domingo, 31 de agosto de 2014

"O Povo que Marinou" ou o "Brasil de 54,64,74,84,94,2004"

"O Povo que Marinou".....

Esse é o titulo da matéria de Capa da Semana da Revista ÉPOCA.

Tem algo mais surreal na política do que o "personalismo" ?

Personalismos são o que há de pior no Regime Presidencialista.

Em sociedades arcaicas, com baixo nível cultural e educacional, e que apresentam democracias rasas e recentes, o personalismo se introduz no seu epicentro corroendo seus valores e pilares fundamentais.

A consequência é a pior possível

Passamos a depender e viver exclusivamente de mitos e "messias".

Exemplos na América Latina são muitos.

Na Europa, por apresentar governos majoritariamente parlamentaristas, os "mitos" e "messias" raramente são produzidos. E, quando o são, rapidamente são ejetados.

A República no Brasil tem pouco mais de 100 anos.

Nesse período, governos democráticos são mais recentes. Convivemos nos últimos 70 anos com a ditadura do Estado Novo, "não sem querer", produzida a partir de um governo "personalista" e messiânico como o de Vargas, o "Pai dos Pobres".

De forma efêmera, Juscelino Kubitschek nos proporcionou ares "menos midiáticos", sem, no entanto, retirar da liturgia da República o "personalismo".

A ditadura militar dos anos 60, 70 e boa parte de 80 "atrasa" a democracia brasileira e contribui para jogar a nossa recente República de volta para os "salvadores da pátria".

Fernando Collor de Mello, o primeiro Presidente eleito democraticamente após a ditadura militar, é o "caçador de marajás".

Ele era "diferente" de tudo que estava postado ali, naquele momento.

"Eu posso", eu "sou", "eu vou", atitudes inerentes ao famigerado e destrutivo "patriarcalismo" do Regime Presidencialista".

Não dialogava com os amplos setores da sociedade; o resultado não era muito dificil de prever. Instabilidade política que resultou no seu Impeachment.

Como o Brasil foi lançado para o fundo do poço, e ninguém quis "resgatá-lo", a bola sobra para um "acadêmico".

"Coitado" do "acadêmico"........

Paradoxalmente, a "República" é salva pelo "acadêmico".......sem populismos, sem "personalismo", sem "patriarcalismo", sem qualquer tipo de "ismo"....

Crises lá, cá, acolá, erros , acertos e, 8 anos depois, o Brasil sobrevive com um saldo pra lá de animador.

Mas, a sombra dos "ismos" da democracia latino-americana sempre à espreita estava lá.

Nascido, criado e alimentado no berço do sindicalismo brasileiro, o Partido dos Trabalhadores tem como seu principal articulador e líder, o novo "pai dos pobres", Luis Inácio Lula da Silva,

E, voltamos para o"personalismo" no ano de 2003.

E, nesse ponto, a nossa pobre e recente "República" é lançada para um dos mais espetaculares "booms" das commodities.

O preço do minério de ferro, uma das principais pautas de exportações do Brasil, sobe 400% entre 2004 e 2010, portanto, em apenas 6 anos.

Os preços das commodities, como um todo, sobem aproximadamente 300%.

É nesse contexto que o "mito" ganha força.

Como "tudo acaba" num dia, o "boom das commodities" não foi diferente.....os preços começam a ceder;, o "patriarcalismo" se lambuza em excesso e os desequilíbrios se intensificam.

A "corda começa a roer".........

A economia "vaza água" pra todos os lados.....

Mudanças são necessárias......o povo exige............

"Eu sou diferente de tudo que está aí"......"eu sou"....."eu posso"......."eu não dialogo com forças retrógradas"........

25 anos depois de Collor, 12 anos depois de Lula, a mensagem não mudou.......

"Marinar", "Marinou" significa isso......

"O que você pensa sobre "Economia"
"Qual sua coerência histórica ?"
"Qual sua coerência partidária ?"
"Qual sua direção econômica ?"
" Você dialoga ?"

Não interessa........

"Eu sou diferente de tudo que está aí"......"eu sou"....."eu posso"......."eu não dialogo com forças retrógradas"........

Isso é a pior face do Presidencialismo.........

Não vamos a lugar nenhum assim......ficaremos "rodando em círculos"...

Abaixo, resgato o meu texto de 10 de agosto de 2014, portanto escrito há 20 dias; 1 semana antes da trágica morte do ex-presidenciável Eduardo Campos.

Parece que eu "estava adivinhando"

http://pracompraroupravender.blogspot.com.br/2014/08/brasil1954-1964-1974-1984-1994-2004-e.html


Brasil...1954, 1964, 1974, 1984, 1994, 2004 e 2014....pontos de inflexão

Tudo começa no dia 05 de Agosto de 1954.

No dia 05 de agosto de 1954, o então jornalista Carlos Lacerda,  e também principal opositor ao então Presidente da República do Brasil Getúlio Vargas, sofre um atentado na Rua Toneleros, em Copacabana, cidade do Rio de Janeiro.

A notícia se espalha "como um raio" e foi o estopim pra mais grave crise política pela qual o Brasil passou; 38 anos mais tarde, uma crise da mesma proporção teria inicio com o Impeachment do Ex-Presidente Fernando Collor de Mello.

Getúlio Vargas, que governava o Brasil pela segunda vez, já sofria uma pesada oposição de Carlos Lacerda. O atentado dá ao contexto político da época contornos dramáticos.

As consequências eram difíceis de prever, mas nada, e ninguém, imaginava o que viria adiante, mais precisamente naquele fatídico 24 de agosto de 1954; o suícidio do então Presidente da República, Getúlio Vargas.

O Brasil demora a retomar "seus dias normais"; as instabilidades política, social e econômica continuam, mas sopros de mudanças e esperança tomam conta do brasileiro quando Juscelino Kubitschek assume a Presidência em 1956.








ANO 1964



Pobre Brasil...

Os espasmos de esperança começam a sofrer novo revés quando o então Presidente da República, Jânio Quadros, renuncia ao cargo em 1961,  abrindo espaço para o vice-presidente João Goulart, ou simplesmente "Jango".

A instabilidade política volta, Jango dá sinais ambíguos a todo momento e o Brasil revive o mesmo pano de fundo do ano de 1954.

O ápice é representado pelo dia 31 de março de 1964, apenas 10 anos depois do suicídio de Getúlio Vargas.

Os militares tomam o poder e, no dia seguinte, em 01 de abril de 1964, o "ex" Presidente João Goulart voa para o exílio.

Em 15 de abril de 1964, assume a Presidência da República o Marechal Castelo Branco.

A instabilidade política ainda permaneceria por um bom tempo e, em 13 dezembro de 1968, o "Ato Institucional número 5" concede poder ao Presidente da República para dar recesso às "casas legislativas", Congresso Nacional, Assembléias Estaduais e Câmara de Vereadores; assim como poder para cassar direitos políticos de deputados federais, estaduais e vereadores







ANO 1974


O Brasil entra a década de 70 mergulhado no que se convencionou chamar de "O Milagre Econômico Brasileiro".

