quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Estou escrevendo isso num dia de forte alta do petróleo.....mas, vamos lá....estamos mais próximos dos 52.000 do Bovespa....do que aos 65.300, topo duplo.....vamos olhar 2 LTB's curtas.....Bovespa e VALE5

Estou escrevendo isso num dia de forte alta do petróleo.....mas, vamos lá....estamos mais próximos dos 52.000 do Bovespa....do que aos 65.300, topo duplo.....

Vamos olhar 2 LTB's curtas.....Bovespa e VALE5



Bovespa, tempo 60 minutos, escala logarítmica, hora 14:32



VALE5, tempo 60 minutos, escala logarítmica, hora 14:32







Goldman Sachs, um dos 2 maiores pesos do Dow Jones, toca o topo histórico, "Pré-Crise Subprime de 2007" há poucos minutos atrás, sobe insanos 60% em menos de 6 meses, e se distancia 40% de sua MA200 numa euforia jamais vista em Wall Street nos últimos 20 anos

Goldman Sachs, um dos 2 maiores pesos do Dow Jones, toca o topo histórico, "Pré-Crise Subprime de 2007" há poucos minutos atrás, sobe insanos 60% em menos de 6 meses, e se distancia 40% de sua MA200 numa euforia jamais vista em Wall Street nos últimos 


IFR14 no tempo diário atinge 83, com uma fortíssima divergência baixista

Goldman Sachs, SEMANAL, escala logarítmica, período 12 anos



Goldman Sachs, DIÁRIO, escala logarítmica, período 4 anos








Royal Bank of Scotland, um dos 3 maiores bancos do Reino Unido, e um dos maiores do mundo, falha no "teste de stress" anual feito pelo Banco da Inglaterra

Royal Bank of Scotland, um dos 3 maiores bancos do Reino Unido, e um dos maiores do mundo,  falha no "teste de stress" anual feito pelo Banco da Inglaterra

Vejam abaixo matéria do Jornal Britânico "The Guardian"

https://www.theguardian.com/business/2016/nov/30/rbs-fails-bank-of-england-stress-test

RBS fails Bank of England stress test
Taxpayer-backed bank unveils plan to bolster its capital by £2bn after faltering in annual health check of UK banking system

Jill Treanor
Wednesday 30 November 2016 09.01 GMT

Royal Bank of Scotland has emerged as the biggest failure in the Bank of England’s annual health check of the UK banking system.

The bank, which is 73% owned by taxpayers, issued a plan on Wednesday to Threadneedle Street intended to bolster its financial strength by an estimated £2bn.

Two other banks, Barclays and Standard Chartered, also struggled in the so-called stress tests, the toughest yet, which are based on hypothetical scenarios including house prices falling and the global economy contracting by 1.9%. Barclays already has a plan in place to bolster its financial position, while Standard Chartered said it has not needed to take any action.

As the Bank announced the results of its third annual stress tests, it warned of a “challenging period of uncertainty around the domestic and global economic outlook”.

Domestic risks include the uncertainty created by the Brexit vote, the commercial property sector, high level of debts in UK households and the potential vulnerability of the economy to a reduction in foreign investors buying UK debt.

Mark Carney, the Bank governor, said Threadneedle Street was keeping an eye on household debt. Households are “drawing down their savings for the first time since the crisis”, he said. Lending to households increased by 4.1% in the year to September, close to the fastest rate since the 2008 crisis, the Bank said.

Global risks are described as “elevated”, with the Bank also warning that there could be an impact on global trade from Donald Trump’s election as US president. Chinese debt is high and the Bank also highlighted risks in some countries using the euro, including those caused by a referendum in Italy on Sunday.

The Bank also provided its promised update to the health of the residential mortgage market and is keeping in place measures announced in 2014 to restrict lenders’ ability to help customers needing to borrow four and half times their income.

Three other banks, Lloyds Banking Group, HSBC and the UK arm of Santander, as well as Nationwide, were subjected to the test. The Bank said its stress tests were made up of “a very severe, synchronised UK and global economic recession, a congruent financial market shock and separate misconduct cost stress”.

Standard Chartered and RBS had the weakest financial positions in stress tests held last year.

On RBS, the deputy Bank governor, Sam Woods, said: “It’s taking a long time to move this bank forward.”

The Bank found that in aggregate, the entire banking system was strong enough to withstand the test, which is based on a five-year scenario in which £44bn of capital is wiped out in the first two years – five times the losses incurred during the depths of the financial crisis.







"Rally de Trump" dura até o dia de sua posse", diz Tom McClellan, editor do "McClellan Report", para a CNBC

"Rally de Trump" dura até o dia de sua posse", diz Tom McClellan, editor do "McClellan Report", em matéria publicada horas atrás pelo portal CNBC

Diz ele que, após a eleição, as pessoas se entusiasmam esperando que tudo que está errado possa ser corrigido, etc, etc, etc

Numa outra direção, ao assumir, o governo seguinte, "diferente" do "antigo", encara questões aparenteenente piores do que imaginava.....há uma certa decepção, o mercado vende, etc, etc, etc

É......pode ser......

Não estou falando do Tom McClellan, que faz um trabalho excepcional com seus "relatórios"....

Mas, o que a midia dizia caso Trump vencesse ?

"Que seria o caos"

Enfim....

Lembrando que Donald Trump assume dia 20 de janeiro de 2017

Fiquem com a matéria:

http://www.cnbc.com/2016/11/29/trump-market-rally-will-end-after-inauguration-expert-predicts.html

Trump market rally will end after inauguration, expert predicts
Michelle Fox | @MFoxCNBC
11 Hours Ago
CNBC.com

The market may be rallying on President-elect Donald Trump's victory, but one market expert told CNBC he expects that to end after Inauguration Day.
That's because that has been the pattern when a new president from a different party takes office, said Tom McClellan, editor of the McClellan Market Report.

After the election, hopefulness and euphoria usually sends stocks higher because "everybody assumes that whatever's wrong is going to get changed or fixed by the new guy even though nobody's doing anything yet in terms of governing," he said in an interview with "Closing Bell" on Tuesday.

However, the morning after the inauguration, people realize the problems still exist and it will take longer to fix them, he noted.

"That tends to bum everyone out and so they sell their stocks."

And that's not the only thing that can discourage investors, according to McClellan.

Typically, a new president from a different party finds that things are worse than he said during the campaign, and the only solution is whatever package of tax cuts or tax hikes or spending he wants to get through Congress, McClellan explained.

"Investors don't like to hearing that things are worse than we expected and that tends to depress prices during the first year of a new term."

Trump will be sworn in as the 45th president of the United States on Jan. 20.




segunda-feira, 28 de novembro de 2016

E ainda tem alguém aí que ache que o Brasil não vai virar uma Grécia em 2-3 anos ? ......Agora, há pouco no Jornal "Estado de Minas": Estados propõem que ajuste fiscal deixe de ser contrapartida à repatriação"

E ainda tem alguém aí que ache que o Brasil não vai virar uma Grécia em 2-3 anos ? 

...Agora, há pouco no Jornal "Estado de Minas": Estados propõem que ajuste fiscal deixe de ser contrapartida à repatriação"

Cada hora é uma "coisa"......

http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2016/11/28/interna_politica,827913/estados-propoem-que-ajuste-fiscal-deixe-de-ser-contrapartida-a-repatri.shtml

Estados propõem que ajuste fiscal deixe de ser contrapartida à repatriação

 postado em 28/11/2016 19:07
 Agência Estado

Brasília, 28, 28 - Menos de uma semana após o governo federal anunciar o pacto pelo ajuste fiscal com os Estados, os secretários de Fazenda, reunidos nesta segunda-feira, 28, no Ministério da Fazenda, decidiram propor que as medidas de rigor fiscal nos Estados sejam desvinculadas do recebimento de parte da multa arrecadada com o programa de repatriação de ativos no exterior. Os representantes dos entes federativos também propõem mudanças no teto de gastos que os Estados também terão de adotar.

