sábado, 31 de agosto de 2013

Dow Jones e seus "20 e poucos anos"........


Dow Jones, Gráfico MENSAL, Escala logarítmica

3 Momentos......3 LTA'S longas.........2 LTA'S longas rompidas e seus momentos seguintes.....

A 3a. LTA em curso......respeitada, embora rompida ao longo do final do ano passado, porém respeitada ao final do mês....

Agora, passando em 14.550, último fundo do Dow Jones.....

Uma linha de alta ligando os 2 topos anteriores dos últimos movimentos de BULL-MARKET......

Agora, passando ali por volta de 16.000 pontos.....

IFR14 no tempo MENSAL já bateu acima de 70, produzindo novas divergências baixistas em relação aos últimos 2 "BULL-MARKETS"

20 e poucos anos de Dow Jones........

Conta aí "Raimundos"........











FOCO no DOW JONES MENSAL - Escala logarítmica período 5 anos












Foto do ano.....os últimos 15 minutos de OGXP3 em 30-08-2013

Cada um tem sua história para o dia de ontem.....

Eu não tenho a OGXP3 na minha tela principal.

Estava eu com o "mercado" à minha frente durante o leilão de fechamento ontem.

Por alguns segundos, próximo às 17:05, vi o Bovespa bater algo em torno de 50.350 pontos.

De repente, mais uns 10 segundos depois vi a minha tela mostrando o Bovespa a 50.010 pontos, algo assim.

Não me preocupei muito.....

"Deu pau" na plataforma, pensei eu, momentaneamente.

Uns 30 segundos depois, meu cérebro mandou uma mensagem pra mim:

"Será que a plataforma deu tilt mesmo ou algo com algum papel específico ?"

"A OGX porra !".......PQP"......350 pontos é mais de 0,5%......rapidamente pensei.......será ??"...

"Corri, coloquei o papel na minha plataforma e custei a acreditar........vi de novo......reli.......chequei outra plataforma.........sim....ali estava um papel que havia caido 40% no leilão de fechamento"

Abaixo, a foto da OGXP3 num gráfico de 15 minutos ao longo do dia de ontem, 30-08-2013

A foto do ano......


OGXP3, Gráfico 15 minutos










" Gestão Dilma pode ter 3º pior PIB republicano", por Reinaldo Gonçalves


Ótimo texto de Reinaldo Gonçalves, publicado hoje no jornal "Folha de São Paulo".

Reinaldo Gonçalves há muito leciona na UFRJ, tradicionalmente, uma "Escola de Economia" mais à esquerda, se é que se pode rotular hoje em dia tais "movimentos".

É da UFRJ que vem a professora Maria Conceição Tavares, por exemplo.

Independente da "Escola", como diz o próprio professor Reinaldo Gonçalves. "FATOS,NADA ALÉM DE FATOS"

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/08/1334907-gestao-dilma-pode-ter-3-pior-pib-republicano.shtml


31/08/2013 - 03h00
Opinião: Gestão Dilma pode ter 3º pior PIB republicano
REINALDO GONÇALVES
ESPECIAL PARA A FOLHA

Fatos, nada além de fatos. A taxa média anual de crescimento do PIB é 4,5% na era republicana. Nesse período somente dois presidentes são responsáveis por taxas de crescimento do PIB menores do que 2,0%, como média anual do mandato.

Os governos que atingiram a apoteose da mediocridade são: Fernando Collor (-1,3%) e Floriano Peixoto (-7,5%). Neste último o desempenho econômico pode ser explicado, em grande medida, pela ruptura institucional e pela crise política. Já a crise política no governo Collor é explicada, principalmente, pelo desempenho econômico medíocre.

No período 2011-14, as taxas de crescimento do PIB são: 2011 = 2,7% e 2012 = 0,9%. Previsões apontam para crescimento da ordem de 2,0% em 2013 e 2014.

Portanto, a taxa média anual deve oscilar em torno de 2,0%.

O fato é: o governo Dilma pode ter o terceiro pior desempenho da história republicana, com 30 presidentes.

Outro fato evidente: o desempenho da economia brasileira é medíocre pelos padrões internacionais atuais. Vejamos o de crescimento do PIB da economia mundial: 2011 = 3,9%; 2012 = 3,1%; 2013 = 3,1%; e 2014 = 3,8%.

Os dados de 2013-14 são projeções do FMI e significam crescimento médio anual de 3,5% no período 2011-14.

Se considerarmos o grupo dos países em desenvolvimento, o FMI aponta para crescimento médio anual de 5,4% no período 2011-14. Temos, então, dois fatos neste período:

1) em todos os anos a taxa de crescimento do PIB brasileiro é bem menor do que a do PIB mundial e as dos países em desenvolvimento; e 2) dado o crescimento médio anual do PIB brasileiro de 2,0%, é evidente que o Brasil comporta-se como vagão de 3ª classe que fica para trás.

O Brasil fica para trás e isto não se explica pelo que ocorre no mundo. O fracasso brasileiro vem de escolhas erradas feitas pelos grupos dirigentes e setores dominantes. O Brasil embrenha-se em trajetória de desenvolvimento às avessas.

Esta trajetória é marcada, na dimensão econômica, por: fraco desempenho, crescente vulnerabilidade externa estrutural, transformações estruturais que fragilizam e implicam volta ao passado e ausência de mudanças ou de reformas que sejam eixos estruturantes do desenvolvimento de longo prazo.

Fatos, nada além de fatos.

REINALDO GONÇALVES é professor titular de economia da UFRJ e autor do livro "Desenvolvimento às Avessas" (LTC, 2013)







sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Uma outra possibilidade para o Bovespa.....

Uma outra possibilidade para o Bovespa abaixo...

Um pouco mais de tempo.....mais toques na faixa de 52.000 pontos a ponto de bater numa LTB mais longa.....