A despeito de um momento político conturbado, a economia ia bem. Altas taxas de crescimento empurravam a classe média para o "paraíso".

Empréstimos externos vultosos eram tomados pra financiar obras gigantescas "Brasil" afora, como as polêmicas Usina Nuclear de Angra dos Reis e a "Transamasônica"

Tudo ia bem no início dos anos 70 se não fosse pela proximidade do "fatídico ano 4".

Ao final de 1973, tem-se inicio o "Primeiro Choque do Petróleo". O primeiro trimestre de 1974 marca o topo da crise, com o barril de petróleo atingindo o patamar de US$ 50, mais do que o dobro da média de US$ 18 do final dos anos 60 e início dos anos 70.

O ano de 1974 marca o início de um período sombrio para a Economia Brasileira.

As taxas de crescimento despencam; os vultosos empréstimos externos foram impactados fortemente pelo aumento das taxas de juros americanas, dada a pressão inflacionária que veio junto com o "choque", e a inflação brasileira, que, diga-se de passagem, vinha numa tendência declinante, volta a subir.

O Brasil viria a mergulhar num longo período de "escuridão" nos anos seguintes; nos planos político e econômico.

Vejam abaixo os 4 principais gráficos que refletem os momentos "pré e pós 1974"

1 - O barril de petróleo explode


fonte: macrotrends.net

2 - As taxas de juros americanas aumentam (aqui refletida nos títulos de 10 anos do Tesouro Americano)

Período 1972-1985


fonte: tradingeconomics.com



3- A inflação brasileira reverte a tendência de baixa no início de 1974; de "quase zero", chega a bater 15% ao mês em menos de 15 anos. No início dos anos 90, bate a inacreditável marca de 80% ao mês.


Inflação mensal BRASIL - 1939-2014



fonte: Banco Central do Brasil


4 - O PIB despenca nos anos seguintes a 1974; depois de atingir 13,97% de crescimento no ano de 1973, chega a atingir uma queda do PIB de 4,25% no ano de 1981


fonte: Banco Central do Brasil

ANO 1984

10 anos se passaram da ressaca do "Milagre Econômico", e o Brasil ainda caminhava na escuridão.


No entanto, do lado político, novas esperanças sopravam.  Os militares começaram a ceder já no final dos anos 70, mais especificamente ao longo do governo do Presidente João Figueiredo; a Lei de Anistia em 1979 é o primeiro passo.

Outros sinais também eram emitidos numa direção mais conciliatória do lado dos militares.

A pressão popular também "ajudava". Mas, ainda faltavam as eleições diretas para Presidente. O povo queria um presidente civil e eleito pelo voto "direto".


Vieram as "Diretas Já" em 1984........uma iniciativa que toma forma com a emenda "Dante de Oliveira".


Mais de 1 milhão de pessoas foram às ruas em São Paulo e no Rio de Janeiro para pedir "Eleições Diretas" para Presidente no início de 1984

Infelizmente, a "Emenda" é rejeitada pela Câmara dos Deputados.

Entretanto, os militares voltam a acenar positivamente ao cederem ao apelo popular e permitirem uma espécie de "transição política".

O novo Presidente seria eleito por uma votação "indireta"; agora, caberia ao Congresso, de forma indireta, por votação simples, eleger o novo Presidente da República, que tomaria posse em 1985.


2 nomes foram colocados para o Congresso.

Paulo Maluf e Tancredo Neves; esse último, o representante maior da oposição ao Regime Militar naquele momento.

Era em Tancredo Neves que o povo brasileiro "depositava todas as suas fichas" para um novo momento, político e econômico, a partir de 1985.

Tancredo Neves é eleito pelo Congresso (Colégio Eleitoral)  em janeiro de 1985 ,

Um dia antes de tomar posse, é internado; não sairia mais do hospital.

Em 21 de abril de 1985, Tancredo Neves falece, e assume o Vice-Presidente José Sarney.

ANO 1994

10 anos de absoluta escuridão; esse foi o retrato do Brasil de 1984 a 1994. 

O Brasil era um "doente" sob todos os aspectos.

Hiperinflação, com índices inflacionários, como já colocado, beirando os incriveis 80% ao mês, vários planos econômicos, vários cortes de "zero" na moeda pra "disfarçar" o "surrealismo" da situação; mudanças de moeda, congelamentos de preços, vários congelamentos de preços, caos nas finanças públicas, greves espalhadas por todos os segmentos econômicos.


Um país à deriva.......pra piorar, um calote na dívida externa brasileira em 1987, um "confisco" do "meio circulante" durante o Plano Collor em 1990, e um impeachment do Presidente da República Fernando Collor de Mello em 1992.

Eleições diretas para Presidente estavam marcadas para outubro de 1994.

Exceto uma "meia dúzia de gato pingado", o povo brasileiro já não dispunha de forças pra nada.....

Um país no fundo do poço e governado pelo "antes" Vice-Presidente Itamar Franco. Praticamente 2 anos para "empurrar" o país pra "sabe Deus onde" até as eleições de 1994.

Ainda assim, dentro desse contexto absolutamente negativo, o Brasil começa a ver uma "luz no fim do túnel".

O Presidente Itamar Franco convida o então Ministro das Relações Exteriores e Senador, Fernando Henrique Cardoso, para assumir a pasta do Ministério da Fazenda.

E as coisas começam a mudar......

Mais um ano com "final 4" se aproximava, e Fernando Henrique tinha vários nomes na "cabeça"......

Todos eles ligados a PUC-RJ e, muitos deles ligados ao PSDB, o partido de Fernando Henrique.

Fernando Henrique conhecia André Lara Resende e Pérsio Arida......e ambos já haviam escrito um paper chamado "LARIDA" para o meio acadêmico, lá em 1984 .....

Em essência, o paper rascunhava um mecanismo de combate a inflação brasileira por meio de uma "moeda virtual".

Era o "princípio" que nortearia a "URV", criada em 01 de março de 1994, e que iria se transformar no "REAL" em 01 de julho de 1994.

Com o Plano Real, a inflação brasileira praticamente evapora (Vide gráfico abaixo).

O Brasil ganhara um "bilhete premiado"........resgatávamos a nossa dignidade.....tínhamos uma moeda decente......que não desvalorizava.....poderíamos fazer orçamentos realistas......tabelas realistas....planejamentos realistas.......

Enfim........as esperanças se renovavam......

Inflação Brasileira - Mensal - período 1939-2014.......Plano Real marcado





fonte: Banco Central do Brasil


ANO 2004


Com turbulências ao longo do caminho, Crise do México em 1994, Crise da Ásia em 1997, quebra do fundo de hedge LTCM em 1998, Crise da Rússia em 1998, o Atentado Terrorista de 11 de Setembro de 2001, tudo isso com uma desvalorização do câmbio em 1999, tornando-o "flutuante", não podemos dizer que o saldo de 1994 a 2004 tenha sido ruim.




