terça-feira, 31 de março de 2015

VALE afunda mais um pouco, depois do "minério de ferro 62%" atingir o patamar inacreditável de 51, 35 a tonelada


VALE afunda mais um pouco hoje, depois do "minério de ferro 62%" atingir o patamar inacreditável de US$ 51,35 a tonelada

Lembrando que em janeiro de 2014, o "minério de ferro 62%" era negociado a cerca de US$ 128 a tonelada. portanto, há pouco mais de 1 ano. Uma queda de cerca de 60% nesse período.

VALE5 vai se aproximando da mínima de 2008, que foi 14,97

Abaixo, matéria da Bloomberg:

http://www.bloomberg.com/news/articles/2015-03-30/iron-ore-sinks-to-10-year-low-as-rio-rebuts-fortescue-s-cap-call


Iron Ore Sinks to 10-Year Low as Rio Rebuts Fortescue’s Cap Call

by Jasmine Ng
8:36 PM BRT
March 30, 2015
 
(Bloomberg) -- Iron ore completed the biggest quarterly loss since at least 2009 as surging low-cost supplies from Australia and Brazil swamp the global market, spurring a glut as demand from China slows.
Ore with 62 percent content at Qingdao, China, sank 28 percent since the start of the year, according to daily data from Metal Bulletin Ltd. The raw material retreated to $51.35 a dry metric ton on Tuesday. That’s the lowest since 2004-2005, based on data from Metal Bulletin and annual benchmarks compiled by Clarkson Plc, the world’s largest shipbroker.
The commodity capped a fifth quarterly retreat on Tuesday after Rio Tinto Group and BHP Billiton Ltd. expanded supply, betting increased volumes would offset lower prices and force higher-cost miners to close. A proposal from Fortescue Metals Group Ltd. Chairman Andrew Forrest this month for major miners to cap output was rejected by competitors, including Rio. Data showing China is slowing further, with the biggest buyer set for the weakest expansion in a quarter century, deepened the rout.
“There’s a bit of a self-destructing behavior by the big miners,” Philip Kirchlechner, former head of marketing at Fortescue and former chief iron ore representative at Rio Tinto in Shanghai, said by phone on Monday. “They’re overproducing in the face of slowing demand conditions. And it’s hard to understand such behavior,” said Kirchlechner, director of Iron Ore Research Pty in Perth, Australia.
Citigroup’s Outlook
Iron ore’s plunge since January compares with the 5.6 percent drop in the Bloomberg Commodity Index and exceeds the decline posted by that gauge’s biggest loser, lean hogs. Prices will slump below $50, according to Citigroup Inc., while Australia & New Zealand Banking Group Ltd. said that it doesn’t rule out a breach of that level in the second quarter.
“Mr. Forrest probably does speak the truth, in our view: the Big Miners can influence prices, if they could somehow (legally) act together to restrict supply growth,” Morgan Stanley analyst Tom Price wrote in a note, referring to Fortescue, Rio, BHP and Brazil’s Vale SA. The four control about 70 percent of global seaborne trade, Price wrote.
The lowest price this quarter, posted on Tuesday, is the weakest in daily and weekly rates from Metal Bulletin starting in May 2008. The Clarkson data, which include the cost of delivery to China, cover annual benchmark prices back to 2004.
China set a growth target of about 7 percent this year, the lowest in more than 15 years, and flagged headwinds including a property slump. Zhou Xiaochuan, China’s central bank chief, said on Sunday while growth has tumbled a bit too much, there’s scope for policy makers to respond. On Monday, the People’s Bank of China lowered the down-payment requirement for second homes and the finance ministry exempted homeowners from a sales tax.

segunda-feira, 30 de março de 2015

E ainda dizem que o blog é "pessimista demais".....Vamos a excelente entrevista do Ex-Secretário de Política Econômica , Marcos Lisboa, no "Estadão" ontem: "Eu acho que o Brasil corre o risco de, escapando da crise aguda, viver muitos anos de baixo crescimento"

Antes da entrevista, deixa eu ressaltar a seguinte passagem de Marcos Lisboa:

"Eu acho que o Brasil corre o risco de, escapando da crise aguda, viver muitos anos de baixo crescimento

Prestem atenção !!

Ele diz que, apenas, e tão apenas se superarmos a crise aguda, entraremos na década perdida....

Ou seja....o "melhor cenário" é a década perdida.......entenderam ?

 O MELHOR CENÁRIO SERÁ A DÉCADA PERDIDA DOS ANOS 80....

O pior cenário, Lisboa chama de "crise aguda"......mas, o que seria "crise aguda" .

Seria assim tipo uma crise à la "Argentina" ou "À la "Grécia" ?

Falamos aqui no blog há 3 anos...2 anos....sobre a semelhança dos anos70-80...

O Blog tinha , e ainda tem, o "mascote" do argumento......

O vídeo que voltaremos a resgatar abaixo antes da entrevista.......quem frequenta o blog há muito tempo lembra quantas vezes o resgatamos aqui:

Vamos então ao vídeo , e , logo em seguida, a entrevista de Marcos Lisboa, também vice-Presidente do INSPER






Vamos a entrevista:



Para vice­ presidente do Insper, política econômica atual, parecida com a implantada nos anos 1970, precisa ser revista.

ALEXA SALOMÃO
LUIZ GUILHERME GERBELLI
RICARDO GRINBAUM
29 Março 2015 | 02h 03

Marcos Lisboa faz parte da ala dos economistas mais desencantados com o futuro da economia brasileira. No curto prazo, vê a necessidade de a equipe econômica evitar uma crise aguda no Brasil. Se o País passar por esse sufoco, acha que a década de 1980 ­chamada de perdida ­ pode se repetir. “Eu acho que o Brasil corre o risco de, escapando da crise aguda, viver muitos anos de baixo crescimento”, afirmou Lisboa.

Na vice ­presidência do Insper, Lisboa foi secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda entre 2003 e 2005 e participou da equipe que promoveu ajustes na economia com uma agenda de reformas que permitiu, por exemplo, o avanço do crédito no País.
A seguir, trechos da entrevista concedida ao Estado.

Como o sr. analisa a economia?

O momento é de preocupação. Há o descontrole fiscal que, nos últimos anos, levou a essa inflação elevada, à estagnação da economia e que começa a afetar de forma preocupante o mercado de trabalho. Todo o esforço que existe hoje por parte da equipe econômica tenta evitar uma crise aguda.

É possível evitar a crise aguda?

Vai depender da capacidade de o governo fazer o ajuste fiscal firme. Na medida em que for feito, ajuda no combate à inflação.
Infelizmente, nessa área, o Banco Central perdeu um pouco de credibilidade nos últimos anos, não só pela leniência com a inflação, mas pela falta de agenda. O BC fez uma condução atabalhoada da política monetária. Faz anúncios de juros para cá. Comunica outra coisa para lá. Sem falar das decisões infelizes, como o processo contra o Alex (Alexandre Schwartsman, ex­diretor de assuntos internacionais do BC que quase foi processado por ter criticado a instituição em seus artigos) e agora a história do Pastore (Affonso Celso Pastore, expresidente do BC, fez avaliação negativa sobre a instituição em um evento e foi criticado pelo presidente do BC, Alexandre Tombini).
Com tudo o que a gente viu nos últimos anos, a sua capacidade de ter uma política eficaz é baixa. Perdi muitos amigos aqui.

O Tombini é amigo?

Eu gosto de gente ali.

Quer comentar as polêmicas?

Não tenho muito a dizer. Acho lamentável. Já falei de passagem.

O sr. falou que é preciso ser firme com o ajuste fiscal. Está nos jornais a informação de que a presidente Dilma pode ceder em algumas medidas…

Há uma preocupação grande com a qualidade do ajuste. O descontrole que houve nos últimos anos foi grave. A gente saiu de um superávit primário de 3% do PIB para um déficit primário de 1,6% ­ sem levar em consideração receitas extraordinárias. Com as extraordinárias, são 0,6%. Estamos falando em R$ 200, R$ 300 bilhões de variação no gasto público. Reverter essa trajetória vai ser benéfico para tentar evitar uma crise aguda. Mas vai depender da capacidade de o governo negociar com o Congresso. Até agora, o que o Executivo conseguiu fazer são ajustes temporários. Agora, de fato, medidas estruturais são aquelas anunciadas em dezembro. Aquelas
medidas, sim, vão gerar um ajuste fiscal sustentável para os próximos anos. Elas são suficientes? Não, estão longe de serem suficientes, mas vão na direção correta.

O sr. acredita que as medidas passam no Congresso?

Não sei, aí a entrevista teria de ser com um analista político (risos).

Política e economia estão se misturando. São duas crises paralelas e uma contaminando a outra.

Eu acho que isso é um pouco resultado da campanha. Venderam a ideia de que o Brasil teria recursos públicos para financiar de tudo, assim como teria água e energia. A má notícia? Os recursos públicos estão acabando, a água está acabando e a energia está acabando. Ao
que parece, o governo ficou refém de um discurso, mas agora precisa trocá­lo. Vendeu uma coisa que não é capaz de entregar. É por isso que se faz um ajuste de maneira um pouco atabalhoada. Não há um plano claro, estruturado, com medidas de longo prazo que vão permitir não apenas evitar a crise aguda, mas retomar o crescimento. O que a gente tem é um conjunto de medidas que estão disponíveis para evitar o pior. São as melhores para o crescimento? Não. Mas são melhores do que não fazer. Infelizmente, vivemos o custo do que se vendeu na campanha eleitoral.

Para muitos, se o ministro da Fazenda, Joaquim Levy conseguir parte do que está prometendo é sinal de que consegue reverter a situação.

