quinta-feira, 31 de outubro de 2013

"Contas do governo têm maior deficit para setembro desde o Plano Real"

Precisa falar mais alguma coisa ?...

Mesmo com uma insanidade de impostos que recaem sobre a sociedade brasileira, as contas do governo tiveram o maior déficit para o mês de setembro desde o Plano Real.

Fruto de uma série de aberrações que se acumulam na estrutura do Estado, estrutura essa que provoca em cada cidadão vários tipos de reação.

A mim, nojo, revolta e até mesmo uma certa impotência, reações que provavelmente devem ser compartilhadas por muitos brasileiros.

É preciso urgentemente resetar o sistema, privatizar o que for possível e eliminar, de uma maneira impiedosa e forte, o inchaço do serviço público, entre outras e inúmeras distorções.

É preciso um choque de Realidade no Estado Brasileiro, um Estado que não está a serviço da sociedade brasileira, mas sim , um Estado que corrói e suga o que o setor privado produz e ganha.

Abaixo, a matéria. crédito Portal UOL

http://dinheiropublico.blogfolha.uol.com.br/2013/10/31/contas-do-governo-tem-maior-deficit-para-setembro-desde-o-plano-real/


Contas do governo têm maior deficit para setembro desde o Plano Real


31/10/13 - 09:38
POR DINHEIRO PÚBLICO & CIA
A arrecadação de impostos e outras receitas ficou longe do necessário para cobrir no mês passado as despesas do governo com pessoal, programas sociais, custeio administrativo e investimentos.


Faltaram R$ 10,5 bilhões no caixa do Tesouro Nacional, o pior desempenho para o mês desde o Plano Real _as estatísticas anteriores são distorcidas pela hiperinflação. Os dados mostram a ineficácia do ajuste fiscal prometido em julho para ajudar no controle da inflação: em agosto, o resultado já havia sido o pior para o período desde 1996.

O resultado derrubou as contas públicas, que, considerando também os Estados e municípios, ficaram negativas em R$ 9 bilhões.

Sem disposição política para conter a alta de seus gastos, a administração petista torce por uma recuperação espetacular da arrecadação para fechar as contas do ano. Isso ainda não aconteceu: no mês passado, a receita subiu razoáveis 6,9% _mas a despesa cresceu 20,4%.

O deficit significa que o governo não apenas deixou de poupar para reduzir sua dívida, mas também foi obrigado a tomar mais dinheiro emprestado para bancar seus gastos rotineiros e as obras públicas.

Setembro é normalmente um mês de despesas elevadas, em razão do pagamento da primeira parcela da gratificação natalina, espécie de 13º salário dos aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Desta vez, houve ainda o impacto de novos custos criados pelo governo, como R$ 2 bilhões para cobrir as perdas do setor elétrico com a redução geral das contas de luz.

Os dados do Tesouro Nacional, porém, mostram que a deterioração fiscal vai além das circunstâncias sazonais. Considerados os primeiros nove meses do ano, o saldo das contas caiu de R$ 75,3 bilhões em 2011 para R$ 54,8 bilhões em 2012 e R$ 27,9 bilhões neste ano.

O motivo principal da piora é o aumento de despesas de caráter permanente, em especial na área social. Os gastos com custeio e programas sociais acumulam alta na casa dos 16% neste ano, enquanto os investimentos aumentaram pouco menos de 3%, abaixo da inflação.

Em consequência, os resultados prometidos para este ano e o próximo têm cada vez menos credibilidade _e um ajuste futuro será mais difícil.

A meta oficial da União é poupar R$ 73 bilhões em 2013 para o abatimento da dívida pública. Mesmo com as receitas extras como a do leilão do campo petrolífero de Libra, as chances de atingir o resultado permanece remota.

O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, disse que o governo ainda acredita no cumprimento da meta. Nos últimos quatro anos, a meta foi descumprida (ou cumprida com truques contábeis) três vezes _e a área econômica sempre sustentou até o final que o resultado seria atingido.

Se considerados todos os governos (União, Estados e municípios), a poupança prometida para o ano é de R$ 111 bilhões, dos quais apenas R$ 45 bilhões foram contabilizados até o mês passado.




quarta-feira, 30 de outubro de 2013

A Barreira forte de 15.650 para o Dow Jones


Dow Jones, diário, escala logarítmica












Bovespa em 30-10-2013

Bovespa ainda em situação difícil no curto prazo.

Não consegue fazer topos e fundos ascendentes no curto prazo; desde o topinho duplo nos 56.750, o índice caiu forte e tem feito topos e fundos descendentes no tempo de "60 minutos".

Por outro lado, do ponto de vista positivo, tem se segurado na faixa de 54.000 pontos.

Hoje mesmo, até rompeu a faixa no intraday, ao fazer a mínima em 53.917 pontos, porém, fechou em 54.170, com queda de 0,67%.

É verdade que o comportamento da OGXP3, que deve ter sua negociação suspensa amanhã devido ao pedido de recuperação judicial, tem atrapalhado um pouco a percepção do Bovespa.

Abaixo, no gráfico diário, dá pra ver as bandas bollinger já começando a estreitar e o índice "andando" sobre a média bollinger.

Abaixo de 54.000, o suporte mais forte é a faixa de 52.000-52.300.

Pra melhora de curto prazo, o Bovespa tem que romper 55.300, depois 56.000, e finalmente 56.750 pontos.


Bovespa, diário










"Recuperação judicial: OGX pode não ser a única a entrar com pedido", por Miriam Leitão

Matéria escrita pela excelente jornalista de Economia Miriam Leitão em seu blog:

Link:http://oglobo.globo.com/economia/miriam/posts/2013/10/30/recuperacao-judicial-ogx-pode-nao-ser-unica-entrar-com-pedido-513650.asp


Recuperação judicial: OGX pode não ser a única a entrar com pedido

A OGX, petroleira de Eike Batista, deve entrar hoje com pedido de recuperação judicial (concordata). A empresa ganhará um tempo - seis meses - para tentar um acordo com os credores. Nesse período, é pouco provável que consiga se recuperar - o ambiente para a OGX não é muito favorável, porque precisaria de recursos, e poucos credores estariam dispostos a dar dinheiro novo a uma empresa que está devendo R$ 10 bi. Os ativos da companhia valem metade disso.

Em 2010, o valor de mercado da empresa era de R$ 75 bi; agora, de R$ 700 milhões.

Ao pedir recuperação judicial, a Bolsa tira a ação da OGX da negociação no mercado.

Uma empresa que está muito comprometida com a OGX é a OSX (empresa do grupo para construção naval), criada para fornecer plataformas para a companhia de petróleo. A OGX, inclusive, deve à OSX e elas estão brigando. A OSX diz que tem que receber R$ 2,6 bi, e a OGX fala em R$ 900 milhões.

A empresa de estaleiro tem dinheiro público e, na semana passada, o BNDES renovou por mais um tempo uma dívida de R$ 500 milhões que estava vencendo.

Tudo isso que está acontecendo afeta a imagem do Brasil. Em abril de 2012, vale lembrar, a presidente Dilma chegou a dizer que Eike era um empresário padrão e representava o país. Agora, ele está em situação difícil.







terça-feira, 29 de outubro de 2013

Confuso sobre o fim do QE ? No problem......tudo mudou mesmo....vejam no vídeo o que se pensava em Setembro, e agora, em Outubro.....

Reparem na excelente matéria do canal de notícias CNBC em que fica claro que toda a visão que se tinha em torno do começo da "diminuição" e o fim do QE (Quantitative Easing), isto é, da imensa injeção de liquidez fornecida pelo FED americano aos mercados americanos, mudou.

A perspectiva dessa dinâmica do QE era uma em Setembro último......agora, em Outubro, a perspectiva é outra...

Espera-se uma redução apenas para 2014, assim como o seu fim...

Ou seja......e tome liquidez......e tome "BOLHA".....


link aqui:http://www.cnbc.com/id/101149149



There will be no immediate easing of the easing.

In a dramatic shift, the October CNBC Fed Survey finds Wall Street expecting the Federal Reserve to maintain its $85 billion level of monthly asset purchases until April 2014. That's five months ahead of the average in the last survey.


What's more, the 40 respondents—economists, strategists and money managers—see the Fed buying about $650 billion of assets next year, up from $381 billion in the September survey.

The current program, known as quantitative easing, in which the Fed buys government bonds and mortgages in an effort to stimulate the economy by driving down interest rates, is expected to last until December 2014. Respondents to the previous survey had thought the Fed would end its purchases by August.

"Unfortunately, the U.S. economy in 2014 will look similar to 2013,'' Chad Morglander with Stifel Nicolaus wrote in response to the survey. "This will force the Federal Reserve to continue QE longer than consensus expectations."

Morglander looks for the Fed to taper in April but continue buying assets until March 2015. He's not alone: Forty percent of respondents envision the Fed continuing to purchase assets into 2015.













O incrível DAX-Alemanha novamente acima da faixa de 9.000 pontos

DAX-Alemanha novamente operando hoje acima da incrível faixa de 9.000 pontos.

Abaixo, o fechamento de ontem no gráfico SEMANAL, e sua LTA Longa.