O indice ficaria preso na LTA curta e na LTB mais longa......até romper uma das 2; mais provável o rompimento da LTA dada a forte resistência na faixa de 52.000 pontos....

Índice viria novamente testar o fundo mais próximo, faixa de 49.500 e mais abaixo, próximo a 48.000

Bovespa, SEMANAL, Escala logarítmica









Ora.......vamos repetir o raciocínio de ontem........temos uma LTA no diário e uma LTB no gráfico de 60 minutos a ser testada

Por quê não repetirmos o raciocínio de ontem ?

Afinal, é o que temos na nossa frente.......e o que penso ser a hipótese mais provável hoje...

Ou seja,,,

Temos uma LTB ligada por 2 pontos no gráfico de 60 minutos abaixo.

Essa LTB passará na segunda-feira próxima ali por volta de 50.800 na abertura do pregão, caindo ao longo do dia.

Como a resistência intraday está ali na faixa de 50.600, é bem possível que a próxima segunda-feira seja o último dia para que novamente testemos essa faixa de resistência, ponto que resvalará na LTB citada.

Olhando o tempo diário, vemos que o toque na LTA se dá praticamente 3 vezes nos últimos 3 dias.

A perda dessa LTA pode intensiicar a pressão do Bovespa em romper pra baixo o suporte intraday na faixa de 49.500, depois 48.800 e, finalmente, levá-lo ao suporte mais forte na faixa de 48.000 pontos.

Do ponto de vista de diário, apenas preocupa o rompimento pra baixo da faixa de 47.000 pontos.

Melhora de vez no rompimento pra cima de 52.400 pontos.


Bovespa, gráfico 60 minutos, escala logarítmica





Bovespa, diário, escala logarítmica













A que ponto chegamos......Comemoramos crescimento de 1,5% sobre o trimestre anterior....

Acho que todo mundo leu o noticiário ao longo do dia sobre o crescimento do PIB de 1,5% sobre o trimestre anterior....

Quem diria heim ? Governo comemorando........pra quem dizia há 1 ano,  2 anos atrás em 4%....5% base anual....

vida que segue.....

Outro dia andei no principal shopping do Rio de Janeiro.....

perdi a conta de quantas lojas estavam fechadas......6....7......talvez 10.....

E isso no meio do ano !!......

Enquanto isso........ainda esperamos uma ida aos 58 mil pontos......falei isso aqui há 2 meses.......

Ainda falarei mais hoje.....

Crescimento do PIB em 1,5 % ???....

Ainda não passamos nem pela metade do calvário....







Bovespa - LTA no diário e LTB no gráfico de 60 minutos

Escolham e acompanhem...

Uma LTA no diário e uma LTB no gráfico de 60 minutos.

Suportes intraday nos 49.500 e resistência intraday nos 50.650 pontos.

Ainda com "cara" de visita nos 48.000 pontos, mais cedo ou mais tarde.

E ainda com "cara" de romper os 52.400 pontos no médio prazo, mais cedo ou mais tarde.

Muito papel ainda "devendo" mais altas no médio prazo, principalmente bancos.


Bovespa, diário, escala logarítmica





Bovespa, 60 minutos, escala logarítmica












quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Depois dessa eu vou almoçar....ah....alta do dólar de 47% em 18 meses e 28% em 6 meses...se quiserem almoçar, se conseguirem almoçar depois dessa notícia.... : "Brasil tem 'bala na agulha' para encarar turbulência do dólar, diz Dilma"


Conseguem almoçar depois da notícia abaixo ?

Bom...eu tentarei.......tentarei mesmo.......não consigo nem terminar de ler a matéria......

Antes, o gráfico com a paridade "Dólar x Real"

Alta de 47% em 18 meses e de 28% em 6 meses......

Hum........


GRÁFICO SEMANAL - 5 ANOS






http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2013/08/28/brasil-tem-bala-na-agulha-para-encarar-turbulencias-na-economia-diz-dilma.htm

Brasil tem 'bala na agulha' para encarar turbulência do dólar, diz Dilma
Do UOL, em São Paulo 28/08/2013 09h36

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira (28) que o Brasil possui "bala na agulha" para encarar as oscilações da economia mundial. "Temos uma situação fiscal muito boa", declarou.


Dilma culpou a política monetária dos Estados Unidos pela alta do dólar. No ano, a moeda norte-americana já acumula valorização de 16%.

Na semana passada, o Banco Central anunciou a maior intervenção no mercado de câmbio desde o auge da crise internacional, em 2008.Com leilões diários até o fim do ano, a autoridade monetária pode injetar até US$ 60 bilhões no mercado.

A inflação tem sido outra grande preocupação da equipe econômica do governo. A taxa de juros, que vem subindo nos últimos meses, está sendo usada para tentar frear a alta dos preços.







terça-feira, 27 de agosto de 2013

SP500 para numa LTA longa


SP500, diário, escala logarítmica









CRB Commodities rompe a faixa de 292 depois de 5 meses, e confirma o bom momento das Commodities

Vejam abaixo o fechamento de hoje do índice "CRB" Commodities acima da importante faixa de 292.

Fechamento em 294,70, alta de 0,63%, com máxima em 295.71.

A forte alta do Barril de petróleo contribuiu e muito para esse rompimento.

Acima de 292, não há nada muito forte, além da região de 300,00

Ainda podemos presenciar um pullback na faixa de 292 para a confirmação do rompimento.


CRB Commodities, diário




CRB Commodities, SEMANAL












Papéis dos principais bancos ( BBDC4, BBAS3 e ITUB4) muito semelhantes no TEMPO SEMANAL

Vamos dar um passeio nos papéis dos 3 principais bancos brasileiros: BBDC4, BBAS3 e ITUB4.

