quinta-feira, 30 de junho de 2016

O Mundo não tem mais nada a oferecer, apenas volatilidade

Ao longo da semana que passou, li algumas análises lá fora; uma delas,argumentava que a faixa decisiva do SP500 era 2.040. 

Ok....fechou na semana passada, após o plebiscito que votou a saída do Reino Unido da União Européia, abaixo de 2.040, e nada. Cá estamos num forte repique que levou o SP500 de volta à faixa de 2.070.

Outra análise dizia respeito a perda da MA200 pelo SP500; também perdeu, e nada, repique forte novamente.

Confuso ? Sim....todos estão.....

Bancos Centrais no mundo inteiro tentaram salvar suas economias após a Crise de 2008, seja pelo lado do emprego, seja pelo lado do crescimento econômico, por meio de "taxas zero" ou negativas.

O que conseguiram ?

Nada ou quase anda até agora.....Após 8 anos aproximadamente, o emprego de certa forma foi revertido; por outro lado, o crescimento econômico é questionável

De todo modo, ao invés de cumprir com uma de suas tarefas, que é a de não criar distorções,  os Bancos Centrais provocaram bolhas de ativos..... várias delas, a principal, bolhas de imóveis. Canadá, Reino Unido e Brasil estão entre uma das maiores.

Onde estamos e onde vamos parar ?

Vamos recolher alguns gráficos dos principais índices acionários espalhados pelo mundo pra tentar ver alguma ponto relevante que ainda não vimos.

Dow Jones, SP500, FTSE, DAX, CAC, SSEC, BSE e IBOV.....Respectivamente principais índices acionários dos EUA, Reino Unido, Alemanha, França, China, Índia e Brasil.

Todos eles....todos.....já estão com suas Médias Móveis Simples de 50 períodos, no tempo SEMANAL, embicadas pra baixo...

Reparem que no momento "Pré-Crise" de 2008, a direção das MA'S de 50 períodos no tempo SEMANAL determinou a velocidade do Crash.

Mais......Ao embicarem pra baixo, o cruzamento da MA50 com a MA200, no tempo SEMANAL, de todos os índices é uma questão de tempo....foi assim também no "Pré-Crise" de 2008.....

Alguns índices, inclusive, já estão com a MA50 cruzada pra baixo sobre a MA200 no tempo SEMANAL.

Casos de IBOV e FTSE.


Vamos a eles finalmente......depois, volto para algumas palavras mais, inclusive sobre o Brasil


Dow Jones, SEMANAL, escala logarítmica, período 10 anos


SP500, SEMANAL, escala logarítmica, período 10 anos



FTSE, SEMANAL, escala logarítmica, período 10 anos



DAX, SEMANAL, escala logarítmica, período 10 anos



CAC, SEMANAL, escala logarítmica, período 10 anos




SSEC, SEMANAL, escala logarítmica, período 10 anos




BSE, SEMANAL, escala logarítmica, período 10 anos




Bovespa, SEMANAL, escala logarítmica, período 10 anos




O Mundo não tem mais nada a nos oferecer, se não volatilidade.....altas e quedas repentinas.....choques, sustos, movimentos aparentemente aleatórios....

Revejam os gráficos acima.......

A velocidade deve acelerar em breve em direção a novas quedas....ou seja......quedas maiores numa velocidade muito maior do que vista até então......alguns repiques não desprezíveis.....em seguida, aceleração de quedas.....

Não acho que entraremos numa longa congestão nos mercados mundiais, como alguns argumentam....

E o Brasil nisso tudo ?

Bem....

No início da semana, a imprensa publicou que alguns Senadores ficaram desapontados com a fala do atual Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, quando questionado sobre o eventual aumento dos servidores públicos federais.

Pois é......

O Pais vive o pior quadro econômico desde a Grande Depressão de 1929 e o atual Ministro da Fazenda ainda titubeia em relação ao salário dos servidores federais.

E o setor privado ? Ainda continuará a pagar todo o sacrifício ?

Em seu primeiro mandato, Fernando Henrique Cardoso e sua equipe econômica, diante do quadro desastroso em que o Brasil se encontrava, atacaram justamente o setor público; e por isso, são odiados até hoje.

Não há absolutamente nenhum outro caminho hoje para o Brasil se a questão do setor público não for contornada.

Se o discurso em relação aos servidores públicos federais continuar na mesma linha da fala do Ministro da Fazenda, pouco mudará em relação ao governo anterior.

O Brasil continuará a inverter as prioridades. Tudo ao setor público e nada ao setor privado.




quarta-feira, 29 de junho de 2016

Mais uma decisão amanhã para o Bovespa......índice para na LTB hoje

Mais uma decisão amanhã para o Bovespa.....


Em mais uma forte alta, depois do stress com o BREXIT, indice fechou hoje em 51.000 pontos, alta de 2%

Abaixo, o índice pode explicitar uma congestão também ....ai no intervalo 48.000-51.800.....

Assim, daria ainda um fôlego amanhã até a faixa de 51.800...

Porém, a LTB que vem lá da faixa de 55.000, balizou o índice hoje.....fechamento em "cima" dela.

Baixo volume mais uma vez hoje.....

Fechamento também foi em cima de uma faixa importante...

Suportes em 50.800, 50.400, 50.000, 49.300, 48.800 e 48.000
Reiistência em 51.300, 51.800, 52.000 e 52.500


Bovespa, diário, escala logarítmica






"O Choque da recente alta nas "surreais" taxas de juros sobre os empréstimos bancários ("Uma nova crise bancária é iminente ?)", por Olav Dirkmaat, professor de Finanças da Universidad Francisco Marroquin

Com o título de "O Choque da recente alta nas "surreais" taxas de juros sobre os empréstimos bancários ("Uma nova crise bancária é iminente ?)", o professor de Finanças pela Universidad Francisco Marroquin, Olav Dirkmaat, publica um interessante artigo reproduzido hoje pelo site "zerohedge.com"

O texto original está aqui: http://trends.ufm.edu/en/author/olav-dirkmaat/

Entre outros pontos, elenca a reversão já em curso das taxas interbancárias e os possíveis impactos daqui em diante, assim como a semelhança do cenário em curso com o cenário visto na "Pré-Crise de 2008"

Vamos ao texto, também reproduzido pelo "zerohedge.com" no link :http://www.zerohedge.com/news/2016-06-28/new-banking-crisis-imminent-recent-rise-delinquency-rates-shocking

É fundamental acessar o texto original por conta dos gráficos ali expostos......os gráficos ilustram, sobremaneira, o artigo como um todo

The Recent Rise in Delinquency Rates on Bank Loans Is Shocking (Is a New Banking Crisis Imminent?)


By Olav Dirkmaat June 27, 2016

olav@ufm.edu



The delinquency rate on loans is key in understanding banking. It answers one question: what percentage of loans is overdue for payment? The delinquency rate is by far the most useful indicator for “credit stress.” It seems, however, as if delinquency no longer counts. Few are paying attention to the quick and sudden rise of the delinquency rate. What does it tell us and is a new banking crisis imminent?

This Is What Happened after Janet Yellen Hiked the Fed Funds Rate in December
I have said it many times over and I will repeat it here: the last time around, it took Fed-chairman Alan Greenspan over two years and seventeen rate hikes to bring the Fed funds rate from a then all-time-low of 1% to 5.25%, before the U.S. economy suffered the worst recession since the 1930s. We are not so lucky this time.

Greenspan’s rate hikes didn’t affect delinquency rates straight away. Credit stress was subdued until a year after Greenspan’s last hike. Only in the first quarter of 2007, delinquency rates began to move higher. The reason is as clear as the water surrounding the Bahamas: in the years preceding the Great Recession credit growth was mainly focused on the U.S. housing market.

Credit growth was mostly driven by mortgage lending. Mortgages were generously provided by banks, but increasingly to subprime borrowers (subprime referring to their poor credit). Yet these subprime borrowers didn’t pay higher interest rates on their mortgages the moment Alan Greenspan began hiking rates. But as soon as their (promotional) teaser rates resetted, they started “feeling the Alan.” Delinquency rates went through the roof and the U.S. economy into recession.

Teaser rates, the low initial interest rate a borrower pays for the first few years, were responsible for the lag between Greenspan’s rate hikes and the 2008 recession.

More Fragile
Today, the Federal Reserve is ignoring a very inconvenient truth: the global economy is much more fragile than the last time around. And we have no teaser rates in today’s subprime credit (unless we of course consider oil producers that hedged oil prices by buying futures as something akin to “teaser rates”).

This time around, we will certainly not need seventeen rate hikes or three years before pushing the economy into recession.

In fact, we now know what happened after Janet Yellen increased the Fed funds rate with a mere quarter-percentage point: the delinquency rate on commercial and industrial loans increased 50%. That is right. In a single quarter delinquency rates in the U.S. banking sector exploded from 1% to 1.5%. The cycle has turned.

