segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Índice "SSEC" da China se segura "como pode" na LTA, mas ainda acima de 2.150

Abaixo, 2 gráficos interessantes do maior índice chinês do mercado de ações, o "SSEC".

Vejam que o índice chegou a perder "por pouco" a LTA " de 2-3 meses.

Mas esse é o tipo da perda que não dá pra "cravar"; a perda é "ligeira".

O que ficou mais evidente é que o índice havia se segurado na importante faixa de 2.150 pontos.

Acima, 2.200; abaixo 2.100..

Vejam que hoje o índice voltou pra cima dessa LTA, e continua acima dos 2.150 pontos.

Hoje, no Bovespa, a perda da LTA certamente foi mais acentuada, porém se segurou ali na faixa de 52.300.

Por outro lado, temos lá na China também um pivotzinho de baixa já caracterizado




Índice SSEC, Diário, escala logarítmica




Índice SSEC, Diário, escala logarítmica - período 1 ano











Índice do Sistema Financeiro americano "XLF" volta a fechar abaixo da faixa de 20,00 e pressiona os índices americanos

Abaixo, podemos ver o quão importante é essa faixa de 20,00 do "XLF", índice dos sistema financeiro americano.

Caso queiramos ser um pouco menos rigoroso, a faixa até poderia ser puxada para 20,25.

No entanto, as 2 já foram perdidas; hoje fechou em 19,91

Hoje, no intraday, a faixa de 20,00 ainda foi retestada, quando o indice bateu na máxima 20.01.

Abaixo, temos 19,25 e a faixa de 18,50.

Uma longa LTA vista no gráfico mais abaixo no período de 3 anos passa ali por volta justamente dos 19.25, suporte imediato, como já dito.

Enfim, mais pressão sobre o mercado americano em geral.



"XLF", diário, escala logarítmica




"XLF", SEMANAL, escala logarítmica  - período 3 anos












Bovespa parando um pouco pra respirar sob a ótica das Bandas Bollinger

Bovespa não terá mais forças pra romper os 56.000 ou caindo pra voltar mais forte e fazer novos topos ?

Independente disso, as bandas precisam estreitar um pouco também no TEMPO SEMANAL.

É hora de respirar.........

Bovespa, SEMANAL e suas bandas bollinger configuradas com 20 períodos














Bovespa em 30-09-2013

Bovespa fechou em forte queda de 2,6% em 52.340 pontos.

Podemos ver abaixo que o índice não só perdeu o pivot de 54.000 pontos, como perdeu "fácil" o suporte de 52.900, só parando na antiga resistência de 52.300.

Dessa forma, o índice volta a ficar pressionado no curto prazo, já que também perdeu a LTA que vinha lá de 44.100 pontos.

A maior probabilidade agora é continuar buscando novos pivots abaixo; no entanto, diante de um IFR14 no tempo diário na casa dos 45 e diante da faixa de 52.300 bastante representativa, principalmente se olharmos o quão forte ela foi em 2012 , ainda temos alguma chance de retestar a faixa de 52.900 no curtíssimo prazo, que poderia servir até mesmo como um toque na linha de retorno da LTA perdida.

Abaixo dessa faixa de 52.000-52.300, o mais forte suporte se encontra em 51.000, depois 50.000 e 49.500.

Reversão de curto prazo somente se voltar pra cima dos 54.000 pontos.


Bovespa, diário, escala logarítmica










domingo, 29 de setembro de 2013

Outra Bolha Imobiliária ? Em Cingapura, os preços dos imóveis subiram cerca de 60% desde 2009.......ora, ora, ora......aqui no Brasil, já subiram 230% em "apenas" 6 anos.....

Depois do blog disponibilizar ao longo da semana que passou uma matéria que discute uma possível Bolha Imobiliária na Índia, agora, outra matéria discute uma Bolha Imobiliária em Cingapura.

Na verdade, a reportagem não trata especificamente o mercado imobiliário em Cingapura como um mercado "em bolha".

Entretanto, especula que os preços subiram muito; segundo a matéria, 60% desde meados de 2009, e tendem a cair aproximadamente 20% até 2015, na visão do Barclays

Subir 60% desde 2009 parece uma realidade distante para o Brasil-il-il-il, aquele país rico do hemisfério Sul.

No Brasil, os preços, apenas no Rio de Janeiro e São Paulo, subiram nos últimos 6 anos aproximadamente 230% !!!

Vamos a matéria:

Crédito: Portal de Notícias "CNBC"

http://www.cnbc.com/id/101067872

Singapore home prices could fall 20% by 2015: Barclays
Published: Friday, 27 Sep 2013 | 5:31 AM ET
By: Ansuya Harjani | Writer, CNBC Asia

Residential property prices in the wealthy island nation of Singapore could be headed for a sizable correction of up to 20 percent by 2015, according to Barclays.
"We believe the risk of a residential property market correction in the next two years is rising, as expected higher interest rates look set to coincide with a large increase in housing supply over 2014-15," Tricia Song, analyst at Barclays wrote in a report on Friday.

The bank forecasts prices will remain flat in 2013, before falling 5 percent in 2014 and another 5-15 percent in 2015.

Southeast Asia's financial center is home to one of the most expensive real estate markets in the world. Prices have soared over 60 percent since mid-2009, spurred by low interest rates.

The outlook is based on expectations that short-term interest rates will begin their ascent in the second quarter of 2015, and rise 200 basis points over a period of six months. The pace of property price declines will be tied to the pace of interest rate rises, Song explained.

Singapore mortgage rates are typically pegged to the short-term three-month Singapore Interbank Offered Rate (SIBOR) rate, which tracks the direction of the U.S. federal funds rate.

Adding to higher mortgage rates, a bumper supply of private and public housing is due to complete starting in 2014.
Almost 95,000 private units are expected to come on stream over the next five years, alongside 25,000-27,000 public housing flats per annum, according to the Urban Redevelopment Authority.

"Total housing supply could average 40,000 units per annum and peak at 47,000 in 2015 - significantly above the historical average annual supply of 12,300 units," Song said.

"Assuming occupier demand of 15,500 units of private housing per annum, we expect the private vacancy rate to rise from 5.6 percent currently to 9.9 percent in 2016," she added, noting that historically when vacancy rates hit 8 percent, rents and prices start declining.

Home sales have begun softening as the government's cooling measures start to bite, with the latest monthly data showing developers sold 742 units in August, compared with an average of 1,000-1,500 units in the recent years, according to Barclays.

This year, the bank expects primary home sales to total 15,500 units, 30 percent below last year's 22,179 units.

The government has introduced nine rounds of market-cooling measures since 2009, most recently targeted at the public housing market, which house 80 percent of the country's citizens. The measures announced in August included shortening the maximum loan tenure to 25 years from 30 years, and reducing the mortgage ratio limit against the borrower's salary to 30 percent from 35 percent previously.