Caso olhemos o comportamento dos 3 papéis pela ótica de 2 indicadores, a saber, MACD e Histograma, ambos no TEMPO SEMANAL, podemos ver um "alinhamento".

Reparem nas marcações feitas nos gráficos abaixo que os 3 papéis ainda não apresentam o MACD cruzado na COMPRA no tempo SEMANAL, assim como ainda não apresentam o histograma "acima da linha zero" no TEMPO SEMANAL; portanto, também em modo MODO VENDA.



BBDC4

Rompeu pra baixo hoje a faixa de 27,50. Nada bom, pois abaixo dela, não vemos nada muito forte. talvez os 26,80; a região mais forte mesmo é 25,60, vista abaixo.

Pra cima, tem de romper a faixa de 29.50 pra engatar um pivot de alta e buscar primeiro a faixa de 31,00; depois 32,00.

MACD e Histograma, como já dito, ainda em MODO VENDA no SEMANAL.


BBDC4, SEMANAL, Escala logarítmica






BBAS3

Sentiu a faixa de 22,00-22,50 e recuou; ainda chegou a bater 22,79 nessa perna de alta dos últimos 2 meses; hoje fechou abaixo da faixa de 22,00. 

Fechamento em 21,80.

Abaixo desses 22,00 , temos a faixa de 20,00 como mais forte. Na verdade, esse intervalo 22,00-22,20 e 20,00 é um intervalo "chato" pro papel.

Abaixo de 20.00, temos a faixa de 19.40, também bastante interessante e igualmente forte; inclusive foi o último fundo de mais longo prazo para o papel, quando o Bovespa foi até a região de 44.000 pontos.

Acima de 22,79, último topo, papel livre pra buscar a faixa de 24,50.

MACD e Histograma, como já dito, ainda em MODO VENDA no SEMANAL


BBAS3, SEMANAL, Escala logarítmica




ITUB4

Dos 3 papéis, certamente ITUB4 foi o de melhor performance; mesmo sem MACD e Histograma darem COMPRA no SEMANAL, o papel chegou a subir aproximadamente 20% do fundo em 25,57 tocado 2 meses atrás até 30,63, ultimo topo.

No entanto, ao olharmos o gráfico abaixo, vemos que, abaixo de 29,00, não temos nada muito forte até a faixa de 26,50. Hoje o papel fechou em 28,10.

Abaixo de 26,50, apenas a faixa de 25,50.

Pra cima, novo pivot de alta ao romper 30,63, que pode levar o papel até a faixa de 32.50-33,00

MACD e Histograma, como já dito, ainda em MODO VENDA no SEMANAL


ITUB4, SEMANAL, Escala logarítmica









Bovespa - Fechamento em 27-08-2013

Bovespa, como sinalizado aqui, sentiu a forte resistência na faixa de 52.000-52.300 pontos.

Ontem mesmo, depois de bater ainda na máxima em 52.400 pontos, o Bovespa fechou na mínima, 51.400 pontos.

Hoje, já abriu muito pressionado pra baixo e voltou a fechar praticamente na mínima, em 50.092 pontos, queda de 2,60%.

Essa faixa é o primeiro forte suporte a ser visto, já que foi tocado 2 vezes; a terceira hoje.

Abaixo disso, não tem nada muito forte; temos um enrosco em 49.500-49.700; depois 49.200 e 48.800.

A região mais forte abaixo dos 50.000 pontos é 48.000 pontos; depois 47.000, que, se rompido, anula completamente a tendência de alta de curto prazo em curso.

No entanto, no gráfico abaixo, podemos destacar uma LTA curta que passa amanhã por volta de 49.200 pontos.

Pra cima, temos agora a faixa de 52.400 pontos a ser rompida pra que busquemos finalmente os 57.000-58.000 pontos.

MACD e histograma ainda em modo COMPRA no tempo diário, como visto abaixo.

IFR14 deu uma boa "respirada", já resvalando na faixa de 50, ponto normalmente de reversões quando engatamos uma terciária de alta.

Bovespa, diário, escala logarítmica










segunda-feira, 26 de agosto de 2013

A tempestade perfeita ou os juros são " A Mãe de todas as Bolhas" ?

"O cientista virou um mito. E todo mito é perigoso, porque induz o comportamente e inibe o pensamento. Esse é um dos resultados engraçados (e trágicos) da ciência. Se existe uma classe especializada em pensar de maneira correta ( os cientistas), os outros indivíduos são liberados da obrigação de pensar e podem simplesmente fazer o que os cientistas mandam. Quando o médico lhe dá uma receita você faz perguntas ? Sabe como os medicamentos funcionam ? Será que você se pergunta se o médico sabe como funciona ? Ele manda, a gente compra e toma. Não pensamos. Obedecemos. Não precisamos pensar, porque acreditamos que há indivíduos especializados e competentes em pensar. Pagamos para que pensem por nós...... O que eu disse dos médicos você pode aplicar a tudo. Os economistas tomam decisões, e temos de obedecer. Os engenheiros e urbanistas dizem como devem ser nossas cidades, e assim acontece....Afinal de contas, para que serve nossa cabeça ? Ainda podemos pensar ? Adianta pensar ?.......

A ciência não é um órgão de conhecimento. Ela é a hipertrofia de capacidades que todos têm. Isso pode ser bom, mas pode ser muito perigoso. Quanto maior a visão em profundidade, menor a visão em extensão. A tendência da especialização é conhecer cada vez mais de cada vez menos.".

Os 2 parágrafos acima constam do livro de Rubem Alves, "Filosofia da Ciência", págs 10 e 12 da Edição número 11, setembro de 2006.

Na verdade, os parágrafos acima podem traduzir, ainda que, resumidamente, o que é o campo supostamente obscuro da " Teoria da Ciência".

Campos marginalizados pelo mercado financeiro ?

Sim e não.

