quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

"Não é fácil fazer uma companhia petrolífera perder dinheiro", por Carlos Alberto Sardenberg

É melhor cair o preço do Petróleo no mercado internacional para a Petrobrás ?

Hummmm.........Será ?

Acho que não......."peraí".......é melhor sim........"peraí"........não......é melhor sim cair o preço do petróleo........não.....não........nada disso.........

"Peraí"........é melhor cair sim........

Não.....não.......é melhor não......


Fiquemos com o ótimo artigo do jornalista Carlos Alberto Sardenberg publicado hoje no Jornal "O Globo" e publicado no blog do Jorge Bastos Moreno, também do jornal "O Globo"

Abaixo, parte do texto

Aqui, o texto completo: http://oglobo.globo.com/pais/moreno/



"A Petrobrás perdeu até o senso"



Carlos Alberto Sardenberg

Sabe qual a melhor coisa que poderia acontecer para a Petrobras? Uma forte queda do preço internacional do petróleo. Isso derrubaria também as cotações da gasolina e do diesel, produtos que estão quebrando a estatal brasileira. Como não há produção interna suficiente desses combustíveis, a companhia tem que importá-los. Como o governo Dilma segura os preços internos para conter a inflação, a Petrobras se vê na situação esdrúxula de comprar caro e vender barato — que perdura mesmo depois do reajuste anunciado na última terça. Prejuízo na veia.

Logo, se o governo não deixa aumentar mais o preço interno, resta torcer pela queda da cotação internacional.

Pode? Uma companhia petrolífera, dona de reservas elevadas, dependendo de uma queda no preço de seu principal ativo!

Acrescente aí uma forte valorização do real e o quadro “melhoraria” ainda mais para a estatal. Se o dólar voltasse, digamos, para R$ 1,70, a Petrobras economizaria cerca de 15% nas suas compras externas de combustível.

Claro que, nesse caso, também cairia o valor das reservas da Petrobras. De novo, pode? Uma companhia precisando de queda no valor de seu patrimônio.

Por outro lado, que sempre tem, a queda do preço internacional de petróleo colocaria em risco a operação no pré-sal. Ainda não se sabe o custo exato, pois a tecnologia está em desenvolvimento, mas certamente será muito caro retirar o óleo lá do fundão do oceano. Assim, se a cotação global cair muito, o pré-sal torna-se economicamente inviável.

Consequências: a Petrobras não conseguiria financiamento para as novas operações e os estados e municípios perderiam os royalties pelos quais tanto brigaram.

Ou seja, é uma ideia de jerico torcer pela queda dos preços internacionais do óleo e dos combustíveis.
De outro lado, ainda, um dólar mais barato facilitaria as importações de equipamentos para extração e refino. Bom, não é mesmo?

Seria, se as políticas para o setor tivessem alguma lógica. Ocorre que a Petrobras é obrigada pelo governo a dar preferência ao produtor nacional, mesmo pagando mais caro, até um certo nível. Ora, com o real valorizado, a diferença de preços entre o local e o estrangeiro ficará bem maior, de modo que a estatal não terá como justificar a compra do equipamento made in Brasil.
Isso destruiria a política do governo para estimular a indústria nacional ou, caso o modelo fosse mantido, aumentaria os custos da Petrobras em reais.

Ou seja, é outra ideia de jerico torcer pela valorização do real neste caso.

Voltamos assim ao senso comum, pelo qual uma companhia de petróleo deve se dar bem quando o preço do petróleo está em alta. Esta lógica não mudou. O que a subverte é a gestão do governo brasileiro. Um desastre de grande competência: não é fácil fazer uma petrolífera perder dinheiro.

Outra coisinha: lembram-se de toda aquela campanha do governo Lula comemorando a autossuficiência em petróleo? Pois é, foi só marketing eleitoral. Só não, porque a estatal, que não pertence só ao governo, muito menos ao PT, pagou por aquela fraude. Custo na veia da população.
Protecionista quem?

Carlos Alberto Sardenberg é jornalista

* Texto publicado no Globo de hoje















Dow Jones, SP500 e VIX


Dow Jones e SP500 fecharam com quedas de 0,36% e 0,26% respectivamente; 13.860 para o Dow Jones e 1.498 para o SP500.

SP500, portant,o abaixo da barreira psicológica de 1.500.

Não é desprezível a queda de hoje; Porém, ainda vamos dar o benefício da dúvida, aguardar um pouco mais.

Destaquei 2 LTA's curtíssimas abaixo, que passam ali por volta de 13.800 para o Dow Jones e 1.490 para o SP500.

Uma coisa curiosa é o desempenho do VIX, que pode indicar algo mais.

Vejam no último gráfico que, embora seja um tipo de índice que não respeita figuras; na verdade, a imensa maioria não respeita, sejam indices e/ou ativos, temos uma espécie de "OCO INVERTIDO" no diário para o VIX, ou seja, ainda poderíamos ter mais uns 3-4 toques na faixa de 13.70, importante divisor do VIX, antes de buscar os 23.

A disparada para o patamar de 23 pode vir com o início de uma correção mais acentuada dos mercados americanos.




Dow Jones, gráfico diário, escala logarítmica



SP500, gráfico diário, escala logarítmica






VIX, gráfico diário, escala logarítmica
















Bovespa e VALE5

Vamos falar de Bovespa e VALE5.

Aqui, temos alguma coisa interessante....

Até pra ver como os algoritmos vão "brincar"

Anteontem VALE5 se segurou numa LTA curta, e fechou com um "martelinho".

Ontem, VALE5 voltou a testar as mínimas de anteontem, assim como a LTA, e fechou praticamente "em cima" dela, embora acima do divisor de 37.20-37,50

Hoje, VALE5 voltou a se segurar acima da LTA e disparou no final do pregão, melhorando seu IFR14 no diário e encostando na média móvel exponencial de 13 períodos.

MME13 ainda cruzada pra baixo sobre a de 21; MACD cruzado na venda no diário. Enfim, ainda nada muito animador pra VALE5, além desse "martelinho" o qual não confio muito.