Entre o "Teatro" do Orçamento, Shutdown ou qualquer verba urgente do Congresso Americano e o artigo de Monica de Bolle, fiquem com o artigo

Ainda não falei uma linha sobre o novo risco em que se encontra o governo americano, face a possibilidade de novos cortes imediatos em seu orçamento; abreviadamente chamada de "Shutdown".

Na verdade, a cada ano é um nome, uma sigla, um jeito, enfim.

Um verdadeiro teatro ou tragicomédia.

Política e político é tudo igual em qualquer lugar do mundo; apenas mudam os atores.

É claro que não dá pra comparar a política populista de um PT aqui no Brasil com algum forma de polítca americana.  Porém, o que quero dizer é que a maneira como se conduz a política é a mesma.

Nos Estados Unidos, a "bola da vez" é essa, o "Shutdown".

E, dentro desse contexto, conversa-se ali e aqui para se chegar a um denominador comum.

Não sei se chegarão; normalmente chegam aos 48 do segundo tempo e aí, os mercados abrem com aquele GAP de alta de 1-2%  e o mundo entra em "êxtase" para, 1 ano depois, os problemas voltarem.

Se não chegarem a um acordo, 3 dias depois encontram uma brecha juridica e os mercados novamente em euforia voltam a subir 2%, 3%......

Nada muda....é sempre a mesma coisa....

É melhor ficar com o excelente texto da economista da "Casa das Garças",  Monica de Bolle, publicado no Jornal O Globo no meio da semana, dia 24-09

Fala da atitude titubeante e dúbia de Ben Bernanke, presidente do FED, já aqui exposta no blog.

O movimento do FED se revela um verdadeiro desastre; resta saber em que momento e em que grau os mercados vão "descontar" lá na frente.

Em que momento os mercados vão descontar a Bolha produzida por Ben Bernanke ?

40% de queda em futuro próximo ?
50% ?
60%


Vamos ao artigo:

http://www.casadasgarcas.com.br/

"O Misterioso Caso do Menino Ben"

Texto de Monica Baumgarten de Bolle para O Globo a Mais.

Mesmo passados alguns anos dos fatos sinistros que se sucederam, ainda não sabiam por que haviam cedido àquela estranha tentação. Parte de suas poupanças fora devorada pela crise que derrubara grandes conglomerados financeiros, outrora tidos como os reis do universo, e deixara um enorme contingente de desempregados e desalentados no país em que viviam. Ainda assim, com poucos recursos e perspectivas nada animadoras pela frente, não resistiram àquela casa quando a viram pela primeira vez. Não sabiam o que o destino lhes reservava.

Na ocasião, o filho do casal acabara de completar dois anos. Entrara, portanto, naquela fase que pressagia a turbulência dos anos da adolescência – os tais dos “terrible twos”, quando o desejo de possuir tudo agora e nem um segundo depois é impossível de sublimar. Apesar disso, era um menino dócil e curioso. E, também ele se encantara por aquela casa estranha, banhada pela luz etérea de um fim de tarde outonal.

O imóvel abandonado, as janelas cerradas por tapumes de madeira lembravam os olhos cobertos por leitosas cataratas. Davam à casa um ar simultaneamente amedrontador e frágil. A luminosidade âmbar escondia a pintura descascada e ressaltava a bela arquitetura da edificação, que se conservava intacta. Não havia sinal algum de que estivesse à venda, mas o casal seguiu imediatamente para o vilarejo mais próximo, a uns quinze quilômetros do local, para indagar sobre a situação do imóvel.

Apesar da sóbria advertência e dos brados de indignação de seus familiares, mandaram às favas a prudência e compraram-na por uma quantia que lhes parecera irrisória para o valor implícito que haviam atribuído àquele que seria seu novo lar. A compra dizimara suas parcas economias. Mudaram-se em setembro de 2010.

A primeira noite ali, cercados de caixas e de móveis ainda cobertos pelos panos da companhia de mudança, foi libertadora. Sabiam que o futuro era incerto, que tinham um filho para criar, mas haviam conseguido aquilo que parecia que ninguém mais de sua geração, naquele país solapado pela hecatombe financeira, fosse capaz de reconquistar: o sonho da casa própria.

Os dias e as semanas transcorriam e alguns fenômenos estranhos começaram a deixá-los irrequietos. No início, passavam quase despercebidos. A escadaria que levava para os quartos no segundo andar, por exemplo, às vezes parecia conter mais degraus. Outras vezes, parecia que encurtava enquanto nela se subia, como se fosse uma escada rolante. Mas, a primeira vez em que algo realmente assustador ocorreu foi numa noite chuvosa e atipicamente fria, um ano depois da mudança. O garoto Ben acordara com o ruído da tempestade e se dirigira ao quarto de seus pais, no fim do corredor. Seus pais se sobressaltaram com os gritos do menino e levantaram-se. Da soleira da porta, viram Ben no outro extremo de um corredor que se esticava e se encolhia. Não conseguiam alcançar o menino, por mais que corressem em sua direção. Repentinamente, a tempestade cessou e Ben caiu nos braços de sua mãe.

Era uma casa decrépita, por certo. Talvez por isso as esquisitices ocorressem, racionalizaram. Não é que os corredores e as escadas realmente mudassem de tamanho. É que a atmosfera da casa era carregada, afinal sua história era longa. Havia recantos sombrios que provocavam jogos peculiares de luz e ilusões de ótica.

Queriam muito recuperá-la e lhe devolver a formosura e a grandiosidade de outrora. Mas, para isso, muito esforço teria de ser despendido e uma quantia inominável teria de ser gasta. Já não possuíam tais recursos. A parte hidráulica, por exemplo, apresentava um grave desgaste – as descargas dos banheiros não funcionavam bem e tinham de ser auxiliadas por baldes e mais baldes d’água, algo que agradava ao pequeno Ben, o curioso garotinho que crescia vendo naquilo uma grande brincadeira. Com o passar do tempo, entretanto, seus pais viam nisso um enorme incômodo. Sobretudo depois que alguns parentes distantes e muito endividados vieram passar uma temporada com eles, após terem sido despejados de suas antigas residências. Isso sobrecarregou o uso das privadas, pias, torneiras e chuveiros da casa.

Como não havia sobras na conta bancária para contratar os serviços de um bombeiro que pusesse fim àquela situação, partiram para o improviso. Elaboraram um plano. Decidiram anunciar que, dentro de um prazo indefinido, iriam reduzir o número de baldes d’água que poderiam ser usados para higienizar os banheiros. Desse modo, os habitantes da casa seriam obrigados a conviver com a sujeira e os odores desagradáveis ou aprender a se reeducar, usando os toaletes com maior moderação. Ou, ainda melhor, partir dali, devolvendo o uso da casa apenas a Ben e seus pais.

