quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Feliz 2025... e não 2015.....

Algum leitor lembra-se dos anos 70 ?

Poucos.......mas, perguntem a seus avós...pais......os anos 70 foram ruins ? Em parte sim, ou em grande parte; o Brasil havia sido fortemente afetado pela Crise do Petróleo e pela explosão das taxas de juros americanas e seus efeitos.

Mas o brasileiro que viveu os anos 70 já era "vacinado"....

Motivos não faltavam; afinal, lembranças da Segunda Guerra Mundial  junto a pais e avós ainda permeavam o dia a dia , assim como o ambiente confuso de uma Ditadura Militar que,  a despeito de um lampejo de modernidade com o governo de Juscelino Kubitschek no final dos anos 50, ainda se fazia presente.

E algum leitor lembra-se dos anos 80 e inicio dos anos 90 ?

Eu e talvez 30% dos leitores sim.

Mas, ao que me parece, quem viveu os anos 80 e início dos anos 90 também era "vacinado".

Afinal, assim como acontecera com a "geração do Pós-Guerra dos anos 70", convivíamos com lembranças de anos confusos de uma Ditadura Militar recente junto a nossos pais e avós

Mais.....o complicado final dos anos 70 impunha ao pais anos difíceis;  O país era arrastado para uma Crise Econômica que não parecia ter fim. A Hiperinflação brasileira que alcançaria inimagináveis 80% ao mês em seu ápice era apenas uma face e sintoma dessa crise.

"Nós vamos sair dessa".......pensava o brasileiro...........sim......se os recentes anos anteriores foram ruins, a sensação de "muito ruim" talvez fosse amenizada,  não é ?

Assim como a sensação  do "muito ruim" dos anos 70 fora amenizada pelos recentes "anos ruins de 60"........

Assim, pra ir mais longe, a sensação  do "muito ruim" dos anos 60 fora amenizada pelos recentes "anos ruins de 50" e o trauma recente do suicídio de Vargas......

Há diferença entre "ruim" e "muito ruim" ?

Enfim......

Do início dos anos 90 pra trás, o brasileiro sempre foi um"sujeito vacinado".....

Estamos no ano de 2014.....

Você, brasileiro.....sim....você.........você que tem menos de 40 anos........

Você não tem a mínima idéia do que o Brasil viveu nos anos 50, 60, 70, 80 e início dos anos 90.

Apenas parte dos tomadores de decisões no país sabe o que vivemos nos anos loucos e difíceis das décadas de 70,e 80, e parte da década de 90.

Por isso, na minha opinião, o Brasil vive hoje uma gigantesca ilusão.

O Viés positivo impregnado pelo "bom momento dos anos 90 e 2000" distorce, sobremaneira, a percepção do que está à frente para o Brasil.

O brasileiro que tem uma franquia, um pequeno comércio, uma pequena ou média indústria, que saiu da faculdade, que mora com os pais, enfim, uma parcela importante e não desprezível da sociedade brasileira ainda "não se tocou" de tudo que está à sua frente.

Essa parcela da sociedade está fazendo a pergunta errada......

Está "impregnada" por um Brasil que se livrou de uma hiperinflação, se livrou de parte de algumas estatais , imprimiu uma boa onda de privatizações, mergulhou na modernidade da internet 4G,, tudo isso construído há "apenas 15-20 anos.

Está impregnada pelo bom momento dos anos 2000, principalmente até 2010, momento esse marcado pelo aproveitamento de todo o arcabouço construído na década de 90, arcabouço esse capaz de dar uma nova cara ao país, de trazer investimentos externos para as recentes privatizações, de construção de bases para exportações em face de uma realidade de estabilidade monetária e flexibilidade cambial.

Está impregnada pela inércia positiva produzida pelo talvez maior boom das commodities dos últimos 100 anos.

A realidade que está a nossa frente é outra.......

Sinto muito......sinto muito mesmo......

Ainda leio algumas coisas do tipo:

"Não.....se a Presidente Dilma fizer o ajuste fiscal, principalmente dada a credibilidade do novo Ministro da Fazenda Joaquim Levy, o "pior" estará ultrapassado"".......

Não......não estará !!.....

Temos outros....e outros......e outros......dezenas de outros problemas ao redor........ainda que acreditássemos que a Presidente Dilma Rousseff atacará de fente a questão fiscal, e eu tenho seríssimas dúvidas a respeito, temos dezenas de outros problemas

Esse é o ponto....esse é o ponto......

O brasileiro está mal-acostumado nos últimos 10 anos......

O Brasileiro médio viveu um sonho nesses últimos 10 anos.......embalado pela dinâmica que relatei acima......

Esqueçam essa dinâmica....

Boa parte foi destruída pelo próprio governo atual........e isso demorará pra ser reconstruído.

Outra parte DEVERÁ caber numa outra e nova Realidade mundial.......

Não há, e não haverá mais "boom das commodities" nos próximos 2,5 ou 10 anos.....

Não haverá mais "almoço grátis" ou taxa de juros americana  "zero"  por muito tempo.......essas taxas aumentarão num futuro próximo, distanciando-se do "zero" mais e mais, empurrando todo o mundo para uma nova realidade de fluxos de capital.

A China não crescerá  mais a 11% ou 12%, muito menos a 13% no curto, médio e longo prazo.

Pensaram na Europa ? Esqueçam.....

Esse novo cenário não cabe no "Brasil atual". 

Vamos repetir......Esse novo cenário não cabe no "Brasil atual".

- Como sair da faculdade e pagar um aluguel de 2, 3 salários mínimos num apartamento de 30 m2 longe 2 horas do centro da cidade ? E ainda pagar alimentação e lazer  ?

- Como sair da faculdade e entrar num financiamento de um apartamento de 30 m2 longe 2 horas do centro e que custa à vista, no mínimo, 250 vezes o salário mínimo ?

- Como sustentar uma família com 1 filho  com um salário médio de 6 salários mínimos enquanto o setor público paga, "a grosso modo e por baixo", pelo menos 2 vezes mais do que isso ?

- Como impor à sociedade brasileira uma carga tributária que já está em 36% do PIB sem derrubar privilégios de um setor público fortemente inchado e ineficiente ?

-  Como impor à sociedade brasileira uma carga tributária que já está em 36% do PIB e que ainda paga alto pela Saúde e Educação privadas já que o Estado não as provém ?

- Como exigir do micro, pequeno, médio e grande empresário que pague "melhor aos funcionários" se o Estado exige que se pague cerca de 70% de encargos sociais ? Encargos que não os ajudarão a diminuir os custos com Saúde e Educação, e sim encargos que ajudarão a manter uma máquina pública inchada e ineficiente ?

Helloooooo Brasileiro !!

Se  "Maomé não vai a Montanha....a Montanha vai até Maomé"....

Se você não faz a manutenção do carro, na hora que aparece o problema, são vários os problemas....

Se o ajuste não foi feito......."faça-o na marra"......"da pior maneira possível"

Quebra o micro, o pequeno, o médio e grande empresário....

Não tem emprego na indústria, no comércio e no "Serviços"

Não tem emprego na pequena, na média e na grande indústria

Quebra  1 setor....2 setores.....3 setores...

"Volta-se à média na marra"....."os preços relativos se ajustam".....o Plano Real, de uma "maneira organizada", foi capaz disso......."os preços relativos se ajustaram"

É hora de "cair na real ".....

A contagem regressiva já começou.....

10 anos......pelo menos 10 anos......

Bem vindo aos anos 70....80.....e inicio dos anos 90.......

"Acordem de um sonho"........

Feliz 2025........




terça-feira, 30 de dezembro de 2014

O bom momento de "SUZB5" (SUZANO PNA) refletido no diário e semanal

Abaixo, ao final do ano, 3 gráficos de SUZB5 (SUZANO PNA).

Tendência de alta clara.

Papel, entre outros pontos, claramente beneficiado pelo BULL-MARKET do dólar

No curto prazo, MME13 ainda cruzada pra cima sobre a MME21, em modo compra no tempo diário.

Topos e fundos ascendentes no curto, médio e longo prazo

No último gráfico, tempo SEMANAL, temos MACD cruzado na COMPRA.....Histograma ainda "acima da linha zero", portanto, em modo COMPRA.


SUZB5,diário, período 1 ano



SUZB5,diário, período 3 anos




SUZB5, SEMANAL período 5 anos






Bovespa em 30-12-2014.....Último pregão do ano

No último pregão do ano Bovespa fechou em queda de 1,16%, exatamente nos 50.000 pontos.

A despeito do baixo volume esperado, não me pareceu tão baixo assim diante dos anos anteriores.

Ainda temos a Média Móvel exponencial de 13 períodos ( linha verde)  abaixo da Média Móvel Exponencial de 21 períodos (linha azul), como visto abaixo; portanto  , ainda em modo venda no tempo diário.

Pra final de ano destaquei uma LTB, que, em tese, pode ser confrontado com um possível canal de baixa, também destacado abaixo.

Resistência imediata continua essa faixa de 50.900 pontos, embora a 51,200 seja a mais clara; acima de 51.200, a mais forte em 52.000 ou a faixa de 52.000-52.500.

Pra baixo, atenção à perda dos 50.000 pontos, que poderá levar o Bovespa aos 49.200; abaixo d 49,200, 48.800 e 48.000 pontos.

