terça-feira, 30 de junho de 2015

"Petrobras corta pesado, mas a conta ainda não fecha", por Geraldo Samor, colunista da Revista VEJA

Abaixo, uma análise mais lúcida da Petrobrás...excelente artigo  de Geraldo Samor, colunista da Revista VEJA, publicado hoje em sua coluna:

http://veja.abril.com.br/blog/mercados/petroleo-gas-e-mineracao/petrobras-corta-pesado-mas-conta-ainda-nao-fecha/


30/06/2015 às 5:00 \ Petróleo, gás e mineração
Petrobras corta pesado, mas a conta ainda não fecha

Ficou assim.

A Petrobras cortou seu plano de investimento para 2015-2019 em 37%, para 130,3 bilhões de dólares.

Como vai investir menos — porque seu balanço não suportaria tomar mais dívida — a Petrobras avisou aos investidores que, em vez de chegar em 2020 produzindo 4,2 milhões de barris por dia, estará produzindo apenas 2,8 milhões de barris/dia naquele ano.

(A produção estimada para 2015 é 2,1 milhões de barris por dia.)Aldemir Bendine

Este novo plano de investimento da Petrobras — o menor desde 2008, e o primeiro desenhado sem a euforia do petróleo a 100 dólares — deve garantir que a cadeia de fornecedores da Petrobras continue onde está: na lona.

E infelizmente, apesar de tudo isso, a conta ainda não fecha.

Se você tiver paciência, vamos aos números.

Com o petróleo e o câmbio nos níveis atuais, a Petrobras deve ter uma geração de caixa anual — o chamado EBITDA — entre 50 e 60 bilhões de reais.

Aí vem o Imposto de Renda, pega a sua parte, e deixa a empresa com 45-50 bilhões de reais.

Como a dívida total da Petrobras está em cerca de 400 bilhões de reais, essa dívida gera uma despesa com juros de cerca de 35-40 bilhões de reais/ano.

Subtraindo-se esta despesa com juros daqueles 45-50 bilhões anteriores, sobra na mão da Petrobras um ‘fluxo de caixa livre’ de 10 a 15 bilhões de reais.

Este é o dinheiro que ela tem para fazer investimentos e pagar dividendos.

Bom, vejamos os investimentos agora. O investimento da Petrobras não é linear — não é igual a cada ano — mas, apenas para facilitar os cálculos, vamos admitir que seja. Depois do corte de 37% anunciado ontem, a Petrobras disse que vai investir 130 bilhões de dólares ao longo dos próximos cinco anos. A um câmbio médio de 3,30 no decorrer do período, isso dá 430 bilhões de reais, ou… 85 bilhões de reais/ano.

Mas como vimos anteriormente, a Petrobras gera um caixa livre de “apenas” 10-15 bilhões de reais por ano. Como, então, poderá investir 85 bilhões/ano?

Faltam aí, na melhor hipótese, 70 bilhões de reais por ano. Onde arranjar esse dinheiro?

Há, em tese, três alternativas para se financiar esse buraco.

A primeira é levantar mais dívida, e o problema aqui é que a Petrobras já é uma das empresas mais endividadas do mundo.

A segunda é levantar dinheiro emitindo novas ações. O problema é que isso diluiria o Estado brasileiro, que controla a Petrobras, e constrangeria o Governo, que em 2010 ‘vendeu’ um mega aumento de capital na empresa como o melhor negócio do mundo. A Presidente Dilma e o CEO da empresa, Aldemir Bendine, vivem dizendo que esta alternativa está fora de cogitação.

Resta, então, vender ativos, exatamente o que Bendine se propõe a fazer.

O problema é que, para a conta fechar, Bendine disse que a Petrobras vai levantar 15,1 bilhões de dólares (entre 2015 e 2016) e mais 42,6 bilhões de dólares (2017-2018) com a venda de ativos.

A soma de todas essas vendas dá 57,7 bilhões de dólares — ou, num câmbio médio de 3,30 reais, 190 bilhões de reais. (Dividindo esse valor pelos próximos cinco anos, isso daria 38 bilhões de reais por ano.)

Ou seja, mesmo se a venda de ativos for um sucesso, ela cobre pouco mais de metade daquele buraco de 70 bilhões que mostramos ali em cima.

Para se ter uma ideia de quão agressivo é este número — ainda mais levando em conta que a Petrobras não pretende vender o controle da BR Distribuidora, seu ativo mais redondo — este valor que Bendine promete vender é um pouco maior do que o valor de mercado da empresa hoje, de 176 bilhões de reais. (O que é isso, companheiro? Privatização branca?)

Como a Petrobras simplesmente não tem tradição de vender ativos, e como o mar não está para peixe, a Petrobras precisará de sorte e engenho. E mesmo assim, a conta não fecha.

O que este exercício matemático demonstra é simples: o câncer da Petrobras não é seu nível de investimento, e sim o tamanho de sua dívida. Enquanto empresas do setor como Exxon, Chevron e Shell devem, em média, 0,5 (zero vírgula cinco) vez a sua geração de caixa (EBITDA), na Petrobras este indicador ultrapassa cinco vezes seu EBITDA — ou seja, é dez vezes maior.

***

Curiosamente, depois de laborar furiosamente para chegar a este corte espinhoso em seu plano de investimento, a direção da Petrobras achou melhor não fazer uma conferência com os analistas de mercado ontem, e sim dar uma entrevista aos jornalistas que cobrem a empresa. Nenhuma conferência com analistas está marcada para esta terça.

A única conclusão possível é que a empresa está mais preocupada em administrar as manchetes do que em explicar aos investidores a matemática e a lógica por trás de seu plano estratégico.

Por Geraldo Samor



segunda-feira, 29 de junho de 2015

Os mercados americanos têm 1 dia pra afastar o dado mais real e consistente dado até hoje pra sustentar o atua Bull-Market: a LTA de 6 anos do SP500 no tempo MENSAL foi perdida hoje com o MACD e Histograma no Tempo MENSAL em modo ""VENDA", assim como no início de 2008

A figura abaixo é praticamente "auto-explicativa" pra quem acompanha o mínimo de análise gráfica.

Hoje, penúltimo dia do mês curso, o SP500 teve sua Longa LTA rompida pra baixo, isto é, perdida.

Vejam que ela tem sido defendida por muito tempo, mais especialmente, nos últimos 9 meses.

Hoje, ela está perdida om folga........ela passa hoje por volta de 2.100......pra deixar alguma dúvida, ou seja, uma ligeira perda ou não, precisamos ver o SP500 amanhã pelo menos em torno de 2.090 pontos. Fechamento hoje foi em 2.058.

Existem 2 dados somados que assustam: o MACD e o histograma no mesmo TEMPO MENSAL

Vejam que o  MACD está ligeiramente cruzado na VENDA, assim como estava no final de 2007, quando iniciou-se o crash do subprime.

Histograma há 3 meses passou pra "linha abaixo de zero", ou seja, em modo VENDA, assim como no inicio de 2008.......

Para os mais atentos. há 3 meses o Histograma iniciou a passagem para "linha abaixo de zero", o que em tese colocava  o SP500 em modo VENDA....mesmo assim , ele chegou a fazer um novo topo em 2.134 .

Nesse sentido, tal sinal foi mais "perfeito" em 2008.......mas em 2008 a LONGA LTA que sustentava o SP500 também havia sido perdida no TEMPO MENSAL..

Os 3 sinais acima, nesse momento, são  muito fortes......praticamente, em todos os monitoramentos que fizemos aqui por todos esses meses últimos, essa a LTA sempre foi  um forte barômetro......aliada ao MACD e histograma nos tempos mais longos torna-se mais forte ainda....

SP500, MENSAL, Escala logarítmica





SP500 resvala na sua MA200......Dow Jones fechou abaixo de sua MA200, embora "em cima " da importante faixa de 17.600

SP500 resvala na sua MA200......Dow Jones fechou abaixo de sua MA200, embora "em cima " da importante  faixa de 17.600

SP500, Diário, escala logarítmica



Dow Jones, Diário, escala logarítmica







Bovespa em 29-06-2015....nem com o crash na Europa, o Bovespa "entra em crash"....e é por isso que ainda defendemos a ida até a LTB Longa na faixa de 60.000....vários papéis ainda continuam sem precificar o caos na economia brasileira.....a farsa, afinal, ainda tem de ser mantida...

Nem com o crash na Europa, o Bovespa "entra em crash"....