Foi grave o que fizeram nos últimos anos. Um ajuste fiscal profundo e relevante evita uma crise aguda, mas não retoma o crescimento. Essa crise não é igual a 1999 e 2003. Em 2003, tivemos uma bendita herança. Pegamos um país arrumado. Houve erros na gestão do Fernando Henrique Cardoso? Claro. Erros levaram ao racionamento de energia, por exemplo. Mas o governo de FHC assumiu o problema de frente: “Erramos, fizemos bobagem”. Tiveram hombridade e liderança pública ­ o que não temos tido recentemente. Basta ver o caso da água em São Paulo ou o da energia no governo federal. Todo mundo tenta dar um jeitinho para evitar o racionamento.
Agora, o problema fiscal é apenas a superfície de uma política econômica equivocada, que gerou uma série de distorções na atividade econômica.

Por quê?

Enquanto vários países procuraram arrumar a casa para sair da crise, a gente inventou que a crise não iria chegar aqui. Retomamos os mesmos mecanismos dos anos 70. Retomamos o nacional­desenvolvimentismo aplicado lá atrás: fecha a economia, protege, concede subsídios. Foram essas medidas que geraram aquela década e meia de atrasos pelos anos 80. Mas aquela crise forçou o País a enfrentar a realidade. Nos anos 90 vieram a abertura econômica, privatizações, agências reguladoras, equilíbrio fiscal e política monetária equilibrada. Este é um ponto importante. O Brasil viveu ­ com idas e voltas, avanços e retrocessos ­ uma trajetória de continuidade desde
1990. Infelizmente, veio a crise em 2008 e qual foi a resposta? Repetimos a mesma de 74 que tinha dado errado.

O sr. está querendo dizer que vamos viver outra década perdida?

Eu acho que o Brasil corre o risco de, escapando da crise aguda, viver muitos anos de baixo crescimento. O estrago que foi feito na produtividade é imenso. As pessoas estão muito preocupadas com a corrupção. A corrupção é a franja do problema. O estrago que a política nacional­ desenvolvimentista fez na Petrobrás é incomparavelmente mais grave do que os números apresentados até agora pela corrupção. Não estamos falando de alguns bilhões de reais, mas talvez de centenas de bilhões de reais.

O que o sr. está vendo é uma situação como a dos anos 80?

Salvo o descontrole fiscal e monetário, sim. A desorganização é menos grave, mas a direção é a mesma.

Como se desmonta isso?

Esse tipo de política cria grupos de interesse. Estamos vendo o drama da indústria naval. Pela terceira vez, o Brasil tenta fazer uma indústria naval. A gente protege, dá um incentivo, dá um subsídio e cria regra de conteúdo nacional. Ainda assim, a indústria não se desenvolve. Mas condenamos o resto da economia a pagar mais caro pelo transporte naval. É o Custo Brasil. A política de proteção é benéfica apenas para quem recebe. Para o resto do País, é maléfica. Por que escolher empresas e setores para ter benefício? O ministro Levy, que é mais elegante do que eu, falou em patrimonialismo. Eu falo da meia­entrada. Todo mundo quer algum tipo de benefício e
este governo apoiou essa proposta. Em parte, a culpa do que está aí é do governo, mas também da sociedade. O governo respondeu aos pedidos de grupos empresariais, de sindicatos, de entidades como a Fiesp. Eles foram a Brasília e falaram: “Baixa os juros, sobe o câmbio, concede proteção e estímulo que o País voltar a crescer”. Pois é. Deu errado.

Há sinais de desmonte dessa visão econômica?

É difícil desmontar incentivos. Cada vez que você tentar, vai mexer com um grupo e provocar algum tipo de manifestação. Olha a discussão que se gerou por causa da mudança na desoneração da folha de pagamento. Existem propostas boas para desonerar a folha,
mas conseguiram escolher a pior. Fizeram uma desoneração tecnicamente incompetente. Agora, para desmontar, vão ter de enfrentar os grupos de interesse.



Algoritmo da MA50 funciona e Bovespa tem tudo pra romper em breve os 52.500....relação de Bradesco e Itaú com o Bovespa torna-se sinistra, umbilical e obscena...aproveitem.....pois será a última perna antes dos 30.000

Algoritmo da MA50 funciona e Bovespa tem tudo pra romper em breve os 52.500....

Sim.....Bovespa não precisou mais do que 1 dia pra onfirmar aquilo que eu e o blog suspeitávamos...

Nessa perninha de baixa, a MA50 seria a referência......resvalou na sexta-feira la na MA50......

Hoje, ela continua embicada pra cima, um sinal de compra, e em 49.850 pontos.

Fechamento do Bovespa em 51.250 pontos, fechando inclusive acima da faixa de 50.800-51.000...alta de 2,30%

Fica a dúvida se vai direto romper os 52.500 nesse movimento, ou se vai ficar pipocando por 2,3,4,5 dias nessa faixa entre 50.000-52.500, isto é, pipocando na MA50 e na resistência principal em 52.500.

MME13 cruzada pra cima sobre a MME21, ou seja, sinalizando modo compra ....MACD e histograma em modo compra no diário....MA50 embicada pra cima, também sinal de compra no diário...

Enfim...vários sinais na direção de compra.......


Espero um rompimento dos 52.500 em breve e ainda um toque lá na faixa de 57.500-58.000

Incrível, sinistra, umbilical a relação de Bradesco e Itaú, em especial do Bradesco, com o Bovespa.

Natural sim, já que os bancos têm o maior peso sobre o Bovespa....

Mas torna-se "obscena" também, e, novamente, em especial a relação do Bradesco.

Temos acompanhado aqui a LTA de 1 ano de BBDC4 (Bradesco PN)......

Todos os pontos críticos de BBDC4 na LTA coincidiram com pontos críticos do Bovespa.

Os 2 últimos:  LTA de BBDC4 foi salva nos 48.000 do Bovespa......na sexta-feira....LTA de BBDC4 foi salva nos 49.800-50.000 do Bovespa , mesmo ponto de sua MA50...

Agora lhes pergunto:

Como os bancos vão ganhar dinheiro nos próximos 5 anos ?

Com tarifas ? apenas com tarifas ?

Sim......

Porque vão dar crédito pra quem ?

Pra pessoa física ?
Pra Grande empresa ?
Pra Média Empresa ?
Pra Pequena empresa ?
Pra micro-empresa ?
Pra micro empreendedor individual ?

Esqueçam..........esqueçam.........bancos estão longe da precificação num cenário de baixo crescimento, alto desemprego e juros em tendência de alta....

Aproveitem....

a última perna antes da ida aos 30.000


Suportes em 50.800-51.000, 49.800-50.000 e 48.800
Resistências em 51.500, 52.000 e 52.500


Bovespa, diário, escala logarítmica










domingo, 29 de março de 2015

"A crise chegou para o mercado imobiliário. É a hora de comprar?", por Revista VEJA

Matéria fresquinha da Revista VEJA publicada agora há pouco sobre o "possível estouro da bolha imobiliária"

Sim....possível.....

Sim !!......

Reparem que "eles", "especialistas" , nunca vão falar do "estouro"...

Até porque a imensa maioria dos "especialistas" faz parte do meio imobiliário....

Agora, pergunto o seguinte :

Números....pesquisa.....cruzamento de dados.....tendência......comparações...

Pelo amor de Deus !! façam pesquisa séria !!!

Não estou falando da Revista VEJA.......estou falando dos "especialistas"

FAÇAM PESQUISA SÉRIA !! SEJAM HONESTOS INTELECTUALMENTE !!

Vejam e leiam com seus próprios olhos na última etapa da matéria o que aparece !!

O bom e velho....velho....surrado.....agressivo, intelectualmente falando, argumento da "DEMANDA" !!

Os "especialistas" me vêm, dentro de um contexto de absoluto caos político e econômico, me falar que o Brasil tem  déficit representativo" e que por isso não haverá derretimento de preços

Alguém, por favor, fala pra eles que, pra início de conversa, os descontos já se espalham no nível de 20%......

2 - isso é só o começo de que esse velho papo de "déficit representativo" ou "demanda reprimida" é histortinha pra boi dormir"....é lenda !!

Sejam honestos intelectualmente !!

Eu aqui, escrevo há pelo menos 3 anos mostrando dados.....cruzando dados.....pesquisando......."faço um esforço"....

FAÇAM ESFORÇO !!!!

Vamos a matéria:
http://veja.abril.com.br/noticia/economia/a-crise-chegou-para-o-mercado-imobiliario-e-a-hora-de-comprar

A crise chegou para o mercado imobiliário. É a hora de comprar?

Em algumas capitais, os preços estão estagnados ou crescem abaixo da inflação; paradeira no setor beneficia consumidores dispostos a negociar

Por: Naiara Infante Bertão29/03/2015 às 18:17 - Atualizado em 29/03/2015 às 18:17

A ideia de que o Brasil vivencia uma bolha no mercado imobiliário causa debate há quase uma década. Enquanto milhares aproveitaram a expansão e o barateamento do crédito para comprar suas casas, outros tantos - descrentes de que os valores pudessem se manter sempre em alta - preferiram esperar o momento em que os preços começassem a cair. A teoria da bolha ainda não foi comprovada. Mas a chegada da crise econômica começa a ter seus efeitos sobre os imóveis. O índice FipeZap de fevereiro mostra que os preços estacionaram nas capitais brasileiras. Mais ainda: pela primeira vez desde que foi criado, o indicador começa a captar quedas. O Distrito Federal é um caso exemplar: o avanço dos preços em 12 meses é de 0,18%. Descontada a inflação do período, trata-se de uma queda real de quase 8%. Especialistas consultados pelo site de VEJA garantem: não haverá um derretimento de preços. Mas, em 2015, quem estiver disposto a comprar encontrará o caminho livre para negociar descontos impensáveis bem pouco tempo atrás.