This Is Why Nobody Is Paying Attention
Why is nobody paying attention to this seemingly undeniable shift in the credit cycle? Why does the Federal Open Market Committee (FOMC) not even mention it? Why are the alarm bells not ringing in both Fed board rooms and the financial press?

The only answer to these questions is that the Fed is committing a capital sin. The headline number, the delinquency rate on all loans, decreased in the first quarter of 2016 from 2.20% to 2.17%. That ignores, however, the underlying pressures building up inside banks’ balance sheets. Fed-officials seem to focus on the headline number, while ignoring the deteriorating fundamentals.

With rising home prices, a vibrant housing market, increasing employment and interest rates at the lowest levels in world history, defaults on mortgage and credit card debt are reaching all-time lows. Yet delinquency on mortgages and credit cards tend to lag the business cycle. Typically, they only rise when we already are in recession, just as unemployment tends to be a lagging indicator.



Delinquency Rate: Do Not Focus on the Headline Number

The headline number is fooling Fed-officials; delinquency rates are still declining. But the delinquency rate on all bank loans (the headline number) has no predictive power; it just follows a random pattern. Source: St Louis Fed



Even if we are on the verge of a new banking crisis, the headline number will never tell us so.

Which Loans Are Increasingly Overdue?
If delinquency rates on consumer credit (mortgages and credit card debt) will not help us in estimating how probable a new banking crisis is, then which delinquency rates do matter? And why did I call them “shocking”?

Let’s first break down a bank portfolio. Bank loans can we divided into three groups:

Consumers
Businesses
Real estate (both commercial and residential)
(Just for the sake of comparison, U.S. banks currently hold $1,300 billion in consumer debt, $1,810 billion in commercial and industrial debt, and over $3,000 billion in real estate debt.)

Banks lend money to consumers for buying homes (mortgages) or consumer goods (credit card debt). We concluded that delinquency rates on those loans tend to lag the business cycle.

What’s left?

Loans to businesses, in whatever form or shape they come. Most of these loans are pegged to an interest rate benchmark, for instance the LIBOR. After the Fed’s first rate hike in December, the U.S. dollar 12-month LIBOR went up from approximately 0.8% to 1.3%. Marginal borrowers are slowly getting pushed into bankruptcy.

December’s rate hike clearly resulted in a change of tides: delinquency rates have bottomed and are on their way up. And do not forget the following: the fact that delinquency rates no longer decrease but began to increase, has always been a clear warning signal for a recession — at least during the past twenty years. And over that same period, this indicator never gave a “false positive,” in contrast to many other (recession) indicators.



Delinquency rate on bank loans is skyrocketing in the US

A clear danger sign: delinquency rates on commercial and industrial loans are creeping up. Source: St Louis Fed



The dollar amount of delinquencies is already skyhigh

In dollar terms the shift is even more pronounced. This is of course the result of our staggering debt levels, which are not apparent in the relative numbers. Source: St Louis Fed



Charge-off rates on bank loans are starting to pick up as well

In line with increasing loan delinquencies, charge-off rates on commercial and industrial loans are picking up as well (charge-off rates tend to lag somewhat). Source: St Louis Fed



Delinquency Rates in Europe
The delinquency rate in Europe is also on the rise. Yet, we do have to single out the countries that skew this eurozone average. Italian banks in particular are suffering from an unbelievably high delinquency rate. The delinquency rate in Italy is at such extreme levels that the country might turn the euro crisis in front page news again (if for once Greece remains on the sidelines).



Delinquency rates in the Eurozone have been on the rise too

The delinquency rate on bank loans in Europe is also on the rise; here too, at least in the periphery countries, it appears the credit cycle has turned. Source: European Central Bank (CBD2, ‘gross non-performing debt instruments’)



Keep a Close Eye on Delinquency
What is next? We will have to wait and see to find out what delinquency rates have done in the second quarter. However, it is clear that the tide has turned. It is irrelevant whether the Federal Reserve will hike rates in July or September. Consensus currently says we should expect two more rate hikes this year. If that is true, we can expect delinquency rates to move up further in the coming quarters.

In 2006 it was exactly twelve months after delinquency rates bottomed that the recession began. If the same period applies, we are due for a recession. In the first quarter of the Great Recession in 2008, delinquency rates were only 1.45%. We are already above that level. On the flipside, however, we should not ignore that it took three years of rising delinquency rates before the economy entered into recession in 2001. Credit cycles are not an exact science. Yet the trend is clear and Fed chair Janet Yellen should be terrified about this disturbing development.

The fact that increasing loan delinquency coincides with mountains of debt maturing in 2016 and 2017 is a topic for next time.




segunda-feira, 27 de junho de 2016

Bovespa em 27-06-2016

Bovespa na mesma dinâmica exposta aqui ontem....

Fechamento hoje em 49.250 pontos...queda de 1,7%....a máxima foi nos 50.160

Abaixo, vamos nos ater, pra variar um pouco, ao gráfico "tempo 60 minutos", construindo uma LTB que vai dos 50.400 passando pelo topinho de hoje em 50.160 pontos...

Amanhã, essa LTB passa nos 50.000 pontos, resistência diária importante...

Talvez ainda tenhamos um pouco mais de expectativa de 3-4-5 dias antes da definição se vai perder os 48.000 ou não......perdendo os 48.000, vai direto procurar a faixa de 46.500, próximo a MA200.....nessa faixa, talvez mais um repique; dessa vez, possivelmente mais forte......5%-8%.....e aí, a perna de baixa mais forte, que deve arrastar o índice pros 45.000-42.500

Suportes em 48.800, 48.000, 47.000 e 46.500
Resistências em 49.400, 50.000, 50.160, 50.400,50.800, 51.000 e 51.400

Bovespa, "tempo 60 minutos", escala logarítmica






O indice "BZQ", "Hedge do Bovespa operado pelos estrangeiros", apresenta uma "pá de cal" com a segunda LTB em curso

O indice "BZQ", "Hedge do Bovespa operado pelos estrangeiros", apresenta uma "pá de cal" com a segunda LTB em curso...

Vejam abaixo a primeira rompida......volta pro fundo na faixa de 30,00.....falta romper essa segunda LTB....Se rompida, Bovespa entrará numa forte correção

BZQ, Diário, escala logarítmica





domingo, 26 de junho de 2016

As importantíssimas faixas de 17,50 para a "Prata" e 1.400 para o "Ouro"

As importantíssimas faixas de 17,50 para a "Prata" e 1.400 para o "Ouro"

Prata, Semanal, escala logarítmica, período 10 anos



Prata, Semanal, escala logarítmica, período 4 anos




Ouro, Semanal, escala logarítmica, período 10 anos



Ouro, Semanal, escala logarítmica, período 4 anos






Quem é "Grande Demais Pra Quebrar" ?.......no Brasil

Quem é "Grande Demais Para Quebrar" ?.......no Brasil

Alguém levanta o braço pra responder ?














Pausa no mercado financeiro....Juiz Sergio Moro ovacionado ontem à noite em Curitiba, no show da banda "Capital Inicial"

Pausa no mercado financeiro....Juiz Sergio Moro ovacionado ontem à noite em Curitiba, no show da banda "Capital Inicial"









BBAS3 e ITUB4 em pontos críticos.....Bovespa confirma VENDA no MACD e Histograma Semanal

Primeiro, vamos mostrar 2 papéis de bancos brasileiros......setor que vale a pena ser olhado com lupa

Visto no tempo diário, BBAS3 está "andando" perigosamente há mais de 1 semana ali na faixa de 15,60......

Fechou a semana em 15,89.....fechamento abaixo da faixa de 15,60 leva o papel para a faixa de 13,10-13,60, depois 12,20.....com uma possível parada na faixa de 14,70. Pra melhorar na COMPRA, apenas o rompimento da faixa de 17.60.
MME13 abaixo da MME21 , graficamente um claro sinal de VENDA no tempo diário

ITUB4 fehou a semana em 28,95.... no tempo diário, com um gráfico sempre um pouco mais confuso e com pivots não muito precisos; no entanto, se olharmos uma cunha marcada com uma LTB curta e uma LTA não tao curta assim, parece um papel caminhando para uma decisão nos próximos dias. Abaixo de 28,00-28.50, papel deve procurar a faixa de 25,00-25,50, com possíveis paradas em 27,00 e 26,00. Acima de 30,00, papel melhora no curto, embora no longo, apenas o rompimento do topo histórico na faixa de 35,00 atingido em 2014, pode levá-lo a novas dinâmicas de alta.

As visões mais baixistas de BBAS3 e ITUB4 apresentam mais consistência quando olhamos o SEMANAL de ambos os papéis.....

