domingo, 27 de março de 2016

Devagar....postarei alguma coisa aqui, outra ali......um gráfio diário da VALE5 e sua LTA curta e LTB Longa

Devagar....postarei alguma coisa aqui, outra ali..

...um gráfio diário da VALE5 e sua LTA curta e LTB Longa...

Uma MA200 descendo e balizando o papel no diário......passando ali por volta de 12.55


VALE5, Diário, escala logaritmica







sábado, 26 de março de 2016

Deverei ficar ausente por mais um tempo

Peço desculpas aos leitores.......Deverei ficar ausente por mais um tempo por questões de saúde..

segunda-feira, 21 de março de 2016

'Trocar de governo daria a chance de estancar sangria', diz Armínio Fraga

Entrevista publicada hoje no Jornal "Folha de São Paulo"

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2016/03/1752130-trocar-de-governo-daria-a-chance-de-estancar-sangria-diz-arminio-fraga.shtml

'Trocar de governo daria a chance de estancar sangria', diz Armínio Fraga


O ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga acredita que está mais do que claro que a gestão da presidente Dilma Rousseff "quebrou e pilhou o país".

Para ele, se não houver uma mudança tanto do governo quanto na forma de conduzir a economia, o Brasil terá um cenário de "perda de emprego e renda como nunca se viu".

"A maior vítima é o povo, que acreditou que esse modelo daria certo, se endividou e agora, como sempre, paga o preço", diz o economista, um dos formuladores do programa do candidato tucano Aécio Neves em 2014.

Fraga não acredita que a presença do ex-presidente Lula no governo mudaria o quadro de desconfiança de empresários e consumidores na economia. E ressalta que é preciso agir logo para "estancar a sangria".

"Mantenho alguma esperança, mas o tempo que nos resta é curto", afirma o economista, que é sócio da Gávea Investimentos.

Fraga diz que mantém contato com pessoas do PSDB e de outros partidos. Ele acredita que a perda de credibilidade da classe política como um todo com a Operação Lava Jato pode atrapalhar a adoção de um programa para recuperar a economia, mas defende as investigações:

"A Lava Jato precisa ir até o fim, não se pode abrir mão disso", afirma.

Questionado sobre a possibilidade de integrar um eventual governo de transição, responde que não.

Leia a seguir a entrevista que concedeu à Folha por e-mail na semana passada.

*

Folha - A turbulência política atual pode piorar a recessão?

Armínio Fraga - O estrago é geral. Desde 2014 a responsabilidade fiscal foi abandonada. O crescimento da dívida pública é galopante e põe em risco o trabalho de décadas.

Como se isso não bastasse, o modelo de gestão da economia opaco, populista e dirigista garante que não se pode contar com avanços na produtividade.

A deterioração já se faz sentir em toda parte e tende a piorar. Falo de perda de emprego e renda real como nunca se viu. A maior vítima é o povo, que acreditou que esse modelo daria certo, se endividou e agora, como sempre, paga o preço.

Qual é a principal lição que essa crise deixará?

Que não há atalhos. O desenvolvimento de uma nação requer um Estado decente e competente e uma visão de longo prazo, focada em aumentar a poupança e o investimento e melhorar continuamente a educação e a produtividade. O populismo de hoje é a antítese disso, um desastre.

Que medidas emergenciais precisariam ser tomadas para reverter o quadro atual? O sr. vê condições de isso ser feito pelo governo Dilma?

O desafio fiscal é enorme e urgente, e a máquina do crescimento está totalmente quebrada. O quadro requer, portanto, uma resposta ampla e convincente, que incluiria um Orçamento base zero, desvinculado e desindexado -no qual se criaria espaço de manobra e gestão, base para uma reforma do Estado-, além de reformas tributária, trabalhista e previdenciária, choque de gestão, foco no investimento em infraestrutura.

Enfim, um novo rumo para o país. O governo e seu principal partido não dão nenhum sinal de que proporão um caminho minimamente razoável. Seu histórico não ajuda, e hoje seguem com propostas malucas. Não vejo como avançar assim.

A confiança no futuro é considerada fundamental para o desempenho econômico. O ex-presidente Lula conseguiria recuperar essa confiança caso permanecesse no governo?

Infelizmente não creio nisso. A guinada na direção errada começou no segundo mandato do ex-presidente e foi mantida e turbinada até hoje pela atual, que segue lá insistindo, falando em responsabilidade fiscal e crescimento e fazendo o oposto.

Como o sr. avalia a ideia de usar as reservas internacionais para pagamento da dívida pública?

Acho uma ideia equivocada. Daria algum espaço para ela fazer mais do mesmo, que está provado que não funciona, e algum dinheiro para gastar sabe-se lá como. E fragilizaria uma situação já bem precária.

Reformas que são citadas como necessárias para que o Brasil retome o crescimento envolvem retirar benefícios de alguns grupos da sociedade. O sr. acredita que existe consenso para fazer essas mudanças?

Do jeito que vai a coisa, os benefícios serão retirados da pior maneira, via recessão e, eventualmente, inflação. Seria muito melhor fazer as correções de rumo de forma a trazer de volta a confiança e o crescimento.

No momento não há consenso, mas com uma eventual troca de governo teríamos uma chance de pelo menos estancar a sangria, enquanto se aguardam eleições e uma liderança com mandato para ir mais fundo nas mudanças. O debate é complicado, mas já está mais do que claro quem foi que quebrou e pilhou o país. Mantenho alguma esperança, mas o tempo que nos resta é curto.

A Lava Jato tem levado a um descrédito grande da classe política. Mesmo que haja uma transição de governo, isso não pode dificultar a adoção de medidas para recuperar a economia?

Pode sim. Mas a Lava Jato ao final vai ter feito uma boa triagem, criando condições para uma guinada cultural e uma reforma política que, com o tempo, ajudariam a recuperar a governabilidade e alguma confiança da sociedade brasileira na política. Vai levar tempo, mas não há alternativa.

A Lava Jato teria o mesmo apelo caso a economia não estivesse em crise profunda? A conhecida frase "é a economia, estúpido" se encaixaria no nosso contexto atual?

A doença que se manifesta na crise é em parte a mesma que a Lava Jato procura curar, não dá para separar uma da outra. Tem a ver com um desenho de Estado e economia cheio de incentivos perversos, com uma cultura complicada. A Lava Jato precisa ir até o fim, não se pode abrir mão disso. Todo cuidado é pouco aqui.

O senhor se afastou da política depois de 2014 ou continua colaborando com o PSDB?

Mantenho contato com pessoas do PSDB e de outros partidos também.