A inflação continuava medianamente comportada, e isso ajudava no gerenciamento de outras variáveis macroeconômicas.



Mas, eis que surge, justamente num ano "terminado em 4", um componente que poderia colocar o Brasil em novos arranjos, de forma a jogá-lo, definitivamente, em novos patamares.

A Explosão das commodities.

Um componente de grande peso nas exportações brasileiras e vetor importante na dinâmica dessa economia.

Vejam no gráfico abaixo, fonte "FMI", a dinâmica das "commodties" entre 1980 e 2013.

A Linha em "azul" corresponde a "todas as commodities"

A Linha em "vermelho" corresponde aos "metais", aí incluso o minério de ferro, item de forte peso na pauta de exportações brasileiras.


gráfico criado a partir de dados "FMI" aqui disponíveis: http://www.imf.org/external/np/res/commod/index.aspx



O índice para "todas as commodities" sai de 50 no início dos anos "2004" para cerca de 200, 10 anos depois, um aumento de 4 vezes

O índice para "os metais" sai de 50 no início dos anos "2004" para cerca de 250, 10 anos depois, um aumento fantástico de aproximadamente 5 vezes

As reservas internacionais brasileiras explodem; saem de cerca de US$ 50 bi para US$ 375 bi nesses mesmos 10 anos



fonte: Banco Central do Brasil

ANO 2014

E o que fizemos nesses 10 anos ? O que fizemos com essa dinâmica positiva ?

Mudamos nossa matriz de exportações pra não dependermos mais dos eternos preços oscilantes e sazonais das commodities ?

Fomos "sócios" das indústrias para que elas aumentassem sua participação na economia, seja por exportações ou não ?

Fizemos uma Reforma Tributária pra que continuássemos com a inércia positiva que vinha de 1994-2004 e, inicialmente amplificada pelo "boom das commodities" no período 2004-2010 ?

Cortamos gastos públicos num período de bonança para que nos antecipássemos a períodos difíceis adiante ?

Fomos intolerantes com controle da  inflação ? Logo ela que nos fez perder a dignidade por longos e longos e longos 15-20 anos ?

Estamos em 2014........mais um ano "com final 4"......

Por toda a história contada acima, os "anos 4" têm sido decisivos, seja no contexto político, seja no econômico.

Tudo começa com o suicídio do Presidente Getúlio Vargas em 1954.

Parece-me que o Brasil "desce a ladeira sem freio"......

Muita, mas muita coisa "fora do lugar"...

O Brasil é uma aberração no que tange ao "preço das coisas".......Em boa parte, por conta de pesados e insanos impostos que nos são empurrados "goela abaixo pra sustentar um Estado gastador, "mau gastador", pesado, inchado e nulo do ponto de vista de eficiência

Em grande parte, o país é uma aberração no que tange ao "preço das coisas" por conta de uma inflação que insiste em ficar "no teto da meta" por 3 anos seguidos, com a complacência e condescendência de um Banco Central, que deveria zelar pela moeda, e da autoridade maior da República, a Presidente da República.

Desde o preço de um salgado na esquina, até um porta-retratos na papelaria, não há razão "lógica" para que esses preços estejam nesse patamar face a renda média do trabalhador.

Convivemos com uma bolha imobiliária que torna, num simples e básico cálculo de aritmética, os preços dos imóveis completamente fora da realidade do trabalhador médio.

Some-se a isso, um iminente aumento da taxa de juros americanas no próximo ano.......1 ano após o fatídico "ano terminado em 4"........

Haverá uma rearrumação de ativos no mundo inteiro......

O Brasil é um "jogo de dominó"....tudo ali está delicadamente, perigosamente "arrumado"....

Basta um toque......uma mudança na taxa de juros americana pra que o "aparente arrumado" "jogo de dominó" "entre em colapso.

Estamos em 2014........num "ano de final 4".....

Infelizmente,não dá mais pra "voltar no tempo"......

Erros em política econômica nos cobram um preço.

Dá pra amenizar ou acentuar as incertezas de um futuro próximo

Mais uma vez, a virada do "ano 4" será decisiva para o Brasil.......



sábado, 30 de agosto de 2014

"Missão Abreviada ! E como classificar Marina ?", por Cesar Maia

Artigo escrito pelo Ex-Prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia, em seu blog ontem, 29 de agosto de 2014

http://cesarmaia.com.br/2014/08/29-de-agosto-de-2014/


MISSÃO ABREVIADA! E COMO CLASSIFICAR MARINA?

1. O que aproxima o padre Ibiapina (1806-1883), o padre Cícero (1844-1934) e Antonio Conselheiro (1830-1897) é o mesmo livro de cabeceira: “Missão Abreviada” (720 págs.), do padre Manuel José Gonçalves Couto. Editado em 1859, foi o livro de maior tiragem em Portugal no século 19 (150 mil exemplares). Padre Ibiapina nasceu em Sobral (CE). Foi magistrado e deputado. Voltou ao seminário e, aos 47, iniciou a vida missionária pelo Nordeste, fazendo igrejas, cemitérios, açudes. Chamado de “mestre”, criou a ordem dos beatos e beatas que o acompanhavam. Aonde ia, o “mestre” aconselhava e ajudava. Seu mito gerou reação do bispado.

2. Padre Cícero nasceu em Crato (CE) e seguiu a mesma cartilha, com base em Juazeiro do Norte. Os milagres da beata Maria de Araújo (recebia a hóstia e esta sangrava) multiplicaram o número de romeiros e de beatos que os seguia.  Distribuía conselhos, bênçãos e esmolas. Apesar da perseguição pelo bispado, as romarias não pararam de crescer. Chegou a Juazeiro do Norte quando tinha 40 casas. Hoje é a terceira cidade do Ceará -300 mil habitantes. Tornou-se mito. “Roma” proibiu-o de exercer os sacramentos.  Apoiou a derrubada do governo do Ceará com um exército de beatos, cabras e jagunços. Foi prefeito por quase 20 anos e deputado federal (nunca foi ao Rio exercer o mandato).

3. Antonio Conselheiro nasceu em Quixeramobim (CE). Em Sobral, foi um rábula dos pobres. Cruzou o Nordeste por 30 anos, assim como o Mestre Ibiapina, construindo capelas e cemitérios. Beatos e beatas o acompanhavam. Aonde ia, aconselhava e ajudava. Estabeleceu-se em Canudos, na área que chamou de Belo Monte. Interpretou o Novo Testamento num manuscrito de 245 páginas, com letra desenhada (disponível em CD).  Monarquista, adotou um sistema coletivista. Tinha 30 mil habitantes quando o Exército o massacrou em 1897.

4. Os três falaram aos excluídos. Foram a esperança dos miseráveis, com conselhos, esmolas e o reino dos céus. A repressão conservadora católica abriu espaço aos evangélicos com um estilo similar. Os dois principais líderes das Ligas Camponesas eram evangélicos (ver “Cabra Marcado para Morrer”). Método com o qual os mais pobres do Nordeste se identificam até hoje.