BBAS3 e ITUB4 mostram abaixo MACD's cruzados na VENDA no Tempo SEMANAL....Histogramas de ambos, vistos abaixo, já se encontram "abaixo da linha zero" também no SEMANAL....portanto, em modo VENDA no SEMANAL

Quando olhamos o índice "IFNC" (índice do setor financeiro), também a visão não ajuda muito na COMPRA......Vejam no quinto gráfico abaixo MACD e histograma também em modo VENDA no "IFNC"



BBAS3, diário, escala logarítmica



BBAS3, SEMANAL, escala logarítmica





ITUB4, diário, escala logarítmica




ITUB4, SEMANAL, escala logarítmica




IFNC, SEMANAL, escala logarítmica





Agora, vamos ao Bovespa.....

Índice começa a confundir a cabeça dos investidores quando se olha as médias móveis exponenciais de 13 e 21 períodos.....já estiveram em modo VENDA no diário....agora, elas estão praticamente em linha.......não é a primeira vez nos últimos 2 anos....quando o índice anda por algum tempo numa faixa não tão larga, as médias de 13 e 21 ora se cruzam na compra, ora na venda.....

No entanto, se olharmos MACD e Histograma no tempo mais longo, o SEMANAL, marcados abaixo, MACD já está cruzado na VENDA.....Histograma confirma segunda semana "abaixo da linha zero", portanto em modo VENDA....

Marquei em círculos vermelhos todos os momentos nos últimos 5 anos em que tais movimentos acontecem......a dinâmica baixista a partir daí se acelera, com alguns repiques não desprezíveis no meio do caminho.....

Se considerarmos que o Bovespa se encontra num BEAR-MARKET há 8 anos, e ainda sem sinais de topos e fundos ascendentes no longo prazo, os sinais de MACD e Histograma no SEMANAL são bastante relevantes.

Coloquei as bandas bollinger de 20 períodos também, mesmo "poluindo" um pouco o gráfico....dá pra notar o estreitamente no tempo SEMANAL...

Por fim, não esquecermos das LTB's.....a LTB curta rompida no fechamento de quinta, mas um falso rompimento.....na sexta, voltou pra baixo......e, a mais importante e longa LTB....a que vem dos 62.300....

Nesse momento, divisor mais importante é a faixa de 48.000......depois, 47.000, 46.500 e a faixa de 45.000
Resistências em 50.800, 51.000, 51.400, 52.000 e 52.500.......acima de 55.000, voltamos a sonhar com o fim do BEAR-MARKET de 8 anos; pra isso, necessário romper os 58.000 e, principalmente , 62.300

Bovespa, diário, Escala logarítmica



Bovespa, SEMANAL, Escala logarítmica













sábado, 25 de junho de 2016

"'Caímos num quarto escuro. Pode ter um tigre ou um gato', diz professor da FEA", para o blog da jornalista Thais Herédia

Vamos, mais uma vez, a um outro ponto de vista sobre a saída do Reino Unido da União Européia

Agora, uma avaliação do professor da FEA-USP, Simão Silber, destacada no blog da jornalista de economia da Globo-G1, Thais Herédia, ontem, no início da noite:

http://g1.globo.com/economia/blog/thais-heredia/post/caimos-num-quarto-escuro-pode-ter-um-tigre-ou-um-gato-diz-professor-da-fea.html

Sexta-feira, 24/06/2016, às 18:17, por Thais Herédia

'Caímos num quarto escuro. Pode ter um tigre ou um gato', diz professor da FEA

A dinâmica da tentativa e erro vai dominar as discussões sobre os efeitos do Brexit em todas as esferas possíveis. Dizer agora o que vai, ou pode acontecer no curto, médio ou longo prazo, é tão complexo quanto ineficaz. Passado o primeiro susto com a vitória pela saída do Reino Unido da União Europeia é possível, porém, elencar com mais racionalidade os motivos que levaram a maioria dos britânicos a declarar independência ao bloco do continente. Esqueça as motivações econômicas ou políticas, para o professor da Faculdade de Economia da USP, Simão Silber, os britânicos “olharam para seu próprio umbigo”.

“O Reino Unido é uma ilha separada. De lá, o britânico olha para o continente como um bando de selvagens. Há mais de mil anos que todas as grandes guerras envolveram a Inglaterra com algum lugar na Europa. O bloco (União Europeia) tentou criar o cidadão europeu para pacificar as relações e criar a cultura cosmopolita nos grandes centros. Mas na hora que a coisa engrossa numa situação de crise você vai esperar uma visão cosmopolita das pessoas? Não. Eu vou olhar o meu emprego, a minha renda, a minha proteção, o meu próprio umbigo”, explica Simão Silber.

O professor espera que os países e entidades envolvidas no processo de saída tenham muita calma e usem o tempo a favor das melhores soluções. O mundo vai viver uma paralisia, não é hora de se fechar negócios. Na visão de Silber, em uma semana já vai dar para ter uma ideia mais clara sobre as decisões que precisam ser tomadas e seus efeitos. Neste primeiro prazo, vai haver volatilidade e alto risco principalmente no mercado financeiro que antecipa os movimentos e busca preço para o que vai ocorrer no futuro.

Eu pedi ao professor para nos dar um exemplo de questão prática e ao mesmo tempo ultra complexa na relação do Reino Unido com o resto da Europa e que serve de alerta para qualquer medida radical de qualquer um dos lados.

“Imagine você que existe um túnel por debaixo do mar que liga a Inglaterra ao continente através da França. Hoje, mercadorias, pessoas, tudo que você puder imaginar, fazem esta travessia diariamente sem passar por aduanas nem de um lado nem do outro. Como vão fazer agora? Dentro do bloco, o RU não paga impostos e as mercadorias circulam livremente entre os países membros sem que haja uma fronteira entre eles” apontou o professor da FEA.

Outro exemplo dado por Simão Silber é a balança comercial entre os países-membros. Metade das exportações do Reino Unido é para o continente. Perguntei: por escolha ou por obrigação?

“Tem o acordo e tem a geografia. Uma coisa é vender para o continente passando tudo pelo Eurotunel, a outra é vender para China – só de transporte o custo já dispara. Há também os laços culturais, os padrões de consumo parecidos. Além disso, uma saída radical e de curto prazo rasgaria milhões de contratos da noite para o dia, o que seria uma loucura!”, ponderou.

E para nós, perguntei ao professor. O que sobra?

“Nós estamos muito fora e vai nos pegar indiretamente. Já sabemos que a ruptura derruba o PIB mundial e isso afeta a economia brasileira, claro. Enquanto durar a indefinição vamos ter menos emprego e menos crescimento, provavelmente. No dia a dia, vamos representar mais risco e um câmbio mais apertado. Mas veja, nós somos 2,6% do PIB mundial, ninguém vai dar muita bola para o que acontece aqui, só nós”.

Onde estamos agora?

“Caímos num quarto escuro, não temos informação e a reação é defensiva. O que pode ter lá dentro? Pode ter um tigre ou um gato. E para não ser engolido pelo tigre, vai todo mundo para o canto. E o canto financeiro do mundo são os Estados Unidos”, lamentou o professor Simão Silver. 




"A ressaca da Brexit: o mundo pode esperar uma catástrofe?", por Revista EXAME

Boa matéria publicada hoje a ser lida....

Crédito: Revista EXAME

A ressaca da Brexit: o mundo pode esperar uma catástrofe?
25/06/2016 07:00
Gabriela Ruic, de EXAME.com

São Paulo – A semana terminou com uma das maiores surpresas do século: em um referendo polêmico e acirrado, o Reino Unido decidiu abandonar a União Europeia (UE). Com a participação de 72% dos eleitores aptos a votarem, 52% deles escolheram sair do bloco, ao passo que 48% defenderam a permanência.

O resultado final foi recebido com choque por economistas, cientistas políticos e líderes mundiais. Afinal, essa é a primeira vez que um país desenvolvido se desliga do bloco. O clima, agora, é sombrio, especialmente por conta das dúvidas acerca do que acontecerá na esfera política na Europa e em todo o mundo.

“Esse é o maior risco político enfrentado pelo mundo desde a crise dos mísseis em Cuba”, lamentou no Facebook Ian Bremmer, cientista político e fundador da consultoria Eurasia Group. Jan Techau, diretor do centro de relações internacionais Instituto Carnegie, classificou a última sexta (24) como “um dia devastador” e disse que a reputação da UE saiu abalada.

“É uma catástrofe”, comentou a EXAME.com o professor José Niemeyer, coordenador da Graduação e Pós-Graduação em Relações Internacionais do IBMEC. “Gera instabilidade da esfera econômica, na esfera política-institucional e gera uma mudança na perspectiva geopolítica”, explicou, “a partir dessa sexta, a trajetória das relações internacionais tomará um novo rumo”, considerou.

Esses rumos, contudo, não estão nada claros e é isso que vem assustando analistas e economistas. A expectativa é que os termos dessa saída sejam esclarecidos nos próximos meses, mas a saída efetiva do país do bloco deve acontecer apenas daqui dois anos. Ainda assim, já trouxe efeitos significativos para os britânicos e para o mundo.