O sr. aceitaria um convite para participar de um governo de transição?

Não.

A situação da economia global dificultaria tentativas de reanimar a economia brasileira?

Sempre afeta. Hoje o dinheiro no mundo está barato, o que sempre empurra algum para cá. Isso pode em algum momento se reverter, especialmente nos Estados Unidos. E tem também o preço das commodities, que andou caindo muito. Mas o que importa mesmo é o que vai acontecer aqui dentro.

Acabou a era de expansão dos países emergentes?

Os emergentes vivem um momento difícil. Mas, repi-
to, que nada se aproxima em importância das respos-
tas que serão ou não dadas à crise atual.

A produtividade da economia brasileira estancou. Isso tem nos deixado para trás em um mundo de rápidas transformações tecnológicas. Dá para recuperar o tempo perdido?

Sim. Depende de muita coisa, especialmente de uma educação melhor, de uma agenda de reformas e de uma integração com o mundo. Uma "vantagem" de nos encontrarmos na lastimável posição atual é que há muito o que melhorar.

RAIO-X
Armínio Fraga

Formação
Economia pela PUC-Rio, doutor pela Universidade
de Princeton, nos EUA

Carreira
> Diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central entre 1991 e 1992
> Trabalhou com George Soros entre 1993 e 1999
> Presidente do Banco Central entre 1999 e 2002
> Em 2003, fundou a gestora de recursos Gávea Investimentos, que recomprou do JPMorgan no fim de 2015



domingo, 20 de março de 2016

"Dow Jones World Financial" e "Dow Jones World Oil and Gas"

"Dow Jones World Financial" e "Dow Jones World Oil and Gas"


"Dow Jones World Financial", Semanal, escala logarítmica



"Dow Jones World Oil and Gas", Semanal, escala logarítmica





Dow Jones Global Index, Semanal

"DJW", Dow Jones Global Index, Semanal, escala logarítmica, período 4 anos






O Curioso gráfico do Bovespa olhado pela perspectiva do investidor estrangeiro e a pessoa física

O Curioso gráfico do Bovespa olhado pela perspectiva do investidor estrangeiro e a pessoa física

A partir de 2013, está claro o maior interesse do estrangeiro (linha verde no gráfico abaixo), por conta da alta do câmbio, e, posterior queda nos valores em dólar dos ativos, em contraposição ao menor interesse da pessoa física(linha azul no gráfico abaixo)

Fonte: dadosdabolsa.com







Bovespa - Final de Semana

A semana passou com uma queda rápida do Bovespa até 46.500, e uma rápida recuperação com bizarros gap's espalhados até o topinho em 51.300 de sexta-feira......inclusive com o novo pvot de alta ao romper a faixa de 50.000

Abaixo, no tempo diário, parece que a MA200 também serviu de limite para o toque na faixa de 46.500 do meio da semana.

Na sexta, o Bovespa aproveitou pra fazer logo um reteste-pullback na faixa de 50.000 rompida quando, na mínima, bateu 50.200
MME13 ainda cruzado pra cima sobre a MME21, portanto, ainda em modo COMPRA no tempo diário

Suportes em 50.200, 49.500, 49.000, 48.000, 47.300, 47.000 e o mais importante agora em 46.500
Resistências em 51.300, 52.000, 52.500, 53.000 e 54.000

Bovespa, diário, escala logarítmica






sexta-feira, 18 de março de 2016

"CRB" Commodities...tempo Semanal

"CRB" Commodities...tempo Semanal, escala logarítmica





Tic....Tac....Tic....Tac....











"Carteira blog" vai zerar toda a posição "COMPRA" "GGBR4" a preço de mercado

"Carteira blog" vai zerar toda a posição "COMPRA" "GGBR4" a preço de mercado

Essa posição foi aberta em 30-09-2015 a preço de 5,52...link aqui: http://www.pracompraroupravender.blogspot.com.br/2015/09/sugestao-carteira-blog-compra-ggbr4a.html

Portanto, nesse momento, 13:24, preço de mercado em 5,66...

Posição zerada (cerca de 8%) de "COMPRA" "GGBR4" a 5,66



quarta-feira, 16 de março de 2016

"Carteira blog" vai recomprar "Posição TOTAL de "VENDA" "SANB11" e PARCIAL "VENDA" "ITUB4" a preços de mercado


No dia 04-03-2016, foi aberta uma posição de "VENDA" "ITUB4" , peso aproximado de 10% a 31,56..

Abaixo, o link

http://pracompraroupravender.blogspot.com.br/2016/03/acionado-stop-posicao-venda-mult3-em.html


Essa posição será zerada a preço de mercado de "agora", 11:19...valor de 29,89


No dia 03-03-2016, foi aberta uma posição de "VENDA" "SANB11" , peso aproximado de 7,5% a 17,24...

Abaixo, o link:..

http://pracompraroupravender.blogspot.com.br/2016/03/carteira-blog-vai-entrar-com-posicao-de.html


Essa posição será zerada a preço de mercado de "agora", 11:19...valor de 16,10


terça-feira, 15 de março de 2016

"A estupidez mais estúpida levará o Brasil a ter o que até hoje conseguiu evitar: uma crise financeira aguda", por Monica de Bolle,

Excelente artigo da "minha deusa intelectual" , Monica de Bolle, publicada hoje no portal "O Financista"

http://www.financista.com.br/noticias/monica-de-bolle-a-estupidez-mais-estupida

A estupidez mais estúpida

 Notícia Publicada em 15/03/2016 16:05 

A estupidez mais estúpida levará o Brasil a ter o que até hoje conseguiu evitar: uma crise financeira aguda

Lembram-se daquela cena antológica do filme “Argo”, em que a CIA apresenta às autoridades americanas os planos para resgatar os membros da embaixada sitiada no Irã? Depois de ouvir, as autoridades perguntam a um sóbrio Ben Affleck: “Is this the best bad idea that you have”? (“Essa é a melhor má ideia de vocês?”). Responde a CIA: “Yes sir, this is the best bad idea that we have. By far” (“Sim, Senhor. Essa é a melhor má ideia que temos. De longe”). Pois bem, Lula, futuro ministro de Minha Casa Civil, Minha Vida, aquele que deveria estar vendo o sol nascer quadrado em Curitiba, conseguiu uma proeza. Alardeia para todos os lados, na boca de Wagner fiel, a pior má ideia, a estupidez mais estúpida. Vamos vender as reservas do País para reduzir a dívida.

Oi? Lula, Ministro? Vender reservas?

