domingo, 30 de junho de 2013

Por quê o SP500 faz novas máximas e o VIX continua "não fazendo" novas mínimas num horizonte de 25 anos ?

Uma ótima pergunta a se fazer ......

Por quê o SP500 faz novas máximas e o VIX continua "não fazendo" novas mínimas num horizonte de 25 anos ?

Vejam o gráfico do SP500 em paralelo com o VIX, principal espelho de hedge e volatilidade do SP500.

Nos últimos 25 anos o SP500 rompe topos e topos.

Na década de 90, o VIX continou subindo......o SP500 também.......e veio a correção forte, "pós-Bolha da internet"

Nos primeiros anos da década de "2000", também o VIX não faz novas mínimas, rompe novos topos junto com o SP500, sinalizando alguma "inconsistência"....

Novamente, a correção forte veio com a Crise de 2008, pós Lehman e "crise do subprime"....

Reparem que essa segunda correção foi muito mais acentuada do que a "Bolha da Internet"....

Agora, mais uma vez, o VIX não faz novas mínimas em relação aos últimos 15 anos, e, curiosamente, o SP500 rompeu o topinho anterior de 1.575 ao bater 1.689.

Estamos diante de uma nova e forte correção ?

Ora.......seria esse "BEAR-MARKET" mais acentuado do que os 2 anteriores, de 2000 e 2008-2009 ?

Seria mais acentuado do que os 53%  de 2007-2009 ?

E, por que o VIX insiste em "não fazer novas mínimas" ?

Talvez o gráfico dos títulos de 10 anos dos Estados Unidos expliquem essa "inconsistência"...

Vejam a queda dos treasuries de 10 anos dos Estados Unidos nos últimos 30 anos em comparação com a alta do SP500.....

Me parece óbvio que o ajuste terá que ser feito........

Talvez isso possa nos trazer a seguinte especulação...

Estaríamos diante da "Tempestade perfeita" , cenário no qual os mercados americanos sofreriam uma queda maior que os 53% da Crise de 2008 ?


SP500 x VIX - 1990-2013



SP500 x Treasuries de 10 anos Estados Unidos - 1955-2013














Dow Jones e SP500 - LTA 5 ANOS Semanal

Dow Jones - Semanal 2009-2013, Escala logarítmica

Hoje, passando por volta de 14.300



SP500 - Semanal 2009-2013, Escala logarítmica

Hoje, passando por volta de 1.470-1.480








"Não deixa o mar te engolir"........nem deixa o Bovespa e o IFR14 te engolirem.....

Bovespa, diário, IFR14 sobrevendido....divergência altista forte....muito forte....





Bovespa, SEMANAL, IFR14 sobrevendido; volta a fechar abaixo de 30....



Como pano de fundo, "CRB Commodities" diário em jul-ago do ano passado com forte divergência altista de IFR14...



Como pano de fundo, "SSEC China", com um mega martelo no diário ao longo da semana, fechamento SEMANAL acima do fundo anterior......um fechamento fantástico....







"Não deixe o IFR14 te engolir".......

"Não deixa o mar te engolir", por Charlie Brown













sábado, 29 de junho de 2013

"O governo colhe os frutos de se ter comportado como o proverbial aprendiz de feiticeiro. Brincou com a inflação que tanto custou a ser contida há 19 anos, ao promover uma expansão descontrolada do crédito dos bancos públicos e dos gastos governamentais, ao postergar os reajustes dos preços controlados e ao não deixar o Banco Central atuar a tempo para conter a alta dos preços.", por Edmar Bacha

Excelente o artigo escrito por Edmar Bacha, um dos formuladores do Plano Real,  publicado hoje no jornal "O Globo".

Vejam abaixo:


sábado, junho 29, 2013
O real, a rua e o governo - EDMAR BACHA


O Real completa 19 anos em meio a enormes manifestações populares nas ruas brasileiras. O estopim para os protestos foram os reajustes em junho dos preços das passagens dos ônibus no Rio e em São Paulo, normalmente feitos em janeiro ou fevereiro. O objetivo do governo federal com o adiamento dos reajustes foi tentar impedir que a alta dos preços superasse no início do ano o teto de 6,5% da meta de inflação. Apesar de ter vindo acompanhado de controles do governo sobre os preços da energia e da gasolina, de nada valeu aquele adiamento, pois o teto da meta de inflação estourou de qualquer jeito em março.
Durante a preparação do Plano Real, há 19 anos, eram intensas as pressões sobre o ministro da Fazenda e sua equipe para congelar os preços quando da introdução da nova moeda. A equipe econômica resistiu com sucesso a essas pressões arguindo com o fracasso do Plano Cruzado, que foi baseado no congelamento de preços e salários.
O real pôde então ser criado como uma moeda na qual os preços refletiam livremente seus custos e não a vontade dos governantes de mantê-los artificialmente baixos.
O atual governo parece haver esquecido essa lição, ao tentar inutilmente reprimir a inflação com controles de preços e desonerações fiscais. O ministro da Fazenda inventou uma tal de "nova matriz macroeconômica" que supostamente permitiria fazer a quadratura do círculo, evitando que os preços subissem apesar da expansão descontrolada do crédito e dos gastos do governo. A presidente da República, por sua vez, somente permitiu que o Banco Central aumentasse tardiamente os juros quando as pesquisas de opinião pública mostraram sua popularidade em rápido declínio por causa da inflação alta, colocando em risco sua reeleição.
A repressão pelo governo dos preços administrados vem minando a saúde financeira da Petrobras, da Eletrobras e das demais concessionárias de serviços públicos. Apesar disso, o povo nas ruas pede "passe livre" e isso não somente para os transportes públicos. Por enquanto, a resposta dos governos foi cancelar os reajustes dos preços dos ônibus e metrôs.
Mas de sua tribuna na presidência do Senado, Renan Calheiros apresenta um projeto de lei para dar, Brasil afora, passe livre nos ônibus para os estudantes.
A demagogia ameaça correr solta em Brasília.
Sempre antenados, os investidores tratam de se livrar das ações das concessionárias de serviços públicos, ao antecipar que doravante será difícil manter os reajustes de preços programados.
Nesse ambiente conturbado, cabe perguntar o que acontecerá com os leilões de concessão de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos programados para o fim do ano. Será que grupos empresariais sérios se candidatarão a adquirir concessões que já vêm com o rótulo da "modicidade tarifária", quando a demanda das ruas é por tarifas menores do que as atuais? Esse encolhimento dos investidores ajuda o dólar a disparar e se agrega à alta dos juros para piorar as perspectivas da economia.
A consequência provável é que os pibinhos que se vêm se manifestando desde 2011 continuarão a mostrar sua cara feia neste e no próximo ano. Não é só a cara, o nome também é feio: trata-se da estagflação, uma combinação de estagnação com inflação.