Vamos agora falar de Bovespa.

Ontem, raspou sua LTA curta, hoje voltou a se segurar acima dela, embora com novas mínimas, um pouco abaixo do suporte intraday de 59.200. Fechou no positivo em 59.761, também com um "martelinho".

IFR14 no diário ainda baixo, mas ainda longe de "sobrevendido".

Será que os algoritmos darão o mesmo ritmo que a VALE5 ?

Isto é, amanhã, novo reteste na LTA, pra depois fugir um pouco e melhorar seu IFR14 no diário, encostar nas MME'S 13 e 21, assim como numa LTB mais acima ?

Bem possível.

De concreto............Suporte agora, 59.100 e resistência 60.400;  a mais forte resistência  61.000

MME 13 ainda cruzada pra baixo sobre a MME21 e MACD cruzado na venda; portanto, ainda nada animador para o Bovespa no curto prazo



VALE5 e BOVESPA na ordem abaixo:



VALE5, gráfico diário, escala logarítmica




BOVESPA, gráfico diário, escala logarítmica


















Esperando a Petrobrás PN subir no Brasil.......Kid Abelha......"Lágrimas e Chuva"


Quando eu era adolescente, não havia internet e tv a cabo.

Existia a Rádio Fluminense no Rio de Janeiro....sim....rádio !!!.......ficava no cantinho do rádio.....risos....."pegava mal", mas pelo menos tocava rock o dia inteiro...

E estávamos no auge do ROCK BRASIL.......Legião Urbana, Kid Abelha, Paralamas, Biquini Cavadão, Titãs, Plebe Rude, Blitz......perdíamos a conta de quantas bandas de rock boas surgiam e tocavam.....

Isso era ali por volta de 1982-1983-1984

Tinha uma música do Kid Abelha no início dos anos 80 que era "Lágrimas e Chuva", que tocava direto........

Quando espero a ação da PETR4, Petrobrás PN subir, lembro-me de "Lágrimas e Chuva" do Kid Abelha...... um verdadeiro martírio.......

O que fizeram com a empresa ? Por quê ela não sobe ? Por quê as petroliferas no mundo inteiro sobem, e a Petrobrás, não ?








LÁGRIMAS E CHUVA - KID ABELHA
Compositor: George Israel / Leoni / Bruno Fortunato


Eu perco o sono e choro
Sei que quase desespero
Mas não sei por quê?

A noite é muito longa,
Eu sou capaz de certas coisas
Que eu não quis fazer.
Será que alguma coisa,
Nisso tudo, faz sentido?
A vida é sempre um risco,
Eu tenho medo do perigo!

Lágrimas e chuva
Molham o vidro da janela
Mas ninguém me vê
O mundo é muito injusto
Eu dou plantão dos meus problemas
Que eu quero esquecer

Será que existe alguém
Ou algum motivo importante
Que justifique a vida
Ou pelo menos este instante

Eu vou contando as horas
E fico ouvindo passos
Quem sabe o fim da história
De mil e uma noites
De suspense no meu quarto











"Reajuste de Combustíveis e a Petrobrás", por Adriano Pires

Adriano Pires, com o tempo, mereceu ser uma referência na área de infra-estrutura no Brasil.

É ele quem opina, no site do jornal "O Globo", sobre o reajuste dos combustíveis e a situação não muito confortável da Petrobrás, a "nossa Petrobrás"

Aqui, o link: http://oglobo.globo.com/blogs/adriano/



Reajuste dos Combustíveis e a Petrobrás



O governo anunciou, ontem à noite (29/01), um aumento dos preços de gasolina e diesel na refinaria, de 6,6% e 5,4%, respectivamente, para entrar em vigor a partir de hoje. Com o reajuste, o preço da gasolina na refinaria aumenta de R$ 1,26 por litro para R$ 1,34 por litro. Já o preço do diesel na refinaria, passou de R$ 1,30 para R$ 1,37. Como as margens brutas dos postos hoje são muito pequenas e não há mais CIDE para acomodar o reajuste, o preço da gasolina ao consumidor será impactado (calcula-se cerca de 4% de reajuste na bomba).

É importante lembrar que esse aumento só foi possível devido à queda das tarifas elétricas, uma vez que o governo está usando o controle de preços para conter a inflação. Ou seja, nesse caso houve uma transfusão de sangue da Eletrobras para a Petrobras.

Considerando a situação atual da Petrobras, o reajuste dos combustíveis deve trazer um aumento de receita em torno de R$ 540 milhões por mês. Por outro lado, a defasagem continua. A defasagem da gasolina, considerando o novo reajuste de 6,6%, com relação ao preço no Golfo do México é de -11%. Para o diesel, considerando o novo reajuste de 5,4%, a nova defasagem é de -20,7%. Ou seja, a Petrobras ainda vai ter muito prejuízo com a importação de combustíveis. Inclusive, a expectativa do mercado é que o volume de importações tende a aumentar, considerando atrasos previstos na expansão da capacidade de refino e crescente demanda doméstica.

Para completar, os recentes resultados frustrantes da empresa, a estagnação da produção de petróleo e o ambicioso plano de investimentos, estão levando a alavancagem financeira da empresa para os limites do chamado investment grade, ameaçando o acesso privilegiado da empresa ao mercado de capitais estrangeiro.

O reajuste de hoje, mesmo proveitoso para a Petrobras, ainda foi muito abaixo do que seria necessário para afastar preocupações com o fluxo de caixa, um reajuste de cerca de 15-20%. Foi também abaixo do que era antecipado pelo mercado, algo em torno de 7-10%. Por este motivo, a reação inicial do mercado foi bastante negativa, com as cotações das ações preferenciais da empresa caindo cerca de 4,5% no início da tarde. O anúncio antecede o resultado do 4º trimestre da Petrobras, que será divulgado semana que vem (04/02).





















Preparados para a alta da "Prata" ?

A "Prata" é o "Ouro" de amanhã ?