Reservas não são aquela poupançazinha para ser usada em momentos de desespero. Reservas são um seguro – seguro contra incêndios. Usá-las para pagar a dívida significa deixar minha casa, minha vida sem seguro para incêndios. Investidores, locais ou estrangeiros, não são estúpidos. Se enxergarem fumaça, correm para a porta de saída. Que fará Lula, então? O Superministro trancará a porta de saída, erguerá barreiras à saída de recursos para que todos voltemos biblicamente ao pó?

Ah, mas a dívida é em moeda local… Sim, mas 25% dela está nas mãos de estrangeiros que não haverão de querer moeda de cunho niilista. Vão querer converter os rendimentos em reais de seus investimentos em dólares, doletas, verdinhas.

Que venha, Superministro. Queime o que sobrou do País com a Estupidez mais Estúpida. Faça então como os Romanos descritos por Tacitus, brade em alto e bom som: “Transformamos tudo em deserto e chamamos de paz”. Aos que continuam a aplaudi-lo, é a areia que os espera.

Para nós que assistimos atônitos, eles passarão. Nós, sempre passarinho.

Monica de Bolle é economista e pesquisadora do Peterson Institute, em Washington



Depois de tocar a MA200 no diário....como sempre....VALE5 cai......e vai buscar o que ? A MA200 no tempo "60 minutos"

Depois de tocar a MA200 no diário....como sempre....VALE5 cai......e vai buscar o que ? A MA200 no tempo "60 minutos"


VALE5, Diário,escala logarítmica, MA200 em linha vermelha



VALE5, tempo 60 minutos,escala logarítmica...MA200 em linha vermelha






segunda-feira, 14 de março de 2016

Se os quants jogaram os mesmo algoritmos de 2008 nas máquinas, o crash americano ganha força e acelera a partir de agora...

Se os quants jogaram os mesmo algoritmos de 2008 nas máquinas, o crash americano ganha força e acelera a partir de agora...

Topinhos e fundos descendentes no SEMANAL......toque na MA50 no tempo SEMANAL, vista abaixo na linha azul....

Tanto vale para o Dow Jones, como para o SP500

Dow Jones, SEMANAL, período 10 anos



SP500, SEMANAL, período 10 anos




Dow Jones, SEMANAL, período 4 anos



SP500, SEMANAL, período 4 anos




Dow Jones, Diário, período 1 ano



SP500, SEMANAL, período 4 anos











Mitos no Brasil podem ser quebrados....Heineken enfrenta a Ambev


Outro dia fiquei em pé do lado de fora de uma loja de um posto de conveniência por 1 hora....

Objetivo ?

Ver quantas pessoas, daquele lugar, um bairro de classe média, média-alta de São Paulo, sairiam com a cerveja Heineken nas mãos, em comparação com as cervejas da marca "AMBEV", aí inclusas, Antarctica, Skol, Brahma, Budweiser e Stella Artois.

Um verdadeio massacre imposto pela Heineken...

Sim....a pesquisa pode ser "tendenciosa", pois pega uma parte da população.Porém, não esqueçam que o objetivo da AMBEV, ao comprar, principalmente a marca "STELLA", seria competir com a Heineken, considerada um pouco mais "elitizada". 

No Brasil, até mesmo a "Budweiser", uma marca "popular" nos EUA,é direcionada pra concorrer com a Heineken.

Esses conceitos em vários países europeus são mais "evasivos".....marcas elitizadas vão numa outra direção....

Enfim......a Heineken vai incomodar muito a AMBEV no Brasil....já está....

Qualquer efeito nas vendas da AMBEV que seja atribuído à "crise" pode ser precipitado.....apostaria que ela pode, de fato, perder uma parcela considerável de seu mercado, no mínimo "oligopolizado"...obviamente, com impacto em ações no longo prazo.

Mitos......não os leve consigo......existem outros mitos que serão derrubados com o turbilhão de coisas que estão "vagando por aí".....

O mais importante ? Talvez o efeito da crise atual sobre os bancos brasileiro.....

Cenas do próximo capítulo..


Bovespa em 14-03-2016

Nada mudou de terça passada, quando não consegui postar mais nada, até hoje...

Bovespa ainda na tentativa de romper o topinho dos 50.000.....no meio da semana, ainda fez mínima na faixa de 48.000

Ou seja....define pra cima se romper os 50.000 no fechamento...pra baixo, define se perder os 48.000 no fechamento, embora até 45.000-45.300 tenha muito picote.....

Isso começa a lembrar a congestão do ano passado entre 52.000 e 54,000......ou seja...2.000 pontos de congestão por 1 mês...quando definiu, definiu pra baixo e o Bovespa acelerou até os 37.000

Médias ainda cruzadas na compra no tempo diário...MME13 cruzada pra cima sobre a MME21

MA50 em linha vermelha marcada abaixo ali por volta de 42.000, faixa também importante....

Temos que esperar.....bandas bollinger têm de estreitar......por conta da alta rápida e forte dos últimos 15 dias...

Suportes em 48.500, 48.000 , 47.300, 47.000, 46.300 e 45.300
Resistências em 49.500, 50.000, 51.000 e 52.000-52.500


Bovespa, diário, escala logarítmica






Novo topo histórico batido ontem na Avenida Paulista

Novo topo histórico batido ontem na Avenida Paulista










Dado o fato de eu não postar nada desde terça passada, apenas tangenciarei um papo que terei ainda nos próximos dias.....O Brasil viverá uma Crise Bancária ?

Dado o fato de eu não postar nada desde terça passada, apenas tangenciarei um papo que terei ainda nos próximos dias.....

"O Brasil viverá uma Crise Bancária ?"

O tema será discutido à luz do extraordinário livro "OITO SECULOS DE DELIRIOS FINANCEIROS: DESTA VEZ E DIFERENTE", de Carmen Reinhart e Kenneth Rogoff


Aqui, a sinopse do livro

http://www.travessa.com.br/OITO_SECULOS_DE_DELIRIOS_FINANCEIROS_DESTA_VEZ_E_DIFERENTE/artigo/1227e868-0c8e-4037-8051-195b3baa395f





"Durante toda a história, tanto países ricos quanto países pobres sempre concederam e tomaram empréstimos, se afundaram e se recuperaram, em extraordinária variedade de crises financeiras.


Envolvendo 66 países em cinco continentes, Oito séculos de delírios financeiros apresenta uma análise abrangente da ampla diversidade de crises financeiras e nos orienta ao longo de oito séculos espantosos de calotes de dívidas públicas, de pânicos bancários e de surtos inflacionários. Os autores extraem lições importantes da história, para mostrar-nos o muito – ou o pouco – que aprendemos."