O governo colhe os frutos de se ter comportado como o proverbial aprendiz de feiticeiro. Brincou com a inflação que tanto custou a ser contida há 19 anos, ao promover uma expansão descontrolada do crédito dos bancos públicos e dos gastos governamentais, ao postergar os reajustes dos preços controlados e ao não deixar o Banco Central atuar a tempo para conter a alta dos preços. Agora terá que lidar não só com as novas demandas populares mas também com a estagflação que ronda a economia.

Resta-nos torcer para que o despertar do Brasil que se manifesta nas ruas de todo o país produza tempos melhores para todos nós.





sexta-feira, 28 de junho de 2013

Dow Jones e SP500 sentem a Média Móvel simples de 50 períodos no tempo diário

Vejam abaixo o Dow Jones e o SP500 rompendo pra baixo nos últimos 7 dias as respectivas médias móveis simples de 50 períodos. Logo em seguida, o repique. Tudo isso no tempo diário.

Ontem, os 2 índices, no repique, tocaram as respectivas Médias móveis simples de 50 períodos; ambos os índices fecharam abaixo; hoje, confirmam e voltam a se distanciar delas.

A hipótese mais provável é que esse distanciamento se acentue ao longo dos próximos dias.

Primeiro objetivo de uma nova perna de baixa agora é a faixa de 14.380 para o Dow Jones, com possível ida à faixa de 14.200, antigo topo histórico, o que pode representar um pullback nessa faixa.

Para o SP500, o primeiro objetivo é a faixa de 1.540 pontos.

Tais pontos devem alcançar, ao longo dos próximos dias, as suas respectivas Médias Móveis simples de 200 períodos no tempo diário.

Daí, abre-se uma possibilidade de novo repique.

Esse toque na MA200 pode ser o final da correção, o que me parece pouco provável, dada a dinâmica de um dos principais espelhos de hedge e volatilidade do mercado acionário americano , o VIX.


Dow Jones, diário



SP500, diário













VALE5 fecha a semana com um belo engolfo de alta

VALE5, papel que tenho acompanhado, dada a importância pro Bovespa e pelo alto volume que gira em torno dele, fechou a semana com um belo engolfo de alta.

Vejam que o papel, em sua queda insana, voltou a fazer novas mínimas, com uma forte divergência altista de IFR14.

Pra ratificar esse engolfo de alta, o papel não deve fazer novas mínimas nos próximos dias.

Primeira barreira a LTB abaixo, e a principal resistência em 29,33.

Objetivo no médio prazo ? A faixa de 36,00.

Porém, antes tem esses 29,33, depois 31,70 e a faixa de 33,50.

Muita cautela ainda, pois o papel tem uma forte tendência de baixa no curto, médio e longo prazo .

 VALE5, diário, escala logarítmica









"Problemas demais, governo de menos", por José Serra


Excelente artigo de José Serra, ex-governador de São Paulo, publicado em seu site e no jornal "O Estado de São Paulo", ontem, 27/06/2013

Mostra sua visão acerca da dinâmica que levou o Brasil ao ponto em que se encontra.

http://www.joseserra.com.br/archives/artigo/problemas-demais-governo-de-menos

Problemas demais , governo de menos


As manifestações que tomaram conta do Brasil nas últimas semanas derreteram a agenda política nacional, até então dominada pela prematuríssima campanha eleitoral, com três ou quatro candidatos já definidos. Sejam quais forem suas origens, seus mecanismos de propagação, virtudes, defeitos e consequências, o fato é que as mobilizações já produziram na vida brasileira um daqueles momentos em que “o futuro não será mais como era”, para evocar Paul Valéry.

Neste momento, partidos e governos, nas três esferas, sentem-se acuados, mas o foco principal de tensões situa-se no Palácio do Planalto, o grande responsável, aos olhos da população (e é mesmo!), pela condução do País.

O governo federal já vivia uma situação difícil, em razão do esgotamento do modelo econômico lulista: rápido crescimento do consumo, baixo investimento, forte criação empregos menos qualificados e inflação baixa. Esse modelo foi viabilizado pela notável bonança externa, juntamente com o crescimento acelerado das importações, o aumento do crédito para o consumo e a sobrevalorização cambial. Foi a época da farra de divisas e da lei do menor esforço, com estatuto semelhante ao da lei da gravidade.

A eclosão das manifestações coincidiu com o fim desse ciclo e a estagflação. Elas podem não ser efeito direto das condições da economia, mas é evidente que eclodem numa dada realidade, e não no vácuo: desaceleração do consumo em razão do menor crescimento da renda, do endividamento familiar elevado e da maior inflação; desaceleração da criação de empregos menos qualificados e falta de perspectivas para os assalariados de maior renda.

Nada pior para um governo já sem rumo do que a ventania contrária das ruas. Daí a ansiedade, a atrapalhação e a exacerbação do marketing das soluções virtuais. O emblema do desatino foi a tal Constituinte com o fim específico de fazer a reforma política. A proposta, tida como irrevogável, era de tal sorte absurda que foi revogada em 24 horas. Ficou a pergunta: como pôde a Presidência da República errar de forma tão bisonha? Agora, a fim de disfarçar o recuo, trocou-se a Constituinte exclusiva pelo plebiscito, proposta impraticável.

Além do “pacto” da reforma política, a presidente propôs o pacto da educação: 100% dos royalties do petróleo para o setor. Resumir os problemas da educação à elevação do orçamento seria equivocado. Mesmo assim, os novos recursos vindos desses royalties serão bem menores do que se alardeia, pois a vinculação só vale para contratos de exploração firmados a partir de dezembro de 2012. E eles não gerarão petróleo antes de seis anos; dentro de uns dez o total destinado à educação poderia chegar a R$ 8,5 bilhões anuais – cerca de 3% do Orçamento da União, dos Estados e municípios.

Já o “pacto” da saúde consiste em importar uns 6 mil médicos estrangeiros – a quase totalidade, cubanos. Alguém é contra água encanada ou luz elétrica? Assim, quem se opõe a que o Brasil tenha mais médicos? O problema é como fazer. Eles estão é mal distribuídos, concentrados nas regiões do País com mais infraestrutura. É preciso criar condições para que atuem no interior – e pouco se faz nesse sentido. Nada contra, é evidente, a que profissionais de outros países atuem aqui, desde que seus diplomas sejam revalidados mediante exames, que o Ministério da Saúde quer dispensar. Nota: apenas 5% dos médicos cubanos que a eles se submeteram foram aprovados.

