quinta-feira, 30 de abril de 2015

SP500 - Ainda o triângulo ascendente

SP500 - Ainda o triângulo ascendente

SP500, diário, escala logarítmica






CRB Commodities toca sua LTB de 10 meses e seu principal pivot nesse momento

CRB Commodities toca sua LTB de 10 meses e seu principal pivot nesse momento. O toque aconteceu hoje, depois da alta de 0,97%


CRB, Semanal, escala logarítmica




CRB, diário, escala logarítmica





Cobre -Tempo Semanal

Cobre, Semanal, escala logarítmica






VALE5 faz um pullback excelente na sua MA50 com um volume gigantesco

Volatilidade altíssima nos últimos dias para os papéis da VALE...


Hoje, depois de uma forte correção, a VALE5 tocou sua MA50 (linha azul ) , que começa a embicar para cima

Em linha Preta, a MA200



VALE5, Diário, escala semi-logarítmica


















É.....A Vida não tá fácil pro governo não...Parte 2...Tentando controlar uma inflação descontrolada há 4,5,6 anos ...:"Juros avançam para 13,25% ao ano na quinta alta seguida", por Portal g1

Notícia publicada no início da noite:

Crédito Portal G1

http://g1.globo.com/economia/noticia/2015/04/juros-avancam-para-1325-ao-ano-na-quinta-alta-seguida.html


29/04/2015 19h47 - Atualizado em 29/04/2015 21h47
Juros avançam para 13,25% ao ano na quinta alta seguida
BC subiu juros apesar de atividade econômica fraca e alta do desemprego.
Para conter inflação, taxa básica segue no maior patamar em seis anos.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu elevar nesta quarta-feira (29) os juros básicos da economia de 12,75% para 13,25% ao ano, uma nova alta de 0,50 ponto percentual. Foi o quinto aumento consecutivo da taxa Selic, que segue no maior patamar desde o início de 2009, quando estava em 13,75% ao ano, ou seja, em seis anos.

 A decisão confirmou a expectativa da maior parte dos economistas do mercado financeiro. Com uma taxa mais alta de juros, o Banco Central tenta controlar o crédito e o consumo, atuando assim para segurar a inflação. Por outro lado, ao tornar o crédito e o investimento mais caros, os juros elevados prejudicam o crescimento da economia.

O novo aumento dos juros básicos da economia acontece em um momento delicado, com a economia ainda se ressentindo de um baixo nível de atividade, com desemprego em alta (o maior desde 2011), mas com a inflação fortemente pressionada pelo aumento de tarifas públicas, como energia elétrica e gasolina, embora o dólar tenha registrado queda nas últimas semanas.

Ao fim do encontro do Copom, o BC divulgou o seguinte comunicado: "Avaliando o cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic em 0,50 p.p., para 13,25% a.a., sem viés". Essa foi a primeira reunião do Copom de dois novos diretores do BC, Otávio Ribeiro Damaso (Regulação) e Tony Volpon (Assuntos Internacionais).



É....A Vida não tá fácil pro governo não - PARTE 1...:"Contas do governo têm o pior resultado no 1º trimestre em 17 anos", por Revista VEJA

Notícia publicada hoje


É....A Vida não tá fácil pro governo não - PARTE 1

http://veja.abril.com.br/noticia/economia/governo-central-tem-superavit-658-menor-em-um-ano-de-r-448-bi

Contas do governo têm o pior resultado no 1º trimestre em 17 anos
Cálculo que reúne contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central registrou queda de 65,8% em relação ao primeiro trimestre do ano passado

29/04/2015 às 09:34 - Atualizado em 29/04/2015 às 11:13

O ano não começou bem para as contas públicas. O governo central, que reúne as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central (BC), computou um superávit primário de 4,485 bilhões de reais no primeiro trimestre. Apesar de positivo, o montante representa uma baixa de 65,8% em relação ao esforço fiscal do primeiro trimestre do ano passado, que chegou a acumular 13,1 bilhões de reais. Trata-se do pior resultado desde 1998, quando registrou superávit de 3,173 bilhões de reais. Os dados foram divulgadas nesta quarta-feira pelo Tesouro Nacional.

Em relação ao mês de março, o superávit foi de 1,463 bilhão de real, o pior desempenho para esse mês desde 2013. Em março do ano passado, o superávit era de 3,2 bilhões de reais.

As contas do Tesouro registraram um superávit de 8,02 bilhões de reais. As contas do INSS tiveram um déficit de 6,52 bilhões de reais e as do Banco Central, um saldo negativo de 42,9 milhões de reais.

O Tesouro atribuiu o resultado menor do esforço fiscal a uma baixa de 4,4% da receita líquida.Enquanto as receitas tiveram um crescimento de apenas 2,9%, as despesas subiram 6,8% nos três primeiros meses do ano. No acumulado de doze meses, o governo central apresentou um déficit de 27,3 bilhões de reais, ou 0,49% do PIB.

A queda nas receitas este ano foi decorrente não apenas da menor arrecadação de impostos, como também da menor entrada de recursos provenientes de concessões, que foram de apenas 436 milhões de reais no primeiro trimestre, uma baixa de quase 50% na comparação com o mesmo período do ano passado. As estatais também repassaram menos dividendos à União. O governo recebeu 1,89 bilhão de reais de janeiro a março, ante 6,39 bilhões de reais no primeiro trimestre do ano passado.

No lado das despesas, houve ainda o pagamento de 1,28 bilhão de reais para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). No mesmo intervalo do ano passado, esse número havia alcançado 3,01 bilhões. A CDE é um mecanismo usado pelo governo para capitalizar as distribuidoras de energia que se encontram em dificuldades devido às mudanças regulatórias no setor. Mas o ministro Joaquim Levy já antecipou que o Tesouro deixará de efetuar repasses este ano, relegando ao contribuinte a tarefa de engordar a conta.

Como reflexo dos ajustes fiscais, os investimentos totais do governo federal despencaram 31,3% no primeiro trimestre, somando 5,336 bilhões de reais. As despesas com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) registraram queda de 37,3% no primeiro trimestre, chegando a 10,587 bilhões de reais. Só em março, os investimentos totais computaram queda de 32,2%. E os aportes transferidos pelo PAC caíram 32,5%.

A equipe econômica do governo liderada pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, definiu uma meta de superávit primário para o setor público de 1,2% do PIB para 2015 e de 2% do PIB para 2016. Segundo o ministro, cumprir essa meta é essencial para aumentar a confiança do mercado em relação à economia brasileira.

O esforço de 1,2% corresponde a uma economia de 66,3 bilhões de reais. Desse valor, 55,3 bilhões ficariam a encargo do governo federal e 11 bilhões, dos governos estaduais e municipais. Desta forma, o superávit de 4,48 bilhões de reais verificado no primeiro trimestre representa apenas 8% da meta estabelecida pelo governo para este ano.

terça-feira, 28 de abril de 2015

"Casa própria: analistas veem freio nas vendas e redução de preços", por Jornal O Globo

A capa do Jornal O Globo de hoje mostra a matéria sobre a redução do financiamento dos usados pela CAIXA ECONÔMICA FEDERAL.

Não foi somente o jornal "O Globo" ...outros o fizeram.....

O Jornal O Globo mostra a visão de analistas prevendo a queda dos preços......

Sim.....isso parece um pensamento uniforme....

Mas, a matéria também não é clara se os imóveis novos também sofrerão......me parece que ficou implícita essa idéia....

Inferência adotada por mim ontem......

Ainda vou falar muito sobre BOLHA IMOBILIÁRIA......vou falar ainda sobre o relatório do BIS (Banco de Compensações Internacionais) que eu já tangenciei....

Mas fica cada vez mais claro que nunca  estivemos tão perto do estouro da BOLHA IMOBILIÁRIA

Vamos a matéria do "O GLOBO"

http://oglobo.globo.com/economia/casa-propria-analistas-veem-freio-nas-vendas-reducao-de-precos-15994112

Casa própria: analistas veem freio nas vendas e redução de preços
'Para o comprador, é uma dificuldade quase absurda', diz especialista em finanças pessoais sobre mudança em financiamento
por Geralda Doca / Clarice Spitz / Marcello Corrêa
28/04/2015 6:00 / Atualizado 28/04/2015 8:12
RIO e BRASÍLIA - A mudança nas regras do financiamento imobiliário deve tornar o sonho da casa própria mais distante e esfriar o setor, que já se ressente da desaceleração da economia desde 2014. A avaliação é de especialistas e consultores financeiros, que destacam que a combinação de juros mais altos e exigência maior de entrada deve afastar possíveis compradores, obrigando proprietários a baixar preços.
Segundo o vice-presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), Ariovaldo Rocha, as medidas vão desaquecer ainda mais o mercado imobiliário e a economia como um todo terá uma retração ainda maior.

— A única estratégia que poderia ser feita é redução de preço. A captação da poupança tem sido negativa, não tem recurso. Os limites de financiamento estão diminuindo, as linhas de crédito estão cada vez mais difíceis — avalia.