Bovespa, diário, escala logarítmica 






Atualizada a "carteira blog" ao final do mês de dezembro e do ano.

Atualizada a "carteira blog" ao final do mês de dezembro e do ano. Está no link "Carteira blog"

Antes, apenas acrescentar que descontamos R$ 0,02 do papel "BBDC4", pela distribuição de proventos e ele ter ficado "ex" no dia 02 dezembro

Também descontamos do mesmo papel R$ 0,64, por conta de distribuição de .proventos e ele ter ficado "ex" no dia 23 dezembro.

Portanto, do valor que constava ao final de novembro, descontamos de "BBDC4", um total de R$ 0,66




A pergunta que não quer calar....."Por que não privatizar setores inteiros da Economia e poupar as mudanças em regras trabalhistas divulgadas pelo Governo Federal ontem?

Mudanças em regras trabalhistas foram divulgadas ontem pelo Governo Federal.

Algumas delas até necessárias....outras....e, me parece, a maioria discutível, sob vários aspectos.

Assim, cabe uma pergunta :

Não seria mais "justo" e "humano", o Governo fazer sua parte , cortar gastos públicos completamente, realmente desnecessários ? 

Por que ?

Por que ?

Por que não privatizar tudo ? tudo.......

O desperdício com os gastos atuais que vemos nas estatais, seja por corrupção ou não, o inchaço do funcionalismo nas estatais, enfim, tudo isso representa gastos públicos questionáveis e que, uma vez "economizados", abririam espaço para a manutenção de questões como as colocadas ontem, assim como avanços em outras, como Saúde e Educação

Vamos ao texto com as mudanças divulgadas




Crédito Jornal "O Globo"




Entenda as mudanças nas regras para concessão de benefícios do FAT e da Previdência
Novidades passam a valer em 2015 e só se aplicam para os pedidos feitos de agora em diante
POR O GLOBO
29/12/2014 22:44 / ATUALIZADO 29/12/2014 22:58

RIO - A fim de fazer uma economia de R$ 18 bilhões por ano, a partir de 2015, o governo federal está apertando as regras para concessão de benefícios do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e da Previdência Social. A presidente Dilma Rousseff enviará, nesta terça-feira, uma Medida Provisória (MP) com uma série de ajustes, anunciados nesta segunda-feira pelo ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante. As mudanças atingem o abono salarial, o seguro-desemprego, o seguro-desemprego dos pescadores artesanais, a pensão por morte e o auxilio-doença. As mudanças não serão retroativas, atingindo apenas os beneficiários de agora em diante. Veja abaixo as principais mudanças nos benefícios:

ABONO SALARIAL (PIS)

Como é hoje: o benefício, correspondente a um salário mínimo, é pago aos trabalhadores com renda de até dois salários mínimos e que tenham trabalhado por pelo menos um mês com carteira assinada no ano anterior.

Como vai ficar: o valor do benefício passa a ser proporcional ao período trabalhado e, além disso, só receberá o benefício quem tiver trabalhado por pelo menos seis com carteira assinada no ano anterior.

SEGURO-DESEMPREGO

Como é hoje: o trabalhador demitido sem justa causa, após seis meses ou mais na mesma empresa, tem direito ao benefício.

Como vai ficar: o acesso ao benefício ficará mais difícil. Na primeira solicitação, será preciso ter pelo menos 18 meses no emprego; na segunda, 12 meses e, na terceira, seis meses.

SEGURO DEFESO (seguro-desemprego do pescador artesanal)

Como é hoje: o benefício, correspondente a um salário mínimo, é pago aos pescadores durante o período em que a pesca é proibida. É preciso ter feito pelo menos uma contribuição à Previdência no ano anterior e ter registro de pescador há um ano, no mínimo. Não é vedado o acúmulo de outros benefícios (assistencial ou previdenciário).

Como vai ficar: será proibido o pagamento do benefício a quem já recebe pensão, por exemplo. Além disso, será preciso comprovar três anos na profissão, um ano de contribuição à Previdência ou venda do pescado.

AUXÍLIO-DOENÇA

Como é hoje: os patrões arcam com os primeiros 15 dias de afastamento do trabalhador e o restante é custeado pelo INSS. O benefício é calculado com base na média dos 80 melhores salários-contribuição.

Como vai ficar: o custo dos trabalhadores afastados para os empregadores subirá para 30 dias. Será fixado um teto para o valor do auxílio-doença, equivalente à média das últimos 12 salários-contribuição à Previdência.

PENSÕES

Como é hoje: o benefício pago aos viúvos é integral, vitalício e independente do número de dependentes (filhos). Não existe prazo de carência, bastando uma única contribuição à Previdência.

Como vai ficar: acabará o benefício vitalício para cônjuges jovens (até 35 anos); a partir desta idade, a duração do benefício dependerá da expectativa de vida. O valor da pensão cai pela metade (50%), mais 10% por dependente, até o limite de 100%. Assim que o dependente completa a maioridade, a parte dele é cessada. Para ter acesso à pensão, é preciso que o segurado tenha contribuído para a Previdência Social por dois anos, pelo menos, com exceção dos casos de acidente no trabalho e doença profissional. Será exigido tempo mínimo de casamento ou união estável de dois anos. O valor mínimo da pensão continua sendo de um salário-mínimo. As mudanças valerão também para os servidores públicos, que já tem pensão limitada a 70% do valor do benefício (que excede ao teto do INSS, de R$ 4.390).






Algumas considerações sobre a atualização da "Carteira blog" antes do último dia útil do ano

Não havia atualizado a "carteira blog" ao final do mês de novembro.

Portanto, antes da última atualização que será feita hoje ao final do dia, vamos colocar a planilha atualizada abaixo com os fechamentos dos 2 únicos papéis e posições que ela contém.

Antes, apenas acrescentar que descontamos R$ 0,02 do papel "BBDC4", pela distribuição de proventos e ele ter ficado "ex" no dia 04 de novembro.

Abaixo, a atualização com o fechamento em 30-11-2014






segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

"O Aurelius Capital Management, um fundo de investimentos de Nova York que detém títulos de dívida da Petrobras, está exortando outros credores da empresa a enviar um “aviso de default” pelo fato da estatal não ter publicado ainda seus números do terceiro trimestre.", por Geraldo Samor, em "Veja Mercados"

Estamos no dia 29 de dezembro de 2014.....

A poucas horas do final do ano, correto ?

Muita gente arrumando mala.......tomando chopp.....cervejinha.....

Não tem nada pra acontecer mesmo, não é ?

ERRADO.........

Tem gente "ralando" e muito no mercado financeiro......

se tem algum lugar.....algum trabalho que vocês pensam que tem "come e dorme", esse lugar, certamente não é o mercado financeiro....

Só tem "raposa velha" lá......em todo lugar.....em todo o mundo....

Querem mais uma prova ?

Então, vamos lá !!

Notícia fresquinha !!

Vamos a ela.........o crédito é da Coluna do Geraldo Samor,, da "Veja Mercados"

http://veja.abril.com.br/blog/mercados/petroleo-gas-e-mineracao/procure-no-aurelius-default-da-petrobras/


29/12/2014 às 19:56 \ Petróleo, gás e mineração
Procure no Aurelius: “default” da Petrobras

O Aurelius Capital Management, um fundo de investimentos de Nova York que detém títulos de dívida da Petrobras, está exortando outros credores da empresa a enviar um “aviso de default” pelo fato da estatal não ter publicado ainda seus números do terceiro trimestre.

Os contratos que regem os títulos de dívida (bonds) da Petrobras estabelecem que a estatal tinha até hoje para publicar seu resultado do terceiro trimestre — prazo que a empresa não cumpriu. A partir do “aviso de default”, a estatal tem 60 dias para publicar o balanço. Se não cumprir este prazo, a Petrobras entrará em “default técnico,” o que significa que ela está descumprindo os contratos com os credores — mesmo que continue em dia com seus pagamentos.

Um “default técnico” permite que credores que coletivamente detenham 25% de qualquer emissão de bonds da Petrobras possam se reunir em um grupo e exigir o resgate imediato de seus títulos, obrigando a Petrobras a fazer desembolsos bilionários num momento em que seu caixa é curto.


A exortação do Aurelius não tem nenhuma implicação relevante para a Petrobras neste momento, mas é mais um capítulo na escalada da tensão sobre a possibilidade da empresa entrar em default técnico.

A notícia sobre a carta do Aurelius a outros credores saiu com exclusividade na Bloomberg no final da tarde de hoje.

Para o Aurelius, o “aviso de default” é uma medida de precaução que todos os credores deveriam adotar neste momento. Na carta, o fundo diz ainda que a Petrobras ficará excluída do mercado de dívida internacional até a normalização de suas divulgações financeiras.

A Petrobras tem cerca de 53,6 bilhões de dólares em bonds no mercado internacional.

Em 12 de dezembro, a Petrobras disse que seus credores concordaram com o adiamento do balanço até o fim de janeiro. Na carta, o Aurelius diz que aquele “perdão” só é válido para uma das emissões de dívida da empresa.



"Brasil.....é aqui que as coisas vão do "pior" pra "catástrofe"", diz o texto publicado pelo renomado site americano "ZERO HEDGE" há poucas horas, depois da publicação dos números horrorosos das Contas Públicas no Brasil

Tem amigo meu que acha que eu sou "pessimista demais"......