Vejam Gráfico 100 anos "Ouro-Prata" (Ouro marcado em "marrom" e prata em "cinza")

Mesma sincronia.....mesmo movimento.....

O "Ouro" já foi....

Falta a "Prata"

Preparados ?

Por quê não pensarmos em 90 como objetivo ? Uma alta de 200% aproximadamente......



Gráfico 100 anos "Ouro-Prata"

Fonte: macrotrends.org


Prata, gráfico SEMANAL, Escala logarítmica




















Você sabe o que o governo brasileiro quer para o câmbio ?....o Financial Times está "confuso"...e você ?


Tempos atrás, o Ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega, estava preocupado com a excessiva valorização do Real.....


O Real subiu...subiu.....e ali por volta de R$ 1,90, a equipe econômica emitiu sinais que o patamar estava bom.....


Depois subiu, subiu mais......rompeu R$ 2,00...foi a R$ 2,10...logo, o Ministro disse que o dólar acima de R$ 2,00 veio para ficar.

Veja: http://oglobo.globo.com/economia/mantega-diz-que-dolar-acima-de-2-veio-para-ficar-6807880

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23/11/12 - 13h31
SÃO PAULO — O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta sexta-feira que o câmbio está em patamar razoável e que "o dólar acima de R$ 2 veio para ficar." Segundo ele, 2012 será o ano da “desintoxicação” dos juros altos e do câmbio baixo.
— Vamos passar do ganho financeiro para o produtivo. O Brasil está viciado em câmbio baixo e juro alto.
Nesta sexta-feira, a cotação da moeda americana chegou a R$ 2,10, mas recuou depois que o BC entrou no mercado vendendo dólares.

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Com a pressão da inflação por todos os lados e o eminente aumento da gasolina que acabou se confirmando, a queda forte do dólar nos últimos dias voltou a trazer dúvidas aos agentes econômicos e investidores.

O que afinal pensa a equipe econômica ?

Mais....


É dentro desse contexto que o jornal Financial Times também reflete em artigo publicado ontem:

O "Financial Times" põe a sua dúvida nos seguintes termos:

1- O governo quer uma valorização gradual do Real para conter a Inflação 

2- O governo entende que o patamar do Real é adequado e emite sinais contraditórios nessa direção

3- Eles não têm nenhuma idéia do que estão fazendo


Qual das 3 alternativas, caro leitores, vocês marcam ?


Vejam matéria abaixo

Link: http://blogs.ft.com/beyond-brics/2013/01/30/confused-about-brazils-currency-war-so-are-we/#axzz2JY97Vpoe





Confused about Brazil’s currency war? So are we

Jan 30, 2013 10:40pm by Samantha Pearson

Trying to understand what Guido Mantega is up to can be exhausting, especially when it comes to his favourite topic: currency wars.

The real weakened early on Wednesday after Brazil’s finance minister warned the government was ready to correct any excessive moves in the exchange rate, adding that a weaker currency makes domestic industry more competitive.

Mantega added that the currency would remain free-floating as long as it stayed within an appropriate band – a comment almost as nonsensical as the central bank’s recent promise that inflation would “converge in a non-linear way” with the target.

But then the real trimmed those losses later on Wednesday after the central bank sold dollars with an agreement to repurchase them in two months, rolling over a line worth more than $1bn before it expires this week.

On Tuesday, the central bank allowed the real to strengthen beyond the 2 per dollar level for the first time since July as concerns grow that the weaker currency is making imports more expensive for industry and adding to the country’s inflation problems.

In the end, the real closed Wednesday’s session more or less flat and traders went home thoroughly confused.


It seems there are three possible explanations behind the authorities’ mixed messages:

1. They want a gradual appreciation of the real to curb inflation and Mantega’s warning was intended to moderate any sharp moves on the back of the central bank’s intervention
2. They have decided the real is at the right level and are sending out contradictory signals to stabilise the currency
3. They have no idea what they’re doing.




















quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Há um ligeiro cansaço no "XLF" - índice do sistema financeiro americano


Vamos acender uma "luz amarela" no índice "XLF", do sistema financeiro americano, um dos grandes responsáveis, se não o maior, pelo rally dos últimos 60 dias por terras americanas.

Rompeu vários topos, inclusive o topo alcançado no início de 2011, embora ainda longe do topo histórico.

Temos 6 dias de indefinição, mas o IFR14 já vindo pra baixo de 70 dá alguma mostra de cansaço, depois de divergências baixistas no tempo diário.

16,75 é suporte imediato; mais forte a faixa de 16,25 e depois 15.

No curto prazo uma LTA passa muito perto; faixa de 17; uma vez rompida, deve levar o índice direto para o suporte de 16.25

Essa faixa de 16.25 é que deve definir mesmo, já que além de suporte, é por onde passa uma LTA mais longa, vista abaixo no GRÁFICO SEMANAL.


"XLF", Gráfico diário, escala logarítmica





"XLF", Gráfico SEMANAL, escala logarítmica





















Cobre em forte alta hoje de 1,75%- atualizando o Semanal

Forte alta do Cobre hoje de 1,75%. Na semana, alta de 2,46%.

Abaixo, gráfico semanal, escala logarítmica





















Dow Jones e SP500

Novas máximas para Dow Jones e SP500.

Dow Jones a menos de 2% de seu topo histórico tem 2 LTA'S abaixo destacadas muito, mas muito inclinadas. Nada muito relevante.

O que vale mesmo são os suportezinhos no intraday que hoje está em 13.880.

Para o SP500, vale o suporte intraday em 1.500.

Continuam "muito sobrecomprados" no IFR14, tempo diário.

Vários papéis por lá também muito próximos de topos anteriores.

A contagem dos topos em intervalos de 500 pontos já não vale mais se considerarmos para o topo em 13.330; pode valer para 13.660, como resgatado ontem; isso daria 14.160.