Uma série de fatores conjunturais explica a desaceleração. A espiral de decisões erradas tomadas pelo governo Dilma Rousseff desde 2011 assustou o setor produtivo, que parou de investir e, consequentemente, interrompeu a criação de novos postos de trabalho. Inseguros, consumidores passaram a hesitar antes de aderir a um crédito imobiliário: temerosos pelo emprego, também viam a inflação corroer a renda e os juros bancários subirem sem cessar. A taxa básica de juros definida pelo Banco Central, que estava em 7,5% em janeiro de 2014, agora alcança 12,75%. Como consequência, a taxa média de juros das operações de financiamento imobiliário voltou a crescer, segundo dados do próprio BC. No caso de pessoas físicas, ela fechou janeiro em 9,29% ao ano - em dezembro estava em 8,87%.
As taxas cobradas pela Caixa Econômica Federal, que responde por 70% da carteira de crédito imobiliário, não subiram na mesma toada que a Selic. Mas, no país de Lula e Dilma, que fizeram do consumo o principal sustentáculo da economia, a alta dos juros básicos impacta diretamente todas as linhas de crédito que são financiadas com recursos privado. Ou seja, parcelas de todos os tipos ficam mais caras e pesam no orçamento da população, que já está endividada. "A queda no poder de compra nesse momento impacta até mais o mercado imobiliário do que outros setores da economia, pois a decisão de investimento em um imóvel costuma ser de longuíssimo prazo. É um compromisso entre 20 e 30 anos", diz Viktor Andrade, sócio da área imobiliária da consultoria da Ernst & Young.

a falta de segurança dos brasileiros para assumir tal compromisso fez com que as vendas nas capitais despencassem. Em São Paulo, o Sindicato da Habitação (Secovi-SP) computou redução de 77% em janeiro, em relação a dezembro - e queda de 28% ante janeiro de 2014. A expectativa da entidade para 2015 é de queda de 10% nas vendas na comparação com o ano passado - que já foi considerado um ano ruim. "No segmento residencial, o brasileiro tem um comportamento estranho. Assim como no mercado de ações, ele gosta de comprar imóveis quando o mercado está transmitindo credibilidade. E paga caro por isso", explica Fernando Sita, diretor geral da imobiliária Coelho da Fonseca. "Mas é nesses momentos que surgem as melhores oportunidades", afirma.

Justamente em busca desse 'achado' estava Victor Bichuetti, que trabalha no setor financeiro. Aos 31 anos, ele quer fechar ainda neste semestre a compra do segundo imóvel. O primeiro que adquiriu, alugou para um amigo. O segundo será comprado junto com a namorada. Depois de pesquisar preços e juros desde meados do ano passado, Bichuetti conseguiu só agora encontrar condições atraentes para o apartamento dos sonhos em Alphaville, região metropolitana de São Paulo. "Eu identifiquei no ano passado, em pesquisas, que haveria uma contração da economia em 2015 e, consequentemente, redução da demanda por imóveis. Pela lei da oferta e procura, percebi que se tivesse paciência e esperasse um momento de preços mais baixos, conseguiria fechar um bom negócio", conta. A paciência foi recompensada: o casal conseguiu, via negociação, baixar em 25% o valor do metro quadrado do imóvel novo, que passou de 6.400 para 4.800 reais.

A situação vivida por Bichuetti deve se repetir à exaustão enquanto perdurar a crise econômica, na avaliação de Igor Freire, diretor de Vendas da Lello Imóveis, corretora que atua em São Paulo. "Num passado não muito distante, quem ditava as regras (preços e condições de pagamento) era o vendedor do imóvel. Agora o mercado ganhou concorrência, pois as construtoras estão competindo diretamente com os imóveis usados. E quem passou a dar as cartas é o cliente final", diz. Freire conta que os negócios vêm sendo fechados a valores, no mínimo, 10% abaixo dos estipulados pelos vendedores. "Agora, quem vende tende a aceitar melhor os financiamentos e até a ​receber outros imóveis como parte do pagamento, o que não se via antes", diz.
Contudo, há uma exceção à regra: imóveis acima de 2 milhões de reais continuam com a procura alta e com potencial de negociação baixo. "Esse tipo de bem continua sendo vendido da mesma forma que antes. O que vemos de diferente é uma demora maior para fechar o negócio porque as pessoas estão pesquisando mais, pensando mais", explica Fernando Sita, da Coelho da Fonseca. Ele conta que a demanda por esse segmento cresceu 15% no primeiro bimestre de 2015 em relação a 2014.

Os especialistas ouvidos pelo site de VEJA são categóricos ao afirmar que não haverá derretimento de preços, tal como se viu durante a crise das hipotecas nos Estados Unidos, em 2007. O déficit habitacional no país ainda é representativo e programas como o Minha Casa Minha Vida ajudam a impulsionar os preços de terrenos e de materiais de construção nas periferias, o que tem efeito direto sobre os preços nas áreas mais centrais das grandes cidades. Contudo, o consenso é de que os anos de ouro vistos entre 2008 e 2013 não devem se repetir num futuro próximo. O índice FipeZap mostra que, nos últimos 12 meses, o preço do metro quadrado avançou acima da inflação em apenas seis das 20 maiores cidades do Brasil. No Rio de Janeiro, por exemplo, onde a alta em 12 meses chegou a 44% em 2011, atualmente está em 5,55% - abaixo do índice de inflação oficial, que marca 8%. Cristiano Rabelo, que dirige a consultoria imobiliária Prospecta e é professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), resume bem o que Brasil deve vivenciar
a partir de agora no mercado imobiliário: "O momento é de volta à normalidade".



Bovespa - Final de Semana

Na sexta-feira, Bovespa prosseguiu com sua tendência baixista de curtíssimo prazo e foi direto procurar a faixa de 50.000 pontos.

Mínima em 49.900; fechamento em 50.100, queda de 0,94%

Chegamos praticamente no ponto em que podemos testar a hipótese da correção do Bovespa em sua MA50 para, em seguida, retomar uma melhora de curto-médio prazo visando o rompimento da importante faixa de 52.000-52.500. alternativa que eu considero, hoje, a mais provável.

Não somente o rompimento dessa faixa, como a ida à faixa de 57.500-58.000.

Vejam abaixo a Média Móvel Simples de 50 períodos (MA50) passando ali por volta de 49.800.

49,800 se confunde com 50.000 e 50.200 em todos os movimentos de alta e baixa dos últimos 6 meses.

Portanto, muito interessante acompanharmos essa próxima semana; a expectativa de uma ida à essa faixa de 49.800, para que o Bovespa vá com tudo pra cima da faixa de 52.000-52.500

Um ponto novo e interessante que eu abordei no gráfico abaixo, e que até então não havia abordado, é a visão de uma LTB partindo de um ponto mais abaixo do topo de 62.500. Nessa visão, a LTB foi tocada justamente nessa segunda ida aos 52.500

Suportes picotados em 50.000, 49.800, 49.200, 48.800 e 48.000
Resistências em 50.800-51.000, 51.200, 51.500, 52.000 e 52.450

Bovespa, diário, escala logarítmica





sábado, 28 de março de 2015

Desintoxicando um pouco a mediocridade que impera no Brasil....mediocridade intelectual....."apesar dos pesares", não vi isso nem nos anos 70-80....."Beinecke Library"


Hora de desintoxicar um pouco o ambiente......ambiente intelectual.....

Afinal....o que você viu de novo na música brasileira nos últimos 15 anos ?

No cenário do rock, por exemplo ? Penso em 1, 2, talvez 3 nomes....MPB ? Talvez 1....2 nomes....

Na área de Economia ? Onde foram parar os debates ? Com esforço, em algum canto diminuto do Insper, FGV e da PUC-RJ.......muito....muito pouco....

E onde foram parar os insights geniais de Gustavo Franco ?
Onde foram parar o tripé macroeconômico de Armínio Fraga, "seu câmbio flexível" e "meta inflacionária" ?

Ficamos ou ficaremos mergulhados eterrnamente no discurso arcaico da "planificação estatal", "do patriarcalismo governamental" e da fobia às privatizações ?

Onde fomos parar ? Onde vamos parar ?

Perdemos 1 geração......esqueçam....perdemos......

Sabem o que é isso ? Têm idéia do que representa perder 1 geração inteira ?

Não vi isso nem nos anos 70, ao longo da Ditadura Militar, embora minha idade não permitisse profundas inferências; muito menos vi isso nos anos 80, no ápice da hiperinflação, e submerso na moratória da Dívida Externa.

Tínhamos Mario Henrique Simonsen, Delfim Netto, Carlos Thadeu Freitas, Persio Arida, André Lara Resende, Yoshiaki Nakano, Paulo Guedes, Gustavo Franco......tínhamos Renato Russo, Legião Urbana, Plebe Rude, tínhamos Nasi, "Ira", "Titãs", Humberto Gessinger.....

Onde tudo isso foi parar ?

Não basta apenas resetar a "Economia".........toda a "cadeia" precisa ser "resetada"...

Música, cultura, Educação, Universidades, Colégios, Ensino.

O "Buraco" é muito mais profundo.

Alguma coisa aconteceu no meio do caminho; e há pistas, aqui e ali, do maior responsável.

Desintoxiquemos, ainda que momentaneamente o ambiente, todo ele.

Porém, não deixem de refletir.

Abaixo, a Beinecke Library, uma das maiores e mais completas bibliotecas públicas dedicada a livros e manuscritos raros do mundo, uma Biblioteca que faz parte da Yale University

Entrará em reforma agora em maio de 2015; permanecerá aberta, num espaço menor, até agosto de 2016, quando está previsto o fim da Reforma; reforma que, segundo o planejamento inicial, a preparará para os próximos 50 anos, como se isso fosse necessário.

Hora de desintoxicar....aproveitem






sexta-feira, 27 de março de 2015

"Dólar x Real"... por ora, a barreira é essa....3,24...máxima atingida em maio de 2004

"Dólar x Real"...

O papo do momento.....aqui no blog, já falávamos, discutíamos e debatíamos há pelo menos 3 anos e meio....