"Carteira blog" vai recomprar toda a posição de VENDA "VALE5" a preço de mercado

"Carteira blog" vai recomprar toda a posição de VENDA "VALE5" a preço de mercado

Agora, nesse momento, 15:17 , preço de mercado VALE5 a 9,95

Essa posição foi aberta em 03-03-2016 a 10,62

Aqui, o link:http://pracompraroupravender.blogspot.com.br/2016/03/mesmo-alavancando-cerca-de-20-carteira.html

Toda a ""Carteira blog" , desde novembro, ainda não foi atualizada

Portanto

Operação:

Recompra VALE5 a 9,95
VENDA VALE5 a 10,62 em 03-03-2016



sexta-feira, 11 de março de 2016

Peço desculpas ao leitores....tavez ainda demore cerca de 7 dias pra voltar a escrever com frequência

Peço desculpas ao leitores....tavez ainda demore cerca de 7 dias pra voltar a escrever com frequência

Por ora.....é focar aquele artigo longo da semana passada





segunda-feira, 7 de março de 2016

Índice "VIX", o "espelho"e hedge do SP500, tempo semanal.....LTA e LTB

Índice "VIX", o "espelho"e hedge do SP500, tempo semanal.....LTA e LTB


VIX, Semanal, escala logarítmica, período 3 anos





domingo, 6 de março de 2016

"Dez companhias, com dívidas de R$ 100 bi, têm ‘possibilidade real de inadimplência’", por Jornal "O Globo"

Matéria excelente publicada hoje no Jornal "O Globo"...

http://oglobo.globo.com/economia/dez-companhias-com-dividas-de-100-bi-tem-possibilidade-real-de-inadimplencia-18815908


Dez companhias, com dívidas de R$ 100 bi, têm ‘possibilidade real de inadimplência’

Crise leva a número recorde de empresas brasileiras com notas do tipo “CCC” e “Caa1” ou piores pelas agências de risco

por Rennan Setti

06/03/2016 6:00 / Atualizado 06/03/2016 14:04

RIO - Nunca antes tantas empresas brasileiras de grande porte estiveram sob risco tão elevado de não honrar suas dívidas. Acusando o golpe da fraca demanda interna, da disparada do dólar e dos juros e da perda do selo de bom pagador pelo Brasil, dez companhias nacionais — incluindo gigantes como Oi, Usiminas e Gol — receberam notas do tipo “CCC”/“Caa1”, ou piores, pelas agências de classificação de risco Fitch ou Moody's. Esses ratings, como são chamados, indicam um risco de crédito muito alto, situação em que o calote “é uma possibilidade real”, como define a Fitch. São empresas que acumulam, somadas, dívidas líquidas de aproximadamente R$ 100 bilhões, segundo números da Bloomberg.

Em um sintoma da rápida piora da condição econômica brasileira, no fim de 2012 — quando o país gozava de sua melhor classificação, o grau de investimento — eram cinco firmas naquela situação, sendo que quatro delas pertenciam ao mesmo grupo, que enfrentava dificuldades financeiras. Juntas, tinham dívidas líquidas de R$ 5 bilhões (valores nominais, não corrigidos pela inflação), uma pequena fração do montante atual.

— Desde que as empresas brasileiras começaram a receber ratings, este é o pior momento em termos de geração de caixa e liquidez (oferta de dinheiro). O problema não é só o cenário econômico ruim, mas a falta de perspectiva para restabelecer o apetite dos investidores — diz Ricardo Carvalho, diretor sênior da Fitch. — Em 2012, era diferente, seja no lado operacional das companhias, seja pelo alto valor das commodities e pela grande liquidez no mundo. Empresas que não ostentavam perfil de crédito muito bom conseguiam levantar capital com facilidade. Isso afastava possibilidade de inadimplência.

Carvalho observa que a classificação de crédito reflete o risco de inadimplência das companhias. Isso abarca, em tese, a totalidade das dívidas, mas, em alguns casos, parcela do montante pode apresentar um tipo de garantia diferente e, portanto, com risco diferente.


"Com aumento da crise, empresários passam a defender a saída de Dilma", por Jornal "Folha de São Paulo"

Matéria publicada hoje no Jornal "Folha de São Paulo"

Com aumento da crise, empresários passam a defender a saída de Dilma

Os mais recentes desdobramentos da Lava Jato praticamente esgotaram a tolerância do empresariado com o governo Dilma Rousseff.

Pesos-pesados que estavam em cima do muro agora defendem a renúncia ou o impeachment da presidente para escapar de um desastre completo na economia.

Em 2015, o PIB caiu 3,8%. A preocupação é que, se nada mudar, a queda seja mais violenta neste ano. Em conversas reservadas, banqueiros já falam em retração de 5%.

"É preciso encurtar o mandato da presidente porque o pior cenário são mais três anos com o transatlântico à deriva", diz Flávio Rocha, presidente da Riachuelo.

A Folha ouviu dez empresários da indústria, do comércio, do agronegócio e do setor financeiro. Sete falaram sob anonimato. Eles afirmam que, após a saída de Dilma, é necessário um arranjo político capaz de levar o país até as eleições de 2018.

Mas sabem que o processo será longo. Temem que o cerco ao ex-presidente Lula acirre a divisão da sociedade e jogue por água abaixo qualquer entendimento entre as lideranças partidárias que restarem depois da Lava Jato.

Prova disso foi a reação do mercado na sexta (4). Pela manhã, enquanto Lula era levado pela PF para depor, o dólar chegou a ser cotado a R$ 3,65 —depois, reduziu as perdas e fechou a R$ 3,73.

Nas mesas de operação, a leitura foi que o discurso de Lula sugere que o risco de radicalização política atrase uma solução para a crise.

DESGASTE

No início do ano passado, os empresários deram um voto de confiança a Dilma, que agradou ao mercado ao escolher Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda.

Após as derrotas do ministro nas tentativas de ajustar as contas públicas, que culminaram com sua saída do cargo, muitos perderam a confiança na presidente.

Mas, naquele momento, temiam ser acusados de golpe por apoiar um processo baseado nas "pedaladas fiscais" e liderado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, também alvo da Lava Jato.

Agora, o cenário mudou com os indícios de caixa dois na campanha de reeleição e as acusações do senador Delcídio do Amaral de que Dilma manobrou para interferir na Lava Jato. "A presidente perdeu a pouca capacidade de governar que lhe restou", diz Lawrence Pih, fundador do Moinho Pacífico e um dos primeiros a apoiar o PT.