Dow Jones, gráfico diário, escala logarítmica



SP500, gráfico diário, escala logarítmica


















VIX rompe faixa de 13.70

O índice VIX rompeu hoje a importante faixa de 13,70 com o MACD cruzado na compra.

Talvez volte a retestá-lo ao longo da semana, deixando ainda em aberto, no curtíssimo prazo a expectativa de novas altas no  mercado americano

Para o curto-médio prazo, volta a pressão pra cima do SP500


VIX, gráfico diário, escala logarítmica
















Hora do Recreio: Abertura da Segunda e maior Loja da Livraria Cultura no Rio de Janeiro


Frequentar a Livraria Cultura é um imenso prazer.

Imenso......

Todas têm o "mesmo charme", mas a da "Paulista" no "Conjunto Nacional" tem um "pouco de especial"...


"Ahhhh......"

Não é "nada contra as outras"........até porque, a preocupação, o atendimento e o layout são praticamente os mesmos em todas elas...

Mas caminhar na "Paulista" e folhear, tomar um café na "Cultura" do "Conjunto Nacional" tem um sabor especial.....

E por falar em "Livraria Cultura", eu cometi um erro "gigante" em não comentar a abertura da sua segunda loja no Rio de Janeiro.

A primeira fica num espaço "um pouco pequeno"  pro perfil da "Cultura" ,embora charmoso, no shopping "São Conrado Fashion Mall".

Pra quem não conhece o Rio de Janeiro, o "São Conrado Fashion Mall" é um shopping pequeno direcionado para o público A e B.

Mas a segunda loja da "Livraria Cultura" está num espaço e num lugar "mais apropriado".

Instalada num mega espaço no centro do Rio de Janeiro, atrás da Cinelândia, perto da Lapa, um ponto de grande circulação nos dias úteis.

Embora o Centro do Rio de Janeiro não seja equivalente a "Paulista" para os paulistanos nos finais de semana, a "Livraria Cultura" é capaz de fazer qualquer um se deslocar até lá.

Eu tive o prazer de conhecer pouco depois da inauguração. Fica num prédio histórico do Rio de Janeiro.

Vale a pena......

A inauguração ocorreu pouco antes do Natal.

Um erro da minha parte em não comentar antes.....

O vídeo abaixo postado no Youtube mostra a abertura da loja.

Vida eterna à Livraria Cultura no Rio de Janeiro.......





















Bovespa faz novo pivot de baixa, se segura numa LTA e pressionado pelo cruzamento das MME'S 13 e 21


Situação de curto prazo cada vez mais difícil para o Bovespa

Hoje, a Média móvel exponencial de 13 períodos cruzou pra baixo a de 21, como visto abaixo.

Também o índice fez novo pivot de baixa ao romper a mínima de ontem.

Fecha abaixo de 60 k, porém "em cima" de uma LTA curta como também destacado abaixo.

Nesse momento, está afunilado entre essa LTA e uma LTB mais acima.

Amanhã é último dia do mês, IFR14 já na faixa de 40, segurou nessa LTA, enfim, parece que o Bovespa ainda tem espaço para um repique que possa aliviar os IFR'S14 no diário de alguns papéis e do próprio índice.

Outro detalhe interessante; a antiga resistência de 60.400 foi utilizada no repique intraday de ontem e já na abertura de hoje, e não mais a faixa de 61.200.

Ficamos na expectativa de um repique que pode ser até essa faixa de 60.400 ou, no caso de uma surpresa maior, a faixa de 61.000 pontos, próximo da LTB..

Movimento baixista tende a prosseguir nos próximos dias, com novas mínimas.

Suporte mais forte de médio prazo é 55 k, depois 52 k.




Bovespa, gráfico diário, escala logarítmica
















Nova York: 1:00 PM.....Petrobrás afunda......BP, Chevron, Shell, Exxon, hummmm.........


"Nossa petrolífera" Petrobrás.....Petrolífera Brasileira em NOVA YORK, 1:00 PM, horário local, 16:00, Hora Brasil, Brasília.....queda de 4,21%







Agora, vamos às 4 das maiores petrolíferas estrangeiras:

BP Amoco, Chevron, EXXON e Shell.


Tem alguma coisa que não bate......



BPAmoco, diário



CHEVRON, diário



EXXON, diário



SHELL, diário





















Retomando o debate: "Existe Bolha Imobiliária no Brasil ?"


Ontem, decidi colocar em pauta com mais força a questão da discussão em torno dos preços dos imóveis no Brasil.

Já havia exposto algumas questões em outros posts, mas vamos, a partir de hoje, dar mais ênfase.

Pelo que leio, pelas informações que chegam até mim, já é possível indentificar algum recuo nos preços.

Mas ainda me parece pouco.....muito pouco....

Essa semana mesmo vi uma matéria no jornal dando conta de apartamentos em São Paulo vendidos como uma espécie de "estúdio" ou "pequenos apartamentos", cujo metro quadrado se situa em torno de "impensáveis" R$ 12 mil reais.

Sim. R$ 12 mil reais o metro quadrado, o que faz com que o preço do "estúdio" saia por  algo em torno de R$ 400 mil.

Qual o cidadão médio no Brasil tem condições de engatar uma vida tal que o possibilite pagar por um apartamento de 30 m2 o quantia de R$ 400 mil, financiado ou não ?

Não estamos aqui falando de exceções. Estamos falando de um "todo" capaz de imprimir uma dinâmica  que sustente no longo prazo compras de R$ 400 mil de um simples "estúdio"de 30 m2.


Comecemos o debate resgatando o artigo mais extenso que escrevi sobre a Bolha Imobiliária em 20/08/2012, reproduzido abaixo (link aqui: http://pracompraroupravender.blogspot.com.br/2012/08/existe-bolha-imobiliaria-no-brasil.html)


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Quero finalmente falar um pouco sobre um assunto que começa a tomar forma nos últimos meses: "BOLHA IMOBILIÁRIA NO BRASIL"

É fato que há cerca de 15-18 meses já identificávamos aqui e ali alguma discussão; no entanto, nos últimos meses, tem-se intensificado, a ponto da Revista Veja fazer uma matéria de capa na seção "Rio de Janeiro" sobre o tema há cerca de 2 meses.