Tem nada não........por ora, a barreira é essa....3,24...máxima atingida em maio de 2004

Semana passada foi lá nos 3,30....mas, no fechamento da semana.....abaixo de 3,24....

Essa semana....um pouco mais de volatilidade.....mas, fechou em 3,245.....

É essa a barreira....3,24.......vamos ver semana que vem......qual será o fechamento da semana


Dólar x Real, SEMANAL, período 12 anos, escala logarítmica





BBDC4 (Bradesco PN) toca novamente sua LTA de 1 ano.....e esses algoritmos são uns gênios !

BBDC4 (Bradesco PN) toca novamente sua LTA de 1 ano.....e esses algoritmos são uns gênios !

Com a "bonificação" e os ajustes feitos hoje no papel, a mínima lá do último fundo em fevereiro de 2014 foi nos 20,01 !!!.....20 reais !! ....é mole ?

São ou não são uns gênios ?

BBDC4, Semanal, escala semi-logarítmica








quinta-feira, 26 de março de 2015

Bovespa em 26-03-2015

Nada muito diferente de ontem pra hoje, apesar da queda forte do Bovespa; queda de 2,47%, fechamento em 50.580 pontos.

Depois de bater por 2,3 vezes novamente ali na faixa de 52.000-52.500, finalmente uma queda mais acentuada; e dessa vez, Bradesco e Itaú acompanharam.

No gráfico abaixo, de "novidade", 'apenas tracei um um canal de alta que pode se formar.

Suportes em 50.200. depois 49.800-50.000, 48.800 e 48.000

Resistências agora em 50.800-51.000, 51.200, 51.500 e finalmente a forte faixa de 52.000-52.500

Bovespa, diário, escala logarítmica





quarta-feira, 25 de março de 2015

Balizamento do "IMAT" após o rompimento da LTB Longa, foi sua MME21.......então, vamos monitorar o Bovespa também pela MME21

Abaixo, temos 2 índices.....

O "IMAT" (Índice de materiais básicos), que temos monitorado aqui há um bom tempo....

Constam dele, essencialmente, VALE, siderúrgicas, Suzano e Fibria.

O IMAT melhorou muito nos últimos dias....rompeu a importante faixa de 1.425, fato registrado aqui...

Isso, depois de romper a LTB mais longa.....

Agora, reparem abaixo que, depois desse rompimento, o índie demora um pouco a romper de vez a faixa de 1.425.......o seu balizamento não foi a MA50.....

Foi a MME21.......Esperou um pouco ela subir...bateu 1,2,3 vezes e foi embora....

Depois do rompimento de 1.425, se distanciou da MME21....

Vem rompendo importantes pivots, como destacado abaixo

Portanto,vamos monitorar o Bovespa também pela MME21, além da MA50......Sua MA50 está mais próxima do que estava a MA50 do IMAT.......

Mais.....pra quem gosta de usar Fibonacci, a ida aos 50.000-50.200 é 50% do movimento dos 48.000 até os 52.300, topinho desse rally último

Vamos aos 2 gráficos:

IMAT, Diário, escala logarítmica



Bovespa, Diário, escala logarítmica






Vamos a mais uma curiosidade....Bovespa rompeu LTB de 6 meses....mas o "IFNC" (Índice Financeiro), não.....

Vamos a mais uma curiosidade....

Bovespa rompeu LTB de 6 meses....mas o "IFNC" (Índice Financeiro), não.....

Reparem abaixo a semelhança nos últimos 6-10 meses do Bovespa com o "IFNC".

Natural, depois do peso maior dado aos papéis dos 2 principais bancos do país, Bradesco e Itauunibanco.

IFNC, Diário, escala logarítmica


IFNC, SEMANAL, escala logarítmica, período 5 anos




Bovespa, Diário, escala logarítmica








Vamos atualizar e rever alguns gráficos importantes.....SP500, Tempo Mensal, 10 anos

Vamos atualizar e rever alguns gráficos importantes que estou devendo nos últimos dias

Comecemos pelo SP500, Tempo Mensal, 10 anos....

Estamos monitorando há meses sua LTA Longa de 6 anos.......

Na verdade, de vários índices americanos, o SP500 é o único índice que vem sustentando sua LTA Longa desde março de 2009...

Dow Jones e Nasdaq já perderam essa LTA Longa, mas, ainda assim fizeram novos topos adiante

Vamos então ao SP500, com atualização feita há poucos minutos de hoje, 25-03-2015

SP500, MENSAL, Escala logarítmica, 10 anos






terça-feira, 24 de março de 2015

Bovespa em 24-03-2015

Ainda estou com várias limitações em meus recursos gráficos; aos poucos vou resolvendo

Portanto, peço desculpas se no curto prazo reduzirei os gráficos, até resolver a questão por completo.

Enquanto isso, dá pra falar um pouco do Bovespa, embora visão macro dada nos últimos 10 dias ainda se sustente

Bovespa rompeu a LTB mais longa, mas ainda sem fechar acima da importante faixa de 52.000 pontos.

Foi nos 52.250....ontem nos 52.150...e hoje novamente tentou, mas na parte da tarde recuou até os 51.000, mínima do dia; fechamento em 51.500, baixa de 0,78%

MA50 passando ali por volta de 49;600 e embicada pra cima....um sinal na direção da Compra no diário

MME13 já cruzada sobre a MME21; também um sinal na direção da Compra no diário

MACD em modo compra no diário.

Ou seja......vários são os sinais que ainda sustentam um Bovespa "querendo" romper a faixa de 52.000 no curto prazo.

Por outro lado, ainda fica a expectativa de uma correção curta, talvez na faixa dos 50,000.

Esse cenário é rigorosamente o mesmo traçado aqui no final da semana passada....

O cenário passa a ficar mais negativo se o índice Bovespa perder o 48.000


Resistências agora me 52.000, 52.450 e 53.00

Suportes em 50.800-51.000, 50.200, 49.800-50.000, 49.200 , 48.800 e 48.000


segunda-feira, 23 de março de 2015

"Financial Times’ prevê situação ‘pior’ para Brasil", por Jornal O Globo

Matéria publicada hoje no Jornal O Globo:

http://oglobo.globo.com/brasil/financial-times-preve-situacao-pior-para-brasil-15670571


‘Financial Times’ prevê situação ‘pior’ para Brasil

De acordo com jornal britânico, questão é se instituições vão se manter

POR O GLOBO
22/03/2015 22:00


RIO - Em editorial publicado neste domingo, o jornal “Financial Times” destaca a crise vivida pelo Brasil, com demonstrações de descontentamento — em relação à fraqueza da economia, à escassez de água e à corrupção na Petrobras — e queda da popularidade da presidente Dilma Rousseff a seu menor nível, 13%, enquanto o Planalto culpa fatores externos pelas mazelas. “Parece que ainda ontem o país estava com a bola toda. Mas sua queda tem sido espetacular. Infelizmente, a situação deve ficar ainda pior. A questão central é se as instituições do Brasil vão se manter.”

Na análise, o jornal lembra que o país foi favorecido pelo ciclo de valorização das commodities, que permitiu aumento das receitas do governo, da massa de renda da população e do crédito doméstico. Mas, sem disciplina, o processo está se revertendo.

“O colapso da moeda, com queda de um terço em seis meses, está reprecificando dramaticamente a economia”, enquanto as taxas de juros sobem para combater a inflação e compensar o risco dos investidores internacionais — afinal, o país precisa de capital estrangeiro para financiar seus déficits fiscal e corrente. Além disso, a Petrobras é alvo de ação judicial nos EUA por conta das perdas decorrentes da corrupção.

Para enfatizar a responsabilidade do Brasil pelo mau momento, o “FT” lembra que os vizinhos Chile, Colômbia e Peru, com economias orientadas para o mercado, passaram incólumes pelo fim do ciclo das commodities e estão crescendo com força. Pelo menos, enfatiza o jornal britânico, o país está longe da hiperinflação. Sobretudo, analisa a publicação, as instituições — especialmente o Judiciário — estão atravessando a turbulência com estabilidade. “É um progresso para o ‘país do futuro’, como diz o clichê”.




sexta-feira, 20 de março de 2015

Bovespa rompe a LTB maior....agora, só falta fechar acima da faixa dos 52.000 pontos pra buscar a faixa de 58.000

Bovespa em mais um dia de forte alta mostra a disposição em ir até a faixa de 57.500-58.000, nossa hipótese mais provável, discutida semana passada....fechamento ligeiramente abaixo dos 52.000....fechamento em 51.950, alta de 2%

Essa disposição ficou clara no rompimento da LTB maior que estamos monitorando

Agora, só falta  fechar acima da faixa dos 52.000 pontos pra confirmar essa disposição

MA50 passando ali por volta dos 49.400.

Ainda vale a expectativa de uma curta perna de baixa até próximo a essa MA50, pra enfim romper definitivamente a faixa de 52.000.

Essa perna curta pode coincidir também com o toque na linha de retorno da LTB rompida.

Suportes agora em 51.200, 50.8000 e 50.200
Resistencias em 52.000, 52.450 e 53.000

Bovespa , diário, escala logarítmica






"Incerteza afeta crédito, Tesouro, câmbio (gringos welcome)", por Geraldo Samor, colunista da Revista VEJA

Mais um belo artigo do colunista da Revista VEJA, Geraldo Samor, publicado hoje, 20 de março

Excelente colunista.....dando show em sua coluna...

http://veja.abril.com.br/blog/mercados/economia/incerteza-afeta-credito-tesouro-cambio-gringos-welcome/


20/03/2015 às 4:13 \ Economia, Fluxo para Bolsa
Incerteza afeta crédito, Tesouro, câmbio (gringos welcome)

O dólar está a 3,30 mas é impossível encontrar alguém que ache que este preço ‘paga’ todas as incertezas do Brasil hoje.

Proteja a cabeça e prepare-se para o impacto. Vai ser um pouso forçado.