DAX-ALEMANHA, Semanal, escala logarítmica

























segunda-feira, 28 de outubro de 2013

"CRB" Commodities e sua LTB Longa

"CRB" Commodities, Semanal, escala logarítmica










Bovespa em 28-10-2013 - Olhando suas MME's 13 e 21

Bovespa fechou em alta hoje de 1,70% em 55.070 pontos, portanto, acima da resistência de 55.000 pontos.

Respeitou a importante faixa de 54.000, revertendo com força hoje.

Acima desses 55.000 pontos, temos resistência intraday em 55.400, e depois a mais forte em 56.000 pontos; depois, o último topo em 56.750 pontos, que, se rompido, busca a faixa de 57.000 pontos.

Pra baixo de 54.000.54.100, temos 53.500, 53.000 e a faixa de 52.000-52.300.

Agora, quero me ater a um ponto interessante.

Reparem que, dentro do rally de alta que vem lá dos 44.100 pontos, ainda não tivemos o cruzamento pra baixo da Média Móvel exponencial de 13 sobre a Média Móvel Exponencial de 21, como destacado no gráfico abaixo. MME13 em verde e MME21 em azul.

Tanto a MME13, como a MME21 estão embicadas pra cima, fortalecendo a tendência de alta no curto-médio prazo. Sinais jáobservados no TEMPO SEMANAL dos indicadores MACD e Histograma já falados aqui nos últimos dias.

Embora no Brasil não seja muito confiável, estatisticamente falando, diferente dos mercados americanos, fiquemos atentos a esse cruzamento, que pode nos guiar para uma suposta reversão de prazo mais longo.

Bovespa, diário












"no tocante a endividamento e ambiente de negócios, para não falar em diplomacia, o Brasil está mais para a República Peronista Bolivariana do que para a Federação Neoliberal Pacífica", por Gustavo Franco

Excelente artigo de Gustavo Franco, ex-Presidente do Banco Central, publicado no Jornal "O Globo" e no "O Estado de São Paulo" de ontem

Expõe, através de números, a divisão da América Latina em "2 mundos", os "Atlânticos" e os "Pacíficos"....

O Título do post é apenas parte de um parágrafo do artigo, mas resume sua essência.

Vamos a ele.

A tabela a que alude e o texto podem ser vistos no link :http://oglobo.globo.com/economia/gustavo-franco-atlanticos-pacificos-10555212

Ou no link da "Casa das Garças" :http://www.casadasgarcas.com/

"Atlânticos e Pacíficos"

Texto de Gustavo H. B. Franco para O Globo e O Estado de S. Paulo.
Publicado em: 27/10/2013


Mario Vargas Llosa descreveu certa vez a América Latina como uma terra "propícia ao surrealismo, à beleza inebriante da fantasia e da intuição, e à desconfiança para com o racional". Uma das inúmeras implicações econômicas desse encantamento, ou maldição, é o fascínio exercido pela feitiçaria econômica na região.

A tabela ao lado mostra o continente dividido em dois grupos, Atlânticos e Pacíficos, cada qual com sua fé e seu modelo. Venezuela, Argentina, Equador e Bolívia formam o grupo bolivariano, enquanto a república neoliberal pró-globalização é formada por Chile, Peru e Colômbia. A tabela também traz o Brasil, um indeciso, e um grupo de emergentes asiáticos com semelhanças econômicas com os latinos, uma espécie de grupo de controle, formado por Coreia do Sul, Malásia e Tailândia.

A tabela exibe diversos indicadores econômicos na forma de médias ponderadas onde os pesos correspondem ao PIB de cada país. Assim podemos olhar para cada grupo qual fosse uma única república. Porém, é muito importante ter em mente que os números da República Atlântica são feitas no Instituto de Geografia e Estatística de Macondo (IGEM), e por conta disso, o crescimento da federação bolivariana-peronista para 1994-2012 está designado por "&*#", a única forma algébrica de capturar o que ali se passa.

É simples: o cálculo do crescimento real utiliza os índices oficiais para a inflação sabidamente manipulados. Medições independentes para a inflação argentina mostram algo próximo a 20% (www.Inflacionverdadera.com) ao passo que os números oficiais mostram pouco mais de 10%. Segundo o IGEM, o crescimento médio real do PIB argentino para 2003-2012 foi de 7,2%, um colosso, maior que o da Coreia do Sul, mas menor que a trapaça no deflator. Puro realismo fantástico. O aspecto é o de um crescimento minúsculo ou mesmo nulo para esses anos mais recentes, o que é consistente com os relatos de viajantes pela Grande Buenos Aires.

O crescimento médio anual da Federação Pacífica no período de 1994 a 2012 foi de respeitáveis 4,4%, sendo que o Chile avançou 4,7%, o mesmo número da Federação Asiática. O Brasil cresceu 3,2% no período, e perdendo o gás.

As outras variáveis de desempenho são a inflação para os últimos 12 meses e a colocação no ranking do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). É bastante claro que os atlânticos estão às voltas com um pesadelo inflacionário (falta papel higiênico na Venezuela, a inflação superou os 50% e o caos está próximo), mas sua colocação no IDH até que ainda não é tão ruim graças à Argentina que ocupa a posição 45 em 186 países, puxando a média do grupo para 60. São as glórias do passado que vão sendo erodidas com velocidade. O Chile já ultrapassou a Argentina em IDH (posição 40), mas a Colômbia puxa a média do grupo para 71. A República Pacífica vai muito bem no assunto "inflação", como os asiáticos.

As diferenças no desempenho econômico são notáveis, a que se devem? Como aferir o impacto nefasto de políticas heterodoxas e ideias econômicas obtusas?

É difícil encontrar uma única variável livre de maquiagem que capture, por exemplo, a indisciplina fiscal, marca registrada do governante populista. A inflação em si conta boa parte da história, talvez a pior parte, daí o interesse em ocultá-la. O mesmo se passa com déficits e dívidas, cujas estatísticas vão se tornando esfinges que o FMI faz o que pode para decifrar. A dívida pública (medida pelo FMI) é bem maior no Atlântico que no Pacífico mesmo tendo em vista que as possibilidades de endividamento são bem mais reduzidas nos países bolivarianos, basta olhar seus estratosféricos números para o risco soberano.

Os números para o "ambiente de negócios" na República Atlântica são terríveis. Trata-se aí da colocação no ranking de 185 países que compõem a pesquisa "Doing Business" do Banco Mundial para o ano de 2013, na qual o grupo estaria na posição 147. A Venezuela está na posição 180 (pior que Haiti e Afeganistão) enquanto que o Chile está na posição 37 e a Coreia na 7ª. O Brasil está na patética posição 130. Quando se trata de corrupção, segundo o ranking divulgado pela Transparência Internacional, a situação está péssima para os atlânticos (posição 127 em 176 países), ao passo que os pacíficos estão na posição 67 (o Chile em 20º).

É claro que a caracterização desses modelos de desenvolvimento poderia utilizar inúmeras outras variáveis (abertura, desigualdade, investimento, demografia, por exemplo), mas é difícil acreditar que a conclusão vá se modificar: os modelos econômicos "alternativos" praticados no Atlântico, bem como as ideias exóticas que os apoiam, são fraudes grotescas ocultas por trás de uma traiçoeira névoa estatístico-ideológica.

Ademais, deve-se notar que o crescimento na República Atlântica, o que quer que tenha sido, foi muito ajudado pela extraordinária bonança de termos de troca que os beneficiou no período. Não fora isso, seria muito pior, ou não, pois o populismo talvez não tivesse chegado ao poder, o que sugere uma dinâmica cruel: para todo choque favorável nos termos de troca, ou descoberta redentora, que possa levar o país para um patamar mais elevado de desenvolvimento, haverá um governante arrivista pronto a desperdiçar a oportunidade.

Os indicadores brasileiros servem para mostrar o quanto estamos hesitantes quanto a que grupo acompanhar. Quem disse que o muro é uma criatura tucana? Na verdade, no tocante a endividamento e ambiente de negócios, para não falar em diplomacia, o Brasil está mais para a República Peronista Bolivariana do que para a Federação Neoliberal Pacífica. Quem culpa o neoliberalismo pelos males do Brasil não reparou nos exemplos que temos seguindo, nem no que diz a presidente. Felizmente, ainda podemos nos aproximar dos pacíficos, e trabalhar para construir uma economia de mercado baseada no empreendedorismo e na liberdade de fazer negócios. Ou não. A decisão é nossa.









domingo, 27 de outubro de 2013

Bovespa - Mensal - Bandas Bollinger começando a estreitar

Vejam abaixo as bandas bollinger do índice Bovespa já estreitando no TEMPO MENSAL.

Outros pontos a considerar; a "Média bollinger" continua embicada pra baixo desde o início de 2012; na verdade, tirando um breve período nos 3 primeiros meses de 2012, desde meados de 2011, essa média se mantém embicada pra baixo, fortalecendo o viés baixista do Bovespa nos prazos mais longos.

Outro ponto a considerar é a base superior da banda bollinger; hoje passando por volta de 64.500 pontos


Bovespa, TEMPO MENSAL

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Mercados americanos não apresentam uma correção forte desde o momento em que o VIX passou pra baixo de sua MA200 e não consegue rompê-la

Vejam abaixo a incrível "coincidência" e sincronicidade do VIX e sua Média Móvel Simples de 200 períodos no TEMPO SEMANAL com as correções fortes, acima de 10%, dos mercados americanos.