Ele destaca que as medidas travam um mercado que já estava difícil.

— O impacto deve ser ainda pior sobre a economia com um todo, com uma contração ainda maior que o 1,1% esperado (no PIB) — afirma ainda.

Rocha considera que os clientes deverão migrar para agentes privados, que não alteraram suas taxas. A tendência, no entanto, é que outras instituições sigam o mesmo caminho. Miguel Ribeiro de Oliveira, da Anefac, também prevê uma migração dos clientes para setor privado, mas espera que esse bancos também aumentem exigências.

— A Caixa está sendo chamada a financiar a Petrobras e tem enfrentado uma queda da captação da poupança - diz.

Para Gilberto Braga, professor do Ibmec/RJ e especialista em finanças pessoais, a mudança na regra vai deixar o sonho da casa própria mais



Bovespa em 28-04-2015 - Lição de casa no pullback nos 55.000

Bovespa fez a "lição de casa" hoje; quando rompeu a faixa dos 55.000, o índice foi muito rápido aos 57.000-57.300.

Hoje, ajustou um pouco a "aberração" , corrigindo exatamente até os 55.000, mínima do dia.

Fechou em 55.800,alta de 0,50%

Suportes agora em 55.000, 54.300 e 54.000
Resistências em 56.000, 57.000, 57.300 e 58.000

Tendência de alta no curto prazo intocável, por enquanto

Bovespa, diário, escala logarítmica






segunda-feira, 27 de abril de 2015

E as pessoas ainda estão discutindo a "coisa errada"...ora....se a parte financiada pela Caixa para o usado irá diminuir, os preços dos usados vão diminuir... e pra onde irão os preços dos novos ? Ora, pois !!!! Para baixo !!

Alguma coisa começa a acontecer de forma mais concreta no mercado imobiliário...

Hoje, a "notícia bomba" foi a decisão tomada pela CAIXA em reduzir a parte financiada do imóvel usado.

E aí , algumas pessoas começam a "reduzir" o raciocínio para "apenas os usados"

Como assim ???????

Inclusive , está na matéria do Jornal "VALOR" uma seguinte observação :

"Para as incorporadoras, a notícia é positiva, à medida que contribui para reduzir a concorrência do financiamento de imóveis usados com os novos."

 Peraí .....não entendi....

POSITIVA PARA AS INCORPORADORAS ?

Positiva nada !!!

Ora.....a tendência é o preço dos usados cair......se já sem dinheiro , tá dificil, imagine sem dinheiro e sem "pequena entrada"....

A tendência é cair ....muito.......

Ora.......se o mercado de usados cair muito, o preço começa a ficar "atrativo", a ponto da balança a favor dos usados se intensificar em comparação aos"imóveis novos".

Ou seja....se já está difícil para as incorporadoras venderem imóvel agora, se o preço dos usados cair muito, "todos" irão para os usados......

Ora......mais cedo ou mais tarde, os "novos" cairão também......e muito.....

A NOTÍCIA NÃO É POSITIVA PARA AS INCORPORADORAS !!!!

Vamos a matéria do Jornal "VALOR"

http://www.valor.com.br/financas/4021786/caixa-cortara-fatia-de-imovel-usado-financiada



A Caixa Econômica Federal vai reduzir, a partir de 4 de maio, a fatia que pode ser financiada de um imóvel usado com recursos do Sistema Financeiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), segundo o Valor apurou.


A cota máxima para imóveis residenciais e comerciais enquadrados no Sistema Financeiro da Habitação (SFH) passa a ser de até 50% no Sistema de Amortização Constante (SAC) e de até 40% na tabela Price. Para imóveis que se encaixam no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), a parcela a ser financiada não poderá ultrapassar 40% nas modalidades SAC e Price.

A Caixa informou aos correspondentes bancários que não estão previstas regras de transição.

Para as incorporadoras, a notícia é positiva, à medida que contribui para reduzir a concorrência do financiamento de imóveis usados com os novos.

Há duas semana, o banco público anunciou o segundo aumento de juros para financiamento habitacional do ano. A fatia de imóveis financiados pela SAC caiu de 90% para 80% e pela Price, de 90% para 50%.

A Caixa enfrenta escassez da sua principal fonte para financiar a habitação, a poupança e tem usado instrumentos alternativos de “funding” e por isso teve que ajustar seus preços na ponta.




"Sete anos após, nem o mais neoliberal dos profetas poderia imaginar que o sonho petista petro-populista ia se converter nessa gororoba que tem assolado o noticiário diário e que ganhou do presidente da Petrobrás uma definição em uma única palavra: vergonha, disse ele, ao reconhecer mais de R$ 50 bilhões em baixas contábeis.", por Gustavo Franco

Sem a genialidade de Pérsio Arida, André Lara Resende e Edmar Bacha não haveria a elaboração do Plano Real

Sem a genialidade de Gustavo Franco e Pedro Malan na defesa e na condução do Plano Real à frente, respectivamente, do Banco Central e do Ministério da Fazenda, não haveria Plano Real

Sem a genialidade de Fernando Henrique Cardoso em reunir tantos gênios em torno de um objetivo e um país, não haveria o Plano Real

Fiquem, por enquanto, com a genialidade de Gustavo Franco, Ex-Presidente do Banco Central ao longo do primeiro mandato do Ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso, em artigo publicado ontem no Jornal "O Estado de São Paulo"


Um artigo para ficar ser guardado, lido e relido

http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,a-derrocada-imp-,1676173


A derrocada 


Gustavo H.B.Franco
26 Abril 2015 | 02h 04

A publicação do balanço da Petrobrás para 2014 abre um capítulo particularmente revelador de um desmoronamento amplo, espetacular e de dimensões históricas, mesmo que ainda incompleto. Diante dessa catástrofe, espera-se que nunca mais o País ouça sem um arrepio os conceitos que orientaram esse experimento de petro-populismo, heterodoxia fiscal e "capitalismo de quadrilhas" (na falta de melhor tradução para "crony capitalism", um fenômeno já bem identificado em outros países).

É de se esperar que esse terremoto vá bem além da candidata eleita, ou da economia, que já vinha mal, pois atacará de frente um conjunto de ideias, ou uma ordem que seria simplório designar apenas como petista, pois vai muito além dos patéticos personagens associados à tesouraria do PT, seus líderes encarcerados e amigos da empreita. O País quer um novo paradigma em matéria de política, e de política econômica, não é outra coisa o que se ouve pelas ruas e pelos botecos.

Essa rocambolesca "ascensão e queda" não é assunto novo, e já havia recebido marcos definidores nas duas capas da The Economist: em novembro de 2009, o Cristo Redentor decolava, mas em setembro de 2013, voava destrambelhado como um pacote bêbado. Diante dos acontecimentos posteriores, a segunda capa, que alguns viram como um insulto, hoje soa como uma piada de salão, quase uma gentileza. As más notícias dos últimos meses não conhecem precedente em nossa história, tanto pela torpeza quanto pelos valores.

A decadência desse império ocorreu de forma inacreditavelmente veloz, mesmo considerando os padrões do mundo hiperconectado em que vivemos, e decorre de pelo menos três pragas, a primeira, curiosamente, relacionada com uma excelente notícia, um presente da Natureza, a heroica descoberta de um tesouro petrolífero onde ninguém havia se atrevido a procurar.

A segunda foi a utilização da crise de 2008 como um pretexto para uma grande inflexão para pior na política fiscal, agora consagrada no que tem sido chamado de "escândalo das pedaladas", e o mesmo para a política industrial, com seus campeões e favoritos.

A terceira, e mais hedionda, é a da corrupção, que potencializa e explica em boa medida a vilania exibida no desenvolvimento das duas primeiras linhas de conduta, pois sua presença parece "sistemática" a partir de 2004, segundo testemunha, viciando muitos processos decisórios.

Mais detalhe sobre cada uma dessas pragas: a primeira tem a ver com o modo como Lula e o PT definiram a estratégia do País diante da descoberta do pré-sal. Reveladoramente, o debate começou pelo fim, com a vinculação dos ganhos à educação, e com a distribuição de royalties para unidades federadas, criando um mecanismo de socialização dos "rents" para servir como espinha dorsal de um "petro-populismo" semelhante aos de Venezuela e Rússia. Nesse contexto, é claro que era preciso estatizar o mais possível essa riqueza, sem muita conta sobre os investimentos que a Petrobrás teria de fazer, pois o cálculo político, este sim, muito preciso, era sobre como se usar o Tesouro para cooptar os entes federados. É fortíssimo, no Brasil, esse DNA rentista, propenso ao extrativismo, e avesso ao suor, ao individualismo e à produtividade. Que melhor redenção, ou que melhor pretexto para abandonar agendas reformistas e modernizadoras que descobrir petróleo?

Era a praga da displicência, versão caribenha do que se conhece como "doença holandesa".