Enquanto David Cameron anunciava a sua renúncia depois da derrota da campanha pela permanência, a Escócia declarava estar preparando um novo plebiscito sobre a sua independência e a Irlanda do Norte informava a reavaliação da união com a Irlanda. Tanto na Escócia quanto a Irlanda do Norte, a população votou majoritariamente contra a saída.

Isso só mostra que o clima não está dos melhores. E que esse processo de desligamento será longo e doloroso. Em um relatório divulgado no dia anterior ao referendo, os economistas e analistas políticos do banco alemão Deutsche Bank trouxeram alguns cenários futuros e tentam montar esse complexo quebra-cabeça. 

De acordo com a análise, levará ao menos três anos até que Reino Unido e UE tenham renegociado os termos. Isso, é claro, se o Conselho Europeu permitir a extensão do prazo de dois anos previsto no Art. 50 do Tratado de Lisboa, o termo que rege o funcionamento de todo o bloco. E a alta cúpula já disse que quer o país fora o mais rápido possível.

Além disso, a decisão britânica, aliada ao sentimento de insatisfação em relação ao bloco que é hoje formado por 28 países, poderá ainda trazer graves consequências do outro lado do canal da mancha, visto que outros países, como Itália, podem vir a convocar referendos. 

Ainda segundo o banco, um cenário que calcula ser até 20% possível é justamente esse que prevê a fragmentação do poder da UE. Forçado a lidar com a desfiliação de seus membros, o bloco observará a sua relevância diminuir na escala regional e global.

No que diz respeito ao euro, uma menor integração poderia impactar a capacidade que o Banco Central Europeu tem de lidar com as pressões do mercado. “Na pior das hipóteses, isso pode levar a novas crises nos moldes de 2010 e 2012”, considerou o banco.

Uma previsão mais moderada, cujos economistas calculam com 70% de probabilidade, seria a saída pelo meio, avaliando uma crise de cada vez. Esse, explica o banco, é o modo convencional de a UE lidar com os problemas e significaria a diminuição no ritmo da integração entre os países, assumindo a posição de observador em relação aos possíveis novos desligamentos.

Do ponto de vista econômico, o movimento é visto como um desastre.

Após o anúncio, os mercados jogaram a libra ao seu menor nível em 31 anos e derrubaram as ações europeias. 88% dos economistas do país se posicionaram contra essa saída e, na semana passada, um grupo formado por 10 vencedores do Nobel de Economia também advertiram sobre as consequências negativas para a economia do país.

Calma. Muita calma

Embora essa incerteza tenha incomodado grande parcela de analistas e líderes, há que se ter em mente o papel e a importância que o Reino Unido efetivamente tem na UE. O próprio Bremmer, em entrevista à revista The Economist, considerou que o país já não era tão relevante para o bloco há alguns anos.

Na avaliação do professor José Maria Júnior, cientista político das Faculdades Integradas Rio Branco, a saída do Reino Unido não deixa a UE desestruturada, uma vez que o país sequer fez parte do seu arranjo inicial, mas explica que é necessário ter atenção para os termos dessa saída, só assim serão notados os impactos que ela trará.

Por enquanto, ele não a vê como um baque. “O Reino Unido é uma grande potência, do ponto de vista econômico e político, mas nunca se envolveu verdadeiramente com o bloco”, notou em entrevista a EXAME.com. Basta lembrar que o país passou a ser parte da UE nos anos 70, mais de uma década depois do início do projeto de comunidade que deu origem ao que se tem hoje.

Ainda de acordo com ele, o ponto delicado dessa situação é como os outros países-membros reagirão a essa saída. “Esse pode ser um sinal para que outros sigam esse caminho. Mas faço a ressalva de que nem todos os países são como o Reino Unido e não têm essa autonomia. A Itália, por exemplo, não é o Reino Unido”. 



Eu ia publicar um post onde destacaria que no Crash de 1987, a sexta-feira havia sido apenas uma prévia do que iria acontecer no dia seguinte....na segunda.....não precisa....um texto publicado ontem no final da tarde: " Hoje, um aperitivo para segunda-feira"

Eu ia publicar um post onde destacaria que no Crash de 1987, a sexta-feira havia sido apenas uma prévia do que iria acontecer no dia seguinte....na segunda.....

Um texto publicado no site "ZEROHEDGE.COM", ontem no final da tarde, sugere isso....

O título é : "Hoje, um aperitivo para segunda-feira"...

Mas, antes, vamos destacar 4 gráficos....

- o primeiro, o ponto em que o SP500 fechou ontem.......abaixo do importante divisor de 2.040......vejam que, no SEMANAL, nos últimos 3 anos, em apenas uma vez, uma exceção, quando o SP500 fecha abaixo de 2.040, o SP500 não despenca......

- Mais abaixo, 3 gráficos do ano de 1987....créditos de 3 sites:

o site http://www.wallstreetwindow.com
http://www.chrisperruna.com
http://marketwatch.com


Reparem que o crash acontece quando o SP500 fecha no semanal a faixa um pouco abaixo de 310....

Vamos então aos gráficos

Hoje.....


SP500, SEMANAL, Escala logarítmica



Em 1987

SP500, Semanal
Crédito http://marketwatch.com

SP500, Diário

SP500, Diário



Abaixo, o texto publicado ontem no final da tarde no "zerohedge.com"...

Título : "Hoje, um aperitivo para segunda-feira"


"Today Is The Appetizer For Monday"

Tyler Durden's picture
by Tyler Durden
Jun 24, 2016 9:20 PM

Early this morning we laid out the thoughts of RCB's Charlie McElligott on today's dramatic market action, which discussed not the blow up of "fat tail" quant stategies (something we touched upon later and which is likely to unleash even more quant-driven selling next week) and the "forced out" liquidations across the curve coupled with a rush into safety, but also the biggest question of all for today's trades - which macro funds are quietly blowing up?  Now, we follow it up with a second piece by the RBC trader, one which those worried about being caught long risk over the weekend, are urged to read.

* * *

TODAY IS THE APPETIZER FOR MONDAY

The early macro trade has been focused on two things:  1) the outstanding performance of credit early (even before the stock rally as HY, IG and Converts all saw size “offers wanted” around Street from real $ and credit HFs) and 2) monetization of downside hedges from select macro funds in stocks and GBP (and then seeing those same accts turn and buy upside calls) as the driver of this phenomenal 60-plus handle rally in Spooz off the lows / pairing-back of half the collective loss in liquid EU equities indices / 500 pip recovery in GBP off lows.   Same with VIX as a derivative of that too, where profit-takers in their upside vol bets have made the VIX a one-way trade lower today (or V2X which is EU’s version of VIX and was +32% at one point today….now just +6%).  Similarly with regards to “monetization of winners,” USTs options are seeing ‘like’ flows—extremely profitable liquidation of TY calls, contributing the the move higher in UST 10Y yields +17bps off the lows).

There are some who are pounding-table for another leg-down in risk, but now that we’ve just cleared the first hour, I’m seeing INCREASED client activity (after almost consensual “avoiding the noise of the cash open” feedback earlier), and it’s significantly “better to buy.”  We’re now running at 280% of the 20adv (notional) on the US cash desk, and sit at 64.2% notionally better to buy.  By the way, the longer we go on without seeing a “rollover” in Spooz, you’ll see further capitulation from overnight futures shorts who are already way upside-down.

I do feel that Monday is where we’re going to see a truer-look at “where the bodies are buried” and a more accurate “price discovery” process than what we’re seeing today (as we’re washing out all the delta one flows which are dwarfing client trading)…lots of discipline being displayed thus far, with low turnovers and folks not chasing. 

FTSE (UKX, benchmark equities index) is an absolute CHAMP right, trading -8.7% within the first 10 minutes of the open before clawing-back to all but -1.9% at ‘highs.’  Wrap your head around this: week-to-date, UKX is up over 2.8%!  What’s the driver of today’s massive rally?  People are getting their arms around the impact of this extraordinarily weak Sterling as a backdoor stimulus for exporters (ironic the power of what a departure from the EU can do vs what x # of kagillions of QE purchases couldn’t get done) and the inevitable rate cut from the BoE.
What I have to continue keeping one eyeball on is SX7E (EU banks index); the thing cannot get off mat.  And if that can’t get off the mat, peripheries (and their sovereign debt) won’t either, as we re-enter the EU-crisis-era “Doom Loop” where widening sovereign spreads drag down the banks who are stuffed to the gills with them….vicious cycle, what else is new.  FWIW, as I write and we’ve had this massive bounce in equities, Italian stocks (FTSEMIB) are back at their lows.  This will likely be the next “hot zone” as we begin playing EU existential dominos (Spanish elections Sunday too).
My model Equity L/S portfolio is -285bps today.  That is NOT cool.  Elsewhere, from a thematic or factor perspective, we see the implications we spoke about earlier of the RAGINGLY STRONGER DOLLAR smashing the reflation / cyclical beta trade (value, energy, beta all struggling, while momentum mkt neutral works with defensive longs + and fins / biotech / energy -):


















sexta-feira, 24 de junho de 2016

Dando uma "zapeada" em alguns textos.....talvez dos melhores até agora - o texto do ex-Secretário do Tesouro Americano, Larry Summers - embora, de um modo geral, todos estejam digerindo todo o processo de saída do Reino Unido da União Européia

Dando uma "zapeada" em alguns textos.....

