadas pelos "militares" (aqui considerado entre abril-1964 e 1984), enquanto 33% delas foram criadas ao longo do Governo do Partido dos Trabalhadores. No final do texto, disponibilizo as tabelas de todas elas fornecidas pelo Ministério do Planejamento

Ou seja, o Governo do PT não se intimidou com a tese sofrível da força das estatais como mola propulsora de desenvolvimento econômico; ele foi além, e criou mais estatais do que no período dos militares.

Em resumo, 65% das nossas estatais foram criadas pelos "militares" e pelo Governo do PT.

Algum desavisado poderá argumentar que se uma estatal dá lucro, não há mal nenhum.

Errado.....muito errado.......todo lucro de uma estatal vai parar nos cofres do Tesouro sob a forma de dividendos; na verdade, uma parte, já que nem todo o lucro é destinado a dividendos.

Se as estatais fossem mais eficientes, sob todas as formas, desde o controle do cafezinho até os salários aviltantes de quase toda sua rede de empregados, salários esses completamente distantes da grande maioria do setor privado, elas dariam mais lucro.

Ora, mais lucro seria oportunidade para mais dividendos, assim, mais retorno para os cofres do Tesouro Nacional, que, por consequência, diminuiria a voracidade de impostos junto ao setor privado, assim como a aumentaria o saldo disponível para a Saúde, Educação e Segurança.

Imaginem na mão do setor privado o quanto de impostos poderiam ser gerados frente aos dividendos distribuídos pelas atuais estatais por conta de uma gestão eficiente 

Se ampliarmos o leque da discussão, que não é o caso, já que o foco do texto recai sobre as estatais, o tamanho do absurdo chega a níveis fortemente questionáveis.

Segundo dados do Ministério do Planejamento, em 1995, os "gastos com pessoal" dos 3 Poderes, Executivo, Judiciário e Legislativo atingiam a marca aproximada de R$ 37 bilhões. Esse número havia chegado a R$ 274 bilhões em 2016, ou seja, um aumento de 640% para uma inflação de 437% pelo IGP-M (ver file:///C:/Users/Marcio/Documents/ESTATISTICAMINISTERIOPLANEJAMENTO.pdf)

Qual o esporte preferido dos brasileiros ? Futebol ? 

Não....."Falar mal de político"

Talvez não haja lugar no mundo em que mais se "fale mal" de político do que no Brasil. Nenhum político presta.

Já pararam pra pensar que se não houvessem estatais, as "Nossas estatais", a margem de manobra para eventuais e possíveis superfaturamentos detectados de projetos, mobiliário, cafezinhos e papel higiênico seria gritantemente reduzida ? Sim. Restariam apenas os órgãos de administração direta e indireta. 

Por que os americanos se preocupam com o Oscar, o Superbowl, a Liga Americana de Basquete, o Terrorismo, enfim, com n coisas, menos com "político roubando" ? Ora, porque não há estatais; há um lobby aqui, outro ali, mas não há estatais para tais preocupações.

A semana termina com o lançamento oficial do filme que contará o "Plano Real" nas telonas, o Plano que não apenas acabou com a hiperinflação brasileira; quebrou paradigmas e deu uma esperança aos brasileiros de que toda a casta do setor público brasileiro fosse tratada sem exageros, mais ainda, trouxe esperanças de que todas aquelas "nossas estatais" fossem extintas a fim de dar lugar ao setor privado, mais eficiente, ágil e moderno.

Infelizmente, as esperanças não duraram muito. De 2003 até hoje, regredimos, e muito.

No domingo, teremos mais manifestações marcadas por todo o Brasil. Foram muitas, dezenas delas nos últimos 2 anos. A favor do Impeachment da Presidente Dilma Rousseff, contra a corrupção, contra n coisas. 

Se pararmos pra pensar, pensar mesmo, talvez todas as questões ali tratadas pudessem ser largamente amenizadas, quase que extintas, se começássemos de fato a discutir a eliminação completa e absoluta das estatais brasileiras.

