quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Rio, São Paulo ou Nova York ?

Sou carioca, mas há tempos que não consigo olhar pro Rio de Janeiro com um olhar positivo.

Tenho amigos no Rio que me acham amargo, pessimista demais com a cidade. Talvez seja verdade; talvez não.

Assim como tenho amigos em São Paulo que olham a cidade de "maneira torta"; criticam o metrô, os engarrafamentos, a poluição.

Por outro lado, adoro São Paulo. 

Como nasci e vivi no Rio de Janeiro, o suposto caos de São Paulo não me assusta; minha leitura da cidade é uma leitura muito menos agressiva

O tempo de espera nas plataformas do metrô é mínimo em comparação com o tempo no Rio, os engarrafamentos são, em certa medida, aceitáveis em face da superpopulação e em comparação com os engarrafamentos do Rio....a poluição.....arghh.....a poluição ? Qual poluição ? visual, sonora, ou a "poluição do ar"? Também não vejo diferenças gritantes.

São Paulo tem aquele ar "meio novaiorquino", onde tudo se acha, onde o dia é de fato "24 horas", e todos estão ali para produzir......trabalho, empreendedorismo, cultura, vanguarda, tudo ali "ao vivo".

Os "nova-iorquinos" devem se perguntar também........Nova York ou Los Angeles  ? Nova York ou Boston ? Nova York ou Miami ? Nova York ou Seattle ?

Em qualquer lugar do mundo sempre  teremos visões opostas, diferentes...imagine se todos pensassem da mesma  forma....

No entanto, não pensar da mesma forma não significa NÃO nos livrarmos de certos mitos.

Mitos estão ali pra serem questionados, derrubados, desmistificados.

O Brasil não é o Rio de Janeiro ou São Paulo.

Existe o Sul e as baixas e amenas temperaturas....existe o Vale do Paraíba e a riqueza de uma Embraer, existe o Centro-Oeste e o bolsão da soja e da agropecuária, existe o turismo do Nordeste e, por fim, existe o Norte e a riqueza da fauna e flora.

Tal introdução é apenas um recurso pra irmos mais além.....

É preciso refletir e repensar alguns mitos que nos foram incutidos ao londo de anos, recentes ou não.

Imóvel nunca desvaloriza ?

É mesmo ?.....outro dia entrei numa imobiliária e pedi pra me mandar email apenas quando os preços começassem a cair cerca de 40% dos atuais níveis, níveis esses que já estão, em média, 10% abaixo dos preços do ano passado.....não mais que de repente, a corretora me fala que havia acabado de "entrar em sua lista" 1 imóvel em área nobre com queda de 30%......

Ah.....Ok.....números ?

Abaixo, 5 grandes cidades com quedas nominais nos últimos 12 meses nos preços dos imóveis, segundo o índice FIPE-ZAP, índice produzido numa parceira FIPE-ZAP, e que toma como base apenas os imóveis anunciados no portal Zap Imóveis; ou seja, não é "preço de fechamento", e sim "preço anunciado"

FIPE ZAP: últimos 12meses

http://www.zap.com.br/imoveis/fipe-zap-b/

Rio de Janeiro- Capital

queda de 0,9% - nov/14 a nov/15

Niterói /RJ

 queda de 2,8% - nov/14 a nov/15

Guarulhos /SP

 queda de 2,9% - nov/14 a nov/15

Curitiba /PR

queda de 0,2% - nov/14 a nov/15

Osasco /SP

queda de 1,6% - nov/14 a nov/15

As quedas acima são, portanto, quedas nominais, não levam em consideração a inflação; com uma inflação no patamar de 10%, vemos que as quedas reais são muito mais acentuadas.

São Paulo e São Caetano do Sul, pra ficarmos apenas em 2 outras grandes cidades, apresentaram, segundo o mesmo cálculo da FIPE-ZAP,  altas em torno de 3%; altas nominais, portanto, quedas reais acima de 5% se considerarmos uma inflação anual na casa dos 10%

Imóvel é um bom investimento ?

Leiam  novamente a pergunta e resposta acima

O Brasil é imune a um estouro de uma bolha de ativos ?

Leiam novamente as 2 perguntas e respostas acima e reflitam se um estouro de bolha imobiliária não está em curso no Brasil.
Ou se não, vejam o gráfico da PDGR3 abaixo, papel da segunda maior construtora do Brasil. Saiu de 439,00 no início de 2011 para 1,63 ao final de 2015

PDGR3, Semanal, escala logarítmica, período 5 anos




Bancos brasileiros não perdem dinheiro nunca ?

Empresas de energia elétrica são "ações de segurança" ?

O Dólar não vai subir ?

Há cerca de 4-5 anos, eu tinha inúmeras discussões com amigos....

Ahhh....o "dólar baixo" veio pra ficar...o dólar vai a 2,00 reais Márcio ? O que ?.....só pode estar de brincadeira....tudo corre "às mil maravilhas"......tá todo mundo comprando....tá todo mundo vendendo....tá todo mundo feliz.....