A má distribuição dos médicos é apenas um dos problemas da saúde. O PT reduziu de 53% para 44% a fatia dos gastos totais no setor, jogando mais peso nas costas de Estados e municípios. A Anvisa foi loteada, padrão Agnelo Queiroz; a Funasa, degradada. Durante a gestão petista, a participação das despesas correntes do Ministério da Saúde no SUS caiu de 17% para 14% do total do governo federal (excluídos o benefícios previdenciários). A rede hospitalar tem sido fragilizada, sufocando as Santas Casas. Se a proporção de recursos do SUS para o atendimento hospitalar fosse a herdada do governo FHC, hoje seriam destinados a essa área R$ 7,5 bilhões a mais por ano.

Outro “pacto” anunciado é o dos transportes urbanos: R$ 50 bilhões. A gente fica com a impressão de que são recursos a fundo perdido. Não! Viriam principalmente na forma de oferta de crédito a Estados e municípios. Além disso, matéria do Valor evidenciou que, dos recursos federais disponíveis para essa finalidade, 93% não foram ainda utilizados. Na prática, transportes urbanos nunca foram prioridade do governo petista. Do contrário, jamais teria lançado, há seis anos, o alucinado projeto do trem-bala entre São Paulo e Rio, cujo custo deve andar ali pelos R$ 70 bilhões. Por sorte, a incapacidade executiva do governo não permitiu que o projeto andasse depressa, mas já deve ter consumido cerca de R$ 1 bilhão, com direito à criação de mais uma estatal. Cancelar o trem-bala e concentrar os recursos em trens urbanos seria medida mais que oportuna quando se fala em pactos pelo Brasil.

O bom senso, aliás, recomendaria o barateamento do custo das eleições e maior proximidade entre eleitor e eleito, como a adoção do voto distrital. Se o Planalto quer diminuir a corrupção na máquina pública, não precisa de propostas mirabolantes. Que se exija certificação dos 25 mil cargos de confiança e dos altos funcionários de todas as empresas federais e se refaça com critérios técnicos todo o quadro de dirigentes de agências reguladoras. Mais ainda, que se regulamente com urgência o parágrafo 3.º do artigo 37 da Constituição federal, sobre a participação dos usuários na administração pública direta e indireta, com ênfase no controle da qualidade dos serviços.

Tais medidas, entre outras, seriam simples e eficazes. Mas no petismo o fácil é sempre difícil, pois eles são especialistas em obter vantagens com as dificuldades que criam, e têm a convicção de que os problemas do País se resolvem com marketing e anúncios solenes.







Fernando Henrique Cardoso entra para a Academia Brasileira de Letras

Um prazer imenso receber a notícia de que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi eleito hoje pela Academia Brasileira de Letras para ocupar a cadeira de número 36.

Vejam abaixo, matérias do portal G1 e do portal UOL, com entrevista

http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2013/06/fernando-henrique-cardoso-e-eleito-para-academia-brasileira-de-letras.html

27/06/2013 16h43 - Atualizado em 27/06/2013 20h11
Fernando Henrique Cardoso é eleito para a Academia Brasileira de Letras
Cadeira 36 ficou vaga com morte de João de Scantimburgo.
Assessoria da ABL confirmou informação nesta quinta-feira (27).

o G1, em São Paulo


Fernando Henrique Cardoso foi eleito nesta quinta-feira (27) para a Academia Brasileira de Letras (ABL). Segundo a assessoria de imprensa da ABL, ele recebeu  34 dos 39 votos possíveis e foi nomeado já na primeira votação. Votaram 24 acadêmicos presencialmente e outros 14, por cartas. Houve uma abstenção.

O ex-presidente – que teve dois mandatos, entre 1995 e 1998 e entre 1999 e 2002 – assume a cadeira 36, antes ocupada pelo jornalista e escritor paulista João de Scantimburgo, morto em março deste ano.

No mesmo mês, FHC oficializou em carta sua candidatura. A carta foi entregue pessoalmente, em nome do ex-presidente do Brasil, pelo imortal Celso Lafer, a Geraldo Holanda Cavalcanti. Ele era substituto temporário nas funções da presidente da ABL, a escritora Ana Maria Machado, que estava em viagem ao exterior. Lafer é ex-chanceler e ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do governo do PSDB.

Outros dois ex-presidentes eleitos para a ABL anteriormente foram Getúlio Vargas (nomeado em 1941 para a cadeira 37) e José Sarney (nomeado em 1980 para a cadeira 38).
Segundo nota oficial da ABL, assim que saiu o resultado da eleição, FHC recebeu na Fundação Eva Klabin, no Rio, seus novos colegas e amigos. O texto reproduz ainda uma declaração de Marcos Vinicios Villaça, presidente da instituição: "Essa eleição é um ato de respeito da Academia Brasileira de Letras à inteligência brasileira. A grande obra de Fernando Henrique Cardoso de sociólogo e cientista dá ainda mais corpo à Academia".


__________________________________________________


Crédito: Portal UOL


27/06/2013 - 20h24
FHC diz não ter feito campanha e vê eleição para a ABL como reconhecimento intelectual

Considerado favorito desde que sua candidatura à Academia Brasileira de Letras foi anunciada, em março passado, o ex-presidente Fernando Henrique, 82, disse, de forma bem-humorada, que sua vitória no pleito desta quinta (27) foi seu melhor desempenho eleitoral --ele teve 34 dos 39 votos possíveis.

"Não há eleição fácil, mas o resultado foi o melhor", disse o novo imortal, em entrevista à Folha por telefone.

Fernando Henrique Cardoso confirma favoritismo e é eleito para a ABL

"Custei muito tempo a aceitar a hipótese de ser candidato lá para não haver confusão entre meus papéis político e intelectual. Agora já passou tempo suficiente e você vê que o resultado foi bom. Não houve o que eu sempre quis evitar, que é a politização numa questão que não é política."

Além dos 34 votos em FHC, houve uma abstenção e quatro votos em branco. Sobre estes, o vencedor disse que são "mais do que normal". "Eles ainda tiveram a gentileza de votar em branco, não votar em outrem." Outros dez candidatos, sem renome, disputaram a cadeira nº 36 com o ex-presidente.

"Não fiz campanha. Mandei alguns trabalhos meus para todos, mas não fiz campanha, porque acho que é daquelas grandes questões: ou as pessoas acham que você tem mérito, ou não acham."

Folha -Como o sr. pretende participar da rotina da Academia?

Fernando Henrique Cardoso - Eu estou à disposição, naturalmente dentro das minhas limitações de idade e de agenda. Tenho vindo ao Rio com alguma frequência, por causa dos meus familiares que moram aqui. No mês de agosto vou participar de um ciclo de debates organizado pelo José Murilo de Carvalho sobre a questão nacional. Acho que isso é importante, quanto mais for possível que a Academia se preocupe com as questões nacionais, de um ponto de vista não partidário, melhor.