É.......pode ser.....

O que você acha da visão do renomado site americano "Zero Hedge" publicada agora há pouco sobre o Brasil, após a divulgação pela Imprensa  dos números atuais das Contas Públicas brasileiras (notícia reproduzida no post  anterior) ?

Pois é.....

Diz o "ZERO HEDGE" no Brasil......Sim !! nós !! BRAZIL !!

"É no Brasil que "as coisas vão do pior a catástrofe"

Vejam a exata frase.....mais abaixo, o texto completo do artigo:


"China may have mastered the art of fabricating economic data to a level unmatched by anyone except the US Department of Labor, but its derivative countries have much to learn. And none other more so than one of China's favorite sources of commodities over the past decade: Brazil. It is here that things are going from worse to catastrophic, as disclosed in today's update of Brazil's fiscal picture."


http://www.zerohedge.com/news/2014-12-29/brazils-economy-just-imploded



Brazil's Economy Just Imploded
Tyler Durden's pictureSubmitted by Tyler Durden on 12/29/2014 12:06 -0500

China may have mastered the art of fabricating economic data to a level unmatched by anyone except the US Department of Labor, but its derivative countries have much to learn. And none other more so than one of China's favorite sources of commodities over the past decade: Brazil. It is here that things are going from worse to catastrophic, as disclosed in today's update of Brazil's fiscal picture.

Here are the disturbing facts showing that behind the world's propaganda growth facade, it is all hollow: Brazil's consolidated public sector primary fiscal balance, which posted a significantly worse than expected R$8.1bn primary deficit in November driven by the R$6.7bn deficit of the Central Government, dipped into negative territory: -0.18% of GDP, driven by the significant deterioration of the Central Government finances.

This is the worst fiscal outturn since November 1998. Furthermore, the primary surplus of subnational government (States and Municipalities) has also been eroding, a reflection of the authorizations given by the Treasury since 2011 for increased borrowing by the States. For instance, the States and Municipalities posted a negligible 0.08% of GDP surplus during Jan-Nov 2014, down from 0.46% of GDP during Jan-Nov 2013.

It gets worse: the overall public sector fiscal deficit widened to a very high 5.82% of GDP (the highest fiscal deficit since September 2003) given the high 5.64% of GDP net interest bill and steady erosion of the primary fiscal surplus. Given the BRL depreciation during the month, the interest on the stock of Dollar swaps issued by the central bank reached R$8.7bn.

The steady decline of the public sector savings rate is leading to a wider current account deficit despite weaker growth and low investment. In fact, the twin fiscal and current account deficits are now tracking at a combined, very troublesome 9.9% of GDP, the worst picture in 15 years (since September 1999). Repairing the severely unbalanced macro picture demands a deep fiscal and quasi-fiscal adjustment and a significantly weaker BRL.

Last but not least, gross general government debt rose to 63.0% of GDP in October, up from 56.7% of GDP in 2013 and 53.4% of GDP in 2010 (and the highest level since October 2009).

To summarize, in Goldman's words

The fiscal picture has deteriorated very significantly since 2011 at both the flow (fiscal deficit) and stock (gross public debt) levels.
President Rousseff and Finance Minister designate Levy will face, among other things, the very significant challenge of repairing the severely deteriorated fiscal picture.
The steady erosion of the fiscal stance pushed net and gross public debt up. Furthermore, fiscal and quasi-fiscal activism undermined the effectiveness of monetary policy, contributed to inflation very high and drove the current account deficit to a very high level despite weak growth.
In other words, after Japan, this is merely the latest Keynesian success story. And now BTFATH in the S&P 500 because the US will, any minute now, decouple from the entire world.






"Governo central tem pior resultado histórico para mês de novembro", por Revista VEJA

Esperando notícia boa na "virada do ano" ?.......Tá difícil....

Notícia abaixo, crédito Revista VEJA:/ Jornal "O Estado de São Paulo"

http://veja.abril.com.br/noticia/economia/governo-central-tem-pior-resultado-historico-para-mes-de-novembro

29/12/2014 - 11:03
Contas públicas
Governo central tem pior resultado histórico para mês de novembro

Rombo nas contas do Tesouro, Banco Central e Previdência soma R$ 6,7 bilhões. No ano, déficit fiscal já chega a R$ 18,3 bilhões

As contas da presidente Dilma Rousseff permaneceram no vermelho em novembro. O chamado Governo Central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) apresentou déficit de 6,711 bilhões de reais, pior resultado para o mês da série histórica do Tesouro, que começou em 1997.

No acumulado de 2014, o déficit primário subiu para 18,319 bilhões de reais, o equivalente a 0,39% do Produto Interno Bruto (PIB). É também o pior resultado de janeiro a novembro da série histórica. No mesmo período do ano passado, o esforço fiscal era positivo em 1,41% do PIB.

Entre janeiro e novembro, o Tesouro registra um superávit de 40,345 bilhões de reais, mas o INSS mostra um rombo de 58,467 bilhões no período, enquanto o Banco Central tem um saldo também negativo de 197,9 milhões.

Enquanto as receitas tiveram uma expansão de apenas 3,9%, as despesas avançaram no período 12,7% em relação a janeiro e novembro do ano passado. Apenas em novembro, as contas do Tesouro registraram um superávit de 1,487 bilhão de reais, a Previdência registrou um déficit de 7,911 bilhões de reais e o Banco Central um déficit de 287,1 milhões de reais.

Com mais um déficit, o resultado fiscal obtido até agora ficou ainda mais distante da última previsão da equipe econômica, de fechar o ano com as contas no azul - superávit de 10,1 bilhões de reais.

A previsão foi incluída no relatório bimestral de avaliação de despesas e receitas do Orçamento encaminhado ao Congresso Nacional no final de novembro. Essa estimativa se tornou, na prática, uma espécie de meta fiscal não oficial depois que o governo conseguiu aprovar a flexibilização da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2014, que dá permissão ao governo Dilma Rousseff para não cumprir a meta fiscal e fechar o ano, inclusive, com um déficit primário sem que haja punições para os governantes.

Para conseguir terminar o ano com o superávit de 10,1 bilhões de reais prometido, o governo vai precisar fazer um superávit em dezembro de no mínimo 28,4 bilhões de reais. Em 12 meses até novembro, o Governo Central registra um déficit de 3,9 bilhões de reais ou 0,1% do PIB.

(Com Estadão Conteúdo)



sábado, 27 de dezembro de 2014

Bovespa - Final de Semana

Mesmo com baixo volume ao longo da semana, por conta das festas natalinas, o Bovespa rompeu a LTB mais curta que passava ali por volta dos 50.000

Também rompeu a própria faixa na segunda-feira última pra retestá-la ontem e fechar praticamente nela; fechamento em 50.150 pontos.

Fechou em queda ontem, queda de 1,48%.

Temos algumas possibilidades e alternativas no horizonte.

Ainda, me parece, um cenário mais positivo do que negativo no curto prazo.

Senão vejamos alguns poréns:

Vejam abaixo que, depois da reversão lá nos 45.800, o índice veio direto na máxima da sexta-feira em 51.000 pontos; ainda deveria uma ida aos 51.200 ou mesmo nos 52.000 pontos.

No entanto, reparem que essa primeira queda um pouco mais forte, ainda que sem volume forte, se deu quando o IFR14 bateu a faixa de 50.

Esse movimento de recuo do IFR14 na faixa de 50 é medianamente consistente com movimentos de reversão continuada, isto é, depois do índice finalizar uma longa perna de baixa, reverte, sobe forte, porém, pra alcançar vôos mais altos, para e respira quando o IFR14 bate a faixa de 50.

Enfim, não seria surpresa ainda uma queda ai na faixa de 49.200 ou 48.000 pontos; até mesmo nos 47.000.

Pra termos uma idéia mais clara do movimento positivo, seria importante vermos essa perna de baixa curta acompanhada de um pivot de alta.

MME13 ainda cruzada pra baixo sobre a MME21, portanto, ainda em modo VENDA. Porém, ambas já embicaram pra cima.

Vários papéis importantes, como VALE e de siderúrgicas, também já melhoraram muito a direção de suas respectivas Médias Móveis exponenciais de 13 e 21, sustentando a tese da melhora do Bovespa no curto prazo.

Vamos acompanhar

Suportes agora em 50.000, 49.200, 48.800 e 48.000

Resistências em 51.000, 51.200 e 52.000


Bovespa, diário, escala logarítmica








"Petrobras em três tempos", por Demétrio Magnoli, na "Folha de São Paulo" , hoje, 27-12-2014

Ahhhh....Márcio !!

Petrobrás de novo ?

Sim.....Petrobrás de novo......overdose de Petrobrás...

E temos vários motivos pra isso....

O peso da indústria do Petróleo no Brasil e, mais especificamente, na economia do Rio de Janeiro, um dos 3 maiores PIB"S do país.

E, principalmente, por entendermos que passou da hora pra refletirmos e discutirmos amplamente com a sociedade o custo x benefício da "não privatização" de vários setores da Economia Brasileira....na verdade, de todos os setores da Economia Brasileira.

Passou da hora.......e muito......

Perdemos muito mais do que ganhamos com todas essas estatais penduradas "em nossas costas"...