A segunda maldição teve de ver com a crise de 2008 e com a sensação de que o capitalismo ocidental estava acabado, que a índole perversa dos mercados jamais poderia levar ao bem comum senão debaixo de pesada regulação e que John Maynard Keynes, como dom Sebastião, retornava triunfal das brumas do oceano na versão idealizada em Campinas. Para alguns economistas locais, cujos relógios pararam em 1936, a ocasião era perfeita para recuperar as "políticas anticíclicas", das quais não se ouvia há décadas. Disseminou-se, ademais, exaltação ao capitalismo de Estado, modelo chinês, descontaminado das liturgias ocidentais como democracia e transparência, e o conjunto definido pela Goldman Sachs como Brics começou a levar a sério suas escassas semelhanças. Era o apogeu da ilusão na existência de "vida extraterrestre" e na "ciência alternativa": eis a "Nova Matriz Macroeconômica", a praga da irresponsabilidade.

A terceira praga veio dos porões onde se definiam os aspectos operacionais do sonho petro-populista-heterodoxo: os investimentos necessários, o conteúdo nacional, os campeões, as desonerações e as pedaladas, parece pouco provável que esses assuntos tenham sido decididos por gente inocente em ambientes republicanos. As possibilidades de entrelaçamento entre interesses públicos e privados nessa "Nova Matriz" eram imensas, necessárias e inevitáveis, e assim o cordial capitalismo de laços naturalmente desceu vários andares na escala da moralidade.

O Brasil se torna um curioso caso de país ex-comunista sem nunca ter sido, e que, bastante tempo depois da Queda do Muro, procurava imitar os traços mais pervertidos de alguns países que foram socialistas por longo tempo.

Sete anos após, nem o mais neoliberal dos profetas poderia imaginar que o sonho petista petro-populista ia se converter nessa gororoba que tem assolado o noticiário diário e que ganhou do presidente da Petrobrás uma definição em uma única palavra: vergonha, disse ele, ao reconhecer mais de R$ 50 bilhões em baixas contábeis.

A publicação do balanço auditado da Petrobrás é um fato histórico, sem ser novidade, pois foi uma confissão formal e irretratável. A companhia contabilizou suas "despesas" com corrupção em R$ 6 bilhões com a aplicação do porcentual de 3%, informação proveniente das delações no âmbito da Operação Lava Jato, sobre todos os contratos com as empresas citadas na investigação durante o período que vai de 2004 a 2012. O reconhecimento oficial da desonestidade, graças a um dispositivo da legislação americana, abre imensas possibilidades, e levanta múltiplas questões.

Os números para baixas contábeis são quase 10 vezes maiores que os da corrupção, e os de perda de valor da companhia talvez 30 ou 40 vezes maiores. Lembrando do professor Mario Henrique Simonsen e de sua lógica ferina, é fácil ver que teria saído muito mais barato para os acionistas ter pago apenas as propinas e não ter implementado o "novo modelo". Ou seja, a incompetência combinada à megalomania custou muito mais que a corrupção e levou a Petrobrás a um nível de endividamento imprudente, mais ou menos onde se encontra a União nesse momento, ambas sob o imperativo de "desalavancar".

A corrupção é a parte menor na conta, é verdade, mas vale lembrar aos que estão à espera de um Fiat Elba que o modelo está fora de linha, os tempos são outros, mas se trabalharmos com o Novo Fiat Uno, custando perto de R$ 35 mil, o balanço da Petrobrás indica que a corrupção oficialmente reconhecida equivale a 171.429 automóveis Fiat Uno. É mais de dois meses de produção à plena capacidade.




Bovespa em 27-04-2015

Fechamento do Bovespa hoje em 55.530 pontos, queda de 1,87%,

Voltou a sentir a faixa de 57.000 pontos; bateu lá no início do pregão, pra depois só cair.

Ainda dentro de uma normalidade, uma correção de curtíssimmo prazo dentro de uma tendêencia de alta no curto prazo.

Faixa de 55.000 pontos mais próxima para um pullback, tentando voltar a fazer novos topos À frente; talvez demore mais um pouco para essas novas máximas, ou seja, para romper a máxima de 57.000 atingida sexta e hoje.

Por ora, a reversão da tendência de alta no curto prazo começa a ficar ameaçada apenas se perder os 53.200; ainda vou além; a despeito dos 53.200 ser o último fundinho nesse rally de alta, a tendência de alta no curto prazo somente seria ameaçada se perder os 52.500, antigo forte divisor.

Suportes em 55.000, 54.300 , 54.000, 53.500 e 53.200
Rsistências em 56.000, 57.000, 57.300 e 58.000


Bovespa, diário, escala logarítmica





domingo, 26 de abril de 2015

"BNDES comprometeu 25% de seu patrimônio com a Petrobras", Por Revista VEJA


Toda a matéria abaixo assusta.....

Matéria publicada no final da tarde de hoje:

Crédito: Revista VEJA / Estadão Conteúdo

http://veja.abril.com.br/noticia/economia/bndes-comprometeu-25-de-seu-patrimonio-com-a-petrobras




BNDES comprometeu 25% de seu patrimônio com a Petrobras
Montante pode fazer com que o banco de desenvolvimento seja desenquadrado das normas do Banco Central

26/04/2015 às 16:10 - Atualizado em 26/04/2015 às 16:16

Utilizado para financiar os pesados investimentos da Petrobras, sobretudo aqueles com foco no incentivo à indústria local, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está tão comprometido com a petroleira que a questão já preocupa a instituição de fomento, segundo fontes de mercado. Cruzamento de dados feito pelo  Estado  aponta um comprometimento total, incluindo participação acionária, de 64,2 bilhões de reais, montante que poderá deixar o BNDES desenquadrado das regras do Banco Central (BC) a partir de julho.

O montante comprometido considera o valor de exposição de crédito - o quanto um banco ainda tem a receber de um cliente. Além disso, a participação acionária é incluída no comprometimento total, pois as regras do BC determinam que nenhum banco comprometa mais de 25% do patrimônio de referência com um único cliente. O patrimônio do BNDES é de 97,85 bilhões de reais - ou seja, o limite equivale a 24,46 bilhões de reais, bem abaixo de 64,2 bilhões de reais.

O BNDES só não está desenquadrado no BC por causa de uma série de exceções previstas em normas do Conselho Monetário Nacional (CMN). O problema é que uma das exceções - que permite ao banco de fomento excluir participações acionárias do cálculo - tem prazo de validade: a partir de 1o de julho, pela resolução 4.089/2012 do CMN, o BNDES terá de voltar a incluir as ações da Petrobras e será obrigado a reduzir o excedente até 2024.

"A exposição dos bancos públicos à Petrobras é excessiva", diz o economista Mansueto Almeida, especialista em contas públicas. Um calote dessas dívidas poderia exigir aportes de dinheiro público nos bancos federais, mas diversos analistas consideram esse risco baixo, no caso da Petrobras.

Por isso, segundo Almeida, o maior problema imediato é que os bancos repassarão menos lucro para o governo. No primeiro trimestre de 2014, o lucro das estatais engordou a receita do governo em 5,9 bilhões de reais. Nos primeiros três meses deste ano, o valor está em 1,3 bilhão de reais, segundo dados preliminares citados pelo economista. "O fato de os bancos públicos aprovarem empréstimos antes da divulgação do balanço mostra que eles estão sendo usados como alternativa de socorro à Petrobras", diz Almeida, referindo-se a créditos da Caixa (2 bilhões de reais) e do Banco do Brasil (4,5 bilhões de reais), aprovados há dez dias.

Crise - Segundo o economista Ernani Torres, professor da UFRJ, a expansão dos empréstimos do BNDES à Petrobras foi marcado por uma situação emergencial: a crise de 2008. Com a falência do banco americano Lehman Brothers, secaram as linhas de crédito externas e caiu a demanda de investidores por títulos de dívida, uma forma de grandes empresas se financiarem.

Assim, companhias como a Petrobrás voltaram-se ao mercado local. Para o professor, o governo quis evitar que a Petrobras tomasse crédito aqui. Com baixo risco, a estatal concentraria a oferta de bancos comerciais e deixaria empresas de menor porte com ainda mais dificuldade de obter crédito. De 2005 a 2014, o BNDES contratou 63,6 bilhões de reais para todas as empresas do sistema Petrobras, em 30 projetos, segundo o site do banco.

Para aguentar tanta demanda, foram necessários aportes bilionários do Tesouro no banco de fomento, estratégia criticada por economistas. Para Torres, porém, a estratégia foi "corretíssima" no cenário de crise e o comprometimento do BNDES com a Petrobras não é um grande risco. "Se fosse com o setor privado, seria. Sendo uma empresa pública, não."

Procurado, o BNDES informou que não comentaria os dados. Questionada sobre a composição de sua dívida, a Petrobras também não comentou.