Que papel a ABL pode ter no debate político atual, levado às ruas pelos manifestantes?

Acho que aí deve haver um certo recato, um momento político circunstancial não cabe à Academia. O que cabe é pensar em termos mais globais, não conjunturais.

Como professor, nunca misturei a cátedra com posição política. A cátedra é algo que obriga você a um certo parâmetro de objetividade, de olhar os vários lados com atenção. É óbvio que a Academia não é uma cátedra, mas algo disso tem que haver. Tem de haver um debate amplo, respeitoso, mas não dogmático nem doutrinário.

A ABL é vista por alguns como uma instituição presa ao passado e ao formalismo, desconectada do mundo atual.

As instituições que têm aspiração a perdurar têm que ter algum ritual. Agora, é sempre importante um equilíbrio, uma janela aberta para a renovação. Esse equilíbrio não pode significar a ruptura do ritual, mas não pode deixar de se modernizar. Esses debates que o Zé Murilo está organizando, aos quais eu me referi, são um bom exemplo de como a Academia pode discutir temas que são contemporâneos. O que atrai as pessoas é a mensagem, muito mais do que a forma.

O ex-vice-presidente Marco Maciel disse que o sr. pode ajudar na internacionalização da ABL, por seu destaque no mundo todo.

Tenho muitas ligações internacionais, se eu puder ajudar nesse sentido, vou cumprir meu papel. Pertenço à Academia de Ciência de Lisboa, à Academia Americana de Ciências e Artes, a vários grupos, como o do Mandela [The Elders]. Mas há vários outros acadêmicos que também têm relações internacionais, sobretudo na literatura, como a Nélida Piñon, o João Ubaldo, há vários.

O sr. é o terceiro presidente da República a participar da ABL, mas o primeiro a ser eleito após o mandato. Vê isso como uma aprovação do seu trabalho?

Não, não interpreto os votos recebidos lá em termos políticos, é um reconhecimento do meu trabalho intelectual. Certamente há muitas opiniões políticas discordantes da minha lá e, não obstante, tiveram a generosidade de me aceitar, a despeito disso.

Eu queria evitar justamente o que fizeram com o presidente Juscelino [Kubitschek], que quis ir para a academia e não deixaram, injustamente [o ex-presidente perdeu a vaga por um voto, nos anos 70, após pressão da ditadura]. Dessa vez acho que a academia separou bem os papéis. Respeito a opinião política de todos, e estou feliz porque não houve nenhuma forma de pressão exercida por mim ou por meus colaboradores. Pode ter havido o entusiasmo de alguns amigos, mas não só dos meus colaboradores [de seu governo].

O sr. já sabe que temas pretende abordar em seu discurso de posse?

Eu sou prudente, não dou passo antes das pernas, agora é que eu vou pensar nisso. Uma das dificuldades que eu tinha em apresentar meu nome lá era o fato de que eu sou uma pessoa de atividade científica, um intelectual público que se mete em muitas questões, mas não sou um homem de letras. Meu discurso tem que ser mais centrado no que eu sou, no que penso, como eu vejo o Brasil e o mundo hoje.







Bovespa rompe LTB curta e tenta melhorar

Abaixo, a LTB curta do Bovespa rompida no dia de hoje.

Fechamento em 47.609, com alta de 0,93%.

Mostra vontade do Bovespa, mas ainda tem que romper o topinho em 48.200 pra confirmar uma melhora de curto prazo.

Atenção a uma possivel congestão entre 45.000 e 48.000 pontos até vários ativos "serem arrumados", assim como aconteceu ano passado entre a faixa de 52.000 e 56.500-57.000 pontos vista no gráfico mais abaixo


Bovespa, diário, escala logarítmica - período 6 meses




Bovespa, diário, escala logarítmica - período 1 ano










quinta-feira, 27 de junho de 2013

FHC concorre à Academia Brasileira de Letras nesta quinta

O blog, por sua enorme contribuição ao arcabouço construído pelo Brasil na década de 90 e que, infelizmente, é desfeito parcialmente pelo atual governo, está na torcida por Fernando Henrique Cardoso na eleição para uma cadeira na Academia Brasileira de Letras.

Vejam notícia abaixo:

Crédito: Revista Exame

http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/fhc-concorre-a-academia-brasileira-de-letras-nesta-quinta

Sociólogo | 27/06/2013 10:20
 FHC concorre à Academia Brasileira de Letras nesta quinta

Para ser eleito, o ex-presidente precisa de 20 votos (metade do número de imortais mais um)

São Paulo - O ex-presidente e sociólogo Fernando Henrique Cardoso concorre nesta quinta-feira, 27, à cadeira 36 da Academia Brasileira de Letras, vaga desde a morte de João de Scantimburgo, aos 97 anos, no dia 22 de março.
A eleição será no Petit Trianon, no Rio de Janeiro. Ele foi o primeiro a se candidatar e é favorito entre 11 concorrentes.

Para ser eleito, o candidato precisa de 20 votos (metade do número de imortais mais um). Se ninguém atingir a meta, é realizado um segundo escrutínio no mesmo dia. Depois, uma terceira e quarta votação, ali mesmo. Caso não haja consenso, uma nova eleição é aberta.

Disputam a cadeira com Fernando Henrique Cardoso, Felisbelo da Silva, J.R. Guedes de Oliveira, Gildasio Santos Bezerra, Jeff Thomas, Carlos Magno de Melo, Eloi Ghio, Diego Mendes Souza, Alvaro Corrêa de Oliveira, José William Vavruk e Arlindo Vicentine. A última imortal eleita foi Rosiska Darcy de Oliveira.









quarta-feira, 26 de junho de 2013

Bovespa fecha "em cima" da LTB curta

Bovespa em mais uma alta hoje, fechou em 47.172 pontos, alta de 0,59%.

Abaixo, a LTB curta, muito inclinada.

Houve um ligeiro rompimento no fechamento, porém, dado o toque na faixa de 47.800 pontos ao bater na máxima de hoje 47.725, antigo fundo de 2011, tal "ligeiro" rompimento" não passa muita confiança.

Fiquemos com o fechamento "em cima" da LTB.

Do ponto de vista da análise gráfica, independente da LTB, ainda temos que romper o último topo em 48.200, depois 49.500 e 50.500, pra pensarmos na forte resistência de 52.000 pontos e, por conseguinte, numa melhora de longo prazo.

Pra baixo, suporte intraday a faixa de 46.000 pontos, e a mais importante, 45.400.

Ainda com "cara" de ida aos 45.000 pontos antes de um repique mais forte.