Vamos ao excelente artifo de Demétrio Magnoli, hoje, no Jornal "Folha de São Paulo":

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/demetriomagnoli/2014/12/1567641-petrobras-em-tres-tempos.shtml


"Petrobras em três tempos", por Demétrio Magnoli
Folha de São Paulo


Eike Batista profetizou que um dia as ações da OGX valeriam tanto quanto as da Petrobras. Segundo uma amarga e já célebre ironia que circula na internet, a profecia está prestes a se realizar, mas de um modo inesperado. Sob Lula e Dilma, a estatal do petróleo converteu-se na demonstração de um teorema: a identificação da pátria a um partido conduz à destruição em massa de riqueza social.

No princípio, era o tempo do mito. "O petróleo é nosso", lema da cruzada que se concluiu pela criação da Petrobras, extraía a sua força de uma narrativa clássica pela qual a nação assume a forma de coisas palpáveis: tesouros naturais engastados no subsolo. De acordo com a gramática mítica, a soberania nacional equivale ao monopólio estatal da exploração dessas substâncias cobiçadas por estrangeiros poderosos. A Petrobras somos nós, portanto.

O mito não tem tempo. É um registro eterno, imorredouro. Pereniza-se diante de nós, nas milionárias campanhas de publicidade da estatal —que são, de fato e ilegalmente, propaganda política do governo e do PT. Reacende-se periodicamente, nas campanhas eleitorais, como uma falsa mas repetitiva acusação de lesa-pátria contra oposicionistas que conspirariam para privatizar a Petrobras, desfazendo o tecido da nação.

No tempo das finanças, a Petrobras nunca foi nós. Organizada como Estado-paralelo, imune à fiscalização pública e à concorrência empresarial, a estatal tornou-se um veículo de corrupção endêmica: a lendária, valiosa "caixa-preta". Nesse registro, desde o princípio, a Petrobras são eles: os donos do Estado e seus sócios no mundo empresarial.

"Sempre foi assim", escrevem agora os áulicos de sempre e alguns convertidos recentes, não para denunciar os crimes do passado, mas para normalizar os do presente, ocultando sua singularidade. Sob Lula e Dilma, a corrupção endêmica evoluiu até o estágio de corrupção epidêmica e, por meio da distribuição partidária de diretorias, a estatal converteu-se em ferramenta de sustentação de um projeto de poder. A Petrobras são eles: o PT, o PMDB e o PP.

No Evangelho de Tomé, o "tesouro imperecível" encontra-se "onde as traças não se aproximam para comê-lo nem os vermes o destroem". Se o petróleo é um fetiche, o pré-sal é o fetiche absoluto. No Evangelho de Lula e Dilma, o pré-sal, "dádiva de Deus" ou "bilhete premiado", abrirá "as portas do futuro" e será "fonte de felicidade material e espiritual", trazendo "mais casas, mais comida e mais saúde".

Na foto icônica, um Lula de macacão laranja pousa a mão suja de petróleo nas costas do macacão laranja de Dilma. A inauguração do pré-sal é o dia do encontro dos dois tempos: naquele 21 de abril de 2006, impulsionado pelo motor da arrogância, Lula violou um tabu, profanando o mito. A Petrobras não somos nós nem eles, mas eu, estava dizendo o presidente, no cenário de campanha eleitoral da Plataforma P-50. Então, uma maldição silenciosa, implacável, desceu sobre a estatal.

A maldição engendrou o tempo da falência. Vergada sob o peso dos investimentos compulsórios exigidos pelo regime de partilha, a Petrobras consome o capital espectral aportado por títulos do Tesouro, ou seja, pelo trabalho das gerações futuras. Hoje, na conjuntura da retração dos preços do barril de petróleo e da apreciação do dólar, seu valor de mercado oscila em torno de um terço do valor de uma dívida multibilionária e seu patrimônio líquido é um enigma dentro de um segredo envolto no mistério de um balanço inauditável.

No "bilhete premiado" de Lula está escrito menos casas, menos comida, menos saúde. Depois da louca euforia do pré-sal, a Petrobras já não somos nós, nem eles, nem ele: é a dívida de nossos filhos e dos nossos netos que ainda não nasceram. Lembre-se disso a cada vez que escutar as marchinhas nacionalistas tocadas pelos menestréis da esperteza.





sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

"A Petrobras e o mercado: quais são os poços que podem fechar com os preços do barril de petróleo abaixo de US$59. Ou, até onde a Petrobras consegue suportar um mercado em queda? ", por Pedro Jacobi no site www.geologo.com.br

Vamos colocar mais ingredientes numa discussão que começa a ficar, dia após dia, mais interessante.

É verdade que tal discussão vem ganhando corpo desde a trajetória insana de queda do barril de petróleo no mercado internacional nos últimos 3 meses, embora ela sempre "pairasse no ar".

No entanto, é fato que, com um barril de petróleo aí na faixa de US$ 55, especulações e análises se aprofundam e se espalham.

Hoje mesmo, eu aqui no blog, "dei uma contribuição" ao expor um gráfico de 68 anos do barril de petróleo.

Assim, temos uma idéia mais clara acerca da trajetória do barril num horizonte bem maior do que um "simples" movimento de 6 meses ou 1 ano.....

Afinal, o longo prazo tira muito ruído, não é mesmo ?

Agora, abaixo, temos um artigo excelente escrito por Pedro Jacobi e publicado pelo site http://www.geologo.com.br/, ontem, 25 de dezembro de 2014

Pra quem tem interesse em verificar o histórico do autor, aqui vai o link: http://www.geologo.com.br/ENCONTREGEOL2.asp?nome=Pedro%20Jacobi

O artigo traz números sobre os chamados "pontos de equilíbrio" dos vários poços de petróleo explorados ou a explorar da Petrobrás, isto é, pontos a partir dos quais um poço passa a dar lucro; ou por outro ponto de vista, abaixo dos quais, passa a dar prejuízo.

Os números assustam......quer dizer......quando o barril começou a cair fortemente, já se imaginava algo "assustador" para a Petrobrás.....

Mas, parecem mais assustadores "ainda".....

Mais......há uma nova defesa de um barril de petróleo na direção de US$ 33.....

US 33 ?........Ora.......o gráfico de 68 anos mostrado aqui no blog hoje pela manhã dá mais consistência a esses US$ 33, já que, como destacado no post pela manhã , por 44 anos dos últimos 68, o barril se situou abaixo dos US$ 40 .....

Não hã mais nada a dizer.....

Vamos ao texto.....não deixem de ver o gráfico com os respectivos "pontos de equilíbrio" dos diversos poços no texto original

Aqui, o texto original:  http://www.geologo.com.br/MAINLINK.ASP?VAIPARA=A%20Petrobras%20e%20o%20mercado


A Petrobras e o mercado: quais são os poços que podem fechar com os preços do barril de petróleo abaixo de US$59. Ou, até onde a Petrobras consegue suportar um mercado em queda? 

Publicado em: 25/12/2014 17:36:00

Nos últimos meses fomos surpreendidos pela forte queda dos preços do petróleo para níveis  de 2008.

Apesar dos óbvios benefícios econômicos existe um lado escuro nesta história que afeta os países produtores e os empregos criados na área do petróleo que atingem 40% do total de empregos gerados no mundo.

O impacto da queda nas petroleiras é, obviamente, direto e pode ser simplesmente mortal.

Até gigantes do petróleo como a Arábia Saudita começam a ter sérios prejuízos. Os Sauditas informam que terão um déficit de US$39 bilhões em 2015 se os preços se mantiverem nos patamares atuais.

Até onde os preços irão cair e por quanto tempo, são as perguntas que devem ser respondidas.

Alguns analistas juram que o petróleo, por razões históricas, deve se aproximar do preço do gás, como ocorria antes de 2007 e que a queda consequentemente é natural. Neste caso o preço do barril, que hoje gira em torno de US$58, ainda deve cair até o patamar de US$33.

O impacto na economia mundial de uma prolongada queda dos preços do óleo será, sem dúvida nenhuma, muito positivo e poderá iniciar um novo ciclo de crescimento econômico aliado a um superciclo de commodities.

Bom para a mineração e para vários setores da nossa economia.

Mas essa queda pode, também, levar de roldão a nossa maior e mais importante empresa: a Petrobras.

Como veremos, neste cenário, as consequências serão desastrosas.

Será que a Petrobras resiste uma queda nos preços desta magnitude? Ou melhor, até onde a nossa estatal irá resistir antes de começar a fechar os poços de petróleo?

A resposta está, mais uma vez, no all-in sustaining cost (AISC) do barril produzido em cada poço. Este AISC, que a Petrobras não divulga, é o custo total de produção somado aos impostos, custos de manutenção presente e futuros e todos os demais custos durante a vida do poço até o custo final de fechamento. Tudo isso somado e dividido pela quantidade de barril produzido é o AISC do petróleo.

Hoje a mineração está se adequando às novas exigências do mercado, sempre em busca de maior transparência. É o caso da mineração de ouro que sistematicamente publica o AISC.

Infelizmente não é o caso da Petrobras ou da Vale, que se recusam a publicar o AISC impedindo aos acionistas de ver qual é a situação real da empresa em um determinado momento.

No gráfico ao lado, gerado por Ed Morse, especialista renomado na área de energia, que conseguiu informações fidedignas sobre os custos de empate (break-even) de alguns dos principais poços da Petrobras plotados contra a produção projetada em 2020.