Bovespa ainda dentro da congestão entre 52.500 e 54.300

Bateu na mínima em 52.650 e repicou...fechamento em 53.000 pontos, queda de 1,86%

Por isso que ainda defendemos a ida até a LTB Longa na faixa de 60.000....

É impressionante como certas coisas ainda acontecem de maneira gritante no mercado financeiro....

Ressaltamos aqui ha 1 mês a força dessa faixa de 52.000-52.500 como suporte.....

Tal força é visível nessa congestão......no entanto, a fraqueza ainda recai sobre as siderúrgicas e mineradoras, a despeito de ligeira fraqueza também presenciada nas perdas das LTAS Longas dos 2 maiores bancos do Brasil, Itau e Bradesco

"Não faz sentido" ainda.....mal-precificados esses papéis.....outros de consumo também permanecem relativamente intactos.....aliás, o "índice de consumo" permanece intacto.....

Por outro lado, como já dito acima, siderúrgicas e a mineradora vale, também a despeito de uma congestão no longo prazo demonstram muita fraqueza, principalmente se analisarmos o comportamento do dólar

A VALE certamente é uma das maiores aberrações do Bovespa hoje.....não é uma empresa com alto grau de interferência do governo, tem apanhado com uma certa razão dada sua dívida em dólar,mas tem feito um esforço forte na redução de custos, beneficia-se do frete mais em conta por conta do petróleo em queda no longo prazo e, principalmente, se beneficia do comportamento do dólar compensando em parte não desprezível o crash do minério de ferro.

Bradesco e Itau estão mal-precificados......não representam o atual caos na economia....suas demandas por crédito sofrerão fortes abalos, a provisão para devedores duvidosos tem de aumentar.....

"Meu Deus" !!! a provisão desses bancos tem de aumentar !!.......com o cenário atual da economia "não faz sentido" que não tenhamos  uma reversão mais séria no comportamento desses 2 papéis, Bradesco e Itau...no curto prazo , nesse momento, isso só começaria a ser visto se os fundos de 15 dias atrás fossem perdidos, ou seja, para BBDC4 a faixa de 26,92; para ITUB4, a faixa de 32,40

Ainda assim, por reconhecer que o mercado financeiro cansa de apresentar aberrações antes de ajustá-las, mantemos ainda a aposta da ida na LTB LONGA , faixa de 60.000, antes da perna mais forte de baixa que deverá levar o Bovespa, no mínimo, à faixa de 35.000-36.000 pontos

Abaixo, a primeira LTA perdida hoej...portanto, vamos descartá-las a partir de amanhã...

VALE A SEGUNDA LTA ABAIXO....passando agora pouco acima de 52.000.....

E a LTB curta passando onde ????......Em 54.300 nesse momento...justamente o topo da congestão de curto prazo


Bovespa, diário, escala logarítmica






Apenas 4 papéis fecharam "positivo" na Bolsa de Londres....1 deles foi a Mineradora BHP, que depois de cair cerca de 1,5% no intraday, sustenta a importante faixa de 1.300

Apenas 4 papéis fecharam "positivo" na Bolsa de Londres....

1 deles foi a Mineradora BHP, que depois de cair cerca de 1,5% no intraday, sustenta a importante faixa de 1.300.

Fechamento em alta de 0,17% a 1.303

Índice FTSE100, principal índice acionário da Bolsa de Londres, fechou em queda de 1,97%, em 6.620, muito próximo a importante faixa de 6.600

BHP Billiton (Londres), Diário






Não é só a Grécia....Títulos do "território americano" de Porto Rico despencam pela manhã após o governo admitir incapacidade de pagar seus débitos, por Reuters

Não é só a Grécia....Títulos do ""território americano" despencam pela manhã após o governo admitir incapacidade de pagar seus débitos,.

Vejam matéria da agênia de notícias Reuters abaixo:

http://www.reuters.com/article/2015/06/29/usa-puertorico-idUSL2N0ZF0IB20150629


Bonds | Mon Jun 29, 2015 8:19am EDT Related: BONDS, MARKETS
Puerto Rico bonds tumble in early trade
NEW YORK, JUNE 29

Puerto Rico's benchmark general obligation bonds tumbled on Monday after the U.S. territory's governor said the island was unable to pay its debts and a report by former IMF staffers proposed a mix debt restructuring and austerity measures.

Benchmark general obligation bonds that carry an 8 percent coupon and mature in 2035 fell 8 percent to a record average low of 70.778 cents on the dollar in early trading from 77.111 cents on the dollar on Friday. (Reporting by Edward Krudy; Editing by Chizu Nomiyama)




Em Frankfurt, forte queda do DAX nesse momento de 3,2% (chegou a cair cerca de 5%) ....como era de se esperar, as principais quedas recaem sobre os 2 maiores bancos do país, o Deutsche Bank e o Commerzbank

Em Frankfurt, forte queda do DAX nesse momento de 3,2% (chegou a cair cerca de 5%) .

Como era de se esperar, as principais quedas são vistas nos 2 maiores bancos do país, o Deutsche Bank e o Commerzbank

O Deutsche Bank cai nesse momento 5,52%

O Commerzbank cai nesse momento 4,52%

DBK (Deutsche Bank), diário




CBKG (Commerzbank Bank), diário






domingo, 28 de junho de 2015

DAX Alemanha, CAC França e MIB Itália - Todos "em cima" de uma LTB

DAX Alemanha, CAC França e MIB Itália, os 3 principais índices acionários da Alemanha, França e Itália, respectivamente, todos "em cima" de uma LTB


DAX, Alemanha, Diário, escala logarítmica


CAC França, Diário, escala logarítmica



MIB Itália, Diário, escala logarítmica








Bovespa - Final de Semana...talvez o Bovespa esteja pronto para o último pullback na faixa de 52.000-52.500 antes de uma "ainda provável ida" aos 60.000 pontos

Abaixo, novamente, assim como nos últimos 30 dias, voltamos a olhar as 2 LTA'S construídas aqui pra acompanhar o curto prazo do Bovespa.

Fechamento na sexta-feira em 54.000, alta de 1,58%

Tecnicamente, temos uma longa congestão entre a faixa de 52.500 e 54.300.

Simplesmente o Bovespa não consegue perder nem essa faixa de 52.500 e nem romper a faixa de 54.300. nos últimos 30 dias.

No entanto, dentro dessa congestão, ele se manteve acima da primeira LTA destacada abaixo; exceto pela última quinta-feira.

Reparem que no fechamento da última quinta-feira, o Bovespa chegou a perder essa primeira LTA; no fechamento da semana, voltou para cima dela.

A LTA que corre abaixo dela passa hoje exatamente ali na faixa de 52.000.

Mercados podem amanhecer nervosos amanhã frente a indefinição da solução grega quanto ao pagamento de sua divida junto a organismos internacionais.

É preciso alertar e se perguntar uma outra questão:

Quem sofrerá mais amanhã na abertura, se o nervosismo e indefinição permanecer até lá ?

Bancos ou Commodities ?

Lembremos que a China cortou sua taxa de juros referencial ontem; portanto, podemos ter surpresas muito mais negativas em relação aos bancos do que as commodities.

No Brasil, Bradesco PN e Itau PN, ao perderem sua LTA'S Longas, tiveram um belo repique.....têm tudo pra retestar fundos da semana passada.....

E, nada melhor do que um nervosismo ao longo de amanhã.....

Quanto ao Bovespa.....uma boa oportunidade pra sedimentar a segunda LTA.......e tentar, finalmente, romper os 54.300, pra almejar o topo duplo na faixa de 58.500 ou mesmo a faixa de 60.000, ponto de sua LTB LONGA

Suportes do Bovespa, 53.200; 52,500, 52.000 e 51.200
Resistências : 54.300; 55.000 e 56.000

Bovespa, diário, escala logarítmica






sábado, 27 de junho de 2015

IBM, um dos "carros-chefes" do Dow Jones, rompeu a importante faixa de 165.....agora, fez o pullback...e precisa ir para a LTB.....e vocês acham que o Dow Jones vai "entrar em crash" agora ?

IBM, um dos "carros-chefes" do Dow Jones, rompeu a importante faixa de 165.....agora, fez o pullback...e precisa ir para a LTB.....

E vocês acham que o Dow Jones vai "entrar em crash" agora ?

IBM, Semanal, escala logarítmica






E aí Márcio...não vai falar sobre a Grécia ?....vou.....em "tempos bizarros", considerem, numa saída da Grécia do Euro, um Banco Central Europeu jorrando "dinheiro" nos mercados....