O mercado de crédito está travado. Os bancos botaram os balanços na parede.

Há relatos de que várias empreiteiras estão sem receber, tanto do governo federal quanto dos estaduais.

No leilão de ontem, o Tesouro Nacional engoliu o orgulho a seco e escolheu defender seu caixa. Aceitou vender LTNs (títulos pré-fixados) com vencimento logo ali, em 1 de outubro. (No mundo da política isso hoje parece uma eternidade, mas no mercado de renda fixa trata-se de um vencimento curtíssimo.)

A humilhação máxima – o rebaixamento do crédito do Brasil — parece iminente. A impressão é de que, mesmo se as agências não derem o corte, isso em nada aliviará o mercado, simplesmente porque a confiança entre os locais está zerada. A realidade já se impôs. A confiança de empresários e consumidores convergiu para o mesmo sentimento: o Brasil hoje é junk.

É um mundo de CDI, de preservação de liquidez, de um dia de cada vez.Dilma Rousseff

A declaração de Armínio Fraga de que o Governo precisaria fazer uma economia mais do que o dobro da que está fazendo dá uma ideia do tamanho do buraco em que meteram o País.

O objetivo principal do ajuste fiscal é fazer com que o tamanho da dívida pública em relação ao PIB entre numa trajetória de queda nos próximos anos. (O raciocínio é lógico: se a dívida como proporção do PIB aumentar sem parar, uma hora o Estado fica insolvente. Quebra. Game over.)

Fraga disse que precisamos de um ajuste de ‘mais de 3%’ do PIB para retomar essa trajetória de queda, mas todo mundo sabe como Joaquim Levy está suando — aliás, sangrando a camisa — para entregar o 1,2% que prometeu.

Enquanto isso, Brasília vive mais um Baile da Ilha Fiscal, desperdiçando energia em factóides: o ministro demitido pelo semideus… os benefícios de uma reforma ministerial… os cinquenta tons de bullying do PMDB.

Para quem vive os desafios diários da economia, toda essa discussão é exasperante porque não substantiva. A política geralmente se resolve sozinha. Já a economia precisa de empenho, intelecto e convicção.

O problema do Brasil hoje não é de ministério — é de confiança.

Os grandes motores da economia — a Petrobras, a construção civil, as empreiteiras, as montadoras — tudo está parado.

A Petrobras precisa ser capitalizada — ou o Governo coloca lá um dinheiro novo que não tem, ou vende uma parte grande da empresa. Não há espaço para timidez, tergiversação ou pusilanimidade. Enquanto este aumento de capital (ou esta monetização de ativos em larga escala) não acontecer, a empresa vai agonizar em praça pública. Piada a propósito: “Cite quatro coisas no Brasil viciadas em injeções de capital — PDG, Petrobras, PT e PMDB.”

É verdade que a Bolsa andou tendo uns dias de alta, e pode até subir mais.

Com o real se desvalorizando mais de 20% em apenas 40 dias, o País está ficando barato para os gringos — e cada vez mais caro para os brasileiros.

A riqueza do País está trocando de mãos. Você sabe a quem agradecer.

Por Geraldo Samor


"A Petrobras pode quebrar?", por Raquel Landim. artigo publicado no Jornal "Folha de São Paulo"

Muito bom artigo, escrito por Raquel Landim, e publicado hoje no Jornal Folha de São Paulo:

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/raquellandim/2015/03/1605477-a-petrobras-pode-quebrar.shtml


"A Petrobras pode quebrar?", por Raquel Landim
Folha de São Paulo


Até pouco tempo atrás, uma pergunta como essa não teria o menor cabimento. A Petrobras ocupava o posto de maior empresa brasileira, dona das bilionárias reservas do pré-sal, com um faturamento de mais de R$ 300 bilhões –em resumo, era o orgulho nacional. Uma empresa como essa era inquebrável, inabalável, inatingível.

O problema é que o governo, que é o acionista controlador, acreditou nisso. A lógica das administrações Lula e Dilma é que a força da Petrobras está no tamanho de suas reservas e no mercado consumidor cativo. "A Petrobras está bem por duas razões: volume de petróleo e um mercado fabuloso em que o consumo cresce", disse Graça Foster, ex-presidente da estatal, em entrevista a blogueiros "amigos" em meados do ano passado.

Com esse discurso nacionalista, a Petrobras gastou bilhões de reais construindo projetos que agradavam políticos aliados, bancando obras superfaturadas por empreiteiros, e, é claro, pagando propina a funcionários, doleiros, deputados, senadores etc.

O governo, no entanto, parece ter esquecido dois chavões da economia: dinheiro não aceita desaforo e não existe almoço grátis. Extrair petróleo do fundo do mar ou da terra é uma atividade caríssima. Com um volume enorme de investimentos previstos, a Petrobras contraiu uma dívida gigantesca.

Quando as investigações da Operação Lava Jato expuseram o esquema de corrupção estatal, as ações da Petrobras desabaram. Mas o mau humor do mercado não é apenas porque a empresa ainda não conseguiu sequer publicar seu balanço. Os investidores também começaram a cobrar caro pelos anos de má gestão.

A Petrobras hoje gasta mais do que ganha. De janeiro a setembro de 2014, último dado disponível, a empresa gerou R$ 47,3 bilhões de caixa, mas aplicou em suas obras R$ 56,4 bilhões. As contas só fecharam porque a companhia foi a mercado e pediu emprestados R$ 41,3 bilhões.

É normal que as empresas se alavanquem para crescer. Mas se esse investimento não é revertido em receita no médio prazo, o mecanismo cria um círculo vicioso.

Em setembro do ano passado, a dívida da Petrobras estava em espantosos R$ 331,7 bilhões e deve ter aumentando significativamente já que 70% desse montante é devido em dólares.

Uma empresa está quebrada quando não tem dinheiro para honrar seus compromissos. É bem provável que a Petrobras disponha de recursos para pagar suas dívidas neste ano. Mas e em 2016? As contas podem não fechar. Não é à toa que a nova direção da estatal adotou uma política típica de empresas com problemas: negociar com os credores e vender tudo que puder.

Dilma Rousseff não seu deu conta do tamanho do problema e continua insistindo no mesmo blá, blá, blá. Quando a companhia perdeu o selo de boa pagadora da agência Moody's, a presidente vociferou que era uma "falta de conhecimento do que está acontecendo na Petrobras" e que "a empresa tem capacidade de se recuperar disso, sem grandes consequências".

Alguém em Brasília precisa avisá-la de que a situação é tenebrosa e que ela pode entrar para a história como a presidente que quebrou a Petrobras. A não ser, é claro, que mude radicalmente a gestão ou resolva salvar a estatal com dinheiro dos bancos públicos, criando outro problema. E, não, isso não é alarmismo. Só não vê quem não sabe fazer conta ou deixa a política turvar seu raciocínio.



quinta-feira, 19 de março de 2015

Vamos falar e focar o que aconteceu ontem...novamente o toque na LTB maior do Bovespa...hoje, o recuo

Ontem voltei a ter sérios problemas com a "minha internet"; pra piorar, também tive problemas com a "minha máquina"......na verdade, já nos últimos 3-4 dias......

Mas, enfim....vamos ao qu e interessa.....

Temos monitorado nos últimos dias a LTB maior do Bovespa.....

Provavelmente, o rompimento dela vai "ajudar" a empurrar o Bovespa não só para os 55.000 pontos, como para a faixa de 57.500-58.000, nível que eu tenho colocado como mais provável nessa próxima perna de alta do Bovespa.

Questão já abordada aqui no fim de semana último.

Bem......

Ontem, num outro forte rally, depois da forte alta do dia anterior, o Bovespa foi direto tocar essa LTB, como destacado abaixo. ali por volta de 51.800.

Hoje, sentiu a LTB  e fechou em baixa de 1,11%; fechamento em 50.950 pontos. A mínima foi em 50.800 antigo forte suporte....é um suporte bastante razoável, já que mês passado havia se tornado uma barreira na resistência.

Destaquei abaixo que a MME13 cruzou pra cima sobre a MME21...."pouca coisa", mas já é um começo, trazendo novos sinais na direção da "compra" no tempo diário.

MACD e histograma volltaram a se posicionar em sinais de "compra" também.

MA50 começou a embicar pra cima.

Ou seja......os sinais na direção  da "compra"começam a se espalhar.......e isso aumenta a expectativa no rompimento da LTB maior.

Ainda dá pra imaginar uma volta à faixa de 49.800-50.000 pra ganhar mais uma força pro "sprint final'.

Esses bons sinais na direção da "compra" se anulam completamente se a faixa de 48.000 pontos for perdida.

Suportes em 50.800, 50.200, 49.800-50.000, 49.200, 48.800 e 48.000

Resistências em 52.000, 52.450 e 53.000

Bovespa, diário, escala logarítmica






quarta-feira, 18 de março de 2015

Bovespa em 17-03-2015 e a criatividade da "imprensa de mercado"

Alta forte do Bovespa hoje. fechamento em 50.280 pontos, alta de 2,94%

Depois do pregão, li rapidamente algumas coisas sobre o mercado de hoje......

Não deveria ter lido.........como diz Nassim Taleb. o escritor de "A Lógica do Cisne Negro", é melhor assistir a TV ao longo dos pregões com o som desligado.......poupa-nos de ouvir certas aberrações...

É muita criatividade.......gente buscando razões para a alta forte....alguns chegaram a escrever que haveria uma mudança na Economia !!

Oh......quanta criatividade !! Mudança ?? Como assim ? Mas Levy, Dilma e assessores, ministros, todos aqueles 39 ministros, sub-ministros.....e sub do sub ministro...toda essa gente já não falou muito ?

Ora.......poupe-nos , não é ?

Subiu porque as siderúrgicas estão deprimidas, porque a VALE foi socada e levada novamente pra faixa de 16,00 e nem fale da ADR da VALE; essa foi enfiada na "vala"...