Sim, porque a maioria absoluta não dá a mínima pra isso, não sabe o que representa. Além do mais, essa mesma maioria absoluta "baixa a cabeça" para a Ciência e nem sonha em questioná-la, ou mesmo relativizá-la.

Não, porque 2 dos mais brilhantes players e estudiosos do mercado financeiro se jogaram,  mergulharam e trouxeram à tona, de alguma forma, tal campo para o universo de Wall Street

São eles: George Soros e Nassim Taleb.

George Soros explicitou isso quando expôs a sua "Teoria da Reflexividade" em suas inúmeras entrevistas e livros.

Nassim Taleb escancara a "Teoria da Ciência" em seus 2 livros: "Iludido pelo Acaso" e o mais conhecido " A Lógica do Cisne Negro".

Esse, pode ser considerado um tratado sobre a "Teoria da Ciência", tamanha a maneira com que se joga Nassim Taleb.

É dentro desse contexto que passamos a não buscar soluções prontas. 

A não nos prendermos a uma simples, fácil e confortante visão de um mundo em "paz", tranquilo e rumo ao "Reino da Fantasia".

E como fazemos isso ?

Muito mais simples "perguntar-questionar" do que responder...........

Vamos lá.....

Abaixo, nós temos um gráfico onde mostra o Taxa de ganhos/por ação do SP500.

Vemos que ao redor de 2000 e 2008, os ganhos por ação das empresas listadas pelo SP500 atingiram pontos estratosféricos.



fonte: multpl.com


No início dos anos 2000 vivíamos o ápice da Bolha da Internet e em 2007-2008 o ápice do Subprime americano.

Em ambos os momentos, isto é, após o índice alcançar níveis fortemente sobrevalorizados , tivemos 2 quedas fortes dos índices americanos, tanto do SP500 como Dow Jones.

Vistos nos gráficos abaixo  ambos perderam, considerando o ajuste da inflação já embutido nos gráficos, cerca de 50% em 2007-2009 ( MARCADOS NOS GRÁFICOS COMO Y ) ;

Em 2000, Dow Jones perdeu cerca de 40% e o SP500 perdeu cerca de 50% ( MARCADOS NOS GRÁFICOS COMO X).


Dow Jones - 100 anos
fonte: macrotrends.net


SP500 - 90 anos

fonte: macrotrends.net



Agora, o mais curioso.

Reparem que, mesmo com ganhos altos, embora nada "dantescos" como em 2000 e 2007, as épocas em que Dow Jones e SP500 caíram mais fortemente foram na Crise de 29 e na Crise do Petróleo em 1974.

Após 29, do topo até o fundo, Dow Jones caiu cerca de 80%, e no período 65-82, Dow Jones cai cerca de 70%, enquanto o SP500 de 1968 até 1982 cai cerca de  60%. (Vejam os pontos marcados em A para 1929 e B para período 65-82 )

Ou seja, as correções mais severas aconteceram não por razões de extremas sobrevalorizações de preços, do ponto de vista "ganhos-lucros / preços).

Me parece óbvio que o eixo da discussão deva ser girado pra uma outra direção.

Sem nos aprofundarmos no texto, é possível resumir a questão em alguns pontos centrais.

Em 1929, é possível virar o eixo para algum tipo de "crise de confiança" que recaiu sobre os bancos, a tal ponto que podemos especular que o efeito manada tenha atingido o ápice em toda a história financeira americana.

No final dos anos 60 e, principalmente nos anos 70, entra em cena uma outra variável; a saber, "Juros"....

Reparem o gráfico de 140 anos dos papéis de 10 anos do Tesouro dos Estados Unidos que refletem uma taxa de mais de longo prazo, mas que, em essência, nada mais são do que a "expectativa futura implícita" da taxa atual de juros de curto prazo.

Reparem o Bull-Market que ocorreu nesse período delicado da Economia Mundial, 1970-1980, reflexo, essencialmente, do esforço do governo americano em conter os estragos provocados pela Crise do Petróleo e seu impacto sobre a inflação.




fonte: multpl.com


Continuemos a girar o eixo do "problema".

Voltemos a olhar o gráfico acima dos juros dos títulos de 10 anos do Tesouro Americano durante, nada mais, nada menos, do que 140 anos.

Reparem que o nível de taxa de juros praticado até cerca de 2-3 meses atrás se situava no mesmo nivel da Segunda Guerra Mundial, período 1939-1945.

É assustador , não é ? As taxas começaram a virar, como mostra o gráfico.

Mas a gênese da questão continua....

Até que ponto precisamos ir para "consertar" velhos problemas ?
Até que ponto tal situação "assustadora" não  intensificou os mesmos velhos problemas ?

Mais....

Se o objetivo era "estabilizar" ou "atenuar" os impactos produzidos pela Bolha da Internet ou pela Crise do Subprime, qual seria a consequência de movimento "Contrário", isto é, trazer as taxas pra níveis "normais" ?

Vista pela ótica do período 1970-1980, a volta a níveis normais não se daria de modo "tranquilo" e , muito menos, provocaria movimentos "lineares" ou "suaves" de rearrumação de ativos.

Agora, voltemos a atenção para o Gráfico "nominal" , sem considerar os efeitos da inflação americana, do Dow Jones, destacado abaixo.

Novamente, se a intenção ao trazer as taxas de juros pra baixo até os níveis "bizarros" atuais, e, portanto, novamente "atenuar" os riscos e a volatilidade, por quê a queda nominal foi maior 8 anos depois ?

As 2 linhas abaixo, formando um cone, não teria a intenção de explicitar um aumento do risco e, por conseguinte, uma futura queda nominal maior do que a que vimos em 2000 e 2008 ?


DOW MENSAL, Escala logarítmica - 20 anos





Seriam as taxas de juros a "Mãe de todas as bolhas" ?