Aumento desenfreado de impostos, governos deficitários e gastadores, irresponsabilidade fiscal, ineficiência administrativa e, principalmente corrupção, poderiam ser equacionados se excluíssemos em definitivo as estatais do mapa econômico brasileiro. Privatização completa e irrestrita.

Passou da hora de gritar apenas contra a corrupção. Há algo bem acima dela, e responde pelo nome de "estatal brasileira"

Anexo:

Quadros com todas as 157 estatais brasileiras fornecidas pelo Ministério do Planejamento, com as respectivas datas de criação e constituição. Para o texto, a minha data de referência sempre foi a "data de criação"......ver em http://www.planejamento.gov.br/secretarias/upload/Arquivos/dest/empresas_estatais/170302_empresas-estatais-federais-2013-datas-de-criacao-e-constituicao-2013-informacoes-siest.pdf

As abreviaturas "MILIT" e "PT" nos retângulos entre a "data criação" e "data consituição" foram colocadas por mim; portanto, não fazem parte das tabelas fornecidas pelo Ministério do Planejamento

























quinta-feira, 23 de março de 2017

"Criaram um ‘privilégio novo’, diz economista sobre recuo na Previdência", por Jornal "O Estado de São Paulo"

Matéria publicada pelo Jornal "O Estado de São Paulo"

Todo o texto aqui: http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,criaram-um-privilegio-novo-diz-economista-sobre-recuo-na-previdencia,70001710519

Criaram um ‘privilégio novo’, diz economista sobre recuo na Previdência

Para especialistas, reforma da Previdência tinha de ser para todos e houve retrocesso

Alexa Salomão , 
O Estado de S.Paulo

23 Março 2017 | 05h00

Economistas especializados em gestão pública e temas previdenciários receberam com “preocupação” a decisão do governo de excluir Estados e municípios da Reforma da Previdência. No balanço geral, a União cedeu, mais uma vez, à pressão dos servidores públicos. Ao mesmo tempo, avaliam que faltou bom senso em relação à situação financeira dos Estados, fragilizada pelos gastos previdenciários. Criticou-se ainda o fato de o governo não levar em consideração que a mudança de rota vai ser mal recebida pelos trabalhadores da iniciativa privada.

O argumento apresentado pelo presidente Michel Temer ao anunciar a decisão não foi bem recebido pela maioria dos especialistas. Temer disse que a União excluiu servidores municipais e estaduais da reforma para “obedecer à autonomia” dos demais entes da federação.

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“A decisão pode criar um conforto para os deputados votarem, mas tende a aumentar a revolta da sociedade contra a reforma: como é que você vai explicar para a Maria das couves, na área rural, que ela vai se aposentar aos 65 anos e a juíza da cidadezinha dela, aos 55?”, diz Leonardo Rolim, consultor de Orçamento da Câmara dos Deputados e ex-secretário de Políticas de Previdência Social. Rolim ainda chama a atenção para o legado da medida: “O governo Temer, que se propôs a reduzir privilégios, vai criar um novo privilégio”.

Na avaliação do economista Marcos Lisboa, presidente do Insper e ex-secretário de política econômica do Ministério da Fazenda, o governo fortaleceu grupos de pressão. “Vi a mudança com preocupação: no meio dessa crise, quando a sociedade é chamada para arcar com sacrifícios, a elite dos servidores, que não pode ser demitida, que já teve aumento salarial, agora vai ficar fora da reforma da Previdência”, diz Lisboa.
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A visão é que a decisão pode mais atrapalhar do que ajudar os Estados. “Estão dando rasteiras nos Estados: primeiro, tiraram os militares, e é um grande problema para os Estados mexer na polícia militar. Agora, tiraram os civis”, diz Raul Velloso, especialista em contas públicas. Segundo ele, basta olhar as projeções de déficits, que vai subir perto de R$ 40 bilhões até 2020, para saber o tamanho do problema. A falta de dinheiro para pagar salários e aposentadorias, realidade no Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, pode se espalhar pelo País.