É importante salientar que o break-even destes poços é menor do que o AISC pois ele só relaciona os custos diretos de produção. Ou seja, se considerado o custo total de empate (o AISC)  a situação fica ainda pior.

No gráfico vemos que, com o barril a US$58, três grandes campos brasileiros já estão no vermelho.

É o caso de Libra, Piracucá e Panoramix.

Libra foi manchete há dois meses atrás, quando foi leiloado. O consórcio ganhador tem a Petrobras, Shell, Total, CNPC e CNOOC e pagou à União R$15 bilhões como bônus de assinatura.

Menos mal, já que o País recebeu alguma coisa por um campo que já se encontra no vermelho e que tem um break-even de quase US$70/barril. Libra, que era a cereja no bolo da Petrobras, onde se concentrava a maior reserva do Brasil, com 12 milhões de barris de Petróleo, não entrará em produção aos preços do petróleo atual. Um prejuízo bilionário ao país (41,65%) e à Petrobras que tem 40% e a operação.

Esperava-se que Libra iria dobrar as reservas de petróleo do Brasil...

Outro campo antieconômico é o Piracucá, com um break-even próximo dos US$70/barril, onde a Repsol acredita em um volume “in situ”, preliminar, de 550 milhões de barris. Piracucá está situado no bloco BM-S-7, nas águas da Bacia de Santos. Outro poço da Repsol, o Panoramix, também na Bacia de Santos, com uma produção de 1.570 barris por dia também deverá ser fechado com os preços atuais.

Com custos mais baixos, mas ameaçados no curtíssimo prazo estão os poços Maromba, Carcará e Júpiter, todos com break-even entre US$58 a US$50 por barril.

O mais importante destes é o de Carcará onde foi encontrado um grande reservatório, com 470 metros de espessura, 50% maior do que o de Libra contendo petróleo de melhor qualidade e de altíssima pressão, talvez a maior reserva já registrada na área do pré-sal.

Carcará, onde espera-se uma produção superior a 40.000 barris por dia, não irá sobreviver se o preço do barril cair abaixo de US$50. Outro prejuízo bilionário.

O campo de Júpiter, mais um que não vai sobreviver com preço abaixo de US$50/barril, tem uma reserva potencial grande. Nele foi intersectada uma coluna de hidrocarbonetos com cerca de 313 metros, com rochas apresentando boas condições de porosidade e permeabilidade. Júpiter é controlado pelo consórcio operado pela Petrobras, com 80%, em parceria com a Petrogal Brasil, com 20%.  Além da capa de gás, o poço confirmou uma coluna de óleo de cerca de 87 metros.

Se o preço do barril afundar mais ainda ultrapassando o patamar de US$50 e chegando aos US$40 o desastre será simplesmente imenso.

A maioria dos poços do pré-sal como o gigante Lula, antigo Tupi, com reservas estimadas entre 5 a 8 bilhões de barris de petróleo de alta qualidade e o Tupi Sul com reservatórios de excelente qualidade, em rochas carbonáticas, junto com vários outros, serão inviabilizados. Neste grupo está, também, o Carioca que a Agência Nacional de Petróleo propalou que seria o terceiro maior campo de petróleo do mundo. O megacampo deve ter sido a maior descoberta de petróleo em 30 anos segundo a ANP.  Nesta faixa de break-even os importantes campos Peregrino, Itaipu e Iara ficarão, também, antieconômicos.

Se o barril cair aos US$40 veremos a produção da Petrobras colapsar e a empresa irá se reduzir aos poucos poços com custos operacionais entre US$30 a US$40 como os do campo Papa-Terra com capacidade diária planejada de mais de 140 mil barris de óleo cru ou Bauna e Piracaba com produção de 24 mil bpd de óleo leve.

Será o fim de uma era.

Se os analistas estiverem certos e o preço migrar para US$33/barril, o pior dos cenários, a Petrobras como conhecemos deixará de existir, restando somente a parte da importação, refino e distribuição.

Autor: Pedro Jacobi





Dow Jones e SP500, Tempo diário

Dow Jones, tempo diário, escala logarítmica



SP500, tempo diário, escala logarítmica







"Vendas no Natal têm pior resultado desde 2003, aponta Serasa", por Jornal "Estado de Minas"

Estamos passando para a fase "caindo na real"....

Notícia crédito Jornal "Estado de Minas"

http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2014/12/26/internas_economia,602680/vendas-no-natal-tem-pior-resultado-desde-2003-aponta-serasa.shtml


Vendas no Natal têm pior resultado desde 2003, aponta Serasa
Segundo economistas, as quedas são justificadas pelos juros altos do crediário, inflação elevada e o baixo grau de confiança dos consumidores

 postado em 26/12/2014 13:37 / atualizado em 26/12/2014 15:12

O volume de vendas para o Natal caiu 1,7% em âmbito nacional na comparação com igual período do ano passado, revela balanço feito pela Serasa Experian. O levantamento foi realizado do dia 18 ao dia 24 e o resultado apurado foi o pior desde o Natal de 2003. Também foi a primeira retração em 12 anos, segundo a Serasa. Em 2013, as vendas haviam subido 2,7% e, em 2012, 5,1%.

O final de semana que antecedeu o Natal, de 19 a 21 de dezembro, também mostrou queda nas vendas do comércio em 2,1% ante o mesmo período de 2013. Segundo os economistas da Serasa Experian, as quedas são justificadas pelos juros altos do crediário, inflação elevada e o baixo grau de confiança dos consumidores.





Temos um problema ? Dos últimos 68 anos, mais de 60%, isto é, por 44 anos o barril de petróleo esteve abaixo de US$ 40

Temos um problema ? 

Dos últimos 68 anos, mais de 60%, isto é, por 44 anos, o barril de petróleo esteve abaixo de US$ 40.

Vejam nos retângulos os períodos marcados onde o barril de petróleo foi negociado abaixo da faixa de US$ 40

Períodos 1946 ( "Pós Guerra") até 1972 e 1985-2003....deflacionados pela inflação americana

Quer dizer......um problema para a Petrobrás e seu custo em explorar. produzir e operar o Pré-Sal ?

fonte: macrotrends.net 



quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

"Cidade americana de Providence entra com ação coletiva contra Petrobras e Graça Foster nos EUA", por Jornal O Globo

Noticia publicada no final da tarde de hoje, 25-12-2014

Crédito: Jornal O Globo:

Abaixo, parte da matéria.

Todo texto pode ser encontrado aqui :http://oglobo.globo.com/economia/petroleo-e-energia/cidade-americana-de-providence-entra-com-acao-coletiva-contra-petrobras-graca-foster-nos-eua-14910906



PETRÓLEO E ENERGIA
Cidade americana de Providence entra com ação coletiva contra Petrobras e Graça Foster nos EUA
Capital de Rhode Island investiu em títulos da estatal e alega ter sido prejudicada por caso de corrupção


por Rennan Setti
25/12/2014 15:42 / Atualizado 25/12/2014 17:39

RIO — Depois de investidores, agora é a vez de uma cidade processar a Petrobras nos Estados Unidos. Na véspera de Natal, a capital do estado de Rhode Island, Providence, entrou com uma ação coletiva contra a estatal, duas de suas subsidiárias internacionais e vários membros de sua diretoria, incluindo a presidente Maria das Graças Foster. A ação foi iniciada no Tribunal Distrital de Nova York com o argumento de que investidores adquiriram papéis da petrolífera com preços inflados porque a companhia firmou contratos superfaturados à base de propina.

O processo, de número 14 CV 10117, há a acusação de a Petrobras ter contabilizado as propinas reveladas na operação Lava-Jato como custos relacionadas à construção e instalação de sua infraestrutura e os registrou como parte do valor dos seus ativos. Diferentemente das outras ações coletivas impetradas contra a companhia nos EUA, no processo, Providence também quer ser ressarcida pelo prejuízo com os títulos de renda fixa lastreados em dívida da Petrobras.

Por isso o processo também acusa a Petrobras International Finance Company (PIFCo) e a Petrobras Global Finance B.V. (PGF), subsidiárias da estatal brasileira baseadas respectivamente em Luxemburgo e em Roterdã, na Holanda, envolvidas na emissão de títulos da empresa. A ação menciona, por exemplo, que PifCo vendeu US$ 7 bilhões em títulos em fevereiro de 2012 e que a PGF ofereceu US$ 19,5 bilhões em notas em maio de 2013 e em março de 2014. Ao todo, a petrolífera levantou US$ 98 bilhões no mercado internacional, acusa a cidade de Providence.





O Cisne Negro no Brasil

No início dos anos 90 todos foram surpreendidos pelo que se convencionou chamar de "A Quebra da Libra Esterlina"

Sim. Em setembro de 1992, George Soros, o investidor húngaro radicado nos Estados Unidos, havia feito US$ 1 bilhão com a turbulência nos mercados financeiros europeus, mais especificamente, com a libra esterlina.

Já se ouvia falar em Soros, porém, tal resultado colocou Soros no centro das atenções.

Soros não era desconhecido para um seleto grupo de brasileiros; afinal, o então Banco Pactual já abrigava em um de seus primeiros fundos estrangeiros uma parcela do "Quantum Fund", um Hedge Fund gerenciado por George Soros.