Índice "IMAT" já fez um belo pivot de alta, como demonstrado aqui

BBDC4, como mostrado aqui também outro dia, continua "sobrevivendo" a uma LTA de 1 ano......não sei como.....mas está........baixo volume nas altas e forte volume nas baixas ultimamente....

Enfim.....muitos sinais nos gráficos apareceram "de melhora" nos últimos 7-10 dias

Ainda mantenho como mais provável a ida À faixa de 57.500-58.000 como falado aqui no fim de semana.

Agora, parece que alguma movimentação pra cima começa a ficar mais clara.

A faixa de 48.000 é a barreira pra baixo agora.......
Pra cima, temos essa faixa de 50.200-50.300 do fechamento de hoje,; depois, 51.000-51.200, e finalmente 52.000 e 52.450 pontos.

Não antes de acompanharmos a LTB destacada abaixo, passando hoje por volta de 51.500

Segurou a faixade 48.000, como correção lá dos 52.450 pontos.

MA50, com "boa vontade", voltando a embicar pra cima.....passando em 49.300.....

Uma última perninha de baixa ali por volta de 48.800-49.000 seria interessante, antes de pensarmos na perna mais forte de alta pra romper  a faixa de 52.000-52.450.

Vamos acompanhando.......

Movimento continua muto semelhantes aquele já discutido aqui de 2012


Bovespa, diário, escala logarítmica





segunda-feira, 16 de março de 2015

Não tenham dúvidas....estamos na última etapa do "enterro político" de Dilma Rousseff...isto é...do Impeachment

Podem anotar....

Um governo acaba, e principalmente um governo arrogante como esse, e como foi o de Collor, quando entramos na etapa "desse mi-mi-mi" de diálogo, humildade....

"A vaca já foi pro brejo"....
Não há mais diálogo.....diálogo com quem ? Com o PMDB ? Com os paulistas ? Com os gaúchos ? Os nordestinos ? com os mineiros ?

Com quem ? 

Durante 12, 15, 16, 20 anos, não era "nós contra eles" ?

E, agora, que "a vaca foi pro brejo" quer diálogo ?

Acabou.....

Preparem-se......não sei se pro pior.....pois já "estamos no pior"......

Mas, preparem-se.......entramos na última fase......

A palavra impeachment passará mais e mais ser ouvida da boca dos políticos, da oposição, do PMDB, do PSDB, da imprensa......

Acabou........

Resta a pergunta:

Como sairemos dessa ? Como ficará o "D+1" ?

Vamos a matéria da Revista VEJA , e o "mi-mi-mi" do "diálogo"

http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/acuado-governo-muda-o-tom-e-agora-fala-em-humildade


Acuado, governo baixa o tom e agora fala em 'humildade'Sem o ministro Rossetto, cujo discurso beligerante marcou pronunciamento de domingo, Cardozo e Eduardo Braga enfatizam promessa de diálogo

Por: Gabriel Castro, de Brasília16/03/2015 às 15:31 - Atualizado em 16/03/2015 às 16:40

Depois da reunião entre a presidente Dilma Rousseff, o vice Michel Temer e outros nove integrantes do primeiro escalão nesta segunda-feira, os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo e de Minas e Energia, Eduardo Braga, foram escalados para falar com a imprensa a respeito dos protestos de 15 de março. Sem novidades, o pronunciamento serviu apenas para um ajuste no tom: a dupla adotou uma postura mais moderada e repetiu a palavra "humildade" diversas vezes. Era o objetivo de Dilma ao substituir o petista Miguel Rossetto, cujas declarações beligerantes marcaram o pronunciamento do domingo - acompanhado por novo panelaço. Mais experiente, o peemedebista Braga já foi líder do governo no Senado.

Durante a entrevista, Cardozo afirmou que o pacote anticorrupção do governo deve ser anunciado até o fim da semana. As propostas, que dependerão do aval do Congresso, incluem a criminalização do caixa dois e do enriquecimento injustificado de agentes públicos.
O ministro também enfatizou a promessa de diálogo com todos os setores da sociedade, que já havia sido feita outras vezes pelo governo em momentos de crise. Segundo Cardozo, agora o compromisso é para valer. "A ideia do diálogo não é algo retórico. É algo real e substantivo. Nós queremos dialogar com todas as forças políticas para que possamos encontrar convergências", disse.
Apesar da mudança de tom, a autocrítica não veio. Cardozo sustentou, por exemplo, que a crise econômica atual se deu porque o governo promoveu medidas anticíclicas para evitar os efeitos da turbulência internacional sobre o Brasil. "Esse caminho foi absolutamente correto. Agora, há um momento em que se a economia não chega a um patamar que nós achamos que poderia ter chegado, temos que adequar às circunstâncias", disse Cardozo. Braga afirmou o mesmo, embora tenha dito que "só não erra quem não faz".
Cardozo e Braga distribuíram obviedades sobre temas importantes, como a reforma ministerial ("Quando e se a presidente se convencer de que tem de ter mudança, ela o fará", disse o ministro da Justiça) e o esforço do governo para acertar ("Há uma distância muito grande entre aqueles que querem acertar e aqueles que defendem a política do quanto pior melhor"), afirmou Eduardo Braga.




domingo, 15 de março de 2015

""Quanto a mim, fico com São Paulo, pois para lá se transportou a alma cívica da Nação". Com essa frase e sua atuação na Revolução de 32 o mineiro Arthur Bernardes, que presidiu o Brasil entre 1922 e 1926, se redimiu perante muitos de seus desafetos da justa fama de repressor e reacionário. Neste domingo, dia 15 de março de 2015, a alma cívica da Nação se transportou para São Paulo, onde se encarnou nos mais de 1 milhão de pessoas que, juntas na Avenida Paulista, fizeram a maior manifestação política da história da cidade e do Brasil.", por Eurípedes Alcântara, Revista VEJA

O dia foi político....

E sem política, não se constrói um país, uma nação.....não são erguidos os pilares estruturais sob os quais se sustentam uma Economia, uma macroeconomia, uma microeconomia.

Ou vocês acham que o Plano Real se sustentaria sem o aval do então Ministro da Fazenda, e posterior Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso ?

Não......a chancela do Plano Real vinha com Fernando Henrique Cardoso....

O dia de hoje foi histórico......todo o país foi às ruas.....todos estão cansados....

cansados com o "Brasil de hoje"........

promessas...promessas....e promessas...apenas isso.......no mais...inflação descontrolada, gastos incontroláveis, corrupção descontrolada, cinismo descontrolado...

enfim.....

O espaço vai para o excelente artigo de Eurípedes Alcântara, da Revista VEJA, publicado agora há pouco:

http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/fora-pt


"Fora PT!"

É bobagem tentar esconder a verdade. O grito que uniu os brasileiros que foram às ruas nesse histórico domingo foi a condenação ao "lulopetismo"

Por: Eurípedes Alcântara15/03/2015 às 20:57 - Atualizado em 15/03/2015 às 21:25

"Quanto a mim, fico com São Paulo, pois para lá se transportou a alma cívica da Nação". Com essa frase e sua atuação na Revolução de 32 o mineiro Arthur Bernardes, que presidiu o Brasil entre 1922 e 1926, se redimiu perante muitos de seus desafetos da justa fama de repressor e reacionário. Neste domingo, dia 15 de março de 2015, a alma cívica da Nação se transportou para São Paulo, onde se encarnou nos mais de 1 milhão de pessoas que, juntas na Avenida Paulista, fizeram a maior manifestação política da história da cidade e do Brasil.

Há trinta anos, nesta mesma data, acabava oficialmente o regime militar de 21 anos de duração. Ao protesto na Avenida Paulista se somaram outros em todos os Estados brasileiros. No final do dia, mais de 1,4 milhão de brasileiros tinham saído às ruas para protestar contra o PT, o partido que há doze anos detém o poder em Brasília. "Fora PT" foi o grito que uniu a maioria absoluta dos manifestantes. E o "Fora Dilma" ? Foi a palavra de ordem circunstancial. Dilma é a presidente e sobre ela recaíram as culpas imediatas da falência moral, ética e, agora, política do "lulopetismo".

A alma cívica vista nas caras-pintadas e nas roupas verde-amarelas do domingo, dia 15, foi a evidência que faltava - se é que faltava - de que venceu o prazo de validade do PT. O "lulopetismo" será lembrado na história apenas como mais uma das inúmeras e dolorosas ilusões populistas que acabam quando acaba a riqueza dos outros. Essas experiências ignoram que em comparação com o desafio de produzir riqueza, distribuir a riqueza já produzida é um piquenique no parque. Produzir riqueza é complexo. Não se faz com conversa fiada, com marqueteiro talentoso. Não se faz no palanque.
A escassez é um dado da vida humana desde a bíblica expulsão do paraíso. Todos os simulacros de socialismo, como é o caso do lulopetismo, acabaram pela incapacidade crônica de vencer a escassez. A presidente Dilma disse há dias que a situação de penúria atual do Brasil se deve ao fato de que "nós esgotamos todos os nossos recursos de combater a crise que começou lá em 2009". Nós quem, cara-pálida? A administração ruinosa do PT esgotou os recursos. Dito de outra maneira, a presidente afirmou o que o mundo inteiro já descobriu sobre ela e seu partido: suas políticas se esgotam quando esgotam os recursos criados por outros. Quem são os outros? São os brasileiros que foram às ruas neste domingo, dia 15. São os brasileiros que trabalham e entregam na forma de impostos, taxas e contribuições tudo que ganham nos primeiros cinco meses do ano ao governo e só depois trabalham para si próprios e suas famílias e, assim, conseguir pagar por todos os serviços que o governo não entrega: segurança, saúde, educação.

