sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

O Blog volta dia 02 de janeiro, mas fiquem, por ora, com o rompimento da LTB do "Índice Financeiro" do Brasil nesse momento

O blog entra num descanso até o dia 02 de janeiro.

Porém, nesse momento, 14 horas, hora de Brasília, mesmo em um dia "morno", é possível vermos algo interessante.

Mesmo nesse dia morno, o volume não é desprezível para os papéis do setor financeiro, principalmente, BBDC4 e ITUB4.

Mais....temos, nesse momento, faltando 3 horas para o fechamento do mercado, um rompimento da LTB do "índice financeiro"; setor dos mais afetados nessa correção do Bovespa nos últimos 2 meses.

MACD cruzado na compra no tempo diário; Histograma "acima da linha zero", também em modo "compra" no tempo diário

Vejam abaixo.....

Um bom Ano Novo a todos e até o dia 02 de janeiro


"Indice Financeiro", tempo diário, escala logarítmica - período 6 meses




"Indice Financeiro", tempo diário, escala logarítmica - período 3 meses










Plano Real 20 anos - A Jornalista Maria Clara do Prado conta um pouco mais.......

O blog continua avançando um pouco mais em contar, ou melhor, em rememorar o que foi um dos maiores, se não o mais bem sucedido, Plano de Estabilização Monetária do mundo, o Plano Real.

Como já disse, ano que vem o Plano Real fará 20 anos. Estamos em contagem regressiva.

Abaixo, trazemos um pouco de 1 dos 3 livros citados no início dessa semana, 3 dentre aqueles que eu considero os melhores livros sobre o Plano.

Já tangenciamos o livro e a perspectiva da jornalista Miriam Leitão.

Aqui, iremos passear sob a ótica da igualmente competente jornalista Maria Clara do Prado, então assessora do Ministério da Fazenda, uma das "porta-vozes" do Plano Real.

O Livro é um "primor" de detalhes do Plano Real; em todos os sentidos, a começar pelos "curiosos", mas oportunos bastidores.

574 páginas imperdíveis para uma volta no tempo; uma volta a um dos mais importantes momentos da história econômica brasileira.

Primeiro, a entrevista em cerca de 18 minutos de Maria Clara do Prado para o "Programa do Jô".

Depois, a sinopse do livro.







__________________________







O real revolucionou o cenário econômico do país e permitiu mais de uma década de estabilidade de preços. Algo extremamente valorizado após um período de hiperinflação. Mas não o fez sem conseqüências para o país: o preço foi alto e continua a ser pago até hoje. A nova moeda resolveu a inflação mas não sua maior causa: o desequilíbrio fiscal. A jornalista Maria Clara R. M. do Prado, à época assessora do então ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso, esteve à frente da divulgação das várias etapas do Plano Real e as revela numa uma reportagem de fôlego, repleta de informações até então inéditas. Em A REAL HISTÓRIA DO REAL, ela mostra os bastidores da concepção do real. As articulações feitas nas frentes políticas, econômica, internacional e de comunicação, além de documentos inéditos dos integrantes da equipe econômica.












quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

SP500 - Mercados Americanos - Go Go Go !



        
















Bovespa em 26-12.2013

Baixíssimo volume Bovespa hoje por conta do fim de ano.

Fechamento em 51.220 pontos, queda de 0,26%.

Suporte imediato em 50.000; depois 50.600-50.700, antiga resistência intraday.

Suporte mais forte e divisor a faixa de 49.800-50.000.

Acima, temos 51.600, que, se rompido, pivota pra cima e faz o Bovespa melhorar muito no curto prazo, buscando direto a faixa de 52.400.

LTB abaixo também baliza o índice

Bovespa, diário, escala logarítmica









Outro papel do Bovespa com pivot de alta e rompimento de LTB hoje: EMBR3

Bovespa fecha hoje com outro papel que apresenta já nos últimos dias um pivot de alta no tempo diário, junto com um rompimento de LTB, rompimento esse confirmado hoje no fechamento: EMBR3 (Embraer ON )

Papel que vem "na contramão" do Bovespa, subiu ao longo do 1o.semestre, diferente do Bovespa, e vem caindo desde meados de julho desse ano, também numa dinâmica oposta.

No entanto, depois de fazer um "martelinho" ali em 15.59 no dia 31de outubro último, vem melhorando e já fez um pivot de alta abaixo destacado quando rompeu a faixa de 18,30.

Rompida essa faixa, a resistência imediata é a faixa de 19,00, praticamente tocada hoje.

Hoje, no fechamento, também houve o rompimento da LTB que vem lá de julho, destacada abaixo.

O rompimento da LTB mais o pivot de alta devem continuar a empurrar o papel pra cima.

MME13 já cruzada pra cima sobre a MME21 no diário, "fortalecendo" o modo ""compra"

Faltando apenas o dia de amanhã pra fechar a semana, podemos ver abaixo, no gráfico TEMPO SEMANAL, que MACD já cruzou na "compra".

Histograma, no tempo semanal, já está "acima da linha zero", portanto,  também "emitindo" sinal de compra no Semanal.

Resistência acima da faixa de 19,00, temos a faixa de 19,65-19.70; depois, a mais forte 20,30.
Suporte no diário é a faixa de 18,00-18,30, pullback na faixa anterior rompida.
Suporte seguinte a faixa de 17,00.

Topo histórico do papel é 21,79 (junho de 2007), justamente onde resvalou o último topo ( 21,73), origem dessa LTB que estamos falando.

Mais um papel que, somado a seus fundamentos,  é empurrado "ladeira acima" pelo desvalorização forte do real nos últimos meses.


EMBR3, Diário, escala logarítmica




EMBR3, SEMANAL, escala logarítmica











O que fizeram com o Brasil ?..........."Vendas de Natal têm pior desempenho em 11 anos, segundo Serasa Experian"


Notícia fresquinha publicada agora há pouco no portal UOL, diz que as vendas de Natal no comércio brasileiro, com dados preliminares, foram as piores nos últimos 11 anos...

Sim !

11 anos.....

Somente no discurso oficial do governo brasileiro, do Ministro da Fazenda, GuidoMantega, e da presidente do Brasil , Dilma Rouseff , é que o Brasil vai bem.

Não é difícil descobrir o porquê....

Chega uma hora que fica até cansativo expor os motivos.....uma inflação resistentemente alta que massacra o povo brasileiro é uma parte importante da questão......os preços sobem.....as pessoas vão ficando endividadas, fato que provoca um novo aperto no orçamento, que volta a ser prejudicado com novos aumentos de despesas logo à frente, que faz com que novas despesas sejam cortadas, enfim......

e olhem que ainda estamos no meio do caminho !!!......

também não é dificil imaginar o porquê......aqui no blog, sempre tangenciamos o "porquê"...