Colaborou JOANA CUNHA, de São Paulo




"Nunca houve reversão de expectativas tão rápida, diz Eduardo Giannetti"

Excelente entrevista do economista e filósofo Eduardo Gianneti da Fonseca, publicada hoje, no jornal "Folha de São Paulo"

Vamos a ela:

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2016/03/1746905-nunca-houve-reversao-de-expectativas-tao-rapida-diz-eduardo-giannetti.shtml

Nunca houve reversão de expectativas tão rápida, diz Eduardo Giannetti

A reversão brusca nas expectativas de melhora nas condições de vida dos brasileiros, provocada pela crise econômica, criou um risco elevado de radicalização do ambiente poiltico.
A opinião do economista Eduardo Giannetti da Fonseca, que foi assessor da ex-senadora Marina Silva em suas campanhas pela Presidncia, em 2010 e 2014.

Intelectual e autor de livros sobre economia e filosofia, Giannetti acha que ser inevitável a procura dos brasileiros por um candidato fora do quadro poíltico tradicional quando ocorrerem as novas eleições.
“Podem surgir figuras sem base partidária, sem sustentação e com propostas mirabolantes e miraculosas de salvação”, diz o economista. Leia a entrevista.

Folha – Que impacto a turbulência politica, que aumentou nos últimos dias, pode ter sobre a economia?

Eduardo Giannetti da Fonseca – O impacto imediato e inequívoco é a instabilidade nos mercados financeiros. Para a economia real, não há um impacto tão dramático a curto prazo. Mas significa que a incerteza continuará cada vez maior.
Com um cenário tão conturbado como o que o Brasil está vivendo agora, não há nenhuma expectativa de que se altere esse quadro. Pelo contrário. Acho que os investimentos tendem a continuar caindo. Estamos caminhando para mais um ano de recessão, em um patamar análogo ao do ano passado.

Qual pode ser a consequência social dessa situação?

A grande pergunta que eu me faço até onde o tecido social brasileiro suporta o aumento do desemprego que vem ocorrendo. O agravante é que não é como nos anos 1980 e no inicio dos 1990, quando havia uma situação de crise crônica no país e as pessoas já tinham se adaptado a viver naquela situação.
Agora estamos vivendo a maior reversão de expectativas em um curto período de tempo que o país já passou. Há poucos anos, a expectativa era que a vida ia melhorar, as coisas tendiam sempre a caminhar para a melhora na renda, no emprego, nas oportunidades. Em um curto período de tempo, vivemos uma guinada radical para uma situação de muita angústia, incerteza e medo em relação ao futuro.
Não sei até que ponto a sociedade brasileira vai aceitar uma situação que se reverteu de forma tão dramática. Acho que estamos caminhando para manifestações de peso e eventualmente uma radicalização perigosa nas ruas.

Qual o risco poiltico disso?

Acho quase ineviátvel, com o mandato terminando antecipadamente ou na eleição de 2018, o eleitorado buscar pessoas de fora do establishment politico. Isso já est ocorrendo de uma forma ou de outra no mundo inteiro pelo desgaste das formas tradicionais de representação.
Mas eu tendo a crer que, no caso brasileiro, isso tende a ir mais longe. O que é  um ambiente muito perigoso para a ordem democrática. Podem surgir figuras sem base partidária, sem sustentação e com propostas mirabolantes e miraculosas de salvação.
O Brasil no passado j vivenciou coisas desse tipo. A vitória de Janio [Quadros, em 1961], de certa maneira, foi isso. E a vitória de [Fernando] Collor [em 1989], certamente, foi isso. Foram duas figuras que vieram do nada, sem estrutura, e que repentinamente apareceram como salvadores. E os dois casos com resultados muito traumáticos para a ordem democrática.

É possível que o governo consiga tomar medidas que revertam a crise econômica?

Por mais boa vontade que eu tente encontrar dentro de mim, não vejo esse governo com capacidade de retomar o mínimo de iniciativa. Ele perdeu o controle do processo politico de forma irrecuperável. O melhor cenário para ele agora ir se arrastando e sangrando até o fim do mandato. Eu não imagino uma recuperação de governabilidade com capacidade de iniciativa no mandato da Dilma.
A lógica do presidencialismo de coalizão : eu faço concessões, eu entrego ministros, cedo estatais, dou verbas e, em troca, conquisto uma base de sustentação que me permite tomar iniciativas e governar o país. O segundo governo Dilma já nasceu incapaz de conquistar essa governabilidade e, de lá para cá, o quadro só piorou.
Essa a falência de um presidencialismo de coalizão que já vinha claudicante, se tornando disfuncional, mas que agora chegou ao limite.

A solução seria mudar esse modelo de governança?

Vamos precisar de uma reforma politica, sem dúvida nenhuma. O Congresso eleito à sombra da eleição majoritária para o Executivo fica muito desprestigiado.
As pessoas não lembram alguns meses depois em quem votaram para deputado ou para senador. E não há representação nenhuma. A sociedade civil não se reconhece nos representantes que ela mesma elegeu. Vamos ter de caminhar para um sistema distrital misto. Para trazer o representante mais para perto do eleitor.

Do lado econmico, qual a agenda mais urgente?

Em 1988 foi feita uma opção pelo Estado federativo. Decidimos repassar as atribuições típicas do setor público para os Estados e os municipios. Se tudo tivesse corrido dentro do script, o que teria acontecido? Um aumento dos gastos nos Estados e municipios em áreas como educação e saúde, que teria correspondido a uma diminuição do gasto do governo central. Mas os números mostram que os très níveis de governo passaram a crescer ao mesmo tempo. A União cresceu até mais do que os Estados e os municípios.
E como a União financiou esse aumento de gastos, dado que ela obrigada a compartilhar os impostos tradicionais? Ela se serviu de uma modalidade de tributo que era para ser exceção e virou regra, que é a contribuição.

Como solucionar isso?

Acho que o dinheiro público deve ser gasto o mais próximo possível de onde ele é arrecadado. Só deve ir para Brasilia o dinheiro que é estritamente do governo central e o dinheiro da redistribuição regional. Mas tem que descentralizar a autoridade para tributar. Os Estados e os municipios deveriam ficar responsáveis pelas atividades típicas de setor público do lado do gasto, mas também arrecadar localmente e financiar com arrecadação próxima os seus gastos. E Brasília vai ter de encolher.

Será que existirá consenso na sociedade para que mudanças como essa sejam feitas?

A sociedade precisa encontrar forçaas para enfrentar os problemas. A questão é quanto vai ter que aumentar o sofrimento para que a sociedade mobilize a vontade necessária de mudar. Era a pergunta que fazíamos na época da inflação.