De acordo com a secretária de Fazenda de Goiás, Ana Carla Abrão, a ideia é acabar com o desconforto que era sentido pelos governos dos Estados do Nordeste, sem alterar o conteúdo das medidas. "O problema era mais de forma do que de conteúdo. Ninguém está aqui para fazer troca-troca. Não há resistência às medidas de ajuste, mas havia um mal estar porque o acordo parecia um toma lá, dá cá", disse a secretária.

Por isso, a nova proposta é separar as duas discussões: os Estados continuam querendo os recursos da multa da repatriação, que segue em disputa no Supremo Tribunal Federal (STF). Porém, não querem vincular esse recebimento à adoção de medidas fiscais, embora todos afirmem concordar com elas.

Além disso, os secretários propuseram alterações no teto para o crescimento de gastos que os Estados deverão adotar. A primeira delas diz respeito ao indexador para o limite. Até então, assim como no teto federal, o crescimento das despesas nos Estados também estaria limitado à variação do IPCA no ano anterior. A nova proposta é que cada Estado possa escolher em cada ano se adotará o teto corrigido pela variação da inflação ou pela variação da receita corrente líquida. "O que for menor", detalhou Ana Carla.

Além disso, os Estados concordam em adotar o teto por dez anos, mas agora propõem que o indexador possa ser rediscutido a partir do quinto ano - e não do sétimo, como constava na proposta original. "Não necessariamente será preciso tanto tempo para que os Estados melhorem suas finanças. Enquanto o problema da União se refere à melhora da trajetória da dívida, a questão dos Estados é financeira, de caixa para realizar investimentos", argumentou a secretária.




Bovespa....olhando apenas uma LTB no tempo horário....

Bovespa....olhando apenas uma LTB no tempo horário....

Fechamento em 62.850 pontos...alta de 2,1%

Suportes agora em 62.500, 62.000 e 61.500

Resistências em 63.000, 63.500, 63.800, 64.500 e 65.300


Bovespa, tempo 60 minutos, escala logaritmica






Índice "IMAT" volta a faixa de 2.000 pontos, depois de 3 anos, depois que VALE5 bate o antigo recorde atingido há 2 semanas, recorde de toda sua historia....agora, VALE5 está 92% acima de sua MA200 e com o maior IFR14 Semanal de toda sua história

Índice "IMAT" volta a faixa de 2.000 pontos, depois de 3 anos, depois que VALE5 bate o antigo recorde atingido há 2 semanas, recorde de toda sua historia....

agora, VALE5 está 92% acima de sua MA200 e com o maior IFR14 Semanal de toda sua história

Não estamos falando de uma "bolha de commodities"......a bolha já estourou....está estourada.....a China passou de uma economia rural para uma "economia de mercado" em 20 anos.....por isso, a Bolha de Commodities...

Vai demorar mais 50 anos pra termos uma nova bolha de commodities, como a que vimos de 2003-2004 até 2010-2011

VALE5 toca um divisor fundamental....a faixa de 27.50


IMAT, Diário, período 7 anos, fechamento as 17:55




VALE5, Diário, período 10 anos, fechamento as 17:55








sábado, 26 de novembro de 2016

Bovespa - Final de Semana

Depois de 2 dias sem postar, vamos a uma análise do Bovespa, embora os últimos dias, dado o feriado "prolongado" nos EUA tenha comprometido um pouco o já "especulado" índice, principalmente no curto prazo.

Índice Bovespa fechou a sexta feira a 61.550, alta de 0,27%..

Depois de romper uma importante faixa de 61.500 no meio da semana, quando bateu na máxima em 62.500, outro pivot interessante, o Bovespa volta a fechar "em cima" desse pivot de 61.500.

A MME13 ainda abaixo da MME21, ou seja, ainda em modo venda no diário.

Tem uma LTB no curtissimo prazo abaixo destacada...uma LTA mais curta ainda tocada no intraday na sexta....

Talvez o mais interessante olhar ao final da semana, são as bandas bollinger no SEMANAL, que passei a colocar abaixo....elas estão muito mais estreitas agora....e estamos falando de SEMANAL...O que pode indicar um movimento forte nos tempos longos num breve intervalo de tempo...

Suportes agora em 60.300, 59.400 e 58.300
Resistências em 62.000, 62.500 e 63.000

Bovespa, diário, escala logarítmica




Bovespa, SEMANAL, escala logarítmica







quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Dow Jones supera "fácil" os 19.000 pontos e Dow Transportation fecha em 9.000 pontos, 200 pontos abaixo do topo de 2015

Dow Jones supera "fácil" os 19.000 pontos e Dow Transportation fecha em 9.000 pontos, 200 pontos abaixo do topo de 2015


 Dow Transportation, Semanal, período 12 anos fecha em 9.000 pontos, 200 pontos abaixo do topo de 2015





O que segura o dólar, no mundo todo, não é uma "operação de 1 dia"....no longo prazo, dólar e "títulos do tesouro" estão intrinsicamente ligados...Perguntem a Armínio Fraga, quando elevou a taxa de juros para 45% aa em 1999

"Brinquei semana passada, que o Banco Central do Brasil estava "todo feliz" em ter levado o câmbio para uma queda.

Ações de compra ou venda de dólar por Bancos Centrais têm efeitos polêmicos, duvidosos e quetionáveis.

Se olharmos o longo prazo, a dúvida acaba muito rapidamente

No fim de semana, numa longa explanação, tentei expor o meu argumento quanto ao "risco Lula-2003"

Em paralelo, aprofundei alguns movimentos do Banco Central presidido por Arminio Fraga naquele início conturbado de 1999, período em que o dólar "foi permitido" flutuar

É óbvio que nas semanas anteriores, ainda sem Armínio Fraga na Presidência, o BC tentou vender dólares pra segurar a cotação, ainda quando o dólar flutuava numa "banda suja", isto é, "dentro de uma banda invisível ajustada pelo BC"

Foi em vão.....queimou-se Reserva Internacional....e, não foi pouco

O que fez Armínio pra tentar segurar a cotação do dólar no exato momento em que "lhe foi permitido flutuar" ?, Ainda que a disparada fosse previsível no curto prazo..

Armínio levou as taxas de juros pra faixa surreal de 45% ao ano.....resgato o gráfico da SELIC, período 20 anos

Fonte: Banco Central




O indice "dólar" já opera perto dos 102 hoje.......o dolar dispara no mundo todo....

E a razão mais forte é a iminente alta tas taxas de juros americana...

O Mundo dando "meia volta" para os EUA.....E isso também explicar a explosão da taxa de juros londrina LIBOR e da TED....

Obviamente,,,,alem dos estresse no interbancário londrino, escassez de dólares devem estar gritantes no mercado de "Eurodólares"

Vejam abaixo a comparação "índice dólar" com as "taxas dos títulos de 10 anos do Tesouro Americano" em 45 anos...

É nítida a "correlação"......se uma curva sobe, a outra sobe....se os juros retomam tendências de alta, o índice dólar vai na mesma direção....o dolar se fortalece no mundo todo

Logo abaixo, a comparação do "indice dolar" com o "dolar x real"

Agora, o que significa essa tendência de fortalecimento do dólar em curso ?