É nesse momento que passo a ler tudo sobre Soros; e, pra minha surpresa, me deparo com sua "Teoria da Reflexividade", uma obra prima em se tratando de "Filosofia da Ciência" aplicada ao "mercado financeiro".

A "Filosofia da Ciência" entrou na minha vida ainda na Faculdade de Administração na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), onde estudei. Dali em diante, seu ceticismo intrínseco jamais me abandonaria.

E lá estava Soros pra me oferecer simplesmente o "supra-sumo" da Filosofia da Ciência aplicada ao Mercado financeiro, nesse caso, em forma de sua mais importante e polêmica teoria, "A Teoria da Reflexividade".

Imaginei não encontrar algo que pudesse alcançar a "Teoria da Reflexividade".

Novamente , para a minha surpresa e deleite, em 2008, depois de conhecer Nassim Taleb pelo seu primeiro livro chamado "Iludido pelo Acaso", sou apresentado a seu segundo livro, "A Lógica do Cisne Negro"

Impossível !!,  disse eu.......

Folheei novamente o livro ainda na Livraria........folheei.....folheei......não acreditava no que lia.....

Aquilo era Filosofia da Ciência pura em estado de "mercado financeiro" !

Como alguém conseguira fazer isso ?!!

Taleb havia alcançado Soros.....

Novamente, um estrangeiro em terras americanas, dessa feita, um Libanês,  havia conseguido traduzir, misturar, "simbiotizar", "internalizar", o mercado financeiro no Universo da "Filosofia da Ciência"....ou o contrário.....a "Filosofia da Ciência" no "Universo do Mercado Financeiro".

'A Lógica do Cisne Negro" é um "Tratado de Filosofia da Ciência aplicada ao Mercado Financeiro".

Karl Popper e David Hume estavam ali......estavam ali misturados ao Dow Jones, a Bolsa de Valores de Nova York, a todo universo do mercado financeiro.

A figura do "Cisne Negro",  em sua essência, nada mais é do que um evento imprevisível, mas que tem um grande impacto.

Entendê-lo ou explicá-lo em sua totalidade é sempre muito difícil, já que entramos num paradoxo filosófico curioso.

Ora.......se alguém imagina ver o "Cisne Negro", isto é, o "tal do evento improvável", ele pode não ser "tão imprevisível assim"...face ao natural movimento "contra ele"........

Simples......se todos começam, e não somente você, a vê-lo, o movimento em si pode fazer com que não mais se torne um "Cisne Negro"....ou um "evento imprevisível".

Isso é só mais uma "beleza" incorporada ao "Cisne Negro" de Taleb, assim como a "Teoria da Reflexividade" de Soros.

Por enquanto, para simplificarmos o tema, passemos apenas a considerar que nem todo mundo vê o "Cisne Negro", mas ele está lá......ele existe......ou seja.....o evento imprevisível está lá.......ele existe....e uma vez concretizado, o impacto será grande.

O que Taleb argumenta é que sempre estamos e estaremos expostos a ele; a questão passa a ser "como podemos, em última análise, nos ajustar a ele", "nos preparar para ele".

E o Brasil nisso tudo ?

Há 3 anos e meio tenho mantido uma visão pessimista sobre o Brasil; ou, pelo menos desde 2011, quando a imensa maioria dos analistas e espectadores ainda mantinha uma visão otimista sobre o Brasil, eu ia contra.

Ao longo desses anos muita coisa mudou; e muitos analistas mudaram de opinião.

Os espectadores não....quer dizer, não na mesma velocidade , intensidade e quantidade dos analistas.

Pra mim, isso "dá no mesmo".........

Não importa, nesse momento, se analistas e espectadores divirjam na velocidade, intensidade e "quantidade" do pessimismo.

O que importa pra mim é que todos, eu disse, todos, com raríssimas exceções (quase que uma miragem), desconsiderem o "Cisne Negro"

Seguindo Taleb, eu não tenho a mínima idéia de onde virá esse "Cisne Negro".

Não sei se virá de uma"moratória da dívida externa", de uma "quebra de uma empresa", de "um colapso nas Reservas Internacionais", de "um overshooting do dólar", enfim.....não sei......e essa é a essência do "Cisne Negro".

O que posso fazer, como já disse,  é "me ajustar a ele", "me preparar pra ele".......eu e muitos...

Quando o "Cisne Negro" se apresenta, a dinâmica do "D+1" não é uma simples dinâmica.....ora.....é uma dinâmica inerente ao próprio "Cisne Negro"....

A velocidade e intensidade são muito "acima da média"......"tudo é exacerbado".

Notem......em 2008, e mesmo recentemente, presenciamos e vivenciamos o "Cisne Negro" lá fora e no Brasil também quando olhamos para os gráficos do Dow Jones, Bovespa e inúmeros outros papéis;  no Brasil, principalmente quando olhamos alguns dos papéis ligados a construtoras, elétricas, e mais recentemente os da Petrobrás e Vale.

Talvez o "Cisne Negro" se reflita em novos outros papéis.

Mas o que quero ressaltar, é que dessa vez talvez estejamos com "um outro tipo de Cisne Negro".....

Sim....no Brasil.......

Separei 10 notícias dos últimos 90 dias que tangenciam vários aspectos macroeconômicos no Brasil

Todas elas expostas abaixo em ordem cronológica e com seus respectivos títulos e links

Todas elas ruins.....não apenas ruins.....muito ruins.....excessivamente ruins......

O que parece é que elas, umas vez sobrepostas umas às outras, imprimem a elas mesmas, numa equação reflexiva, uma inércia preocupantemente negativa.

Algo como se nos levassem a um desastre de proporções grandes, muito grandes.

Como o "brasileiro médio" ainda não percebeu isso ?

Aquele seu amigo que conversa "normalmente" contigo sobre um imóvel de 70m2 de R$ 1 milhão no Rio de Janeiro ou em São Paulo tem idéia dessa inércia ?

Aquele seu amigo que conversa "normalmente" contigo sobre uma viagem a Cancun ,Nova York e Paris  sem poupar e sem o receio de perder o emprego  tem idéia dessa inércia ?

Aquele seu amigo que conversa "normalmente" contigo sobre um novo Concurso Público e a capacidade do Governo em promover novos e novos e novos Concursos Públicos, seja na esfera municipal, estadual ou federal tem idéia dessa inércia ?

Aquele seu amigo que conversa "normalmente" contigo sobre pagar numa cafeteria R$ 10 por uma fatia de torta tem idéia dessa inércia ?

As perguntas são muitas......as visões do mais absoluto "non-sense" se espalham pelo país sem questionamentos aparentemente óbvios.

Vamos às notícias e voltamos em seguida:


1- Contas públicas terão em 2014 pior resultado em 11 anos


Adriana Fernandes, do Estadão Conteúdo

Brasília - A queda forte do esforço fiscal no último ano do governo Dilma Rousseff deve levar as contas públicas a fechar 2014 com um déficit nominal superior a 4% do Produto Interno Bruto (PIB), apurou o Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado.


Será o pior resultado em 11 anos para um dos mais importantes indicadores de avaliação das contas públicas. O resultado nominal expressa, além das receitas e despesas, também os gastos do setor público com o pagamento dos juros de suas dívidas.


2-   CONTAS DO GOVERNO TÊM PIOR RESULTADO EM 18 ANOS

 31/10/2014 10h53 

Por Estadão Conteúdo


NO ACUMULADO DO ANO, PAÍS TEM DÉFICIT PRIMÁRIO DE R$ 15,705 BILHÕES, O PIOR DA SÉRIE HISTÓRICA INICIADA EM 1997. RESULTADO TORNA MUITO DIFÍCIL O CUMPRIMENTO DA META DE SUPERÁVIT PRIMÁRIO PARA 2014

3- Balança comercial tem pior resultado para novembro em 20 anos

 01/12/2014 15h02 

Alexandre Martello do G1, em Brasília


4-  Brasil abre 8 mil vagas de trabalho em novembro, pior resultado para o mês desde 2008

18/12/2014 às 17h16

Por Luciana Otoni


5- Desconto na Venda de Imóveis vão continuar

19/12/2014

Por Jornal "Valor Econômico"



6- Contas públicas estão em situação pior que o esperado

Avaliação é de Joaquim Levy, futuro ministro da Fazenda, em conversas reservadas


POR MARTHA BECK
20/12/2014 6:00


BRASÍLIA - A nova equipe econômica encontrou as contas públicas em situação pior do que esperava. Em conversas reservadas no gabinete improvisado no Palácio do Planalto, o futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy, tem dito a interlocutores que está impressionado com a “multiplicação de algumas despesas" que atingiram uma dimensão “impossível de ser sustentada”.


7- Rio será o mais afetado, e empresários já pedem ajuda ao governo
Por O Globo
21/12/2014


Com quase um terço do PIB vindo do setor de petróleo, o Rio de Janeiro será o estado mais atingido pelos problemas da Petrobras e pela baixa cotação da commodity no mercado internacional


8-  Receita admite que arrecadação pode ter primeira queda real desde 2009

Arrecadação sente em 2014 efeito das desonerações e atividade fraca.
Valor arrecadado recuou 12,8% em novembro, para R$ 104,47 bilhões.
22/12/2014 

Alexandre Martello do G1, em Brasília



9- Consumidor opta por presentes baratos, e comércio tem pior Natal em dez anos

Endividado, brasileiro deixou de lado eletrodomésticos e eletrônicos

POR ALYNE BITTENCOURT / ANDREA FREITAS
25/12/2014 6:00


________________________________


E, então ?