Vários portais e vários analistas discutindo sobre mais uma...mais uma...mais uma "lenga-lenga" sobre o pagamento ou "não pagamento" de mais uma parcela da dívida grega com os seus credores, essencialmente, Banco Central Europeu e FMI.

Faltam 2 dias para expirar o prazo para esse pagamento.

Em tempos passados, eu, aqui no blog, dava mais espaço para essas discussões..

E a "lenga-lenga" se arrastava......a mesma coisa agora.......as discussões se arrastam.....

Por isso não tenho falado muito.....o cenário se repete....adiciona-se o fato desses últimos dias não ter conseguido postar muito.

Mas, aqui estou para expor algumas especulações.....

Há várias cartas na mesa........uma delas,,,,,,duvido que o Banco Central Europeu não tenha uma "carta na manga"........um Plano B.......

Inimaginável O Banco Central Europeu não dispor de "saídas de emergência"

Além do mais, estamos falando da Grécia....não da Espanha.....ou Itália.....ainda que seja nebuloso o tamanho do contágio com algumas instituições financeiras estrangeiras.

Mas......vá lá........

Considerem uma enxurrada de "dinheiro" colocado pelo Banco Central Europeu à disposição do mercado para estabilizar uma eventual instabilidade.....

O próprio sinal acalmaria o mercados......até a próxima "eventualidade".......

O que não é "gerenciável" é uma alta da taxa de juros americana...muito menos sua velocidade e dinâmica.

Os ativos se mexem, são trocados.....as "eventualidades" se alastram.....as conexões e efeitos são muito mais difíceis de se prever.......

A alta da taxa de juros americana e sua velocidade são muito diferentes....


Enquanto o Brasil sobe os juros, a China baixa os juros

Novo corte de 25 pontos-base praticado pelo  "Banco Central Chinês" foi anunciado hoje, sábado.

Agora, a "taxa de juros referencial" na China passa a ser de 4,85% ao ano.

Matéria crédito: "Business Insider" / Reuters

http://www.businessinsider.com/r-china-cuts-interest-rates-again-to-support-economy-2015-6

NICHOLAS HEATH, REUTERS
JUN. 27, 2015, 5:39 AM

CHINA CUTS RATES
 Reuters
NICHOLAS HEATH, REUTERS
JUN. 27, 2015, 5:39 AM 1,248

China's central bank cut its benchmark lending rates by 25 basis points to 4.85% on Saturday, the fourth reduction since November, as it gears up to lower borrowing costs and support a slowing economy.

The People's Bank of China (PBOC) also reduced one-year benchmark deposit rates by 25 basis points to 2%, it said in a statement on its website, adding that the reductions would take effect on Sunday.

The PBOC last cut interest rates on May 10, lowering one-year benchmark lending rates by 25 basis points to 5.1%, and lowering one-year benchmark deposit rates by 25 basis points, to 2.25%.

Weighed down by a property downturn, factory overcapacity, and local debt, growth in China's economy is expected to slow to a quarter-century low of around 7% this year. That is down from 7.4% in 2014, even with expected additional stimulus measures.

While more cuts had been expected as economic growth sputters, Saturday's changes follow a plunge of 20% in China's stock market in the last two weeks.

(Reporting by Nicholas Heath; Editing by Clarence Fernandez)

Read the original article on Reuters. Copyright 2015. Follow Reuters on Twitter.




Quem disse que o mundo não veria uma "nova Janis Joplin" ? Alanis Morissette, na década de 90, provou o contrário....o Brasil ainda não chegou ao "fundo do poço", mas ainda voltaremos aos "anos do Plano Real"

Quem disse que o mundo não veria uma "nova Janis Joplin" ? Alanis Morissette, na década de 90, provou o contrário....

O Brasil ainda não chegou ao "fundo do poço".....estamos ainda longe....

Nesse momento, por exemplo, não acho que esteja tudo errado.....

Um exemplo ? Nesse momento, o Banco Central está correto em manter a taxa de juros nesse patamar e com viés de alta, mesmo dentro de um contexto recessivo.

O descalabro fiscal foi tamanho nos ultimos 8-10 anos, o "descaso" e a irresponsabilidade com que a inflação foi tratada nos últimos 8-10 anos foi tamanho, que não resta outra alternativa se não jogar a economia brasileira no mais absoluto abismo......

Sim......é preciso jogar a economia brasileira no abismo......pense em algo ruim...muito....muito ruim.....é pra lá que o Brasil precisa ir.....

não podemos caminhar pra inércia inflacionária que acometeu o Brasil na década de 80-90 e que foi estopada pelo Plano Real.

"TEM QUE QUEBRAR TODO MUNDO".....Sim......mais ...as bolhas de ativos que se formaram por vários setores têm de estourar.....

Infelizmente esse é o preço que teremos de pagar pelo que foi cometido nos últimos 8-10 anos...

Um dos mecanismos é jogar a taxa de juros na estratosfera, e , por muito tempo....

No entanto, apenas esse componente não é suficiente........o lado fiscal tem de acontecer.....

Mas não esse ajuste fiscal que está ai.....não esse......

É preciso um ajuste fiscal onde o setor público, principalmente esse, venha a "dar as caras"...

Quem está pagando o ajuste fiscal, por enquanto, é o setor privado......

é preciso privatizar....tudo.....ou a imensa parte do setor público.....é precicso acabar com os cargos comissionados.....é preciso congelar salários do setor publico que mantém patamares salariais muito superiores ao do setor privado.......

Não acho que esse governo que aí está será o condutor desse processo...embora, volte a dizer, a direção que o atual BC dê à taxa de juros seja a correta.....

Por isso, entre outros fatores, penso que ainda estamos longo do fundo do poço....

Mas ainda voltaremos aos "anos do Plano Real"......o mundo dá voltas......30 anos depois de Janis Joplin, veio Alanis Morissette.....e Alanis, pra mim, ainda a superou











sexta-feira, 26 de junho de 2015

E "KROT3" (Kroton ON ) se aproxima de sua MA200

"KROT3 (Kroton ON) depois de iniciar um crash no final do ano passado, após o governo reduzir fortemente o tamanho do FIES, chegou a cair cerca de 50% (da faixa de 18 pra faixa de 9 ).

Papel passou pra baixo de sua Média Móvel simples de 200 períodos (linha em preto abaixo )

Teve uma boa recuperação, foi lá em 13,37 no final de maio último.

Hoje, fechou em 12,16, queda de 5,95%.

Vejam a Média móvel simples de 200 períodos ( linha em preto abaixo ) passando ali em 13,36, justamente no ponto de maio último.

Mais....essa MA200,  uma das principais referências da tendência de alta ou baixa no longo prazo, começa a embicar pra baixo; ou seja, começa a emitir sinais de sedimentação numa tendência longa de baixa.

Se esssa tendência de fato se sedimentar, o que vimos até agora foi apenas um belo repique dentro de uma tendência de baixa no longo prazo; diferente do que vimos no papel nos últimos anos


KROT3, diário, escala logarítmica






"XLF" (Índice do Sistema Financeiro americano) novamente resvalando na LTA de 9 meses

"XLF" (Índice do Sistema Financeiro americano) novamente resvalando na LTA de 9 meses

Vejam abaixo as marcações em círculos.

Fecha a semana praticamente "em cima" desa LTA

XLF, Diário, escala logaritmica






"DJUSST" (Dow Jones Steel Index) -Tempo Semanal

"DJUSST" (Dow Jones Steel Index) -Tempo Semanal

Um dos principais barômetros para as mineradoras e siderúrgicas

"DJUSST" , Semanal, escala logarítmica





Cobre - Diário e Semanal

Cobre - Diário e Semanal

Cobre, diário, escala logarítmica



Cobre, SEMANAL, escala logarítmica







quinta-feira, 25 de junho de 2015

Bovespa em 24-06-2015 - em absoluta indefinição

Absolutamente...nenhuma mudança significativa no Bovespa ao longo dessa semana....

A mesma congestão entre 52.500 e 54.300......dentro de um "contexto" de uma LTA....

Alguns papéis ainda em estágio alucinantemente negativo, como GGBR4 (GERDAU PN)...perdeu o último fundo de dezembro do ano passado

Bovespa, diário, escala logarítmica






terça-feira, 23 de junho de 2015

sábado, 20 de junho de 2015

"SSEC" (Shangai Composite), o principal índice acionário chinês, depoi sda queda de 13% essa semana

"SSEC" (Shangai Compisite), o principal índice acionário chinês, depoi sda queda de 13% essa semana

SSEC, Semanal, escala logarítmica





"IMOB" (Índice do setor Imobiliário) salva novamente a faixa de 500

Miníma do "IMOB" da semana foi de 500......fechamento em 509

Novamente, salva esse "limite do abismo" de 500..