A última correção acima de 10% dos mercados americanos foi em ago-out-2011.

Depois disso, o VIX passa pra baixo da sua Média Móvel simples de 200 períodos no TEMPO SEMANAL, tenta por várias vezes rompê-la, mas não consegue.

O interessante é que ao longo da semana há até um rompimento; no entanto, no fechamento, não há a confirmação do rompimento e o candle fecha claramente abaixo dessa MA200.

Reparem que o MACD continua em ascensão numa LTA marcada abaixo, no TEMPO SEMANAL. Vejam que ali no período 2010-2011, embora num período mais curto, o MACD mostrou o mesmo comportamento.

Resta saber se tamanha resiliência tem a ver com a enxurrada de trilhões jogada pelo FED sobre os mercados, através dos QE1, 2 e 3.

VIX, SEMANAL, Escala logarítmica


SP500, SEMANAL, Escala logarítmica


















“Meu pai era o que chamariam de proletário e eu cresci num cortiço em Santo André (São Paulo). E eu posso afirmar que naquele quintal, daquele cortiço, onde as pessoas eram pobres, todas odiavam a intervenção do estado, todas odiavam pagar imposto e [...] Desde sempre, eu coleciono uma série de insatisfação e até mesmo nojo do estado”., por Danilo Gentilli

O Blog abre uma "exceção" para expor uma visão de uma figura pública "fora do eixo" econômico-financeiro.

Isso porque, em primeiro lugar, é uma visão 100% compartilhada pelo Blog.

Segundo, é uma visão pra ser refletida e "pensada" mil vezes.

O prejuízo e o dano que a dinâmica presente no Brasil de hoje produz são difíceis de serem recuperados no curto prazo.

Demorará anos pra que os males que a visão imposta pelo governo do PT nos último 10 anos sejam revertidos de maneira que retomemos uma inércia positiva, seja ela no campo econômico, social ou mesmo cultural.

Todos esses meios estão "contaminados" por um viés distorcido e carregado por um "sem número" de símbolos arcaicos e anacrônicos, e que já foram completamente expurgados pelas nações mais desenvolvidas no mundo, ainda que parcialmente.

A entrevista abaixo é do humorista e apresentador Danilo Gentilli; pra quem não quer ouvi-la por inteiro, reproduzo o parágrafo que é a síntese de seu pensamento; pensamento esse que pode ser percebido nos primeiros 10 minutos da entrevista.

Crédito e divulgação:http://www.mises.org.br/FileUp.aspx?id=292


“Meu pai era o que chamariam de proletário e eu cresci num cortiço em Santo André (São Paulo). E eu posso afirmar que naquele quintal, daquele cortiço, onde as pessoas eram pobres, todas odiavam a intervenção do estado, todas odiavam pagar imposto e [...] Desde sempre, eu coleciono uma série de insatisfação e até mesmo nojo do estado”.

















Um país "iludido" em direção a um trem......o Rio de Janeiro "continua lindo"....e caro.....caro demais...."insamente" caro....

Uma reportagem de capa do Jornal "O GLOBO" de hoje, domingo, mostra uma metrópole com uma "nova cara"....

Não se iludam.....

Essa cidade, o Rio de Janeiro, não tem uma "nova cara"...

A "nova cara" é a mesma...talvez pior...

É o mendigo na esquina.....uma suposta onda de investimentos, que, teoricamente, reflete um boom "sustentável" de imóveis....etc etc....

Não há milagres.....a sociedade carioca e brasileira continuam cada vez mais endividadas, massacradas por uma inflação resistentemente alta, que consome parcela importante do orçamento familiar...

Tudo isso se esvai rapidamente......

A cidade,o país, mais cedo ou mais tarde, acordará de um suposto sonho, e perceberá que, na verdade, tudo não passou de um pesadelo...

aqui, parte da matéria:http://oglobo.globo.com/infograficos/gentrificacao-cidade-em-transe/

Novo retrato da metrópole


Bons ventos da economia no estado atraem novos moradores e mudam a cara dos bairrosTexto: Fábio Vasconcellos, Flávio Tabak, Natanael Damasceno e Paulo Thiago de MelloO antigo sobrado estava meio esquecido, pichado e com infiltrações. Ali, desde 1971, existia a lavanderia e tinturaria Jandaia, no número 97 da Rua Voluntários da Pátria. Eis que os novos ventos do mercado imobiliário sopram, e os proprietários portugueses decidem passar o ponto no fim de 2012, auge da valorização imobiliária de Botafogo. O livreiro Rui Campos alugou o imóvel, que antes abrigou até um cortiço, e está investindo mais de R$ 2 milhões no velho casarão de 1.200 metros quadrados: ele abrirá este ano a maior loja de rua da Livraria da Travessa, a primeira fora do eixo Ipanema-Leblon-Centro-Barra. Os fregueses com seus sacos de roupa suja serão substituídos em breve por clientes em busca de livros, DVDs, cafés gourmet e um ambiente sofisticado. É um dos sinais mais recentes de que a cidade está em transformação.

Situações semelhantes ocorrem em outros bairros do município, assim como em outras cidades do país e do mundo, que parecem ter, de repente, trocado de roupa. Novos moradores chegam, pagam caro, e alteram o cotidiano das ruas. O comércio acompanha, com perdas e ganhos; vizinhos antigos, nem tanto. Alguns deixam o local por causa dos preços altos, do custo de vida. Outros resistem, reclamam. Mas há também aqueles que aproveitam o momento de valorização, vendem os imóveis e preferem morar em outros locais. A esse emaranhado de novas relações econômicas e sociais, provocado pela renovação de população, é atribuído o fenômeno da gentrificação. No Rio, os contornos são distintos. Com investimentos de R$ 15,9 bilhões previstos somente para obras da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, fora os aportes que virão do petróleo extraído da camada pré-sal e de outros negócios, o Produto Interno Bruto (PIB) fluminense deve crescer até 2016 a taxas superiores (entre 4% e 5%) às do PIB brasileiro, o que já ocorreu em 2011 e 2012. A nova classe C, com mais poder de compra e maior capacidade de migração entre bairros, também influencia nas mudanças: de 2003 a 2011, cerca de 40 milhões de pessoas no Brasil se juntaram a esse grupo














“É um equívoco afirmar que a inflação está controlada”, diz Vítor Wilher, do Instituto Millenium

Uma ótima entrevista concedida e publicada ao longo da semana por Vitor Wilher, do Instituto Millenium, contesta frontalmente a tese do Ministro da Fazenda Guido Mantega e do governo federal sobre a inflação brasileira..

Aqui, o link:http://www.imil.org.br/divulgacao/entrevistas/e-um-equivoco-afirmar-que-inflacao-esta-controlada-diz-vtor-wilher/

“É um equívoco afirmar que a inflação está controlada”, diz Vítor Wilher

22 de outubro de 2013
Autor: Comunicação Millenium

O mais recente cálculo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em 12 meses, de setembro de 2012 a setembro de 2013, atingiu a marca de 5,86%, ficando abaixo de 6% pela primeira vez este ano. Já a inflação do mês, calculada em 0,35%, foi lembrada com otimismo pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega que, no início de outubro, afirmou que a redução do IPCA, em comparação a setembro de 2012 e 2011 significa que a inflação está sob controle.
Na contramão do pensamento de Mantega, está o economista e especialista do Instituto Millenium Vítor Wilher. Segundo ele, a inflação não está controlada. Wilher observa que as desonerações fiscais do governo mascaram os números reais da inflação. “Sem essas desonerações, chegaríamos a um IPCA de cerca de 7%”, afirma.

Leia a entrevista.

Instituto Millenium: A inflação no país está sob controle?

Vítor Wilher: A meta de inflação no Brasil é de 4,5%, com dois pontos percentuais de tolerância para baixo ou para cima. É um equívoco afirmar que a inflação está controlada no país porque nos últimos três anos bateu o limite superior da meta, que é de 6,5%. Em setembro tivemos uma variação mensal de 0,35%, e o IPCA acumulado em 12 meses recuou para menos de 6%. Mas, ao longo do ano, esse Índice ficou sempre acima de 6%, ou seja, bem superior ao centro da meta.

Imil: Essa é uma inflação real? Como as desonerações do governo influem sobre esse cálculo?

Wilher: Esse número seria bem maior se retirássemos do cálculo as desonerações realizadas pelo governo, como a redução da energia elétrica e do IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados] nos produtos industriais e na cesta básica. Sem essas desonerações, chegaríamos a um IPCA de cerca de 7%. Isso significa que não temos uma situação de pleno controle inflacionário.
Outro ponto a ser lembrado é a questão dos preços livres e administrados. Os livres, correspondentes a 75% do IPCA, são regulados pela oferta e pela demanda. Já os administrados, 25% do IPCA, são aqueles que sofrem alguma forma de indexação e são reajustados anualmente, como o preço da gasolina, da energia elétrica, dos aluguéis etc. No acumulado em 12 meses, os preços administrados variaram somente 1,12%. Já os livres tiveram variação de 7,3%. Se fizermos a média do descolamento entre os dois preços, chegamos a 5,86%. É um controle inflacionário via repressão dos preços administrados, que, cedo ou tarde, vai apresentar consequências.

Imil: O objetivo principal das renúncias fiscais é trazer para baixo a inflação?