Estamos com o dólar na faixa de 4,00 reais.....e tem gente dizendo que vai a 5,00 reais...

A única maneira de você "sair do quadrado" é ler, questionar, mesmo que tudo pareça estranho, difícil de acontecer, "surreal", leia, questione, veja os "2 lados".....

Tem de ter "os 2 lados".....

Talvez o Brasil não seja apenas o Rio de Janeiro.....talvez não seja São Paulo....

Pergunte pra pessoa ao lado.







Editorial histórico do Jornal "O Globo" no último dia do ano.... "O ano em que se confirmou o fim do modelo lulopetista"

Excelente o Editorial do Jornal "O Globo" no último dia do ano...

Vamos a ele:

http://oglobo.globo.com/opiniao/o-ano-em-que-se-confirmou-fim-do-modelo-lulopetista-18387807

O ano em que se confirmou o fim do modelo lulopetista


Balanço de 2015


Historiadores não seguem o calendário gregoriano. Por método, dividem os fatos em ciclos, por sobre a convenção de se limitar o ano a 12 meses. Getúlio, na primeira encarnação, por exemplo, perdurou sete anos, de 1930 até o golpe do Estado Novo, e por aí segue.

Hoje, concluem-se os primeiros 12 meses do segundo mandato de Dilma. São, portanto, cinco anos de Dilma no poder, e também 13 de PT no Palácio do Planalto, todos com Dilma em postos proeminentes: ministra de Minas e Energia, chefe da Casa Civil, presidente da República. Com o detalhe de ter presidido o Conselho de Administração da Petrobras de 2003 até disputar as eleições presidenciais de 2010.

Dilma é o fio condutor pelo qual o lulopetismo põe em prática o projeto dos sonhos: dirigista, concentrador de rendas da sociedade no Estado, este aparelhado pelo partido, a fim de redistribuir o dinheiro do contribuinte para fazer o “bem” ao pobres e aos empresários escolhidos para ser futuros “campeões nacionais”.

Portanto, a seriíssima crise na qual Dilma 1 embalou o Brasil precisa ser colocada numa contexto amplo. Esses 12 meses de 2015 são apenas a menor parcela de um experimento catastrófico. Ele foi sinalizado a partir do final do primeiro mandato de Lula, quando, afastado José Dirceu da Casa Civil, Dilma, a substituta, rejeitou, por “rudimentar”, a proposta que lhe foi apresentada pelos ministros da Fazenda e Planejamento, Antonio Palocci e Paulo Bernardo, para impedir que as despesas públicas crescessem mais que o PIB. A ideia, correta, sensata, livraria o país desta que deve ser a mais grave crise desde a provocada pela Grande Depressão americana, em 1929/30. Consta que Lula, sempre ardiloso, ordenou a Dilma matar na origem aquela proposta, contrária ao ideário do “Estado forte”.

Já a crise mundial iniciada em 2008, com a explosão da bolha imobiliária-financeira americana, serviu de pretexto para o início de implementação do “novo marco macroeconômico”, ainda com Lula no poder, sob inspiração da ministra Dilma, coadjuvada por Guido Mantega, na Fazenda. Que ela manteria no primeiro mandato, juntando-se aos dois o secretário do Tesouro Arno Augustin, o mago da “contabilidade criativa”, das pedaladas e outros truques. Gastos sem controle, descuido com a inflação, manipulação do câmbio e de preços administrados se constituem a fórmula básica que destruiu a Venezuela chavista e desestabilizou a Argentina kirchnerista, aparecendo aos brasileiros mais distraídos apenas neste ano. Antes sufocada por razões eleitoreiras, a crise desabrochou: inflação em dois dígitos, déficits fiscais cavalares, recessão grave e desemprego em alta rebaixam a nota de risco do país para nível especulativo e elevam a cotação de papéis que servem como seguro contra uma quebra do Brasil, os CDS (Credit Default Swap). (gráficos)

Entra-se na fase final do ciclo da política econômica lulopetista. Haverá pelo menos mais um capítulo, com o economista Nelson Barbosa, transferido do Planejamento para a Fazenda, no lugar de Joaquim Levy. Barbosa, próximo ao PT, fará o que a economista Dilma quiser. Também por isso é dito que 2015 não acaba hoje. E ainda não é possível saber até onde irá.

OS PONTOS-CHAVE

1

A fórmula do “novo marco macroeconômico”,

baseada do ativismo estatal, deflagrou a crise

2

Dilma, desde que assumiu a Casa Civil, no fim do primeiro mandato de Lula, trabalhou pelo modelo

3

Com Lula no Planalto, foi aproveitada a crise mundial, a partir de 2008, para a aplicação do “novo marco”

4

Bilionárias transferências do Tesouro, maquiadas

por artifícios contábeis, expandiram a dúvida pública

5

A mesma fórmula aplicada no Brasil desestabilizou a Argentina kirchnerista e destroçou a Venezuela chavista


quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Apenas 16 papéis do Bovespa, de 63, estão acima da MA200

Normalmente, em análise gráfica, estar ou não acima de suas  médias longas sinaliza uma tendência de alta no longo prazo; quanto maior a Média Móvel, mais consistente e sólida torna-se essa tendência.