O plano jamais chegou a ser posto em prática. Um dia, sem mais nem menos, o menino Ben desapareceu dentro da própria casa. Todos podiam ouvi-lo enquanto se divertia com o que parecia uma interminável brincadeira de encher os baldes e entorná-los nas latrinas. Contudo, não conseguiam encontrá-lo.

Jamais o conseguiram. O menino continua lá, na casa que se estica e se contorce. Completou cinco anos recentemente. Seus pais, atônitos e envelhecidos, não puderam vê-lo apagar as velinhas. Contudo, resta-lhes o conforto de saber que o filho está por perto. Quem sabe um dia, num futuro não tão distante, tudo volte a ser como antes.

Aviso (ou Aviso Legal): Qualquer semelhança com a situação econômica dos EUA, o Fed e seu dirigente, Ben Bernanke, é mera coincidência. Bernanke não se perdeu na vastidão do balanço da instituição que comanda. Ainda.





sábado, 28 de setembro de 2013

Análise e Pivots de VALE5, IMOB, BBDC4, ABRE11 e USIM5

VALE5

Papel perdeu uma LTA que vem desde os 25,50; bateu na sua linha retorno sem volume e voltou a cair.

Tecnicamente, fez um pivot de baixa ao romper pra baixo a faixa de 32.25 no fechamento de sexta-feira; faixa que havia sido tocada 3 vezes.

Por outro lado, visto no SEMANAL, a faixa-divisor tá mais pra 31,80-32,00. Quando o papel reverteu após bater 25,52 há cerca de 3 meses, ele passou direto por essa faixa de 31,80-32,00 e foi buscar a faixa de 34,00.

O pivot de baixa mais claro da ADR da VALE em Nova York na sexta, abaixo destacado, e o forte volume aqui no Bovespa podem sinalizar que a faixa de 31,80-32,00 será perdida, mais cedo ou mais tarde.

Abaixo de 31,80, temos 31,20 e 30,51. Suporte mais forte ali na faixa de 29,80-30,00

MACD e Histograma ainda com sinais de COMPRA no SEMANAL.

No longo prazo, papel fez um importante pivot de BAIXA NO MENSAL quando há 3 meses furou a faixa de 29,80-30,00; portanto, no longo prazo, papel iniciou um MOVIMENTO BAIXISTA que deve ser levado em conta, principalmente quando ele se aproximar da faixa de 36,00-37,50, caso tenha forças pra ir lá.

O Cenário muda e reverte se o papel romper a faixa de 41,90, sobretudo se esse rompimento se mantiver no fechamento do mês.



VALE5, Diário, escala logarítmica





VALE5, SEMANAL, escala logarítmica





ADR VALE NOVA YORK, Diário, escala logarítmica





IMOB


Índice sentiu a resistência em 800.

Agora, suporte 1 na faixa 750-760
Suporte 2 em 730-735
E suporte mais forte na faixa de 700

No tempo SEMANAL ainda bons sinais; MACD cruzado na COMPRA e Histograma "acima da linha zero", indicando também COMPRA.

No longo prazo, o índice ainda apresenta CLAROS SINAIS de topos e fundos descendentes



IMOB, Diário, escala logarítmica




IMOB, SEMANAL, escala logarítmica





BBDC4

A resistência mais próxima é essa faixa que o papel bateu de máxima na sexta-feira, faixa de 31,80-32,00

Acima, a mais clara e forte é a faixa de 33,80-34,00

Suporte imediato no tempo diário agorá é 31,00

Suporte 2 é a faixa de 30,40

Depois, 30,10 e um possível pullback na faixa de 29,60, antiga forte resistência

No tempo SEMANAL, também sinais positivos 

MACD cruzado na COMPRA e histograma "acima da linha zero", portanto, um sinal de COMPRA



BBDC4, Diário, escala logarítmica




BBDC4, SEMANAL, escala logarítmica





ABRE11


Papel que tenho olhado com otimismo.

Depois de indicar divergências altistas de  histograma e, principalmente VOLUME, no tempo diário, o papel começou a apresentar topos e fundos ascendentes no curto prazo.

Chegou a romper uma LTB mais curta com forte volume na quarta-feira; no entanto, o papel cedeu na quinta e ontem, parando "em cima" dela no fechamento de ontem

Suporte importante a ser visto no curto prazo é a faixa de 32,80 ; resistência agora 34,50 e a mais importante em 35,60.

Perigo maior na perda da faixa de 31,00 e, principalmente 30,40

Volume tem aumentado muito nos últimos dias.

No tempo SEMANAL, por outro lado, ainda temos MACD cruzado na VENDA e histograma "abaixo da linha zero", também um sinal de VENDA


ABRE11, Diário, escala logarítmica





ABRE11, SEMANAL, escala logarítmica





USIM5

Resistência principal em 10,90-11,00

Acima, temos a faixa 11,33-11,40

Suporte mais forte agora, sem dúvida, a faixa de 9,80-10,00

Depois 9,35-9,50; abaixo, 8,90-9,00

No tempo SEMANAL, também sinais positivos, MACD cruzado na COMPRA e Histograma "acima da linha zero", também dando COMPRA.

No longo prazo, papel ainda com tendência de baixa, com topos e fundos descendentes claros.

Por outro lado, o rompimento da faixa de 13,70 dá ao papel uma "nova cara", com forte possibilidade de reversão no longo prazo, já que o fundo de julho desse ano foi mais alto do que o fundo de julho de 2012.


USIM5, Diário, escala logarítmica




USIM5, SEMANAL, escala logarítmica

















sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Bovespa em 27-09-2013

Bovespa fecha a semana confirmando o rompimento pra baixo do pivot de 54.000 pontos.

Fechamento em 53.740 pontos, queda de 0,08%, praticamente no "zero a zero".

Podemos ver no gráfico de "60 minutos" mais abaixo, uma LTB que vem desde os 54.800 que parece ter balizado o índice no intraday de hoje, já que ainda foi bater na máxima ali em 54.100 pontos.

Abaixo dos 54.000 ainda tempos o suporte intraday em 53.400 e, no tempo diário, um importante suporte em 52.900.

Semana que vem essa faixa de 52.900 se junta a LTA mais longa que vem desde os 44.100 pontos, como também podemos ver abaixo.

Enfim, uma semana importante para a definição de LTA e de um novo pivot à frente em 52.900 pontos.

Abaixo de 52.900, ainda a antiga resistência na faixa de 52.300 e depois 51.000 pontos.

Pra cima, volta a melhorar no rompimento de 54.000, depois 55.000 e finalmente 55.900.

Vale a pena voltar a ressaltar que vários papéis ainda estão com indicadores como MACD e histograma posicionados na COMPRA no TEMPO SEMANAL.

Portanto, é bem possível ainda no curto prazo nos depararmos com correções "razoáveis" de muitos papéis; porém, no médio prazo, ainda devemos superar os 55.900 deixados semana passada.