(Com Estadão Conteúdo)



Qual a melhor cerveja ? Heineken (HEIA) ou Brahma, Skol, Antarctica, Budweiser, Stella Artois (ABEV3)

Qual a melhor cerveja ? Heineken ou Brahma ou Skol ou Antarctica, as 3 últimas da AMBEV ?

 Pra mim, Heineken....imbatível.......melhor cerveja do mundo......

Vamos ver Heineken (Código HEIA) na Bolsa de Amsterdã, Holanda, base mundial da Heineken e AMBEV (Código ABEV3) na Bolsa de São Paulo, Brasil, base mundial da AMBEV, e suas marcas mais conhecidas e valiosas (Brahma, Skol, Antarctica, Budweiser, Stella Artois)

Heineken (HEIA), Tempo MENSAL, Escala logarítmica, período 12 anos, listada na Bolsa de Amsterdã



AMBEV (ABEV3), Tempo MENSAL, Escala logarítmica, período 10 anos, listada na Bolsa de São Paulo

















Bovespa - Final de Semana

Mais uma ótima semana para o Bovespa.

E mais um pivot de alta rompido na faixa de 56.000. Havia rompido principal pivot em 52.500 no início de abril e de lá pra cá só fez novas máxima; depois de um outro importante pivot em 55.000 rompido, o Bovespa nem quis saber da faixa de 56.000.

Na sextá ultima rompeu e foi direto pros 57.000, máxima do dia; fechamento em 56.600 pontos, alta de 1,6%.

Abaixo, vemos que tem uma resistência aí nessa faixa de 57.300; depois, somente 58.000 e 59.000

Papéis antes massacrados, como VALE, PETRO e siderúrgicas começaram a sair de "7 palmos abaixo da terra" e melhoraram o Bovespa......

Mantenho todas as minhas perspectivas de 2-3 meses atrás, ou seja, a ida à faixa de 58.000-59.000 como provável; agora, podemos até mesmo aumentar as chances de uma ida à faixa dos 60.000 pontos

Porém, essa perna de alta em curso deverá ser a última perna de alta , antes da próxima forte perna de baixa, que deverá levar o Bovespa mais próximo dos 30.000 pontos.

Obviamente, mais à frente , vamos debater melhor essa possiIibiidade da ida aos 30.000.

Alguns índices mundiais , como o CRB Commodities e "EWZ" nao tocaram os fundos de 2008; e já vêm mantendo uma perna de alta considerável. Eles resvalaram nos fundos; isto é, os algoritmos talvez até estivessem preparados para tal, mas não o fizeram por alguma interferência nos modelos.

O Fundo de 2008 do Bovespa foi em 29.200.....temos a marca "psicológica" dos 30.000......mas, temos o fator câmbio e uma LTA longa de 50 anos que poderá balizar o Bovespa daqui 1-2-3 anos.

Uma coisa me parece certa...........

BANCOS.........BANCOS.....BRADESCO E ITAÚ não têm condições de manter o atual BULL-MARKET......

Não há fundamentos que o sustentem no médio-longo prazo nesses patamares atuais.......

E , hoje, mais do que nunca, como tive oportunidade de demonstrar aqui outro dia, o Bovespa depende do BRADESCO e ITAÚ......suas LTA'S sustentam seus "BULL-MARKETS"......e sustentam os 45.000 do Bovespa.

Basta 1 empurrãozinho, para o dominó do "Bull-market" desses bancos "descarrilhar" e levar o Bovespa pra baixo dos 44.000-45.000

Estaremos aqui de olho....de olho naquela grande LTA DO BRADESCO E ITAU

No curto prazo, o Bovespa tem agora pela frente os 57.000, máxima de sexta, 57.300 e 58.000.

Pra baixo, 56.000, 55.000, 54.300 e 53.500

Bovespa, diário, escala logarítmica




sexta-feira, 24 de abril de 2015

Vamos fazer mais 1 consideração sobre a VALE5.....a primeira, especular que ela possa entrar numa longa congestão de 2-3 anos acentuando as divergências altistas de IFR14 nos tempos longos

Vamos fazer mais 1 consideração sobre a VALE5.....a primeira, especular que ela possa entrar numa longa congestão de 2-3 anos acentuando as divergências altistas de IFR14 nos tempos longos

Como exemplo e comparação, temos a figura da ALCOA, a maior produtora de alumínio do mundo.

Alcoa vive extremos,,,,já foi considerada a "queridinha" do mercado.....mas, também o "patinho feio"...

Vejam que ela entrou numa "espécie de congestão" por 2 anos; na verdade, foi mais um movimento de "ligeiros fundos descendentes" entre o final de 2011 e o final de 2013; as divergências altistas de IFR14 e MACD nesse tempo SEMANAL listado foram se acentuando.

Depois, ela sobe cerca de 125%, da faixa de 7,80 pra faixa de 17,80, topinho de 2010.

Vejam o gráfico no TEMPO SEMANAL de 5 anos da VALE5 logo abaixo.

Ela fez apenas um primeiro ligeiro "fundo descendente"; nesse fundo, já ficou caracterizado a primeira forte divergência altista de IFR14, MACD e histograma.

Tanto podemos especular numa congestão nessa faixa de 14,50 até a faixa de 19,50-20,00, assim como ainda ligeiros fundos descendentes por mais tempo........as divergências certamente vão se acentuar....

Isso pode demorar 2 anos como foi o caso da Alcoa.....um pouco mais, um pouco menos.....estamos já em 10 meses.........vai depender do minério de ferro, dos custos controlados da VALE......e do câmbio.....

câmbio pra cima e custos controlados amenizam a perda com o crash do minério de ferro

ALCOA, Tempo SEMANAL, Escala logarítmica, período 8 anos



VALE5, Tempo SEMANAL, Escala semi-logarítmica, período 5 anos









Fiquei de postar as Médias Móveis Simples de 200 períodos de VALE5 e PETR4


Fiquei de postar as Médias Móveis Simples de 200 períodos de VALE5 e PETR4

Certamente, a figura mais "sinistra" e bizarra é a da VALE5.....Reparem o que fizeram o papel.

A Distância de sua MA200 a que submeteram o papel. (MA200 em linha vermelha)

Hoje passa ali por volta de 20,20-20,30......vai lá ?

Não precisa ir direto....pode ir na resistência mais próxima , faixa de 19,00-19,20 , corrigir, ganhar força e ir lá na faixa de 20,00......mais uns dias à frente, a MA200 virá mais pra baixo.......

PETR4 menos bizarra......mas, estava longe......hoje, MA200 ali por volta de 14,50 (linha preta)


VALE5, Diário, escala semi-logarítmica




PETR4, Diário, escala semi-logarítmica







De olho nas Médias Móveis Simples de 200 períodos para os papéis massacrados de VALE5 e PETR4.....VALE5 em 20,30 e PETR4 em 14,50

Obviamente......toda a aberração tem de ser , ainda que momentaneamente, "ajustada", "amenizada".

Me parece que é isso que estão fazendo nos últimos 7 dias

Não vamos, por ora, entrar em detalhes mais profundos, embora eu tenha feito com a VALE aqui há 2 semanas

Apenas, vamos ressaltar o seguinte nesse momento:

De olho nas Médias Móveis Simples de 200 períodos para os papéis massacrados de VALE5 e PETR4.....VALE5 em 20,30 e PETR4 em 14,50

Depois, tento postar os gráficos




A "Carteira blog" vai zerar a posição da VALE5...A Volatilidade implícita das opções de venda da "VALEQ18" está no patamar insano de 49%

2 pontos a considerar......não tenho atualizado a "carteira blog" nos últimos 2 meses pelo simples fato de existirem apenas 2 posições.

Não são posições confortáveis, mas "a carteira blog" vai "melhorar" com o tempo acertando alguns "exageros".

Vou aproveitar algumas aberrações ao longo do tempo para começar o ajustes.

Agora, desde já, a aberraçao da VALE5

A VolatilidaDe implícita das opções de venda da "VALEQ18" está no patamar insano de 49%

O papel ainda tem uma resistênia ai na casa dos 19,20 a ser buscada.

Mas , vamos sair agora, a mercado

Hora de 11:20......Depois, farei os ajustes com o prejuízo associado a essa posição montada lá atrás

"Carteira blog" zerando toda a posição de COMPRA VALE5 a  18,95

Voltarei a escrever mais sobre essa posição....sobre a VALE5

quinta-feira, 23 de abril de 2015

SP500 esbarra novamente no topo do triângulo ascendente e IBM rompe o triângulo ascendente

Outros triângulos importantes que temos acompanhado:

SP500 e IBM.....

IBM por ser um dos 3 maiores pesos do Dow Jones.