RAIO-X
IDADE: 59 anos
FORMAÇÃO: Graduado em economia e em cIências sociais pela USP e Ph.D. em economia pela Universidade de Cambridge
LIVROS: Autor de livros como “Vícios Privados, Benefícios Públicos?” e “A ilusão da Alma”. Lançará em junho “Trópicos Utópicos –uma Perspectiva Brasileira da Crise Civilizatória





Os sinais que levam o Bovespa para a faixa de 25.000-29.000

Semana fantástica para o Bovespa...alta de 18% somente na semana que passou.

O que aconteceu ? Simples....o mercado, eufórico, comemorou a possível saída da Presidente Dilma Rousseff, via Impeachment, dada a suposta delação premiada do Senador Delcídio Amaral, ainda a ser homologada, e do depoimento do ex-Presidente Lula junto a Polícia Federal, depoimento somente possível por conta de um mandato de condução coercitiva.

Com Dilma Rousseff fora do governo, há uma grande expectativa de melhoras à frente para o país com a eliminação de inúmeros obstáculos que insistem em corroer a saúde da economia brasileira

Enfim......o mercado foi abrindo gaps de alta pra todos os lados, em vários papéis, numa dinâmica altista há muito não vista.

Também acho que, com o Impeachment, temos uma perspectiva excelente no longo prazo, principalmente se formos maduros o suficiente para eleger um governo experiente e competente no trato da "coisa pública".

Mas, e no curto prazo ?

O que temos no curto prazo ?

Mais dúvidas, incertezas e perguntas do que respostas e certezas.

Diante do quadro politico incerto o que teremos ? De fato um Impeachment ? Ou ainda uma possível cassação de mandato da chapa "Dilma-Temer" junto ao TSE ?

Na prática, o que isso produz ?

Mais paralisia.....no Congresso, nos agentes econômicos, nas empresas e entre os empresários, Por conseguinte, menos investimentos, menos emprego, menos impostos, menos arrecadação, menos consumo, menos receita, menos lucro.

Um cenário que já se mostra desafiador, com a atual dinâmica, tende a piorar, se é que algo pode ainda piorar em relação ao estágio atual.

Quem assumirá depois ? Seja em eleições após o vice assumir, no caso do Impeachment, ou em novas eleições, no caso de uma Cassação da chapa "Dilma-Temer"

A expectativa em torno dessas 2 alternativas é cada vez mais real, mas o período que percorremos até lá é cercado por imensas e inúmeras incógnitas.

Por outro lado, a análise fica mais completa quando olhamos para números e gráficos.

Então, comecemos por gráfico, embora sejam nos números que vejo a parte mais interessante

5 gráficos do Bovespa....

O primeiro, logo abaixo, tenta dimensionar e comparar a volatilidade vista nos últimos dias com a volatilidade vista em outubro-2008 no auge da Crise Americana. Vejam que o Bovespa sobe cerca de 30% em apenas 3 dias, de 10-10-2008 até 14-10-2008 (de 33.000 até 43.000).....depois, em 2 semanas cai 32%, fazendo o fundo na faixa de 29.000.




Bovespa, diário, período abr-2008-jan-2009







Mais abaixo, temos um gráfico Semanal com alguns pivots importantes e 2 LTB'S Longas; uma passando bem mais acima, e uma outra passando ali por volta de 53.500.

Mais....vejam as 3 grandes pernas de baixa vistas até então......25.000 pontos aproximadamente cada uma.....73.000-47.800..........69.000-44.000.......62.400-37.000

Haverá uma outra de 25.000 ? última perna de baixa ?

Se de fato houver mais uma perna de baixa....a última e derradeira para finalizar o Bear-Market brasileiro, me parece que essa perna terminaria em 29.200, último fundo de 2008 ou 25.000 pontos....chegarei nesse ponto quando falarmos de "números".....

Assim, se considerarmos que a última perna de baixa também será de 25.000 pontos, ou o Bovespa ainda vai nos 54.000 e termina o seu Bear-Market em 29.000......(54.000-25.000=29.000).....ou o Bovespa para nessa faixa de 50.000 pontos, máxima de sexta-feira e termina seu Bear-Market em 25.000 ( 50.000-25.00=25.000)

Há uma LTB mais próxima que hoje passa em 53.500......assim. num cenário mega otimista, ainda iríamos lá nos 53.500, antes da queda até 29.000.....ou, podemos especular em um pouco mais de "reme-reme", mais uns 2-3 meses até a LTB descer e ficar mais próxima de 50.000-52.000 e "casar" com uma ida aos 25.000 ou até mesmo nos 27.000, caso sigamos o raciocínio da perna de baixa em 25.000

No terceiro gráfico SEMANAL, podemos ver MACD e histograma em MODO COMPRA.....podemos ver uma dessas LTB'S e um possível canal de baixa......

No quarto gráfico, podemos ver alguns suportes abaixo de 29.200, fundo de 2008......28.000, 27.000 e 24.200

No último gráfico, tempo diário, temos uma MA50 começando a embicar pra cima, e que pode servir de pullback numa eventual correção mais forte de curtíssimo prazo.....vemos uma resistência mais forte aí na faixa de 51.000-52.000....e o IFR14, no tempo diário, num nível extremamente sobrecomprado, o nivel maisalto dos últimos 3 anos....faixa de 78,00


Bovespa, SEMANAL, Escala logarítmica, período 10 anos





Bovespa, SEMANAL, Escala logarítmica, período 5 anos



Bovespa, SEMANAL, Escala logarítmica, período 10 anos



Bovespa, Diário, Escala logarítmica, período 3 anos com o IFR14 sobrecomprado




Pra nos ajudar e buscar mais pistas, peguemos o gráfico do "EWZ", o "Bovespa operado pelos estrangeiros".

O fundo de 2008 (há 1-2 plataformas gráficas divergentes num universo superior a 10) foi tocado na faixa de 26,00, visto abaixo......esse fundo foi perdido nos últimos 45-60 dias....

A forte perna de alta em curso levou o "EWZ" a resvalar na sexta-feira justamente essa faixa, num clássico pullback.

Mais.....resvala numa Média Móvel Simples de 50 períodos no tempo SEMANAL, vista em linha azul abaixo......

Mais......toca numa LTB Longa que até faz parte de um longo canal de baixa

EWZ, Semanal, escala logarítmica, período 10 anos




EWZ, Semanal, escala logarítmica, período 10 anos




E o "Dólar x Real" ? Pode nos dar alguma pista ?

Abaixo, um gráfico semanal de 3 anos nos mostra ainda uma LTA salva no fechamento de sexta-feira, assim como a forte faixa de 3,70.....Mais......há uma congestão entre 3,70-4,20...