O Brasil vive uma Bolha Imobiliária ?

O principal argumento que vejo sair da boca de alguns analistas, sejam da área ou não, diz respeito a variável "demanda".
Demanda seria a responsável pela escalada dos preços no Brasil; na verdade uma "demanda reprimida" , já que há anos a sociedade manteria uma "disposição de comprar" e esbarrara em alguns obstáculos.

Não quero tornar o texto "pesado" , recheado por números e gráficos.

No entanto, de modo geral, podemos nos ater, principalmente, a um estudo do BIS (Bank of International Settlements, ou Banco de Compensações Internacionais) , de setembro de 2002, para iniciar algum tipo de especulação.

Aqui o estudo: http://www.bis.org/publ/qtrpdf/r_qt0209f.pdf

O Estudo do BIS se agarra a 3 variáveis para explicar a disparada dos preços dos imóveis; a saber: PIB, Taxa de Juros e Preços da Bolsa de Valores.


Como o escopo do estudo correspondia a, essencialmente países desenvolvidos, é possível que a variável "crédito" estivesse considerada na "taxa de juros", por supor que países desenvolvidos têm uma estrutura de crédito bem mais avançada do que a de outros países e, portanto, assim foi isolada.

No nosso caso, mais à frente é bom recolocar a variável crédito não apenas dentro da "taxa de juros", e sim, como uma variável a mais.

Ora, dentro da proposta de não tornar o texto pesado, vamos tomar como fato que os preços no Brasil começaram a disparar a partir de 2007-2008.

Logo,vamos analisar PIB , Taxa de Juros e Bolsa de Valores de São Paulo nos últimos 10-15 anos



PIB PER CAPITA


fonte: IPEA



PIB NOMINAL
fonte: IPEA



TAXA DE JUROS SELIC


fonte: IPEA



Bovespa 15 anos MENSAL








À luz da pesquisa do BIS, não me parece que a disparada dos preços no Brasil no últimos 5 anos tenha se baseado nesse tripé "PIB-TAXA DE JUROS-BOVESPA".

Vejam acima a flutuação do "tripé":

O PIB brasileiro já havia subido com força na primeira metade dos "anos 2000", tanto em valores nominais. como "per capita".

A taxa de juros vem caindo ao longo dos "anos 2000", porém, caiu com mais força apena nos últimos 6-12 meses.

A "variável "Bolsa de Valores" valorizou fortemente de 2008 até  2010-2011 praticamente 150%, desde a mínima em 29.200 em dez-2008, porém ela já havia subido bem mais no período 2002-2008, e nem por isso os imóveis dispararam.

É fato que o crédito subiu bastante nos últimos 24-36 meses, mas volto a dizer, o tripé que fundamenta a direção da pesquisa do BIS para explicar explosões de preços de imóveis parece não se ajustar aqui no Brasil, nem parcialmente.

Assim como na década de 80 e 90 economistas brasileiros não conseguiam conter a inflação brasileira  baseada em receitas "ortodoxas" ou "padrões",  a questão da explosão de preços dos imóveis no Brasil também parece não se ajustar a "parâmetros normais".

A inflação brasileira nos anos 80 e 90 era "essencialmente" inercial, algo difícil de entender ou de ser pesquisada nos "ambientes tradicionais"; 

Aqui no Brasil, alguns poucos a estudavam, como Yoshiaki Nakano, André Lara Resende e Pérsio Arida; esses 2 últimos, elaboradores do Plano Real, justamente um Plano que atacava a "inflação inercial", exatamente como ela era.

É preciso ampliar pesquisas no Brasil acerca de tal tema, para entendermos melhor a razão que empurrou e empurra o preços dos imóveis para cima nos últimos 5 anos.

Entretanto, eu mesmo coloco aqui uma ponta do Iceberg.

Não por acaso, a partir de 2006-2007, tivemos o boom dos IPO's das Construtoras na Bolsa de Valores.

Essas mesmas construtoras, por entenderem que havia uma "demanda reprimida", ao se verem abarrotadas de "caixa" "PÓS-IPO", foram à compras; compraram terrenos e mais terrenos.

A "demanda reprimida" afinal teria que ser atendida e, para isso, precisavam de terrenos.

Os agentes econômicos perceberam o movimento. empurraram os preços para cima.

O mercados secundário apenas acompanhou o movimento e também puxou os preços para cima detonando um "efeito manada".

Fica a reflexão.

Fica também a reflexão dentro do contexto econômico vivido pelo Brasil nos ano 80 e 90, quando o país viveu uma HIPERINFLAÇÃO.

Havia naquela época uma discussão entre os economistas e a sociedade se viviamos uma HIPERINFLAÇÃO ou não.

Resgato aqui uma passagem do excelente livro de Miriam Leitão "Saga Brasileira" à pagina 140:


"Em 2005, perguntei a Pedro Malan em entrevista se nós, afinal, tínhamos ou não vivido uma hiperinflação.......Malan, com o benefício do tempo, eliminou as duvidas:

- Ora, hiperinflação, qualquer pessoa de bom senso considera a taxa média que vivemos entre 1985 a 1994. Naquela década a taxa média foi de mais de 1.000% ao ano. Saiu de 270% para 2.300%. Houve momentos em que a taxa anualizada chegou a 5.000%. Isso é hiperinflação em qualquer parte do mundo".


Também, por outro lado, é preciso recorrer a "intuição" para nos auxiliarmos em certas coisas

Assim como fez a mesma Miriam Leitão em seu belo livro "Saga Brasileira", ao trazer à tona o ano de 1986, pouco depois do lançamento do Plano Cruzado, o Plano elaborado no governo do presidente José Sarney e que acabara de congelar preços e salários para conter a inflação.