SP500 esbarra novamente no topo do triângulo ascendente e IBM rompe o triângulo ascendente


Altura do triângulo da IBM em 17,50.....portanto, um objetivo de ida lá faixa de 182,00. Alta hoje de 2,95% para os papéis da IBM. Reparem as divergências altistas de IFR14 e MACD que marcavam a IBM nos últimos 6 meses:


SP500, Diário, escala logarítmica


IBM, Diário, escala logarítmica







Cobre toca LTA em formação no tempo diário...ainda MA50 embicada pra cima

Cobre toca LTA em formação no tempo diário...ainda MA50 embicada pra cima

Cobre, diário, escala logarítmica


O rompimento do triângulo ascendente do "DJUSST" (Dow Jones Iron-Steel Index) que vínhamos acompanhando confirma o bom momento altista das mineradoras e siderúrgicas.....uma LTA curta do "CRB" Commodities mantém a consistência dos movimentos

O rompimento do triângulo ascendente do "DJUSST" (Dow Jones Iron-Steel Index) que vínhamos acompanhando confirma o bom momento altista das mineradoras e siderúrgicas

Abaixo, o triângulo rompido no gráfico diário do DJUSST

Mais abaixo, uma LTA curta em curso do CRB Commodities

DJUSST, Diário, escala logarítmica



CRB Commodities, Diário, escala logarítmica





Bovespa em 23-04-2015..

E segue o Bovespa em seu bom momento no curto prazo.

Fechamento hoje em 55.680 pontos; alta de 1,95%. Rompeu a importante faixa de 55.000-55.200, caracterizando um novo pivot de alta.

Resvalou agora no próximo pivot, em 56.000 pontos. Mas, reparem que acima de 55.000 não tem muita resistência até a faixa de 57.500.58.000.....muito picote.

Mas, isso não impede que tenhamos algum susto no curtissimo prazo, dada a proximidade da faixa de 70 para o IFR14. Na verdade, já começamos a ver uma divergência BAIXISTA pequena de IFR14, marcada no círculo no gráfico abaixo, tempo diário.

MME 21 e MA50 continuam a ser balizadores para pullbacks, assim como os suportes.

MME21 paasando ali em 53.400 e MA50 em 51.560.

Suportes agora em 55.000, 54.300, 54.000, 53.500 e 53.200...o mais forte em 52.500

Resistências em 55.770, máxima de hoje, 56.000, 56.500, 57.000, 57.500, 58.000 e 59.000 pontos

Passamos agora a ampliar as visões do Bovespa, por entendermos que estamos ainda num longo período de BAIXA numa visão MACRO...

O Segundo gráfico tem o objetivo de nos trazer um pouco a idéia de onde possamos estar.

Destaquei 3 retângulos.....

Os 2 primeiros marcaram os 2 grandes movimentos de BAIXA do Bovespa....

Estamos no terceiro.......com intermediárias que tendem a ir na LTB maior........olhando , no longo prazo, para o rompimento lá embaixo da faixa de 44.000-45.000

Pra cima, ainda esperanos um toque na faixa de 58.000; já aumentando as chances para o toque na faixa de 60.000

Hoje, a grande LTB passa em 60.700

Bovespa, diário, escala logarítmica



Bovespa, SEMANAL, escala logarítmica








quarta-feira, 22 de abril de 2015

LTB da ADR Petrobrás no SEMANAL e LTB ADR VALE no DIÁRIO

Abaixo, 2 LTB'S tocadas hoje nos papéis da Petrobrás e da VALE em Nova York.

No entanto, importante frisar que no caso da Petrobrás, abaixo TEMPO SEMANAL.

No caso da VALE, TEMPO DIÁRIO

ADR PETROBRÁS em Nova York, SEMANAL, escala logarítmica




ADR vVALE em Nova York, DIÁRIO, escala logarítmica







Dow Jones, SP500 e IBM (um dos 3 maiores pesos do Dow Jones)...todos se parecem com um triângulo ascendente

Dow Jones, SP500 e IBM (um dos 3 maiores pesos do Dow Jones)...
 
Todos se parecem com um triângulo ascendente

SP500 e IBM mais precisos......IBM fechou ligeiramente acima da base superior na segunda última.....voltou pra dentro do triângulo ontem....voltou a fechar ligeiramente acima hoje....

Vamos ver até o fechamento da semana

Dow Jones, diário, escala logarítmica


SP500, diário, escala logarítmica

  


IBM, diário, escala logarítmica

 

"Petrobras publica balanço com prejuízo de R$ 21,58 bi em 2014", por Revista VEJA

Notícia publicada agora há pouco:

Crédito: Revista VEJA:

http://veja.abril.com.br/noticia/economia/petrobras-publica-balanco-com-prejuizo-de-r-2158-bi-em-2014


Petrobras publica balanço com prejuízo de R$ 21,58 bi em 2014
Estatal assume perdas de 6,2 bilhões de reais com a corrupção e 44 bilhões de reais com a reavaliação de seus ativos


22/04/2015 às 19:34 - Atualizado em 22/04/2015 às 19:56

Com cinco meses de atraso, o tão esperado balanço de 2014 da Petrobras foi divulgado no início da noite desta quarta-feira. O documento aponta que a empresa teve prejuízo de 21,58 bilhões de reais em 2014. O resultado desta quarta contabiliza também as perdas do quarto trimestre de 2014, de 26 bilhões de reais.

O balanço também mostra que a Petrobras assume ter perdido 6,2 bilhões de reais devido a atos de corrupção de seus ex-diretores. Esse número se refere ao período de 2004 a 2012, período em que 31 contratos firmados com 27 empresas investigadas no âmbito da Lava Jato foram. A empresa reportou ainda perdas de 44,34 bilhões de reais no valor de seus ativos, que precisaram ser recalculados devido à constatação de superfaturamento em alguns de seus contratos - num processo chamado, na linguagem contábil, de impairment. Os principais alvos desse recálculo são a refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, e o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

No total, a Petrobras confirma perdas de 50,8 bilhões de reais decorrentes dos desvios apurados na Operação Lava Jato. Para se chegar a esse resultado, a empresa usou o porcentual de 3% de propina sobre o valor dos contratos relatado pelos delatores da Lava Jato: o doleiro Alberto Youssef, o ex-diretor Paulo Roberto Costa e o empreiteiro da Toyo Setal, Julio Camargo.

Segundo Mario Jorge Silva, gerente-executivo da estatal, a metodologia usada para calcular as perdas teve como base as investigações do Ministério Público nas operações da estatal com empreiteiras. Do total de perdas com a corrupção, 3,4 bilhões foram drenados da área de Abastecimento, 2 bilhões de reais da área de Exploração e 700 milhões de reais de Gás e Energia.

A publicação do balanço da estatal era aguardada com ansiedade por investidores e também pelo próprio governo. Se não ocorresse até o dia 30 deste mês, poderia destravar um artigo da lei que rege o mercado de capitais e prevê que, em caso de omissão de balanço, os credores da dívida da empresa podem adiantar os pagamentos de seus títulos. Diante do endividamento bilionário da estatal, que o balanço atual marcou 351 bilhões de reais, um adiantamento dos pagamentos poderia ser suficiente para quebrar a empresa.

O ministro da Fazenda Joaquim Levy afirmou, no início da semana, que o balanço será um marco para virar a página e acabar com a preocupação dos investidores em relação à empresa. "A expectativa é de que teremos o balanço auditado, e isso é algo muito bom. Marca um novo passo na reconstrução da Petrobras", disse.




Bovespa em 22-04-2015

Mais uma alta do Bovespa, depois de curta e pequena correção; alta de 1,59%, fechamento em 54.610 pontos.

Voltou a resvalar na faixa importante de 55.000 pontos, ao tocar na máxima em 54.850.

MME13 cruzada pra cima sobre MM21, em modo compra no diário.

MA50 embicada pra cima , ainda sinalizando COMPRA.

Coloquei hoje as bandas bollinger abaixo......Bovespa preso no intervalo 53.200 e 55.000 nos últimos 10 dias; o que pode durar mais tempo e o objetivo é estreitar as bandas um pouco mais.

Temos destacado novamente o canal de alta abaixo.

Por ora, no curtíssimo prazo, tem essa faixa de 53.200 importante como suporte; se perdida, pode procurar o antigo e fundamental pivot em 52.500.
Pra cima, tem a faixa de 55.000, podendo ainda resvalar para 55.200, a ser rompida, a fim de procurar os 56.000

Nada muito diferente dos últimos 7-10 dias.

Suportes em 54.300, 54.000, 53.500 e 53.200
Resistências em 55.00-55.200, 56.000 e 57.500


Bovespa, diário, escala logarítmica





As divergências altistas de IFR14, MACD e histograma no diário e Semanal fazem efeito, a melhora mostrada aqui na semana passada dos índices ligados a metais básicos e minério de ferro faz efeito, o engolfo de alta destacado aqui há 15 dias faz efeito, e a VALE5 rompe sua LTB no diário e explode 9,8%.....

Vínhamos notando alguns sinais de melhora no curto prazo de alguns índices ligados a metais básicos e minério de ferro lá fora.