Commodities revertem...aumento de defaults, que podem se exacerbar com empresas extremamente alavancadas, e recessão

Agora, se isso acontece com empresas que negociam commodities, essa equação pode virar "pólvora pura", pois estaríamos falando de preços de commodities em queda com passivos em alta

Se o indice dólar continuar a se manter nessa trajetória altista nos próximos meses, em busca dos topos do ano de 2000-2001, pensar no "dólar x real" de volta a faixa de 4,00 passa a ser fortemente possível

Os próximos meses não serão fáceis

Índice Dólar na "parte de cima" e "taxas dos títulos de 10 anos do Tesouro Americano"  na parte "debaixo", período 45 anos





" Dólar x Real" na "parte de cima" e "índice dolar"  na parte "debaixo", período 20 anos










Depois de VALE5 chegar a 92% de sua MA200, agora é a vez de GGBR4 (Gerdau PN) , que chega a 90% de sua MA200, a maior distância de toda sua história.....VALE5 não esquece de sua aberração e volta ao topo duplo....

Depois de VALE5 chegar a 92% de sua MA200, agora é a vez de GGBR4 (Gerdau PN) , que chega a 90% de sua MA200, a maior distância de toda sua história.....VALE5 não esquece de sua aberração e volta ao topo duplo....

GGBR4, Diário, período 12 anos, MA200 em linha vermelha abaixo






segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Parece que acabou "de vez" o "conto do segundo semestre"......ainda à procura do fundo...vamos à matéria do Portal G1......"Mercado estima menos inflação para este ano e 'tombo' maior do PIB"

Parece que acabou "de vez" o "conto do segundo semestre"......ainda à procura do fundo...

Vamos à matéria do Portal G1......

Todo o texto no link:

http://g1.globo.com/economia/mercados/noticia/2016/11/mercado-estima-menos-inflacao-para-este-ano-e-tombo-maior-do-pib.html

Abaixo, parte da matéria:

21/11/2016 08h28 - Atualizado em 21/11/2016 08h57
Mercado estima menos inflação para este ano e 'tombo' maior do PIB
Previsões foram divulgadas nesta segunda-feira pelo Banco Central.
Mercado baixou estimativa de crescimento do PIB de 2017 para 1%.
Alexandro Martello
Do G1, em Brasília
FACEBOOK

Os economistas das instituições financeiras previram menos inflação para este ano e um "encolhimento" maior do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016, além de uma expansão mais fraca da economia no próximo ano.
As expectativas foram coletadas pelo Banco Central na semana passada e divulgadas nesta segunda-feira (21) por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus. Mais de cem instituições financeiras foram ouvidas.
A estimativa do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano recuou de 6,84% para 6,80% na semana passada. Mesmo assim, permanece acima do teto de 6,5% do sistema de metas de inflação e bem distante do objetivo central fixado para 2016, que é de inflação de 4,5%.
Para 2017, a previsão do mercado financeiro para a inflação permaneceu estável em 4,93%. O índice está abaixo do teto de 6% para o IPCA, fixado para o ano que vem, mas ainda acima da meta central, que de inflação de 4,5%.

Produto Interno Bruto

Para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2016, o mercado financeiro prevê agora um encolhimento de 3,40%. Na pesquisa anterior, feita na semana retrasada, a previsão era de queda de 3,37%.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos no país, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.
Essa será a primeira vez que o país registra dois anos seguidos de retração no nível de atividade da economia – a série histórica oficial, do IBGE, tem início em 1948. No ano passado, o recuo foi de 3,8%, o maior em 25 anos.
Os economistas das instituições financeiras também baixaram a previsão de alta do PIB em 2017, de 1,13% para 1%, informou o BC.




"4 razões para o mercado afundar em 2017 por conta de um dólar forte", por Jeff Reeves, em "MarketWatch", do "The Wall Street"....adiantando..."Outro colapso nas commodities", "Pressão sobre os lucros das multinacionais americanas", "turbulência nos mercados emergentes", "Menos empréstimos e gastos das empresas americanas"

Depois de quase 2 semanas da vitória de Donald Trump À Preisidência dos Estados Unidos, finalmente uma análise mais "concisa", objetiva e realista do quadro dos mercados acionários americanos e, por "tabela" , mundial.

Obviamente, a matéria abaixo foca o mercado acionário americano.

E o título é:

"4 razões para o mercado afundar em 2017 por conta de um dólar forte"

Matéria publicada na última sexta-feira, dia 18-11-2016

A matéria é muito clara......clara demais...

Essencialmente, as 4 razões estão umbilicalmente ligadas a força do dólar, força essa vista através da disparada do "índice dólar" para níveis acima de 100 (fechou em 101,4) na última sexta-feira.

São elas:

1 - Outro colapso nas commodities
2-  Pressão sobre os lucros das multinacionais americanas (lucros vindos de suas filiais mundo afora)
3- Turbulência nos mercados emergentes  (a matéria cita explicitamente México e Brasil)
4- Menos empréstimos e gastos das empresas americanas

A matéria ainda termina comparando os últimos movimentos do dólar, onde ele tangenciou a faixa de 100, como em meados de 2015 e início de 2016, momentos em que os índices acionários americanos sofreram, para solidificar todo o argumento fundamentalista então apresentado


Vamos a matéria, crédito "MarketWatch"

http://www.marketwatch.com/story/4-reasons-why-a-strong-dollar-may-sink-the-stock-market-rally-in-2017-2016-11-18


Opinion: 4 reasons why a strong dollar may sink the stock-market rally in 2017
By Jeff Reeves
Published: Nov 18, 2016 11:04 a.m. ET

The greenback has surged in recent days, with the benchmark U.S Dollar Index back above 100 to its highest levels since 2003.

It’s not secret as to why the dollar DXY, -0.40%  is rallying. It’s nearly certain that the Federal Reserve will raise interest rates again at its December meeting while the rest of the world is still aggressively easing monetary policy, and President-elect Donald Trump has been very vocal about protectionist policies that include tariffs and other measures meant to rebalance U.S. trade relationships.

However, while it’s true that stock-market investors can’t fight the Fed and while the Trump trade has certainly been very profitable in the last week or so, there are serious challenges ahead if this dollar rally continues.

Admittedly, it’s hard to tell how much follow through we’ll see on Trump’s talk during the election. And in the age of Brexit and continued sluggishness out of China’s economy, it’s important to acknowledge that there are other big trends at play in the global economy right now.

But all things being equal, a dramatically stronger dollar is a huge wild card. And contrary to political talking points that play well with the unemployed workers of the Midwest, a significantly stronger dollar may not be the best thing for the stock market SPX, -0.24%   or for U.S. businesses right now.


In fact, if the greenback keeps this up, it could put the brakes on the stock-market rally in 2017. And here’s why:

Another commodities collapse.

 Unless you’ve been living under a rock, you should know that the current third-quarter earnings season will be the first period of year-over-year profit growth in the S&P 500 since the first quarter of 2015. And a big reason for that is because commodity companies have finally stopped the bleeding, thanks to a combination of deep cost-cutting and rising materials prices. After bottoming at under $27 a barrel, crude oil CLZ6, +1.71%   traded over $50 as recently as October and gold GCZ6, +0.48%   has rallied from a low around $1,050 to start the year to over $1,200.

However, we’ve already seen these commodity prices soften up as the dollar keeps pushing higher — and if that trend continues, we could see a lot of pain return to these sectors of the market.

Profit pain for multinationals

. While the Trump trade is theoretically good for American companies, investors haven’t acknowledged the reality that many U.S.-domiciled blue chips do the majority of their sales overseas. Consider that for all the talk about automakers moving jobs to China or Mexico, General Motors GM, -1.26%  in 2015 sold 3.08 million vehicles to consumers in the U.S. — and 3.73 million in China and a total of 9.96 million vehicles worldwide. Or take MCD, +0.46% which did roughly a third of total revenue in the U.S. in 2015 —- just $8.6 billion of $25.4 billion in total sales. When you have to book the bulk of your sales in weaker foreign currencies, it weighs on the bottom line.


Emerging-market headwinds.