Bovespa , diário, escala logarítmica








VIX no final de julho-2011 x VIX nesse momento

Reparem que nos dias anteriores a forte correção de 19% ( do topo a mínima ) dos mercados americanos em julho de 2011, o VIX chegou a bater na faixa de resistência de 22, caiu aproximadamente 5 pontos, voltou pra faixa de 17,00 e voltou com força até a faixa de 48,00 "destruindo" os mercados de renda variável, como visto nos gráficos mais abaixo do SP500 e Dow Jones.

Vejam agora que depois de uma alta fortíssima, com a MA50 colada na MA200, "prontinha" pra cruzar pra cima, o VIX bate na faixa de 22,00 e recua até agora pra faixa de 17,00.

Rigorosamente o mesmo movimento.

Ressalta-se que também lá em jul-2011 a MA50 estava colada a MA200.

Aguardemos os próximos capítulos para os mercados americanos.



VIX, diário, escala logarítmica


SP500, diário, escala logarítmica





Dow Jones, diário, escala logarítmica










terça-feira, 25 de junho de 2013

"É preciso adaptar aplicação a novo ciclo econômico", diz HSBC.....Humm...E a Bolha Imobiliária Brasileira ?

Papai Noel não existe....

Almoço grátis também não....

"Historinha pra boi dormir" sempre foi o alerta que o blog fez ao longo dos últimos 2 anos.....

Temos alertado para vários riscos...

Década perdida no Brasil...

Aumento da taxa de juros americana....

Ah.......

O HSBC diz que teremos realocação dos ativos ao redor do mundo ?

Hum.....o blog já havia dito isso tempos atrás.....

Uma prova ?

Abaixo, parte de post escrito por mim em 22-01-2013 no qual contesto sobre a baixa probabilidade de alta dos juros:

O texto mais abaixo, é a matéria da Revista Exame publicada ontem sobre a visão do HSBC.

Apenas pra complementar.....

E os preços dos imóveis ??? Tá tudo tão barato............

_____________________________________

http://pracompraroupravender.blogspot.com.br/2013/01/por-que-os-juros-basicos-nao-podem.html


"Por quê os juros básicos não podem sofrer um movimento forte de alta ?"


Há uma matéria interessantíssima publicada hoje pelo portal Infomoney....

A matéria em forma de "entrevista-opinião" mostra a visão de Paulo Bilyk, Chief Investment Officer da  Rio Bravo, sobre o mercado de fundos imobiliários e, por tabela, sobre o mercado imobiliário que lastreia, essencialmente, toda a direção dos fundos.

Aqui, o link de toda a matéria: http://www.infomoney.com.br/onde-investir/fundos-imobiliarios/noticia/2663105/estamos-animados-mas-cuidadosos-diz-cio-rio-bravo-sobre-fundos

O FED americano mantém as taxas de juros em "zero" há 4 anos......4 anos "infindáveis"....

O que aconteceria com as taxas de juros ao redor do "Planeta Terra" se o FED decidisse aumentar as taxas  de juros  ?

Qual a probabilidade de várias nações aumentarem suas respectivas taxas de juros ?

Muito alta, correto ?

Pois sim......

O que faria o FED AMERICANO aumentar a taxa de juros agora, ou daqui 1 ano...ou 2 ?

Ou de outra forma....

O que não faria o FED AMERICANO não aumentar a taxa de juros agora, ou daqui 1 ano...ou 2 ?

Não estejamos tão certos de que as taxas de juros "brasileiras" não subirão no curto prazo...ou no médio......

E se subirem ?

Como se comportarão os diversos ativos ao redor do mundo, inclusive os imóveis no Brasil ?

_____________________________________






Investidores | 24/06/2013 16:40

É preciso adaptar aplicação a novo ciclo econômico, diz HSBC

O novo ciclo da economia americana, a maior do planeta, provocará um ajuste de preços em todos os ativos ao redor do mundo, observa Gilberto Poso

A economia mundial passa por uma mudança de ciclo e o investidor precisa ajustar suas aplicações a essa nova realidade, que vai mexer com os preços de todos os ativos, afirma Gilberto Poso, superintendente executivo de gestão de patrimônio do HSBC. “Há dois aspectos, um global, pela perspectiva de recuperação da economia e normalização de juros e incentivos nos Estados Unidos, e outra local, pelas mudanças na postura do Banco Central brasileiro e outras atitudes das autoridades locais que virão com essa nova realidade internacional”, explica.


A mudança na posição do BC brasileiro em combater com mais rigor a inflação provocou um impacto maior nos investidores no curto prazo, porque a maioria das aplicações no Brasil estão em renda fixa, observa Poso. “Mas, no médio e longo prazo, as mudanças na economia dos EUA serão mais relevantes”, observa.

Mudanças nos preços e na economia dos países

O novo ciclo da economia americana, a maior do planeta, provocará um ajuste de preços em todos os ativos ao redor do mundo, observa Poso. Haverá ajustes em taxas de juros, moedas, preços de commodities, ouro e mercados acionários. Os ajustes, por sua vez, vão mudar as relações econômicas entre os países e dentro de seus mercados. “Vamos ter forças negativas atuando no curto prazo, mas depois virão fatores positivos”, observa.

Horizonte de ajuste incerto

A questão sobre esses ajustes que já estão ocorrendo, como no dólar e nos juros, é até que ponto elas irão e em que nível os preços se estabilizarão na nova realidade mundial. “A mudança no câmbio se reflete em todos os ativos, pois muda os preços relativos da economia”, observa Poso.

Ele cita a alta de 10% em poucos dias da moeda americana em relação ao real. “Pode ser que vejamos uma acomodação do dólar nos próximos três meses, mas a direção predominante é de desvalorização do real”, afirma Poso. “O dólar pode baixar dos R$ 2,27 atuais, mas não volta aos R$ 2,00 do início do ano.”









segunda-feira, 24 de junho de 2013

VALE5 "em cima" de LTA 10 anos e com IFR14 Mensal em 36

Abaixo, VALE5 no tempo MENSAL, SEMANAL e DIÁRIO.

Certamente, um papel em ótimo ponto para uma "aposta contra-tendência" de curto-médio prazo, a despeito de estar  numa tendência de baixa no curto, médio e longo prazo.

No estágio atual, VALE5 está fortemente sobrevendido, tanto no SEMANAL, como no MENSAL, e operando "em cima" de uma LTA de 10 anos.

É verdade que, tecnicamente, o suporte mais forte da VALE5 abaixo de 29,50-30,00 é 22,70.

Por outro lado, podemos ver no gráfico SEMANAL abaixo, um suporte intermediário em 26.24.
Hoje, a mínima foi em 26.70.

IFR14 no tempo SEMANAL está em 28.80, menor patamar dos últimos 5 anos.

No tempo MENSAL, o IFR14 está no nível da crise de 2008; na verdade, até mesmo abaixo, em 36,00.