Em fevereiro de 2012, portanto há praticamente 2 anos atrás, eu já escrevia um artigo, dentre tantos outros, que sinalizavam uma dinâmica ruim em face do quadro passado sob o qual "a nossa euforia" foi construída e erguida.

O nome do artigo já era um "prenúncio"......

Inflação ? ahh......sobre a inflação, o blog fala semana sim, semana não.....há muito tempo.....

Abaixo o titulo do artigo e o link.

Mais abaixo, a matéria do Portal UOL

"Brasil, um país iludido pelo acaso"

http://pracompraroupravender.blogspot.com.br/2012/02/brasil-um-pais-iludido-pelo-acaso.html


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http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/12/1390201-vendas-de-natal-tem-pior-desempenho-em-11-anos-segundo-serasa-experian.shtml

26/12/2013 - 14h20
Vendas de Natal têm pior desempenho em 11 anos, segundo Serasa Experian
DE SÃO PAULO

Crédito restrito, confiança em baixa, juros em alta e dólar mais caro levaram os brasileiros a reduzir o ritmo de consumo neste Natal, a principal data do ano para o comércio. Balanços preliminares indicam o pior desempenho em 11 anos.

Os fatores acima, somados ao ainda alto endividamento das famílias, provocaram, em 2013, uma desaceleração do comércio depois do forte ritmo registrado nos últimos anos. Até então, o consumo vinha se mantendo como o principal vetor de crescimento da economia brasileira.

O fraco desempenho do Natal confirma as previsões de economistas de que o comércio deva fechar o ano com o menor crescimento em uma década.

Segundo a Serasa Experian, as vendas do varejo subiram 2,7% no período entre 18 a 24 de dezembro, o menor percentual desde quando o dado começou a ser medido, em 2003. A média anual de crescimento no período foi de 7,55%.

Dados da Boa Vista também indicam perda de ritmo. O crescimento foi de 2,5%, ante os 4,5% registrados em 2012. Não há dados históricos para o indicador.

Os balanços de ambas as empresas são feitos com base nas consultas dos varejistas aos bancos de dados disponíveis sobre os consumidores.

Nos shoppings, as vendas tiveram um incremento de 5%, o menor ritmo dos últimos cinco anos, segundo a Alshop (associação do setor).

Para o presidente da entidade, Luiz Augusto Idelfonso, a desaceleração veio para ficar. "A volúpia de compras acabou. As pessoas ja compraram o que precisavam e agora estão fazendo reposição", diz.

O gasto individual do brasileiro nos shoppings neste Natal caiu 10% com relação ao ano anterior. Nos empreendimentos populares, o ticket médio ficou entre R$ 35 e R$ 55. Já nos de classe média e alta, variou entre R$ 75 e R$ 125.







O que representa a faixa de 57.200-57.800 para o Bovespa

Abaixo os gráficos "longos"  (6 anos) do Bovespa em "linha" e "candle".

Dá pra ver claramente o que representa essa faixa de 57.500 pontos para o Bovespa, principalmente quando olhamos para o "gráfico em linha". Vários fechamentos "decisivos" ao longo dos últimos 6  anos nesses pontos de 57.600; 57.700, 57.200, 57.100.....

Enfim.......não é nada, nada desprezível essa faixa de 57.500 pontos.

Lembrando que, depois de 56.750 pontos, último topo desse rally de alta que vem desde julho desse ano, ainda temos outro "topinho" em 57.200, justamente a faixa aqui destacada.

Na verdade, coisas de "renda variável"......."não dá pra entender" o porquê de, uma vez o índice ter rompido os 55.000 pontos, o mercado não ter ido lá nos 57.200.....

Bom....temos uma nova oportunidade no curto prazo......57.200.....57.500.....57.800.....

Uma LTB longa, também destacada no "gráfico em candle" passa ali por volta de 57.500 hoje.......um pouco abaixo nos próximos 30 dias....


Bovespa, SEMANAL, Escala logarítmica, período 6 anos




Bovespa, SEMANAL, Escala logarítmica, período 6 anos











quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

" Para que se apoquentar com reformas quando bastava ficar parado ao sabor da ventania?", por Gustavo Franco

 Ótimo artigo de Gustavo Franco, ex-Presidente do Banco Central do Brasil, e um dos principais atores do Plano Real, publicado no Jornal "O Estado de São Paulo" nesse domingo, 22-12-2013.

Um realista diagnóstico da Economia Brasileira e a dificuldade que teremos em superar os atuais obstáculos com os atuais instrumentos.

Link aqui no site do ínstituto "Casa das Garças": http://www.casadasgarcas.com.br/

"Retrospecto e retrospectivas"

Texto de Gustavo Franco para O Estado de S. Paulo.
Publicado em: 22/12/2013


Afim de responder às clássicas dúvidas de fim de ano - Onde estamos? Para onde vamos? - é interessante recuar no tempo e identificar quatro enredos paralelos e interligados, todos a partir de fenômenos fora do nosso controle, que condicionaram : as escolhas feitas pelas autoridades na última década. Em razão dessas decisões, o ano de 2013 vai chegando ao fim com uma quantidade de dúvidas e maus bofes como há muito não se via. Será com essas mesmas ideias que a presidente vai se apresentar para postular sua recondução à Presidência? Os investidores estão inquietos com a ideia de "mais do mesmo".

Mas vejamos, para começar, os quatro presentes que o destino nos ; reservou e o que fizemos deles:

1. A internacionalização da economia. A globalização abraçou o País de forma vigorosa, mesmo antes de qualquer retribuição muito clara. Em 1995 o País abrigava 6.322 empresas com participação estrangeira e o valor desses investimentos era de cerca de 5% do PIB. Em 2010, o número de empresas ultrapassava os 17 mil, e o valor dos investimentos atingiu 27% do PIB. Essas empresas empregavam 24% do pessoal ocupado no País em 2010, o que significava essencialmente que o PIB per capita do trabalhador empregado nessas empresas era de aproximadamente R$ 400 mil, ao passo que a média para o Brasil era dez vezes menor. É como se o País tivesse "engravidado" de uma participação mais ativa e produtiva na economia globalizada, mas a ocorrência e a extensão do fenômeno ainda estariam na dependência das condições dadas a essas empresas para produzir e empregar no Brasil.

2. O fator China. Entre 1998 e 2012, o comércio mundial mais que dobra e os relatos sobre "offshoring" (relocalizar etapas da cadeia produtiva em países mais competitivos, geralmente asiáticos) levam a crer que o comércio "intrafirma" (entre empresas relacionadas) se torna dominante para manufaturas. As exportações brasileiras quase quadruplicam nesse período, mas especialmente em razão das relações de troca, ou de preços espetaculares para muitas commodities. A China cresce sua participação no comércio brasileiro de 2% a 20% no período.