Wilher: O governo diz que essas desonerações têm como objetivo fomentar o crescimento. A questão é que, desde agosto de 2011, vivenciamos um compromisso da presidente em trazer a taxa básica de juros a níveis historicamente baixos. Em algum momento do ano passado, atingimos uma taxa básica real de juros menor do que 2%, exercendo, naturalmente, uma pressão inflacionária devido ao descolamento entre salário e produtividade. O governo enxergou na desoneração de setores uma forma de aliviar a inflação. O impacto no crescimento foi muito baixo no agregado da economia. Como resultado, vemos um crescimento pífio nesses últimos trimestres. Fica muito claro que essas desonerações têm como objetivo o controle da inflação de forma não monetária.

Imil: E qual seria a prioridade no combate à inflação?

Wilher: O principal é mostrar a autonomia do Banco Central, ficando longe da interferência política do governo e, principalmente, do Ministério da Fazenda, à sociedade. Além disso, deve-se manter esse processo que elevou a taxa Selic [Sistema Especial de Liquidação e de Custódia] para 9,5% – chegando a 11%, 12% –, mesmo que 2014 seja ano eleitoral, para se restabelecer a credibilidade da autoridade monetária e impactar as expectativas de inflação e, posteriormente, a inflação real.






sábado, 26 de outubro de 2013

Bovespa - Final de Semana

Bovespa fechou a sexta-feira em mais um dia de queda, dessa vez queda de 1,32%M em 54.150 levando para próximo do primeiro forte suporte abaixo de 55.000 pontos.

Volto a marcar abaixo, no gráfico semanal, os toques, tanto na faixa de 55.000, como na faixa de 54.000-54.300, pra termos a idéia de que a faixa de 54.000.54.300 tem sido mais "presente" do que a faixa de 55.000 pontos.

Portanto, a ida aos 54.000 pode sim ser apenas um "alívio" antes de buscar o 57.100 ou mesmo a faixa de 57.500, também assinaladas abaixo.

É claro que o "topinho duplo" nos 56.750 também abre a possibilidade para uma ida rápida à faixa de 52.000 pontos, praticamente confirmando um "M" em formação.

Assim, temos pra baixo, o forte suporte na faixa de 54.000 que deve segurar pra não fortalecer esse "M"; pra cima temos a resistência em 56.750 pra que possamos sonhar com o 57.100 ou mesmo 57.500.

A LTB mais longa também destacada abaixo passa um pouco acima dos 58.000 pontos.

No semanal, ainda apresentamos indicadores que sustentam a tendência de alta atual no médio prazo; MACD cruzado na "COMPRA" no SEMANAL. Histograma 'acima da linha zero", portanto, ainda em modo "COMPRA" no SEMANAL. IFR14 bateu no patamar de 60 no SEMANAL, recuou pra 54, mas sem divergências baixistas ainda

MA50 no DÍARIO ainda embicada pra cima, o que "ajuda" na visão altista de médio prazo.


Bovespa, SEMANAL, Escala logaríttmica



Bovespa, DIÁRIO, Escala logarítmica








sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Bovespa em 24.-10-2013

Bovespa fechou em mais um dia de queda em 54.877 pontos; queda de 1,02%

O fato de ter rompido a faixa importante de 55.000 pontos, tanto no intraday, como no fechamento, não deixa de ser um sinal ruim. mas ainda não me parece ter caracterizado um pivot de baixa, já que a segunda e curta perna de alta se deu em um "topinho duplo". Vamos esperar pra ver se essa mínima de hoje será rompida no curtíssimo prazo pra, de fato, caracterizar um pivot de baixa. Até porque, novamente voltamos a discutir qual a faixa mais importante ? 54.000-54.300 ou 55.000.

Olhada sob o período abaixo destacado. a faixa de 54.000.54.300 parece ser mais importante;; e hoje a mínima tangenciou essa faixa. MACD ainda cruzado na "Compra" e histograma ainda "acima da linha zero", portanto, também em modo "compra"














quarta-feira, 23 de outubro de 2013

FMI e OCDE mostram descrédito na queda da dívida pública brasileira

FMI e OCDE muito mais realistas do que o "Rei"

Crédito Portal UOL

http://dinheiropublico.blogfolha.uol.com.br/2013/10/23/fmi-e-ocde-mostram-descredito-na-queda-da-divida-publica-brasileira/

FMI e OCDE mostram descrédito na queda da dívida pública brasileira

23/10/13 - 18:15
POR DINHEIRO PÚBLICO & CIA
Em sequência, duas entidades influentes no pensamento econômico global demonstraram descrédito no indicador brasileiro que mostra a queda da dívida pública do pais.

Em relatório que acaba de ser divulgado, o FMI (Fundo Monetário Internacional) relata ter recebido e rebatido argumentos das autoridades brasileiras segundo os quais a redução contínua da dívida, em proporção da economia nacional, permitiu relaxar a política de controle de despesas.

Nas estatísticas oficiais, a dívida pública líquida _cálculo mais adotado no Brasil, que desconta os créditos dos governos_ despencou, nos últimos dois anos, do equivalente a 38,2% do Produto Interno Bruto para 33,8%.

O FMI, porém, foi explícito ao preferir outro termômetro para o desempenho da política fiscal brasileira: a dívida bruta _que soma todos os valores devidos ao setor privado e, nos mesmos últimos dois anos, aumentou de 61,8% para 64,2% do PIB.

Segundo o documento, o Fundo aconselhou o governo Dilma Rousseff a perseguir metas que “recoloquem a dívida bruta em uma trajetória clara de queda”.

Recado muito semelhante havia sido dado ontem em relatório da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) sobre o Brasil: “As autoridades deveriam direcionar seus esforços de redução do endividamento para a dívida bruta [em vez da dívida líquida]“.

Essa preocupação inexistia até o final da década passada. Ainda que apuradas com metodologias diferentes, tanto a dívida líquida quanto a bruta tiveram forte redução entre 2003 e 2010,  tornando consensual a avaliação de que o governo brasileiro melhorava suas contas.

O que produziu a discrepância entre os dois indicadores foi a adoção de sucessivas manobras contábeis para ampliar gastos públicos sem reflexos nos resultados oficiais.

Na principal delas, o Tesouro Nacional passou a se endividar cada vez mais para injetar dinheiro nos bancos públicos e elevar a oferta de crédito no país. Essas operações não entram na dívida líquida porque, na teoria, o dinheiro foi “emprestado” aos bancos _como e quando o empréstimo será pago, é mais difícil dizer.

“A equipe [do FMI] destacou o papel da política de crédito dos bancos públicos no crescimento da dívida bruta e indicou que controlar essas operações deveria ser um componente importante de uma estratégia crível de redução de dívida”, narra o relatório do Fundo.

“A clareza das contas públicas seria reforçada se fosse reconsiderado o indicador no qual estão focados os esforços do governo para a redução do endividamento”, diz a OCDE.

“Crível” e “clareza” são as palavras-chave das sentenças.





Índice "IMOB" ainda deve um reteste na faixa de 800

Vejam abaixo o índice "IMOB" das Construtoras.

Reparem que na última perna de alta, o índice avançou forte até a importante faixa de 800 e recuou; ainda chegou a bater 802.

Nessa última perna de alta do Bovespa, o "IMOB" tenta, mas ainda não foi na faixa de 800.

Isso levanta mais dúvidas sobre a "necessidade" do Bovespa ainda ir pelo menos nos 57.000 pontos antes de alguma nova correção.

O "IMOB" fechou em 775 pontos.


IMOB, Diário




IMOB, Semanal










Bovespa em 23-10-2013

Bovespa fechou em forte queda de 1,81% em 55.440 pontos.

O topinho duplo em 56.750 pontos deixado ontem coloca o Bovespa  "em alerta", já que a perna de alta que vem lá de 51.870 já é forte o suficiente para pensarmos em correções "razoáveis à frente".

A divergência baixista de IFR14 no tempo diário no "topo duplo" destacado abaixo confirma o "alerta" para o Bovespa

55.000 passa a ser suporte forte e divisor no curto prazo.


Bovespa, diário



Bovespa, "gráfico 60 minutos"











Novamente as Bandas bollinger estreitando no gráfico "60 minutos" do Bovespa e com uma LTA a balizar

Abaixo, gráfico "60 minutos" do Bovespa às 14:00 , com as bandas bollinger estreitando.

Uma LTA passando ali por volta de 55.600, praticamente já tocada.

Acima, um topinho duplo produzido ontem na faixa de 56.750 pontos.

Se o algoritmo for semelhante ao da VALE5, essa perna de alta que vem lá de 51.870 terminará em 57.000-57.200, e não nesse topinho de 56.750 pontos

IFR14 marcado em "amarelo" abaixo

Bovespa, "60 minutos"











Dow Jones rompe o pivot de 15.400

Abaixo, podemos ver um novo e importante pivot rompido do Dow Jones, a faixa de 15.380-15.400.

Ainda que possamos ver o Dow Jones dentro de uma congestão 14.550.15.700, não é desprezível o fato dele novamente ter rompido a faixa acima citada de 15.400.