Vejam que o fechamento mais baixo em 2008 se deu com o IFR14 em 37,00.

No tempo diário, vejam as fortíssimas divergências altistas de IFR14 e histograma.

Também é possível ver um canal de baixa cuja base, curiosamente, passa em 26.25, suporte que citei acima.



VALE5, MENSAL, Escala logarítmica




VALE5, SEMANAL, Escala logarítmica





VALE5, Diário, Escala logarítmica













Dow Jones e SP500 - Fechamento em 24-06-2013

Dow Jones perdeu sua LTA mais longa hoje.

Na mínima, bateu 14.550 pontos, ainda devendo, no curto prazo, o teste na faixa de 14.380-14.400.

SP500 bateu na mínima 1.560 pontos, devendo, no curto prazo, o teste na faixa de 1.540 pontos.

Olhando um pouco mais pro longo prazo, o Dow Jones tem uma interessante faixa de 14.000 pontos, que é por onde passa uma MA200.

Pra cima, melhora acima de 14.850-14.880.

No caso do SP500, interessante olhar para a LTA mais longa passando hoje na faixa de 1.460 pontos.

1.470 é um divisor de longo prazo a ser visto também no lado do SP500; portanto, em algum momento nos próximos dias, coincidirá com a LTA mais longa.

Pra cima, melhora no rompimento de 1.600 pontos.

Dow Jones, diário, escala logarítmica



SP500, diário, escala logarítmica



SP500,  SEMANAL, escala logarítmica












Bovespa - Fechamento 24-06-2013

Bovespa em mais um dia de forte queda, fechou em 45.965 pontos, queda de 2,32%.

Chegou a bater na mínima 45.400 pontos, ainda sem tocar a faixa de 45.000 pontos.

Abaixo, destaquei alguns pontos.

Há uma LTB muito curta e inclinada balizando o índice.

Com  forte divergência altista de IFR14 no tempo diário, também destacada abaixo, há uma chance nada desprezível que tenhamos um forte repique a qualquer momento.

Olhando o gráfico mais longo abaixo, volto a dizer que a faixa de 45.000 pontos não pode descartada como possível fundo.

Os IFR's14 no tempo SEMANAL e  MENSAL do Bovespa também apresentam níveis muito baixos.

No tempo SEMANAL, o IFR14 se encontra na faixa de 24, patamar somente alcançado em 2008.

O IFR14 no tempo MENSAL está muito próximo da faixa de 32, mesmo patamar de 2008, ao longo da crise pós-Lehman Brothers.

Para o repique forte à frente, temos a LTB curta a ser rompida; depois, temos que olhar principalmente a faixa de 48.000, antigo fundo e último topinho (48.200); depois 49.500 e 50.600 pontos.

Pra baixo, a mínima de 45.400 de hoje, e 45.000 pontos.

Bovespa, diário, escala logarítmica



Bovespa, SEMANAL, escala logarítmica





Bovespa, MENSAL, escala logarítmica













"Brasil terá outro ano de crescimento medíocre, apontam economistas"

Matéria publicada no portal da Revista Veja

Link completo aqui: http://veja.abril.com.br/noticia/economia/brasil-tera-outro-ano-de-crescimento-mediocre-apontam-economistas

Matéria parcial abaixo:

23/06/2013 - 15:07

Cenário
Brasil terá outro ano de crescimento medíocre, apontam economistas

Bancos e as consultorias estão rebaixando para pouco mais de 2% a expectativa de avanço do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2013 - em janeiro, expectativa de crescimento estava acima de 3%

Os bancos e as consultorias estão rebaixando para pouco mais de 2% a expectativa de avanço do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2013. O mercado já vem reduzindo a aposta de expansão da economia desde o início do ano - em janeiro, no primeiro Boletim Focus, do Banco Central, a previsão para o PIB era de 3,26%.

O primeiro semestre vai chegando ao fim e a instabilidade no câmbio, que pressiona a inflação, e os desequilíbrios das políticas fiscal e monetária deixaram os economistas mais pessimistas em relação ao crescimento da economia neste ano. "A essa altura do campeonato, é inevitável que o Brasil esteja caminhando para mais um ano de crescimento medíocre, com possibilidade de comprometer o crescimento em 2014", diz o economista Fábio Giambiagi, especialista em finanças públicas. "Há 15 dias, eu trabalhava com um número entre 2,5% e 2,8%, mas, com os últimos acontecimentos, a projeção vai se aproximar de 2%."

De maio para cá, a GO Associados rebaixou a previsão do PIB de 2,7% para 2,2%. O banco Santander diminuiu de 2,8% para 2,2%. A LCA e a Tendências Consultorias estão com as previsões mantidas em 2,7% e 2,5%, respectivamente, mas com viés de baixa. "O que impõe um viés de baixa para o PIB é o aumento de incerteza em relação ao Brasil", diz Alessandra Ribeiro, economista da Tendências Consultoria. "Uma perda de confiança dos agentes, tanto do lado do consumidor como do empresário, pode indicar uma retenção de planos de consumo e de investimento."

O fraco cenário de crescimento também deve se repetir no ano que vem, o que pode levar o governo Dilma Rousseff a um crescimento médio de 2%. "Não há no horizonte um único sinal de que o governo tem uma estratégia, com efeitos práticos, para virar o jogo e recuperar o rumo do crescimento econômico", diz Monica de Bolle, professora da PUC-Rio e diretora do Iepe/Casa das Garças.







E por falar na China.....queda de 5,30% do SSEC ao final do pregão

Crash na China......volta às mínimas de dezembro do ano passado....

Fechou em queda de 5,3%, aos 1.963 pontos, praticamente na mínima de 1.958.


SSEC, tempo diário








domingo, 23 de junho de 2013

CRB Commodities fecha a semana com novo pivot de baixa

Vejam abaixo, tanto no diário, como no semanal, que o "CRB Commodities", depois de romper pra baixo o pivot de 290 pontos, buscou a faixa de 280.

Na quinta-feira última, rompeu também a faixa de 280; na sexta-feira confirmou o rompimento pra baixo do pivot de 280 pontos.

Agora, caminho livre para a faixa de 268-270.


CRB COMMODITIES, Diário, escala logarítmica




CRB COMMODITIES, Semanal, escala logarítmica








Mais volatilidade ao longo da semana - "VXX", assim como o VIX, explode.......

Índice "VXX" abaixo, com sua LTB Longa já rompida, como destacado aqui semana passada e com másximas e novas máximas.

Não tem mais como parar...próxima resistência, faixa de 37.

Mensagem de muita volatilidade pros mercados americanos e, por conseguinte, mundiais.