Diz Miriam Leitão, página 73:

"Minha mãe, Mariana, professora primária em Caratinga, Minas Gerais, não viveu para ver a moeda estabilizada. Mas ela me deu uma lição inesquecível. Aprendi com ela que o jornalismo econômico não é uma abstração; trata das alegrias e tristezas das pessoas, e que a percepção dos leigos sobre economia é bem mais ampla do que se imagina.......

Fui vê-la no segundo semestre de 1986. Faltavam mercadorias na prateleiras, produtos eram vendidos com ágio, mas os políticos ainda não admitiam o fracasso do mais popular dos planos econômicos: o Cruzado......

Ela já sabia, no entanto, que o Cruzado estava morto e que havia um preço a pagar. Não me perguntou o que estava acontecendo, apesar de eu ser jornalista de economia. Ela me informou o que aconteceria.

- Minha filha, nós rimos seis meses; vamos chorar seis anos....

Curioso é que as pessoas sempre alegam nada entender de economia. Depois, em uma frase, falam mais do que equações econômicas".


Semana passada, vi um anúncio de venda de um quitinete (1 quarto e sala muito pequenos, com uma cozinha minúscula; essa é uma breve definição de 1 quitinete) num bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro por R$ 330 mil.

 R$ 330 mil ? !


Assim como nas décadas de 80 e 90 havia a discussão quanto a termos HIPERINFLAÇÃO ou não, podemos discutir se há Bolha Imobiliária ou não.

Não seria mais "fácil"  deixar que um pouco de "intuição" nos acompanhe, assim como o exemplo de Dona Mariana, dona de casa e mãe de Miriam Leitão ?

R$ 330 mil por 1 quitinete na Zona sul do Rio de Janeiro não seria "loucura demais" ?






















terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Explicada a ação do Banco Central nas mesas de câmbio nos últimos dias: Petrobrás anuncia aumento da gasolina para refinarias

Explicada a forte atuação do Banco Central nas mesas de câmbio nos últimos dias com o objetivo de trazer o "dólar-real" para a faixa de R$ 2,00.

Para conter uma inflação que há 3 anos está acima da meta, e que não dá nenhum, mas nenhum sinal de arrefecimento, o Banco Central, prevendo mais combustível na inflação via aumento da gasolina, se "previne" atuando fortemente no dólar pra tentar conter o "incontrolável".


Matéria, crédito portal G1: http://g1.globo.com/economia/noticia/2013/01/petrobras-reajusta-preco-da-gasolina-e-do-diesel.html


29/01/2013 20h03 - Atualizado em 29/01/2013 21h16
Petrobras reajusta preço da gasolina e do diesel nas refinarias
A correção vale a partir da zero hora desta quarta-feira (30).

Reajuste será de 6,6% para a gasolina e de 5,4% para o diesel.

A Petrobras informou nesta terça-feira (29) que os preços da gasolina e do diesel serão reajustados a partir de quarta-feira nas refinarias. O reajuste será de 6,6% para a gasolina A e de 5,4% para o diesel (média Brasil), segundo comunicado da empresa.
A correção vale a partir da zero hora desta quarta-feira (30).
"Esse reajuste foi definido levando em consideração a política de preços da Companhia, que busca alinhar o preço dos derivados aos valores praticados no mercado internacional em uma perspectiva de médio e longo prazo", afirmou a companhia em nota.
De acordo com a estatal, os preços da gasolina e do diesel, sobre os quais incide o reajuste anunciado, não incluem os tributos federais CIDE e PIS/Cofins e o tributo estadual ICMS.










Dow Jones, WAL-MART, IBM, os algoritmos e quantos dias a IBM precisa pra estreitar as bandas ?



Dow Jones Insano. Novas máximas, aproximando-se rapidamente da faixa dos 14.000, com IFR14 encostando na faixa de 80

Obviamente, muitos devem estar se perguntando sobre a contagem que levantei aqui sobre os topos e os 500 pontos.

Pois é......

Será que deveríamos voltar a recontar a partir do topo de 13.660 ? Assim, o novo topo e fim do rally seria 14.160, simplesmente a pouquíssimos passos do Topo histórico ?

Claro que poderíamos.......

E, dessa forma, seria inacreditável imaginar o quão seriam eficientes os algoritmos, não ?

Capazes de estabelecerem uma conexão entre os topos últimos e o topo histórico.

Infelizmente, nos "cisnes negros", ou na dinâmica da queda, principalmente no "efeito manada",  a eficiência dos algoritmos desaparece,

Mas vamos agora voltarmos nossa atenção para WAL-MART e IBM, 2 dos principais papéis do Dow Jones

WAL-MART rompeu a LTB curta dele hoje; falta agora preencher um GAP. Vejam no primeiro gráfico abaixo

Agora, IBM.

Outro dia estabelecemos e comparamos a IBM na forte correção de jul-ago-2011 e hoje.

Em meados de jul-2011, IBM abre em forte alta, deixando um GAP; precisou de cerca de 10 dias pra  voltar a cair e cair forte, justamente no mesmo período da forte correção do Dow Jones, como visto mais abaixo

Vejam no segundo gráfico abaixo, como aconteceu o movimento da IBM depois de aberto o GAP.

Reparem que as bandas não esgarçaram tanto na forte alta antes da queda de cerca de 16%.

Mesmo assim, cerca de 10 candles depois, a IBM devolve tudo e mais alguma coisa; e o Dow Jones corrige cerca de 19%

Agora, reparem no terceiro gráfico abaixo, o movimento da IBM hoje.

A forte alta da semana passada é tão "bizarra", que as bandas bollinger se esgarçam sobremaneira.

Já entrou num período de consolidação para que as bandas estreitem.

Esse estreitamento seria o tempo que o Dow Jones precisa pra chegar finalmente ao fim do rally, assim como foi em 2011 ?

Gráfico do Dow Jones no período maio-set.2011 foi colocado por último para comparação



WAL-MART, Gráfico diário, escala logarítmica




IBM, Gráfico diário, escala logarítmica - JUNHO-JUL-AGO. 2011





IBM, Gráfico diário, escala logarítmica - ATUAL





DOW JONES, Gráfico diário, escala logarítmica - JUNHO-JUL-AGO. 2011
































Bovespa e VALE5

Bovespa se segurou bem acima da faixa de 60.000 pontos, embora no intraday tenha tocado os 59.800.