E se as taxas de juros forem a "Mãe de todas as bolhas" ,  em que base estaremos falando ?

Quem irá sofrer mais e menos ?

E o Brasil nisso tudo ?

Um país que "nadou de  braçadas" na Bolha das Commodities dos últimos 10 anos, torrou dinheiro com funcionalismo público, gastos públicos, viagens, compras internacionais e não  fez a lição de casa.

Nessa hora, a Ciência não me ajuda , porque ele me põe num quadrado, inerte, sem pensar.

Não sabemos de nada nesse momento.

Quem está exposto, quem não está.

Isso não é um texto "cansativo", negativo.

É apenas um exercício de reflexão para não sermos o "Peru de Véspera"










domingo, 25 de agosto de 2013

O que é isso ? ADR Bradesco faz um "fundo duplo" no SEMANAL.......

Vejam abaixo o comportamento da ADR do Banco Bradesco listada em Nova York.

O papel lá em Nova York tem apresentado um movimento semelhante ao daqui; aqui, bateu num topinho duplo na faixa de 29,50, ainda que nesse meio período caisse pra 26.75, acima do fundo em 25.47.

A ADR Bradesco não fez o topinho duplo, porém também chegou a cair forte, embora longe do fundo de 40 dias atrás.

Mas o foco está nos últimos dias.

Vejam que a queda continua a ponto do papel fazer um fundo duplo na faixa de 11,30, com fortes divergências altistas de IFR14, MACD e histograma, tanto no diário, como no SEMANAL.

A recuperação é forte nos últimos 2 dias, a ponto de deixar um belo martelo no gráfico SEMANAL.


ADR BRADESCO - Nova York, diário , escala logarítmica



ADR BRADESCO- Nova York,, SEMANAL, escala logarítmica - 3 anos





Agora, voltemos a atenção para os gráficos do Bradesco em terras brasileiras, papel BBDC4


Atenção para o topo dos últimos 45 dias, ali na faixa de 29.50-29.60.

Visto nos gráficos abaixo, tal topo não tem sido muito preciso num horizonte mais longo.

Vejam nos gráficos de mais de longo prazo que os pontos mais representativos são as faixas de 28,80; 26,80 e 25,60-25.80.

Essa faixa de 25.60 bate com o fundo em 25.47 dos últimos 2 meses, dentro do forte movimento de queda do Bovespa.

Do ponto de vista gráfico para o curto prazo, temos o fundo curtinho em 27.41,  o suporte um pouco mais longe em 26.75 e o mais forte em 25,47.

Resistência em 28,24 no intraday, 28,59 no diário e principalmente a faixa de 29,50-29,60 a ser olhada pra um pivot de alta.

Destaquei por último o gráfico em linha SEMANAL pra que as faixas fiquem mais claras.


BBDC4, Diário, escala logarítmica



BBDC4, SEMANAL, escala logarítmica - 3 anos


BBDC4, SEMANAL, escala logarítmica - 5 anos




BBDC4, SEMANAL, escala logarítmica - 5 anos











Por quê o Bovespa não seguiria o mesmo algoritmo do COBRE ? 52.000 pontos uma parada para respirar....


Reparem na configuração do COBRE abaixo nos 3 primeiros gráficos.

Ainda que seja um ativo que reflita em papéis de commodities, o tomemos como referência.

Vejam o que representa a faixa de 3,25, tanto no gráfico SEMANAL, como diário, para o COBRE.

Uma vez vista como suporte, a faixa de 3,25 era uma barrreira.....

Há 20-30 dias atrás, a faixa de 3,25 era uma barreira não como suporte, e sim como resistência.....

O "COBRE" foi lá rapidamente, depois de apresentar fortes divergências altistas de IFR14 no diário e no semanal.

Quando ele finalmente resvalou nos 3,25, veio uma forte e rápida correção até a faixa aproximada de 3,00.

Em seguida, uma igual e rápida recuperação para, finalmente romper a faixa de 3,25

Agora, voltemos a atenção para o Bovespa.

52.000-52.500, curiosamente, tem se mostrado nos últimos 2 anos um importante divisor; na verdade, foi muito mais um forte suporte, já que até 30 dias atrás, a faixa não havia sido rompida pelo Bovespa.

O rompimento pra baixo se deu, e cá estamos retestando-o; agora, como Resistência.

Ao longo da semana que passou, 2 toques, um em 52.100, e outro em 52.200, inclusive com o fechamento na sexta aí, na máxima.

Vamos romper de primeira ? Rompendo, o objetivo é a faixa de 57.000-58.000 pontos

Olhada a faixa pela perspectiva abaixo, difícil imaginar um rompimento de primeira. Precisamos cair e respirar.

Mas uma queda até os 50.000 ?

Ou, como o "COBRE"; isto é,  uma queda mais acentuada para que os ativos se rearrumem "melhor"......afinal, o BOVESPA não está num BULL-MARKET insano de longo prazo; a realidade do Bovespa é muito distante do Dow Jones; é uma realidade  de um BEAR-MARKET insano de longo prazo.

E uma boa, eu diria, uma fantástica recuperação de praticamente 20% no curto prazo.

E não se esqueçam........

A volatilidade intrínseca do Bovespa sempre foi maior do que a dos mercados americanos, por exemplo.



COBRE, SEMANAL



COBRE, DIÁRIO - 3 anos




COBRE, Diário- 6 meses


Bovespa, diário, 3 anos



Bovespa, diário, 6 meses








sábado, 24 de agosto de 2013

"Tranquilizante Cambial", por Editorial Jornal "Folha de São Paulo"

Editorial do jornal "Folha de São Paulo", hoje, 24 de agosto de 2013

http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2013/08/1331288-editorial-tranquilizante-cambial.shtml


24/08/2013 - 03h00
Editorial: Tranquilizante cambial

O Banco Central tomou a providência pragmática e equilibrada de oferecer a instituições financeiras --e, indiretamente, a empresas-- um plano de financiamento de emergências cambiais.