IMOB, Semanal, escala logarítmica





Cobre, em seu forte rally de 5 meses, foi procurar sua LTB de 3 anos....agora, parece que estamos dentro de uma "grande e forte perna de baixa"

Cobre, em seu forte rally de 5 meses, foi procurar sua LTB de 3 anos....agora, parece que estamos dentro de uma "grande e forte perna de baixa"

COBRE, Semanal, escala logarítmica






Bovespa - Final de Semana

Bovespa está rigorosamente na mesma dinâmica dos últimos 7 dias.

Estamos deixando nesse momento a LTA abaixo destacada como a principal nesse momento.

LTA respeitada dentro de uma congestão entre 52.500 e 54.300 no curtíssimo prazo.

Ao longo da semana, o índice chegou a operar abaixo dela,  mas com fechamento acima; anteontem, já com abertura acima da LTA, o Bovespa foi direto buscar a importante faixa de 54.300; ontem, no intraday, novamente o índice resvalou na LTA

52.000-52.500 continua uma faixa bastante forte de suporte. Pra cima, rompendo a faixa de 54.300, busca os 55.000, por onde passa uma LTB, já mirando a faixa de 57.500-58.000

No tempo diário, destaque baixo em círculo para o MACD e Histograma que entraram em modo "Compra".

No tempo semanal, gráfico mais abaixo, Histograma ainda em modo "compra" , mas praticamente "em ima da linha zero"; 

Marquei também a longa LTB que vem lá de 2010 e que tem sido monitorada aqui por achar que ainda deverá ser retestada antes da grande e forte perna de baixa que deverá fazer com que o Bovespa perca a faixa de 44.000-45.000 pontos em algum momento de 2016


Bovespa, Diário, escala logarítmica



Bovespa, Semanal, escala logarítmica





SP500 e a LTA de 10 meses que passamos a monitorar desde a semana passada

SP500  e a LTA de 10 meses que passamos a monitorar desde a semana passada.

Ainda devendo o rompimento da faixa de 2.120, também no fechamento da semana. Mesma dificuldade que o "XLF" tem pra fechar a semana acima de 25,00, omo discutido no post anterior


SP500, Diário, escala logarítmica





Índice "XLF" (Sistema financeiro americano) e sua LTA e a faixa de 25,00

Índice "XLF" (Sistema financeiro americano) e sua LTA e a faixa de 25,00.

Faixa de 25 ainda não rompida no fechamento da semana.....semana retrasada chegou a romper ao longo da semana, porém, no fechamento semanal, não.

Essa última semana, também voltou a romper a faixa de 25,00; no entanto, ontem, com uma forte queda de 1,67%, o "XLF" fechou em 24,74, "em cima" de sua LTA de 10 meses  destacada abaixo


XLF,Diário, escala logarítmica









sexta-feira, 19 de junho de 2015

Bovespa em 18-06-2015 - Ainda os 2 algoritmos com as 2 LTA's e 1 LTB

Como adiantei semana passada, ainda continuarei postando no curto prazo com menos frequência.

Diante disso, focarei em visões macros.

Assim .volto a destacar a figura do Bovespa com os algoritmos que destacamos la atrás.

2 LTA's, 1 LTB e as faixas pra baixo de 52.000-52.500 e pra cima 54.300-55.000

Por enquanto, a primeira LTA balizou o Bovespa, como visto abaixo. Faltam 2-3 dias para conferirmos sua consistência a fim de abrirmos ou não para o segundo algoritmo e segunda LTA.

Suportes agora em 54.000, 53.500 e 53.200
Resistências em 54.300, 55.000 e 56.000

Bovespa, diário, escala logarítmica





terça-feira, 16 de junho de 2015

"Previdência: a hora da verdade! Ou o PT admite um estelionato histórico ou concorre para quebrar o sistema. E agora?", por Reinaldo Azevedo, jornalista da Revista VEJA

Excelente o artigo publicado hoje  pelo jornalista Reinaldo Azevedo, da Revista VEJA.

Dá a dimensão do estágio em que chegamos, inclusive, no que tange aos 8 anos em que o PT foi severo crítico do Governo FHC, num momento em que Fernando Henrique Cardoso tentava acabar, e acabou, com uma hiperinflação, com o descalabro nas contas públicas, com uma moratória da divida externa praticada 7 anos antes de assumir o poder, com uma série de esqueletos que insistiam rondar as finanças públicas brasileiras, etc, etc, etc....

Vamos ver no que vai dar..........vejam.........

Acabou o dinheiro.....sim,,,,,ACABOU O DINHEIRO......foram 12 anos nadando na maior bolha de commodities dos últimos 100 anos.....e o governo não fez nada.......nenhuma reforma, nenhum corte de gastos, inchou o setor público, aparelhou as estatais....

e, agora ?...........

Agora ?......agora, acabou o dinheiro .........

Fiquem com o excelente artigo:

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/previdencia-a-hora-da-verdade-ou-o-pt-admite-um-estelionato-historico-ou-concorre-para-quebrar-o-sistema-e-agora/


16/06/2015 às 4:32
Previdência: a hora da verdade! Ou o PT admite um estelionato histórico ou concorre para quebrar o sistema. E agora?

Há coisas que não têm meio-termo. Ou são ou não são. Ou o ministro da Previdência Social, Carlos Gabas, fala a verdade, e Dilma tem de vetar a nova fórmula de aposentadoria aprovada pelo congresso — aquela em que a soma de tempo de contribuição e idade tem de alcançar 85 para mulheres e 95 para homens —, ou ele está mentindo, tem de ser demitido, e a presidente sanciona a mudança.

Por que digo isso? Em entrevista coletiva, depois de se reunir com centrais sindicais, o ministro afirmou que a fórmula 85/95 começaria a inviabilizar a Previdência desde já porque haveria antecipação de aposentadoria. Que haveria, ah, isso haveria; se iria mesmo tornar inviável, não sei. Quem conhece a área diz que seria um desastre.

E por que é assim? Fácil compreender. O fator previdenciário, aprovado em 1999, no governo FHC, quando os gastos com a Previdência ultrapassaram a arrecadação, criou uma fórmula para desestimular as mulheres de se aposentar antes dos 60, e os homens, antes dos 65.

Dado o modelo aprovado no Congresso, um homem que começasse a trabalhar aos 17, o que é muito frequente, poderia se aposentar aos 56. Por quê? Simples: nessa idade, ele teria contribuído por 39 anos. Trinta e nove mais 56 somam 95. Começando aos 17, uma mulher se aposentaria aos 51: contribuiria por 34 anos, que, somados aos 51, resultam em 85. Vale dizer: para quem começasse a trabalhar aos 17, a aposentadoria ocorreria nove anos antes em relação ao modelo que está em vigor.

A reunião com as centrais sindicais resultou inútil. O governo estuda alguma fórmula intermediária, mas ainda não sabe qual. Uma das possibilidades é sancionar a emenda feita à MP como está e depois tentar uma regulamentação. Mas nada indica que os sindicalistas não entrassem de novo em pé de guerra.

Eis aí: essa é a hora em que Dilma precisaria contar com um PT unido, mas fatias consideráveis do partido já deixaram claro que, se a presidente vetar a fórmula 85/95, votarão pela derrubada do veto. Disse o ministro: “A presidente ainda não tomou decisão. Ela tem até quarta-feira para fazê-lo. Ela é muito cuidadosa, não só com o cenário político, mas com o cenário das contas da Previdência Social e com as contas da União”.

Pois é… A ser assim, tem de vetar. Mas isso implicaria dizer “sim” ao fator previdenciário, aprovado no governo FHC, contra o qual o PT lutou bravamente, embora não tenha feito nada para derrubá-lo em 13 anos de poder. Demorou, mas chegou a hora da verdade. É bem possível que os petistas prefiram quebrar o país a admitir que os adversários estavam certos.

Dilma tem até amanhã para decidir.

Por Reinaldo Azevedo





segunda-feira, 15 de junho de 2015

Vejam isso !!!......"Mercado de títulos tornou-se "incalculavelmente volátil", por Corey Stern, no "Business Insider"

Matéria publicada hoje no " Business Insider" nos deixa intrigados.