5. Enquanto Lula era um líder operário urbano, disputou voto entre eles em igualdade com os demais candidatos.  Em 2005, Lula muda. Incorpora o retirante e passa a falar aos excluídos, com conselhos, ajuda e esperança, na terra e no céu. Em 2006 e 2010, nas regiões que foram palco da peregrinação dos três, a nova “Missão Abreviada” produziu vitórias eleitorais na casa dos 80% no segundo turno.

6. E agora: como classificar Marina? Um pouco mais de tempo e saberemos.



PETR4 com 100% de alta desde fundo de mar/2014....ADR PETROBRÁS, também

PETR4 com 100% de alta desde fundo de mar/2014....ADR PETROBRÁS, também......pra ser mais rigoroso, 94% de alta para a ADR PETROBRÁS.

O Fundo da década para os papéis da Petrobrás PN deve ter sido esse 11,80......

Isso não quer dizer que não teremos volatilidade à frente e, muito menos, vida tranquila......

100% de alta dá pra fazer, até mesmo pra quem gosta de fibonacci, uma bela tabela-escada de correções....

Mais abaixo, o gráfico "sem o desconto dos dividendos" para os papéis da ADR PETROBRAS

PETR4, Semanal, escala semi-logarítmica - 5 Anos



ADR PETROBRÁS, Semanal, escala semi-logarítmica - 15 anos




Índice "XLF" - Setor financeiro EUA - Mensal - 15 anos

Índice "XLF" - Setor financeiro EUA - Mensal , Escala logrítmica- 15 anos




ETF "VXZ", Espelho e Hedge do SP500

ETF "VXZ", Espelho e Hedge do SP500, Diário, 3 anos



ETF "VXZ", Espelho e Hedge do SP500, Diário, 1 ano







Paridade "Dólar x Real" - Final de Semana

Paridade "Dólar x Real" - Semanal, escala logarítmica




Bovespa Dolarizado - 20 anos

Bovespa Dolarizado - 20 anos

fonte:dadosdabolsa.com




sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Os próximos 4 anos-----"NO ESCURO"........Quando Setembro vier e terminar.....sem dó, nem piedade......MA200......52.500


Uma outsider pula 25 pontos em 10 dias.......

E os "anos terminados em  4", como eu escrevi num artigo há 1 mês, nos perseguem....

4 anos na absoluta escuridão.....

No curto prazo......

Quando Setembro vier...e terminar......

tá aí.......MA200.......52.000-52.500........sem piedade


Bovespa, diário......e sua MA200













Bovespa - Final de Semana

Bovespa, SEMANAL, escala logarítmica 





Bovespa, SEMANAL, escala logarítmica 


Dow Jones e uma Cunha de 3 anos

Dow Jones e uma Cunha de 3 anos .........

Não esqueçamos que a LTA de 6 anos foi perdida, sem posteriores novos topos...apenas um topo duplo

Dow Jones, SEMANAL, Escala logarítmica





quinta-feira, 28 de agosto de 2014

50% ou 60 % de Correção nos mercados americanos ?...É o que pensa Abigail Doolitlle, da Peak Theories Research

50% ou 60 % de Correção nos mercados americanos ?...

Bem.....É o que pensa Abigail Doolitlle, fundadora da Peak Theories Research....

Pra quem não sabe, Abigail Doolittle é uma analista bastante frequente nas mesas de discussão do canal de noticias CNBC......

Pra falar a verdade, não conhecia o trabalho de Abigail Doolittle, até entrar em seu site....http://www.peaktheories.com/home.html

Segundo o site, a Peak Theories Research foi fundada em 2009....

Abigail Doolittle também trabalhou no Morgan Stanley Dean Witter

Quanto a análise dela ?

Os 2 últimos BULL-MARKETS americanos terminaram com correções próximas a isso......o de 2000, um pouco menos de 50%.....o de 2007, um pouco mais....

Eu comungo dessa visão de Abigail.....

Ora......se tomarmos como base fundamentalista, as insanas baixas taxas de juros americanas nos últimos 6 anos, podemos dizer que há uma morfina dada aos mercados em doses cavalares nesse período....

No dia em que retirarem a morfina, boom......

Ora......se os 2 últimos BULL-MARKETS terminaram com correções próximas a 50%, não há porquê, dada a condição fundamentalista acima citada, imaginar que a bolha atual não termine com uma CORREÇÃO EM TORNO DE 50%.....

Outra coisa.....

Existem várias visões do mercado.....é claro que a de Abigail Doolittle é uma delas.........

Continuam análises espalhadas por aí dando Dow Jones em 20.000, assim como em 5.000

Existe pra "tudo quanto é gosto"....

Por outro lado, não gosto dos cenários exageradamente otimistas ou pessimistas...

Por outro lado, quando vemos variáveis bizarras "fora do lugar", é preciso estar atento a alguns sinais.....

O que procuramos aqui, é, sempre baseados em gráficos, manter um mínimo de racionalidade, dentro de inúmeras aberrações que insistem em passar à nossa frente...

Vamos ao que interessa.....

Texto resumido do canal de notícias CNBC........

E, Vídeo com a análise de Abigail Doolittle.......

http://www.cnbc.com/id/101954407







'Rigged' market may be nearing top: TrimTabs chair
Matthew J. Belvedere | @Matt_Belvedere
2 Hours Ago
CNBC.com

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A jolt to international confidence in central banks will lead to a 30 to 60 percent market decline, David Tice, president of Tice Capital and founder of the Prudent Bear Fund, told "Power Lunch" on Wednesday.

Hours earlier, technical analyst Abigail Doolittle told "Squawk Box" that the Fed's low interest rates could bring about "scary" 50-60 percent market correction.

Meanwhile, researchers at Rutgers University said they found that Americans are more anxious about the economy now than they were right after the Great Recession ended.




Bovespa - Tempo SEMANAL, Período 5 anos

Bovespa, SEMANAL, Escala logarítmica - 5 anos


Bovespa, SEMANAL, Escala semi-logarítmica - 5 anos








Paridade "Dólar x Real" - Semanal - 4 anos

"Dólar x Real" , Semanal, escala logrítmica - 4 anos





quarta-feira, 27 de agosto de 2014

ETF Espelho do Bovespa "BZQ" toca o fundo de 2012

ETF Espelho do Bovespa "BZQ", SEMANAL







A perna intermediária do Bovespa, dentro do BEAR MARKET de longo prazo, "parece" agora um pouco mais clara

A perna intermediária do Bovespa, dentro do BEAR MARKET de longo prazo "parece" agora um pouco mais clara

Tivemos

73.000 a 48.000.............................25.000 pontos de perna de baixa

48.000 a 69.000...............