 While the dollar index weighs the greenback against a basket of currencies, it’s worth noting that individual currencies have moved in much more dramatic way — particularly, emerging market currencies like the Mexican peso USDMXN, -0.6565%   and Brazilian real USDBRL, -0.0443% That’s a troubling sign because a big differential in exchange rates will make it harder for American companies to compete against peers in Europe and Asia in these markets as U.S. goods become more expensive. Particularly in troubled emerging markets like Brazil, where economic growth has slowed in the last year or so, a big price differential for American goods will matter materially in how businesses and consumers spend their money.

Less corporate lending and spending

There’s a reason we use the word “tightening” to describe monetary policies that result in rising interest rates and stronger dollar. A rising greenback limits lending by making it more costly to borrow in U.S. dollars — and that’s even more pronounced for those outside the U.S. In 2017, when corporations have less profits thanks to the aforementioned currency exchange rates and headwinds abroad, tighter credit could be a big factor. Less spending on capital improvements, acquisitions or other corporate efforts could weigh on future growth outlooks as well as year-over-year comps.


Finally, we’ve seen this movie before. It’s worth noting that the last time we were talking about a skyrocketing dollar, it was two years ago, at the end of 2014 and the dawn of 2015. The result was not pleasant for investors, as U.S. stocks basically finished 2015 right where they started, and the U.K.’s FTSE UKX, +0.43%   and Germany’s DAX DAX, +0.31%   both finished in the red. At the same time, both India’s Sensex 1, -1.47%   and Hong Kong’s Hang Seng HSI, +0.06%   finished down by double digits as the strong dollar destabilized emerging markets and made dollar-denominated debt much harder to pay back. The global economy hasn’t exactly gone like gangbusters in the last 24 months, so it may not be realistic to think that anything different will happen this time for global equities.



"A previsão de que os balanços das empresas começariam a refletir em breve a possível retomada da economia não passou disso: uma expectativa", por Jornal "Valor"

Jornal "Valor" de hoje:

http://www.valor.com.br/empresas/4781653/faturamento-cai-pela-primeira-vez-desde-2012

21/11/2016 às 05h00
Faturamento cai pela primeira vez desde 2012

A previsão de que os balanços das empresas começariam a refletir em breve a possível retomada da economia não passou disso: uma expectativa. De julho a setembro, pela primeira vez em mais de quatro anos, a receita líquida de 278 empresas de capital aberto apresentou queda nominal de 3% na comparação com o mesmo período do ano passado, para R$ 335,3 bilhões, diante da combinação de fatores venenosos para os negócios: desemprego, juros e inflação altos e riscos no cenário externo. Se acrescentada a inflação, a queda real da receita passaria de 10%.







domingo, 20 de novembro de 2016

Quanto custou o "Risco Lula-2003" ?

Anteontem, sexta-feira, levantei a seguinte questão:

"Quanto custou o "risco Lula-2003" e o "Risco Dilma-Impeachment 2015-2016" ?

Quando falamos de curto prazo, é sempre um pouco mais simples quantificar esse tipo de "variável".

Por que ?

Por que temos o "visual" das variáveis envolvidas "mais de perto".

Afinal, o "preço de moeda" é resultado de alguns "pontos-chave", de "variáveis-chave"

Assim, para quantificar o "Risco Dilma-Impeachment 2015-2016", apenas utilizei como parâmetro o "índice dólar", que é, essencialmente, o "preço do dólar americano frente uma cesta de moedas (euro, iene japonês, libra esterlina, dolar canadense, coroa sueca e franco suíco), excluindo algumas variáveis que "tomei estáveis" nesse período

Ou seja, se na virada de 2015 para 2016 até às vésperas do impeachment de Dilma, o "dólar x real" atingiu a faixa de 4,15 com o "indice dólar" na faixa de 100, e hoje, o mesmo índice se encontra na mesma faixa (101) , com o "dólar x real" em 3.39-3,40, a diferença seria o "Risco Dilma-Impeachment". Isto é, um "risco quantificado" de aproximadamente R$ 0,80 por cada dólar americano

Para o "Risco-Lula 2003", temos um quadro completamente diferente

Primeiro, é preciso entender o "porque" do"Risco Lula-2003" ?

Ora, porque se voltarmos no tempo, veremos que a eleição de Lula, então candidato do Partido dos Trabalhadores em 2002, foi recheada de expectativas quanto a seu pensamento em relação a dívida externa brasileira.

Olhando seu passado e de seu partido, a promessa de uma moratória da dívida externa sempre foi recorrente. Portanto, às vésperas das eleições de 2002, principalmente quando a possibilidade de sua vitória se tornou real, a expectativa de uma moratória aumentou.

Esse era o "Risco Lula-2003"; uma vitória sua significaria um risco real de moratória.

Assim, várias classes de ativos começaram a refletir tal possibilidade; o dólar não foi diferente

Abaixo, podemos ver a trajetória do "dólar x real" dos últimos 20 anos e a forte alta no final de 2002 (gráfico dólar x real na parte de cima e do "índice dólar" na parte debaixo




Obviamente, o período 1994-1999 não é uma referência "pesada", já que havia uma política de "câmbio fixo"; as desvalorizações aconteciam, mas controladas pelo Banco Central dentro do contexto de "âncora cambial" do "Plano Real

A partir de 1999, o câmbio é liberado dentro de um cenário mundial turbulento, pós Crise da Ásia em 1997 e Default da Rússia em 1998.

No início de 1999, logo após a liberação do câmbio, a faixa de 2,15 é testada; a partir, daí, o que se vê é uma forte atuação do Banco Central, que joga a taxa de juros na "estratosfera" (45%  ao ano ) e um breve período de calmaria que dura pouco mais de 1 ano e meio, o suficiente para jogar o "dólar x real "de volta a faixa de 1,75.

A partir daí, tudo muda, já que também os americanos começam a aumentar seus juros, dinâmica que acompanhou o estouro da "Bolha da Internet"

Então, o Brasil não só foi pressionado pela própria mudança na política cambial, mas, também pela dinâmica altista nos juros americanos.

Assim, como pode ser visto acima, o "dólar x real" atinge a faixa de 2,80 junto com a forte alta no "índice dolar" que atingiu a faixa de 115

Quantificar o "risco Lula-2003" passa a ser muito mais complicado, porque, diferente do cenário atual 2015-2016, as "condições de temperatura e pressão" não eram "estáveis". 

Num curto período de tempo, isto é, entre 2000 e 2003-2004, não só o Brasil passou por turbulências internas, como a "liberação do câmbio" e forte alta nas taxas de juros, como o mundo assistiu uma dinâmica altista dos juros americanos que mexeu, sobremaneira, com o dólar americano e seu "indice dólar", reflexo de sua força frente a outras moedas.

Pra termos idéia da dificuldade, temos o seguinte:

Quando o nervosimos atingiu o ápice, em outubro de 2002, o "dólar x real" bateu 4,01; aí, o índicde dólar se situava na faixa de 110. Ao final do primeiro ano do "Governo Lula", com um pouco mais de clareza de seu governo, e de uma "não-moratória externa", o "índice dólar" havia caido para a faixa de 100, enquanto o "dólar x real" recuara para a faixa de 2,80.

A faixa de 100 atingida pelo "indice dólar" nesse momento era a mesma do início de 2000; 100 por 100 deveria levar o "nosso dólar x real" para a mesma faixa de 2000, que era 1,80; e não foi isso que ocorreu, o recuo apenas foi para 2,80, como citado acima

Essa dificuldade muito possivelmente tem a ver com o gráfico abaixo de nossa "curva de juros".

Como disse, aquele período foi marcado por mudanças bruscas em inúmeras variáveis importantes que impactam diretamente no câmbio;uma delas, "nossa taxa selic"

Vejam que no período conturbado de "liberação do câmbio", já com o Brasil sofrendo fortes perdas em suas "Reservas Internacionais" , o Banco Central leva a taxa de juros para 45% ao ano para conter o dólar. Em seguida, uma queda forte e uma certa estabilização. 