Acima, 15.500, testada no intraday quando o índice bateu 15.520 na máxima hoje; depois, a faixa 15.650.15.700


Dow Jones, diário, escala logarítmica









terça-feira, 22 de outubro de 2013

‘Financial Times’ sobre Libra: ‘O leilão que nunca foi’

Crédito: Jornal "O Estado de São Paulo"

http://blogs.estadao.com.br/radar-economico/2013/10/21/financial-times-sobre-libra-o-leilao-que-nunca-foi/

‘Financial Times’ sobre Libra: ‘O leilão que nunca foi’
21 de outubro de 2013 | 20h58
Gustavo Santos Ferreira

Em análise sob o título Brasil: o leilão de petróleo que nunca foi, o Financial Times não constatou o mesmo sucesso que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, viu no primeiro leilão do pré-sal.

“Depois de meses de campanha publicitária, excitação, protestos e ações judiciais, o Brasil finalmente leiloou sua maior descoberta de petróleo – o campo de Libra. ‘Leilão’, no entanto, talvez seja termo enganador”, ficou dito no artigo.

A publicação questiona o leilão pelo fato de apenas um conconsórcio ter entrado na disputa – e, portanto, apenas a proposta mínima exigida para o ganhador ter sido ofertada, sem concorrência.

Mas a publicação considera que, sim, que o leilão foi um “alívio” para o governo. E lista quatro motivos:

1) Ele realmente aconteceu, apesar de todos os protestos antiprivatização no estilo “o petróleo é nosso”;

2) Embora o lucro com óleo para a União tenha sido estabelecido pelo mínimo exigido pelo negócio, isso pode ser bom para a Petrobrás. Caso fosse maior esse lucro, as cobranças por um ritmo mais acelerado de produção causariam importante pressão num momento financeiramente delicado;

3) Os 40% de participação da Petrobrás no consórcio de Libra, assim como a razão acima, mantêm a empresa menos pressionada;

4) A participação de Shell e Total (somadas, têm 40% de participação, assim como a Petrobrás) no consórcio ajuda a legitimar o criticado modelo de partilha – que sustenta a interferência do governo com retornos financeiros à União e sociedade forçada com a Petrobrás.

A má notícia para o FT é que, se não foi um sucesso, também não foi um fracasso capaz de mudar os métodos empregados até agora na venda do pré-sal.






Bovespa em 21-10-2013

Bovespa depois de praticamente retestar novamente a faixa de 55.000 no intraday, finalmente rompeu a importante resistência no intraday de 56.000 pontos, fechando, inclusive, acima dela, em 56.080, com máxima em 56.100; alta de 1,26%.

Abaixo, o gráfico de 60 minutos que expus no meio da tarde, com as bandas já "alargadas" depois do rally do final do dia.

LTA ainda pode ser olhada, como destacada abaixo.

Suporte no diário, a própria faixa de 56.000; suporte intraday em 55.400-55.500.

Resistência principal em 56.750 pontos e 57.000; depois 57.500 e 58.000.

Bovespa, gráfico "60 minutos"








segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Bovespa - Bandas Bollinger estreitando no "Gráfico de 60 minutos" e próximo a faixa importante de 55.000

Nesse momento , 14:10, hora de Brasília, temos um gráfico do Bovespa com suas bandas bollinger (configuradas com 20 períodos)  estreitando no "60 minutos".

Tem uma LTA abaixo destacada que vem lá do 51.870 passsando próxima aos 55.000; índice também operando próximo a essa faixa em 55.350-55.400 pontos

Bovespa, 60 minutos e suas bandas bollinger










"Pior que os números só o otimismo de dona Dilma", por Rolf Kuntz

Abaixo, excelente artigo de Rolf Kuntz, publicado no Jornal "O Estado de São Paulo" sábado último, dia 19-10, e divulgado pelo Instituto Millenium:

http://www.imil.org.br/artigos/ptpior-os-nmeros-otimismo-de-dona-dilma/

Pior que os números só o otimismo de dona Dilma
20 de outubro de 2013
Autor: Rolf Kuntz

Há uma notícia pior que a mistura de inflação em alta, economia quase parada, contas públicas piorando e balanço externo em deterioração. O fato mais assustador, mas nada surpreendente, é a tranquilidade, quase alegria, exibida pela presidente Dilma Rousseff e por sua solerte equipe econômica diante desse quadro.

Este ano foi difícil para todos, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, na apresentação do oitavo balanço do PAC 2, o atual Programa de Aceleração do Crescimento. Foi realmente um ano difícil, mas ele parece haver esquecido alguns detalhes. A economia americana continuou em recuperação, com mais investimentos e mais exportações, a União Europeia começou a sair da recessão, o Japão continuou avançando e a maior parte dos emergentes, embora perdendo impulso, continuou crescendo mais que o Brasil. A economia brasileira, disse nesta semana o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland, será uma das poucas, neste ano, com crescimento superior ao de 2012. Ora, alvíssaras! E quantas terão crescido 0,9% no ano passado, depois de alcançar o ritmo quase alucinante de 2,7% em 2011?

Se a presidente e seus ministros levam a sério o próprio discurso, ninguém deve esperar medidas mais produtivas nos próximos meses, até porque a campanha para a reeleição é o primeiro item da agenda presidencial. A inflação e as contas públicas estão absolutamente sob controle, disse a presidente em Salvador, na terça-feira.Pelos dados oficiais, essa inflação “controlada” continua em alta. O IPCA-15, prévia do Índice de Preços ao Consumidor Ampliado, subiu 0,27% em setembro e 0,48% em outubro, continuando a ascensão iniciada em agosto. Em julho havia ficado em 0,07%, mas no mês seguinte já avançou 0,16%.

Acabado o efeito dos truques com tarifas de ônibus e de eletricidade, o conjunto dos preços voltou ao curso normal numa economia com muita gastança pública, muita demanda privada de consumo e capacidade produtiva defasada. Além disso, a difusão dos aumentos de preços passou de 59,5% em setembro para 65,8% em outubro, no IPCA-15, segundo cálculo da Votorantim Corretora.

O indicador de difusão – porcentagem de itens com majoração de preços – é rotineiramente calculado pelas instituições do mercado financeiro. É um importante sintoma da vulnerabilidade dos vários segmentos do mercado às pressões inflacionárias. Quando a alta se espalha por quase dois terços dos preços e a alta geral acumulada em 12 meses, 5,75%, continua longe da meta, discutir se a inflação está controlada ou descontrolada é um exercício de escassa utilidade. Além disso, o resultado em 12 meses deve continuar acima da meta de 4,5% nos próximos dois anos, até o terceiro trimestre de 2015, segundo projeção do Banco Central (BC) repetida na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária.

Além dessa ata, o BC divulgou também, nesta semana, seu índice de atividade econômica, o IBC-Br, uma espécie de prévia do produto interno bruto (PIB). Esse indicador subiu apenas 0,08% em agosto, depois de ter caído 0,33% em julho. Mesmo com um resultado melhor em setembro, a comparação do terceiro com o segundo trimestre deverá apresentar uma variação muito próxima de zero, talvez negativa, segundo a maior parte das projeções do mercado.

Esse e outros números parecem apontar, passados três quartos do ano, um crescimento pífio em 2013, embora maior que o do ano passado. O ministro da Fazenda já declarou aceitar a projeção de 2,5%, formulada pelo BC e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

Mas o FMI, ao contrário do governo brasileiro, projeta a mesma taxa também para 2014 e uma expansão anual média, nos próximos cinco anos, de 3,5%, se os investimentos em infraestrutura começarem a deslanchar. As previsões são melhores para a maior parte dos emergentes da Ásia, da Europa ex-socialista e da América Latina. Quase todos, além disso, continuarão com inflação menor que a do Brasil.
O crescimento brasileiro, garante o ministro da Fazenda, será puxado, a partir deste ano, principalmente pelos investimentos. Mas, como ele mesmo reconhece, o valor investido em equipamentos produtivos, em instalações e em infraestrutura tem continuado próximo de 18% do PIB, poderá subir um pouco este ano e caminhar – esta é a meta oficial – para 24% dentro de alguns anos. Ninguém sabe quando essa proporção será alcançada, Quando isso ocorrer, o Brasil ainda investirá menos, proporcionalmente, do que investem hoje as economias mais dinâmicas da América do Sul.

Se esse avanço depender do governo, o caminho será muito longo, Até setembro o Tesouro investiu 35,7% dos R$ 91,2 bilhões previstos no Orçamento federal, valor menor que o do ano passado, descontada a inflação. A infraestrutura continua muito deficiente e o setor privado, por muitas razões, também tem investido menos que o necessário.

A piora da balança comercial é uma das consequências. O saldo oficial de 2013 até a segunda semana de outubro foi um superávit de US$ 964 milhões. Na semana anterior, a exportação fictícia de uma plataforma de petróleo havia adicionado US$ 1,9 bilhão à receita. Essa e outras plataformas contabilizadas neste ano jamais foram embarcadas. A operação tem finalidade tributária, mas é contada como receita.

A presidente e seus auxiliares costumam insistir, também, no discurso da boa gestão fiscal. Podem convencer quem ignora a contabilidade criativa e as ligações perigosas do Tesouro com os bancos federais – dados conhecidos internacionalmente e objetos de gozação dentro e fora do País. Pelo menos isto se pode dizer a favor da retórica e dos truques oficiais: são divertidos.

Fonte: O Estado de S. Paulo, 19/10/2013








DIferente do discurso petista, o governo "privatiza" o pré-sal, e a Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, está "isolada" pelo Exército

Nada como um dia após o outro.