"Dólar x Real", semanal, escala logarítmica



E a pressão sobre as commodities ? Acabou ? Talvez não.....

Vamos a 2 gráficos.....ao gráfico do COBRE, que, segundo uma "teoria universal", é a base de tudo, a "referência de tudo".....portanto, pra onde "aponta" o "cobre", "aponta o mundo"....

A importante faixa de 2007 de 2,30 foi perdida......parou um pouco abaixo de 2,00......em curso um rally....na última sexta-feira, tocou justamente a faixa de 2,30, na máxima do dia, e também muito próxima da MA50, no tempo SEMANAL, em linha azul abaixo

COBRE, Semanal, escala logarítmica periodo 10 anos



E, vamos resgatar também o gráfico do "CRB Commodities" de 20 anos

Se houve uma bolha de commodities nos últimos 10 anos, e essa bolha estourou, termina onde ?

Bem...o fundo do ano de 2008 em 200 foi perdido......abaixo, último fundo na faixa de 155, uma faixa de 140, e uma faixa de 120 do ano de 1997-1998. 

CRB Commodities, período 20 anos




Alguns gráficos "curiosos" podem inseridos pra dimensionarmos e entendermos a ida e o forte rally do Bovespa em curso

3 LTB'S Longas tocadas e/ou resvaladas

PETR4 tocada..... VALE5 resvalada......ADR Bradesco em Nova York tocada.....

E um pullback no antigo forte suporte de 8.50 da ADR do Itau em Nova York

PETR4, Semanal, escala logarítimica




VALE5, Semanal, escala logarítimica



ADR Bradesco em Nova York, Semanal, escala logarítimica



ADR Itau em Nova York, Semanal, escala logarítimica


Por fim, em relação aos gráficos, onde foram parar os riscos, o aumento da inadimplência e, em consequência, o aumento das provisões dos bancos ?

O que foi feito até agora parece muito pequeno, mas muito pequeno comparado a um período menos conturbado da política e economia brasileira, o período 1997-1999, quando o mundo passou pela Crise da Ásia, default da Rússia e, no Brasil, pela liberação e flutuação do câmbio.

Estou falando exatamente das provisões mencionadas acima e já discutidas por mim em outros artigos.

Vamos ao gráfico, onde fica claro o patamar atual,das provisões dos bancos, públicos ou privados, de controle privado ou estrangeiro, bem abaixo, do patamar de 1997-1999.

Fonte: Banco Central do Brasil


Quanto ao risco....

Há um claro aumento de risco implícito nas operações de crédito ao olharmos a curva fortemente ascendente dos spreads praticados pelos bancos nos últimos 2-3 anos, tanto para pessoas jurídicas, como físicas







Chegamos finalmente na "parte" dos números....

Antes de iniciar, resgatemos um período conturbado da política brasileira, o mesmo período conturbado que vivemos atualmente.

Com isso, buscamos uma referência no comportamento dos mercados à luz de expectativas acerca do curto e longo prazo da economia e dos próprios mercados.

O período a que me refiro corresponde ao Governo do Ex-Presidente Fernando Collor de Mello.

Collor é eleito em 1989 com a expectativa de terminar com a hiperinflação,  superar o trauma de aproximadamente 20 anos de Ditadura Militar e a morte do primeiro Presidente Civil "pós-Ditadura", Tancredo Neves.

Toma posse em março de 1990 e, na largada, tira de circulação aproximadamente 80% do meio circulante, ao congelar valores acima de 50 mil cruzeiros. Na tentativa de trazer a inflação rapidamente pra baixo via "retirada maciça" do meio circulante, uma rápida desmonetização da economia brasileira, o efeito colateral torna-se uma catástrofe.

Os agentes econômicos não encontram meios de fazer "girar a economia", e o PIB tem uma forte queda no primeiro ano de seu governo, 1990.

Vejam abaixo, a queda forte do PIB em 1990, marcado no retângulo abaixo:

PIB, Variação anual, período 55 anos


Fonte: Banco Central



Agora, voltem a olhar o gráfico e reparem o que aconteceu em seguida, 1991 e 1992.

Uma rápida reversão, com o PIB voltando ao patamar positivo, exceto pelo breve período de 1992, com a instabilidade gerada pelo Impeachment

A Bovespa reproduz de maneira praticamente idêntica tal dinâmica.

Vejam o quadro abaixo, com as mínimas e máximas dos respectivos anos, desde 1971

Vemos que, em dólar, o Bovespa alcança em 1986 o patamar de 4.050 pontos; em 1989, 1 ano antes de Collor assumir, 3.179 pontos; exato 1 ano depois, em 14-01-1991, o Bovespa atinge o fundo daquele Bear-Market, o patamar de 387 pontos; ou seja, perde aproximadamente 90% do topo de 4.050 até 387 pontos.





Dali em diante, acompanhando o PIB, o Bovespa sobe até 22-04-1992, topo de 1992, ao patamar de 3.006 pontos.

Eis que, ma edição da Revista VEJA de 27-05-1992, Pedro Collor de Mello, irmão de Fernando Collor de Mello, dá sua histórica entrevista , implicando seu irmão,em atitudes questionáveis frente à Presidência da República

A entrevista teve um efeito imediato no meio político em meio a um cenário político-econômico já relativamente fragilizado por conta do congelamento de boa parte do meio-circulante executado no início do governo Collor.

Capa Revista VEJA, Edição 27-05-1992


O terremoto político traz o debate de um eventual Impeachment para o centro das atenções.

A instabilidade político-econômica volta com força e isso se reflete no movimento do Bovespa

Vejam abaixo novamente o mesmo quadro destacado acima, porém, com o destaque da máxima de 1992, isto é, 3.006 pontos em abril, e a mínima de 1.147 pontos, atingida em 19-11-1992, pouco depois do Impeachment já completado.







Assim, em 7 meses aproximadamente, a expectativa de Impeachment não impactou positivamente no Bovespa; pelo contrário; o Bovespa caiu 61% em apenas 7 meses......

61% de queda entre Abril de 1992 e Novembro-1992

Como mostra o gráfico do PIB acima, a queda se dá mesmo num quadro "não tão profundo" do comportamento do PIB brasileiro.

Resumindo....e comparando com os dias de hoje....

A queda forte do PIB se deu apenas no primeiro mandato do ex-Presidente Fernando Collor..já no segundo ano, mesmo com instabilidade política até o Impeachment, o PIB se recupera de forma extremamente positiva, diante da surpreendente retirada de cerca de 80% do meio circulante.