Isto é, anunciou um alentado programa de oferta de instrumentos financeiros (swap cambial) e de empréstimos em dólar até dezembro. Desse modo, criou condições para ao menos atenuar os surtos de especulação que vinham tornando ainda mais daninha e perigosa a escalada da moeda americana.

A decisão é ponderada porque não procura controlar a tendência de alta do dólar em relação ao real, derivada de fatores que não estão sob controle do Banco Central: primeiro, a mudança da política econômica nos Estados Unidos e a decorrente alta das taxas de juros naquele país; segundo, o crescente deficit externo brasileiro, a diferença entre as exportações e importações de bens e serviços.

Mas o Banco Central não poderia permanecer indiferente aos riscos potenciais da rápida desvalorização do real. A alta do dólar cria dificuldades para empresas com dívida externa, para citar apenas o problema mais elementar.

O receio de um enfraquecimento acelerado do real tende a provocar um aumento da procura de proteção cambial e de dólares. Essa situação oferece campo de manobra para a especulação com moedas, o que impulsiona outra vez o ciclo de desvalorização. Trata-se de círculo vicioso que poderia desencadear corrida irracional de procura por dólares e mesmo pânico.

Ao oferecer um fluxo regular de recursos em dólar, o BC contribui para que empresas e instituições financeiras atravessem esse período de transição com menos contratempos, desestimulando especulação e variações ruinosas da taxa de câmbio no curtíssimo prazo.

É muito improvável, porém, que o dólar deixe de se valorizar. O ajuste da política monetária americana não começou. Nem nos EUA há clareza sobre o destino das taxas de juros, às quais por ora anda atrelado o valor do real.

Além do mais, a taxa de câmbio no Brasil depende de indicadores concretos --como inflação, atividade econômica e gasto do governo-- e de expectativas que variam de acordo com o nível de racionalidade da comunicação e das políticas do governo.

Ainda assim, a providência do Banco Central contribui para serenar os ânimos e atenuar receios de descontrole no câmbio, que poderiam erodir ainda mais a confiança dos agentes econômicos.





sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Bovespa praticamente cumpre seu objetivo de curto prazo em apenas 45 dias ao repicar até a faixa de 52.000-52.300

Em apenas 45 dias e depois de várias divergências altistas de IFR14 ao bater os 44.100, o Bovespa cumpre seu objetivo ao encerrar a semana  "em cima" da faixa de 52.000-52.300 pontos.

O Bovespa termina sexta-feira aos 52.200 pontos, alta de 1,56% , e com o IFR14 em 66,31, depois de bater várias vezes abaixo de 30 na queda insana até os 44.100 há 45 dias.

IFR14 no tempo SEMANAL também melhora muito ao fechar em 50, também depois de ficar abaixo de 30 lá nos 44.100 pontos.

E por quê cumpre seu objetivo ?

Ora......52.000-52.300, nos últimos 18 meses, representou uma faixa extremamente importante, um divisor dificil de ser rompido; portanto, é de se esperar alguma dificuldade agora; mesmo com o MACD cruzado na compra no SEMANAL, e o histograma "acima da linha zero" no SEMANAL, portanto, também em modo COMPRA.

Vejam no gráfico semanal , segundo abaixo, que nos momentos marcados, mesmo com esses indicadores dando compra, houve uma correção razoável.

Enfim......

Abre-se agora uma forte probabilidade de termos uma razoável correção; ainda apostaria em algo mais pra 48.000-48.800 do que os meros 50.000 pontos, suporte que tem se mostrado o mais importante no curto prazo.

O quadro atual é esse agora....

Pra cima, tem de romper os 52.300 pra pensarmos em  55.000 e depois 57.000-58.000 pontos.

Pra baixo, temos o importante suporte de 50.000; depois 49.500, depois 48.800 e 48.000 pontos.

Abaixo de 47.000 pontos anula todo o bom momento de curto prazo do Bovespa.

Bovespa , diário, escala logarítmica




Bovespa , SEMANAL, escala logarítmica





Bovespa , diário, escala logarítmica











Um pouco de Filosofia da Ciência....Paradigmas precisam ser repensados , derubados.....Trânsito no Rio de Janeiro é muito pior do que São Paulo

Uma tese que sempre defendi junto a amigos cariocas e paulistanos finalmente é corroborada por uma pesquisa um pouco mais profunda...

O trânsito no Rio de Janeiro é muito pior do que São Paulo, a despeito da propaganda negativa que se faz em torno dela....

As imagens das Marginais Tietê, Pinheiros e da Av.23 de Maio não são "nada" face ao trânsito no Rio de Janeiro...

Um motivo, ou o principal deles ?

O Rio de Janeiro é, nada mais, nada menos do que um vale "pressionado" entre o mar e a montanha...

Simples asssim.....

Paradigmas estão aí pra serem repensados, questionados....


http://noticias.band.uol.com.br/cidades/rio/noticia/100000624690/rio-tem-pior-%EDndice-de-mobilidade-urbana.html



quinta-feira, 22 de agosto de 2013 - 10h07 

Rio tem pior índice de mobilidade urbana

O estudo levou em conta o tempo no deslocamento de casa para o trabalho para definir o ranking da mobilidade urbana

Motivo para as principais manifestações que estão ocorrendo na capital fluminense desde o fim de junho, a mobilidade urbana no Rio de Janeiro foi avaliada como a pior das regiões metropolitanasdo país, segundo o Índice de Bem-Estar Urbano (Ibeu), que avalia as condições de vidas nos conglomerados urbanos.