PETR4 rompe a primeira LTB curtinha.....falta a segunda LTB curtinha

PETR4 rompe a primeira LTB curtinha.....falta a segunda LTB curtinha

PETR4, tempo horário, escala logarítmica






quarta-feira, 22 de março de 2017

Vamos fazer uma nova leitura sobre o lançamento do filme sobre o Plano Real

Não houve na história econômica brasileira algo que tenha impactado tanto quanto o Plano Real

O Plano Real não foi apenas um Plano Econômico para acabar com a hiperinflação brasileira, uma inflação que já batia, às vésperas de sua concepção , o inimaginável patamar de 50% ao mês; sim, ao mês, 50% ao mês.
Inegável argumentar que o principal objetivo era debelar a hiperinflação, mas o Plano era muito mais do que isso
Pra começar, ele teve um enredo, e não foi um enredo simples, algo como 1 ministro da Fazenda e mais 2, 3 subordinados trabalhando em algo durante 2,3 semanas e pronto ! está produzido um Plano.

É isso que tenta mostrar o filme "Real, a história por trás do Plano", lançado oficialmente na segunda-feira, dia 20 de março, com previsão de ir aos cinemas brasileiros a partir do dia 18 de maio de 2017
O Filme já começa bem ao se basear no excelente livro do jornalista Guilherme Fiúza, "3.000 dias no bunker"

Visto o trailler, parece haver uma ênfase na figura de Gustavo Franco, o então excelente professor da PUC-RJ, que é chamado para fazer parte da equipe econômica que iria conceber o Plano, e que posteriormente iria ser formalizado como Presidente do Banco Central.
Gustavo Franco foi brilhante antes , durante e depois da gestação do Plano Real. Sua defesa incansável do Plano, e, principalmente de sua âncora cambial ao longo da Crise do México em 1994, da Crise da Ásia em 1997, da quebra do fundo LTCM e da Crise da Rússia em 1998, marcou o seu comportamento naquele período tenso da economia brasileira
As moedas de vários países emergentes foram atacadas em todas essas crises. No entanto, nenhum desses países havia passado por um quadro tão caótico em anos anteriores quanto o Brasil. Desvalorizar suas moedas diante de incessantes ataques poderia lhes custar sérios prejuízos. Mas qual o tamanho do prejuízo para um país que acabara de lançar um Plano cuja principal âncora era o dólar, que lutava para manter suas Reservas Internacionais em US$ 40-50 bilhões, nível certamente muito distante dos tempos atuais "pós Bolha de Commodities", com uma memoria inflacionária recente e que se pendurava no único ativo que lhe dava um "norte", o dólar.
Gustavo Franco não estava errado em dizer que havia uma desvalorização em curso; as desvalorizações eram sutis, existiam dia após dia, semana após semana; era algo como um "câmbio flutuante sujo", o câmbio andava, mas cadenciado pela maior autoridade monetária, o "Banco Central de Gustavo Franco". Mas seriam suficientes diante da voracidade dos especuladores que insistiam em apostar que a "bola da vez" era o Brasil ?
Gustavo Franco aguentou até onde conseguiu; até janeiro de 1999

Por outro lado, e aqui fica mais uma expectativa quanto ao filme quanto a sua contextualização, o Plano Real começou a ser gestado em 1984.
Em 1984, os economistas André Lara Resende e Pérsio Arida, então professores da PUC-RJ, escreveram "a 2 mãos" um paper cujo título era "Plano Larida", e que circulou no meio acadêmico. Ali, era o início do Plano Real, pois nele sugeria-se a convivência de 2 moedas em paralelo para o controle da inflação. Vejam vocês, que no longinquo ano de 1984 ainda não namorávamos com uma inflação sequer de 20% ao mês, muito menos 50% ao mês.
Quando convidados por Fernando Henrique Cardoso para fazerem parte da equipe econômica que produziria o Plano Real, Lara Resende e Arida levariam a criatividade intelectual do Plano original "Larida" a seu ponto máximo; não só o Brasil conviveria com 2 moedas, como 1 delas seria virtual, a chamada "URV" (Unidade Real de Valor), que posteriormente seria transformada no "nosso Real".