Imagine a cena de hoje no governo do Ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso.

Imagine a cena de hoje na mão de algum "tucano entreguista capitalista selvagem e submisso ao capital especulativo dos americanos ianques".

Sim.....

O PT entrega hoje ao setor privado (parece que não será "bem um setor privado") um dos maiores campos, ou se não o maior, de petróleo já explorados até hoje em "águas brasileiras".

Sim....uma "privatização" meio envergonhada do Partido dos Trabalhadores; assim do tipo "escondida", mas nem tanto.

A Barra da Tijuca, um bairro colado a praia da Barra da Tijuca no Rio de Janeiro, está isolada, principalmente no entorno do Hotel Windsor, hotel que fica exatamente em frente a praia

Talvez o dia tenha sido estrategicamente pensado, já que hoje no Rio de Janeiro é feriado do Comércio; portanto, o fluxo na rua será menos intenso.

Dessa vez, será difícil para o PT esconder sua "privatização".

Poderia aproveitar e privatizar a Petrobrás, entregá-la de volta ao "povo brasileiro".

Mas a "privatização do PT" acontece apenas até às vésperas das eleições.

Faltando 30 dias para as eleições, o alvo será de novo o "privatista PSDB"

Reportagem abaixo, crédito Portal IG

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2013-10-21/tropas-reforcam-seguranca-na-barra-da-tijuca-para-leilao-de-libra.html

Tropas reforçam segurança na Barra da Tijuca para leilão de Libra
Por iG São Paulo | 21/10/2013 08:02

Área no entorno do hotel Windsor está isolada; mais de mil homens foram mobilizados para proteger a região

A área do hotel Windsor Barra, na zona oeste do Rio de Janeiro, está isolada na manhã desta segunda-feira (21) para impedir a entrada de manifestantes contra a realização do leilão do Campo de Libra , o primeiro do pré-sal brasileiro e o maior certame de petróleo da História do País. A operação está marcada para as 14h.

Black blocs , petroleiros em greve e movimentos sociais que apoiam a paralisação prometem protestar na região. Uma barreira de oficiais faz a segurança na frente do hotel - ao todo 1,100 homens reforçam a segurança na região, entre militares – do Exército e da Marinha – , policiais federais e estaduais, guardas municipais e funcionários públicos.

Grades foram colocadas no caminho entre o hotel e a praia. O trânsito está interrompido na região. A área de atuação das forças de segurança está delimitada pelas avenidas Lúcio Costa, Érico Verissímo, Armando Lombardi, Afonso Arinos de Melo Franco e o Canal de Marapendi. Os motoristas que seguem pela Avenida Lúcio Costa em direção à zona sul pela orla precisam fazer o retorno antes de passar pelo hotel. A opção é seguir pela Avenida das Américas. O Comando Militar do Leste (CML) pede aos motoristas que evitem a região.

A patrulha o entorno do hotel Windsor Barra  começou neste domingo (20).  As ruas permanecem fechadas até a meia noite desta segunda.






domingo, 20 de outubro de 2013

O Brasil afunda, mas o setor bancário continua ganhando dinheiro......BBDC4, ITUB4 e BBAS3 encostam nos topos históricos

O Brasil afunda....Indústria rateia.....comércio rateia.....

Sobe taxa de juros, sobe dólar......exportações despencam.....

Nada disso impede que os principais bancos no Brasil ganhem dinheiro.....muito dinheiro....

E tome topo histórico para os 3 principais bancos no Brasil.....Bradesco, Itaú Unibanco e Banco do Brasil

BBDC4 :

Topo historico 34,98; fechamento em 33,07

ITUB4. 

Topo histórico em 35,73; fechamento em 33,92

BBAS3, 

Papel fechou acima do topo histórico de 27,82; fechamento em 28,35, máxima de 28,39



BBDC4, Semanal



ITUB4, Semanal




BBAS3, Semanal









"Privatização estatizante", por Eliane Cantanhêde

O caos e a confusão "programática" do Leilão do campo de petróleo de Libra amanhã, sob a sombra de um viés "esquerdista privatista", é analisado no excelente artigo da jornalista Eliane Cantanhêde, hoje no jornal "Folha de São Paulo"


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/134751-privatizacao-estatizante.shtml

Privatização estatizante
BRASÍLIA - O leilão de amanhã do campo de Libra excita os leigos e divide os técnicos, mobilizando corações e mentes país afora.

A direita liberal critica a "privatização estatizante", enfatizando a contradição em termos. Já a esquerda antiquada grita que estão entregando as riquezas naturais para estrangeiros.

Em busca do equilíbrio, Dilma, a economista e gerentona, assimilou que, sem investimentos privados nacionais e externos, nem o pré- sal reverte para o bem-estar dos brasileiros nem o país avança. Contudo Dilma, a ex-pedetista e atual petista, se contorce entre o que acha melhor para o país e o que ela e seus partidos cultivavam como cláusula pétrea.

O resultado é o que os especialistas chamam de "abertura envergonhada", que fica no meio do caminho. Abre-se o mercado, mas com tantas dúvidas, condicionantes e rodeios semânticos que os grandes investidores se sentem amedrontados.

Investidor não é amigo nem benemérito. Quer ambiente favorável, confiança, regras estáveis e, obviamente, garantias razoáveis de ganhos. Em contrapartida, tem de comprovar competência e assumir responsabilidade para divi- dir o lucro do sucesso ou o prejuí- zo do insucesso.

Digamos que os investidores desejáveis sejam mais ou menos o oposto dos que ganharam a licitação dos aeroportos brasileiros, que não têm portfólio nem reconhecimento do mercado. Os grandes recuaram, eles avançaram. Deu no que deu e ninguém sabe como corrigir.

Vença quem vencer, a Petrobras tem garantido seu quinhão de 30% de participação e o governo brasileiro vai embolsar R$ 15 bilhões para cumprir o superávit fiscal. Entretanto a maioria dos consórcios estrangeiros é... estatal.

E seja o que Deus, os vencedores e a improvisação brasileira quiserem. As futuras gerações saberão avaliar.







Vídeo da Semana: Miriam Leitão, jornalista de Economia no "Bom dia Brasil da Tv Globo, ao falar sobre dos preços dos imóveis no Brasil :"Há claramente preços fora da Realidade"











sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Ex-presidentes do BC criticam governo Dilma


Condução da política econômica do governo brasileiro continua no "olho do furacão"

Crédito: Jornal "O Estado de São Paulo"

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,ex-presidentes-do-bc-criticam-governo-dilma--,1087055,0.htm

Ex-presidentes do BC criticam governo Dilma
Em seminário, Arminio Fraga e Gustavo Franco criticaram flexibilização do tripé macroeconômico

18 de outubro de 2013 | 2h 15

VINICIUS NEDER / RIO - O Estado de S.Paulo
Dois ex-presidentes do Banco Central (BC) criticaram ontem a flexibilização do tripé da política macroeconômica (superávit primário, metas de inflação e câmbio flutuante), que esta semana foi alvo de debate entre a ex-senadora Marina Silva e a presidente Dilma Rousseff.

Em seminário no Rio, Arminio Fraga e Gustavo Franco, presidentes do BC no governo Fernando Henrique Cardoso - que mantêm contato com o senador Aécio Neves (PSDB-MG) -, foram incisivos nas críticas. Henrique Meirelles, comandante da autoridade monetária no governo Luiz Inácio Lula da Silva, que também participou do evento, promovido pelo Instituto Millenium e pelo Ibmec, preferiu destacar pontos positivos da economia, como instituições fortes.

Arminio abriu sua palestra dizendo-se "preocupado" com a mudança na política econômica a partir do segundo mandato do presidente Lula. "O Brasil vive, de uns seis ou sete anos para cá, um modelo diferente do que prevaleceu nos 12 anos anteriores", afirmou Arminio a jornalistas, pouco antes da palestra.

"Houve uma inversão na política econômica: ela está amarrada na microeconomia e solta na macroeconomia", completou. A amarração na microeconomia se refere às diversas formas de intervenção do governo na economia. O tripé é o lado macroeconômico da política.

Respondendo a uma pergunta do público, Arminio relacionou a flexibilização da política econômica no Brasil a uma tendência global, mas afirmou que o Brasil "está rasgando um pouco" o tripé. "Estamos vivendo um momento em que BCs pelo mundo afora largaram suas cartilhas. E, nesse contexto, o Brasil foi escorregando", afirmou, para então avaliar que "dá para mudar isso". "O BC vem aumentando os juros", lembrou.

Gustavo Franco comemorou o fato de Marina Silva demonstrar preocupação com o tripé. "É sinal de que alguma coisa mudou", disse, também respondendo ao público.

O economista explicou, porém, que o tripé é apenas a "parte operacional" de um conjunto mais amplo de políticas. São eles a responsabilidade fiscal (garantida pelo superávit primário), a qualidade da moeda (expressa no controle da inflação, mas indo além da meta para o IPCA) e a abertura da economia para o exterior (facilitada pelo câmbio flutuante).

Dos três conjuntos de políticas, Franco é mais crítico à condução da responsabilidade fiscal pelo atual governo. O ex-presidente do BC criticou a renegociação das dívidas de Estados e prefeituras com a União e a "contabilidade criativa" para fechar as contas públicas.