O estudo, feito pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia com base no Censo de 2010, levou em conta o tempo no deslocamento de casa para o trabalho para definir o ranking da mobilidade urbana. Com 0,015 de índice, o Rio de Janeiro fica atrás até de São Paulo (0,032). Neste quesito, Florianópolis e Campinas foram os únicos municípios a apresentar resultados considerados muito bons (0,962 e 0,932, respectivamente).

A média nacional ficou em 0,383. Além da mobilidade urbana, foram analisados: condições ambientais (arborização, ausência de esgoto a céu aberto e de lixo); condições habitacionais urbanas (aglomerado subnormal, densidade domiciliar, densidade morador por banheiro, material das paredes e espécie de domicílios); atendimento de serviços coletivos urbanos (água, esgoto, energia e coleta de lixo) e infraestrutura urbana (iluminação pública, pavimentação, calçada, meio-fio, boca-de-lobo, rampa para cadeirantes e identificação de logradouro).

Os resultados das análises mostram que Campinas é a única região metropolitana com índice excelente de bem-estar urbano (0,873). O Rio ficou em 12º lugar (0,507), abaixo da média nacional de 0,605, e só à frente de Recife, Manaus e Belém.








VALE5 depois de encostar na MA200 nos últimos 2 anos.......cai e respira......


Reparem o movimento da VALE5 nos últimos 2 anos, depois de cair fortemente.....

Um rápido e forte repique, IFR14 é jogado "nas alturas", o papel encosta e resvala na sua Média Móvel Simples de 200 períodos e volta a cair para respirar, e retomar novos topos.

Hoje, MA200 passando em 32,89....

Resistência forte a faixa de 33,00

IFR14 já bateu em 76; hoje, ali na faixa de 67

VALE5, diário, período 3 anos









quinta-feira, 22 de agosto de 2013

" Nesses tempos em que o real testa barreiras, tetos e limites incansavelmente, é útil que nos atentemos para o fato de que o risco macroeconômico voltou a ser um determinante fundamental dos movimentos da moeda brasileira", por Monica de Bolle

O Brasil de hoje aprendeu algo com o Brasil do passado ???

Monica de Bolle, uma das mais jovens e brilhantes economistas em ação no Brasil de hoje, e pesquisadora da "Casa das Garças", responde, em artigo escrito para o jornal "O Globo"

http://www.casadasgarcas.com/

"O Acervo"

Texto de Monica Baumgarten de Bolle para O Globo a Mais.
Publicado em: 20/08/2013


Faz frio. O homem idoso se senta num banco à beira do rio e vê as placas de gelo deslizarem na correnteza. Enquanto as fita, absorto em seus pensamentos, nota de relance que alguém se sentou ao seu lado. Alguém mais jovem, percebe instintivamente. O outro se põe a assobiar e, em seguida, a cantarolar. O idoso, horrorizado, reconhece aquela voz. Dirige-se ao homem mais jovem e indaga-lhe sobre sua nacionalidade. O outro lhe responde e arremata que desde uma data que equivale a exatos 55 anos antes daquele momento vive fora de seu país de origem. “Como?”, pergunta-se o velho. Afinal, o rapaz sentado ao seu lado não pode ter mais do que uns vinte e poucos anos… Esse é um breve resumo do conto “O Outro” de Jorge Luis Borges. A história de um velho que dialoga com sua versão mais jovem em tempo real.

O jovem fica atônito. Contudo, passado o susto, a conversa entre os dois se desenrola com fluidez. O velho relata ao jovem todas as experiências que ele ainda há de viver, os episódios momentosos que atravessará, como as duas guerras mundiais, os livros que lerá e dos quais jamais irá se esquecer…

O Globo acaba de digitalizar o seu acervo, dando acesso às notícias que marcaram a história do País nos últimos 88 anos. Possibilitou, assim, que o País de 2013 dialogasse diretamente com o de várias décadas atrás. Na Economia, permitiu que o idoso desgastado em que nos tornamos conversasse com sua versão mais jovem de 50, 40, 30, 20 anos atrás. As vésperas do golpe militar, o milagre econômico que o seguiu, a catástrofe inflacionária do fim dos anos setenta e de toda a década de oitenta, a sucessão de planos de estabilização fracassados, o fundo do poço do confisco no início dos anos 90, a ressurreição da estabilidade econômica com o Plano Real, e por aí afora.

Como o velho Borges, o velho Brasil poderia usufruir desse espelho do tempo para se relembrar dos erros que não deveria repetir. Poderia também usá-lo para resgatar a memória de algo que parece ter tornado a nos ameaçar: o risco da instabilidade cambial proveniente da incerteza e do desconforto gerados pela má condução da política macroeconômica. Nesses tempos em que o real testa barreiras, tetos e limites incansavelmente, é útil que nos atentemos para o fato de que o risco macroeconômico voltou a ser um determinante fundamental dos movimentos da moeda brasileira. Há muito esse velho fantasma se ausentara…

Contudo, como diz Borges, os anos não passam em vão. O Brasil de hoje talvez não consiga entender o Brasil do passado. Parafraseando o conto do grande escritor argentino, são demasiado diferentes e demasiado parecidos. Aconselhar ou discutir é inútil, pois o inevitável destino do País é ser o que é. Atrapalhado, meio iletrado, convoluto e inconclusivo.







Uma visão do Bovespa pela Média Móvel simples de 50 períodos e IFR14

Abaixo, um gráfico diário nos últimos 3 anos.

Vejam os últimos 2 movimentos em que o IFR14 bateu em níveis sobrevendidos, abaixo do patamar de 30, e com divergências altistas, marcados em A e B.

Há uma rápida reversão, o índice engata topos e fundos ascendentes.

No entanto, depois de alcançar um IFR14 próximo de 70, embora sem divergência baixista, há uma correção para niveis próximos a Média Móvel simples de 50 períodos; vejam os momentos 1 e 2.

Nesses momentos, a MA50 já começa a embicar para cima e reforça novos topos à frente.