São notícias dos últimos 90 dias.....

Assim.....tipo.......sem tempo pra respirar.....uma atrás da outra.....

Volto a dizer....

Estabeleçam um "sem-número" de cruzamentos e interelações reflexivas e os impactos negativos continuarão e tenderão a se intensificar.....

Márcio........

"Você  disse que eram 10 notícias.....e acima, tem 9......" 

Não.....não esqueci.....

Fiz de propósito.......

Deixei por último a seguinte notícia publicada pelo Jornal "Correio Braziliense" ontem, dia 24 de dezembro de 2014, véspera de Natal :


10- Moody's coloca nota da dívida da Petrobras em revisão para baixo


Postado em 24/12/2014 20:26
France Presse

A maior empresa brasileira ainda não apresentou o balanço a ser auditado internacionalmente de seus resultados do terceiro trimestre

 Mergulhada em um escândalo de corrupção, a maior empresa brasileira ainda não apresentou o balanço a ser auditado internacionalmente de seus resultados do terceiro trimestre. Esta foi a primeira vez, em seus 61 anos de existência, que a Petrobras deixa de cumprir o prazo de entrega, o que preocupa investidores.


______________________


Vocês têm idéia do que isso significa ?

Faltam 3 dias úteis para o final do ano, e a maior empresa brasileira, uma estatal, ainda não apresentou o seu balanço auditado para os investidores.

Mais....... a Presidente dessa maior empresa ainda se mantém no cargo.....

Como explicar isso ?

Como explicar aos investidores nacionais e estrangeiros que a maior empresa brasileira vai virar o ano sem o balanço auditado e com a manutenção da Presidente, aquela que lidera a companhia ?

Talvez seja caso único no mundo.....

Vocês têm idéia do que isso significa do ponto de vista político ?

Sobreponham as notícias listadas acima a tal clima politico........

Ao final de novembro último, o "Morgan Stanley" previu um PIB negativo de 0,3% para o Brasil no ano de 2015.

Temo que ele, assim como outros, tenham que rever tal  número pra baixo nos meses seguintes.

Mas temo muito mais.......

É óbvio que até agora não inseri o iminente aumento da taxa de juros americana por todo o texto.

As analogias são muitas para descrever o que "está aí"......

"Tá travando tudo".......travou aqui....ali....acolá....

"Tá vazando água por todos os lados"......já sei.....já fechei 4 vazamentos.....ok....ok.....mas, tá vazando lá do outro lado também.......ok....ok....vou fechar......fechei.....ok..ok....agora, voltou a vazar ali daquele lado lá......

Definitivamente, eu não tenho a mínima idéia de onde virá o "Cisne Negro"......

Não me importa.......

O importante é estar preparado pra ele.......








quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

"Moody's pode rebaixar rating da Petrobras novamente", por Revista VEJA

Mais um rebaixamento à vista para a Petrobrás

Matéria crédito Revista VEJA:

http://veja.abril.com.br/noticia/economia/moodys-pode-rebaixar-rating-da-petrobras-novamente


Economia
23/12/2014 - 21:02
Investimento
Moody's pode rebaixar rating da Petrobras novamente

Revisão da nota é resultado de preocupação com riscos de liquidez da estatal

A Moody's colocou nesta terça-feira as notas de crédito da Petrobras em moeda estrangeira e local em revisão para possível rebaixamento. Atualmente, a nota da petroleira é "Baa2", dentro do patamar de grau de investimento. Conforme a agência de classificação de risco, a revisão do rating é resultado de preocupação com os riscos de liquidez da estatal, que podem aumentar se a companhia não cumprir com a exigência de apresentar de seus resultados trimestrais. Se a empresa cair para o degrau inferior, Baa3, ainda manterá o grau de investimento, mas estará no último patamar dessa classificação.

A Petrobras ainda não divulgou o balanço do terceiro trimestre, que foi adiado duas vezes, em meio a denúncias de corrupção investigadas pela operação Lava Jato. Não há data definida para o anúncio dos números, o que pode complicar ainda mais a situação da petroleira, já que alguns instrumentos de dívida da estatal podem ter o vencimento antecipado.

Em outubro, a Moody´s rebaixou a nota de crédito da Petrobras em moeda estrangeira de "Baa1" para "Baa2", citando o alto grau de endividamento da petroleira. No começo deste mês, a mesma agência reduziu a classificação de crédito, medida pelo critério Baseline Credit Assessment (BCA), que mede a gestão da empresa independente da entidade à qual está vinculada, de Baa3 para Ba1.



terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Seção "O Dia em que o FED aumentou a taxa de juros": "Brian e os planos para Brenda" - 23-12-2014

O Blog deu início a uma nova fase para a Seção "o Dia que o FED amentou a taxa de juros" no mês anterior, mais precisamente no dia 28-11-2014

Aqui, o link :http://pracompraroupravender.blogspot.com.br/2014/11/o-dia-em-que-o-fed-aumentou-taxa-de.html

Aquele foi o primeiro post da nova fase.

Portanto, o repassarei logo abaixo pra "reforçar um pouco" e criar imediatamente o link para o segundo post que vai logo em seguida

Vamos aos 2 posts, o primeiro publicado em 28-11-2014 e o segundo publicado hoje, dia 23-12-2014


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Post publicado em 28-11-2014

Eram 11:45 da manhã de uma sexta-feira e Brenda Enterson acabara de desembarcar no Aeroporto de Guarulhos, São Paulo.  Estava cansada . E havia motivos para isso.


Além do trabalho estressante inerente ao seu cargo de Diretora de Renda Variável no Mixton Bank, passara a semana inteira pensando e se preparando para o Thanksgiving, o tradicional Dia de Ação de Graças . Para os americanos, uma data tão tradicional quanto o Natal, onde normalmente toda a família se encontra e agradece todos os bons momentos vividos ao longo do ano. É uma data, acima de tudo, de agradecimento, de gratidão. 


Na quarta-feira, véspera do feriado, Brenda estava ansiosa em rever toda a família em Boston, onde nascera e crescera. .Ao sair do escritório, situado num moderno prédio na 69 Street, no coração de Manhattan, passou numa delicatessen e separou uma garrafa de vinho tinto e uma torta de chocolate, itens que prometera a sua mãe para o almoço


De Boston, ainda voltaria para Nova York no fim da tarde para pegar o vôo que a levaria direto para São Paulo, no Brasil.


Antes de procurar seu contato no saguão do Aeroporto de Guarulhos, já na manhã de sexta-feira no Brasil, o lado workaholic de Brenda falou mais alto.


Smartphone na mão, queria saber como estavam os mercados futuros de commodities, depois de saber, mesmo no dia do feriado americano, que o barril de Petróleo rompera a faixa de US$ 70, uma queda de mais de 7% num só dia. 


 Brenda só tinha olhos para o seu smartphone. Nada a preocupava mais naquele momento do que estar conectada novamente ao mundo financeiro. Procurava o  link para o site da Bloomberg,  notícias no "The Wall Steet Journal" e alguns outros que costumava navegar. 


Queria estar antenada no "macro", antes de tocar o solo brasileiro; antes mesmo de começar a se ajustar a sua nova casa nos meses seguintes, São Paulo.


Em 15 minutos, já absorvera muita coisa; já estava "a par" dos vários preços das commodties, dos mercados futuros de ações americanos e europeus.


Não percebera que agora estava sozinha no saguão; não havia mais ninguém por perto; e sua mala andava solitária na esteira do aeroporto.


Inclinou-se pra pegá-la, e finalmente acelerou o passo para procurar o "contato".

Atravessada a porta da "imigração" e do "desembarque", lá estava um homem de uniforme azul e amarelo com uma placa "Brenda Enterson".

Era ele. 

Mala na mão e apenas uma maleta do seu notebook no ombro, Brenda e seu "contato" no Brasil  entraram num carro estacionado 5 minutos dali.

- "Senhora Brenda. Tenho orientações para levá-la para um hotel no Bairro de Moema". Falou Tarcísio num inglês fluente para Brenda.


"Ok. O que tenho anotado é isso mesmo. Hotel em Moema", disse Brenda.


O trânsito da capital paulista já estava menos pesado; afinal, já era 1 da tarde. Assim, Brenda finalmente dava entrada no hotel apenas 50 minutos depois de sair do Aeroporto.


Começava naquele instante uma nova vida para Brenda Enterson. 


Havia alcançado uma trajetória profissional impressionante nos últimos 12 anos. Em 2002, com apenas 21 anos, havia entrado no Mixton Bank como estagiária. 2 anos depois, já operava na mesa de renda fixa. 3 anos se passaram, e lá estava Brenda na meda de renda variável do Mixton. 6 anos depois, chegara a Diretora de Renda Variável, ou seja, com apenas 32 anos. Assim, estava no cargo há apenas 1 ano; e com um novo desafio pela frente.


E, por que o Brasil ?


Dos 6 anos em que operava na mesa de renda variável do Mixton, 2 deles Brenda especializou-se em cobrir os mercados emergentes. Portanto, o Brasil não era "player desconhecido"


E o Mixton Bank via algo no Brasil, a despeito do conturbado momento político. E Brenda fazia parte desse processo



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Novo post

Brian Floshton, o chefe de Brenda, era "raposa velha" no mercado.