Mostramos isso aqui semana passada ao falarmos do "CRB" Commodities, "DJUSST" (Dow Jones Iron-Steel Index) e "DJAIN"

Tal melhora, somada às fortíssimas divergências altistas de IFR14, MACD e Histograma, tanto no diário como no SEMANAL, que se espalhavam por várias siderúrgicas e a mineradora VALE, acendia o alerta....

Um rally das siderúrgicas e da VALE poderia estar próximo.

2 ou 3 dias depois desse alerta as siderúrgicas Gerdau, Usiminas e CSN sairam do lugar com mais clareza; nada espetacular, mas sairam.

A VALE, não......sempre atrasada.....

Mais....há 15 dias , quando a VALE bateu 14,23, destacávamos um engolfo de alta...o mesmo engolfo que a levou a faixa de 19,80

Hoje, puxaram a VALE.......


 A força compradora fez com que a primeira LTB vista abaixo no tempo diário fosse rompida e explodisse o papel.....passava hoje ali por volta de 15,25......

Alta de 9,8%.......volume gigantesco no total de aproximadamente 40 milhões de papéis girados

Tmabém alertávamos para o volume que vinha aumentando nos últimos dia nos candles de alta

O primeiro grande pivot foi rompido....faixa de 16,00.......tem o segundo acima , faixa de 16,80-17,00...

Acima de 17,00, a resistência mais forte está nos 19,20......antes, a faixa de 17,50-17,60 e 18,30

Suportes agora em 16,00, 15,50 e 15,00

Lembrando que tecnicamente o papel ainda nem teve suas médias cruzadas na COMPRA...dá rpa ver no gráfico diário MME13 ainda cruzada pra baixo da MME21, portanto ainda um sinal de VENDA no diário....papel tocou sua MA50 (em azul).

Mas é inegável que o gigantesco volume apresentado hoje, rompimento de LTB e tudo o mais citado acima mostram uma grande vontade da VALE5  em mudar essa figura nos próximos dias

Aliás......o que tem de gráfico errado por aí..........gráficos ligados a corretoras-bancos grandes que não fizeram os descontos dos dividendos ns inúmeros gráficos.....

Essa faixa de 17,00 é justamente por onde passa a segunda LTB também vista no gráfico abaixo.

Decidi colocar 3 gráficos....o primeiro , com período menor pra vermos melhor a LTB rompida...

O segundo, com período mais longo, com as divergências destacadas..

O terceiro, no tempo SEMANAL, com uma LTB muito mais acima,  passando por volta de 23,60



VALE5, Diário, escala logarítmica

 

VALE5, Diário, escala logarítmica




VALE5, SEMANAL, escala logarítmica





terça-feira, 21 de abril de 2015

Preso no Reino Unido suposto responsável pelo "Flash Crash" dos mercados americanos em maio de 2010.......em seguida, coloco o vídeo impressionante dos 4 minutos do "Flash Crash"

Noticias veiculadas  no meio da tarde por vários portais financeiros ao redor do mundo afirmam que foi preso hoje, no Reino Unido, Navinder Singh Sarao, de 37 anos, acusado de ser o responsável pelo "Flash Crash" americano em 2010, episódio em que os índices Dow Jones e SP500 caíram cerca de 10% em poucos minutos.

Segundo matéria da CNN,as investigações estavam sendo lideradas pelo FBI americano.

Segundo a mesma matéria, o trader Navinder Singh Sarao teria enviado grandes ordens de venda do índice futuro SP500, induzindo os mercados a abandonarem a "ponta de compra"; no entanto, Navinder Sarao teria cancelado boa parte delas, segundo a reportagem, antes que fossem executadas.

A primeira matéria é do Canal de Notícias CNN, fonte do texto resumido acima

Mais abaixo, uma matéria mais completa da agência de notícia Reuters .

Ao fim das 2 matérias, o vídeo com cerca de 4 minutos, que mostra o período do "Flash Crash"


http://money.cnn.com/2015/04/21/investing/flash-crash-uk-trader-arrested/

UK trader arrested for causing 2010 stock market 'Flash Crash'

Federal law enforcement officials have charged a U.K. man with manipulating the stock market and triggering the 2010 "Flash Crash."

The Federal Bureau of Investigation said Navinder Singh Sarao, 37, was arrested Tuesday in the U.K. and charged with multiple counts of fraud.

 Prosecutors say Sarao used illegal trading techniques that contributed to an abrupt stock market crash on May 6, 2010, when the Dow Jones industrial average fell 600 points in a matter of minutes before bouncing back.

The episode raised concerns about the underlying structure of the stock market and highlighted the dangers of so-called computer generated high-frequency trading.

According to the criminal complaint, Sarao flooded the market with multiple, large sell orders for futures contracts called E-Minis, which traders use to speculate on the direction of the S&P 500 index.

Related: Wall Street responds to Michael Lewis' 'Flash Boys'

This created the appearance of heavy supply in the market and drove prices down. Sarao allegedly canceled most of the orders before they were executed.

Prosecutors say Sarao then profited when the market fell and also when it rebounded by buying and selling futures contracts.

On the day of the Flash Crash, the complaint says Sarao made nearly $9 million trading E-Minis. From 2010 to 2014, he allegedly made about $40 million.

 Sarao traded primarily through his own company, Nav Sarao Futures Limited, on the Chicago Mercantile Exchange.

The Commodities Futures Trading Commission also filed a civil complaint against Sarao.

Aitan Goelman, director of enforcement at the CFTC, said the "actions make clear that the CFTC, working with its partners on the criminal side, will find and prosecute manipulators of U.S. futures markets wherever they may be." 




___________________________________________________________

Matéria Reuters
http://www.reuters.com/article/2015/04/21/us-usa-security-fraud-idUSKBN0NC21220150421


Business | Tue Apr 21, 2015 7:19pm EDT
Related: Regulatory News, Breakingviews
UK speed trader arrested over role in 2010 'flash crash'
WASHINGTON | By Douwe Miedema and Sarah N. Lynch

Reuters) - A high-frequency trader was arrested in London over his alleged role in the May 2010 "flash crash" that briefly wiped out nearly $1 trillion in market value, the first time authorities have blamed manipulation for the turbulence.

The U.S. Justice Department said on Tuesday that it had criminally charged Navinder Singh Sarao, 36, of London, with wire fraud, commodities fraud and manipulation.

Sarao allegedly used an automated program to generate large sell orders that pushed down prices. He then canceled those trades and bought the contracts at the lower prices to benefit when the market recovered, authorities said.

"His conduct was at least significantly responsible for the order imbalance that in turn was one of the conditions that led to the flash crash," said Aitan Goelman, head of enforcement at the Commodity Futures Trading Commission, which filed parallel civil charges against Sarao on Tuesday.

The case marks the first time U.S. regulators have alleged that market manipulation played a role in the flash crash, in which the Dow Jones Industrial Average plunged more than 1,000 points before recovering somewhat toward the end of trading.

Prosecutors said the Chicago Mercantile Exchange's self-regulatory staffers caught wind of some of Sarao's suspicious trades as early as 2009. He reaped some $40 million between 2010 and 2014 trading the futures contracts known as "E-minis," according to the DOJ complaint.

An October 2010 report by the CFTC and Securities and Exchange Commission found that one of the contributing factors in the flash crash was a computer-driven trade by a mutual fund which chose to sell a large number of E-mini S&P 500 futures contracts. It did not mention market manipulation.

Reuters had earlier identified the trader as Waddell & Reed Financial Inc. Goelman said he would not comment on the role that other institutions played in the crash.


'KISS MY ASS'

The arrest is likely to renew scrutiny of high-frequency and automated trading, widespread practices that have been controversial ever since the flash crash and especially after Michael Lewis's 2014 bestseller "Flash Boys" said that equity markets were rigged.

The case was set in motion by a whistleblower who had provided the CFTC with analysis on the trades, said Shayne Stevenson, a lawyer at Hagens Berman Sobol Shapiro LLP, who represented the whistleblower.

"That CFTC and DOJ teamed up to combat market manipulation ... and to arrest him for this conduct, sends a strong deterrent signal," Stevenson said.

Sarao, who allegedly set up one firm called Nav Sarao Milking Markets Ltd, made use of tactics deployed in the past by high-frequency traders such as "layering" and "spoofing," under which traders place orders that they cancel before they are executed to create the false impression of demand.

The exchange contacted him in March 2009 and again the day of the flash crash to make sure he was placing orders "in good faith." It was not clear whether it linked Sarao to the flash crash at that time. The CME declined to comment.

But according to the complaint, Sarao later that month sent off an email to his futures brokerage, saying he had called the CME and "told em to kiss my ass."

The downward spiral on the day of the flash crash started in the E-mini S&P 500 futures contracts, which are traded on the CME, and the contagion quickly spread into the equities market, wreaking havoc.

'HECK OF A STRETCH'

The event has prompted U.S. regulators to adopt safeguards to prevent such drastic market drops.

The CFTC said Tuesday that Sarao's alleged manipulation continued at least through early April of this year. Manipulation cases are notoriously hard to prove, and can often take years to come to fruition.