69.000 a 44.100............................25.000 pontos de perna de baixa

44.100 a 56.750
56.750 a 44.900
44.900 a 61.000-62.000

61.000-62.000 até 36.000..............25.000 pontos de perna de baixa


36.000 pontos com o dólar na faixa 2,80-3,00, leva o Bovespa para a faixa de 12.500 pontos em dólar

12.500 em dólar é pouco abaixo do fundo anterior de 2008 em dólar e topo do penúltimo grande BULL-MARKET, que terminou em 1997

Ao longo do tempo, passamos a discutir mais essa "tese"






“A imprensa deve passar para a população que não há soluções mágicas e líderes messiânicos capazes de mudar a situação do dia para a noite”, por Diego Escosteguy, Diretor da sucursal de Brasília da revista Época

Um pouquinho de politica, no dia em que o Bovespa executou a perna mais alta rumo a sua grande LTB, depois de uma segunda pesquisa dando Marina Silva como provável vitoriosa em segundo turno nas eleições presidenciais de Outubro próximo no Brasil

Uma entrevista dada ao Instituto Millenium por Diego Escosteguy, Diretor da sucursal de Brasília da revista Época

Uma "Marina Silva", que, como todos sabemos, já passeou em 3 partidos, PT, PV e REDE; esse último ela não conseguiu registrar....

Depois, sonhando com a Presidência, aterrisou, sabe lá como, num quarto partido; e voltou a falar em "NOVA POLÍTICA"

Sim.....

Agora, me expliquem , como alguém que já pousou em 4 partidos pode falar em "NOVA POLÍTICA" ?

Enfim......

Foi a personagem principal no enterro do ex-presidenciável Eduardo Campos, sendo vista, a todo momento, ao lado do caixão.....

Em nossa curta democracia, já tivemos :

1 - O Caçador de Marajás
2- O "Pai do pobres"

E, agora ?

O que nos aparece ?

O tempo dirá.....

Não deixem de ouvir o podcast.....11 minutos apenas...no link abaixo

Aqui, um resumo da entrevista dada ao Instituto Millenium:


“Não há soluções mágicas”
Autor: Comunicação Millenium  em Destaque, Eleições 2014, Podcasts, Podcasts (Divulgação), Veja  27/08/2014

Diretor da sucursal de Brasília da revista Época, Diego Escosteguy acredita que é preciso paciência com a democracia brasileira, ainda jovem e com muitos desafios pela frente. “A imprensa deve passar para a população que não há soluções mágicas e líderes messiânicos capazes de mudar a situação do dia para a noite”, afirma o jornalista, que ainda discute a importância do livre exercício do jornalismo para o amadurecimento da democracia no Brasil. Ouça e acesse também a página do Instituto Millenium “Eleições 2014”

http://www.imil.org.br/podcasts/solues-mgicas/



Aécio Neves, candidato do PSDB a Presidência, confirmou agora há pouco no Debate dos Presidenciáveis na BAND que o Ministro da Fazenda será Armínio Fraga, caso eleito

Aécio Neves, candidato do PSDB a Presidência, confirmou agora há pouco no Debate dos Presidenciáveis na BAND que o Ministro da Fazenda será Armínio Fraga, caso eleito

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Novas e fortes divergências entre SP500 e o SPXA50R

Divergências fortes entre o SP500 e o SPXA50R....

O SPXA50R mostra o percentual de empresas que constam do SP500 acima da Média Móvel Simples de 50 períodos.

Se o SP500 continua subindo, enquanto o SPXA50R cai, ou seja, menos e menos ações se posicionam acima da MA50, há uma forte divergência.....mais........menos e menos ações participam do rally de alta.....

Reparem nos movimentos 1 e 7 principalmente

SP500, Diário, escala logarítmica


SPXA50R, Diário





Bovespa - Diário e Semanal

Bovespa, diário, escala logarítmica



Bovespa, SEMANAL, escala logarítmica





ETF "EWZ", ETF que reproduz Bovespa e é operado por investidores estrangeiros.....topo duplo e divergências baixistas de IFR14 no diário

ETF "EWZ", ETF que reproduz Bovespa e é operado por investidores estrangeiros

Topo duplo e divergências baixistas de IFR14...

Semanal, mais abaixo....

EWZ,Diário, escala logarítmica



EWZ,  Semanal, escala logarítmica






"DAX" Alemanha, diário, 18 meses

"DAX" Alemanha, diário, escala logarítmica - período 18 meses








Dow Jones faz "topo duplo" no diário com fortíssimas e gigantescas divergências baixistas de IFR14 e MACD no tempo SEMANAL....SP500, idem, no diário e SEMANAL

Dow Jones, tempo diário, escala logarítmica e seu topo duplo hoje nos exatos 17.150 pontos




Dow Jones, tempo SEMANAL, escala logarítmica 




SP500, tempo diário, escala logarítmica 








NASDAQ - 6 anos - Tempo Mensal

NASDAQ - 6 anos - Tempo Mensal, Escala logarítmica



NASDAQ - 20 anos - Tempo Mensal, Escala logarítmica






segunda-feira, 25 de agosto de 2014

E a euforia dos 60.000 pontos veio com a "salvadora da pátria" Marina Silva

Chegamos aos 60.000 pontos....

Quem diria heim ?....há menos de 6 meses, o Bovespa estava em 44.900 pontos.....

O "meu otimismo" ,dada a insanidade a que havia aintigido o IFR14 no TEMPO MENSAL, era nos 54.000-55.000....

Estamos em 60.000.

O Mercado, em sucessivos e duvidosos rallies eleitorais, na esteira da queda de Dilma, foi levando o Bovespa cada vez mais pro alto.....

Agora, com a entrada de Marina Silva e a certeza do Segundo Turno, encostamos nos 60.000 pontos.

O Mercado financeiro tem dado mostras de que não entende e não capta muito bem a política brasileira...

Já disse e mostrei aqui......a máxima do BOVESPA nos últimos 5 anos foi alcançado 1 dia, eu disse 1 dia após a eleição de 2010,em que Dilma saiu-se vencedora......

Vejam abaixo:



Alguém sabe como Fernando Collor de Mello chegou a Presidência em 1989 ?

Collor não tinha partido....criou um....o PRN........não governou nem com a direita, nem com a esquerda....

Só pediu "arrego" ao PSDB quando se viu em apuros, muito próximo de seu processo de impeachment....

O Brasil é um desastre em vários aspectos.....o político é mais um.....

Marina Silva parece mais uma outsider, assim como Collor......ela parece ter um perfil "déspota".......ela governa pra si.......naquela suposta linha polêmica "nova política"....seja lá o que isso represente.......

Isso não leva a lugar nenhum......isso não dá estabilidade política.............

Enfim.......

O mercado não quer nem saber......quer Dilma fora...........

Independente disso, Marina ou Aécio, o Mercado tá apenas precificando uma melhora......só que, no caso de Marina Silva, me parece uma precificação precipitada.....errada, assim como foi pra Dilma em 2010.....