No curto prazo, papéis como VALE5, já começam a enfrentar fortes turbulências; falarei disso mais tarde.



Bovespa, diário, escala logarítmica




Bovespa, 60 minutos, escala logarítmica










Medo de estouro de Bolha Imobiliária na Índia aumenta......e olha que os preços lá aumentaram "apenas" 70%.......no Brasil, aumentaram "apenas" 230%


Há uma matéria publicada ontem no canal de notícias "CNBC" que discute uma eventual Bolha Imobiliária na Índia....

Sim...

Lá, como aqui, os preços dos imóveis aumentaram muito e a discussão sobre um possível estouro da Bolha se intensifica.

Discute-se sobre eventuais quedas que possam girar em torno de 5 a 20%.

Um detalhe singelo e nada trivial....

Segundo a matéria, os preços dos imóveis na Índia subiram aproximadamente 70% nos últimos 4 anos.

Aqui, no Brasil é notório e escandalosamente claro que os preços subiram por volta de 100% em 2-3 anos e 230% em 6 anos.

20-30% de desconto é o que as construtoras no Brasil  já estão dando em algumas unidades no momento atual.

Essa dinâmica está, obviamente, sendo conduzida de maneira discreta, já que não se pode alardear que vivemos uma Bolha Imobiliária.

Por outro lado, 20-30% é ainda muito, muito, mas muito pouco para os preços estratosféricos e sem sentido que alcançaram os preços dos imóveis no Brasil.

Vamos a matéria abaixo:

http://www.cnbc.com/id/101064221


India's top housing market headed for correction?
Published: Thursday, 26 Sep 2013 | 10:25 PM ET
By: Ansuya Harjani | Writer, CNBC Asia

Mumbai saw its most expensive apartment sale on record last month, with a sea-facing duplex located in the highly sought after Malabar Hill area fetching a staggering $9.1 million, according to local media reports.

This record-breaking sale stands in stark contrast to growing pessimism over the broader outlook for Mumbai's subdued residential property market, which faces a subdued job market, lower household incomes and higher interest rates.

The combination is increasing the risk of a home-price correction in India's financial center over the coming months, analysts say, noting housing prices in Mumbai have risen nearly 70 percent over the past four years.

"With sentiment low, only buyers that are from double-income households or [are] financially well-off are committing to real estate; the majority remain cautious. Investors also aren't active in the market, they are waiting on the fence," Sanjay Dutt, executive managing director for South Asia at Cushman & Wakefield told CNBC.

Inventory levels in the city have risen to around 48 months, double the 20-24 month level regarded as healthy, according to Jones Lang La Salle. Meanwhile, sales volumes have slowed considerably from around 17,000 units in the fourth quarter of 2011 to 11,800 units in the second quarter of 2013, according to data from Knight Frank.
"The pile up of inventory is alarming. Adding to this, developers' financial conditions are stressed. Their revenue streams have dried up due to falling sales," said Samantak Das, director, research and advisory service at Knight Frank India.

Many of the country's real estate developers are saddled with high debt levels brought on by ambitious expansion plans in the recent years. And with banks shying away from lending in the face of rising non-performing loans and private equity funds exiting the Indian market, their funding options are becoming increasingly limited, Das noted.

"The best way for them to resolve this is to increase sales by softening their prices as far as possible to invite buyers, [though] it's difficult to say when they will," he added.

Critical period

The next six months will be a critical period for developers to assess whether or not they need to cut prices, analysts say, as upcoming religious festivals including Diwali, which falls in November, and Gudi Padwa next March are regarded as an auspicious time to buy real estate.

"Developers are doing their best to hang on as we're near the beginning of the festive season in India - when they see maximum activity. They are banking on this period to bail them out," said Ashutosh Limaye, head of research and real estate investment services at Jones Lang LaSalle India.
At the moment, developers are attempting to lure buyers by offering incentives such as discounts of around 5 percent for a limited period, absorbing stamp duty charges, or providing furnished homes, he said.

"All indicators hint that a price correction is due, sales during the festive season will really tell us," Limaye said.
10-20 percent correction

Dutt of Cushman & Wakefield forecasts a 10-20 percent drop in new home prices between now and next March.

He expects a 5-10 percent correction in projects that are already under construction, and a 10-20 percent correction in new launches where construction has not yet begun.
"New launches are where the majority of developers will give higher discounts because they want to fund construction. That's where the pain is because if you have purchased land [and] spent money on taxes, you're incurring losses every day," Dutt said.

As for homes that are ready for occupation, prices are likely to remain well supported as there is sufficient demand from genuine end-users, said analysts.

"The resale market and ready-to-move market always have an upper hand. The consumers know what they are buying, and the risk of completion isn't there...completion of projects is a big question mark in this environment," said Das of Knight Frank India.










quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Dow Jones em 26-09-2013

Dow Jones em dia de volume escandalosamente baixo, fecha em alta de 0,36% em 15.328 pontos.

Acima, portanto, de um pivotzinho de 15.320 e abaixo da faixa importante de 15.380-15.400, que. inclusive, foi tocada hoje na máxima.

Amanhã, essa mesma faixa de 15.380-15.400 é por onde passará uma LTB curta destacada abaixo no gráfico de 60 minutos


Dow Jones, tempo 60 minutos










Bovespa perde o pivot de 54.000 e agora procura os 52.900 e sua LTA, em dia de queda assustadora no Volume

Bovespa, depois de 4 dias tentando furar o suporte de 54.000, rompeu hoje.

Na mínima, ainda buscou um suporte intraday na faixa de 53.500 (bateu  em 53.430 pontos).

Fechamento em 53.780 pontos, queda de 0,88%.

Volta a melhorar se amanhã romper os 54.000 e, principalmente, a faixa de 55.000; acima desse apenas o topo anterior em 55.900 pontos.

Pra baixo, agora temos a mínima de hoje em 53.430 e o principal suporte em 52,900, que, inclusive, coincidirá nos 2 dias seguintes com a LTA que vem desde os 44.100, como destacada abaixo.

MACD e Histograma voltaram a dar VENDA no diário, mas no SEMANAL ainda sinalizam COMPRA, o que dá sustentação na direção de uma correção em curso apenas para ganhar força e buscar novos topos no médio prazo,

É bom registrar que presenciamos hoje uma queda assustadora de volume em vários papéis.



Bovespa, diário, escala logarítmica









"O crescimento brasileiro tem sido medíocre. A culpa não está no fato de o Brasil estar sendo atacado por tropas hostis vindas de Marte. A intervenção estatal exagerada e descasamento entre a política fiscal e monetária prejudicam", por Gustavo Franco

Boa entrevista concedida por Gustavo Franco, ex-Presidente do Banco Central do Brasil no governo do Presidente Fernando Henrique Cardoso, à Revista ÉPOCA NEGÓCIOS, e publicada em seu último número (25-09-2013)

O ponto central da Entrevista é a quebra do Banco Lehman Brothers e seus efeitos mundo afora.