Por enquanto "fazendo o dever de casa"; pivotou pra baixo ao romper o suporte de 61.000-61.200, veio procurar a faixa de 60.000 e se segurou.

Caso queiramos olhar o ponto positivo, vamos lá:

Na verdade, olhado sob a ótica dos 60 minutos, o Bovespa tinha uma congestão de 1.200 pontos aproximadamente (62.200-61.000).

Ao romper, procurar os 59.800 significa apenas o tamanho da congestão (61.000-1.200=59.800).

Esse é o ponto positivo, caso queiramos olhar como uma reversão em cima de faixa de 60 k.

Do ponto de vista negativo, temos vários papéis já com suas médias móveis exponenciais de 13 e 21 "perigosamente" embicadas pra baixo no diário. assim como a própria direção das médias móveis de 13 e 21 do Bovespa , embora ainda não cruzadas,  sugerindo uma continuação do movimento baixista.

Resistência fortíssima agora a faixa de 61.000.61.200, região um pouco abaixo da média móvel exponencial de 21. Suporte intraday , a mínima de hoje , faixa de 59.800


VALE5 numa queda impressionante no últimos 20-25 dias, veio buscar uma LTA "meio esquisita" (baixa inclinação) abaixo destacada.

A mínima de hoje também é faixa e divisor fundamental, faixa de 37.20-37.50


Bovespa , gráfico diário, escala logarítmica





VALE5 , gráfico diário, escala logarítmica




















Vamos dar início a um debate: O que acontecerá com o preço dos imóveis no Brasil se o FED decidir aumentar a taxa de juros ?


Já inseri aqui e ali, em algumas "entrelinhas", a seguinte questão: 

"O que acontecerá com o preço dos imóveis no Brasil se o FED decidir aumentar a taxa de juros ?"

Não me parece que, depois da estabilidade monetária, isto é, após o Plano Real, passamos por algum tipo de evento de reprecificação para baixo dos imóveis no Brasil.

Vamos voltar um pouco.

Vamos considerar, nesse campo, o Brasil "Pós-Industrial", ou seja, após 1930, quando o ex-presidente Getúlio Vargas joga o país definitivamente na "Era Industrial" ao criar a Petrobrás e a Companhia Siderúrgica Nacional, em substituição a "Política de Imprtações"

Desde então, pra começar, dados sólidos acerca do movimento dos preços de imóveis inexistem.

O tempo passa e, a partir de meados dos anos 70 o país começa a conviver com altas taxas de inflação; o cenário não muda até 1994, quando da criação do Plano Real,

Portanto, avaliar imóveis num contexto inflacionário como o nosso, onde chegou-se a apurar um patamar de 80% ao mês para a inflação, certamente é dificil.

Altas e baixas, nesse período, eram confundidas com os vários planos econômicos, várias mudanças, vários "medos", várias expectativas, enfim um emaranhado de situações que põem em dúvida uma análise mais racional dos alicerces em que se assentavam as inúmeras flutuações dos preços dos imóveis.

O Plano Real demarca a Economia Brasileira de tal forma que, questões outrora nebulosas, passam a ser melhor visualizadas.

No entanto, curiosamente, mesmo dentro desse quadro, números e comportamento do mercado de imóveis no Brasil ainda se mantiveram medianamente ""fora do radar".

A Fundação Getúlio Vargas tem avançado um pouco nessa área com o "índice de rentabilidade de imóveis" (veja aqui: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-02-11/bmfbovespa-e-fgv-lancam-indice-de-rentabilidade-de-imoveis-comerciais)

Fipe e ZAP Imóveis com o índice "FIPE-ZAP" também (Veja aqui: http://www.zap.com.br/imoveis/fipe-zap)


Estamos em 2013 e os dados que temos ainda são recentes, porém, o que me parece mais interessante ressaltar é que, dentro desse contexto "mais sólido" dos últimos 20 anos, e ainda com alguns sustos como a desvalorização cambial de 99 e a disparada do dólar em 2002, por conta da expectativa de uma vitória para a presidência de um partido que sempre foi simpático a moratórias da dívida interna e externa, (o que acabou não se confirmando ao assumir o poder), o Brasil ainda não sofreu uma queda forte nos preços dos imóveis.

Pelo contrário.

Nos últimos 5-6 anos, os preços dispararam.

As causas são muitas, ou podem ser muitas.

Ainda carecemos de estudos, de compilação e cruzamento de dados.

Alguns começam a surgir.

Temos um longo caminho a seguir nesse campo.

Por ora, voltemos a atenção para algumas variáveis/questões que ocorreram nos últimos 5-6 anos, justamente o período em que os preços dos imóveis dispararam no Brasil.

1- Desde dezembro de 2008, o FED americano mantém uma politica de "taxa-zero"
2- No período 2006.2007 , ocorreram vários IPO's de várias construtoras no Brasil, aumentando seus caixas à procura de mais e mais terrenos para construção
3- Crédito abundante como mecanismo anti-cíclico do governo brasileiro
4 - Confirmação do Brasil como país sede para a Copa do Mundo e Olimpíadas no caso do Rio de Janeiro


Deixemos essas 4 questões para a reflexão dos leitores.

4 questões que formaram, na minha avaliação, um conjunto de vetores a puxar e provocar, inevitavelmente, o "efeito manada" que produziu uma escalada "sem fim" nos preços dos imóveis no Brasil.

Quem tem mais peso ?

Isso é apenas uma "ponta do iceberg"










O medo de uma paulada do FED na taxa de juros permanece em Davos


Mais uma vez, o blog volta suas atenções para o movimento do FED americano.

Até quando pode durar a política "insana" de "taxas de juros zero" do FED , criando distorções sobre inúmeros ativos e, até certo ponto, deixando uma porta "mais do que semi-aberta" para o surgimento de pressões inflacionárias  ?