Assinada por Corey Stern, o título da matéria diz: 

"Mercado de títulos tornou-se "incalculavelmente volátil

Pro pessoal de Wall Street "jogar a toalha" e não conseguir calcular nem a volatilidade......opss.....peraí.........mas que "troço" esquisito é esse ????!!!!!

Se os preços variam e essa variação é "esquisita",  mensuramos essa variação.......essa "medida" é o que chamamos de "volatilidade"....

Deveríamos ter essa medida....

Quando Wall Street diz que essa "medida", isto é, essa "volatilidade" é intrinsicamente incalculável,  "que diabos" estamos assistindo ?  

"Quão volátil" estaria a "volatilidade" nesse momento ???

Mais.......estamos falando de um mercado que tem , intrinsicamente "volatilidade baixa"....
Mercados de títulos são inerentemente pouco voláteis.....
"Não faz sentido" uma volatilidade alta, muito menos uma "volatilidade não mensurável" dada asua "bizarra volatilidade"

Se a puséssemos no gráfico......teríamos o que ?

Talvez isso ?





Fiquem com a matéria assinada por Corey Stern

http://www.businessinsider.com/blackrock-on-bond-market-volatility-2015-6


The bond market has become 'incalculably volatile'

COREY STERN

JUN. 15, 2015, 1:11 PM
Bond markets have become so volatile that Wall Street is looking for new ways to appropriately gauge risk.

Last week, the yield on a German 10-year bund passed 1% for the first time since September. Only a few weeks before, the yield was down to .05%.

And this kind of volatility has made it more and more difficult for investors to calculate bond risk.

According to Bloomberg, BlackRock is responding by creating new "worst-case scenarios." These models assume even more volatility in order to test the riskiness of their holdings with varying levels of correlation among asset classes.

"The German bund market is incalculably volatile," BlackRock's Scott Thiel told Bloomberg. "It doesn’t make sense to measure it in traditional respects."

Wall Street remains quite worried about the bond market. One of the biggest fears is that the "taper tantrum" of 2013 will repeat itself. That is, as the Federal Reserve prepares to finally raise rates again, they're hoping to do so in a way that won't further increase the volatility in the bond market.

But even so, Wall Street is re-assessing what it thinks about volatility at all.




Dow Jones se aproxima da MA200

Semana passada discutimos a congestão do Dow Jones entre 17.700 e 18.300.......vamos ser um pouco mais "flexíveis"........vamos abrir essa congestão para 17.600 e 18.300......até porque , tem uma MA200 passando ali em 17.620.....que é também suporte forte.....

E os americanos adoram MA50 e MA200

Dow Jones, diário, escala logarítmica





Bovespa em 15-06-2015

Bovespa voltou a procurar a faixa de 52.500 hoje; na mínima, 52.550, ligeiramente abaixo das mínimas dos últimos 15 dias; fechamento em 53.140, queda de 0,4%

É possível ver abaixo, mais uma vez, que a "faixa-suporte" forte é o intervalo 52.000-52.500; existem vários picotes nesse intervalo; portanto, como temos falado aqui, os toques nesse intervalo podem ser muitos e, muito possívelmente acabam por gerar repiques que dão sinais confusos.

Isso já tem acontecido nos últimos 15 dias, já que o Bovespa bateu em 52.615 e 52.660 para, logo em seguida, repicar até a faixa de 54.300.

Dentro desse cenário todo , temos as 2 LTA'S discutidas aqui nos últimos 15 dias e uma LTB....

Hoje, além da mínima voltar a tocar a faixa de 52.500, tal mínima tocou a primeira LTA DESTACADA abaixo

Mais.....temos a congestão entre 52.500 e 54.300 no curtíssimo prazo.

Expectativa aumenta.....curiosamente, na mesma sintonia com a aproximação da reunião do FED que terminará na próxima quarta-feira......são ou não uns gênios esses algoritmos criados pelo mercado financeiro ?

2 Curiosidades que valem a pena resgatar....

Vocês viram que o Dow Jones se aproxima de sua MA200 ?

E o que falar do índice "IMOB" que debatemos no final de semana ? Viram o que ele fez hoje ? Bateu na mínima em 501.......a faixa "terror" é 500......um fechamento abaixo disso, é o abismo......fechamento hoje em 504.


Bovespa , diário, escala logarítmica





sábado, 13 de junho de 2015

O Deutsche Bank é o próximo Lehman ?, por "Notquant.com" / "Zero Hedge"

O Renomado site americano "Zerohedge.com" publica hoje um artigo originalmente publicado 2 dias atrás no site "notquant.com"

Excelente artigo em que cenários pré Lehman-Brothers, o banco de investimentos americano que faliu no evento que marcou o ápice da crise do subprime americano, são comparados com os cenários atuais, tendo como pano de fundo o maior banco alemão e um dos maiores do mundo, o Deutsche Bank.

O objetivo ? Saber e especular se o banco alemão pode ser o próximo Lehman Brothers.

Vamos ao artigo:

Link original publicado no site "notquant.com": http://notquant.com/is-deutsche-bank-the-next-lehman/

Link publicado no site americano "zerohedge.com": http://www.zerohedge.com/news/2015-06-12/deutsche-bank-next-lehman


Is Deutsche Bank The Next Lehman?
Tyler Durden's pictureSubmitted by Tyler Durden on 06/13/2015 07:45 -0400

Submitted by NotQuant.com

Looking back at the Lehman Brothers collapse of 2008, it’s amazing how quickly it all happened.  In hindsight there were a few early-warning signs,  but the true scale of the disaster publicly unfolded only in the final moments before it became apparent that Lehman was doomed.

There were few early indicators of Lehman’s plight.   Insiders however, were well aware:   In late 2007, Goldman Sachs placed a massive proprietary bet against Lehman which would be known internally as the “Big Short”.  (It’s a bet that would later profit from during the crisis).

In the summer 2007 subprime loans were beginning to perform poorly in the marketplace.  By August of 2007, the commercial paper market saw liquidity evaporating quickly and funding for all types of asset-backed security was drying up.

But still — even in late 2007,  there was little public indication that Lehman was circling the drain.

Probably the first public indication that things were heading downhill for Lehman wasn’t until June 9th, 2008,  when Fitch Ratings cut Lehman’s rating to AA-minus, outlook negative.   (ironically, 7 years to the day before S&P would cut DB)

The “negative outlook” indicates that another further downgrade is likely.   In this particular case, it was the understatement of all time.

A mere 3 months later, in the course of just one week,  Lehman would announce a major loss and file for bankruptcy.

Could this happen to Deutsche Bank?

First, we must state the obvious:  If Deutsche Bank is the next Lehman, we will not know until events are moving at an uncontrollable and accelerating speed.   The nature of all fractional-reserve banks — who are by definition bankrupt at all times – is to project an aura of stability until that illusion has already begun to implode.

By the time we are aware of a crisis – if one is in the offing — it will already be a roaring blaze by the time it is known publicly.   It is by now well-established that truth is the first casualty of all banking crises.  There will be little in the way of early warnings.   To that end, we begin connecting the dots:

Here’s a re-cap of what’s happened at Deutsche Bank over the past 15 months:

In April of 2014,  Deutsche Bank was forced to raise an additional 1.5 Billion of Tier 1 capital to support it’s capital structure.  Why?
1 month later in May of 2014, the scramble for liquidity continued as DB announced the selling of 8 billion euros worth of stock – at up to a 30% discount.   Why again?  It was a move which raised eyebrows across the financial media.  The calm outward image of Deutsche Bank did not seem to reflect their rushed efforts to raise liquidity.  Something was decidedly rotten behind the curtain.
Fast forwarding to March of this year:   Deutsche Bank fails the banking industry’s “stress tests” and is given a stern warning to shore up it’s capital structure.

In April,  Deutsche Bank confirms it’s agreement to a joint settlement with the US and UK regarding the manipulation of LIBOR.   The bank is saddled with a massive $2.1 billion payment to the DOJ.  (Still, a small fraction of their winnings from the crime).

In May,  one of Deutsche Bank’s CEOs, Anshu Jain is given an enormous amount of new authority by the board of directors.  We guess that this is a “crisis move”.  In times of crisis the power of the executive is often increased.

June 5:  Greece misses it’s payment to the IMF.   The risk of default across all of it’s debt is now considered acute.   This has massive implications for Deutsche Bank.

June 6/7:  (A Saturday/Sunday, and immediately following Greece’s missed payment to the IMF) Deutsche Bank’s two CEO’s announce their surprise departure from the company.  (Just one month after Jain is given his new expanded powers).   Anshu Jain will step down first at the end of June.  Jürgen Fitschen will step down next May.