Abaixo, parte dela:

http://epocanegocios.globo.com/Informacao/Visao/noticia/2013/09/impactos-da-crise-serao-duradouros.html

"IMPACTOS DA CRISE SERÃO DURADOUROS"

PARA GUSTAVO FRANCO, A CRISE DE 2008 MUDOU A MANEIRA DE ATUAR DOS BANCOS CENTRAIS E ALTEROU PERMANENTEMENTE A MANEIRA COMO AS PESSOAS ENXERGAM O SISTEMA FINANCEIRO

A quebra do Lehman Brothers, então o quarto maior banco de investimento dos Estados Unidos, não entrará para a história apenas como o dia D da crise financeira que levou a economia mundial à recessão e as bolsas ao redor do mundo a despencar num ritmo aterrorizante. Com a queda do símbolo americano, em 15 de setembro de 2008, começa também uma nova fase para o sistema financeiro internacional. "Claramente, o escopo de atuação dos bancos centrais mudou mundo afora. Antes da crise, o papel dos BCs vinha sendo diminuído e mantido restrito quase exclusivamente à prática da política monetária", diz Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central durante o governo FHC e sócio da Rio Bravo Investimentos.

No entanto, as instituições não foram as únicas a mudar. "Eu não me lembro de outro evento econômico produzir tantos filmes e livros como esse. Eu não tenho dúvida de que isso terá um impacto permanente na maneira como as pessoas enxergam o sistema financeiro e o capitalismo".


Olhando em retrospectiva, a crise foi para o Brasil só uma marolinha?

Claro que não. Excessos verbais das autoridades se tornam prosaicos. Para o Brasil, ela não foi uma crise tão séria como foi para os EUA, mas deu muito trabalho, custou muito dinheiro e causou muito dano. Ela foi parecida aos outros choques externos que sofremos, como a crise na Rússia, Ásia, México, não tendo tido muito a ver com a economia brasileira em si.

Nós não somos uma máquina de crescimento, nem uma máquina de geração de igualdade, nem um grande modelo inovador de coisa nenhuma"

O Brasil e os demais emergentes sofreram menos e saíram mais rápido da crise. A imagem do país saiu fortalecida da turbulência internacional?

Essa foi uma crise dos países desenvolvidos. Isso criou a impressão de que haveria um grande reequilíbrio da economia mundial. A atenção se voltou para países como China, Brasil e Rússia. Houve um certo exagero. No caso do Brasil, não foi tanto um mérito nosso. Nós não adiantamos coisa nenhuma no tocante aos nossos problemas de ambiente de negócios, liberdades econômicas, qualidade das instituições, eficiência da educação, qualidade da saúde, taxa de investimento e competitividade. Em todos esses aspectos, o Brasil estacionou. Nós não vivemos para cumprir as promessas que muitos enxergaram no Brasil e nos Brics naquela ocasião. Nós não somos uma máquina de crescimento, nem uma máquina de geração de igualdade, nem um grande modelo inovador de coisa nenhuma. Nós tivemos uma demografia favorável que explica muita coisa que aconteceu aqui de bom no âmbito da desigualdade e do mercado de trabalho, mas as nossas políticas públicas não foram nada demais.

A Bovespa, ao contrário da economia, sofreu mais e nunca voltou a atingir o patamar pré-crise de 70 mil pontos.

Quando a crise bateu aqui, estávamos vivendo um período de bolha no mercado acionário brasileiro. Hoje, percebe-se com muita clareza que houve um excesso em aberturas de capital de empresas que não tinham nem a solidez, nem a escala para serem listadas em bolsa. Mas a febre dos IPOs continuava e não sei o que teria acontecido se não tivesse havido a interrupção causada pela crise. Hoje, os 70 mil pontos parecem uma coisa fora do alcance à luz do que é projetado para os resultados das companhias, mas esses resultados poderiam ser muito melhores se a economia estivesse crescendo mais. As políticas de governo estão equivocadas.

Quando a crise bateu aqui, estávamos vivendo um período de bolha no mercado acionário brasileiro"

O que está errado com as políticas do governo?

O crescimento brasileiro tem sido medíocre. A culpa não está no fato de o Brasil estar sendo atacado por tropas hostis vindas de Marte. A intervenção estatal exagerada e descasamento entre a política fiscal e monetária prejudicam. O governo desenhou um modelo para o petróleo que foi uma tragédia para a Petrobras e para os investimentos no setor. Depois, foi fracassando em outros setores, como os das concessões em infraestrutura e nas PPPs. E veja o que aconteceu no setor elétrico. Os acionistas da Eletrobras também podem responder o que eles acham sobre a qualidade das políticas do governo para o setor. O país é bom, as oportunidades são maravilhosas, mas infelizmente a gestão é ruim.

O crescimento da economia brasileira deve se acelerar um pouco este ano, após um resultado melhor do que o esperado no 2° trimestre?

A média das previsões para o ano é alguma coisa levemente superior a 2% e inferior a 2,5% . É um número muito ruinzinho.

Você vê condições de crescermos mais do que isso no curto prazo, no ano que vem?

Não, porque o modelo está destinado a produzir crescimentos medíocres. O crescimento depende de investimento, que por sua vez depende da acumulação de capital. Você não conseguirá acumulação de capital, se tratar mal o capital, que é o que esse governo faz. Enquanto estivermos nessa configuração, onde as autoridades têm uma relação hostil com o capital, não vai haver aumento relevante da taxa de investimento e, portanto, não vai haver aumento relevante da taxa de crescimento. É simples assim.


O Fed já anunciou que em breve irá começar a diminuir os estímulos à economia usados para combater a crise. Desde então, o real sofreu uma forte desvalorização. O Brasil deve sair prejudicado nessa nova fase?

Isso não é um problema para nós. Se os EUA efetivamente deixarem para trás a crise, isso é uma boa notícia. As mudanças serão muito pequenas e lentas. Acho que os mercados claramente exageraram o tamanho de sua reação. Não há motivo para provocar essa ansiedade toda. Para o Brasil, a desvalorização não é nem positiva, nem negativa, é um dado de realidade. Parece-me que ela foi um tanto exagerada, mas não há nenhuma teoria hoje em dia que nos aponte qual o câmbio certo. O câmbio correto é o que está no mercado e a gente tem que viver com ele.







Um pouco da PUC-RJ, o "VALE DO SILÍCIO" da Economia Brasileira

Estudei na UFRJ. No Campus da Praia Vermelha, no bairro da URCA, no Rio de Janeiro. Um agradável Campus, com ótimos professores.

Mas a PUC do Rio de Janeiro, no universo da "Economia", tem sido a mola propulsora dos debates econômicos ao longo dos últimos 25 anos.