Às vésperas das eleições, com o "risco Lula" subindo, nova alta, para uma faixa próxima a 25%


Taxa Selic anualizada, período 20 anos


Fonte: Banco Central



Volto a dizer, a diferença "45-25" nessa curva de juros provavelmente impactou na definição do ponto de equilíbrio exato do "dólar x real"

A pergunta que fica é:

Se Armínio Fraga, Presidente do Banco Central naquele início de 1999, leva a taxa de juros apenas pra faixa de 25% ao invés de 45%, teria obtido sucesso em trazer o dólar para a casa dos 1,80, como o fez  ?

Provavelmente, não.....

Como vemos acima, ao final do primeiro ano do Governo Lula, a Selic ainda se situa em patamar excessivamente alto, ali por volta de 15%-20%, 

Isso foi suficiente apenas para levar o dólar a 2,80, com uma queda de cerca de 10% do índice dolar

Aqui, um modelo mais "elaborado" teria que ser construido para "quantificar" o custo do "Risco-Lula-2003"

Se supusermos que o Banco Central não conseguisse conter o dólar na faixa de 2,00, com juros a 15%-20% em 1999-2000, e a disparada mais coerente fosse a 2,80, e não "apenas" 2,15, o "custo" Risco-Lula-2003" foi provavelmente algo muito mais entre "esses 2,80 e 4,00 "menos a queda de 10% do "índice dolar no período"".......lembremos que, como pode ser visto no gráfico do "índice dolar" acima, o índice cai de 115 pra faixa de 100 de 2002 pra inicio de 2004

Esse seria um "modelo factível"....curiosamente, os mesmos "R$ 0,80" que encontramos na "equação" do "Risco-Dilma-Impeachment"

A queda que se viu mais à frente do "dólar x real" faz parte de novas discussões que podemos ter em outras datas, porém, resumidamente, o que podemos adiantar é que, novas variáveis foram inseridas de 2004 em diante; mais precisamente a Bolha de Commodities que irrigou o mercado brasileiro de dólares.








sábado, 19 de novembro de 2016

Quando o dólar começa a subir forte, sempre vem a mesma pergunta e dúvida.....as empresas exportadoras se beneficiam no mercado financeiro ? Na Crise de 2008-2009, quando o dólar subiu 67%, 5 das maiores exportadoras brasileiras entraram em "Crash" da mesma forma

Quando o dólar começa a subir forte, sempre vem a mesma pergunta e dúvida.....as empresas exportadoras se beneficiam no mercado financeiro ? 

Na Crise de 2008-2009, quando o dólar subiu 67%, 5 das maiores exportadoras brasileiras entraram em "Crash" da mesma forma

Portanto, em 2008, nenhuma delas foi "hedge" para o crash do Bovespa

O Caso da EMBRAER é mais gritante ainda, já que ela já vinha em crash em 2007, e ao longo de 2008 ela acentua o forte movimento baixista. O Retângulo marcado abaixo para EMBR3 , assim como todos os outros, apenas se restringe a abril-dez-2008-jan-2009

Vamos a elas e seus movimentos destacados em retângulos vermelhos abaixo ?

VALE5 (VALE PN)
EMBR3  (EMBRAER ON)
JBSS3(JBS ON)
BRFS3 (BRF ON)
MRFG3 (MARFRIG ON)


VALE5, Semanal, período 10 anos



EMBR3, Semanal, período 10 anos





JBSS3, Semanal, período 10 anos



BRFS3, Semanal, período 10 anos



MRFG3, Semanal, período 10 anos








Bovespa - Final de Semana.....se você tivesse que marcar.....o Bovespa é o Bovespa de 2015 ou o Bovespa de 2008-2009 ?...MACD e Histograma entram em "Modo Venda" no SEMANAL

Bovespa - Final de Semana.....se você tivesse que marcar.....o Bovespa é o Bovespa de 2015 ou o Bovespa de 2008-2009 ?

Bovespa fecha a semana em 59.961, pontos, com alta ontem de 0,32%

Ao longo da semana, engatou uma forte dinâmica de queda até bem próximo a um forte divisor, a faixa de 58.000, quando bateu 58.300, na segunda-feira.

Depois, repicou até os 61.500 , exatamente onde era o suporte que balizou o primeiro pivot de baixa. Essa faixa, inclusive, era por onde passavam as MME'S 13 e 21 períodos.

Mais do que nunca, como podem ver abaixo, a MME13 está cortada pra baixo sobre a MME21. Isto é, o repique na MME21 e esse tipo de cruzamento são sinais muito fortes de que a tendência virou pra "baixo" no curto-médio prazo

Sinais fortes de venda no tempo diário.

Mais....pela primeira vez, desde junho , MACD cruzou na VENDA no SEMANAL, e histograma passou para "linha abaixo de zero" no SEMANAL, sinalizando VENDA no SEMANA, como pode ser visto no segundo gráfico abaixo.

Quando falamos de correção, nos últimos 8 anos, apenas em nov-dez-2012 e agora em junho-2016, ou seja, apenas 2 vezes a correção foi na "casa de 10-13%" quando MACD e Histograma deram "venda" no SEMANAL.

Marquei os retângulos em vermelho no segundo gráfico abaixo.

Em todos ou outros, retângulos em azul, as correções foram acima de 10% nos últimos 8 anos, quando MACD e Histograma "deram venda" no SEMANAL.....

Até agora, a correção foi  pouco abaixo de 10,8%, de 65.300 até 58.300. Portanto, as chances de que caminhamos para uma correção bem acima de 10% são muito grandes nesse momento.

Em nov-dez-2012, quando não houve correção de 13%, houve uma ida no topo duplo, para aí sim depois, engatar uma perna de baixa muito forte e que apenas deu continuidade ao BEAR-MARKET até, por enquanto,os 37.000 do inicio de 2016

A recuperação desde os 37.000 tem sido fantástica

Mas além da recuperação econômica não ter apresentado os resultados que muitos esperavam......os tais "otimistas do segundo semestre", algumas outras questões mudaram.

É dificil explicar em palavras, embora alguns sinais já estivessem "rondando a superfície", e eram sinais claros, a solidez com que esses sinais se estabeleceram nesses últimos dias parece empurrar mercados, como o brasileiro, para quadros, do ponto de vista fundamentalista, mais negativos.

Nesse ponto, os especuladores parecem sofrer um revés, e a "vontade" de "ir além", parece se enfraquecer, principalmente quando falamos de mercados cuja liquidez é flagrantemente afetada por movimentos externos.

Dito isso, apenas fica a pergunta, diante até mesmo do terceiro gráfico que fiz questão de colocar

Estaria o Bovespa perto de uma correção "estilo 2015-2016", forte, porém, de acordo com o forte rally visto até agora, dos 37.000 até os 65.300, portanto, uma perna de baixa forte apenas para corrigir exageros, de forma a retomar finalmente idas a 69.000.70.000 e 74.000, e tentar enterrar o BEAR-MARKET que já dura 8 anos ? 

Ou estaria o Bovespa iniciando um movimento "estilo 2008-2009", com uma perna de baixa "fulminante" de 50% dos 65.300 num período não muito superior a 1 ano, segundo a mesma dinâmica apresentada aqui pela China por meio de seu principal indice, o "SSEC ?