Assim, quando falamos numa Média Móvel Simples de 200 períodos, ou resumidamente, MA200, sinalizamos uma tendência de longo prazo.

Algumas ponderações são necessárias e importantes; por exemplo, quando o papel está acima da MA200 e ainda com ela embicada pra cima, a tendência de alta, no longo prazo, apresenta muito mais consistência e força do que papéis que possam estar acima de sua MA200, porém, com uma MA200 "em linha reta", o que pode sugerir uma tendência de alta no longo prazo, mas com alguma indefinição no médio prazo.

Aqui, vamos apenas relacionar todos os papéis do Bovespa com suas respectivas Médias Móveis Simples de 200 períodos, tempo diário.

Assim, abaixo, veremos apenas 16 papéis hoje acima de sua MA200.

Algumas supresas pra mim recaem sobre os papéis da SABESP (SBSP3), HYPERMARCAS (HYPE3) e MRV (MRVE3)

5 exportadoras, Klabin (KLBN11), Fibria (FIBR3), Suzano Papel (SUZB5), Marfrig (MRFG3) e Embraer (EMBR3), sendo 3 do Setor de Papel e Celulose

Surpresas negativas, pra mim , a VALE.....tanto, VALE5 como VALE3....mesmo com o crash do minério de ferro, como uma empresa exportadora pode ter tal desempenho ? Sua "precificação" não poderia estar errada ?

Deixo pra falar, por último da Lojas Americanas (LAME4)....

Já na faculdade de Administração discutíamos em que setor as Lojas Americanas está.....existe foco nas Lojas Americanas ?

É surpreendente a trajetória da Lojas Americanas......você vai a Lojas Americanas comprar o que ? Você sabe ?

Sempre me pareceu que a maior força da Lojas Americanas fosse a localização de suas lojas......certamente, na média, as Lojas Americanas não tem o melhor preço....talvez em um preço aqui outro ali......

Você simplesmente está na rua e lá esta uma "LOJAS AMERICANAS"...aí, você entra e compra...

Enfim.....uma empresa e tema para amplas discussões...

Vamos aos papéis, por ordem de peso no Bovespa....MA200 em "linha branca" nos gráficos abaixo



ITUB4, Diário, escala logarítmica



ABEV3, Diário, escala logarítmica



BBDC4 Diário, escala logarítmica



BRFS3, Diário, escala logarítmica




PETR4, Diário, escala logarítmica




CIEL3, Diário, escala logarítmica




ITSA4, Diário, escala logarítmica



PETR3, Diário, escala logarítmica





JBSS3, Diário, escala logarítmica




EMBR3, Diário, escala logarítmica



UGPA3, Diário, escala logarítmica




VALE5, Diário, escala logarítmica




BVMF3, Diário, escala logarítmica




VALE3, Diário, escala logarítmica




VIVT4, Diário, escala logarítmica



BBSE3, Diário, escala logarítmica




KROT3, Diário, escala logarítmica




BBAS3, Diário, escala logarítmica




KLBN11, Diário, escala logarítmica




FIBR3, Diário, escala logarítmica



CCRO3, Diário, escala logarítmica




LREN3, Diário, escala logarítmica



BBDC3, Diário, escala logarítmica




CTIP3, Diário, escala logarítmica




LAME4, Diário, escala logarítmica




SUZB5, Diário, escala logarítmica




HYPE3, Diário, escala logarítmica




BRKM5, Diário, escala logarítmica




RADL3 Diário, escala logarítmica




TBLE3, Diário, escala logarítmica





EQTL3, Diário, escala logarítmica




PCAR4, Diário, escala logarítmica




SBSP3, Diário, escala logarítmica



SANB11, Diário, escala logarítmica




TIMP3, Diário, escala logarítmica




BRML3, Diário, escala logarítmica




CMIG44, Diário, escala logarítmica




CPFE3, Diário, escala logarítmica




NATU3, Diário, escala logarítmica

GGBR4, Diário, escala logarítmica




CSAN3, Diário, escala logarítmica




ESTC3, Diário, escala logarítmica




RENT3, Diário, escala logarítmica




MULT3, Diário, escala logarítmica




QUAL3, Diário, escala logarítmica


ENBR3, Diário, escala logarítmica



CSNA3, Diário, escala logarítmica


BRPR3, Diário, escala logarítmica




CESP6, Diário, escala logarítmica




MRVE3, Diário, escala logarítmica




CPLE6, Diário, escala logarítmica




MRFG3, Diário, escala logarítmica




HGTX3, Diário, escala logarítmica




SMLE3, Diário, escala logarítmica



CYRE3, Diário, escala logarítmica



ELET3, Diário, escala logarítmica




RUMO3, Diário, escala logarítmica




BRAP4, Diário, escala logarítmica



ECOR3, Diário, escala logarítmica



GOAU44, Diário, escala logarítmica




OIBR3, Diário, escala logarítmica



USIM5 Diário, escala logarítmica




GOLL4, Diário, escala logarítmica