Foi dali que saiu o PLANO REAL.

Persio Arida, Edmar Bacha, Gustavo Franco e Andre´Lara Resende, principais formuladores do Plano Real, passaram boa parte de suas vidas acadêmicas ali na PUC-RJ.

Pedro Malan, Ministro da Fazenda no período do presidente Fernando Henrique Cardoso, foi professor de Gustavo Franco.

E é da PUC-RJ que temos visto os principais, raros e atuais debates em torno da Economia Brasileira.

Temos o Alexandre Schwartsman, de São Paulo, sempre brilhante e atuante no debate econômico atual.

Mas é da PUC que, novamente, asssistimos os debates e discussões mais "acaloradas" em torno da Economia Brasileira atual.

Pra mim, a principal expoente dessa geração atual  repousa sobre o nome de Monica de Bolle. Professora da PUC e pesquisadora do instituto "CASA DAS GARÇAS",  Monica de Bolle, entre outros nomes da "CASA DAS GARÇAS" (muito próxima a PUC-RJ), mantém a PUC-RJ na vitrine das discussões econômicas.

Mas, afinal , o que tem a PUC-RJ de diferente ?

A resposta não é exata.

Somente aqueles que têm o prazer de caminhar no bairro que a abriga, assim como caminhar em seu CAMPUS, podem ter "um pouco" do que é a PUC-RJ

Aqui, abaixo, um vídeo pode tentar dar essa "idéia".














LTB rompida de ABRE11 e LTA rompida de VALE5

Antes do início do pregão, decidi postar o gráfico de um papel pouco visado, ABRE11.

Estava de olho nesse papel e o gráfico apresentava pontos interessantes.

Lá estava uma LTB muito próxima, e o papel mantinha fortes divergências altistas espalhadas, principalmente VOLUME.

Pois o papel confirmou as boas expectativas, com sua primeira LTB rompida ao longo do pregão, e no fechamento; no intraday chegou a bater 34.55. Fechou em 34,00, alta de 3%, com ótimo volume

Já fez um pivotzinho de alta, e agora tem objetivo em 35.60.

MME13 ainda não cruzou pra cima a MME21, porém MACD e histograma em modo COMPRA no tempo diário.

No tempo SEMANAL, destacado abaixo, MACD e histograma ainda em MODO VENDA.



ABRE11 diário, escala logarítmica





ABRE11, SEMANAL, escala logarítmica





VALE5

VALE5, sempre um papel "mais difícil", até por se tratar de um papel com forte peso no BOVESPA.

Teve sua LTA rompida ontem; hoje, já abriu pra cima, ignorando esse rompimento.

Fechou em alta de 1% aos 32,61.

Podemos especular algumas coisas.

O Volume de hoje da VALE5, assim como o mercado em gerall, foi fraco. 

Por se tratar de um papel com peso no Bovespa, optou-se por fazer o papel testar a linha de retorno dessa LTA perdida, que também bate com uma LTB nos 60 minutos abaixo destacada; amanhã passa ali por 32.70-32.75.

Enfim, passamos a olhar com mais rigor, principalmente se o papel romper pra baixo a faixa de 32,25; nesse caso, teriamos um pivot de baixa que deixa o papel livre pra buscar 31,70 e depois 30,85.

Melhora no curto prazo no rompimento de 32.98; depois 33,50.

Novo pivot de alta no rompimento de 34,00



VALE5, diário, escala logarítmica




VALE5, "60 minutos", escala logarítmica










quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Cenários para a Economia ou Política ou Mercado de Ações em 2015: "Por que Dilma-2014 vai perder a eleição", por Cesar Maia

Abaixo, um interessante artigo  publicado hoje em seu blog por Cesar Maia, economista, secretário de Finanças do Ex-Governador Leonel Brizola, ex-prefeito da cidade do Rio de Janeiro por 3 vezes e atual Vereador da mesma cidade.

Cabe aqui discutir, pois estamos falando, em tese, de direções absolutamente opostas na visão acerca da Economia Brasileira de 2 dos principais candidatos a Presidência  da República hoje no Brasil.

Dilma Roussef, atual presidente da República, tem uma visão  intervencionista da Economia, uma visão que não compactua, segundo os últimos movimentos, com o compromisso em controlar a inflação dentro da meta, assim como uma visão dúbia acerca da importância dos gastos públicos.

Por outro lado, o provável candidato do PSDB, Aécio Neves, dado o histórico do partido e suas recentes declarações, apresenta uma percepção oposta.

Baixo grau de intervenção na Economia, compromisso com o controle da inflação e intolerância com os excessivos gastos públicos.

Vamos ao artigo de Cesar Maia :

http://www.cesarmaia.com.br/2013/09/25-de-setembro-de-2013/


POR QUE DILMA-2014 VAI PERDER A ELEIÇÃO!

1. O mensalão-2005 produziu mudanças importantes no PT e em Lula. O partido que vinha sendo dirigido pela esquerda –dita revolucionária- passou a ser dirigido pelos sindicalistas da CUT que, por estarem dentro das multinacionais, são sistêmicos. As medidas adotadas pós-crise de 2008 mostram isso. Lula também mudou. Despiu-se do macacão de líder sindical e colocou o chapéu de palha de migrante nordestino e passou a usar uma comunicação religiosa, com o povo como entidade. O PT eleitoral deixou de ser um partido urbano universitário-sindical e passou a ser o partido do interior pobre, especialmente do Nordeste.

2. Qualquer mapa georreferenciado mostra isso. Nem Lula em 2006, nem Dilma na garupa de Lula em 2010, se elegeriam sem o interior pobre somado à periferia social urbana. Mas numa democracia de público, o personagem é decisivo num processo eleitoral. Nesse sentido, ele deve representar, em sua coreografia, o eleitor que dá base à sua vitória.

3. Em 2010 Lula foi o candidato disfarçado de Dilma, a ponto de pesquisas identificarem percepções do eleitor que Dilma era a esposa de Lula. A democracia de bens de consumo e o crescimento do PIB pintaram o cenário eleitoral.

4. O ponto de inflexão agora é que, depois de 4 anos, Dilma não tem mais como vestir-se de Lula. Sendo ela um quadro político urbano de esquerda, firmou essa imagem, que procura aprofundar. Por isso vende tanto uma postura anti-ianque no episódio da espionagem. Reforça a imagem do ex-PT e do ex-Lula, exatamente onde o PT e Lula não têm mais hegemonia eleitoral. Reforça o passado.

5. As pesquisas atuais, uma vez georreferenciadas, mostram que os 35% de Dilma ainda sobrevivem pelas regiões do PT e de Lula pós-mensalão-2005. Mas assim mesmo numa curva declinante. Lula, Lula e Dilma, tiveram no primeiro turno 43% dos votos (2002, 2006, 2010). Esses 35% de intenções de voto um ano antes da eleição, sem que os adversários tenham sua visibilidade, com uma economia trôpega e com uma imagem outra vez urbana serão seu teto numa campanha eleitoral.