Suportes: 59.400, 59.000, 58.300, 58.000, 57.500 e 56.500
Resistências: 60.000, 60.300, 61.000, 61.500 e 62.000

Vamos aos 3 gráficos:


Bovespa, diário, escala logarítmica




Bovespa, SEMANAL, escala logarítmica, período 12 anos





Bovespa, SEMANAL, escala logarítmica, período 2006-2009








No fechamento da Semana, "foi-se" a fundamental faixa de 6,80 para o "Dólar x Yuan chinês"

No fechamento da Semana, "foi-se" a fundamental faixa de 6,80 para o "Dólar x Yuan chinês"

 "Dólar x Yuan chinês", Semanal, período 10 anos, escala logarítmica





"Hoje a crise está visível em toda sua força no Rio de Janeiro. Amanhã estará em todo o Brasil", por Ricardo Neves, na Revista Época

Artigo publicada na Revista Época da Semana

http://epoca.globo.com/economia/ricardo-neves/noticia/2016/11/dias-melhores-virao-ainda-que-nao-agora.html

RICARDO NEVES

“Dias melhores virão – ainda que não agora”

Hoje a crise está visível em toda sua força no Rio de Janeiro. Amanhã estará em todo o Brasil
17/11/2016 - 15h06 - Atualizado 17/11/2016 17h31

É comprovado que as pessoas não gostam de quem antecipa notícias ruins, isto é, fatos negativos que ainda não se materializaram, mas que vão certamente acontecer. A reação que um indivíduo tem para com quem ousa trazer notícias de más perspectivas é tão universal e típica que é consagrada pela expressão “atirar no mensageiro”.  Os psicólogos estudam e conhecem muito bem essa característica básica do ser humano de negar aquilo que representa ameaça. Criaram até um nome para isso: “síndrome da dissonância cognitiva”.

Acometido de dissonância cognitiva um indivíduo deixa de agir racionalmente e não consegue assimilar os fatos e se preparar para diminuir os impactos dos eminentes desastres e catástrofes. Irracionalmente, dominado pela emoção, como forma de negar a realidade é levado a descontruir a reputação de quem prenuncia acontecimentos nefastos.

Digo tudo isso acima já procurando me defender de tiros que sejam disparados em minha direção. Afinal trago notícias de catástrofes que ainda estão sendo amadurecidas, mas que já são visíveis como a ponta de um iceberg.

Para aqueles que esperavam que estivéssemos em vias de avistar luz no final do túnel, afirmo que ainda não passamos da metade da crise brasileira iniciada em 2015. O pior ainda está por vir.


O que vem a seguir já está à vista e acontecendo no estado do Rio de Janeiro. Ali já se antecipa como será a realidade de 2017 para a ampla maioria de municípios e governos estaduais.
No Rio o acúmulo de erros e a gestão temerária por parte do governo estadual, que insistiu ignorar todos os sinais de crise desde 2008, produziram uma situação catastrófica e sem saída.
Sem dinheiro para pagar salários, o governo do Rio já decretou calamidade pública. Alega que tudo foi resultado da queda com a arrecadação da receita, decorrente da diminuição dos royalties do petróleo e da queda dos impostos como consequência da recessão econômica. Malandramente omite sua própria culpa pela generosas e irresponsáveis isenções e incentivos fiscais concedidas bem como sua incapacidade de fazer ajustes fiscais.

Situação específicas como a da previdência estadual do estado do Rio mostram que obviamente a crise não foi produzida nem da noite para o dia, nem de dentro para fora. No Rio o número de servidores aposentados tornou-se maior que o de funcionários na ativa. Uma inversão completa dos princípios básicos de política previdenciária foi ignorada e as implicações serão devastadoras para todos, aposentados, funcionários, contribuintes e toda a sociedade fluminense.

O estado do Rio, como todo o resto do país, tem um quadro funcional inchado, onde especialmente o Judiciário e o Legislativo são remunerados com salários inflacionados que não espelham nem a realidade de mercado nem a produtividade.
Um dia a casa cai. E agora a casa caiu mesmo.

Em 2017, como dominós colocados em pé que vão cair um após outro, vamos, da mesma forma que estamos vendo acontecer no estado do Rio, se repetir a cena em quase duas dezenas de governos estaduais. Veremos o mesmo filme da desgraça do desgoverno em algumas centenas de municípios decretando falência e estado de calamidade pública. Todos esperando espetar a conta de sua salvação no colo da União.

Quanto à União, às voltas com sua própria incapacidade de fazer as reformas amargas e dolorosas que estão pendentes já há quase oito anos – desde que a crise de 2008 foi aqui identificada como “marolinha” – caberá aplicar a Lei de Murici, aquela que reza que chega um tempo em que cada um cuida de si.

A alternativa da União será a máquina de imprimir dinheiro, o que acelerará o desastre trazendo de volta à vida aquele nosso velho e monstruoso conhecido, o dragão da inflação.
E, não bastassem os nossos males resultantes de nossos próprios pecados e incúria, o mundo entra em nova e negra fase. O começo da era Trump vai nos trazer mais isolacionismo, mais nacionalismo, mais xenofobia.

Esse imbróglio global vai colocar ainda mais problemas para nossa economia. Frente a isso temos um governo, que ainda que tenha formalmente legitimidade constitucional, carece de um mínimo necessário de credibilidade e suporte cívico para conduzir a nação através de reformas imprescindíveis e que demandam remédios amargos, como reforma da previdência, privatizações e concessões, reengenharia da máquina pública incluindo a demissão na escala de milhões de servidores públicos e de estatais.

Este será um Natal de tristeza e inquietação para mais de 12 milhões de desempregados. Esse contingente de pessoas deverá crescer de forma exponencial ao longo de 2017 fundamentalmente porque o estado brasileiro não cumprirá a sua parte e a incerteza da economia mundial prosseguirá aguardando os desdobramentos da era Trump.

E sem ilusões de alívio em 2018. A incerteza permanecerá ainda em função das expectativas das eleições presidenciais, dos governos estaduais e da renovação do Congresso. Neste contexto, qualquer expectativa de retomada antes de 2019 pode ser colocada na categoria “me engana que eu gosto”.

É assim que a única coisa realista a considerar é que serão tempos, que como dizia Winston Churchill, que demandarão “sangue, suor, lágrimas e trabalho”. 

E nessa perspectiva de onde vamos tirar forças para seguir adiante? Certamente, agora faz diferença aquela que é a mais importante das virtudes nas horas difíceis e desafiadoras: a coragem de cada indivíduo. Dela vai tudo depender daqui para frente.

Observação: O título desta coluna é uma das frases de carta de Winston Churchill enviada ao rei Jorge para contextualizar seu famoso discurso “sangue, suor e lágrimas”, realizado em maio de 1940, logo após a rendição da França aos nazistas quando a Inglaterra decidiu não fazer um armistício com Hitler optando por seguir resistindo sozinha quando todo o continente europeu já estava sob o jugo nazifascista.




sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Você sabe quanto "custou" o risco "Lula" em 2002-2003 ?...e o risco "Dilma-Impeachment" em 2015-2016 ?

Você sabe quanto "custou" o risco "Lula" em 2002-2003 ?...e o risco "Dilma-Impeachment" em 2015-2016 ?

O risco "Dilma-Impeachment" em 2015-2016 custou R$ 0,80 por cada dólar...

Irei desenvolver o raciocínio melhor pra vocês no final de semana...inclusive o custo Lula em 2002-2003

Mas, no caso da "Dilma-2015-2016"...vejamos

Se o índice dólar é uma "cesta de moedas" e valia 100 em 2015-ínicio de 2016, como está abaixo.....e o "Dólar x Real" valia 4,15-4,20....e hoje,  o índice em dólar está em 101 e o "dolar x real "está 3,39....a diferença era o "Risco Dilma Impeachment 2015-2016"

Mas, isso é só o começo da conversa




Indice dolar





Dólar x Real












Em setembro de 1938, o Primeiro Ministro Britânico, Neville Chamberlain, simpático a uma política "mais amena" com a Alemanha de Hitler, assina em Munique um "novo acordo de apaziguamento" e recebe de Hilter uma nova promessa....1 ano depois, Grâ-Bretanha e França, diante de sucessivas invasões alemãs, declaram Guerra à Alemanha.....vejam o vídeo....é isso o que mercado está fazendo....o banho de sangue está próximo

Em setembro de 1938, o Primeiro Ministro Britânico, Neville Chamberlain, simpático a uma política "mais amena" com a Alemanha de Hitler, assina em Munique um "novo acordo de apaziguamento" e recebe de Hilter uma nova promessa....1 ano depois, Grâ-Bretanha e França, diante de sucessivas invasões alemãs, declaram Guerra à Alemanha.....vejam o vídeo....é isso o que mercado está fazendo....o banho de sangue está próximo






Banco Central do Brasil "todo feliz" por ter "domado" o mercado hoje na queda do dólar......vamos lá "mercado"...vamos "estalar os dedos"....