Esse quadro é diferente do atual.......tivemos um crescimento nulo em 2014....em 2015, uma queda de 3,8% do PIB-Brasil........a expectativa para 2016 é algo semelhante a de 2015, uma queda em torno de 3-3,5%

2 anos de queda do PIB, com aumento de desemprego, queda de renda, inflação resistentemente alta, enfim, um quadro, volto a dizer, diferente de 1990-1992

A proximidade real do afastamento do Presidente Fernando Collor, via Impeachment, faz o Bovespa perder 61% em apenas 7 meses.

O que acontecerá daqui em diante no quadro político brasileiro ?

Como disse na introdução, há mais dúvidas e incertezas, do que certezas.

Em artigo escrito por mim dias atrás, identifiquei 4 Bear-Markets ao longo de toda a história do Bovespa, dinâmicas explicitadas no mesmo quadro mostrado acima, com mínimas e máximas históricas ao longo de cada ano

Por 3 vezes, as quedas foram aproximadamente de 80%
Em apenas 1, a queda foi de 90%

Voltemos a mostrar o quadro,  com os destaques dos BEAR-MARKETS identificados nos retângulos mais à direita





O quadro acima ainda mostra a mínima atingida em 22-01-2016, em 38.000 pontos; e não o fundo de 37.000, atingido em 18-01-2016, 4 dias depois.

Pra efeito de análise, a "pequena diferença" não faz falta

Assim, volto a ressaltar que o atual Bear-Market nos mostra uma queda de aproximadamente 80% em dólar, mais condizente com 3 dos últimos 4 Bear-Markets.

Fica ainda a pergunta: O atual momento é "menos pior" do que o momento vivido por Fernando Collor de Mello, período 1990-1992 ?

Ora....não me parece.....se for assim, ainda teríamos um Bear-Market mais profundo do que 1986-1991, queda de 90% do Bovespa, em dólar.

Aqui, paramos em algumas considerações....

A primeira, óbvia, é olharmos o comportamento do Bovespa ao longo do processo de Impeachment de Fernando Collor, iniciado após a entrevista de seu irmão à Revista VEJA, como destacado em passagem acima.

O Bovespa caiu 61% ao longo do processo....

Entramos no "olho do furacão" do Processo de Impeachment da Presidente Dilma Rousseff....nunca o processo esteve tão forte, tão presente, "tão vivo"

Nesse  rally dos últimos 30 dias, o Bovespa fechou em 13.200 pontos em dólar na sexta-feira, subindo praticamente 60% em dólar desde o fundo de janeiro-2016

Bovespa dolarizado, período 1 ano

Fonte: dadosdabolsa.com



Pra onde vai o dólar daqui em diante ?

Vimos, no início do texto, que há uma congestão no "dólar x real" entre 3,70-4,20......se essa congestão for rompida pra cima, abriríamos uma possibilidade da ida até a faixa de 4,70.

Fazendo os cálculos, se "exigíssemos" que o BEAR-MARKET termine mesmo em queda de 90%, do topo de 2008 pra cá, o Bovespa, em dólar, teria que ir até a faixa de 4.500 pontos (44.600-40.140)...

Dólar supostamente na faixa de 4,70 e Bovespa a 4.500 pontos em dólar, o Bovespa atingiria aproximadamente 21.200.....

Assim, pensar nos tais 25.000 pontos, é muito mais factível do que, momentaneamente possa parecer.

Por fim, é interessante analisar uma outra correlação....

Qual foi o mais impressionante Bull-Market brasileiro ?

Foi exatamente do fundo no Período Collor, em 14-01-1991, em 387 pontos em dólar, até 12.620 pontos em dólar, alcançado em 08-07-1997, já ao longo do Plano Real e primeiro mandato do Ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso. 

Inacreditável aumento de 32 vezes, 

Nenhum outro Bull-Market foi capaz de multiplicar o Bovespa, em dólar, nessa magnitude.

Do ponto de vista fundamentalista, é óbvio entender tal movimento. O Brasil vivia um momento de escuridão, hiperinflação e ruínas nas finanças públicas. O Presidente Fernando Henrique Cardoso muda completamente o país, com privatizações e rearrumação das contas públicas. 

Acompanhemos atentamente o próximo raciocínio, apenas como fins de especulação.

Há uma correlação interessante entre os topos de todos os Bull-Markets no Brasil...

Foram 4........

1.334
4.050
12.620
44.600

Qual a relação entre um topo e outro ? Há uma relação praticamente de 3,00-3,50

Se essa correlação se repetir, ainda que num horizonte de 10-15 anos, o próximo Bull-Market buscaria a faixa de 130.000 pontos em dólar.

Até agora, o fundo do Bovespa, como já disse, foi na faixa de 9.000 pontos (no quadro acima , 9.230 pontos, pois levou-se em consideração o fundo em 38.000, e não 37.000)

Se esse for o fundo, e caso, de fato buscássemos a faixa de 130.000 pontos, o próximo Bull-Market apresentaria um avanço de 14 vezes, o pior avanço de todos os Bull-Markets brasileiros.

A rearrumação a ser executada na economia brasileira nos próximos 2-4 anos terá de ser gigante; numa perspectiva otimista, retiraríamos da nossa frente obstáculos históricos, como uma privatização completa e redução dramática do Estado Brasileiro.

Nessa perspectiva, pensar no avanço de 32 vezes no próximo Bull-Market , o mesmo avanço visto ao longo do governo "Fernando Henrique Cardoso", curiosamente, o governo que mexeu em pontos cruciais, é bastante possível.

32 vezes a partir de 9.000 pontos parece exagerado.....

32 vezes a partir de 5.000 pontos em dólar é mais interessante...

Curiosamente, 32 vezes a partir de 5.000 pontos, em dólar, vai bater perto dos 130.000 pontos discutido acima

Estamos falando de um quadro onde um "novo Brasil" nasceria......sem estatal, com uma redução gigantesca do Estado Brasileiro......

São 2 visões....uma pessimista, isto é, o Bovespa ainda precisa cair mais em dólar a partir daqui.....muito mais......e uma otimista......o próximo Bull-Market, assim como todos os outros, superaria os 44.600 pontos em dólar atingido em 2008......não sem percalços.....afinal, o mundo estará navegando num novo patamar de juros, sem a mesma liquidez vista nos ultimos anos,

Por ora, o que podemos ver é uma forte volatilidade e um país imerso numa escuridão político-econômica onde não sabemos quem será o Presidente nos próximos 6 meses, em que circunstâncias, em que bases institucionais e em qual quadro econômico.