O Plano Real não se limitou a isso. A equipe econômica, com a liderança e o apoio de Fernando Henrique Cardoso, não mais como Ministro da Fazenda, e sim como Presidente da República, foi mais além; privatizou importantes setores da economia brasileira, como "Telecomunicações" , "Siderurgia", "Rodovias", privatizou a VALE, trouxe à toma esqueletos escondidos de bancos públicos estaduais, que não mais passaram a financiar governos deficitários, empurrando-os para novas rodadas de privatizações, e, entre tantas outras mudanças, imprimiu um colchão de regras e leis federais que limitavam os gastos públicos.

O Cinema brasileiro por anos produziu boas comédias, produziu um filme ímpar de "ação", o Tropa de Elite, produziu dezenas de filmes que procuravam refletir o período da ditadura sob as mais diversas óticas.

Entretanto, faltava um filme sobre o maior divisor de águas, não só para a Economia do país, mas uma quebra de paradigmas em várias direções.

Precisamos ser condescendentes com as estatais brasileiras, com os gastos públicos , com os bancos públicos, com o setor público ? Dá pra ser "bonzinho" com a inflação ? 6%,7%, 8% de inflação ao ano não faz mal a ninguém ? Ou temos que ter tolerância zero com a inflação ?

Quem sabe o filme não nos traga bons fluidos e voltemos a encarar os problemas brasileiros sob outras perspectivas, mesmo com quase 25 anos de atraso.





terça-feira, 21 de março de 2017

Bovespa vai mudando a cara......agora, não é mais "apenas" a Petrobrás que vai perdendo pivots importantes......parece que essa dinâmica vai se espalhando....mas, ainda não dá pra acender a luz amarela em definitivo

Bovespa vai mudando a cara......

agora, não é mais "apenas" a Petrobrás que vai perdendo pivots importantes......parece que essa dinâmica vai se espalhando....mas, ainda não dá pra acender a luz amarela em definitivo

Fechamento hoje em 62.980, forte queda de 2,9%

GGBR4 perdeu hoje, assim como a PETR4, a sua congestão 11,90-14,00.....

CSNA3 fechou ligeiramente abaixo de sua MA200

VALE5 perdeu no fechamento a faixa de 28.00.....

Como o Bovespa bateu em outro pivot importantena mínima, faixa próxima a 62.500, ainda vai "se salvando" no médio prazo

As 2 últimas correções foram em torno de 13%......já temos praticamente 11% de correção desde o topo nos 69.500

Se, por exemplo, GGBR4, CSNA3 e VALE5 não recuperarem nos próximos dias antigos suportes fortes, respectivamente 11,90-12,00......faixa de 10,00 para CSNA3 e 28,00 para VALE5, começaremos a enfrentar uma força vendedora muito forte no médio prazo...

Isso pressionaria numa correção superior a 13%, empurrando o Bovespa para baixo de sua MA200, acendendo definitivamente uma luz amarela no rally que vem desde o início do ano passado.

Isto é, começaria a construir um quadro de crash em torno de 50% que especulei aqui no final do ano passado


Suportes agora em 62.500, 62.000 e 61.300
Resistências em 63.500, 63.800-64.200, 64.800 e 65.300


Bovespa , diário, escala logarítmica





Está pronto o filme que vai contar a história do Plano Real..."REAL - O plano por trás da história"....Lançamento nacional previsto para 18 de maio

Está pronto o filme que vai contar a história do Plano Real...

"REAL - O plano por trás da história"....

O filme conta a história do Plano Real a partir do livro do jornalista Guilherme Fiúza, "3.000 dias no bunker"

O livro é uma obra-prima, porém é interessante registrar um ponto.