3. Bônus demográfico. A queda na taxa de fertilidade anos atrás mudou significativamente o perfil etário da população, engordando a parcela em idade de trabalhar. Muitas famílias numerosas de baixa renda passam à situação em que todos os seus membros estão no mercado de trabalho, produzindo notável incremento na renda, consumo e endividamento familiar e, consequentemente, redução da desigualdade. Essa ascensão da classe C é uma criatura da demografia e uma ótima notícia, e por isso o governo quer a sua paternidade.

4. Bancos capitalizados. O sistema bancário, logo após os ajustes efetuados na segunda metade dos anos 1990, estava pronto e capitalizado para uma expansão acelerada como de fato ocorre a partir de 2003. O crédito bancário mais que dobra de tamanho como porcentual do PIB nos dez anos posteriores, sem que isso representasse deterioração da qualidade dos ativos do sistema. Era a contrapartida da elevação do endividamento familiar (e da sensação de bem-estar inerente à ascensão da classe C), que também dobra de tamanho nesses anos, sem que isso aumentasse muito o comprometimento de renda das famílias com o serviço da dívida.

Com esses quatro ventos a favor, as autoridades fizeram suas escolhas em matéria de políticas públicas. Para que se apoquentar com reformas quando bastava ficar parado ao sabor da ventania?

Para encurtar uma longa e triste história, houve pouca evolução nos velhos temas onde as empresas esperavam mudanças: a classificação do País no "Doing Business" (o ranking do Banco Mundial para o ambiente de negócios) não evoluiu, os programas destinados a reduzir o que se chamava de "custo "Brasil" foram descontinuados, as privatizações e as PPPs (federais) não aconteceram, a infraestrutura ficou sobrecarregada, a abertura encalhou (com regras de "conteúdo nacional") e proliferaram engarrafamentos e incentivos "seletivos". O resultado: o crescimento murchou e a produtividade ficou estagnada entre 2000 e 2012 em 18% do nível de produção por trabalhador nos EUA. Pior que o mau desempenho e a frustração foi se avolumando um antagonismo entre o governo e o setor privado, que atingiu o ápice em 2013, mesmo diante de recuos do governo nas encrencas associadas aos leilões de concessões. Ao fim das contas, ficou estabelecida a crença que o governo não gosta de lucro nem de capitalismo, até prova em contrário.

Na área fiscal as coisas vinham bem, ou estáveis, desde o acordo com o FMI em 1998, quando começamos a exibir um superávit primário na faixa de 3% e a melhoria fiscal permitia a redução dos juros de forma continuada e drástica. De 2003 a 2012 os juros caíram de 25% para 7% anuais com enormes efeitos positivos sobre a economia. Empresas, imóveis e ativos passaram a valer mais (pois o futuro era descontado a ; uma taxa menor, simples assim); era o processo designado como "convergência de juros", que compreendia um papel crescente para o mercado de capitais e para o setor privado no processo de investimento.

Entretanto, nos últimos três anos, a degradação da situação fiscal inverteu essa marcha virtuosa e colocou o País caminhando decididamente para trás, sem nunca ter chegado aos 20% na taxa de formação bruta de capital fixo. A "contabilidade criativa" virou matéria de chacota e o País corre o risco de rebaixamento em sua classificação de risco soberano.

Definitivamente, a guinada heterodoxa dos últimos anos não teve sucesso em melhorar a economia.

Diante desse quadro, e tendo em vista a posição central assumida pela presidente Dilma Rousseff na definição das diretrizes da política econômica, o prognóstico para : 2014 e depois está diretamente relacionado com o resultado das iniciativas presidenciais no sentido de fazer as pazes com o capital, e mais especificamente com o discurso que a presidente trará para a sua ; campanha de reeleição. 2014 será um ano difícil se o governo insistir em sua "nova matriz macroeconômica". Será bastante diferente se a presidente seguir conselhos que vêm de muitos de seus interlocutores e adotar posturas mais convencionais de política econômica.






ADR'S Nova York : VALE, Bradesco, Itaú Unibanco e Petrobras - Todas com fechamento ontem, 24-12-2013

ADR VALE Nova York, diário e sua curta LTB




ADR BRADESCO Nova York, diário e sua curta LTB

Forte divergência altista de IFR14
Forte divergência altista de Histograma




ADR Bradesco Nova York, SEMANAL, suportes e resistências principais



ADR ITAU UNIBANCO Nova York, diário e sua curta LTB

Divergência altista de IFR14
Forte divergência altista de histograma




ADR ITAU UNIBANCO Nova York, SEMANAL, suportes e resistências principais e sua Longa LTB




ADR PETROBRÁS Nova York, Diário
Forte divergência altista de IFR14
Forte divergência altista de MACD
Forte divergência altista de Histograma
















terça-feira, 24 de dezembro de 2013

"Plano Real 20 anos" - Não há presente maior para uma sociedade do que uma "moeda estável"

Para aqueles que viveram os anos negros da hiperinflação brasileira, o atual momento econômico representa uma "perigosa volta ao passado".

Para aqueles que não viveram ou não se lembram, talvez os meses recentes de descontrole de preços em vários segmentos representem uma idéia da importância de se ter uma moeda estável; a importância de se ter uma economia com inflação sob controle.

Todos perdem com inflação alta ou resistentemente situada em patamares "perigosos".

O Brasil de hoje, infelizmente, por erros cometidos nos últimos 3-4 anos, "negocia" com uma inflação insistentemente alta.

Os preços "controlados" pelo governo ( energia e derivados do petróleo) dão a impressão de que a inflação está baixa; não.....não está.....

Os preços que não estão "sob a guarda" do governo, ou seja, alimentos, "comida a quilo", restaurante, escola, academia, cabelereiro, barbeiro, enfim, esses preços subiram muito nos últimos 2-3 anos; muitos desses subiram cerca de 100%.

Pior......a dinâmica de aumentos começa a preocupar, já que temos a sensação de que os agentes econômicos tendem a, por inércia, aumentar seus preços em períodos cada vez menores, característica muito comum nos anos de hiperinflação.

País estável economicamente é objetivo número 1 de qualquer política econômica.

Como já disse em post anterior, em 2014 o Plano Real fará 20 anos.

Abaixo, destaco 2 entrevistas concedidas por Miriam Leitão, autora de "A Saga Brasileira, a luta de um povo por sua moeda", um dos 3 livros citados no post anterior.

Uma dessas entrevistas já foi resgatada meses atrás pelo blog. O Livro acabou ganhando o Prêmio Jabuti de "Melhor Livro não-ficção" de 2012.

2 entrevistas que sintetizam o livro e, porque não, um pouco do "Plano Real"















segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Ano que vem o Plano Real faz 20 anos ! O Blog começa hoje uma "volta no tempo" e só vai parar ano que vem

Ano que vem, mais precisamente em o1 de julho de 2014, o Plano Real completará 20 anos de vida !!