Talvez dos melhores até agora - o texto do ex-Secretário do Tesouro Americano, Larry Summers - embora, de um modo geral, todos estejam digerindo todo o processo de saída do Reino Unido da União Européia

Vamos ao texto abaixo.......reproduzido do canal de notícias CNBC, porém, o texto original está no próprio blog de Larry Summers


http://www.cnbc.com/2016/06/24/larry-summers-warns-against-complacency-on-market-risk-after-brexit-vote-commentary.html


This article was originally published on Larry Summers' Blog.

Brexit is in train. If journalism is the rough draft of history, instant blog responses are even cruder responses to events. Nonetheless, here are some thoughts.

Markets

So far given the shock value of what has happened the market response has been on the calm side. The British pound is only a bit weaker than it was 10 days ago when the outcome looked highly uncertain. I would not have been surprised to see the pound below 1.30, the yen below 100 and more dramatic moves in credit spreads in the European periphery. Notably the pound which is a kind of bellwether and many other asset prices have rallied considerably from their lows during the night.
Relatively resilient markets so far probably reflect a combination of confidence that central banks will do whatever is necessary to maintain order as well as some opportunistic buying in response to opportunities created by the falling asset prices. Notably cool heads seem to be in control for now in London and Brussels. Fortunately authorities do not seem overly fussed with moral hazard at a time when the preoccupation needs to be maintaining liquidity and orderly markets. Critically, the market has expressed confidence that the Fed understands the gravity of the situation by taking the probability of a Fed hike by the end of the year down to the 10 percent range.
All of this could easily change when investors ponder the new and more volatile environment they live in, when traders decide they do not want to bear risk over the weekend, or when a weekend of pondering leads to a wave of liquidations on Monday morning. In 1987 volatile markets with international uncertainties at the end of the preceding week presaged the Monday crash. It is far too early for any kind of complacency.

The situation of European banks should and will receive extensive policy attention. Even before the last 24 hours, several were selling at price-book value ratios suggesting alarm about their prospects. And some, not only British banks are now down more than 20 percent. Large flight to quality flows into the dollar and yen also risk bringing on alarm about emerging markets and a return to concern about currency wars.
"Brexit will rightly be taken as a signal that the political support for global integration is at best waning and at worst collapsing."
Economics

For Britain, the economic effects are two sided. On the one hand, a major jolt has been delivered to confidence, to future unity and down the road to trade. On the other, the currency has become more competitive, and liquidity will be in very ample supply. I would expect that a significant deterioration in growth and a recession beginning in the next 12 months has to be a substantial risk though short of an odds on bet.

As suggested by the fact that stock markets in Italy and Spain are down almost twice as much as in the UK, the prospects for Europe may in some ways be worse than for the UK. There is the real risk of "populist exit contagion" in a number of countries. A credit crunch is a serious risk. Unlike in Britain, the trade weighted exchange rate is unlikely to decline very much. The central bank has less room for incremental policy measures.

The effects on the rest of the world will depend heavily on psychology. I continue to be alarmed as I wrote in this space a few days ago that this unexpected outcome in the UK will raise the specter of "Trump risk". If the UK can vote for Brexit perhaps the U.S. can vote for Donald Trump. I fear this possibility will lead to a freezing up of spending decisions particularly on the part of internationally oriented businesses. The odds of U.S. recession beginning within the next 12 months are I think now in the 30 percent range. Also noteworthy is that an environment of increased risk aversion and flight to quality will complicate Japan's problem of generating inflation, and China's challenge of attaining currency stability.

To an extent that is underestimated in some quarters and understated in others, the world economy is far more brittle than usual because of the inability almost everywhere to lower interest rates substantially. Normally in response to incipient downturns central banks lower rates by 400 basis points or more. Nowhere do they have that kind of room. Nor is there large scope for reducing term and credit spreads given their very low levels. This is no time for austerity. Greater use of fiscal policy should be on the agenda almost everywhere and certainly with the change of government in the UK.

Brexit will rightly be taken as a signal that the political support for global integration is at best waning and at worst collapsing. Dramatic exchange rate fluctuations tend to portend upswings in protectionist pressure. And problems in European banks could as in 2009 lead to a drying up of trade finance. Already global trade has lagged global growth in recent years. A clear sense of commitment to avoid backsliding towards protection from the G20 will be essential going forward. Specific efforts with respect to trade finance may be appropriate.

Broader Observations

After Brexit, Trump, Sanders and the misforecast British and Canadian general elections, it should be clear that the term political science is an oxymoron. Political events cannot be reliably predicted by pollsters, pundits or punters. All three groups should have humility going forward. In particular no one should be confident about the outcome of the U.S. presidential election.

The political challenge in many countries going forward is to develop a "responsible nationalism". It is clear that there is a hunger on the part of electorates, if not the Davos set within countries, for approaches to policy that privilege local interests and local people over more cosmopolitan concerns. Channeling this hunger constructively rather than destructively is the challenge for the next decade. We now know that neither denying the hunger, or explaining that it is based on fallacy is a viable strategy.

Commentary by former Treasury Secretary Larry Summers. To read more of his writings, follow his blog. 

For the latest commentary on the markets in U.S. and around the world, follow @CNBCopinion on Twitter.



Alguns efeitos no Brasil....falaremos de vários outros ainda.....BBAS3 novamente briga com a importantíssima faixa de 15,60-15,70...se perder, busca 13,10, depois 12,30

Alguns efeitos no Brasil....falaremos de vários outros ainda.....

BBAS3 novamente briga com a importantíssima faixa de 15,60-15,70...ao longa dos últimos dias já vinha pressionado por conta de fortes provisões que já recairam sobre o Banco do Brasil e de outras que deverão vir.....

Hoje, novamente vazou no intraday essa faixa.....mínima de hoje em 15,39....nesse momento em 15,78.....

Se perder a faixa acima, busca a faixa 13,60.....depois,  13,10, depois 12,30....depois 11,20.....

SEMANAL abaixo já apresentada MACD cruzado na VENDA e Histograma "abaixo da linha zero", também em modo VENDA

BBAS3, Semanal, escala logarítmica






Opção de "sair" da União Européia vence no Plebiscito no Reino Unido.....mercados pela madrugada e manhã entram em colapso.....Estamos diante de um "Cisne Negro" ou "Cisne Cinza"?

Opção de "sair"da União Européia vence no Plebiscito no Reino Unido.....mercados pela madrugada e manhã entram em colapso.....

Estamos diante de um "Cisne Negro" ou "Cisne Cinza"?

O extraordinário Nassim Taleb, ao escrever "A Lógica do Cisne Negro", o livro mais impressionante que li até hoje, disseca de maneira ímpar o que é o "Cisne Negro", suas caraterísticas, suas nuances e todo o quadro que o molda.

De forma muito resumida, o "Cisne Negro" é um evento improvável, mas de grande impacto.

Ao longo de todo o livro, Taleb também tangencia o que seria o "Cisne Cinza".....algo como, "nao tão improvável", mas de grande impacto também....

Num exemplo rudimentar, seria algo como um mercado fortemente sobrevendido ou sobrecomprado, na iminência de fortes correções, entrar, de uma hora pra outra, em alta ou queda"acima da média"....

O que aconteceu hoje pela manhã, especialmente na Europa, eu nunca havia presenciado....visto....nem mesmo na Crise de 2008....

Madrid chegou a cair 16%......Londres próximo de 10%.....Alemanha, idem....A alta da Libra frente ao dólar foi inimaginável....

Enfim....

Vou falar muito mais ao longo do final de semana.....

Posso adiantar que esse é um tipo de evento que o mercado "precisava" pra entrar em modo "CRASH"......já haviam vários e vários sinais nessa direção.......agora, "uma desculpa"

Vamos ao vídeo de Nassim Taleb, 4 minutos apenas......título do vídeo postado no Youtube é "O que é o Cisne Negro ?

Um breve relato durante uma de suas palestras...








quinta-feira, 23 de junho de 2016

Amanhã, será um dia interessantíssimo pra vermos se estamos no "meio do beijo da morte" do Bovespa.....Índice "BZQ", fecha ligeiramente abaixo da faixa importante de 30,00

Amanhã, será um dia interessantíssimo pra vermos se estamos no "meio do beijo da morte" do Bovespa.....