June 9: S&P lowers the rating of Deutsche Bank to BBB+  Just three notches above “junk”.  (Incidentally,  BBB+ is even lower than Lehman’s downgrade – which preceded it’s collapse by just 3 months)

And that’s where we are now.  How bad is it?  We don’t know because we won’t be permitted to know.  But these are not the moves of a healthy company.

How exposed is Deutsche Bank?

The trouble for Deutsche Bank is that it’s conventional retail banking operations are not a significant profit center.  To maintain margins, Deutsche Bank has been forced into riskier asset classes than it’s peers.

Deutsche Bank is sitting on more than $75 Trillion in derivatives bets — an amount that is twenty times greater than German GDP.    Their derivatives exposure dwarfs even JP Morgan’s exposure – by a staggering $5 trillion.

With that kind of exposure, relatively small moves can precipitate catastrophic losses.   Again, we must note that Greece just missed it’s payment to the IMF – and further defaults are most certainly not beyond the realm of possibility.

Not good.

And if the dominos were not adequately stacked already, there is one final domino which perfects the setup.

Meet Tom Humphrey.  He heads up Deutsche Bank’s Investment Banking operations on Wall Street.

He was also head of fixed income at Lehman.

History never repeats.   But it does rhyme.    In market terms, it tends to rhyme just about every 7 years.




Bovespa - Final de Semana

Continuamos monitorando o "algoritmo" que criamos......na verdade, os 2 algoritmos que criamos....

Eles estão, mais uma vez, destacados nas 2 cunhas assinaladas abaixo.

2 cunhas formadas por 2 LTA'S e uma LTB....

Quando os criamos, estabelecemos como parâmetros tais LTAS e LTB, assim como as faixas de 52.000-52.500 pra baixo e 54.300-55.000 pra cima.

No curtíssimo prazo, estamos numa congestão entre 52.600 e 54.300....portanto, coerente com o algoritmo criado por nós para o curto prazo..

Em algum momento, nos próximos 4-5-7 dias, um desses algoritmo será descartado, já que o índice respeitará ou não a primeira LTA

E, num prazo de 7-10 dias, teremos o rompimento pra cima ou pra baixo de uma dessas cunhas.

O mais provável hoje é termos o rompimento pra cima de uma dessas 2 cunhas; nesse caso, a nossa defesa de que o Bovespa deveria ainda buscar a LONGA LTB que passa hoje por volta dos 60.000 se fortalece.

Isto é, uma vez rompida a cunha pra cima, o Bovespa deverá procurar sua LONGA LTB, abrindo a possibilidade do topo duplo lá na faixa dos 59.000 ou mesmo a ida à faixa de 60.000 pontos.

Suportes, divisores importantes sendo testados e rastreadores ainda mostrando "COMPRA" em tempos SEMANAIS para  papéis e setores importantes do Bovespa, como VALE e siderúrgicas, também aumentam as chances de que as cunhas discutidas aqui serão rompidas pra cima.

Continuamos monitorando

Bovespa, diário, escala logarítmica








"Segundo o TCU, R$ 37,1 bilhões gerados pelas pedaladas fiscais foram omitidos do balanço de 2014. ", por Jornal "O Estado de São Paulo"

Notícia publicada hoje, 13 de junho de 2015, no Jornal "O Estado de São Paulo", dá a dimensão e a extensão da "contabilidade criativa" praticada pelo governo federal.

http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,relatorio-do-tcu-diz-que-governo-omitiu-r-37-bi-em-dividas-em-2014,1705474


Relatório do TCU diz que governo omitiu R$ 37 Bi em dívidas em 2014
João Vilaverde, Fábio Fabrini, André Borges

O relatório técnico que vai embasar a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre as contas da gestão Dilma Rousseff referentes a 2014 aponta que os dados fornecidos pelo governo estão contaminados por uma série de irregularidades, como as pedaladas fiscais – atrasos propositais no repasse de recursos públicos a bancos, de forma a melhorar as contas do governo. Segundo o TCU, R$ 37,1 bilhões gerados pelas pedaladas fiscais foram omitidos do balanço de 2014. O tribunal tratou essa omissão como “passivo oculto”.

Anualmente, o TCU analisa o Balanço Geral da União (BGU) e faz um parecer sobre as contas do governo. Normalmente, o TCU aprova as contas, mas faz ressalvas. Agora, o julgamento marcado para a próxima quarta-feira pode terminar com um desfecho inédito. Os ministros podem reprovar as contas.

O relatório aponta que as distorções no balanço do somam R$ 281 bilhões. Neste número estão incluídos desde restos a pagar (despesas adiadas para o ano seguinte) que não foram registrados corretamente pelo governo a divergências contábeis na dívida ativa da União.

No caso das pedaladas, o relatório menciona o Banco do Brasil (BB), a Caixa Econômica Federal e o BNDES. Eles pagaram, com recursos próprios, benefícios como Bolsa Família, seguro-desemprego, aposentadorias e financiamento agrícola subsidiado. Essa manobra fiscal já foi condenada pelo TCU, em julgamento em abril.

Entre outras “distorções”, o relatório do TCU menciona a Operação Lava Jato e revela que a União perdeu R$ 14,7 bilhões em sua participação na Petrobrás no ano passado. Essa perda patrimonial não foi registrada nas contas do governo.

O levantamento aponta manobra para emitir ordens bancárias no fim de dezembro para saques em janeiro. Com isso, o impacto sobre as contas públicas é jogado para o ano seguinte. Em resposta, o Tesouro Nacional informou que “esse fenômeno acontece todos os anos”.

Críticas. As fórmulas usadas para fechar as contas são alvos recorrentes das críticas dos auditores. O relatório aponta que foram feitas “estimativas contábeis inadequadas ou inexistentes” e que os ativos imobilizados da União têm “problemas graves de mensuração, por causa de deficiências na depreciação de bens móveis e imóveis”.

Foi apontada uma discrepância gritante nos índices usados para medir perdas de créditos tributários que a União tem a receber. “Tal fato superavaliou o ativo de créditos tributários a receber de curto e de longo prazo”, apontou o TCU. “Esse procedimento majorou o índice de recebimento em cerca de doze vezes.” O governo nega que tenha cometido crime fiscal.




sexta-feira, 12 de junho de 2015

Privatizar....acabar com a farra de desperdício público praticada por um sem número de estatais improdutivas, nem pensar.......ah.....mas, arrancar da sociedade mais imposto , pode.......ou "Dilma e a volta da CPMF: mais uma conversa de estelionatários", por Reinaldo Azevedo, jornalista da Revista VEJA

Privatizar....acabar com a farra de desperdício público praticada por um sem número de estatais improdutivas, nem pensar.......ah.....mas, arrancar da sociedade mais imposto , pode

Sim.....mais impostos......mais especificamente, "a volta da CPMF".

Afinal, o que é o "nosso ajuste fiscal", se não um covarde aumento de impostos pra cima da sociedade, depois das inúmeras aberrações praticadas nos últimos anos, mesmo nadando na maior bolha de commodities dos últimos 100 anos ?


Fiquem com o excelente post publicado horas atrás pelo jornalista da Revista Veja, Reinaldo Azevedo

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/dilma-e-a-vota-da-cpmf-mais-uma-conversa-de-estelionatarios/#comments

 12/06/2015 às 16:15
Dilma e a volta da CPMF: mais uma conversa de estelionatários

Sabem como é… Em caso de dificuldade, arranque mais dinheiro da sociedade. Afinal, os companheiros precisam sustentar suas pantomimas, e o dinheiro tem de sair de algum lugar.

A presidente Dilma Rousseff autorizou seu ministro da Saúde, Arthur Chioro, a fazer proselitismo por aí em favor da volta da CPMF. Agora, ele busca o apoio dos governadores e, segundo disse no Congresso do PT, já conversou com a maioria deles. “É preciso dar sustentabilidade ao sistema. E o partido já mostrou o caminho.” O governo deve apresentar a sua proposta no segundo semestre, durante a Conferência de Saúde.

Uma das ideias é estabelecer um piso de movimentação a partir do qual se cobraria o imposto. É impossível! Não tem jeito: a única forma de aplicar esse tipo de taxação é mesmo fazê-la incidir sobre qualquer movimentação.

Dilma foi eleita faz sete meses. Prometeu mundos na área da saúde, mas não disse de onde sairiam os fundos. Ora, deveria ter anunciado ao distinto eleitor que pretendia recriar a CPMF. Não disse. A conversa é parte do estelionato.