Aqueles que não viveram os catastróficos anos anteriores ao Plano Real talvez não tenham a dimensão do que representa o "PLANO".

Para esses , existem 3 excelentes livros que os ajudarão

Dificil escolher qual dos melhores. Cada um tem uma dinâmica.

O primeiro livro , "3.000 dias no bunker", escrito por Guilherme Fiúza, é um "colírio" de curiosidades técnicas, capaz de nos manter atentos do início ao fim; dá vontade de lê-lo em apenas 1 noite.

O segundo, chama-se "A Real História do Real", de Maria Clara do Prado. A escritora, à época "relações públicas" do "Plano", não economiza nos detalhes dos bastidores do plano, sejam esses técnicos ou políticos.

O terceiro, mais recente, é da jornalista Miriam Leitão; chama-se "Saga Brasileira, a longa luta de um povo por sua moeda". O livro tem uma dinâmica diferente, pois vai mais "na alma" daqueles que vivenciaram aqueles anos desastrosos da Economia Brasileira.

O blog, desde hoje, e, em vários posts até o dia 01 de julho de 2014, ilustrará um pouco mais a história do Plano Real.

Talvez seja difícil pontuar os pontos de inflexão de um país; mas, não tenho dúvida em dizer que, depois da "República", o Plano Real foi um desses momentos de inflexão do Brasil.

O Brasil antes do "REAL" era um país.
O Brasil depois do "REAL", certamente é um outro país.


"URV", "uma moeda virtual", o "embrião" do "REAL". Uma moeda, que na verdade era uma "unidade monetária de referência", ou como sua sigla dizia uma "unidade real de valor". A "URV" foi "colocada" pra população em 01 de março de 1994, 
A partir desse dia, as pessoas teriam, ao mesmo tempo, os produtos afixados na "moeda em circulação" , o "Cruzeiro Real (CR$) ,que mudava "todo dia", junto com a "URV", que não mudava. Lá na frente, 4 meses depois de implantada, a "URV" viraria o próprio "REAL"

"JORNAL DO BRASIL", extinto jornal do Rio de Janeiro, com circulação nacional,  na época da criação da URV



A primeira nota do REAL no valor de R$ 1





Pra vocês terem a idéia e o peso de um país com uma inflação controlada e o que uma inflação alta é capaz de fazer com o poder aquisitivo do seu povo.

Mesmo como uma inflação "medianamente" controlada nos últimos 20 anos, mas que vai sendo "neglicenciada" nos últimos 4-5 anos, não é desprezível o aumento do pão e do leite nesse período



O que o Plano Real foi capaz de fazer com as intenções de voto na campanha a Presidência da República no ano de 1994. Lula, o candidato do PT em 1994, vinha na frente com bastante folga em relação ao candidato do PSDB, o então Ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, condutor, "fiador", lider e, porque não, o criador do Plano Real. Ao final das eleições, Fernando Henrique Cardoso ganha em Primeiro Turno. Nem Lula, nem Dilma, nas últimas 3 eleições, mesmo com governos claramente populistas, conseguiram "tal feito", isto é, ganhar uma eleição em Primeiro Turno




Capas dos jornais "O GLOBO" e "Jornal do Brasil" nos dias da implantação do Plano Real

















Dow Jones continua sua trajetória insana de Bull-Market

Abaixo, fica claro que a última "perninha" de baixa do Dow Jones apenas correspondeu a um "reteste"-pullback na antiga forte resistência de 15.650-15.700.

Reparem que há um toque "por cima " na faixa citada , pra, logo em seguida, o índice retomar sua trajetória de alta; na semana passada rompe-se o antigo topo de 16.200 pontos, e hoje faz nova máxima em 16.320 pontos.

Na última perna de alta até os 16.200, o Dow Jones apenas corrigiu depois de sinalizar uma divergência baixista de IFR14 após o toque na faixa de 70. Hoje, fechou com o IFR14 na faixa de 67.

MACD voltou a cruzar na "compra" no tempo diário.

2 sinais fortes que nos indicam que ainda deveremos ter novas máximas no curto prazo, antes de pensarmos em algum tipo de correção.

Dow Jones, diário, escala logarítmica










CRB Commodities rompe o pivot de 282 e "continua" sua melhora de curtíssimo prazo

"CRB" Commodities também vais mostrando "boa vontade" no curto prazo, ao romper o pivot de 282, depois de romper as faixas de 276 e 280 nos últimos 30-40 dias.

Objetivo mais claro agora é 286; certamente a "barreira de fogo" é a faixa de 290-292 que pode ser vista melhor no segundo gráfico , no tempo SEMANAL; ali também é possível ver uma LTB mais longa.


"CRB" Commodities, diário, escala logarítmica




"CRB" Commodities, SEMANAL, escala logarítmica













Bovespa em 23-12-2013

Bovespa continua no curto prazo mantendo uma "boa vontade" em engatar uma recuperação.

Na semana passada, depois de romper a importante faixa de 51.200, fez um pullback um pouco abaixo dela na sexta-feira, pra fechar "em cima" .

Hoje, o rompimento dessa faixa se solidifica no fechamento, já que o índice fechou em 51.356 pontos, alta de 0,33%.

O rompimento de uma LTB curta, abaixo destacada ajuda nessa melhora.

Melhora de vez no "curtinho" ao romper o topinho da semana passada ali na faixa de 51.600, já tocada novamente na máxima hoje, caracterizando um pivot.

Esse pivot empurraria mais ainda as médias móveis exponenciais pra cima de modo que possamos vislumbrar uma ida lá nos 54.000 pontos, depois os 56.750 pontos.

Muito papel ainda com espaço bom de recuperação.

Podemos apostar em VALE5, e, principalmente, os papéis do setor financeiro, com destaque para BBDC4, ITUB4 e BBAS3.

Outros já começaram a andar na frente, como SUZB5, aqui destacada na sexta-feira e que, hoje, voltou a fazer nova máxima.

Abaixo, o Bovespa com suas bandas bollinger já bem estreitas, praticamente "no ponto" para movimentos mais fortes, que devem vir depois das "Festas de fim de ano".

MME13 em verde e MME21 em azul.

Suporte imediato agora em 51.000, e o principal em 50.000 pontos


Bovespa, diário, escala logarítmica













domingo, 22 de dezembro de 2013

Luis Stuhlberger, gestor do "Credit Suisse", no "Estadão" de hoje: "Já estive expressando nos meus fundos uma visão mais negativa do que hoje. Isso não quer dizer que estou otimista. Acho apenas que a gente vai ganhar um tempo. O Brasil ainda melhora um pouco antes de piorar"

Achei,de um modo geral, boa a entrevista do Luis Stuhlberger, fundador da corretora "Hedging-Griffo", hoje, "Credit Suisse-Hedging-Griffo", e gestor do "Fundo Verde", um dos maiores  da "corretora"

Sou fá do Luis Stuhlberger.....