Resistências em 60.000, já que bateu 59.750.....depois 61.000...62.000

Pra baixo......58.200.....58.000....57.500.....57.000..e 55.000





A "carteira blog" vai retirar, por enquanto, o stop da posição de VENDA "PETR4" em 22,10

A "carteira blog" vai retirar, por enquanto, o stop da posição de VENDA "PETR4" em 22,10


Stop Loss na posição "VENDA" CSAN3" (COSAN ON)

Logo na abertura do pregão foi acionado o stop da posição de VENDA "CSAN3" (COSAN ON) em 40,30 da "carteira blog".


Portanto, "carteira blog" sai da posição de VENDA "CSAN3" da seguinte forma:


VENDA "CSAN3" a 39,38

COMPRA "CSAN3" a 40,31

Prejuízo : 2,2%

Impacto negativo para a "carteira blog" de 0,33%

Depois, atualizaremos a "carteira blog" com essa saída e as entradas de VENDA de "PETR4"


Sugestão "Carteira blog" coloca mais 20% na "VENDA" "PETR4" a preço de mercado

Sugestão "Carteira blog" coloca mais 20% na "VENDA" "PETR4" a preço de mercado

Portanto, nova posição acionada com peso de 20% para "VENDA" "PETR4" a preço de mercado

Nesse momento, 10:46, tem comprador a 21,29

Portanto

VENDA "PETR4" a 21,29

STOP SUGERIDO :22,10

Peso: 20%

Objetivo: em aberto

Mais um pouco sobre a mudança da taxa de juros americana...."Investidores estão se preparando para a mudança da taxa de juros", por "The Wall Street Journal"

Matéria do "The Wall Street Journal" de ontem mostra um pouco mais das visões e expectativas dos investidores acerca da alta da taxa de juros americana

Parte da matéria abaixo:

Texto completo aqui: http://online.wsj.com/articles/u-s-stock-investors-straddle-the-feds-line-1408905406

Stock Investors Straddle the Fed's Line
Money Managers Are Bracing for Shift From Central Bank

By CHRIS DIETERICH, ALEXANDRA SCAGGS and DAN STRUMPF CONNECT
Aug. 24, 2014 2:36 p.m. ET

Federal Reserve officials are signaling they are on track to start slowly raising interest rates next year, a shift that means a delicate balancing act for investors.

Many portfolio managers expect stocks to continue to perform well for the next few months, due to an improving economy and low rates. The Dow Jones Industrial Average is up 2.6% for the year, following last year's 26.5% advance.

Stocks so far have largely shaken off concerns about how the market will do without the Fed's monthly stimulus, which is due to end in October and has been seen as supporting asset prices. But money managers are increasingly on guard should the Fed suddenly decide to accelerate its timetable for boosting short-term interest rates, which have been near zero since December 2008.

Adding to the uncertainty: Market interest rates, such as those on 10-year government bonds, were widely expected to rise this year amid U.S. economic gains and reduced Fed stimulus, but have tumbled with geopolitical tumult in Ukraine and the Middle East and signs of a fresh slowdown in Europe. As a result, many investors say they are preparing for a rate reversal without necessarily expecting one.

"Rising rates certainly are a real risk within this environment," said Matthew Whitbread, who manages Barings Asset Management's Global Dynamic Asset Allocation strategy, among the firm's roughly $26 billion in multi-asset funds. But he adds that there "is still room to be invested" in stocks.

Most investors expect the Fed to take a deliberate approach to raising rates. That view was reinforced by comments made Friday by Fed Chairwoman Janet Yellen, who indicated that the economy continues to improve without signs of troublesome levels of inflation.

The message was "very much steady-as-she-goes," said Erik Davidson, deputy chief investment officer for Wells Fargo Private Bank, which manages $170 billion.

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Futures contracts pegged to the federal funds rate, the rate most directly influenced by the Fed, saw little movement as well. Pricing on those contracts suggests traders see a 50% chance the Fed will tighten by next June, down from 60% in March.

John Briggs, head of cross-asset strategy at RBS Americas, said Ms. Yellen's remarks suggests the Fed is still on track to raise rates in the middle of 2015, "but the pace is going to be slow."

That, he says, will give continued support to stocks, which have rebounded repeatedly after modest pullbacks. "It's the reason that dip in the stock market is only 3% or 5% and not 10%," said Mr. Briggs.

But unlike earlier stages of the five-year-long bull market, investors are no longer viewing continued easy money as a recipe for big rallies.

Instead, many say their bullishness has been tempered by higher valuations and nervousness about how well the Fed eventually will manage the end of its easing efforts.

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Other investors see warning signs in falling bond yields. In Germany, 10-year government bonds are yielding less than 1%. In the U.K., where the Bank of England has appeared closer to raising rates than any other major central bank, the 10-year is yielding 2.4%.

Jeff Knight, global head of investment solutions at Columbia Management, which oversees $363 billion, sees the falling global rates as a warning flag for economic weakness. He has been cutting international stockholdings since July and is poised to trim shares of U.S. companies if markets get choppy.



"Carteira blog" atualizada com a saída da Posição "COMPRA" "VALE5" e entradas das POSIÇÕES DE "VENDA" "PETR4" e "VENDA" "CSAN3"

"Carteira blog" atualizada com a saída da Posição "COMPRA" "VALE5" e entradas das POSIÇÕES DE "VENDA" "PETR4" e  "VENDA" "CSAN3".

Preços de fechamento de sexta-feira, dia 22-08-2014


domingo, 24 de agosto de 2014

CME GROUP avisa que os mercados futuros abrirão com atraso

Vários mercados futuros no mundo inteiro ainda não abriram.....

A CME Group, que "abriga" a CBOT, CME, NYMEX e COMEX, avisa em seu site que todos os mercados que "administra", exceto BURSA MALAYSIA, terão sua abertura atrasada

Agora há pouco, ainda emitiu nota dizendo que cancelaria todas as transações efetuadas entre 17:00 e 17:31

Aqui, parte da nota....

Vejam em seu site: http://www.cmegroup.com/








Revista VEJA entrevista o ex-Presidente do Banco Central, Armínio Fraga

Revista VEJA entrevista o ex-Presidente do Banco Central, Armínio Fraga.....

Entrevista publicada hoje no site com Joice Hasselmann: http://veja.abril.com.br/multimidia/video/joice-hasselmann-entrevista-com-arminio-fraga








Bovespa - Final de Semana.......Continua "andando" sobre os 26.000 pontos em dólar de julho-2014 e out-2013

Bovespa.continua "andando" sobre a faixa dos 26.000 pontos em dólar de julho-2014 e out-2013....

Faixa de 26.000 pontos em dólar baliza o índice pra cima....

Faixa de 19.500-20.000 pontos em dólar baliza o índice pra baixo.....


Bovespa dolarizado - 6 meses

fonte:dadosdabolsa.com


Bovespa dolarizado - 1 ano


fonte:dadosdabolsa.com



Bovespa dolarizado - 20 anos


fonte:dadosdabolsa.com









As repercussões da fala da Presidente do FED, Janet Yellen, ao longo da última 6a.feira, na visão da Revista FORBES.......Prestem atenção no que diz Yellen ao afirmar: "se o mercado de trabalho continuar a melhorar mais do que o previsto"

Abaixo, um pouco sobre as repercussões da fala da Presidente do FED, Janet Yellen, ao longo da última 6a.feira no Encontro Anual dos Bancos Centrais em Jackson Hole,, na visão da Revista FORBES.