Traders on Tuesday were skeptical that Sarao could have triggered the flash crash on his own. One said that spoofing was a tactic employed routinely on the market, not just on the day of the flash crash.

"It just feels like a heck of a stretch to me. It looks unfortunately more to me like a Witch Hunt where people are trying to get a name associated to a problem so everybody can say the case was solved," this trader said, speaking on the condition of anonymity.

U.S. regulators estimated that Sarao reaped $879,018 in net profits from his trading on the day of the flash crash alone.

The Justice Department said it plans to request that he be extradited to the U.S.

At the modest house on the outskirts of west London where both Sarao and his trading firm were listed in the Justice Department complaint as being registered, there was no answer when a Reuters reporter sought comment on the story.


Sarao used automated trading programs to execute his scheme, the two regulators said, describing in detail how he sent massive sell orders into the market that he knew stood little chance of ever being taken up.

In doing so, he created the impression of massive interest to sell the contract, causing prices to drop. He would then buy contracts to benefit when the market recovered.

(Reporting by Lindsay Dunsmuir, Sarah N. Lynch and Douwe Miedema, additional reporting by Ann Saphir in San Francisco, Rodrigo Campos and Herbert Lash in New York, and Alistair Smout in London.; Editing by Christian Plumb)
_____________________________________________________________









segunda-feira, 20 de abril de 2015

Bovespa em 20-04-2015

Bovespa resvalou na semana passada na importante faixa de 55.000-55.200. Por isso , vem sofrendo no curtíssimo prazo.

Hoje, fechamento em 53.760 pontos, queda de 0,36%; um novo candle de baixa

Abaixo, vemos que o índice tocou hoje a  MME13.

Temos a MME21 passando na faixa de 53.000 pontos e a MA50 passando na faixa de 51.350 como possíveis pullbacks.

Também tracei um possível canal de alta em formação, cuja base passa próxima a MME21, ou seja, na faixa de 53.000 pontos

Tendência de alta no curto prazo ainda intocável; à espera de um novo reteste na faixa de 55.000, com boas chances de avançar mais, em busca, no primeiro objetivo , dos 58.000-58.800

Suportes em 53.500, 53.000 e 52.500

Resistências em 54.000, 54.300, 55.000 e 56.000

Bovespa, diário, escala logarítmica






Temos um novo "Guido Mantega" no Governo ?....Como é que é ?....Os brasileiros entenderam a necessidade do ajuste ?...que ajuste ? Até agora, só vi "tarifaço"..."No FMI, Levy diz que brasileiros 'entenderam' necessidade de ajuste", por "Folha de São Paulo"

Será que deixamos o Ex-Ministro da Fazenda Guido Mantega para trás e entramos em uma nova versão ?

Em matéria publicada pelo Jornal "Folha de São Paulo" no final do dia de ontem, temos a seguinte observação do atual Ministro da Fazenda Joaquim Levy:

"No FMI, Levy diz que brasileiros 'entenderam' necessidade de ajuste"

Como é que é ?

Os brasileiros entenderam a necessidade do ajuste ?

Que ajuste Ministro ? Até agora, só vi "tarifaço"....

O que vi foi uma enxurrada de aumento de impostos e tarifas pra cima da sociedade sem um corte relevante na estrutura inchada, ineficiente e pesada do Estado Brasileiro.

Onde estão os cortes relevantes de gastos públicos senhor Ministro ? Onde ?

Definitivamente, esse não é o melhor caminho.....não é mesmo.....

Temos ligeiras mudanças de atitude.......por enquanto, apenas isso.

Eu não entendi porcaria nenhuma sobre a necessidade do ajuste.....esse ajuste que o senhor e esse governo propuseram, eu não entendi porcaria nenhuma.....nada......absolutamente nada..

Você entendeu , caro leitor ?

Vamos a matéria do Jornal "Folha de São Paulo"



No FMI, Levy diz que brasileiros 'entenderam' necessidade de ajuste
RAUL JUSTE LORES
DE WASHINGTON

19/04/2015  19h47 - Atualizado às 20h17

Em debate no Fundo Monetário Internacional (FMI), o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que os brasileiros "entenderam" que o ajuste fiscal –corte de gastos e aumento de tributos– é necessário para retomar o crescimento, e que os governos precisam ser "corajosos" para explicar as medidas.

"O Brasil está adotando decisões difíceis", afirmou.

O governo precisa economizar mais dinheiro para frear o crescimento da dívida pública (veja quadro) e tranquilizar os credores a respeito da capacidade do Brasil de pagá-la.

Levy disse que os líderes do Congresso assinaram uma declaração dizendo que não aprovarão leis que aumentem as despesas do governo. "É bom numa democracia quando as pessoas chegam a esse tipo de comprometimento."

ENDIVIDAMENTO

Em um dos últimos eventos do encontro que reúne ministros econômicos e presidentes de bancos centrais do mundo, Levy participou da mesa-redonda sobre os riscos do alto endividamento, com a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, a ex-primeira-ministra da Nova Zelândia Helen Clark e a ministra das Finanças de Portugal, Maria Luis Albuquerque.

Depois da exibição de um vídeo com citações de Alexander Hamilton e até da escritora Margaret Atwood sobre o peso de uma dívida, o moderador perguntou aos participantes sobre o aspecto positivo delas. Levy disse que "uma dívida pode ser útil se for administrada e sustentável". Lagarde concordou.

Levy indicou que a dívida bruta brasileira não é tão alta quando comparada a de países ricos -segundo dados do FMI, ela foi de 65% em 2014, menor que a da Alemanha (73%), França (95%) e EUA (105%), mas maior que a de seus pares nos Brics, Rússia (18%) e China (41%) e igual à da Índia.
Ele elogiou a Lei da Responsabilidade Fiscal como "arcabouço fiscal sólido", dizendo que na última década foi possível manter a dívida bruta brasileira "abaixo dos 60% do PIB" -segundo dados do BC, com metodologia diferente da do FMI, ela foi de 64% em 2014.

"Essa lei é muito clara e transparente, e endereçou a continuidade. Quando tivemos o boom dos anos 2000 até 2010, pudemos poupar e deixar reservas intocáveis. Quando a crise [financeira] veio, estávamos em uma posição confortável", disse.

Depois da crise, ele disse que foram adotadas políticas anticíclicas e, quando houve a exaustão delas, "passamos a políticas de acomodação".

Em um debate onde tanto as perguntas do moderador quanto as do público variaram de sustentabilidade a refugiados na África e crise no Oriente Médio, Levy defendeu o uso de "métricas" para calcular o impacto dos gastos do governo, inclusive sociais.

Afirmou que "o mais importante programa social" do país podia ser medido pela ajuda à mãe, a exigência de manter os filhos na escola, as consultas médicas regulares.

Citou o "exame nacional de avaliação" para medir a educação pública. "Nada é de graça. Mas quando você luta contra a pobreza, não são apenas números", afirmou. 






O Rio de Janeiro perdeu o "grau de investimento"...E.agora ?

Na última quarta-feira, 15 de abril de 2015, a agência de classificação de risco Standard & Poor´s (S&P) rebaixou a nota de crédito (rating) do Estado do Rio de Janeiro em escala global de “BBB-” para “BB+”. Com isso, o estado perdeu o seu grau de investimento e passou a ser classificado como grau especulativo (ver aqui: http://oglobo.globo.com/economia/sp-rebaixa-nota-de-credito-do-estado-do-rio-15884690)

O Jornal O Globo deu destaque à notícia ao colocá-la em sua "primeira página" do dia seguinte. No entanto, a imprensa, como um todo, repercutiu pouco.

Um erro.

Não estamos falando de qualquer Estado; estamos falando da 2a.maior economia do país. No mesmo dia, por exemplo, a mesma Standard & Poor´s manteve a nota de crédito do Estado de Minas Gerais.

A primeira curiosidade está justamente nesse porém.

Poucos se lembram, mas foi a questão sobre a moratória da dívida do Estado de Minas Gerais em janeiro de 1999 que enterrou de vez a defesa do câmbio fixo, praticado até ali, e abriu as portas para que o ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso implantasse o regime de câmbio flutuante vigente até hoje.
As moedas dos países emergentes já vinham sendo atacadas desde 1994, por conta da Crise do México; os ataques se intensificaram com a Crise da Ásia em 1997 e com a Crise da Rússia em 1998; nenhuma das 2 foi capaz, entretanto,  de mudar o regime cambial brasileiro, a despeito da sangria das Reservas Internacionais brasileiras em 1997 e 1998.

Foi a moratória praticada pelo Estado de Minas Gerais de sua dívida que impôs ao Governo FHC o seu mais duro golpe.

O simbolismo do Estado de Minas Gerais ter sido assumido naquele ano de 1999 por outro Ex-Presidente, Itamar Franco, ajudou; afinal, os mercados financeiros mundiais acabaram por misturar "alhos com bugalhos" e jogaram, naquele mês conturbado de jan-1999, Brasil e Minas Gerais "no mesmo barco".