As formas de produção de riqueza com que o Brasil conta hoje já existiam antes da chegada do lulopetismo ao poder. Doze anos depois, todas essas fontes de riqueza ou estão quebradas ou fortemente abaladas pelo abuso sofrido pela gestão ruinosa e a corrupção endêmica do período. A corrupção institucionalizada na Petrobras no governo Lula custou 6 bilhões de dólares. Pois a Petrobras foi sangrada em 60 bilhões de dólares por ter sido obrigada por Dilma a subsidiar os combustíveis e, assim, não pressionar a inflação. Subsidiar combustíveis é distribuir riqueza? Sim. Mas os governos que sabem produzir riqueza controlam a inflação de outra maneira e, assim, evitam tirar riqueza que distribuem de uma empresa com milhões de acionistas privados - entre eles milhões de brasileiros que foram levados pelo governo a comprar ações da estatal do petróleo.

​Governos que não sabem produzir riqueza colocam a culpa de sua própria incompetência em crises externas - e quando o ambiente externo é favorável, como foi nos oito anos de Lula, fingem que as coisas estão dando certo por que são sábios. Embromação. Com Lula ou sem Lula teriam entrado no Brasil os mesmos 100 bilhões de dólares a mais pelo mesmo volume de ferro e soja exportados, o que se verificou pelo aumento do preço internacional dessas mercadorias. Lula, Chávez, Dilma, Cristina Kirchner sofrem da mesma incapacidade de gestão. Não sabem como criar um ambiente de negócios que incentive a produção de riquezas. São ignorantes nesse tema. Portanto, enquanto as pessoas não puderem se alimentar de vento e luz, sempre que o dinheiro dos outros acabar, acabam os lulopetismos. Dá para entender por que a alma cívica da nação gritou a todos pulmões, com mais força ainda na avenida Paulista: "Fora PT!"​



Topo histórico em São Paulo....Topo histórico na Av.Paulista....1 milhão de pessoas na Maior Manifestação da história de São Paulo e do Brasil...hoje, dia 15-03-2015....ninguém aguenta mais o "Brasil de hoje"

São Paulo, Av.Paulista, por volta de 15 horas.....1 milhão de pessoas, segunda estimativa da Polícia Militar


Topo histórico em São Paulo....Topo histórico na Av.Paulista.









sábado, 14 de março de 2015

Índice "BZQ", um "ETF Hedge" do Bovespa operado pelos estrangeiros, rompeu até mesmo a máxima de 2011 na última sexta-feira


Índice "BZQ", um "ETF Hedge" do Bovespa operado pelos estrangeiros, rompeu até mesmo a máxima de 2011 na última sexta-feira


BZQ, Tempo Mensal, escala logarítmica, período 6 anos




"Com Dilma, economia retrocede dez anos em dois", por Luís Lima, Revista VEJA

Boa matéria publicada hoje pela Revista Veja e assinada por Luís Lima

http://veja.abril.com.br/noticia/economia/com-dilma-economia-brasileira-retrocede-dez-anos-em-dois


Com Dilma, economia retrocede dez anos em dois

Selic a 12,75%, inflação acima de 7% e dólar a R$ 3,24: governo colhe os frutos de políticas equivocadas que trouxeram uma década de retrocesso

Por: Luís Lima
14/03/2015 às 14:14 - Atualizado em 14/03/2015 às 14:14

"O bem que o Estado pode fazer é limitado; o mal, infinito. O que ele nos pode dar é sempre menos do que nos pode tirar". A frase proferida pelo economista e ex-ministro Roberto Campos, morto em 2001, remonta à década de 1970, mas não causaria estranhamento se fosse dita em 2015. O atual desenho macroeconômico do Brasil - com juros a 12,75%, inflação acima de 7% e dólar a 3,24 reais - mostra os efeitos danosos de uma política de governo intervencionista executada pela presidente Dilma Rousseff desde 2011 e que, agora, cobra seu preço. Diante dos ajustes necessários para que o país não sucumba a uma crise mais aguda, as medidas de subsídios, desonerações e estímulos têm sido desarmadas. Os impostos, elevados. E os brasileiros se deparam com problemas que há mais de uma década pareciam vencidos. Terão de pagar um preço alto para financiar o conserto dos fundamentos econômicos que balizavam o Brasil de outros tempos, mas que foram sistematicamente rompidos. Há cerca de dois anos, o país passa por uma deterioração econômica apenas comparável à era Collor - e esse tombo fez com que uma década de avanços virasse pó.

Na tentativa de manter, a todo custo, o crescimento vigoroso registrado em 2010, quando o Produto Interno Bruto (PIB) do país avançou 7,5%, o governo Dilma empreendeu uma mudança drástica de filosofia. Se o lulismo pregava uma política econômica ainda com viés desenvolvimentista, porém, com algum pragmatismo, a sucessora, no intuito de 'deixar sua marca', resolveu trocar a orquestra e a música. Numa espécie de anexação do Banco Central e do Ministério da Fazenda como secretarias do Palácio do Planalto, a presidente interferiu no câmbio, na taxa de juros e ofereceu subsídios à indústria nacional com o intuito de reduzir a dependência das importações. "Houve um afastamento paulatino dos instrumentos que compõem o tripé de política econômica, o qual garantiu a consolidação da estabilidade da economia conseguida com o Plano Real, além de intervenções na formação de preços em alguns mercados (energia elétrica e combustíveis), com efeitos importantes sobre a economia", afirma Gesner Oliveira, da GO Associados.

A sinalização da presidente frustrou observadores econômicos e os donos do dinheiro. Contudo, como o Brasil ainda era a bola da vez em 2011, a frustração demorou pelo menos dois anos para se transformar num sentimento generalizado. Com isso, a partir de 2013, o país assistiu a uma piora progressiva de seus indicadores econômicos - tanto aqueles que reproduzem a economia real quanto os que capturam expectativas futuras. De lá pra cá, as consequências se tornaram visíveis na indústria, no investimento, no mercado de trabalho, e, em última instância, na renda dos brasileiros, que é corroída pela inflação e juros mais altos. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, está atualmente em 7,70% em 12 meses até fevereiro, o maior nível desde maio de 2005, quando atingiu 8,05%. Já a Selic está em 12,75%, o maior patamar desde janeiro de 2008.

Um número exemplar do retrocesso é o consumo das famílias brasileiras, mensurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e que responde por 60% do Produto Interno Bruto (PIB). Tal indicador tem sido o catalisador do crescimento há pelo menos dez anos, mas deve começar a ruir em 2015. A previsão da Tendências Consultoria é de um recuo de 0,1% - o primeiro desempenho negativo desde 2003, quando caiu 0,8%.

Do lado produtivo, a indústria também não tem nada a comemorar - e não é de hoje. O setor acumula queda de 3,15% em 12 meses até janeiro, o resultado negativo mais intenso desde janeiro de 2010 (- 4,8%). E mesmo o dólar a 3,24 reais não deve resolver os problemas do setor. Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisa e Estudos Econômicos da Fiesp, lembra que "a mesma mão que afaga, estapeia". Traduzindo: a moeda mais cara beneficia quem exporta, mas penaliza quem depende de insumos importados. Empresas que têm dívidas cotadas em moeda americana também podem ser pegas desprevenidas. De qualquer forma, a atual cotação confere algum alívio. "Se não fosse isso, a indústria doméstica não teria chance. De qualquer forma, o ano de 2015 já está desenhado como ruim", diz.

O retrocesso não ocorre apenas do ponto de vista macroeconômico. O economista Alexandre Schwartsman pondera que o que mais preocupa é a piora significativa observada no ambiente de negócios. "Temos um intervencionismo crescente, a paralisação de uma agenda importante que tínhamos avançado. De forma geral, temos um retrocesso claríssimo em diversas dimensões." Ele critica a errática agenda microeconômica adotada desde 2011, que privilegia determinados setores e empresas, e diz que, em relação à macroeconomia, ainda falta uma liderança por parte da presidente. "Dilma terceiriza o que é que mais importante. Colocou Levy na linha de frente e se escondeu atrás dele", diz, referindo-se à condução do ajuste fiscal que foi colocado em prática este ano no intuito de reverter os problemas. Uma das consequências mais preocupantes é o rebaixamento da nota de crédito do Brasil. A situação do país está sendo olhada com lupa por agências de classificação de risco, como Standard & Poor's (S&P) e Fitch.

Neste cenário nebuloso, aumentou o "risco-Brasil", indicador que aponta, em linhas gerais, a percepção dos investidores em relação à capacidade do país de honrar suas dívidas. Segundo o Embi+Br, calculado pelo banco JP Morgan, o "risco-Brasil" estava em 338 pontos na última sexta-feira, o maior patamar desde maio de 2009, auge da crise financeira internacional. "Vale lembrar que a tendência é de alta, considerando o agravamento das crises político e econômica, incluindo os escândalos de corrupção envolvendo a Petrobras. Tudo isso deixa o mercado muito mais temeroso", afirma Silvio Campos Neto, economista da Tendências Consultoria.

Para o economista Otto Nogami, do Insper, a principal diferença entre a conjuntura atual e a dos anos 2000 é o sentimento dos agentes do mercado. Se, naquela década, a sensação era de que as coisas poderiam melhorar, o que se apresenta agora é um cenário de constante deterioração. "No início da década passada, ainda vivíamos um processo de recuperação, após a implementação do Plano Real. Tivemos uma melhoria do ambiente externo, uma busca por equilíbrio macroeconômico interno, que marcaram os dois governos do presidente Lula", lembrou Nogami. A conjuntura atual, no entanto, espelha visão oposta. Em diversos setores, índices de confiança atingem mínimas históricas, de acordo com sondagens elaboradas pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV). Na indústria, por exemplo, o Índice de Confiança da Indústria (ICI) atingiu em fevereiro o menor patamar desde abril de 2009.