Banco Central do Brasil "todo feliz" por ter "domado" o mercado hoje na queda do dólar......vamos lá "mercado"...vamos "estalar os dedos"....

Mudanças variáveis......












Bovespa está "contaminado" na "Compra" no curto-médio prazo, mas quero deixar, por enquanto, o gráfico que muda a lógica do mercado brasileiro e mundial...o gráfico do Índice Dólar e o rompimento da faixa de 100 na semana

Bovespa está "contaminado" na "Compra" no curto-médio prazo, mas quero deixar, por enquanto, o gráfico que muda a lógica do mercado brasileiro e mundial...o gráfico do Índice Dólar e o rompimento da faixa de 100 na semana

Ao longo do final de semana, vou postando mais coisas "relacionadas"

Índice dolar, diário, escala logarítmica



Índice dolar, semanal, escala logarítmica












quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Cadê o fundo ?.....Hoje, no Portal G1....."'Prévia' do PIB tem retração de 0,79% no 3º trimestre, informa Banco Central"

Nada ?

Nem pegando no tranco o Brasil sai do atoleiro ?

Afinal, é o segundo semestre......e blá...blá...blá....

Quero ver ainda os preços dos imóveis cairem 70%.......congelarem o salário do funcionalismo público.......o corte imediato da quase totalidade dos próximos concursos públicos.....o corte profundo nos gastos públicos....a privatização de mais uma centena de empresas estatais
....enfim....ainda falta....muito....mas muita coisa...

Levem o pessoal da PUC-RJ.......Tomem uma aula com o pessoal de 1994, do Plano Real

Matéria Portal G1 publicada agora há pouco:

http://g1.globo.com/economia/noticia/2016/11/previa-do-pib-tem-alta-de-015-em-setembro-informa-banco-central.html

17/11/2016 08h31 - Atualizado em 17/11/2016 09h15
'Prévia' do PIB tem retração de 0,79% no 3º trimestre, informa Banco Central

Resultado oficial do PIB será divulgado pelo IBGE em 30 de novembro.
Somente em setembro, porém, indicador teve alta de 0,15%, revela BC.
Alexandro Martello
Do G1, em Brasília

A economia brasileira permaneceu em contração no terceiro trimestre deste ano, apontando que o país ainda ainda não conseguiu sair da recessão, segundo informações divulgadas pelo Banco Central nesta quinta-feira (17).
O chamado Índice de Atividade Econômica do BC, o IBC-Br – um indicador criado para tentar antecipar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB), que é divulgado pelo IBGE – teve retração de 0,79% em de julho a setembro deste ano, na comparação com o trimestre anterior. O resultado foi calculado após ajuste sazonal (uma espécie de "compensação" para poder comparar períodos diferentes).
De acordo com o indicador da autoridade monetária (dados revisados), esse foi o sétimo trimestre seguido de "tombo" no nível de atividade. A última vez em que o IBC-Br registrou expansão foi no quarto trimestre de 2014 (+0,11%). Os números mostram ainda que o "encolhimento" da atividade no terceiro trimestre deste ano foi maior do que a registrada de abril a junho - quando houve uma queda de 0,42% no indicador.





Cadê o fundo ? Era um "otimismo" só....sempre a mesma historinha...segundo semestre...segundo semestre...blá blá blá...agora, mudou tudo...."murchou tudo".....ontem, matéria Reuters: "Crise derruba PIB potencial do Brasil e dificulta saída da recessão"

Cadê o fundo ? Era um "otimismo" só....sempre a mesma historinha...segundo semestre...segundo semestre...blá blá blá...agora, mudou tudo...."murchou tudo".....

Ontem, matéria Reuters: "Crise derruba PIB potencial do Brasil e dificulta saída da recessão"

Vamos a ela:

http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRKBN13B1ZE?pageNumber=2&virtualBrandChannel=0&sp=true


ANÁLISE-Crise derruba PIB potencial do Brasil e dificulta saída da recessão

quarta-feira, 16 de novembro de 2016 13:40
Por Luiz Guilherme Gerbelli

SÃO PAULO (Reuters) - A crise econômica derrubou o Produto Interno Bruto (PIB) potencial do Brasil, o que deve deixar a recuperação esperada para 2017 mais lenta e com alguns economistas já colocando um sinal de alerta para o risco de o país estar próximo de um terceiro ano seguido de recessão.

Para analistas consultados pela Reuters, o PIB potencial do Brasil --ou seja, aquilo que o país pode crescer sem gerar desequilíbrios, como inflação-- recuou para apenas 1 por cento, sobretudo por causa do baque que os investimentos sofreram na recessão.

O número atual está muito abaixo da capacidade de crescimento que já foi exibida pela economia brasileira. Entre 2004 e 2010, ficou perto de 4 por cento.

"Nos anos recentes, houve uma redução bastante drástica do PIB potencial tanto por causa do declínio consistente da produtividade como pela destruição de capital", afirma o pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), Julio Mereb, para quem o PIB potencial do país é de 1 por cento.

"A nossa projeção para o PIB de 2017 é de avanço de apenas de 0,6 por cento, justamente por incorporar essa expectativa de retomada lenta e gradual", diz Mereb.

No terceiro trimestre, os investimentos na economia brasileira recuaram para o menor patamar desde o segundo trimestre 2009, de acordo o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea).

Os investimentos no Brasil estão em queda desde 2014. Nos governos dos ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, houve uma série de investimentos direcionados para setores específicos e para as empresas que ficaram conhecidas como "campeãs nacionais", mas o fracasso dessa política tem obrigado o país a rever a sua estratégia.

"Os investimentos só vão voltar com um ambiente regulatório bem definido que, de fato, seja estimulante", afirmou o coordenador do Grupo de Estudos de Conjuntura do Ipea, José Ronaldo de Castro Souza Júnior, que vê o PIB potencial do Brasil a 1 por cento.

"Para o futuro, concessões e privatizações são fundamentais para a infraestrutura do país devido a crise fiscal atual", diz o economista do Ipea.

OTIMISMO FRUSTRADO

A dificuldade de reação da economia brasileira para o ano que vem fica evidente pela piora nas projeções para o crescimento econômico do Brasil, com analistas até mesmo vendo que o país não terá expansão, flertando com a recessão que vem dominando há dois anos.

Nessa onda mais pessimista, o banco Fator estima que a economia brasileira deve ficar estagnada no ano que vem e o seu economista-chefe, José Francisco Gonçalves, não descarta recessão.

O Bradesco e o Bank of America reduziram o crescimento esperado para PIB de 2017 para 1 por cento, de 1,5 por cento. O banco Fibria diminuiu para 1,3 por cento, abaixo de 2,1 por cento calculado anteriormente.

"A retomada mais lenta da economia responde a um cenário de endividamento ainda elevado das empresas e certa frustração com o mercado de trabalho", escreveram os economistas do Bradesco em relatório.

Em 2015, o PIB brasileiro recuou 3,8 por cento e, segundo pesquisa Focus do Banco Central, que ouve semanalmente uma centena de economistas, a projeção para 2016 é de que a economia vá encolher 3,37 por cento. Para 2017, ainda segundo o levantamento, as contas são de que o país crescerá 1,13 por cento, mas têm sido reduzidas semana após semana.