Joaquim Levy, ministro da Fazenda, diz não haver perspectiva para a volta do imposto: “Não que eu esteja vendo”.


Por Reinaldo Azevedo



Índice "IMAT"(índice de Materiais básicos), que abriga VALE, siderúrgicas e setor de "papel e celulose", também estreita suas bandas bollinger no tempo diário com proximidade da faixa importante de 1.425-1.440

Assim como destacamos no início da semana o estreitamento das bandas bollinger de 21 períodos para os papéis da VALE5 e BRAP4, sinalizando que possível forte movimento estava próximo, passamos a destacar o estreitamento das mesmas bandas bollinger de 21 períodos no tempo diário para o Índice "IMAT"(índice de Materiais básicos) .

Tal estreitamento se dá no momento em que o índice se aproxima também de uma faixa importante, faixa de 1.425.-1.440

É um importante índice do Bovespa, já que abriga, essencialmente, VALE, siderúrgicas e setor de "papel e celulose"

IMAT, Diário, escala logarítmica





Diferente do "IMOB" (Índice Imobiliário), o "IFIX" (Índice dos Fundos Imobiliários) parece engatar uma melhora ao romper no fechamento da SEMANA, a faixa de 1.430

Índice IMOB (índice Imobiliário) fecha a semana praticamente "em cima" da fundamental faixa de 500; fechamento hoje  em 507, com mínima em 506. Abaixo de 500 é o "abismo" como já falamos aqui semana passada.

Numa outra direção, de certa forma incoerente, está o "IFIX" (índice dos Fundos Imobiliários).

Reparem abaixo que o índice respeitou uma LTA que vem la de 1.230 atingido em fev-2014.

Mais.......hoje, fechou em 1.434; portanto acima da importante faixa de 1.430, topo em 2013 e 2014, com MACD e histograma no tempo SEMANAL ainda em modo COMPRA.

Pode ser um falso ropimento ?

Pode......IFR14 em nível sobrecomprado, no TEMPO SEMANAL, faixa de71......há essa incoerência com o "IMOB".

Por outro lado, já como destacado acima, LTA Longa foi respeitada 2-3 meses atrás, e 2 rastreadores ainda mostram sinais de COMPRA. Mais....Uma LTB longa, destacada abaixo em vermelho, foi rompida em abril último

Podemos encarar "de forma inversa"......isto é, o "IMOB" poderá , mais uma vez, segurar a faixa de 500, repicando semana que vem, já que o "IFIX" vem numa tendência de alta de médio prazo, desde o início de 2014

IFIX,SEMANAL, Escala logarítmica









Vamos ao índice "DJUSST" (Dow Jones Iron-Steel Index) diário e Semanal

Vamos voltar a atenção para o índice "DJUSST" (Dow Jones IronSteel Index) diário e Semanal......índice que tem refletido com mais coerência as melhoras das siderúrigicas e, principalmente da mineradora VALE.....ainda que alguns possam perceber como repique.

Porém,, é inegável que os fundos de 4-5 meses atrás , para vários dos papéis ligados a esses setores, foram atingidos praticamente na mesma sintonia do "DJUSST"

Afinal, o "DJUSST" tem como objetivo refletir exatamente a dinâmica dos setores do minério de ferro e aço

DJUSST, Diário , escala logarítmica



DJUSST, SEMANAL , escala logarítmica






"Na boa"......Alguém acha que algum investidor, algum empresário, vai colocar um centavo num governo que afirma com todas letras que, mesmo num contexto de inflação no topo ou acima da meta por 2-3 anos, pede que a população continue consumindo ?....Pois é......é o "surrealismo" do Brasil de hoje...

Desculpe pelos 2 dias sem post....

É ainda possível que eu mantenha alguma irregularidade de postagem ao longo dos próximos dias.....

De qualquer maneira, nos finais de semana, mesmo com essas irregularidades ao longo da semana, tentarei sempre dar a visão macro.......e discutir algumas questões de maneira mais profunda.

Enquanto isso, ontem.......bem...ontem, assistimos a mais uma dessas visões inconsistentes da política econômica praticada pelo Brasil....

A "nossa Presidenta"....."nossa não"....."Me deixem fora disso!!!"......."Presidenta ?"...

Bem.....vamos lá........ao comentar sobre a inflação brasileira, a Presidente Dilma Rousseff simplesmente sinaliza que a inflação brasileira tem origem em variáveis absolutamente desconexas com as atitudes praticadas pelo seu próprio governo NOS ÚLTIMOS ANOS..

Mais...!!!....não parou por aí......"veio coisa pior" !!.....

Em dado momento, a Presidente Dilma disse pra população continuar consumindo.....

PASMEM !!!.....foi isso mesmo que leram e ouviram !!....

"Na boa"......

Vocês realmente acham que algum investidor, algum empresário, vai colocar um centavo num governo que afirma com todas letras que, mesmo num contexto de inflação no topo ou acima da meta por 2-3 anos, pede que a população continue consumindo ?

"Caiam na real".........estamos mergulhados no mais verdadeiro e absoluto "non-sense"....

Um ajuste fiscal que não tem nada de ajuste....já que, cortar os desperdicios públicos nada......

Temos aqui e ali uma "boa intenção"....um corte de alguma "aberração"......agregado a algum tipo de corte de investimento...

No mais.....o funcionalismo inchado continua lá......salários exorbitantes, ineficiência, improdutividade e tudo o mais que você possa sonhar ou "chorar".......como aquele seu amigo funcionário público que tira 3 horas de almoço.....chega às 11 horas no trabalho......sai às 16 horas....entra na internet o dia todo......e outras"aberrações"

Não....não vai.......esse governo , não....não vai......

SINTO MUITO..........mas , não vai........nesse governo, não....ninguém vai ccolocar "um tostão furado" nesse governo......

Vejam a reportagem abaixo com a visão externada pela Presidente Dilma sobre inflação e outros temas, ontem, na Bélgica

Crédito : Portal G1

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/06/dilma-diz-que-marola-da-crise-de-2008-se-acumulou-e-virou-uma-onda.html

11/06/2015 09h11 - Atualizado em 11/06/2015 13h22
Dilma diz que inflação 'preocupa bastante' e tem de ser derrubada logo
Na Bélgica, presidente comentou escalada da inflação nos últimos meses.
Petista disse ainda que 'marola' da crise de 2008 se acumulou e virou 'onda'.

Do G1, em Brasília

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira (11), em Bruxelas, que a inflação "preocupa bastante" e tem de ser derrubada "logo". Segundo a petista, o Brasil "não pode e não vai" conviver com uma alta taxa de inflação.
A inflação oficial do país, calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 0,74% em maio, informou nesta quarta (10) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a maior taxa para o mês desde 2008, quando ficou em 0,79%. O índice foi puxado principalmente pela conta de luz e pelos alimentos.
Nos últimos 12 meses, o índice atingiu 8,47% – maior taxa para 12 meses desde dezembro de 2003, quando foi de 9,3%, e mais do que nos 12 meses imediatamente anteriores, quando foi de 8,17%. Em abril, a variação foi de 0,71% – a menor taxa entre os meses de 2015. Em maio de 2014, o IPCA havia registrado taxa de 0,46%.
"[A inflação] preocupa bastante, porque inflação é um objetivo que temos de derrubar, e derrubar logo. O Brasil não pode conviver com taxa alta de inflação. Não pode e não vai", ressaltou a chefe do Executivo em uma entrevista coletiva concedida durante durante a II Cúpula União Europeia – Celac, na capital da Bélgica.
Nesta quarta (10), em entrevista exclusiva ao Jornal Nacional, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, declarou que o comportamento dos preços tem de ser acompanhado o “tempo inteiro”. Segundo ele, ter uma inflação baixa protege as pessoas de menor renda.
“A gente tem que trazer a inflação para 4,5% [meta central para este ano e para 2016]. Uma inflação alta cria incertezas, ela inibe os investimentos além de ser uma forma que em geral as pessoas com menor renda acabam tendo um impacto maior na vida delas do que nas outras”, observou o titular da Fazenda.