O maior motivo ? O "Cara" tem uma das maiores memórias de toda a estrada da "economia brasileira" do "pós-ditadura", e suas inerentes aberrações, como a hiperinflação brasileira dos anos 80 e parte dos anos 90, os inúmeros congelamentos, o Plano Real, a desvalorização do câmbio em 1999 e a moratória brasileira de 1987.

Luis Stuhlberger é daqueles "caras" da "Velha Guarda", junto com o Beto Sicupira, ex-Garantia e atual 3G Capital, e Jorge Paulo Lemman, fundador do ex Banco Garantia, da GP Investimentos, e atual sócio da 3G Capital; "Velha Guarda" que passou por vários terremotos da Economia Brasileira e soube passar por eles, assim como obter lucros das inúmeras oportunidades que se abriam.

Além disso tudo, Luis Stuhlberger é objetivo, direto, crítico e, acima de tudo, realista.

Abaixo, mais uma de sua inúmeras percepções sobre o Brasil.

Uma boa entrevista, pra ser "pensada", discutida. Alguns pontos, eu não concordo, outros, sim.
Assim será com todos que a lerão.

Mas Luis Stuhlberger está aí pra dar mais um de seus inúmeros insights.

A entrevista toda , vocês encontram aqui: http://economia.estadao.com.br/noticias/economia-geral,a-gente-vai-ganhar-um-tempo-melhora-um-pouco-antes-de-piorar,173723,0.htm

Abaixo, parte dela


Fernando Travaglini - O Estado de S.Paulo
21 de dezembro de 2013 | 23h 06

Luis Stuhlberger, que administra uma das famílias de fundos de investimentos mais bem-sucedidas do País, prefere não dizer se está otimista ou pessimista. "Gestor de patrimônio não tem de ter essa resposta", diz ele. "Tem de pensar no que está nos preços." Mas ao final admite: "Já estive expressando nos meus fundos uma visão mais negativa do que hoje. Isso não quer dizer que estou otimista. Acho apenas que a gente vai ganhar um tempo", afirma. "O Brasil ainda melhora um pouco antes de piorar."

Ele explica: "Nosso modelo de desenvolvimento é ruim, mas a gente tende a ter um ‘swing’ (oscilação) de discreta melhora. Estou me posicionando para isso", afirma em entrevista ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, na sede da corretora Credit Suisse Hedging-Griffo, da qual é diretor.

Esse reposicionamento, que significa ajustar ativos superiores a R$ 20 bilhões, vem depois de um ano em que o fundo Verde, sob sua gestão, apostou em acentuada piora das condições brasileiras.

O resultado - que ele faz questão de dizer que o deixou feliz por ter feito as previsões corretas, que é o seu principal papel como gestor, mas "triste com o País" - foi uma valorização acumulada de 16,14% no ano até novembro, contra um CDI (juros) de 7,22% e uma bolsa que perdeu quase 15% nesse período.

Dois aspectos o haviam levado, ainda em setembro de 2012, a prever essa deterioração: a política fiscal e as contas externas. Mais recentemente, no entanto, ele começou a ver sinais mais positivos vindos tanto de Brasília quanto do cenário externo. O governo Dilma Rousseff, diz ele, tomou algumas medidas na direção certa, como o leilão de Libra, as concessões de infraestrutura à iniciativa privada, além do combate à inflação - inflação que ele credita como um dos principais catalisadores para as manifestações de junho.

O reflexo da mudança na visão de Stuhlberger nas carteiras de investimentos dos fundos administrados por ele se deu principalmente pela compra de ações brasileiras - cuja participação havia caída para 8%, mas voltou recentemente para 13%. Os fundos mantiveram, no entanto, a posição comprada em dólar (apostando na alta da moeda americana) - que ele entende estar "represado" pela atuação do Banco Central, que vem ofertando semanalmente US$ 2 bilhões em swaps cambiais.

Durante a conversa, na última quarta-feira, Stuhlberger interrompeu uma das respostas, às 17h01, para se informar sobre a reunião do Federal Reserve que terminara pouco antes e da qual saiu a decisão de reduzir, a partir de janeiro, as compras mensais de ativos em US$ 10 bilhões (processo chamado no mercado de tapering). "Terminou o Fed?", pergunta, ao telefone. "Saiu o taper! Humm... Em janeiro já? Uau. Uh-huh... pouca coisa. E aqui? Os juros? Janeiro 17... Só? Ah. E o dólar? Ah, não andou. Não mexeu nada, então. Índice? Nossa, quase que sem... sem... Pouco impacto, hein? Tá bom. Ok", finaliza a ligação. A seguir, os principais trechos da entrevista.

Menos pessimista

"Já estive expressando nos meus fundos uma visão mais negativa do que hoje. Isso não quer dizer que estou otimista. Acho apenas que a gente vai ganhar um tempo. O Brasil ainda melhora um pouco antes de piorar. Nosso modelo de desenvolvimento é ruim, mas a gente tende a ter um ‘swing’ (oscilação) de discreta melhora. Estou me posicionando para isso. A piora na percepção do Brasil aumenta o prêmio, aumenta a angústia, mas pelo menos já serviu para alguma coisa. Pelo menos, o governo acordou para algumas questões. Estávamos assim há quatro, cinco anos e de repente destravou Libra, destravou Galeão, destravou Confins, estradas. O governo acordou para dar um certo ‘push’ nessa agenda. Você não conserta o modelo totalmente, mas joga o muro onde você vai bater para mais longe."

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Moto-contínuo tropical não deu certo

"Só gerar consumo não deu certo. Esse movimento todo voltado somente em transferência de renda, aumento do salário mínimo e crédito, investindo 5% menos do PIB do que o mínimo necessário, uma hora pagaria o seu preço. O governo tem de planejar o desenvolvimento. Tem de planejar os vetores do desenvolvimento e, na verdade, o governo ficou feliz com a inclusão social e a distribuição de renda e achou que o resto viria naturalmente, a reboque. É o ‘moto-contínuo tropical’, movido por princípios como a ‘oferta cria sua própria demanda’, ‘a previdência é um ativo, não um passivo’ e ‘quanto mais se aumenta o salário mínimo melhor, porque a renda se espalha e todos ganham’. É como se dissessem: ‘deixe as commodities fazerem o trabalho delas e a gente vai crescendo’. Agora a gente viu que isso não existe. Quando eu vejo que o governo já tem o diagnóstico, eu fico feliz. Eu não negligencio esse fator. Não acho que isso seja pouca coisa."