Por que ?

Porque ainda temos sinais confusos vindos de todo lugar...

Por outro lado, temos sinais importantes a serem batidos pra que confirmemos que o Bovespa esteja,de fato, com força suficiente pra retomar um ritmo altista e rompa lá na frente os 55.000

E por que confusos ?

Vejam abaixo o BZQ...Principal índice de Hedge do Bovespa operado pelos estrangeiros...

O BZQ hoje fechou ligeiramente abaixo dos 30,00, faixa importantíssima......no entanto, fortes divergências baixistas nessa faixa....

Vejam no gráfico semanal, em tempos passados, alguns ligeiros vazamentos, pra , em seguida, voltar acima da faixa de 30,00..

E quais os sinais a serem batidos ?

O principal é a LTB de que falamos no post anterior e que vemos falando há tempos.....a LTB mais longa....passando hoje por volta dos 53.000


BZQ, Diário, escala logarítmica




BZQ, SEMANAL, escala logarítmica





Bovespa rompe, ainda que por pouco, no fechamento, a LTB curta....agora, olha pra 52.000-52.500

Bovespa, acompanhando o bum humor lá de fora, por conta da possível permanência do Reino Unido na União Européia, fechou em forte alta de 2,8%, aos 51.550 pontos.

Embora não tenha escrito aqui nos 2 últimos dias, mas o Bovespa deu outra resvalada  ontem na LTB curta que temos acompanhado, ao bater na máxima em 51.230...

Voltou nos 50.000, segurou o segmento dos bancos, segmento que o mercado está preparando o crash, e voltou pra vir pra cima da LTB, tentando rompê-la e buscar os 52.000

Abaixo, um topinho na faixa de 51.800 a ser batido......faixa principal de resistência é 52.000-52.500....sempre considerei a mais forte a resistência de 52.500

Agora, se esse rompimento da LTB se concretizar logo na abertura de amanhã, deveremos ver a ida rápida aos 52.000-52.500.....quem sabe, resvalar nos 53.000, por onde passa a LTB mais longa, que volta a ser destacada aqui no tempo SEMANAL



Bovespa, diário, escala logarítmica














segunda-feira, 20 de junho de 2016

Bovespa segue seu curso em direção a LTB curta

Bovespa segue seu curso em direção a LTB curta

Hoje, seguindo os mercados mundiais, Bovespa abriu em forte alta...tentou segurar lá em cima, mas recuou no final.....fechamento em 50.320, alta de 1,6%, depois da máxima em 50.780, resvalando na resistência de 50.800,

A LTB destacada abaixo e nos últimos dias aqui no blog, passa ali por volta de 51.300

Bovespa, diário , escala logarítmica









domingo, 19 de junho de 2016

"Presidente do BC da Índia surpreende e pede demissão", por Reuters-Brasil

Notícia publicada pela Reuters hoje cita o pedido de demissão apresentado por Raghuram Rajan  , economista e acadêmico, de seu posto de Presidente do Banco Central da Índia; noticia já destacada por alguns sites estrangeiros ontem mesmo,

Rajan era amplamente apoiado pela comunidade financeira internacional desde o momento em que assumiu a Presidência do BC indiano.

Aqui no blog, também dei destaque a um de seus livros recentes, quando de sua publicação em 2012, "Linhas de Falha".

Aqui, o link do post do blog em que há o destaque do livro: http://pracompraroupravender.blogspot.com.br/2013/02/pra-quem-nao-gosta-de-carnaval-uma-boa.html

Mais abaixo, após a matéria, a sinopse do livro:

http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRKCN0Z50HY

Presidente do BC da Índia surpreende e pede demissão

domingo, 19 de junho de 2016 09:49 BRT Imprimir [-] Texto [+]
MUMBAI (Reuters) - O famoso presidente do banco central da Índia, Raghuram Rajan, festejado por investidores estrangeiros mas sob pressão de opositores políticos em casa, surpreendeu os funcionários do governo e colegas ao anunciar que deixaria o cargo depois de apenas três anos.

Rajan, ex-economista chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), tem enfrentado críticas crescentes a partir de uma parcela dentro do partido do primeiro-ministro Narendra Modi por manter altas taxas de juros e da percepção de que ele tinha começado a atuar no campo político.

Em carta aos funcionários do banco central, Rajan disse que pretende voltar à academia e ressaltou que dois de seus atos --a criação de um comitê de política monetária para definir as taxas de juros e a limpeza do setor bancário altamente endividado-- não foram finalizados.

"Quero compartilhar com vocês que vou voltar para a academia quando meu mandato como presidente terminar em 4 de setembro de 2016" escreveu ele.

"Eu vou, é claro, estar sempre disponível para servir o meu país quando necessário."


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http://www.travessa.com.br/LINHAS_DE_FALHA/artigo/c1bb1fad-96e7-4f8e-849d-1c8da204587f


SINOPSE DO LIVRO "LINHAS DE FALHA", de Raghuram Rajan



Em 2005, quando ocupava o cargo de economista-chefe do FMI, Raghuram G. Rajan alertou seus pares sobre o risco de uma crise econômica mundial. Não foi ouvido. No livro Linhas de falha, que a BEI Editora lança em maio, ele retoma o assunto, apresentando uma profunda análise dos fatores que precipitaram o colapso de 2008 e mostrando por que ele pode se repetir e de forma ainda mais violenta.

Em geologia, “linhas de falha” são as rachaduras na litosfera que dão origem aos terremotos; Rajan usa a expressão como metáfora dos pontos de fragilidade que colocam em risco o sistema econômico internacional. O livro discorre sobre questões relativas à desigualdade social, ao acesso à educação e à saúde e aos mecanismos de segurança social nos Estados Unidos, bem como sobre as escolhas econômicas de países desenvolvidos e pelas economias emergentes, explicando de que forma a inter-relação entre esses elementos pode desestabilizar a economia de todo o mundo.

Agraciado nos Estados Unidos com o prêmio Financial Times/Goldman Sachs como o melhor livro de finanças de 2010, Linhas de falha é o mais importante estudo sobre a crise de 2008, uma leitura essencial para todos os que desejam compreender os caminhos e descaminhos da economia mundial no século 21. A edição brasileira conta com uma introdução especial, na qual o autor discorre sobre a situação do país hoje, e um prefácio assinado por Pedro Malan.

“Não é por acaso que Rajan é hoje um dos mais influentes economistas no debate internacional. Sua brilhante carreira acadêmica e sua cátedra na Business School da Universidade de Chicago asseguram-lhe ampla experiência em debates e fortalecem sua invejável liberdade intelectual para dizer e escrever o que pensa. Mesmo quando rompe certas barreiras do pensamento convencional.” 



SP500 e Dow Jones vistos a partir de 2 LTA'S passando pela "sombra dos candles", congestões e fortes divergências baixistas de MACD e IFR14

SP500 e Dow Jones vistos a partir de 2 LTA'S passando pela "sombra dos candles", congestões e fortes divergências baixistas de MACD e IFR14

Isto é.....

Tracei 2 novas LTA'S passando pelas sombras dos candles.....elas se sustentariam justamente nos últimos fundos na faixa de 1.830 para o SP500 e 15.400 para o Dow Jones

Outro ponto...

Podemos ver os 2 índices dentro de uma congestão....isso é mais claro no SP500.....Congestão entre 1.830 e 2.130........se isso for correto, dadas as fortes divergências baixistas de IFR14 e MACD, teremos um rompimento pra baixo em direção a faixa de 1.575, justamente um pullback na forte resistência-topo dos anos de 2000 e 2007........

Reparem também na queda forte do volume nos últimos 2 anos.....visto principalmente no gráfico do Dow Jones

SP500,Semanal, escala logarítmica, período 12 anos



Dow Jones,,Semanal, escala logarítmica, período 12 anos







Final de Semana - Bovespa vai "se contaminando", após histograma passar pra "linha abaixo de zero" no tempo SEMANAL

Fechamento do Bovespa na sexta-feira em 49.530 pontos, alta de 0,25%

Assim, o Bovespa vai "se contaminando", após histograma passar pra "linha abaixo de zero" no tempo SEMANAL.

Esse ponto pode ser visto no segundo gráfico abaixo, tempo SEMANAL.....

Marquei em retângulos azuis os momentos em que o histograma vai "pra linha abaixo de zero"......quando isso acontece, o índice, mais cedo ou mais tarde, faz novos fundos, ainda que, com algumas pernas de alta-repiques no meio do caminho.......em alguns desses momentos, as pernas de alta apresentam até mesmo altas fortes, algo entre 10%-15%.....no entanto, em seguida, a perna de baixa é mais forte ainda.....

Esse tipo de comportamento é próprio de BEAR-MARKETS longos.....