Vamos nos ater a passagem em que Yellen diz que "se as condições do mercado de trabalho continuarem a melhorar", há chance do aumento das taxas de juros vir mais cedo.....

Notem que ela não diz o que significa "condições do mercado de trabalho continuarem a melhorar mais do que o previsto"....

Lembram no ano passado quando o FED trabalhava com um alvo de 6,5% para a taxa de desemprego ?

Pois sim......

A taxa bateu 6,1% em junho desse ano; em julho, bateu 6,2%.....

Ou seja,,,,,,,o alvo já foi atingido e por 2 meses seguidos......

Em outras palavras.......as condições continuam a melhorar mais do que o previsto.........

Ou seja.......já estamos "dentro" do raciocínio do FED.......

Não necessariamente, na minha opinião, a taxa precisa ir nos 6%, 5,5% ou 5,8%.......

Basta que a taxa fique nesse patamar de 6,1....6,2...6,5% por "um tempo"........

Portanto, talvez estejamos, de fato, muito mais próximos do aumento da taxa de juros do que alguns imaginam.

Vamos ao parágrafo em que ela fala isso.....depois, o texto completo


Yellen stated, “If progress in the labor market continues to be more rapid than anticipated by the Committee or if inflation moves up more rapidly than anticipated, resulting in faster convergence toward our dual objectives, then increases in the federal funds rate target could come sooner than the Committee currently expects and could be more rapid thereafter. Of course, if economic performance turns out to be disappointing and progress toward our goals proceeds more slowly than we expect, then the future path of interest rates likely would be more accommodative than we currently anticipate.”

Crédito: Revista Forbes, Samantha Sharf

http://www.forbes.com/sites/samanthasharf/2014/08/22/yellen-leaves-rate-hike-options-open-at-jackson-hole/


 8/22/2014 @ 10:33AM 2,097 views
Yellen Leaves Rate Hike Options Open At Jackson Hole As Labor Market 'Yet To Fully Recover'

Federal Reserve Chair Janet Yellen took center stage in Jackson Hole, Wyoming Friday morning to address her fellow central bankers, as well as the financial market participants watching with bated breath from around the world. The theme of this year’s conference is “Re-Evaluating Labor Market Dynamics,” and in her speech Yellen was somewhat positive yet introspective about the state of the labor market but did not provide the policy clarity investors were hoping for.

Yellen started by declaring, “In the five years since the end of the Great Recession, the economy has made considerable progress in recovering from the largest and most sustained loss of employment in the United States since the Great Depression.”

She pointed out that more jobs have been created than were lost in the crisis but added, “It speaks to the depth of the damage that, five years after the end of the recession, the labor market has yet to fully recover.” She continued, “A key challenge is to assess just how far the economy now stands from the attainment of its maximum employment goal. Judgments concerning the size of that gap are complicated by ongoing shifts in the structure of the labor market and the possibility that the severe recession caused persistent changes in the labor market’s functioning.”

The 10-year Treasury note yield was up to 2.41% after Yellen’s prepared remarks were released.  Stocks, which started the day in the red, turned mixed following the release. About 30 minutes after the speech was released the S&P 500 index was down 0.04% to 1,992 after briefly turning green. Hopes that the S&P could cross 2,000 points for the first time ever Friday are at least temporarily on hold. The Dow Jones Industrial Average was down 0.01% to 17,037. The Nasdaq Composite was up 0.12% to 4,538.

The Jackson Hole conference is hosted annually by the Federal Reserve Bank of Kansas City — one of the Federal Reserve Systems’ 12 regional banks — and has been closely watched in recent years as Yellen’s predecessor Ben Bernanke sometimes used it as an opportunity to lay out changes to monetary policy. Prior to the speech Yellen was not expected to signal major policy shifts, but investors hoped she would provide some clarity on when the Fed will consider raising interest rates.


She didn’t deliver, instead taking the middle ground.

Yellen stated, “If progress in the labor market continues to be more rapid than anticipated by the Committee or if inflation moves up more rapidly than anticipated, resulting in faster convergence toward our dual objectives, then increases in the federal funds rate target could come sooner than the Committee currently expects and could be more rapid thereafter. Of course, if economic performance turns out to be disappointing and progress toward our goals proceeds more slowly than we expect, then the future path of interest rates likely would be more accommodative than we currently anticipate.”

In a noteon the speech, RBS U.S. Chief Economist Michelle Girard wrote, “The take-away from this speech is that Fed has no measure upon which it feels it can confidently base its policy decisions. Thus, ‘monetary policy must be conducted in a pragmatic manner that relies not on any particular indicator or model, but instead reflects an ongoing assessment of a wide range of information in the context of our ever-evolving understanding of the economy.’ In other words, the Fed will continue to monitor incoming information on the labor market and inflation to determine the appropriate stance of monetary policy — which leaves us where we were before.”

That interest rate debate took on new intensity Wednesday when the Federal Open Markets Committee, which Yellen oversees, released minutes from its July meeting. Yellen, famously dovish (in favor of low interest rates, not terribly concerned about high inflation), has long said that it would be appropriate to the maintain the historically low Federal Funds Rate of 0% to 0.25% for some time after the end of the Fed’s bond buying program. With the quantitative easing program scheduled to wrap up in October, most investors had believed a rate hike would come in mid-2015.

Yet, in Fed’s account of its July discussion show the FOMC becoming increasingly divided about the ideal timeline for balancing interest rates with other economic considerations including inflation, financial stability and, of course, labor market conditions.


With the economy adding jobs at an increasing pace and the unemployment rate down significantly from the start of the year, Fed governors agreed that the labor market is improving faster than they had anticipated. Even the transition rate from long-term unemployment to employment has shown slight improvement after long undermining improving headline numbers. Nevertheless the minutes laid out some areas of concern –

"Many participants continued to see a larger gap between current labor market conditions and those consistent with their assessments of normal levels of labor utilization than indicated by the difference between the unemployment rate and estimates of its longer-run normal level. These participants cited, for example, the still-elevated levels of longterm unemployment and workers employed part time for economic reasons as well as low labor force participation. Several participants pointed out that the recent drop in the unemployment rate had been associated with progress in reabsorbing the long-term unemployed into jobs and reducing part-time work, suggesting that slack was diminishing and could be reduced further as employment opportunities expanded.

Labor compensation was still rising only modestly. Many participants continued to attribute the subdued rise in wages to the remaining slack in the labor market; it was noted that the elevated level of relatively low-paid part-time workers was holding down overall wage increases.”