O risco de flexibilizar demais a política macroeconômica, para Franco, é haver piora nos serviços públicos. "O custo de uma política macroeconômica mal formulada se transforma em um setor público que funciona mal", disse Franco, antes do seminário. "São custos muito concretos e boa parte desses custos está por trás da efervescência nas ruas", completou, referindo-se às manifestações que tomaram o País desde junho.

Choque de oferta. Já Henrique Meirelles destacou pontos positivos, como a força das instituições, e procurou destacar que a inflação não é "estrutural" no País. Segundo ele, a política monetária não deve ser usada para conter os "efeitos primários" dos choques de oferta - como uma alta de preços de alimentos inesperada. Nessa lógica, a inflação no Brasil tem ficado mais próxima do centro da meta, quando esses efeitos são excluídos.

Evitando críticas à atual política econômica ou ao BC, Meirelles defendeu o câmbio flutuante e a política de acumulação de reservas, como contrapartida de uma estratégia de conter o vaivém das cotações.

"Você deve intervir no câmbio quando há um problema grave de escassez de liquidez ou excesso de liquidez. O que não pode é generalizar e usar (as intervenções do BC) para tentar controlar a taxa de câmbio", disse Meirelles, que também defendeu a "austeridade" nas despesas públicas.








Florian Bartunek, ex-Pactual, vai para o Conselho de Administração da Abril Educação

Mais um "bom ingrediente" para os papéis da ABRE11 (Abril Educação)

Florian Bartunek, ex-Pactual, assume uma cadeira no Conselho de Administração

Florian Bartunek foi responsável, ao lado de André Jakurski, por toda a área de renda variável do "ex Banco Pactual" (agora, BTG PACTUAL) por anos.

Vejam abaixo a íntegra da "Comunicação ao mercado".

__________________________________

ABRIL EDUCA (ABRE-N2) - Alteracao de Membro de Conselho de Administracao
ABRIL EDUCA (ABRE-N2)
DRI: Guilherme Alves Melega

Alteracao de Membro de Conselho de Administracao

Enviou o seguinte Comunicado ao Mercado:

Abril Educacao S.A. (BM&FBOVESPA: ABRE11), comunica aos seus acionistas e ao mer
cado em geral que, em reuniao do Conselho de Administracao realizada em 16 de ou
tubro, os conselheiros tomaram conhecimento do pedido de renuncia do Sr. Jonas M
iranda Gomes, ao cargo de membro do Conselho de Administracao da Companhia, para
o qual foi eleito na Assembleia Geral Ordinaria de 26 de abril de 2013.
Em decorrencia da vacancia do cargo, o Conselho de Administracao elegeu, na mesm
a data, o Sr. Florian Bartunek para ocupar o cargo de membro titular do Conselho
de Administracao, em complemento ao prazo de mandato em curso, que se encerrara
na Assembleia Geral Ordinaria de 2015, devendo sua eleicao ser ratificada na pr
imeira Assembleia Geral a ser realizada pela Companhia.
O Sr. Florian e socio fundador e CIO (Chief Investment Officer) da Constellation
Asset Management. Antes de fundar a Constellation, o Sr. Florian foi socio do B
anco Pactual, atuando como Chefe de Research, Trader Proprietario, responsavel p
elo Asset Management e Gestor dos Fundos e Portfolio de acoes do Banco. E formad
o em Administracao de Empresas pela Pontificia Universidade Catolica do Rio de J
aneiro PUC Rio (1990). Participa do programa Harvard Business School/ YPO desd
e 2010. Foi Professor do curso de Value Investing no Insper e Diretor da Area In
ternacional da ANBID (Associacao Nacional dos Bancos de Investimento). O Sr. Flo
rian participa dos conselhos do ProA, Fundacao Lemann, Fundacao Estudar e Brasil
Insurance.
O Conselho de Administracao da Companhia agradece ao Sr. Jonas pela dedicacao e
contribuicao ao longo do periodo em que exerceu suas funcoes e da as boas vindas
ao Sr. Florian como novo Conselheiro da Abril Educacao S.A.

Sao Paulo, 17 de outubro de 2013.
18/10/2013 09:59:44 



"SSEC" da China ainda em rally, assim como o Brasil....mais uma vez, o bom e velho IFR14 no SEMANAL

Abaixo, o principal índice do mercado acionário chinês, o "SSEC".

Diário e Semanal

No diário, uma LTA ligeiramente rompida, mas não a consideraria nesse momento, já que o suporte imediato ainda está "intacto".

Apenas a faixa de 2.200 acima.

Reparem que, mesmo num mercado visivelmente BAIXISTA, o IFR14 no SEMANAL, quando encosta na faixa de 30, empurra o mercado para um bom repique no médio prazo. Vejam as marcações em elipse e retângulos



"SSEC" China, diário, escala logarítmica




"SSEC" China, SEMANAL, escala logarítmica












quinta-feira, 17 de outubro de 2013

SP500 rompe novo topo numa velocidade muito mais rápida do que as outras 2 vezes

Vejam o gráfico do SP500 abaixo.

Reparem 2 particularidades.

Desde o topo em 1.690 pontos,  o SP500 produz uma distância de 20 pontos entre um novo topo e o anterior.

Tudo bem.....São "apenas" 2 movimentos iguais; por outro lado, vejam também que, uma vez ligados os topos e as bases, temos um canal de alta não desprezível,

Tão ou mais relevante, é a observação da velocidade produzida nesses 3 últimos movimentos de alta.

Do final de junho pra cá, temos 3 movimentos de alta marcados com um retângulo;

O primeiro movimento de alta foi produzido ao longo de 1 mês e alguns dias com 150 pontos

O segundo movimento é mais rápido; um pouco mais de 20 dias, com 105 pontos

Agora, reparem na velocidade atual; hoje, o rompimento do topo anterior que foi 1.730 pontos, se deu em apenas 8 dias.

As pernas de baixa que vêm em seguida também coincidiram; as 2 últimas foram em 85 pontos, como registradas abaixo.

Também destaquei uma possível LTB da linha MACD

Enfim......Iremos aos 1.750 pontos (1.730 + 20 pontos) antes de uma nova perna de baixa ?

SP500, diário, escala logarítmica











Bovespa em 17-10-2013

Bovespa em queda hoje de 1,1%, fechamento em 55.360 pontos.

Já abriu pra baixo, bateu numa faixa de 55.500, repicou até a resistência de 56.000 pontos, pra depois voltar a cair ao longo do dia.

A mínima do dia foi em 55.150, o que parece ter sido um pullback na importante faixa de 55.000 pontos, pra tentar recuperar força novamente em busca dos 57.000.

Agora, a resistência passa a ser 56.000 pontos, que, se rompida, pode levar o índice novamente a faixa de 56.750-57.000 pontos, faixa sobre a qual dificilmente deixaremos de ver uma perna de baixa mais acentuada, de maneira que procure forças pra romper novos topos no médio prazo.

Indicadores no Tempo SEMANAL ainda firmes carregando consistência na direção de pontos acima da faixa de 57.000 no médio prazo.

Bovespa, diário









"O governo continua, até prova do contrário, com uma postura geral muito fechada, antiquada. Repetindo muita coisa que a gente já viveu, principalmente nos anos 70, no governo Geisel...... Ao contrário, acho que, se não for modificado, vai nos dar dor de cabeça.", por Armínio Fraga

Excelente entrevista do ex-presidente do Banco Central do Brasil, no segundo mandato do governo de Fernando Henrique Cardoso, Armínio Fraga, publicada hoje no jornal "O Estado de São Paulo"

Abaixo, alguns trechos.

No link, o texto completo:

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,governo-repete--modelo-de-geisel-diz-arminio-,1086649,0.htm

Governo repete modelo de Geisel, diz Arminio
Para ex-presidente do BC, uma economia fechada e com foco nas estatais não é a fórmula para o sucesso a longo prazo
17 de outubro de 2013 | 2h 14

Fernando Dantas - O Estado de S.Paulo

Arminio Fraga, sócio fundador da Gávea Investimentos e ex-presidente do Banco Central, vê uma "certa tensão no ar" causada pelo modelo de flexibilização da política econômica que vem sendo seguido desde o segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para Arminio, o governo deu recentemente sinais tímidos de reversão parcial desse modelo, especialmente na política do Banco Central, mas que ainda estão longe de apontar para um caminho mais seguro para a economia brasileira.

Em entrevista ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, ele lembra que ajustes geralmente não ocorrem em anos de eleição, mas o próprio temor do custo eleitoral da inflação, por parte do governo, "alinha os incentivos políticos e econômicos".

Em contato constante com o presidenciável tucano Aécio Neves, Arminio não descarta participar do governo, embora ressalve que esse é um assunto a ser tratado com o candidato, e não com ele. O ex-presidente do BC também manifestou simpatia pelas ideias da dupla Eduardo Campos e Marina Silva.

Arminio acha que o adiamento do "tapering" (a redução gradual do programa de compra de títulos de longo prazo pelo Federal Reserve, o BC americano) foi uma "postergação do encontro com a realidade", e alerta que a expectativa sobre a normalização da política monetária é de que "não ocorra de forma totalmente suave". Ele lembra que o Brasil, com déficit em conta corrente, alta inflação e questionamentos sobre a condução fiscal, está particularmente vulnerável.

A situação brasileira ficou mais tranquila com a decisão do Fed de não começar o "tapering" em setembro?