Segundo matéria publicada pelo portal UOL, e que passo a reproduzir abaixo, o filme parece ancorado na figura do Ex-Presidente do Banco Central, Gustavo Franco, que o trata como "personagem principal"

Vamos esperar para ver o filme; no entanto, a despeito de considerar Gustavo Franco importantissimo na defesa do Plano, já que, uma vez "startado", ninguém mais do que Gustavo Franco foi capaz de "defendê-lo até a morte", contra tudo e todos, o Plano Real foi concebido em sua gênese por André Lara Resende e Pérsio Arida.

O ínício de tudo é um paper escrito por ambos em 1984, e publicado no meio acadêmico, ainda quando professores da PUC-RJ, Ali, André Lara e Pérsio Arida já expunham a convivência de 2 moedas em simultâneo na economia brasileira para estancar a inércia inflacionária.

Por outro lado, o Plano Real foi capaz de superar o paper original, pois esse não supunha uma segunda moeda virtual; o paper original expunha uma situação mais parecida com 2 moedas "reais", dólar e real.

A genialidade do Plano Real alcançou um estágio inimaginável, já que pressupunha 1 moeda real em convivência com uma moeda "virtual", que era a "URV" (Unidade Real de Valor), posteriormente transformada em "Real"

Gustavo Franco defendeu a ancoragem do Real junto ao dólar, mesmo sob a pressão das Crises do México, em 1994, a Crise da Ásia em 1997 e  Crise da Rússia em 1998.

Talvez se liberássemos o câmbio cedo demais, o Plano Real pudesse "fazer água"......

Devemos a Gustavo Franco a estabilidade monetária brasileira a partir de meados dos anos 90, tanto quanto devemos a André Lara e Persio Arida a concepção do Plano Real

Abaixo, o trailler do filme, previsto para lançamento nacional em 18 de maio de 2017

Excelente trailler, por sinal

Logo abaixo, a matéria do Portal UOL






Filme resgata inflação de 1993 e criação do Plano Real; veja trailer

Do UOL, em São Paulo
Com a economia em crise, o cinema brasileiro abre as portas para falar sobre o tema com “Real – O Plano por Trás da História”. O filme vai contar a criação do Plano Real, colocado em prática em 1994 para superar inflações que chegavam a 40% ao mês. O primeiro trailer foi lançado nesta segunda-feira (20) com exclusividade pelo UOL.

Inspirado no livro “3.000 Dias no Bunker – Um Plano na Cabeça e um País na Mão”, de Guilherme Fiuza, o filme de Rodrigo Bittencourt (“Totalmente Inocentes”) adota o tom de 'thriller político' e mostra os bastidores dos governos de Itamar Franco (Bemvindo Sequeira) e Fernando Henrique Cardoso (Norival Rizzo). O personagem principal é o economista Gustavo Franco, interpretado por Emílio Orciollo Netto, considerado "o cabeça" por trás da nova moeda.

O UOL visitou o set de filmagens em São Paulo durante o processo do impeachment de Dilma Rousseff e entrevistou parte do elenco, que garantiu: Não se trata de um filme ‘tucano’. “Estamos fazendo um filme absolutamente apartidário. Você vê aqui no elenco, muitos são contra o impeachment, outros são a favor”, contou o produtor Ricardo Fadel Rihan.

O elenco conta também com Paolla Oliveira, Mariana Lima, Tato Gabus Mendes, Juliano Cazarré, Cássia Kis e Klebber Toledo. A estreia está prevista para 18 de maio.









segunda-feira, 20 de março de 2017

VALE5 fechando acima de 30,00.....e ADR VALE em Nova York fechando acima de 10,00.....isso te diz alguma coisa ?

VALE5 fechando acima de 30,00.....e ADR VALE em Nova York fechando acima de 10,00.....isso te diz alguma coisa ?

VALE5, Diário, escala logarítmica




ADR VALE em Nova York, Diário, escala logarítmica







LTA no Dow Jones e no SP500

LTA no Dow Jones e no SP500

Dow Jones, diário, escala logarítmica





SP500, diário, escala logarítmica






Quem quiser brincar com a PETR4 nos próximos dias, guarde essas 2 LTB's no tempo horário....