PT e Dilma estão aprendendo

"Eu acho, honestamente, que o PT sempre aprende. Acho a Dilma uma mulher inteligente e preparada. Se você me dissesse que conseguiriam ressuscitar a Margaret Thatcher, ainda assim ela teria dificuldades para consertar isso aqui. Por que onde você vai achar os R$ 4 trilhões que deixaram de ser investidos nos últimos 20 anos? Isso aqui não é um problema de pessoas. O aparente ‘way of life’ dos mercados emergentes, enfiando US$ 1 trilhão por ano, melhora muito. Mas quanto tempo é necessário para melhorar a qualidade das instituições? Demora muito, uma centena de anos. Estamos vivendo as dores de ter melhorado algumas coisas e não melhorado em outras."

Câmbio represado pelos US$ 80 bi em swaps

"O BC tem de agir. Não estou dizendo que o Banco Central está equivocado (com o programa de oferta diária de swap cambial - venda de dólares). Eu acho que ele está, talvez, exagerando na dose. Vendendo seguro em dia de sol. Em momentos de pânico, como quando começou a história, em maio, do tapering, todas as moedas se depreciaram. Hoje o Brasil ficou sozinho nessa política de intervenção. Isso não é de se achar que é normal. Há dois fatores para levar a uma desvalorização no câmbio: conta corrente (contas externas) ou fiscal. E os dois vão na mesma direção (de piora). Acho que o BC vai administrar uma alta. Não vai querer congelar o câmbio."

Fiscal precisa de Pelés para marcar gol todo ano

"As despesas do governo - e não é um ano eleitoral - vão acabar o ano subindo quase 8%. E as receitas, algo como 3,5%, mesmo com Libra e Refis. A receita federal sem as excepcionalidades estaria crescendo na proporção do PIB, 2,5%. O superávit primário sem as receitas extraordinárias é quase zero. Está em 0,3%, 0,4% (no conceito estrutural - sem receitas extraordinárias). Mostrar que o País tem sustentabilidade fiscal sem precisar de receitas extraordinárias é justamente o maior desafio brasileiro. Isso me lembra dos anos 60, quando falavam que o Santos só ganhava porque tinha o Pelé. O Pelé estava sempre lá para fazer os gols salvadores. Este ano, o Brasil teve seus ‘Pelés’. Teve Libra, o Refis da crise e dos lucros no exterior. Quais serão os Pelés dos próximos anos?"

Dá para ter alguma melhora na margem

"Em suma, eu, por incrível que pareça, estou menos pessimista do que já estive. Um país que gasta tanto dinheiro, que consome 41% do PIB, se ele puser um pouco de ordem na casa, ainda que no longo prazo esse modelo seja insustentável sem reformas, dá para melhorar. Alguma melhoria na margem dá para ter e acho que o mundo indo bem nos ajuda."

Exagero com o tapering

"Saiu o tapering. Se você me perguntasse às 16h50 (dez minutos antes do anúncio), eu diria que iriam esperar mais um mês. Mas é questão de mais um mês, apenas. Não tem muita diferença. Agora, dado que havia uma expectativa de 70% de não ocorrer agora o tapering, eu esperava que a reação dos mercados, que a valorização do dólar, fosse maior do que foi. O tapering, francamente, não é tightening (aperto). É simplesmente imprimir menos dinheiro. Não é que estão subindo os juros. Há um certo exagero nisso. Deu um certo ‘shake’ em maio, junho, mas no segundo semestre ele foi típico: cada um na sua. Honestamente, não culpe os americanos, os gregos, os espanhóis, os russos e os chineses pelos problemas dos brasileiros. Nossos problemas são nossos. De todos nós. É muito fácil sempre colocar a culpa no Fed pelos nossos problemas. Vamos ignorar o Fed."

Economia internacional não joga contra

"A China andou bem. A Europa andou médio, mas melhorando. E os Estados Unidos andaram muito. Isso naturalmente é benéfico. Pelo menos para a indústria brasileira e para as commodities. Não necessariamente é bom para o consumo, mas ajuda a economia brasileira. Em 2014, o cenário se repetirá, com crescimento moderado no mundo e com juros sob controle lá fora."












sábado, 21 de dezembro de 2013

Índice Financeiro Brasil - Curto e Longo prazo

Curto prazo e sua LTB
Índice se segurou na importante faixa de 4.000 nessa correção de 45-60 dias

fonte: dadosdabolsa.com

A tendência de alta no longo prazo (índice em vermelhor), diferente do Bovespa ( índice em azul), em tendência de baixa 
Período 3 anos


fonte: dadosdabolsa.com








Já tem papel no Bovespa fazendo pivot de alta e com rompimento de LTB - SUZB5

Alguns papéis do Bovespa já com uma "cara" bem melhor no curto prazo, tirando, obviamente, aqueles que têm se descolado do índice de forma impressionante, como USIM5 e CSNA3, já falados aqui, e GGBR4, todos do setor siderúrgico

Um deles é SUZB5 (SUZANO PAPEL PN)

Podemos ver abaixo o papel rompendo uma LTB que vem lá de setembro e fazendo um pivot de alta. É verdade que já havia feito um pivotzinho de alta no meio do caminho, mas não com tanta convicção.

Parece que temos agora "mais convicção", fechando, inclusive acima da faixa 9,12-9,13, um "pouco chata", vista no gráfico mais abaixo "em linha", e rompendo a LTB já mencionada.

O Papel, com uma razoável correção nos últimos 90 dias, fez um "fundinho" em 8,20, subiu rápido e forte até 8,90, caiu até 8,33, e agora em nova "perninha de alta" rompeu o antigo "topinho" em 8,90, batendo 9,24 ontem, fechando em 9,16; resistência mais limpa agora é 9,67

Média Móvel exponencial de 13 períodos cruzou pra cima sobre a Média Móvel exponencial de 21 períodos ontem, reforçando o pivot de alta, no tempo diário

MACD cruzado na compra no tempo diário
Histograma "acima da linha zero", no tempo diário, dando "compra"

Suporte passa a ser 8,90, pullback na antiga resistência, depois 8,76; mais longo , 8,33


SUZB5, diário



SUZB5, diário, gráfico "em linha"




















sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Continuamos a "nos divertir".....Dow Jones com 2 grandes pernas de alta de 6.400 pontos.....

Abaixo, uma "brincadeira" que já levantei aqui e que volto a resgatar.....

2 GRANDES PERNAS DE ALTA DE 6.400 PONTOS para o DOW JONES

Do fundo de março de 2009 em 6.470 pontos, até o início da primeira grande correção de 20% em 2011, tivemos 6.400 pontos. Parou ali na faixa de 12.850 pontos e corrigiu.

A forte correção de ago-set-out / 2011, foi até a faixa de 10.400.

Caso utilizássemos a mesma GRANDE PERNA DE ALTA de 6.400 pontos desde o fundo de 10.400, pararíamos em 16.800 pontos (10.400 + 6.400)

O topo histórico está ali em 16.180 pontos......faltam 620 pontos....cerca de 3,5%...