Até que vejamos o índice romper 55.000, 58.800 e, principalmente a faixa de 62.500, não temos sinal ainda de reversão do BEAR-MARKET de longo prazo que assistimos desde maio-2008.

Nesse momento, ainda temos pistas consideráveis que o Bovespa deve buscar a faixa de 45.000, 42.500, 37.000-38.000, com o maior repique visto nessa faixa........

Depois, ainda deveremos ver o Bovespa, num prazo entre 10-18 meses procurar a faixa de 27,500-29.200....

No curto prazo, tempo diário, MME13 ainda abaixo da MME21, portanto, VENDA no tempo diário.....LTB mais curta passando ali por volta de 51.300.....a mais longa , passando por volta de 53.500

Suportes em 49.400, 48.800, 48.000, 47.500, 47.000 e 46.500
Resistências em 50.200, 50.800-51.000, 51.400, 52.000 e 52.500


Bovespa, diário, escala logarítmica




Bovespa, SEMANAL, escala logarítmica









sábado, 18 de junho de 2016

"Rio decreta calamidade pública por crise financeira e Olimpíada", por Jornal "Folha de São Paulo"

Vamos lá....

Muitos já sabem....quem não sabe, abaixo a notícia...

No entanto, vale a pena comentar alguns pontos...

Pontos ressaltados por um cidadão "fluminense", aquele que nasce no Estado do Rio de Janeiro.....um carioca, como eu....

O Rio de Janeiro tem o imóvel mais caro do Brasil....comida mais cara do Brasil...estacionamento mais caro do Brasil, serviços mais caros do Brasil, aluguel mais caro do Brasil, hospedagem mais cara do Brasil, transporte público mais caro do Brasil...

E detalhe....todos....todos absolutamente ruins...

E o estado decreta calamidade pública ?

Abaixo da matéria publicada hoje pelo jornal "Folha de São Paulo", publico novamente um artigo meu, escrito e publicado aqui no blog em abril do ano passado.......Destacava a fragilidade do Estado do Rio de Janeiro e a incapacidade do Estado do Rio de Janeiro em se recuperar no curto, médio e longo prazo diante de questões básicas, como o alto percentual da indústria extrativa mineral em relação ao PIB do Estado...


http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2016/06/1782893-rio-decreta-calamidade-publica-por-crise-financeira-e-olimpiada.shtml

Rio decreta calamidade pública por crise financeira e Olimpíada

Ruy Baron - 4.dez.2014/Valor
Francisco Dornelles, hoje governador interino do Rio de Janeiro, em foto de 2014
ITALO NOGUEIRA
DO RIO

17/06/2016  17h23 - Atualizado às 19h03

O governo do Rio decretou nesta sexta-feira (17) estado de calamidade pública em razão da crise financeira por que passa o Estado.

Entre as razões apontadas pelo governador em exercício, Francisco Dornelles (PP), estão os compromissos assumidos para bancar a Olimpíada, que começa em agosto.


O decreto, publicado no "Diário Oficial", não deixa claro quais as implicações da medida. Atos do tipo em caso de desastres permitem a contratação de empresas sem licitação. O texto afirma que "as autoridades competentes editarão atos normativos necessários à regulamentação do estado de calamidade pública, com vistas à Olimpíada".

Segundo a legislação, é possível decretar estado de calamidade pública em situações anormais, provocadas por desastres, causando danos e prejuízos que impliquem o comprometimento substancial da capacidade de resposta do poder público.

O governo afirma no texto que a grave crise financeira "vem impedindo o Estado de honrar com seus compromissos para realização dos Jogos Olímpicos". A construção da linha 4 do metrô, essencial para o transporte dos torcedores no evento, está sob risco de não ser concluída para os Jogos.

No decreto, Dornelles afirma que a crise "pode ocasionar o total colapso na segurança pública, saúde, educação, mobilidade e gestão ambiental".

O governador afirma que as delegações estrangeiras começam a chegar este mês ao Rio para a aclimatação para os Jogos.

O Estado atrasou pela segunda vez parte dos salários dos servidores públicos este mês. A crise já gerou o fechamento de emergências de hospitais e redução de equipamentos em delegacias.

Para a Olimpíada, o Estado encontra dificuldades para conseguir recursos para concluir a linha 4 do metrô. O governo precisa de R$ 500 milhões para terminar o trecho olímpico e não pode obter novos empréstimos por estar inadimplente com operações de crédito internacional.

O déficit estimado para este ano no orçamento é de R$ 19 bilhões.

EDUARDO PAES

Em sua conta no Twitter, o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB) disse que "o estado de calamidade decretado pelo governo estadual em nada atrasa as entregas olímpicas e os compromissos assumidos pelo Rio".

"As arenas (tirando o Velódromo) já foram todas entregues e testadas. Aliás, no prazo e no custo", escreveu o prefeito. "Tirando o metrô, todas as obras de legado também são do município e a maioria delas já foi entregue."

*

CONFIRA A ÍNTEGRA DO DECRETO

Considerando a grave crise econômica que assola o Estado do Rio de Janeiro; considerando a queda na arrecadação, principalmente a observada no ICMS e nos royalties e participações especiais do petróleo; considerando todos os esforços de reprogramação financeira já empreendidos para ajustar as contas estaduais; considerando que a referida crise vem impedindo o Estado do Rio de Janeiro de honrar com os seus compromissos para a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016; considerando o que tal fato vem acarretando severas dificuldades na prestação dos serviços públicos essenciais e pode ocasionar ainda o total colapso na segurança pública, na saúde, na educação, na mobilidade e na gestão ambiental; considerando que a interrupção da prestação de serviços públicos essenciais afeta sobremaneira a população do Estado do Rio de Janeiro; considerando que já nesse mês de junho as delegações estrangeiras começam a chegar na cidade do Rio de Janeiro, a fim de permitir a aclimatação dos atletas para a competição que se inicia no dia 5 de agosto do corrente ano; considerando, por fim, que os eventos possuem importância e repercussão mundial, onde qualquer desestabilização institucional implicará um risco à imagem do país de dificílima recuperação; (o governador Francisco Dornelles) DECRETA:

Art. 1º - Fica decretado o estado de calamidade pública, em razão da grave crise financeira no Estado do Rio de Janeiro, que impede o cumprimento das obrigações assumidas em decorrência da realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.

Art. 2º - Ficam as autoridades competentes autorizadas a adotar medidas excepcionais necessárias à racionalização de todos os serviços públicos essenciais, com vistas à realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.

Art. 3º - As autoridades competentes editarão os atos normativos necessários à regulamentação do estado de calamidade pública para a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.

Art. 4º - Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação. Rio de Janeiro, 17 de junho de 2016.



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Artigo publicado em 20-04-2015

O Rio de Janeiro perdeu o "grau de investimento"...E.agora ?





Na última quarta-feira, 15 de abril de 2015, a agência de classificação de risco Standard & Poor´s (S&P) rebaixou a nota de crédito (rating) do Estado do Rio de Janeiro em escala global de “BBB-” para “BB+”. Com isso, o estado perdeu o seu grau de investimento e passou a ser classificado como grau especulativo (ver aqui: http://oglobo.globo.com/economia/sp-rebaixa-nota-de-credito-do-estado-do-rio-15884690)

O Jornal O Globo deu destaque à notícia ao colocá-la em sua "primeira página" do dia seguinte. No entanto, a imprensa, como um todo, repercutiu pouco.

Um erro.

Não estamos falando de qualquer Estado; estamos falando da 2a.maior economia do país. No mesmo dia, por exemplo, a mesma Standard & Poor´s manteve a nota de crédito do Estado de Minas Gerais.

A primeira curiosidade está justamente nesse porém.

Poucos se lembram, mas foi a questão sobre a moratória da dívida do Estado de Minas Gerais em janeiro de 1999 que enterrou de vez a defesa do câmbio fixo, praticado até ali, e abriu as portas para que o ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso implantasse o regime de câmbio flutuante vigente até hoje.
As moedas dos países emergentes já vinham sendo atacadas desde 1994, por conta da Crise do México; os ataques se intensificaram com a Crise da Ásia em 1997 e com a Crise da Rússia em 1998; nenhuma das 2 foi capaz, entretanto,  de mudar o regime cambial brasileiro, a despeito da sangria das Reservas Internacionais brasileiras em 1997 e 1998.

Foi a moratória praticada pelo Estado de Minas Gerais de sua dívida que impôs ao Governo FHC o seu mais duro golpe.

O simbolismo do Estado de Minas Gerais ter sido assumido naquele ano de 1999 por outro Ex-Presidente, Itamar Franco, ajudou; afinal, os mercados financeiros mundiais acabaram por misturar "alhos com bugalhos" e jogaram, naquele mês conturbado de jan-1999, Brasil e Minas Gerais "no mesmo barco".