Isso só vai adiar o momento em que a política monetária americana e em vários outros países vai voltar à normalidade. São anos de juro zero, com os bancos centrais comprando títulos e, de certa maneira, avançando num território muito desconhecido, de políticas não convencionais. Esse ambiente de alta liquidez, os bancos centrais com essa posição muito assimétrica, sempre com viés de injetar liquidez, o quanto for necessário - tudo isso vai ficar para trás. A expectativa é de que isso não ocorra de forma totalmente suave, e essa expectativa continua. Houve uma postergação desse encontro com a realidade.

Por que o Fed adiou o "tapering"?

Foi motivado pelos próprios dados, a inflação americana continua muito baixa. Nos últimos três anos, o Fed projetou um crescimento do PIB mais alto do que acabou acontecendo. Eles estão de fato querendo sair dessa política de juro zero com muito cuidado. Mas não significa que não vão, em algum momento, mudar.

Mas a conjuntura brasileira parece melhor do que em meados do ano?

Aqui no Brasil, a sensação de frustração com crescimento baixo e inflação alta é grande, e também não desapareceu. Há alguns sinais aqui e ali, mas nada que represente uma mudança mais radical na direção de um crescimento mais alto e de uma inflação mais baixa.

Como o sr. avalia a atuação recente do Banco Central?

O Banco Central vem cumprindo o seu papel de apertar a política monetária, após um período longo de inflação acima da meta. Não só acima da meta, como também uma inflação que vem se "beneficiando" de controles de preços, como os combustíveis e as tarifas de transporte urbano - e também de subsídios. A inflação subjacente deve ter andado por um tempo acima de 7%. É bom que o Banco Central tenha voltado para as suas raízes, depois de um período difícil para a instituição.

O sr. acha que esse retorno do BC a uma posição mais ortodoxa indica uma mudança mais geral da orientação da política econômica?

Ao longo desses meses, até antes das manifestações, o governo anunciou que voltaria a leiloar aeroportos e áreas de petróleo. E reconheceu também que precisava revisar os termos das concessões rodoviárias e ferroviárias, contribuiu para a aprovação de uma nova Lei dos Portos, e assim por diante. Então o governo sinalizou mudança de posição nessas áreas. Mas são sinais ainda preliminares, e há muitos desafios, tanto de formulação quanto de execução. Eu não diria que foram sinais fortes. E vem misturado com muito do modelo que já vem desde o segundo mandato do presidente Lula. Já são vários anos desse modelo.

Quais os problemas desse modelo?

O governo continua, até prova do contrário, com uma postura geral muito fechada, antiquada. Repetindo muita coisa que a gente já viveu, principalmente nos anos 70, no governo Geisel. Um modelo com foco nas estatais, e com a economia bastante fechada. Não levo fé nesse governo como fórmula para o nosso sucesso a longo prazo. Ao contrário, acho que, se não for modificado, vai nos dar dor de cabeça.

O sr. poderia dar exemplos concretos de como esse modelo se aplica hoje no Brasil?

Há uma ênfase muito grande no papel dos bancos públicos. E também muita ênfase na Petrobrás - curiosamente, no mesmo momento em que a Petrobrás tem de assumir uma responsabilidade muito grande no setor, asfixiou o seu caixa. O crescimento do crédito, tanto público quanto privado, traz problemas, aqui, na China, nos Estados Unidos. Pode dar alguma ressaca mais na frente. Eu não discrimino entre público e privado, o setor privado também fez as maiores loucuras e bobagens em termos de crédito nos últimos anos. Qualquer movimento de crescimento de crédito muito acelerado tem de ser encarado com bastante receio. É o caso aqui.

Como o sr. vê a posição externa do Brasil?

Caminhamos para um déficit em conta corrente de quase 4% do PIB num momento em que o financiamento pode ficar mais escasso. É um quadro ainda bastante delicado. O Bernanke (Ben Bernanke, presidente do Fed) tirou o time do campo em setembro, mas os fatos mais adiante vão exigir a normalização da política monetária americana. Nesse momento, os países que dependem mais de financiamento, que têm déficit em conta corrente e inflação alta, vão sentir. A gente está exatamente nessa situação, e, inclusive, com nossa situação fiscal sendo questionada.

Qual a sua opinião sobre a política fiscal hoje?

Acredito que a meta de superávit primário deveria ser superior a 2% do PIB. O Brasil tem uma dívida bruta de 60% do PIB, até mais, dependendo do critério que se usa. Nossa dívida é alta, nosso juro real é alto, nossa dívida de longo prazo paga um juro real de 5,8%, as NTN-B de prazo mais longo. É muito alto. Temos de ter um modelo macro que crie condições para que essa taxa de juros possa cair, de forma sustentável. Não é um ato de voluntarismo que vai gerar isso. É uma sequência de resultados, reforçados por defesas institucionais, que vai nos levar a um juro real normal, de 2%, 3% ao ano de longo prazo.

O sr. acha que o Brasil pode enfrentar turbulências à frente? 2014 é um ano eleitoral...

Há uma certa tensão no ar. O spread da dívida aumentou. Há um receio de que esse processo continue se não houver uma reversão nessa trajetória de flexibilização da política macro. Isso, historicamente, não só no Brasil, mas em toda a parte, não tende a ocorrer em ano de eleição. A reversão dessa flexibilização pode ficar prejudicada por um ano de eleição. Por outro lado, é claro que o governo entende que, se for chegando perto da data das eleições, e a inflação estiver incomodando, ele vai pagar um preço. Nesse sentido, os incentivos políticos estão alinhados com os econômicos. Quer dizer, não é um terreno muito fácil para populismo. Outro aspecto é que, curiosamente, e ao contrário de 2002, há uma expectativa de que, se a oposição ganhar, a política econômica melhore.

Por falar nisso, o sr. tem estreitos contatos com o candidato tucano, Aécio Neves.

Tenho conversado bastante com o Aécio. Não vejo o meu papel como de campanha, mas se puder ajudar, eu pretendo fazê-lo.

As ideias dele convergem com as que o sr. expôs nesta entrevista?

Acho que sim, mas não tenho procuração para falar pelo Aécio. Mais do que essas ideias, ele tem experiência de governo extraordinária em Minas, de acreditar em boa gestão, em meritocracia, na eficiência do Estado. Isso é fundamental, porque mostra que não só faz parte da maneira como ele pensa, mas é a maneira como agiu.

O sr. cogitaria uma participação no governo caso Aécio ganhasse?

Não está na hora de se ter esse tipo de discussão. Eu já participei duas vezes de governo, não posso descartar, de jeito nenhum. Mas é um tema que tem de ser discutido com o Aécio, não comigo.








Alguém tinha dúvida ? "Congresso dos EUA aprova acordo para reabrir governo e elevar teto da dívida"


Nada muito diferente do que os políticos fazem todos os dias em todos os 4 cantos do mundo....

Agora reparem que existe um novo prazo para o aumento do teto da dívida; o novo prazo é 7 de fevereiro.

Um comitê bipartidário pode fechar uma proposta de prazo mais longo....


Crédito: Jornal "O Estado de São Paulo"

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia-geral,congresso-dos-eua-aprova-acordo-para-reabrir-governo-e-elevar-teto-da-divida,167651,0.htm


Congresso dos EUA aprova acordo para reabrir governo e elevar teto da dívida
Acerto entre republicanos e democratas aprovado horas antes de um possível calote autoriza o governo a realizar gastos até 15 de janeiro
16 de outubro de 2013 | 21h 09

Atualizado às 23h55

WASHINGTON - O congresso dos Estados Unidos aprovou nesta noite o acordo que evita uma crise de dívida e reabre inteiramente o governo federal, após 16 dias de paralisia. Desenhada horas antes de o Tesouro perder a capacidade de se financiar, a saída é de curto prazo e deverá colocar os temas de novo no centro da agenda política no início de 2014.

"Nós lutamos uma boa luta, mas não vencemos", reconheceu o presidente da Câmara dos Representantes, o republicano John Boehner. A proposta foi aprovada por 81 votos a favor e 18 contra no Senado e com um placar de 285 a 144 na Câmara, de maioria republicana.

Encerrada pouco antes das 23h30 (no horário de Brasília), as votações colocaram fim a três semanas de paralisia do governo e incerteza global em relação à capacidade dos Estados Unidos de honrarem seus compromissos.

A grande dúvida agora é se uma crise semelhante vai se repetir no início de 2014, quando vencem os prazos definidos no projeto recém-aprovado.

Assessores da Casa Branca avaliam, contudo, que o dano à imagem do Partido Republicano provocado pela crise encerrada nesta quinta vai impedir que a oposição utilize a mesma tática para promover sua agenda daqui a três ou quatro meses.

Novos prazos. O acordo aprovado no Congresso eleva o limite de endividamento do governo americano até o dia 7 de fevereiro e autoriza a administração a realizar gastos até 15 de janeiro.

Antes disso, um comitê bipartidário tentará fechar uma proposta de longo prazo para reduzir o déficit e a dívida dos Estados Unidos. Os dois indicadores devem cair no curto prazo em razão de cortes automáticos e lineares de despesas que entraram em vigor neste ano - o chamado sequestro -, mas tendem a crescer a partir do fim da década. A maior pressão do lado das despesas virá dos gastos com aposentadorias e benefícios sociais.