Há uma tentativa incisiva do governo, capitaneada pelo ministro Levy, de reverter a situação. Não porque a presidente acredite que tenha feito algo errado. Prova disso é que dias atrás, diante de uma crítica feita por Levy a políticas passadas, o governo rebateu como represália, classificando a crítica como "infeliz". As medidas que o ministro briga para implementar atingem em cheio o bolso do trabalhador, em especial aquelas que reduzem benefícios trabalhistas. São duras, mas necessárias. O povo brada reparação, pois se sente enganado pelas promessas de manutenção das políticas feitas durante as eleições. O petrolão acrescenta pólvora à indignação. E a presidente, até o momento, parece fechar os olhos ao problema.
(Com reportagem de Teo Cury)


Vamos lá....vamos tentar expor a "minha defesa" em relação a maior probabilidade de irmos à faixa de 57.500 antes de perder a faixa dos 44.000-45.000

Vamos lá....

Vamos tentar expor a "minha defesa" em relação a maior probabilidade de irmos à faixa de 57.500, antes de perder a faixa dos 44.000-45.000

Eu e muitos aqui já vimos várias aberrações ao longo do tempo....pra cima e pra baixo......

Do ponto de vista fundamentalista, o Brasil vai mal.....muito mal.....

E minha visão pessimista ainda se mantém.....o tipo de desarranjo estrutural a que foi cometida nossa Economia não se resolve num curto espaço de tempo......

Mas gráficos são gráficos......índices são compostos por vários papéis......números são números...

e o mercado é "mestre" em brincar com os números, pra ficarmos no plano do "eufemismo"

O mercado muitas vezes chega a uma "conta de chegada"......usa critérios "malucos" pra sustentar divisores, pra cima ou pra baixo......sem completo nexo com a realidade de uma empresa, principalmente no longo prazo.

Assim, vamos aos gráficos.

Ontem falei do ETF "EWZ", o "Bovespa operado pelos estrangeiros".

O que vimos ontem e volto a resgatar aqui hoje ?

Ora..... O "EWZ" está muito próximo do nível da crise americana de 2008; a mínima foi lá nos 26.80.

Bateu ontem 28,82

E o Bovespa dolarizado ? Vejam abaixo, o fechamento em 15.065 pontos em dólar......muito próximo também do nível de 2008....

Ou seja, "EWZ" e Bovespa dolarizado estão falando a mesma língua.......é razoável entendermos dessa forma........entendermos que os algoritmos sejam os mesmos, dado que ambos "carregam" a mesma variável, o dólar.

Vejam no último gráfico, o do próprio Bovespa, a diferença.....

Bovespa ainda está longe do nível de 2008

Razão ?........Bovespa é um índice......carrega vários papéis......tem papel que se beneficia com a valorização do dólar....outros não.......o Bovespa "carrega" "um amplo leque de variáveis".......

Enfim......é fato que os algoritmos são diferentes......

Portanto.....essa proximidade do "EWZ" e Bovespa dolarizado com a faixa de 2008 pode nos levar a especular que uma reversão de curto prazo esteja perto......um rally que não apenas reflita nos 52.450 pontos do Bovespa dos últimos 30 dias.....

Ou em outras palavras.........a proximidade do nivel de 2008 pode levar "EWZ" e Bovespa dolarizado a buscarem os antigos divisores perdidos, assim como LTB'S Longas

Tudo isso "atrelado" ao próprio Bovespa.......

Ou.......O Bovespa acompanharia esses algoritmos, ainda que dentro de sua atual dinâmica longe dos níveis de 2008

Na prática ?

"EWZ" iniciaria um rally em breve em direção a sua LTB maior

Bovespa dolarizado  iniciaria um rally em direção a faixa de 20.000 pontos, no mínimo, em dólar

E o Bovespa ?

Primeiro, fica a dúvida até onde ele iria nessa queda atual.......para nos 48.000 ? ou ainda vai buscar os 46.400, suporte mais forte abaixo dos 48.000 ou mesmo os 45.800, fundo do final de  2014......

ou o fundo de 44.000 de 2013 ou 45.000 do início de 2014 ?

Interessante notar uma LTA que vem dos 44.000 marcada abaixo no gráfico do Bovespa.....hoje passa ali por volta dos 46.000

Eu não gosto muito dessas LTA'S pouco inclinadas.....mas está lá.....3 pontos exatos.....

E a faixa dos 57.500 ?

Ora.....vejam a LTB maior.........em 4-5 meses, ela encostaria nos 58.000........

Nada que uma ida rápida a essa faixa se dê na metade do tempo, corrija e faça um topo duplo lá novamente.....

Reparem que o MACD já cruzou na COMPRA há 2 semanas....assim,como o histograma está "acima da linha zero", portanto, em modo COMPRA , no semanal

Esse é um cenário......hoje, pra mim, o principal.......

Temos outros.....uma longa congestão entre 45.000 e 52.500.......ou uma ida aos 55.000 e só.....

Índices como o IMAT colocado aqui ontem fortalecem a idéia de um rally do Bovespa em breve......

afinal, o IMAT carrega siderúrgicas e VALE, setor e empresa atrasadas.......afinal, com todos os problemas da VALE, a forte desvalorização do REAL lhe dá uma espécie de compensação pelo crash do minério de ferro....

Dito isso tudo, independente dos próximos movimentos, fica difíil imaginar a perda da faixa dos 44.000 no curto-médio prazo.....

Deveremos ainda subir....ou congestionar ......antes do crash final....


Vamos aos 3 gráficos

EWZ, Mensal, escala logarítmica, período 15 anos




Bovespa dolarizado, período 20 anos
 


Bovespa, SEMANAL, escala logarítmica, período 5 anos








sexta-feira, 13 de março de 2015

"BBDC4" (Bradesco PN) salva novamente no fechamento da semana uma LTA de 1 ano

"BBDC4" (Bradesco PN) salva novamente no fechamento da semana uma LTA de 1 ano

BBDC4, Diário, escala semi-logarítmica, período 1 ano e meio





Pra mim, não há mais dúvidas sobre a melhora do Índice "IMAT"...fez um belo pivot de alta na faixa de 1.400-1.420 e ganha força

O índie "IMAT" (Índice de Materiais básicos) carrega uma parte importante do Bovespa; carrega os papéis da VALE, siderúrgicas e papéis de exportadoras, como FIBR3 e SUZB5

Pra mim, não há mais dúvidas sobre a melhora do Índice "IMAT"...fez um belo pivot de alta na faixa de 1.400-1.420 e ganha força

Vejam no primeiro gráfico o fundo duplo discutido aqui no blog dias atrás.

Nos últimos dias , o índice ficou pipocando ali na faixa de 1.370-1.400......

Essa faixa de 1.400 é confusa com a de 1.420....mas, hoje, finalmente rompeu a faixa de 1.420.

Fechamento em 1.450, alta de 3,5%.

Essa faixa, vista no gráfico SEMANAL, mais abaixo, não é nada desprezível; talvez "tão chata" como a de 1.420......nesse gráfico semanal dá pra notar isso.

Mas o pivot de alta visto hoje é alentador para os papéis de siderúrgicas e VALE bastante massacrados nos últimos meses.

Na verdade, as siderúrgicas vêm apresentando uma melhora forte nesses últimos dias; a melhora e esse rompimento de pivot do "IMAT" deve-se já a esse comportamento das siderúrgicas, aí inclusas USIMINAS, GERDAU E CSN.

Falta a VALE.......Sempre a VALE retardatária......


IMAT, diário 


IMAT, SEMANAL






Pode parecer precoce e paradoxal com a visão pessimista do blog, mas no fim de semana tentarei detalhar o porquê de ainda defender, como mais provável, a ida do Bovespa à faixa de 57.500 no curto prazo antes dos 30.000....e isso passa pelo ETF "EWZ" e Bovespa dolarizado

Pode parecer precoce e paradoxal com a visão pessimista do blog, mas no fim de semana tentarei detalhar o porquê de ainda defender, como mais provável, a ida do Bovespa à faixa de 57.500 no curto prazo (próximos 3 meses)  antes da ida aos  29.000-30.000....

E isso passa pelo ETF "EWZ" e pelo Bovespa dolarizado.

Por enquanto, ficamos apenas com o gráfico do ETF "EWZ", aqui no blog muito discutido, por se tratar do "Bovespa operado pelos estrangeiros"

Hoje,, novo pivot de baixa; furou a faixa de 30.00....fechamento em 29,31, queda de 3,46%


ETF "EWZ", Mensal, escala logarítmica, período 15 anos





Mesmo para aqueles que eram pessimistas e estão "assustados" com a escalada do dólar, vamos olhar o gráfico de 15 anos e focar nessa faixa de 3,20

Mesmo para aqueles que eram pessimistas e estão "assustados" com a escalada do dólar, vamos olhar o gráfico de 15 anos e focar nessa faixa de  3,20

Reparem abaixo que algumas faixas de resistência importantes foram rompidas com uma "certa facilidade" nos últimos meses.

A saber: 2,42-2,50.......2,60....2,80....e 3,00
Se quisermos enxugar, dessas, as mais relevantes eram 2,60 e 2,80.

Agora, temos 3,24, ponto alcançado em maio de 2004....também mínima do final de 2002 pra 2003, no auge da ansiedade vivida com o novo governo petista de Lula.

Abaixo, com um pouco mais de "boa vontade", temos uma configuração" de uma figura de "W", ou seja, um fundo duplo na faixa de 1,55 e eixo desse "W" em 2,60.

Assim, poderíamos especular que o o "W" seria "fechado" nessa faixa de 3,24 ou mesmo lá nos 4,00.

É claro que isso é tudo "teoria", apenas uma visão "gráfica".

Resumidamente, agora, temos uma outra expectativa de "parada pra respirar" no "Dólar x Real".

Interessante observar que papéis como FIBR3 e SUZB5 começam a bater em pontos importantes; principalmente FIBR3 batendo na faixa de 40,50-41,50.

"Dólar x Real", MENSAL, Período 15 anos