O dólar, que já vinha num "câmbio flutuante sujo", negociado numa "banda imaginária", disparou para o teto da banda, sangrando mais e mais as Reservas Internacionais.

A solução encontrada por FHC foi entregar o cargo de Presidente do Banco Central a Armínio Fraga e deixar o dólar flutuar.

Portanto, quando falamos que o Estado do Rio de Janeiro perdeu o seu "grau de investimento", é preciso saber que o fato em si não é "banal"

Situações na mesma direção, como o caso de Minas Gerais citado acima, já nos levaram a mudanças profundas e estruturais. 

Entender o Rio de Janeiro nunca foi um questão simples.

Eu mesmo, como um cidadão fluminense (aquele que nasce no Estado do Rio de Janeiro), e como carioca (aquele que nasce na cidade do Rio de Janeiro), tenho dificuldades de entende o Rio de Janeiro por completo.

Por outro lado, é importante dimensionar e imputar a força do Estado do Rio de Janeiro a 2 questões centrais: a histórica e a econômica,

Toda a base do "Brasil-Império" foi construída e desenvolvida no Rio de Janeiro, entendido aqui como o território do Estado do Rio como o conhecemos hoje, ou mesmo dentro da cidade do Rio de Janeiro como a conhecemos hoje.

Escolas, bibliotecas,  universidade, burocracia pública, o universo central do "Brasil-Império"que girava em torno de uma cidade foi erguido a partir do território do Estado do Rio.

Quando o Brasil torna-se uma "República Federativa", a cidade do Rio de Janeiro passa a ser o "Distrito Federal", isto é,  a capital do Brasil.

A questão econômica passa pela histórica numa relação casual simples de entender, já que gastos públicos do "Brasil-Império"  e do "Brasil-República" passam a girar e com mais força justamente no território escolhido como base.

Numa outra dimensão econômica, temos variações ao longo do tempo; começa essencialmente com a commodity "café", e vai até uma outra commodity, o "petróleo".

Tal descrição é uma síntese bastante resumida do Estado do Rio de Janeiro, mas que serve como pano de fundo para avançarmos no texto.

Adiante, o Brasil mudou; veio o ex-Presidente Juscelino Kubitschek e decidiu "interiorizar" o país; assim,  leva a capital do Brasil para a então nova cidade de "Brasília" a partir de 1960.

A despeito da perda como capital, o Rio de Janeiro sobrevive;e sobrevive bem, de certa forma.

A fama de Copacabana, das Escolas de Samba Portela, da Mangueira, o carnaval carioca, o Pão de Açúcar, o Corcovado, a beleza das praias cariocas, as ruas da Lapa, tudo isso ajudava a manter o Rio de Janeiro no foco do país, atraindo empresas e grupos de comunicação, como a extinta TV Tupi e a futura poderosa "Organizações Globo"

Mais.......o sonho de produzir Petróleo parecia mais real a partir do crescimento da Petrobrás em sua base no Estado do Rio de Janeiro.

Mesmo com o ressalva de historiadores, o Rio de Janeiro se mantém relevante do ponto de vista sócio-econômico, nos anos seguinte a perda como capital.

E aqui chegamos no estágio central do texto.

O que ajuda e empurra o Rio de Janeiro a se manter como força no cenário nacional ?

A minha primeira "aposta" é que uma das variáveis foi o Plano Real.

O Plano Real criado em 1994 rearruma a teia econômica do Brasil; com isso, todos foram beneficiados, uns mais , outros menos, mas o avanço institucional-econômico é gritante.

A estabilidade monetária traz novos investimentos externos; e o Rio de Janeiro se beneficia, dado seu passado histórico-cultural.

A outra "aposta" é mais óbvia; o petróleo.

E agora, passemos a olhar com mais rigor alguns números e tabelas.

Abaixo, temos 5 quadros que resumem bem o Rio de Janeiro em 20 anos

Reparem que no caso do Rio de Janeiro, a "indústria de petróleo e outros minerais" ou "indústria extrativa"  sai de um peso de 1,25% em 1995 para impressionantes 17,65% em 2012 (Clique em cima da figura pra obter uma melhor visão-primeiro gráfico)

E, notem no gráfico do "PIB Rio de Janeiro x PIB Brasil", que isso acontece sem que o Rio de Janeiro mude sua participação no PIB Brasil. Desde 1995, o PIB do Rio de Janeiro estaciona ali entre 10% e 11% do PIB Total Brasil. (Clique em cima da figura pra obter uma melhor visão-terceiro gráfico )

Há uma mudança significativa  também no peso do Rio de Janeiro na "indústria extrativa" em relação a "indústria extrativa nacional".

A participação do Rio de Janeiro no setor de "indústria extrativa" pula de 17,9% em 1995 para 43% em 2009 (Clique em cima da figura pra obter uma melhor visão-quarto e penúltimo gráfico)

Pra termos idéia do quanto esse peso da "indústria extrativa" é excessivo na economia do Estado do RJ, tomemos o caso de São Paulo, o Estado mais rico da Federação.

O Estado de São Paulo apresenta um peso de menos de 1% para a "indústria extrativa"; diferente de quase 20% para a indústria de transformação", menos dependente do ciclo de commodities (Clique em cima da figura pra obter uma melhor visão-último gráfico)



Evolução em % da Indústria Extrativa (petróleo e minerais) no Estado do RJ - 95-2012


Fonte: IBGE e CEPERJ


Evolução em Valores da Indústria Extrativa (petróleo e minerais) no Estado do RJ - 95-2012

Fonte: IBGE e CEPERJ





Evolução em % da participação do PIB do Estado do RJ no PIB Brasil - 95-2012

Fonte: IBGE e CEPERJ





Evolução em % da Indústria Extrativa (petróleo e minerais) do Estado do RJ na Indústria Extrativa Brasil - 95-2012
Fonte: IBGE e CEPERJ



Evolução em Valores da Indústria Extrativa (petróleo e minerais) no Estado de SP - 2010-2012

Fonte: IBGE e Fundação Seade




Como se deu essa transformação ?

É fácil entender quando olhamos para o gráfico de 70 anos do "Barril de Petróleo" junto om o gráfico dos "preços da commodities dos últimos 35 anos.

O mundo presenciou entre 2004 e 2010 uma das maiores bolhas de commodities do século, talvez a maior sob vários critérios. O Barril de petróleo, por exemplo, sai da faixa de US$ 43 no início de 2004 para faixa de US$ 140 em 2007; depois tem uma queda abrupta em 2008 pra voltar a faixa de US$ 120 em menos de 2 anos.


Barril de Petróleo
Fonte: macrotrends.net



Grupos de commodities, segundo estratificação elaborada pelo FMI
Fonte: FMI



O que vem agora ?

A Bolha de Commodities estourou....Petróleo e minério de ferro, entre outras, não voltarão para os patamares de 2009-2010 tão cedo; talvez nem mesmo nos próximos 15-20 anos

O Estado do Rio de Janeiro se beneficiou e muito desa Bolha de Commodities;é visível essa correlação analisando todos os números relacionados em todas as tabelas e gráficos acima

Conseguirá o Estado do Rio de Janeiro sobreviver diante de uma nova realidade ? Diante de uma "volta aos preços normais" das commodities ?

Antes de sobreviver, é preciso entender algumas das consequências produzidas a partir dos quadros e tabelas listados acima.

É preciso entender pra tentar se antecipar.

Os preços de vários ativos e "coisas" na cidade do Rio de Janeiro, cidade que se confunde com o Estado, simplesmente foram jogados na estratosfera.

Não há cidade hoje no Brasil tão cara quanto o Rio de Janeiro.

Talvez o mais claro, explícito, espetacular e bizarro exemplo venha dos preço dos imóveis na cidade do Rio de Janeiro..

Entre jan-2008 e mar-2015, os preços do imóveis na cidade do Rio de Janeiro subiram 266% (ver índice FIPE-ZAP em http://www.zap.com.br/imoveis/fipe-zap-b/)

Pra efeito de comparação , na cidade de São Paulo, cidade mais dinâmica e "rica", os preços no mesmo período subiram 221% (http://www.zap.com.br/imoveis/fipe-zap-b/)

Em resumo, o Rio de Janeiro se depara com um novo quadro

Tem as praias de Copacabana, o Carnaval, o Maracanã e a Bossa Nova.

Mas, não tem mais o Plano Real e a maior Bolha de Commodities do século. Pra piorar, ainda recebe a "Crise da Petrobrás" e suas vertentes. 

E tem várias bombas "a serem desarmadas" pelo caminho

Se o Brasil passa por uma desaceleração, o Rio de Janeiro passará, e bem mais.

Outros Estados, dadas suas matrizes econômicas e dinamismos , têm maiores capacidades de recuperação.

Cabe ao Rio de Janeiro pensar numa outra equação para sobreviver.

E o tempo está correndo. Ontem, já foi a perda do "grau de investimento".