No post anterior......"a brincadeira" com o SP500 nos diz que faltariam 77 pontos....cerca de 4%



DOW JONES, Semanal- período 10 anos




Possível ? Claro......uma possível "brincadeira"......a "morfina" foi retirada dos mercados mundiais......

O FED começou na quarta-feira a diminuir em US$ 10 bi ao mês seus "estímulos monetários"

O "alvo", como dito no post anterior, da taxa de desemprego norte-americana em 6,5% já está bem próximo.....

Quantas reuniões do FED acontecerão ao longo de 2014 ??? 

8........Hum.......8 ????

Ora......se o QE3 representava US$ 85 bi ao mês......e o FED começa a sinalizar uma retirada de US$ 10 bi ao mês, AGORA TEMOS US$ 75 bi ao mês....

E se ele retirasse, a cada reunião, US$ 10 bi ?

Ora, em 7-8 reuniões do FED, o QE estaria "zerado"ao final do ano.....

Na última reunião, dar-se-ia por "encerrado" todo o montante inicial de US$ 85 bi



Divirtam-se com "REM"














Vamos começar a "brincar", "nos divertir"......666+1.222=1.888.........Blink 182.........

O FED começou a retirar anteontem a "morfina" dos mercados mundiais.......

Agora, os estímulos monetários não são mais US$ 85 bi ao mês....e sim....US$ 75 bi.....

A próxima reunião do FED será em 28-29 de janeiro próximo......

A taxa de desemprego americana está em 7%.......o FED diz que o "alvo" é 6,5%........

Vou começar pela brincadeira abaixo....

O fundo desse BULL-MARKET insano nos  mercados americanos foi em março de 2009, quando o SP500 bateu 666 pontos...

Hoje, o SP500 fechou em 1.809 pontos; sua máxima histórica está em 1.811.

E se somássemos aos 666 pontos de março de 2009, 1.222 pontos, ou seja, "um milhar" e 3 algarismos iguais, assim como é o numeral "666".

RESULTADO = 1.888.........."Um milhar" e 3 algarismos também iguais

O SP500 já subiu 1.145.....faltam 77 pontos para 1.222, totalizando os 1.888 pontos


Fiquem com BLINK 182










quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Bovespa em 19-12-2013

Bovespa com forte alta de 2,12% aos 51.630 pontos, na máxima do dia.

Rompeu importante resistência na faixa de 51.200-51.300, e tem agora à frente outra forte barreira em 52.000-52.500.

Abre ainda uma possibilidade de pullback na faixa de 51.200.

Outros indicadores vão sedimentando um caminho de novos topos à frente, a saber:

MACD cruzou na  "compra" hoje; histograma voltou pra "cima da linha zero", posicionando-se na "compra" também.

Ainda falta vermos a Média Móvel exponencial de 13 (em verde abaixo) cruzar pra cima sobre a Média Móvel exponencial de 21 (em azul abaixo) pra termos mais segurança na recuperação de curto prazo.

Volta todo o cenário negativo no curto , se rompida a faixa de 50.000 pontos.


Bovespa, diário










Que paulada das siderúrgicas heim ???

Impressionante.......insana.......espetacular a "disparada" das siderúrgicas nessa recuperação do Bovespa de julho pra cá.

Usiminas rompeu hoje a forte faixa de 13,70 e "foi embora"; parou na máxima de 14,85; fechamento em 14.41

E CSN  ???

CSN subiu nada mais , nada menos, do que 180% aproximadamente de julho pra cá.

CSNA3 rompeu a importante faixa de 12,00; depois, essa semana mesmo, rompeu outra barreira forte, a faixa de 13,00.

Hoje, foi direto procurar a faixa de 14,00 , parando nela praticamente.

Outro dia, ao falar sobre bolha imobiliária, já havia destacado o gráfico do "índice industrial", que traz consigo USIMINAS E CSN.

Alertava para o descolamento do índice em relação ao Bovespa. Bovespa caindo e ÍNDICE INDUSTRIAL subindo de julho do ano passado pra meados desse ano.

Especulava que, por trás de eventuais melhoras de fundamentos das respectivas empresas, estava uma possível precificação de um "overshooting" do dólar.

É óbvio que USIMINAS e Siderúrgica Nacional ( CSNA3) têm apresentado melhoras nos fundamentos.

Mas, me parece óbvio também, que esse "overshooting" do dólar, na verdade, outro, é cada vez mais provável.

Mais especificamente em relação ao gráfico da USIMINAS abaixo, (USIM5), o gráfico visto no MENSAL, é mais bonito ainda.

No longo prazo, podemos sim pensar na faixa de 25, no mínimo.

Reparem o MACD cruzado na COMPRA e subindo. IFR14 no MENSAL embicado pra cima e subindo. Histograma acima da "linha zero" , portanto dando compra no MENSAL.

No médio prazo, é bem possível voltarmos para patamares próximos a 10,00, pra que haja "nova acumulação".

Por ora.....no curto prazo, ainda fazendo novas máximas......

CSNA3, mesmo raciocínio....talvez uma nova perna de baixa no médio prazo, pra que ganhe novas forças no longo prazo.....nesse contexto, temos a faixa de 10,00 ou mesmo a faixa de 8,00.

Mas, por ora.....novas máximas......


USIM5, Semanal




USIM5, Mensal





CSNA3, Semanal













O que aconteceu APÓS a Redução do "Quantitative Easing" do Banco Central do Japão ao longo de 2006 ?, por "Zero Hedge"

O destacado site "Zero Hedge" relembra, através do gráfico abaixo, o que aconteceu após o Banco Central do Japão começar a reduzir os estímulos monetários "deles", iniciado em 2001.

O anúncio da redução, segundo "Zero Hedge", foi feito em 9 de março de 2006.

Logo após o anúncio, o índice "TOPIX" japonês engrenou uma forte alta de aproximadamente 15% que durou cerca de 1 mês.

Depois ?

Uma queda de aproximadamente 25% em apenas 2 meses, um posterior repique, e uma contínua e longa queda de praticamente 75% em 3 anos.

Teremos uma forte alta para os mercados americanos nos próximos 30 dias ?

E depois ?

Abaixo o gráfico principal do post.

Mais abaixo o texto

Aqui, o link do post, crédito "ZERO HEDGE"

http://www.zerohedge.com/news/2013-12-18/what-happened-last-time-major-central-bank-tapered-qe






After having followed a zero interest rate policy strategy and facing a further deteriorating economy in an environment of falling prices (deflation), the Bank of Japan (BoJ) announced the introduction of QE on 19 March 2001 and kept it in place until 9 March 2006. The BoJ chose for a very orderly and gradual unwinding of its government securities portfolio, by continuing its regular purchases of these securities (i.e a taper and not sale).  The market rejoiced at the normalization for a week or 2... before dropping 24% in the following 2 months. Of course, that was a "policy mistake"; the Fed knows this time is different.








quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Bovespa em 18-12-2013

Bovespa mostrou muito boa vontade ao longo do dia, embora tenha perdido um pouco o fôlego na última meia hora.