Viveu intensamente os anos loucos da década de 70 e 80 como operador de renda fixa num dos maiores bancos de investimento de Wall Street, o Trashfter Investments.


A época do Choque do Petróleo em 73-74, o aumento exponencial das taxas de juros americanas em seguida para conter o risco inflacionário associado e seu impacto nas dívidas externas dos países em desenvolvimento,  o boom dos junk bonds sob a liderança do polêmico Michael Milken nos anos 80 ; tudo isso, Brian assistiu e conviveu.


Aliado a essa experiência,  aprofundou seu background ao voltar para a Universidade e finalizar um PHD em Economia pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology), após sua graduação em Administração pela Harvard University 5 anos antes.


Brian sabia do potencial de Brenda Enterson. Assim como ele, cursara Administração em Harvard, mas com um PHD em Economia pela Princeton University


Antes da ida de Brenda para o Brasil, conversara com ela sobre várias coisas; de amenidades a questões específicas sobre o novo país no qual passaria um bom número de meses dali em diante.


Brenda chegaria ao Brasil no início do segundo mandato da Presidente Dilma Rousseff, eleita semanas antes, depois da eleição mais disputada dos últimos 25 anos.


Brenda e Brian estavam conscientes do momento delicado pelo qual o Brasil passava. O quadro fiscal não era confortável, o dólar ganhara mais de 50% nos últimos 2 anos e meio frente ao Real, moeda brasileira e a inflação se mostrava resistentemente alta, mesmo com uma forte desaceleração econômica em curso.


Enfim, os desafios eram muitos para o país em que Brenda viveria seus próximos meses.


Mas estar ali era importante.


Brenda seria os olhos de Brian no maior mercado financeiro da América Latina.


Por outro lado, Brenda não tirava os olhos do mundo. Estava atenta aos movimentos do FED, do Banco Central Europeu e do Banco da Inglaterra.







segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

A reverência do blog à Casa das Garças,um dos poucos centros de debate econômico no Brasil, vem por meio de um artigo de Edmar Bacha e a foto do auditório lotado hoje, em palestra do Senador Aécio Neves

Já expus aqui, por várias vezes, o quanto valorizo e me identifico com a profusão de debates, nos mais diversos campos, mas, mais especificamente no campo econômico, que o Instituto de Estudos de Política Econômica Casa das Garças promove e desenvolve no Rio de Janeiro.

Sobrou pouco do efervescente debate econômico que víamos nos anos 70,80 e 90 no Brasil.

Talvez pelo estilo "nunca antes na história desse país".

A Casa das Garças, no Rio de Janeiro, praticamente uma extensão do Departamento de Economia da PUC-RJ, o mesmo Departamento que "produziu" o Plano Real, "não deixa a peteca cair"

Artigos, palestras e seminários moldam a discussão econômica no Instituto....e isso impacta no meio acadêmico e na imprensa.

O Blog faz nesse post, a poucos dias do final do ano, um agradecimento pela Casa das Garças existir.......

E o faz por meio do artigo de Edmar Bacha, um dos "Pais do Plano Real" e diretor do Instituto, publicado no sábado último no Jornal "O Estado de São Paulo".

Também o faz por meio de foto disponibilizada hoje junto à imprensa mostrando um auditório lotado por conta da palestra do Senador e ex-candidato à Presidência pelo PSDB, Aécio Neves, hoje, 22 de dezembro

Como dá pra notar na foto, temos o próprio Aécio Neves na Mesa e a seu lado o economista Edmar Bacha.

Na primeira fila, presenças ilustres dos ex-presidentes do Banco Central Gustavo Franco e Armínio Fraga; ambos presidentes ao longo dos 2 mandatos do ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso.

Um dia certamente especial para a Casa das Garças......e para todos aqueles que apreciam debates econômicos em alto nível





http://www.casadasgarcas.com.br/


"As armadilhas de uma prolongada estagnação"

Texto de Edmar Bacha para O Estado de S. Paulo.
Publicado em: 20/12/2014


Se o crescimento de 0,3% na produtividade média do trabalho entre 1981 e 2014 não aumentar, o Brasil jamais deixará de ser um país de renda média

Tem sido bastante discutida na imprensa a “estagnação secular” por que estariam passando os países desenvolvidos. Menor atenção tem sido dada para o fato de a economia brasileira estar semiestagnada há 33 anos, apesar de ter uma renda per capita de apenas um terço da média dos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Entre 1981 e 2014, a taxa média de crescimento da produtividade do trabalho no Brasil foi de apenas 0,3% por ano. A conclusão pouco difere se excluirmos da conta, por serem períodos excepcionais, a década perdida de 1981 a 1992 e os anos da bonança externa entre 2004 e 2010: há muito tempo a produtividade do trabalho cresce a não mais do que 0,4% por ano.

Com essa taxa minúscula de crescimento da produtividade, jamais deixaremos de ser um País de renda média, jamais atingiremos a renda per capita dos países da OCDE.

Crescimento da produtividade requer empresas com tecnologia, escala, especialização e concorrência. Esses ingredientes somente se conseguem com a integração do país às correntes internacionais de comércio. Pois, apesar de o Brasil ser o sétimo maior PIB (Produto Interno Bruto) do mundo, tem apenas 3,3% do PIB mundial: 96,7 % do mercado global está fora das fronteiras brasileiras.

Os países que conseguiram entrar no primeiro mundo após a 2.ª Guerra Mundial o fizeram integrando-se com a economia mundial. Os tigres asiáticos e Israel se desenvolveram com exportações industriais; os países da periferia europeia com exportações de serviços inclusive de mão de obra; Austrália, Noruega e Nova Zelândia com a exportação de commodities.

Cada grupo a sua maneira, explorando suas respectivas vantagens comparativas, mas todos com uma característica comum - uma forte integração ao comércio internacional.

Em contraste, o Brasil é uma das economias mais fechadas ao comércio exterior do mundo. Grandes economias são grandes exportadoras. Os seis países com PIB maior do que o Brasil - Estados Unidos, China, Japão, Alemanha, França e Reino Unido - são também os seis maiores exportadores mundiais. O Brasil é apenas o vigésimo segundo. Um gigantinho em termos de PIB, somos um anão em termos de exportações - apenas 1,3% do total mundial.

O que se observa nas exportações nacionais repete-se nas importações. A participação das importações no PIB brasileiro é de apenas 13% (dados de 2012). Trata-se do menor valor entre todos 176 países considerados pelo Banco Mundial. Apenas não podemos dizer que o Brasil é o país mais fechado do mundo porque não há dados para a Coreia do Norte - que aparenta ser mais fechada ao comércio do que o Brasil!

Investimento. O curioso é que, sendo fechado para o comércio, o Brasil é extremamente aberto para o investimento externo direto. Éramos até há pouco tempo a 4ª destinação mais preferida pelas multinacionais, atrás somente dos EUA, China e Hong Kong.

O problema é que as multinacionais vêm aqui não para exportar como o fazem na Ásia, mas para substituir importações aproveitando-se do mercado interno protegido. Elas lucram com isso, mas a economia como um todo pode sair perdendo, pois a substituição de importações faz o câmbio apreciar e, assim, tende a reduzir as exportações do país. Paradoxalmente, a abertura para o investimento estrangeiro, na forma em que ela é feita no Brasil, pode estar contribuindo para diminuir o volume de comércio exterior do país.

A política industrial do governo vai na contramão da integração do País ao comércio mundial. Tarifas elevadas sobre bens de produção. Barreiras difíceis de transpor aos serviços importados complementares à produção industrial.

Ausência de acordos comerciais com os principais parceiros no primeiro mundo. Requisitos exagerados de conteúdo local, que aumentam os custos da indústria. Preferências excessivas para compras do governo no mercado local. A lista poderia continuar.

Mas há esperança que essa política de avestruz possa ser revertida no futuro próximo. A esperança vem de três constatações incontornáveis.

A primeira é o desempenho econômico pífio no último quadriênio, em que houve uma diminuição de 2% na produtividade total do trabalho e do capital. Os “pibinhos” não se deveram à falta de demanda, pois há pleno emprego. Também não foi por falta de capital, pois o investimento apesar de baixo esteve dentro da média histórica. O que houve foi a destruição da produtividade pelas políticas econômicas introvertidas e intervencionistas do último quadriênio.

Em segundo lugar, corremos o risco de nos isolar ainda mais do mundo. Além do Acordo do Transpacífico, está em curso a proposta de um amplo entendimento comercial entre os EUA e a União Europeia. Esses acordos nos deixarão à margem dos principais mercados mundiais.

Em terceiro lugar, há o escândalo da Petrobrás. À parte de suas implicações éticas e políticas, esse escândalo desvenda o extraordinário potencial de corrupção de uma política industrial fundada no monopólio estatal, na reserva de mercado e nos requisitos exagerados de conteúdo nacional.

O Brasil está numa encruzilhada. Ou mantemos o protecionismo e continuamos a retroceder como ocorreu nos últimos quatro anos. Ou nos integramos ao resto do mundo e contemplamos a possibilidade de nos tornar um país plenamente desenvolvido.

* Edmar Bacha é sócio fundador e diretor do Instituto de Estudos de Política Econômica Casa das Garças