O dólar, que já vinha num "câmbio flutuante sujo", negociado numa "banda imaginária", disparou para o teto da banda, sangrando mais e mais as Reservas Internacionais.

A solução encontrada por FHC foi entregar o cargo de Presidente do Banco Central a Armínio Fraga e deixar o dólar flutuar.

Portanto, quando falamos que o Estado do Rio de Janeiro perdeu o seu "grau de investimento", é preciso saber que o fato em si não é "banal"

Situações na mesma direção, como o caso de Minas Gerais citado acima, já nos levaram a mudanças profundas e estruturais. 

Entender o Rio de Janeiro nunca foi um questão simples.

Eu mesmo, como um cidadão fluminense (aquele que nasce no Estado do Rio de Janeiro), e como carioca (aquele que nasce na cidade do Rio de Janeiro), tenho dificuldades de entende o Rio de Janeiro por completo.

Por outro lado, é importante dimensionar e imputar a força do Estado do Rio de Janeiro a 2 questões centrais: a histórica e a econômica,

Toda a base do "Brasil-Império" foi construída e desenvolvida no Rio de Janeiro, entendido aqui como o território do Estado do Rio como o conhecemos hoje, ou mesmo dentro da cidade do Rio de Janeiro como a conhecemos hoje.

Escolas, bibliotecas,  universidade, burocracia pública, o universo central do "Brasil-Império"que girava em torno de uma cidade foi erguido a partir do território do Estado do Rio.

Quando o Brasil torna-se uma "República Federativa", a cidade do Rio de Janeiro passa a ser o "Distrito Federal", isto é,  a capital do Brasil.

A questão econômica passa pela histórica numa relação casual simples de entender, já que gastos públicos do "Brasil-Império"  e do "Brasil-República" passam a girar e com mais força justamente no território escolhido como base.

Numa outra dimensão econômica, temos variações ao longo do tempo; começa essencialmente com a commodity "café", e vai até uma outra commodity, o "petróleo".

Tal descrição é uma síntese bastante resumida do Estado do Rio de Janeiro, mas que serve como pano de fundo para avançarmos no texto.

Adiante, o Brasil mudou; veio o ex-Presidente Juscelino Kubitschek e decidiu "interiorizar" o país; assim,  leva a capital do Brasil para a então nova cidade de "Brasília" a partir de 1960.

A despeito da perda como capital, o Rio de Janeiro sobrevive;e sobrevive bem, de certa forma.

A fama de Copacabana, das Escolas de Samba Portela, da Mangueira, o carnaval carioca, o Pão de Açúcar, o Corcovado, a beleza das praias cariocas, as ruas da Lapa, tudo isso ajudava a manter o Rio de Janeiro no foco do país, atraindo empresas e grupos de comunicação, como a extinta TV Tupi e a futura poderosa "Organizações Globo"

Mais.......o sonho de produzir Petróleo parecia mais real a partir do crescimento da Petrobrás em sua base no Estado do Rio de Janeiro.

Mesmo com o ressalva de historiadores, o Rio de Janeiro se mantém relevante do ponto de vista sócio-econômico, nos anos seguinte a perda como capital.

E aqui chegamos no estágio central do texto.

O que ajuda e empurra o Rio de Janeiro a se manter como força no cenário nacional ?

A minha primeira "aposta" é que uma das variáveis foi o Plano Real.

O Plano Real criado em 1994 rearruma a teia econômica do Brasil; com isso, todos foram beneficiados, uns mais , outros menos, mas o avanço institucional-econômico é gritante.

A estabilidade monetária traz novos investimentos externos; e o Rio de Janeiro se beneficia, dado seu passado histórico-cultural.

A outra "aposta" é mais óbvia; o petróleo.

E agora, passemos a olhar com mais rigor alguns números e tabelas.

Abaixo, temos 5 quadros que resumem bem o Rio de Janeiro em 20 anos

Reparem que no caso do Rio de Janeiro, a "indústria de petróleo e outros minerais" ou "indústria extrativa"  sai de um peso de 1,25% em 1995 para impressionantes 17,65% em 2012 (Clique em cima da figura pra obter uma melhor visão-primeiro gráfico)

E, notem no gráfico do "PIB Rio de Janeiro x PIB Brasil", que isso acontece sem que o Rio de Janeiro mude sua participação no PIB Brasil. Desde 1995, o PIB do Rio de Janeiro estaciona ali entre 10% e 11% do PIB Total Brasil. (Clique em cima da figura pra obter uma melhor visão-terceiro gráfico )

Há uma mudança significativa  também no peso do Rio de Janeiro na "indústria extrativa" em relação a "indústria extrativa nacional".

A participação do Rio de Janeiro no setor de "indústria extrativa" pula de 17,9% em 1995 para 43% em 2009 (Clique em cima da figura pra obter uma melhor visão-quarto e penúltimo gráfico)

Pra termos idéia do quanto esse peso da "indústria extrativa" é excessivo na economia do Estado do RJ, tomemos o caso de São Paulo, o Estado mais rico da Federação.

O Estado de São Paulo apresenta um peso de menos de 1% para a "indústria extrativa"; diferente de quase 20% para a indústria de transformação", menos dependente do ciclo de commodities (Clique em cima da figura pra obter uma melhor visão-último gráfico)



Evolução em % da Indústria Extrativa (petróleo e minerais) no Estado do RJ - 95-2012


Fonte: IBGE e CEPERJ


Evolução em Valores da Indústria Extrativa (petróleo e minerais) no Estado do RJ - 95-2012

Fonte: IBGE e CEPERJ





Evolução em % da participação do PIB do Estado do RJ no PIB Brasil - 95-2012

Fonte: IBGE e CEPERJ





Evolução em % da Indústria Extrativa (petróleo e minerais) do Estado do RJ na Indústria Extrativa Brasil - 95-2012
Fonte: IBGE e CEPERJ



Evolução em Valores da Indústria Extrativa (petróleo e minerais) no Estado de SP - 2010-2012

Fonte: IBGE e Fundação Seade




Como se deu essa transformação ?

É fácil entender quando olhamos para o gráfico de 70 anos do "Barril de Petróleo" junto om o gráfico dos "preços da commodities dos últimos 35 anos.

O mundo presenciou entre 2004 e 2010 uma das maiores bolhas de commodities do século, talvez a maior sob vários critérios. O Barril de petróleo, por exemplo, sai da faixa de US$ 43 no início de 2004 para faixa de US$ 140 em 2007; depois tem uma queda abrupta em 2008 pra voltar a faixa de US$ 120 em menos de 2 anos.


Barril de Petróleo
Fonte: macrotrends.net



Grupos de commodities, segundo estratificação elaborada pelo FMI
Fonte: FMI



O que vem agora ?

A Bolha de Commodities estourou....Petróleo e minério de ferro, entre outras, não voltarão para os patamares de 2009-2010 tão cedo; talvez nem mesmo nos próximos 15-20 anos

O Estado do Rio de Janeiro se beneficiou e muito desa Bolha de Commodities;é visível essa correlação analisando todos os números relacionados em todas as tabelas e gráficos acima

Conseguirá o Estado do Rio de Janeiro sobreviver diante de uma nova realidade ? Diante de uma "volta aos preços normais" das commodities ?

Antes de sobreviver, é preciso entender algumas das consequências produzidas a partir dos quadros e tabelas listados acima.

É preciso entender pra tentar se antecipar.

Os preços de vários ativos e "coisas" na cidade do Rio de Janeiro, cidade que se confunde com o Estado, simplesmente foram jogados na estratosfera.

Não há cidade hoje no Brasil tão cara quanto o Rio de Janeiro.

Talvez o mais claro, explícito, espetacular e bizarro exemplo venha dos preço dos imóveis na cidade do Rio de Janeiro..

Entre jan-2008 e mar-2015, os preços do imóveis na cidade do Rio de Janeiro subiram 266% (ver índice FIPE-ZAP em http://www.zap.com.br/imoveis/fipe-zap-b/)

Pra efeito de comparação , na cidade de São Paulo, cidade mais dinâmica e "rica", os preços no mesmo período subiram 221% (http://www.zap.com.br/imoveis/fipe-zap-b/)

Em resumo, o Rio de Janeiro se depara com um novo quadro

Tem as praias de Copacabana, o Carnaval, o Maracanã e a Bossa Nova.

Mas, não tem mais o Plano Real e a maior Bolha de Commodities do século. Pra piorar, ainda recebe a "Crise da Petrobrás" e suas vertentes. 

E tem várias bombas "a serem desarmadas" pelo caminho

Se o Brasil passa por uma desaceleração, o Rio de Janeiro passará, e bem mais.

Outros Estados, dadas suas matrizes econômicas e dinamismos , têm maiores capacidades de recuperação.

Cabe ao Rio de Janeiro pensar numa outra equação para sobreviver.

E o tempo está correndo. Ontem, já foi a perda do "grau de investimento".