VXX, Diário, escala logarítmica



VXX, SEMANAL, escala logarítmica













sábado, 22 de junho de 2013

MME'S de 13 períodos do Dow Jones e SP500 cruzam pra baixo sobre as respectivas MMES21 no tempo diário

MME'S de 13 períodos cruzaram pra baixo sobre as MME'S de 21 períodos, tanto do Dow Jones, como do SP500.

Vejam que em out-nov do ano passado, quando a MME13 cruzou pra baixo sobre a MME21, também, tanto para o Dow Jones, como para o SP500, houve uma correção mais acentuada; naquela vez, de 10% aproximadamente do topo.

Dow Jones, diário


SP500, diário









China x Brasil - Nada muito diferente

Abaixo, os 2 principais índices de ações dos mercados chinês e brasileiro.

Em preto, o índice chinês, o SSEC (Shangai Stock Exchange Composite).
Em verde-vermelho, o índice Bovespa

Desde 2004, praticamente os 2 índices andam juntos, na mesma sintonia; varia, em alguns momentos, o tamanho da alta e da queda.

De 2004 a 2008, o Bovespa subiu 3 vezes aproximadamente. O SSEC subiu cerca de 6 vezes.

Por outro lado, o SSEC já está mais próximo do nivel de 2008 do que o Bovespa.

Ainda assim, ambos têm a mesma dinâmica de alta e queda.


Gráfico SEMANAL - 2004-2013









Investidor estrangeiro continua fugindo dos mercados emergentes

A fuga dos mercados emergentes continua a "passos firmes".

É o que diz, em outras palavras, a matéria publicada hoje pelo portal de notícias CNBC, reproduzida do jornal "Financial Times"

Vejam abaixo:

Link completo: http://www.cnbc.com/id/100834794

Investors Pull More Money From EM Funds

Published: Saturday, 22 Jun 2013 | 7:49 AM ET
By: Robin Wigglesworth

Outflows from emerging market debt funds have accelerated for a third week running as investors grow increasingly concerned that the US Federal Reserve is preparing to end its bond buying and erode demand for developing country assets.

Emerging market debt-dedicated funds monitored by EPFR Global, a data provider, suffered investor redemptions of $2.6bn in the week ending June 19 - even before the Fed set out a plan to scale back "quantitative easing" and triggered turmoil in markets on Thursday. The average four-week outflow is now $1.73bn, the largest on record UniCredit analysts noted.

Fed chairman Ben Bernanke on Wednesday confirmed that the US central bank was planning to reduce its $85bn-a-month bond purchases this year and bring it to a close in 2014. The prospect of less easy monetary policy has rattled global markets, but emerging ones have been among the worst hit.

"We are in a transition phase; investors are grappling with the withdrawal of excess liquidity provided by the Fed and its investment implications," said Robert Steward, an emerging market bond fund manager at JPMorgan Asset Management. "As usual, markets do not like change and tend to overreact in a volatile manner."








Bovespa fecha a semana fortemente sobrevendido no SEMANAL

Abaixo, 2 tempos pra avaliar o Bovespa: Diário e SEMANAL.

O fechamento do Bovespa na sexta-feira não foi bom; mesmo depois de um belo martelo na quinta, o índice não teve força sequer de abrir em alta ontem; pra piorar, fechou abaixo do pivot de 47.800 pontos, fundo de 2011 e, praticamente na mínima, em 47.050 pontos, queda de 2,4%.

O fechamento abaixo do antigo fundo de 2011 deve levar o índice a testar, no mínimo o fundo da quinta em 46.000 pontos; como, em tese, 46.000 pontos é apenas um suporte intraday, podemos especular seriamente que o índice vá até os 45.000 pontos, com uma possibilidade ainda do teste nos 43.500 ou 42.500 pontos.

No tempo diário, temos uma LTB curta passando ali por volta de 47.800-48.000.

Agora, é preciso destacar que o Bovespa já apresenta fortíssima divergência altista de IFR14 no tempo diário, o que abre a possibilidade de forte reversão em pivots em torno de 45.000 ou mesmo a faixa de 42.500-43.500, caso haja, de fato, o teste.

Outro indício nessa direção é o fato do Bovespa estar fortemente sobrevendido no tempo SEMANAL.

Vejam abaixo, que no SEMANAL, o Bovespa fecha com o IFR14 em 25,92.

Reparem que no fundo de 2011, o toque do IFR14 abaixo de 30 no SEMANAL acontece por 2-3 semanas seguidas, com forte volatilidade, e posterior reversão.

É o que deveremos ver nas próximas 2-3 semanas; ou seja, ainda que presenciemos quedas acentuadas no curtíssimo prazo, a reversão será muito forte, mas com forte volatilidade.

De outra maneira, a reversão virá acompanhada com uma alta acentuada e posterior perna de baixa, também acentuada, antes de identificarmos o fundo.

Nesse momento, abrem-se oportunidades excelentes em trades curtos, dada a volatilidade, assim como, em montagens mais longas, dados os preços excessivamente baixos.

Numa reversão, temos resistências em 48.200, agora, resistência intraday, e 49.500; depois 50.600 e, finalmente a faixa de 52.000-52.300.

A LTB rompida abaixo empurrará, possivelmente, o índice para algum pivot mais acima.


Bovespa, diário, escala logaritmica - período 3 anos



Bovespa, diário, escala logarítmica - período 6 meses




Bovespa, SEMANAL, escala logaritmica - período 3 anos









VIX continua colocando pressão nos mercados americanos

Abaixo, novamente o VIX.

Principal espelho de hedge e volatilidade do SP500, o VIX mostra, no fechamento de ontem, a sua MA50 muito, mas muito próxima de sua MA200.

Até agora, o SP500 corrigiu cerca de 7%  do topo em 1.689 pontos até a mínima em 1.577 de ontem.

O possível cruzamento da MA50 sobre a MA200 nos próximos 2-3 dias não é coerente com uma correção de "apenas" 7%. A correção seria, no mínimo, entre 10% e 15%. Em 2011, quando houve o cruzamento, a correção foi de aproximadamente 19%.

Outro detalhe, foi o rompimento da sua longa LTB do VIX, também destacada abaixo.

A semana, portanto, volta a colocar muita, mas muita pressão sobre os mercados americanos.


VIX, diário, escala logarítmica- período 3 anos



VIX, diário, escala logarítmica- período 10 meses










sexta-feira, 21 de junho de 2013

"“BC não pode fazer nada diferente, a não ser rezar”, diz analista" - Artigo escrito por Thais Herédia

Artigo publicado hoje por Thais Herédia, do portal G1, em sua coluna:

http://g1.globo.com/platb/thaisheredia/2013/06/20/bc-nao-pode-fazer-nada-diferente-a-nao-ser-rezar-diz-analista/

“BC não pode fazer nada diferente, a não ser rezar”, diz analista
qui, 20/06/13
por Thais Herédia |categoria economia

Em visita a gestores de fundos de investimentos no Brasil, o executivo de uma grande instituição internacional, que gerencia mais de US$ 750 bilhões, lançou logo de primeira a pergunta a um dos brasileiros que o recebeu: “O que você está achando dessas manifestações?”