Quem quiser brincar com a PETR4 nos próximos dias,  guarde essas 2 LTB's no tempo horário....

PETR4, tempo horário, escala logarítmica






Um tempo atrás coloquei aqui a LTB da "BRFS3" (BRF ON).....A LTB continua lá....e agora, "pós operação Carne Fraca"

Um tempo atrás coloquei aqui a LTB da "BRFS3" (BRF ON).....A LTB continua lá....e agora, "pós operação Carne Fraca"


BRSF3, diário, escala logarítmica






domingo, 19 de março de 2017

Bovespa ainda olhando para a faixa 72.000-74,000

A semana passou e houve piora considerável na configuração de alguns papéis importantes do Bovespa

Talvez o que chame mais atenção são os papéis da Petrobrás, PETR4 e PETR3

Também deu pra identificar um aumento de volume na "VENDA" de vários papeis.

No entanto, quando olhamos um pouco "mais por dentro" do índice, ainda vemos papéis em correções medianamente normais, ainda que encaixotados em congestões.

Em paralelo, papéis ligados a bancos, siderúrgicas,VALE e outros, ainda operando acima de suas médias móveis simples de 200 períodos.

Assim, vamos passear em alguns deles, pra depois finalizarmos com o gráfico do próprio Bovespa

-  PETR4 perdeu a congestão 14,00.16,40.....fechou inclusive abaixo de sua MA200; papel fica muito feio no curto-médio prazo, mas notem........o fundo de 2008, faixa de 12,80, ainda não foi perdido...

Por que não especular que, a partir desse fundo, não haja um forte repique junto à faixa de 15,00-15,40 ?

PETR4, SEMANAL, escala logarítimica






Setor Siderúrgico

GGBR4....Ainda preso numa congestão 11,90-14,00...ainda acima de sua MA200
CSNA3....Uma LTA curta pode ser vista, ainda que ligeiramente perdida em 2 pontos....no entanto....respeitando já pela quarta vez sua MA200 em linha vermelha abaixo
USIM5.....anda sobre uma LTA curta e acima de sua MA200 em linha vvermelha


GGBR4, Diário, escala logarítimica




CSNA3, Diário, escala logarítimica





USIM5 Diário, escala logarítimica





VALE5 e VALE3 foram praticamente os últimos papéis a entrar no rally que vem lá do início de 2016.....portanto, há que se especular que serão os últimos a sair dele.....

Abaixo, os 2 papéis andando ainda em claros topos e fundos ascendentes, médias móveis simples de 50 e 200 ainda embicadas pra cima,,,,,por enquanto, correções normais; para entrar numa preocupação maior , VALE5 teria que perder a faixa de 28,00-28,30 no fechamento...VALE3 perder a faixa de 30,00



VALE5,  Diário, escala logarítimica



VALE3,  Diário, escala logarítimica






BBAS3,

Vejam o fechamento de BBAS3 na última sexta-feira...."em cima" de uma LTA ....perdê-la no fechamento acende luz amarela,....mais ainda, perder a faixa de 32,80, antigo topo histórico

BBAS3,  Diário, escala logarítimica




Por fim, o próprio Bovespa

O fechamento de sexta, em 64.200, acontece próximo ao pivot importante de 63.800-64.000, que pode ser confundido até mesmo por 63.500...até aí, "vai bem".....No entanto, podemos acender a luz amarela, se perder mesmo a faixa de 62.500.

Índice ainda tem uma LTA passando ali por volta dos 61.700......e o índice ainda opera acima de sua MA200 que ainda está distante, faixa de 59.700

Portanto....ainda temos um ligeiro espaço para uma correção medianamente normal, que seria até a faixa de 62.500....

Vejam que acompanho, no segundo gráfico abaixo, aquelas pernas iguais de 17.500-18.000 produzidas desde o início do rally do inicio de 2016......de 37.000 até 55.000....e de 48.000 até 65.300...

Estamos numa perna de 12.800.....de 56.800 do final do ano passado até os 69.500 desse ano...