Fechamento em 50.563, alta de 0,94%. Máxima em 50.870 pontos.

É importante o rompimento dessa faixa de 50.500-50.600 pra que possamos pensar em 51.200-51.300, principal resistência adiante, a despeito dessa máxima em 50.870 pontos de hoje.

Suporte forte agora passa a ser 49.800-50.000.

MME13 e MME21 ainda em posições de "venda"; a eventual ida aos 51.200 e seu rompimento pode dar musculatura para que possamos pensar em reverter essas médias móveis exponenciais.


Bovespa, diário, escala logarítmica











SP500 toca sua MA50 e explode depois do anúncio do FED

Mercados americanos engrenaram um rally de alta fantástico após o anúncio do FED hoje por volta das 17 horas, mesmo com o anúncio da redução dos estímulos monetários em US$ 10 bi por mês, chegando aos US$ 75 bi.

SP500 ao longo do dia ainda teve tempo de tocar sua Média Móvel simples de 50 períodos como destacado abaixo; fechou em 1.810 pontos, máxima em 1.811 , praticamente no topo anterior em 1.813. Alta de 1,66%

Dow Jones subiu ainda mais; alta de 1,84%, em 16.167 pontos, máxima em 16.173, marca do topo anterior  (16.175 pontos).

SP500, DIÁRIO





Dow Jones, DIÁRIO













"VIX" despenca 11% depois do anúncio do FED

"VIX", o principal espelho de hedge e volatilidade do SP500, despenca 11% e volta pra baixo de importante faixa de 15 depois do anúncio do FED


VIX, diário











FED diminui o "Quantitative Easing" de US$ 85 bi pra US$ 75 bi ao mês, e mercados entram em Rally

Rally de alta nos mercados americanos, e pelo visto, no mercado brasileiro, se olharmos o AFTER-MARKET, depois do anúncio do FED em reduzir a compra de ativos, o famosos "Quantitative Easing", em US$ 10 bi ao mês, de US$ 85 bi para US$ 75 bi ao mês.

Por outro lado, o FED continua em seu firme propósito, segundo o mesmo anúncio, em deixar as taxas de juros de curto prazo perto de "zero", até que a taxa de desemprego caia abaixo de 6,5%

Vejam mais aqui abaixo, crédito "CNBC"

http://www.cnbc.com/id/101282912

Stocks rally as Fed begins $10 billion taper; Treasurys shrug off news

Published: Wednesday, 18 Dec 2013 | 2:00 PM ET

he Federal Reserve announced Wednesday it would start to taper its aggressive bond-buying program to $75 billion a month.

The FOMC also announced it would lower its monthly long-term Treasury bond purchases to $40 billion and mortgage-backed securities to $35 billion a month, both reductions of $5 billion.

U.S. stocks surged on the Fed's announcement, with the Dow making a triple-digit climb. 

"I think it logically, this is what they had to do," said David Kelly, managing director at JPMorgan Funds. "If you look at what's happened this year, the unemployment rate has come down to 7 percent. We've got housing starts over a million units. We got the S&P 500 up 25 percent. In this economy, you have to pull back from the most extreme monetary policy in a century. So I think it's overdue. I'm glad to see it."

Nine of the voting members of the FOMC supported the decision to start tapering. Meanwhile, Boston Fed President Eric Rosengren dissented.

Markets had first expected tapering to begin in September, and then began to shift their focus to December—or even later.


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Vamos aos gráficos e LTA's de curto e longo prazo para o "FTSE-Londres"; em seguida, algumas "apostas"

Abaixo, 3 gráficos de 3 dos maiores centros financeiros do mundo, Londres; na verdade, o índice "FTSE100" do mercado londrino.

Temos os tempos MENSAL, SEMANAL e diário.

O mais interessante, certamente é o MENSAL.

O Topo histórico na faixa de 7.000 pontos por 3 vezes tocado; não foi "precisamente" tocado em 2007 nem ao longo desse ano; foi "tocado por baixo".

Há uma LTA longa de 5 anos segurando o índice no tempo MENSAL. Reparem nas LTA'S antigas dos anos 90 e 2000, e as consequências de suas perdas.

No SEMANAL, é possível ver mais de perto essa LTA longa de 5 anos que segura o FTSE desde o fundo de 2009.

No Diário, apenas uma LTB que já baliza o índice

Os 7.000 pontos do topo histórico será uma nova barreira em 2014, a ponto de se tornar a referência para uma reversão mundial ?

Fechamento hoje em 6.492 pontos, alta de 0,09% no dia.

Abaixo dos 3 gráficos, as apostas de algumas instituições financeiras apresentadas em reportagem do canal de noticias "CNBC"


FTSE-LONDRES, MENSAL - 30 ANOS e suas LTA'S desde os anos 90, escala logarítmica






FTSE-LONDRES, SEMANAL e sua LTA de 5 anos, Escala logarítmica






FTSE-LONDRES, diário e sua LTB curta, Escala logarítmica


















terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Vamos a 2 gráficos do Bovespa - Curtíssimo prazo e um de Longo prazo "em linha"

Nada muito novo hoje no Bovespa; ainda se segurou acima de 50.000 pontos. fechamento em 50.090 , queda de 0,38%

Portanto,  o índice ainda depende do rompimento da faixa de 50.500 pra melhorar no curtíssimo; pra baixo de 50.000 pontos, temos o suportezinho em 49.800 e o mais forte em 49.500.

Abaixo, no primeiro gráfico, temos também a LTB "curtinha" resgatada ontem; um pequeno rompimento hoje, para, nas 2 horas seguintes, presenciarmos o recuo pra dentro dela.

Agora, passo a especular sobre um MOVIMENTO MACRO

O segundo gráfico mostra um gráfico SEMANAL em "linha"; nesse gráfico podemos ver o suporte mais forte abaixo de 51.200 em 48.500-49.000; portanto, um pouco abaixo do ultimo fundo de 49.500.

Mais interessante ainda, é observarmos uma LTA que vem de 2002 baseada nos fechamentos.

Nessa dinâmica, podemos ver que na última perna de baixa, essa LTA foi tocada e respeitada.

Reparem que ao longo do BULL-MARKET 2006-2008, por esse mesmo "conceito" de gráfico "em linha", houve um respeito a uma LTA LONGA até o Crash.

O mesmo vale para a recuperação 2008-2010, onde podemos perceber que houve uma LTA tocada 3-4 vezes, antes da perda e forte queda.



Bovespa , "60 minutos"




Bovespa , SEMANAL, escala logarítmica - período 12 anos