“A pergunta dele logo no início da reunião mostra que a preocupação com o Brasil não é só mais uma questão de fundamentos econômicos. A instabilidade política está piorando a visão sobre o país”, contou ao G1 um dos participantes do encontro.

O dólar se valorizou bastante nesta quinta-feira (20) diante da maioria das moedas no mundo, também contra os países mais ricos. Os emergentes continuam sofrendo mais, apesar do movimento seguir com uma característica global de reposicionamento do preço do dólar, baseada na recuperação da economia americana e no comportamento futuro do FED, o BC dos Estados Unidos.

Ainda assim, o real se destaca como um dos maiores prejudicados por essa inquietação do câmbio. A moeda americana chegou a subir mais de 2% durante o dia e acabou cedendo às intervenções do Banco Central. A autoridade tem atuado no mercado de dólar futuro, vendendo dólar para entregar lá na frente, ou oferecendo a moeda com o compromisso de comprá-la de volta depois de um período. Só hoje foram mais de US$ 6 bilhões vendidos pelo BC nessas duas categorias de operação.

É possível fazer mais para evitar esse excedente na desvalorização do real?

“Se o BC começar a vender dólar à vista (e não apenas com operações no mercado futuro), o mercado vai pegá-lo e pedir cada vez mais. Agora, nesse momento, ele não tem mais nada diferente para fazer, a não ser rezar para duas coisas: a presidente Dilma decidir o que fazer com o Mantega (ministro da Fazenda) e dar um sinal muito forte de credibilidade na política econômica. Entrar mais forte agora é gastar bala à toa”, disse ao G1 um experiente operador de câmbio no Brasil.

O ministro Guido Mantega declarou que o país tem “bala na agulha” para lidar com a volatilidade do dólar, que no caso do Brasil tem sido sempre mais para cima. Do jeito que a coisa anda, nós vamos precisar de um grande “baleiro” para enfrentar esse momento.







VIX explode e fecha acima de 20

Abaixo, a forte alta do índice VIX hoje. Principal espelho de hedge e volatilidade do SP500 fechou em alta de 23%, rompeu a faixa de 20; tecnicamente ainda tem uma resistência um pouco acima pra liberar o índice de vez até a faixa de 27.

Vejam a proximidade da MA50 e MA200.

Gráfico Semanal também mostra o índice parando numa MA50, como nas últimas 2 altas fortes

 VIX, Diário, escala logarítmica




 VIX, Semanal, escala logarítmica










quinta-feira, 20 de junho de 2013

Dow Jones cruza sua MME13 sobre a MME21 , mas para "em cima" de LTA longa

Abaixo, temos um Dow Jones com 2 pontos negativos, a saber:

- A média móvel exponencial de 13 períodos já cruzou pra baixo sobre a MME21.

- O índice também fez um pivot de baixa ao romper pra baixo a faixa de 14.850 pontos e bater na mínima de hoje 14.730 pontos.

Do ponto de vista, se segurou exatamente "em cima" de uma LTA Longa na escala logarítmica


Dow Jones, diário, escala logarítmica










Um belo martelo no fechamento do Bovespa dá esperança no fim da tendência de baixa

Um martelo no fechamento do Bovespa deixa esperança de que a mínima de hoje possa ser o fundo dessa tendência de baixa que vem desde janeiro desse ano.

Abaixo, uma LTB que foi ligeiramente rompida no intraday de ontem, mas no fechamento não.

Isso pode ser confirmado no gráfico diário e no de 60 minutos.

Também podemos ver uma forte divergência altista de IFR14 no tempo diário no gráfico abaixo

Portanto, no curtíssimo prazo, podemos ter essa barreira à frente. A LTB em si passsa praticamente no fechamento de hoje. No entanto, tem um possível pullback ali na faixa de 48.700 que pode também servir de balizamento.

Acima de 50.600 pontos melhora em busca da faixa de 52.000 pontos.

Pra baixo, agora temos o suporte de 45.900, a mínima de hoje.

Bovespa , diário, escala logarítmica




Bovespa , 60 minutos, escala logarítmica












Mais uma....." Moody's reavalia nota de risco do Brasil"

Notícia publicada pelo portal da Revista Exame agora há pouco...

Aqui, a matéria completa: http://exame.abril.com.br/mercados/noticias/moody-s-reavalia-nota-de-risco-do-brasil

Abaixo, parte dela:

Agência | 20/06/2013 07:51
 Moody's reavalia nota de risco do Brasil
O vice-presidente da agência de classificação sinalizou que pode haver uma piora na perspectiva
Luciana Antonello Xavier, do

São Paulo - O vice-presidente da Moody'’s, Mauro Leos, admitiu que a agência de classificação de risco está avaliando a possibilidade de mudança da perspectiva da nota de crédito do Brasil, e sinalizou que pode haver uma piora na perspectiva.

Leos deixou claro que a agência não está analisando uma alteração no rating do País. "Estamos discutindo se o outlook positivo reflete as condições atuais do Brasil", afirmou, em entrevista ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, por telefone, de Nova York.

Leos deve visitar o Brasil em agosto, mas disse que uma alteração na perspectiva poderia ocorrer de agora até setembro. Segundo ele, não necessariamente uma decisão tem de ser tomada após uma visita ao País.

O Brasil tem rating soberano em moeda estrangeira de longo prazo Baa2, perspectiva positiva, que está dentro da categoria grau de investimento. Em novembro de 2012, a Moody’'s reafirmou o rating e manteve a perspectiva do Brasil. A última mudança de rating foi em junho de 2011, quando o País teve sua nota elevada de Baa3 para Baa2, com perspectiva positiva.

Leos disse que desde quando houve a reafirmação da nota e da perspectiva do País, no ano passado, as notícias e informações relacionadas ao Brasil têm sido predominantemente negativas, a começar pelo crescimento fraco da economia.

"O Brasil está crescendo menos do que esperávamos e este ano o crescimento deve ser menor do que 3%. Se isso ocorrer, será o terceiro ano consecutivo de expansão abaixo de 3%, e isso é muito significativo", explicou. Após crescer 7,5% em 2010, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil desacelerou para alta de 2,7% em 2011 e de 0,9% em 2012.

Para Leos, o questionamento que está sendo feito agora é se o PIB potencial do Brasil, que ficava na faixa de 3% a 4%, porém mais perto de 4%, pode caminhar para ter um referencial de crescimento potencial mais baixo, perto de 3% ou menos.