O próprio ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nos últimos dias que a economia brasileira deve avançar apenas 1 por cento no que vem.

A fraqueza na recuperação passou a se somar às incertezas provocadas com a eleição surpreendente do republicano Donald Trump para a Presidência dos Estados Unidos e diante do discurso de campanha radical e imprevisível.

O republicano é considerado uma incógnita para os economistas e, por ora, há pouca clareza de qual será a política econômica a ser adotada por ele.

A consultoria MacroSector estima avanço de apenas 0,8 por cento para o Brasil 2017, mas vê risco de o país crescer menos do que isso diante das incertezas na economia mundial.

"O que a gente não sabe é o tamanho da turbulência que virá pela frente com a vitória do Trump. Turbulência mais forte se traduz em juro alto lá fora e aqui", afirma o sócio-diretor da MacroSector Consultores, Fábio Silveira.





"Bancos brasileiros fazem segunda maior reserva para calote em 10 anos", por Portal G1

Vejam a matéria abaixo.....peguem meus gráficos disponibilizados a qualquer cidadão pelo Banco Central do Brasil em relação as provisões num período de 20 anos

Ainda é pouco o que foi registrado pelos bancos brasileiros em relação às provisões

Peguem os niveis das provisões do final dos anos 90, quando houve a liberação do câmbio...gráficos que eu já exaustivamente apresentei

Ainda é pouco.....não chegaram no nível dos anos 90.....

Outro detalhe.......talvez mais importante....a matéria diz ao final que em relação a inadimplência, a série histórica do Banco Central começa em 2011.....corretíssimo....é o que consta na página do Banco Central....mas, em relação às provisões....os dados vêm de 1988......ok....a matéria está correta em relação a inadimplência.....mas é fundamental que se ressalte que as provisões têm dados desde 1988, conforme passo a destacar no trecho abaixo retirado da página do Banco Central....e o nível de provisões , como já disse, está longe do nivel do final dos anos 90, período, do ponto de vista de atividade econômica, muito melhor do que os últimos 2 anos, já que o PIB acumulará uma queda aproximada de 7%-7,5% de queda

https://www3.bcb.gov.br/sgspub/localizarseries/localizarSeries.do?method=prepararTelaLocalizarSeries

___________________________

Dados básicos da série 13645
Nome completo Percentual do total de provisões em relação à carteira de crédito do Sistema Financeiro Nacional Nome abreviado Percentual de provisões em relação à carteira de crédito do Sistema Financeiro Nacional
Full name Percentage of total provision in relation to the loan portfolio of the financial system Short name Percentage of provisions in relation to the loan portfolio of the financial system
Cadeia de temas - Indicadores de crédito
  - Provisões Periodicidade Mensal
Unidade padrão % Fonte BCB
Data início 1/6/1988 Data fim Não definida
Tipo da série DERIVADA Casas decimais de divulgação 1
Valor máximo (formato europeu) - Valor mínimo (formato europeu) -
Gestor proprietário DEPEC/DIMOB/SUSIF Série especial? não
Fórmula SE([data]<='28/02/2007':SERIE(12975)*100/SERIE(2052): SERIE(12975)*100/SERIE(20539)) Séries primitivas 2052 - Saldo - Total 
20539 - Saldo - Total 
12975 - Provisões de crédito do Sistema Financeiro Nacional

Mensagem de aviso Série temporal revisada em Fevereiro de 2015, de acordo com revisão metodológica disponível em http://www.bcb.gov.br/?ecoimprensa.  

____________________________________________-  

Vamos a matéria

http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2016/11/bancos-brasileiros-fazem-segunda-maior-reserva-para-calote-em-10-anos.html


17/11/2016 07h00 - Atualizado em 17/11/2016 07h00
Bancos brasileiros fazem segunda maior reserva para calote em 10 anos
Itaú, BB, Bradesco e Santander somaram provisões de R$ 22,76 bi no 3º tri.
Aumento da inadimplência justifica movimento, que reduziu lucro de bancos.

Anay Cury
Do G1, em São Paulo

Com o avanço das taxas de inadimplência, os maiores bancos do país reservaram uma parte maior de recursos para arcar com calotes nas operações de crédito. Bradesco e Itaú creditaram parte de sua redução de lucros no terceiro trimestre deste ano ao aumento das provisões.
Nos balanços de Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander, há um aumento nos montantes da chamada Provisão para Devedores Duvidosos (PDD) – uma espécie de “fundo” que os bancos deixam reservado para se proteger em caso de possíveis calotes de seus clientes.
As provisões feitas pelos quatro bancos de julho a setembro somaram R$ 22,76 bilhões. O volume, 14% superior ao observado no trimestre anterior, é o segundo maior dos últimos dez anos. Os números são da provedora de informações financeiras Economatica.   

O montante mais alto desde 2006 havia sido informado um ano atrás, no terceiro trimestre de 2015, quando atingiu R$ 27,73 bilhões. Foi no trimestre anterior daquele ano que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro recuou 1,9%, e o país entrou em recessão técnica.

“Temos um processo de retroalimentação. Os agentes financeiros aumentam a taxa de juros dos empréstimos ao incorporarem o risco do não recebimento de seus devedores duvidosos. Este movimento, por sua vez, encarece os empréstimos a famílias e empresas. Por fim, potencializa mais a inadimplência”, disse o economista Marcos Pedro, professor de finanças e coordenador da Trevisan Escola de Negócios – RJ.


O Bradesco, que divulgou o balanço do terceiro trimestre nesta quinta-feira (10), registrou a maior taxa de inadimplência entre os bancos. De 3,8% em setembro de 2015, o índice subiu para 5,4% um ano depois. Desconsiderando a inclusão do HSBC, comprado em julho de 2016, o Bradesco diz que sua taxa seria de 5,2%. Com isso, o banco acabou reservando o maior valor entre as instituições: R$ 7.468.222.
Na sequência, aparece o Itaú Unibanco. A taxa passou de 3% para 3,9%. Apesar de ter registrado o segundo maior índice, a provisão para créditos não foi a segunda entre os bancos. A provisão somou R$ 5.181.783.

O Banco do Brasil também viu o perfil da sua carteira piorar de novo, com o índice de inadimplência acima de 90 dias subindo 3,51%, ante 2,06% um ano antes. O total de provisão do banco foi o segundo mais alto entre os bancos e chegou a R$ 4.615.888.

A inadimplência no Santander também ficou acima de 3% no terceiro trimestre. De 3,2% em setembro de 2015, a taxa passou para 3,5%.  Por se tratar de um banco menor que os outros privados e estatais, a instituição reservou R$ 3.579.362 para créditos duvidosos.

Caixa Econômica Federal

Nesta segunda-feira (14), o balanço da Caixa Econômica Federal mostrou que no terceiro trimestre, a inadimplência dos clientes também cresceu, de 3,2% no final de junho, para 3,48%, em setembro.
Ao contrário dos demais bancos, que elevaram as provisões contra calote no terceiro trimestre do ano, a Caixa reduziu as reservas. O valor das provisões somou R$ 5,1 bilhões no trimestre, recuo de 18,4% em relação ao mesmo período de 2015.
Apesar de ter divulgado suas informações financeiras, o banco não entrou no levantamento da Economatica porque não tem capital aberto, ou seja, não possui ações negociadas na bolsa brasileira.

Inadimplência

Em setembro, a taxa de inadimplência dos clientes bancários pessoas físicas e das empresas, nas operações com recursos livres (exclui crédito imobiliário, rural e do BNDES), voltou a subir e atingiu 5,89%. Foi o maior patamar desde o início da série histórica do Banco Central, em março de 2011.