6. Mas ainda darão para chegar –mancando- no segundo turno. E –uma vez aí- qualquer um dos candidatos que passe para o segundo turno a vencerá, provavelmente com facilidade.  Quem duvidar que teste em pesquisa trabalhando cenários e não o passado.






LTB ABRE11 (Abril Educação)



ABRE11, Diário, escala logarítmica

Abaixo, LTB destacada

Divergências altistas de volume, IFR14 e Histograma no tempo Diário











Professor Shiller começa a ficar preocupado sobre uma nova Bolha Imobiliária nos Estados Unidos

Analisando os gráficos abaixo de algumas das cidades dos Estados Unidos, como Las Vegas, Phoenix, São Francisco, Los Angeles e San Diego, o Professor Robert Shiller, volta a mostrar preocupação a respeito de uma possível nova bolha imobiliária nos Estados Unidos.

Em São Francisco, por exemplo, diz ele, os preços já estão a "apenas" cerca de 20% das máximas atingidas no ápice do estouro da Bolha de 2007-2008.

Vamos ser sinceros.

A forte alta vista nesses mercados ainda passa longe da Bolha Imobiliária Brasileira.

Aqui, em 4-5 anos já temos vários e vários exemplos de altas de aproximadamente 4, 5 vezes em relação aos valores de 2007-2008.


Vamos ao artigo publicado hoje no "businessinsider.com"

Mais abaixo reproduzo os gráficos de São Francisco (California), Las Vegas (Nevada) e Phoenix (Arizona)

http://www.businessinsider.com/shiller-starting-to-worry-about-a-bubble-2013-9


ROBERT SHILLER: 'I’m Starting To Worry About A Bubble'
CULLEN ROCHE, PRAGMATIC CAPITALISM 23 MINUTES AGO

The release of yesterday’s Case Shiller housing index has some people talking about bubbles in housing again. In fact, Robert Shiller himself was on CNBC yesterday saying that he’s worried:
“I’m starting to worry about a bubble. In some cities it’s looking bubbly now,”

Of course, real estate is a very local thing.  Shiller certainly knows that.  He’s not saying all markets look bubbly.  But he is saying some regions look bubbly:

“The really dramatic cities tend to be cities that had bubbles in the recent past – California, Phoenix, Vegas – It’s regional somewhat. The northeast is relatively mild.”

So let’s put that in perspective.  The following charts are the big bubble cities.  They include Vegas, Phoenix, San Diego, San Francisco and Los Angeles.  These are cities where the price appreciation in the 2000′s was off the charts.  Let’s take the 30,000 foot view of what’s happened over the long-term:

Price changes vary quite a bit across these cities.  Vegas, for instance, is still 48% off the highs while San Francisco is just 20% off the highs.  You could get even more granular than that though.  I know for a fact that the coastal regions of San Diego are almost all back to their bubble highs or very close.  If you go further inland then the prices drop.  So it varies.  Obviously, the big money in California is on the coast so you have to be careful extrapolating too much out from coastal data.

In general, real estate markets are hot right now and I know I’ve never seen so much building and activity in the San Diego area as I do today.  And if you list a home in a desirable area you better be prepared for a bidding war.  We’ll see if that continues into the winter months.  It usually doesn’t, but who knows.  As Robert Shiller knows, those animal spirits often get the best of us.  But San Diego and the other California cities appear to be outliers.  After all, the national index is still down 20% from its peak after a 20% climb from the bottom in 2011.

In sum, I’d say there’s no bubble nationally and certainly no bubble in places like Vegas, Phoenix, but some of the California cities are starting to feel bubbly again, but not quite there yet.  Stay tuned.


 Home-price Index


São Francisco (California)



Las Vegas (Nevada)



Phoenix (Arizona)














terça-feira, 24 de setembro de 2013

"CRB" Commodities faz um novo pivot de baixa

Depois de voltar a perder a faixa importante de 292, o índice "CRB" Commodities produz um novo pivot de baixa ao romper pra baixo a faixa de 286.

Havia feito o primeiro pivot de baixa ao romper a faixa de 288; segurou nos 286, fez um topinho abaixo do anterior, e volta a romper a faixa de 286, procurando um suportezinho mais abaixo em 285


"CRB" Commodities, diário, escala logarítmica













Principais pivots do Dow Jones hoje


Principais pivots do Dow Jones hoje:

Pra cima:

Resistência 1:    15.380-15.400
Resistência 2:    15.680


Pra baixo:

Suporte 1 :    15.320
Suporte 2:     15.200-15.250
Suporte 3:     15.120
Suporte 4:     15.000
Suporte 5 :    14.880
Suporte 6:     14.750
Suporte 7:     14.550

Dow Jones, diário, escala logarítmica












Principais Pivots do Bovespa hoje

Principais pivots do Bovespa hoje:

Pra cima:

Resistência 1 - 55.000
Resistência 2 - 55.900-56.000
Resistência 3- 57.000

Pra baixo:

Suporte 1: 54.000
Suporte 2: 52.900
Suporte 3: 51.000
Suporte 4 : 49.500-49.700

Atenção a LTA em curso, abaixo destacada:


Bovespa, diário, escala logarítmica













segunda-feira, 23 de setembro de 2013

ADR VALE ainda sofre com o rompimento de sua Média Móvel Simples de 200 períodos no tempo Diário


ADR VALE, listada em Nova York, e sua MA200 (Linha Vermelha), tempo diário













Acompanhando LTA SP500

Assim como o Bovespa, essa LTA do SP500 respeitada no final de agosto deve ser retestada em breve.


SP500, diário, escala logarítmica











Penúltima LTB do índice "VXX", ums dos principais espelhos de Hedge e Volatilidade do SP500


VXX, Semanal, escala logarítmica











Bovespa em 23-09-2013

Bovespa recupera-se hoje, depois das perdas dos últimos dias, e fecha em 54.600 pontos, alta de 0,90%.

Máxima no intraday foi em 54.690, próxima de importante faixa de resistência no diário, em 55.000 pontos.

Se rompida a faixa de 55.000, temos o último topo em 55.900 e depois 57.000 pontos

O suporte de 54.000 pontos é o novo ponto importante a ser olhado, por se tratar de último fundo antes do rally até 56.000 e por ter se tornado "barreira" para a alta de hoje.

Abaixo de 54.000, 53.500 e o mais forte em 52.900.

Abaixo, ainda em destaque a LTA que deve coincidir, a qualquer momento, com o suporte de 52.900 pontos.


Bovespa , diário, escala logarítmica














Thomas Lee, estrategista-chefe do JP Morgan, fala do SP500 em 1.775 até o final do ano

Final de semana, expus 2 Grandes pernas de alta para o SP500; a última levaria o índice para 1.770 pontos.