The committee long stated it would use 6.5% unemployment as a threshold for beginning to consider raising the federal funds rate. As the threshold approach, however, the Fed and others found that broader labor indicators were not up to par so removed that language in March. In July the unemployment rate was 6.2%.




sábado, 23 de agosto de 2014

Em qual plataforma você opera ? Sobre qual plataforma os algoritmos se sustentam ? Para qual plataforma os rôbos olham e cruzam os dados ?

Se você rodar as inúmeras plataformas que são oferecidas ao mercado financeiro, você notará que a maior parte te mostra preços já com o desconto dos dividendos das respectivas ações, isto é, dos preços são "retirados" os dividendos.

É óbvio que, no momento em que a "respectiva bolsa" "incorpora" e "ratifica" os dividendos ao respectivo papel, no dia em que se convencionou chamar de papel "ex-dividendos", o correto é fazer o "desconto" no papel pra não se gerar a "confusão".

Se não fosse assim, o detentor do papel assimlaria os dividendos e ainda revenderia o papel "sem modificação" em seguida, ganhando "nos 2 lados".

É fácil entender a questão utilizando-se de um raciocínio simples:

Supondo que eu compre o papel no dia anterior ao "já conhecido" dia em que o papel ficará "ex-dividendos".

Ora, compraria o papel, o papel não se "mexeria", e ainda teria os dividendos na conta.....

Seria maravilhoso, correto ? Ou seja.....em 1 dia, embolsaria "facilmente" os dividendos....
Portanto, sempre no tal dia "ex-dividendos", o mercado "desconta" esse valor"

Boa parte das plataformas gráficas espalhadas no mundo imediatamente "desconta" esses dividendos no dia "ex-dividendos"....

Entretanto, outras, não.......

Agora, a pergunta :

Em qual plataforma você opera ? Sobre qual plataforma os algoritmos se sustentam ? Para qual plataforma os rôbos olham e cruzam os dados ? 

Vamos a 5 gráficos abaixo com 2 dinâmicas. TODOS COM O PAPEL "ITUB", a ADR do ITAU UNIBANCO negociada em Nova York-NYSE


Ou seja,

3 gráficos que representam os valores "sem o desconto" dos dividendos....ou melhor, plataformas que não mexem nos valores nos momentos em que o papel fica "ex-dividendos"

Os 3 últimos gráficos já mostram o "desconto", ou melhor, no momento em que o papel fica "ex-dividendos", a plataforma vai lá e desconta o mesmo valor dos dividendos


O que vocês verão é uma importante diferença, já que, pelo gráfico "SEM O DESCONTO", o papel ADR ITUB bateu novamente no topo do canal de baixa de longo prazo.

Estaríamos, agora, prontos a novo mergulho  para os papéis ADR ITUB



ADR ITUB "SEM O DESCONTO" - Semanal, Escala logarítmica




ADR ITUB "SEM O DESCONTO" - MENSAL, Escala logarítmica -12 ANOS




ADR ITUB "COM O DESCONTO" - Semanal, Escala logarítmica




ADR ITUB "COM O DESCONTO" - MENSAL, Escala logarítmica -10 ANOS











sexta-feira, 22 de agosto de 2014

PETR4, tempo 15 minutos. LTB e pivots

PETR4, "tempo 15 minutos", LTB e pivots






Índice "IMOB" (Setor Imobiliário) e Índice "IFIX" (Índice dos fundos imobiliários).......Cansaram ? Tempo Semanal, LTB e pivots

Índice "IMOB" (Setor Imobiliário) e Índice "IFIX" (Índice dos fundos imobiliários).......

Cansaram ? LTB e pivots


IMOB, Semanal, escala semi-logarítmica


IFIX, Semanal, escala semi-logarítmica









Stop Loss acionado para posição COMPRA "VALE5" em 27,99

Logo na abertura do pregão foi acionado o stop da posição de COMPRA "VALE5" da "carteira blog".

A alteração do stop para 27,99 havia sido feita pela manhã...

Portanto, "carteira blog" sai da posição de COMPRA "VALE5" da seguinte forma:

COMPRA "VALE5" em 28,26

VENDA "VALE5" em 27,98

Prejuízo : 0,90%

Impacto negativo para a "carteira blog" de 0,30%

Depois, atualizaremos a "carteira blog" com essa saída e as entradas de VENDA de "PETR4" e "CSAN3"


"Nós devemos sinalizar para o mercado que as taxas de juros devem subir mais cedo", por Charles Plosser, Presidente do FED da Filadélfia

Em matéria publicada agora há pouco pelo "marketwatch.com", o Presidente do FED da Filadélfia, Charles Plosser, é claro e objetivo em sua mensagem:

"Nós devemos sinalizar para o mercado que as taxas de juros devem subir mais cedo"

E continuam as discussões dentro e fora do FED.....

http://www.marketwatch.com/story/feds-plosser-fed-should-signal-potentially-earlier-rate-hikes-2014-08-22-8911249


MARKET PULSE
Fed's Plosser: Fed should signal potentially earlier rate hikes
By Ben Eisen
Published: Aug 22, 2014 8:12 a.m. ET

NEW YORK (MarketWatch) -- Charles Plosser, president of the Federal Reserve Bank of Philadelphia, said the central bank should change its language to recognize improvement in the economy. In an interview with the Fox Business Network on Friday, Plosser said that the economy is improving at a faster pace than the Fed thought it would just last year, so the Fed should shift its guidance to markets on the timing of a rate hike.

"We need to signal to the market that rate increases may come earlier," he said, adding that it would avoid having to raise rates quicker down the road. Plosser, one of the most hawkish members of the Fed, dissented from the rest of the members about language on guidance at the last meeting. He is voting member of the policy committee this year.





Alteração na "carteira blog" no stop de VALE5 para 27,99 e objetivo para 28,59

Alteração na "carteira blog" no stop de VALE5 para 27,99 e objetivo para 28,59

Portanto, a posição de COMPRA "VALE5" passa a ter stop em 27,99 e objetivo em 28,59

Essa alteração foi atualizada na planilha "oportunidades". Ainda não alterada na planilha "carteira blog"

Inclusões das  posições de "VENDA" "PETR4" e "CSAN3" já foram feitas na planilha "oportunidades"





ADR Petrobrás e o importante pivot de 18,00

Vejam abaixo que os papéis da ADR PETROBRÁS negociados em Nova York tem um importante pivot ali na faixa de 18,00

Há cerca de 1 mês resvalou ali; bateu 17.70

Agora, o toque foi mais incisivo....bateu hoje na máxima 17,89


ADR PETROBRÁS, Semanal, período 4 anos





Índice "BZQ", um "ETF-Espelho" do Bovespa, faz um "fundo duplo" com fortes divergências altistas de IFR14 no tempo diário

Índice "BZQ", um "ETF-Espelho" do Bovespa que temos resgatado aqui no blog para análise, faz um "fundo duplo" com fortes divergências altistas

Vejam também, que, no tempo SEMANAL, as divergências altistas de IFR14 e histograma também já são fortes.


BZQ, diário



BZQ, SEMANAL