Hoje, momento C, temos um Bovespa com IFR14 em 62; ontem ainda foi mais alto.

Temos o índice batendo, resvalando no divisor e antigo forte suporte em 52.000-52.300.

A MA50 hoje está ali por volta de 48.200 pontos.

Uma correção a qualquer momento ainda é bastante provável. Resta saber se ela para nessa faixa de 50.000 pontos, já testada 3 vezes, antes de romper os 52.000 pontos, ou se ela vem mais pra baixo, muito mais próximo dos 48.000 pontos e de sua Média Móvel simples de 50 períodos.


Bovespa, diário - períodos 3 anos









quarta-feira, 21 de agosto de 2013

VIX e SP500 - Fechamento em 21-08-2013

Mercados americanos voltaram a cair hoje.

SP500 fechou em 1.642, com queda de 0,58% , e, na mínima, bateu outro suporte importante, a faixa de 1.640 pontos.

Abaixo desses 1.640 não tem nada relevante, apenas 1.620, por onde passa uma LTA mais longa; no entanto, 1.600 é o suporte mais forte.

Nesse momento, o alvo parece ser esse mesmo; isso porque , quando olhamos o VIX logo abaixo, vemos hoje a solidificação do rompimento da importante faixa de 15,00. O VIX fechou em 15,94.

Acima dessa faixa tem alguns enroscos importantes, mas fica a especulação:

Olhando esse mesmo gráfico semanal do VIX, reparem onde o índice parou nas correções anteriores; parou na MA200.

Hoje, essa MA200 passa próximo a 20,00 , faixa também importante como resistência no diário.


SP500, diário, escala logarítmica




SP500, semanal, escala logarítmica




VIX, Semanal, escala logarítmica











Bovespa - Fechamento em 21-08-2013

Bovespa fechou o dia com queda de 0,20% a 50.405 pontos, depois da forte queda de ontem; ou seja, praticamente solidificou a queda de ontem

Vista no segundo gráfico abaixo, no tempo de 60 minutos, podemos ver que a faixa de 50.000 pontos é um divisor de curto prazo.

Abaixo dessa faixa, temos um enrosco na faixa de 49.500-49.700 pontos.; depois a faixa de 48.800 pontos.

Essa faixa de 48.800 pontos é por onde passa hoje uma LTA, que faz parte do canal de alta que tenho apresentado aqui nos últimos 3-4 dias.

Caso essa faixa de 50.000 pontos não segure, devemos procurar essa faixa de 48.800; depois apenas os 48.000 pontos e o suporte mais importante no curto prazo, os 47.000 pontos.

Pra cima , mehora no intraday acima de 50.800, e principalmente,51.400.

Pra médio prazo, o rompimento de 52.100 levaria o Bovespa a procurar os 57.000-58.000 pontos.


Bovespa, diário, escala logarítmica




Bovespa, 60 minutos, escala logarítmica










terça-feira, 20 de agosto de 2013

"CRB" Commodties volta a sentir a faixa de 292

Queda de 0,93% do índice "CRB" Commodities hoje, voltando a fechar abaixo da faixa-divisor de 292, depois de ontem chegar a romper no intraday.

Vejam abaixo:

"CRB" , diário




"CRB" , Semanal










E o Bovespa chegou nos 52.000 pontos.....

Topo do canal de alta abaixo batendo ali na faixa de 52.300, que é antigo suporte forte, praticamente tocada na máxima de hoje, quando o Bovespa atingiu 52.090 pontos.

Bovespa fechou hoje no "Zero a zero" em 51.570 pontos.

Monitorando essa faixa de 52.000 pontos, já que esperamos algum respiro, alguma correção, que leve o indice, ou na base do canal no curto prazo, ou mesmo para faixa de 48.000 pontos.

Rompendo 52.000 pontos, olhando para 57.000-58.000 pontos.

Bovespa, diário, escala logarítmica











segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Mercados americanos começam a flertar com situações perigosas

Tenho apresentado aqui nos últimos 3-4 meses uma particularidade que tem acompanhado o Dow Jones; uma recorrente perna de alta do tamanho de aproximadamente 1.100 pontos.

A última aqui também registrada seguiu a mesma constante, ou seja, 1.100 pontos, já que o Dow Jones saiu de 14.550 para 15.650 pontos.

Pois sim....o Dow Jones laterizou ali entre 15.400 e 15.600-15.650 por alguns dias e dava a impressão de seguir apenas um padrão dos últimos 8 meses, ou seja, uma congestão para alcançar novos topos. Até mesmo porque o VIX ainda não alcançara seu fundo de 20 anos na faixa de 10.

Apresentei esse raciocínio; no entanto, com a perda da LTA longa abaixo destacada e a perda dos 15.400 pontos, parece que podemos, no mínimo, acender uma luz amarela e dizer que os mercados americanos estão flertando com situações perigosas.

E, por quê ?

Ora, abaixo, voltemos a focar a perda da LTA longa do Dow Jones.

Vejam também que a Média Móvel Exponencial de 13 cruzou para baixo a Média Móvel Exponencial de 21 hoje.

Vejam também que o índice do setor financeiro americano perdeu a importante faixa de 20,00.

Vejam também que o VIX hoje rompeu e fechou acima da importante faixa de 15.

O maior perigo e o pivot que confirmaria um cenário ruim de médio-longo prazo seria a perda de 14.550 para o Dow Jones e 1.560 pontos para o SP500.

Por ora, fiquemos atentos. IFR14 do Dow Jones no tempo diário está abaixo de 30; o que é muito baixo, indicando algum repique nos próximos dias.

Dow Jones , diário, escala logarítmica




Dow Jones , semanal, escala logarítmica




"XLF" , diário, escala logarítmica




"XLF", SEMANAL, escala logarítmica




VIX , diário, escala logarítmica