Abaixo, temos uma entrevista de Thomas Lee, estrategista-chefe de ações do banco JP Morgan, concedida ao canal de noticias CNBC, após o último encontro do FED, semana passada, e sua sinalização de manutenção do QE3 em US$ 85 bi por mês.

Nela, Thomas Lee "aposta" no SP500 em 1.775 até o final do ano.

Será que ele utilizou o mesmo raciocínio ?

Ressalta-se que a entrevista foi colocada no site hoje, 23-09-2013, às 7:06 da manhã. como consta no link http://video.cnbc.com/gallery/?play=1&video=3000201037















domingo, 22 de setembro de 2013

"Alívio com a decisão do BC americano não vai durar", diz economista-chefe do JPMorgan

Entrevista de Bruce Kasman, economista-chefe do banco JP Morgan, publicada hoje no jornal Folha de São Paulo:


http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/09/1345622-alivio-com-a-decisao-do-bc-dos-eua-nao-vai-durar-diz-economista-chefe-do-jpmorgan.shtml


22/09/2013 - 02h00
Alívio com a decisão do BC americano não vai durar, diz economista-chefe do JPMorgan
MARIA CRISTINA FRIAS
ENVIADA ESPECIAL A NOVA YORK
JOANA CUNHA
DE NOVA YORK

A decisão do Fed (Federal Reserve, o banco central americano), tomada em reunião na quarta-feira passada, de adiar a redução de estímulos na economia não só deu alívio aos países emergentes, como já beneficia o Brasil.

Bruce C. Kasman, diretor e economista-chefe global do banco JPMorgan, afirma que investidores viram na manutenção da atual política monetária nos EUA uma oportunidade de retornar a mercados de maior risco.

O desafogo, porém, provavelmente não durará muito. Para ele, ainda neste ano, o Fed deve iniciar o processo de diminuição das compras de ativos que por ora mantém.
A seguir, trechos da entrevista que ele deu em seu escritório na sede do banco americano, em Nova York.

*
Folha - Depois da decisão do Fed, o senhor viu mais interesse em investimentos no Brasil?
Bruce C. Kasman - Eu acho que, de modo geral, sim. As conversas que tive com investidores foram de que isso vai promover oportunidade de se considerar o retorno aos mercados emergentes, especialmente àqueles mercados que têm estado sob maior pressão. E obviamente o Brasil está neste grupo.

A decisão do Fed trouxe alívio para mercados emergentes, mas quanto tempo isso vai durar?
Foi um alívio que não vai durar muito. Provavelmente, mais tarde neste ano, o Federal Reserve [o banco central americano] vai reduzir a compra de ativos [iniciada em setembro de 2012, de US$ 85 bilhões mensais] e voltar ao patamar que imaginávamos.

Mas acho que há uma grande mudança que terá um efeito positivo para ativos mais arriscados de mercados emergentes.

Como o sr. vê a economia do Brasil?
Pensamos que a economia brasileira ainda está diante de difíceis desafios, entre eles, o controle da inflação e a criação de um ambiente melhor para investimentos.

Mas acho que a dinâmica de uma economia global mais forte está ajudando, e a nossa experiência é que o Brasil é um dos países que têm benefícios com a elevação da demanda nos mercados desenvolvidos.

Vemos retomada global da indústria, que vai ajudar o Brasil, diretamente e indiretamente, e preços de commodities mais sólidos. Então, temos uma economia brasileira em que esperamos ver retomar um crescimento.

Qual a sua estimativa para o PIB de 2014?
Projetamos um PIB [Produto Interno Bruto] de 3% para o ano que vem.

Ainda é uma economia que não está indo tão bem quanto estávamos acostumados a esperar.

A última decisão do Fed foi um tipo de 'mea culpa' [pelo efeito que a sinalização do banco de reduzir as compras causou nas taxas de longo prazo, na valorização do dólar e na tensão nos países emergentes com a saída de capitais]?
Não acho que eles devam se sentir envergonhados, que fizeram um erro. As coisas mudaram, e eles mudaram da posição que consideravam antes.

Mas houve erro de comunicação?
O Fed não nos guiou por um caminho tranquilo em direção a essa mudança e, em junho, ele nos guiou para o alvo de 7% [Bernanke havia dito que reduziria a compra de ativos quando a taxa de desemprego estivesse nesse patamar], mas deixou de usar esse limite de 7% como guia.

Isso foi um erro que fizeram de comunicação. Estamos falando de coisas pequenas, mas a mudança do Fed foi pouco usual e nos pegou de surpresa.

O Fed se prepara para a sucessão de seu presidente. Essa decisão de quarta passada colocou mais pressão no nome da Janet Yellen?
Não acho que a decisão tenha alguma pressão. Obviamente, vimos a Casa Branca tentando fazer avançar a candidatura de Lawrence Summers [ex-secretário do Tesouro que retirou seu nome da disputa recentemente]. E parece agora que eles estão se movendo na direção de Yellen. Eu não diria de forma alguma que já é um negócio fechado, mas me parece que agora ela é a escolha mais provável.

Yellen seria a primeira mulher a chefiar o Fed...
Ela é a pessoa mais qualificada para o trabalho neste momento. E acho que é sempre bom ter diversidade quando há justificativa. E há justificativa neste caso. Eles ainda não tomaram a decisão. Não sabemos quem vai assumir o posto. Ela se destacou não como sendo uma centrista, mas mais para o lado "dovish" [mais flexível em relação à inflação]. Se ela poderá se posicionar como uma líder eficiente deste ponto de partida, será o grande desafio que vai enfrentar.

RAIO-X BRUCE KASMAN

CARGO
Economista-chefe global do banco norte-americano JPMorgan

OUTRAS FUNÇÕES
Trabalhou no banco Morgan Stanley e no Federal Reserve em Nova York

FORMAÇÃO
Ph.D em economia pela Universidade Columbia








SP500 e as 2 Grandes Pernas de Alta de 700 pontos em 2 anos e 2 meses

Abaixo, SP500 com 1 Grande perna de alta de 666 a 1.370 , de março-2009 a Maio-2011.

Tamanho da 1a. Perna de Alta = 704 pontos em 2 anos e 2 meses

Única correção de 20% aproximadamente nos último 4 anos; correção até 1.070 pontos em outubro de 2011.

De outubro-2011 até agora, temos 1 ano e 11 meses, fundo em 1.070 até a máxima em 1.730 obtida ao longo da semana que passou.

Tamanho da Perna de Alta em curso = 660 pontos

2 pernas de alta de mesmo tamanho antes da correção de 20% ?

2 pernas de alta de 700 pontos ? No mesmo intervalo de 2 anos e 2 meses ?



SP500 , TEMPO SEMANAL - Período 4 anos