Suportes do Bovespa: 64.000, 63.800, 63.500, 63.000 e 62.500
Resistências: 64.500, 64.800, 65.300, 66.000 e 66.500

Bovespa, diário, escala logarítmica




Bovespa, semanal, escala logarítmica














sexta-feira, 17 de março de 2017

BBAS3 fecha "em cima" de sua LTA de 10 meses

BBAS3 fecha "em cima" de sua LTA de 10 meses

BBAS3, diário, escala logarítmica






PETR4 perde um pivot importante no tempo diário, a faixa de 13,30....só não diria "catastrófico", porque ainda não perdeu a faixa de 12,80.....o problema é que PETR3 já está num nível "catastrófico"

PETR4 perde um pivot importante no tempo diário, a faixa de 13,30....só não diria "catastrófico", porque ainda não perdeu a faixa de 12,80, fundo de 2008, crise do Subprime

Mais.,,perdeu a congestão de 14,00-16,40 num fechamento semanal

Fechou a semana abaixo de sua MA200.....

O problema é que PETR3 já está num nível "catastrófico"....Já havia perdido na semana passada o fundo de 2008.....desabou mais essa semana......

Os fechamentos abaixo são do "After-market"

PETR4 fecchou em 13,16.....PETR3 fechou em 13,85

PETR4, Semanal, escala logarítmica




PETR4, Diário, escala logarítmica





PETR3 Semanal, escala logarítmica








quinta-feira, 16 de março de 2017

Vamos contar a verdadeira história.....a história que praticamente toda Wall Street se perguntou hoje, e que se espalhou por todo o mercado financeiro....por que o FED aumentou 2 vezes as taxas de juros em 3 meses, mesmo com o PIB mundial e americano dando sinais pra lá de negativos ?...Ora....o FED já percebeu que os mercados estão em bolha.....

Vamos contar a verdadeira história.....a história que praticamente toda Wall Street se perguntou hoje, e que se espalhou por todo o mercado financeiro....por que o FED aumentou 2 vezes as taxas de juros em 3 meses, mesmo com o PIB mundial e americano dando sinais pra lá de negativos ?

Ora....o FED já percebeu que os mercados estão em bolha.....










quarta-feira, 15 de março de 2017

"Dólar x Real" depois da pancada de quase 2% de hoje.....ainda acima da LTA e fechamento "em cima" de pivot forte de 3,10-3,11

"Dólar x Real" depois da pancada de quase 2% de hoje.....ainda acima da LTA e fechamento "em cima" de pivot forte de 3,10-3,11

"Dólar x Real" , semanal, escala logarítmica, período 5 anos





Bovespa em modo bolha rumo aos 74.000 ou até VALE5 bater 37,50-40,00.......em 15-03-2017

Forte alta do Bovespa hoje,,,,,,fechamento em 66.230, alta de 2,3%

Mesmo com o FED aumentando a taxa de juros pela segunda vez em 3 meses, o Bovespa se lançou e se lança rumo a novas máximas....

Do ponto de vista gráfico, a dinâmica aqui levantada nos últimos dias parece se fortalecer mesmo...

Depois do toque nos 69.500, Bovespa veio procurar sua MA50.....assim como fez em meados de setembro do ano passado, e andou sobre ela alguns poucos dias......e engata novas máximas...

Hoje, isso ficou mais claro ainda.....parece ter armado forças para buscar os 67.000, depois 68.000, depois finalmente o topo em 69.500.......ainda mirando o topo histórico...lá nos 74.000

No tempo horário, isso deve aparecer quando a MA50 (linha amarela abaixo) cruzar para cima sobre a MA200....

Vejam que até mesmo uma LTB curtinha foi rompida olhando pelo gráfico horário

Suportes em 65.700, 64.800 e 64.200
Resistências em 66.500, 67.000, 68.000, 69.000 e 69.500



Bovespa tempo horário, escala logarítmica




Bovespa, diário, escala logarítmica





Bovespa, diário, escala logarítmica, período 8 anos