Consumo

Apesar da escalada da inflação, a presidente da República defendeu que a população continue consumindo. Na avaliação da petista, a inflação neste ano é "atípica", "fruto de várias coisas".
Ela disse que um dos motivos da elevação dos preços no país é a estiagem que atinge algumas regiões. A seca, destacou Dilma, afetou o preço dos alimentos.
"Não acho que a população tem de consumir menos. Pelo contrário, a população tem de continuar consumindo. A inflação neste ano é atípica. Ela é fruto de várias coisas. Nós continuamos com dois problemas. Um é a seca. A seca atingiu de forma absolutamente atípica o Brasil", disse a presidente.

'Marola'

Dilma Rousseff também disse nesta quinta que a "marola" que o Brasil enfrentou com a crise econômica internacional de 2008 se acumulou e virou uma "onda". Ela fez o comentário ao ser indagada sobre se os efeitos da crise americana no Brasil ainda eram uma "marolinha", como havia classificado o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"Para nós, naquele momento [em 2008], foi, sim, senhor [uma marola]. Óbvio. Depois, a marola se acumula e vira uma onda", disse Dilma.

À época, a declaração de Lula de que, nos Estados Unidos, a crise era um "tsunami" e se chegasse ao Brasil seria "uma marolinha que não dá nem para esquiar" gerou polêmica. O próprio Lula, dois anos depois, reclamou ter sido "esculhambado" por conta da fala.
Dilma afirmou nesta quinta que, na opinião dela, não há uma bolha de crédito no país e "um sistema financeiro com problemas" como havia nos Estados Unidos nos anos que antecederam a crise de 2008. "Não tivemos nenhuma situação que caracteriza desequilíbrio estrutural", ponderou.
A presidente disse que depois de o governo ter reduzido impostos, aumentado a disponibilidade de crédito e subsidiado a taxa de crédito, esgotou-se a capacidade fiscal do Executivo federal.
"O Brasil está tomando todas as medidas para se fortalecer macroeconomicamente, para construir situação estável. Temos certeza que a causa da inflação não é estrutural, é conjuntural. Um lado é a seca. Do outro lado, é o fato de que, além disso, sofremos consequências de ajuste cambial", avaliou.





terça-feira, 9 de junho de 2015

"Governo lança pacote de concessões para tentar reverter crise", por Revista VEJA......OK.....Todo mundo leu ?...E aí ? Vai colocar dinheiro ?....OK...Ciente.....próximo "blá blá blá blá ....É melhor o "pessoal" do Ministro Levy andar um pouco mais pela PUC-RJ

"Governo lança pacote de concessões para tentar reverter crise", por Revista VEJA......OK.....Todo mundo leu ?

E aí ? Vai colocar dinheiro ?....

OK...Ciente.....próximo "blá blá blá blá ...

Não....não vai..........não vai mesmo......

o "buraco é muito, mas muito mais embaixo"

É  melhor o "pessoal" do Ministro Levy andar um pouco mais pela PUC-RJ


Notícia crédito Revista VEJA:

http://veja.abril.com.br/noticia/economia/governo-lanca-pacote-de-concessoes-para-tentar-reverter-crise

ECONOMIA INFRAESTRUTURA

Governo lança pacote de concessões para tentar reverter crise
Nova rodada do pacote de concessões de obras de infraestrutura é avaliada em R$ 198,4 bilhões de reais
Por: Laryssa Borges, de Brasília 09/06/2015 às 10:55 - Atualizado em 09/06/2015 às 17:08

Na tentativa de reaquecer a economia e reverter a fragilidade do governo com a criação de notícias positivas, a presidente Dilma Rousseff anunciou nesta terça-feira uma nova rodada do pacote de concessões de obras de infraestrutura no valor de 198,4 bilhões de reais, sendo 69,2 bilhões de reais entre 2015 e 2018 e outros 129,2 bilhões a partir de 2019. No horizonte, a promessa de repassar à iniciativa privada um primeiro bloco de 29 terminais portuários e trechos de ferrovias e rodovias, aeroportos em capitais e no interior de São Paulo e ainda realizar estudos para a construção da ferrovia Brasil-Peru e da ferrovia Rio-Vitória.
Os investimentos são divididos em: rodovias, 66,1 bilhões de reais; ferrovias, 86,4 bilhões de reais; portos, 37,4 bilhões de reais; e aeroportos, 8,5 bilhões de reais.
Embora o governo afirme que as empreiteiras citadas na Operação Lava Jato possam participar dos novos leilões, a aposta do Palácio do Planalto é a de que o pacote de infraestrutura possa atrair investidores estrangeiros e empreiteiras de médio porte. As maiores construtoras do país, à exceção da Odebrecht e da Andrade Gutierrez, têm executivos respondendo a ações penais relacionadas ao petrolão, além de enfrentarem ações de improbidade que cobram 4,47 bilhões de reais por desvios de recursos da Petrobras.
A real participação do BNDES na nova fase do Programa de Investimento em Logística (PIL) também é motivo de desconfiança do empresariado. Se nas concessões do primeiro mandato de Dilma, o banco de fomento entrava como financiador das obras por ter recebido 400 bilhões de reais do Tesouro Nacional, o cenário de ajuste fiscal e novas regras para que empresas consigam captar junto à instituição podem alterar o papel do BNDES nessas novas concessões.
Somado a isso, o lançamento do novo pacote de infraestrutura coincide com o momento em que o governo enfrenta o risco de instalação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) no Senado para investigar irregularidades e favorecimento nos financiamentos ofertados pela instituição. Oficialmente, no conjunto de obras lançado hoje o BNDES financiará boa parte dos projetos, mas o porcentual corrigido pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) vai variar entre rodovias, ferrovias, portos e aeroportos.
Ao apresentar o plano, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, defendeu que é crucial aumentar os investimentos no país, especialmente em construção civil e infraestrutura, pois é com o aumento da produtividade que o país conseguirá sustentar o crescimento. Barbosa argumentou ainda que a nossa taxa de investimento é de cerca de 20% do PIB, porcentual considerado por ele insuficiente para a aceleração do crescimento do Brasil. "Precisamos elevar o volume de investimento no Brasil porque isso é o que dá sustentabilidade para o país".

Aeroportos - Depois de não conseguir fazer deslanchar o Plano de Desenvolvimento da Aviação Regional e de enfrentar problemas na execução de obras em aeroportos cujas concessionárias têm empreiteiras envolvidas no petrolão, o governo incluiu na nova rodada de concessões a oferta de quatro aeroportos em capitais - Florianópolis, Porto Alegre, Fortaleza e Salvador - e aeroportos regionais em São Paulo e Goiás. A expectativa é que sejam leiloados ainda este ano terminais em Caldas Novas (GO) e cinco no interior de São Paulo: Amarais, em Campinas, Bragança Paulista, Ubatuba, Araras, Ubatuba, Jundiaí e Itanhaém. Em todos esses casos, a responsabilidade dos aeroportos será dos governos estaduais, que devem repassá-los à iniciativa privada.
Rodovias - No caso das rodovias, o governo prevê realizar cinco leilões ainda este ano (460 km entre SC e PR, 439 km entre GO e MG, 704 km entre MT e GO e 976 km entre MT e PA) e 11 em 2016 para duplicação de pistas, construção de faixas adicionais e integração com o restante da malha federal (rodovias em PE, BA, MG, RJ-SP, SC, RS, MS, RO-MT). Somadas as duas fases futuras e os recursos em concessões existentes, a equipe econômica trabalha com investimentos projetados de 66,1 bilhões de reais na nova fase do PIL. As concessões seguirão o modelo de leilão pela menor tarifa.

Ferrovias - Na nova fase dos leilões de obras de infraestrutura, o governo pretende repassar à iniciativa privada trechos ferroviários como a Ferrovia Norte-Sul (trecho de Palmas-TO, Anápolis-GO e Barcarena-PA; Açailândia-MA; e investimentos em Anápolis-GO, Estrela D'Oeste-SP e Três Lagoas-MS). Os investimentos projetados para este modal chegam a 86,4 bilhões de reais, sendo a maior parte - 40 bilhões de reais - na perspectiva de viabilização do trecho brasileiro da ferrovia Bioceânica, alvo de um recente acordo internacional com o governo da China.

Portos - Fazem parte do pacote do governo arrendamentos de 29 terminais em um primeiro bloco, sendo nove em Santos e 20 no Pará com projeção de investimento de 4,7 bilhões de reais e licitação em duas etapas ainda este ano. A Secretaria de Portos está analisando outros 63 novos Terminais de Uso Privados (TUPs), com investimentos estimados em 14,7 bilhões de reais, e 24 pedidos de prorrogação de contratos de arrendamento de terminais nos portos públicos em nove estados, com promessa de investimentos de 10,8 bilhões de reais.