Em matéria publicada hoje pelo"businessinsider", o analista do Morgan Stanley dá sua visão apreendida no mais recente Fórum Econômico de Davos, acerca da apreensão que tomou conta de seus "pares"  quanto a atuação do FED americano ao longo dos últimos anos e sua "eterna política de taxas-zero".

O resumo ? 

Medo......

O que poderá fazer de agora em diante o FED ?


Vamos a matéria parcial abaixo:

Aqui, o link completo:http://www.businessinsider.com/investors-at-davos-feared-1994-moment-2013-1



MORGAN STANLEY ANALYST: Every Investor I Met At Davos Was Worried About The Same Fed Scenario

Matthew Boesler
Jan. 28, 2013, 4:21 PM

Morgan Stanley bank analyst Huw Van Steenis attended the World Economic Forum in Davos last week, and there was one concern he said kept coming up over and over in meetings with investors.
The dreaded "1994 scenario."

In 1994, against the backdrop of a strengthening U.S. economy, the Federal Reserve surprised investors by hiking interest rates, causing a bloodbath in the bond market. The Fed was trying to ward off inflation – even though no real sign of rising prices had yet emerged.

Van Steenis says this concern was voiced by "every single long-term asset owner" that he met.
In a note to clients today titled "What I Learned at Davos," Van Steenis writes:

The consensus of much of the official sector and investors at Davos was that central banks have maxed out and should be soon start focusing on exit, given the unprecedented size of this experiment and its impact on asset prices.

Every single long-term asset owner I met, and numerous longer-term investors, voiced concern about asset prices and the risks from a huge knock from rates backing up (a super-sized version of 1994). 

While so far one can argue that the monetary injection was vital to offset massive deleveraging, it is clear that the risks for debasement of currencies remain high.

However, the vibes Van Steenis picked up from policymakers painted a decidedly different picture.
Van Steenis continues (emphasis added):

One of the most debated topics in the corridors of Davos was the dramatic changes in Japan, with the new government keen to jumpstart the economy with a new 2% inflation target which has led to a material depreciation in the Yen.

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While Mr. Carney was speaking at a generic level for all central banks, I came away from this debate and other meetings with central bankers that that this quantitative experiment is far from over. Not only in Japan are we seeing a bold new experiment but that the new Bank of England governor is likely to give it an extra nudge with a de facto or de jure change in mandate.

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In other words, though it's the biggest fear on everyone's mind right now, a "1994 moment" may be kept at bay longer than most expect as central bankers continue to experiment with monetary policy in a bid to spur growth.
Of course, that doesn't mean that those experiments can't backfire – but so far, at least with regard to interest rates, they haven't.













segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

ADR PETROBRÁS pressionada por uma LTB e uma LTA

A ADR da Petróbrás, listada em Nova York, já havia sentido uma LTB longa na sexta-feira.

Hoje, continuou seu movimento de queda até fechar ligeiramente abaixo de sua LTA curta, destaques no primeiro gráfico.

Por ser um ativo fortemente ligado ao Bovespa, tende a ter uma volatilidade baixa, ainda que historicamente isso não tenha sido "muito real";. por isso, um ligeiro rompimento de uma LTA deve ser analisado com cuidado.

Por aqui, o papel ainda se segurou no suporte anterior , faixa de 19,30, já tocado 3 vezes nos últimos dias.




ADR PETRO, Gráfico diário, escala logarítmica - 6 meses






ADR PETRO, Gráfico diário, escala logarítmica 1 ano
















Em Abril-Maio-2012, o que foi determinante para a queda forte do Bovespa não foi 60 k, e sim 61 k


Vejam que ponto interessante.

Como resistência, a faixa de 60.000 pontos parece funcionar muito mais como divisor do que a faixa de 61.000.

Por outro lado, como suporte, é curioso observar que, por exemplo, em 2012, o mercado se segurou por quase 30 dias na faixa de 61.000 pontos, como destacado abaixo.

Depois de romper, algum ligeiro "respiro" nos 60 k, depois nos 59.200, mas nada animador....depois veio a queda em linha reta até a faixa de 52 k; pela faixa de 58 k, passou "direto"


Bovespa , Gráfico diário























Petróleo Light Crude lutando "contra" uma LTA há 15 dias


Vejam o gráfico do Petróleo Light Crude abaixo.

Há 15 dias "se segura" acima de uma LTA, depois de romper a faixa de 90 e na tentativa de buscar importante divisor de 100.

Inclinação dessa LTA bastante "forte".

Commodity com IFR14 no tempo diário acima de 70, portanto, sobrecomprado.


Gráfico diário, escala logarítmica















Dow Jones e SP500

Nada muito interessante em terras americanas.

Baixa volatilidade, mas  com o Dow Jones fazendo pequena mova máxima aprofundando as inúmeras divergências espalhadas por aí, conforme destacamos aqui ao longo desse fim de semana.

Suporte principal agora 13.660, antiga resistência.

Suporte mais forte 13.000 e depois 12.880

De positivo para o SP500, temos seu fechamento em 1.500, número redondo e uma barreira psicológica.











VIX tenta romper 13,70 , mas fecha abaixo


VIX, depois da queda insana até a faixa de 12, tenta romper a faixa de 13.20-13,70, antiga forte resistência.

Vamos dar o "benefício da dúvida", já que fechou abaixo de 13,70. porém MACD praticamente cruzado na compra, o que sugere que, mais cedo ou mais tarde, o VIX voltará para patamares acima de 13,70.

A volta para um patamar acima de 13,70 abrirá várias questões. uma delas, o fim do rally do SP500


Gráfico diário, escala logarítmica













Bovespa rompe pivot de 61.000 com MME's 13 e 21 embicadas pra baixo

Situação muito ruim para o Bovespa.

Rompeu pra baixo importante faixa de suporte de 61.000, pivota pra baixo, e sua Média móvel exponencial de 13 praticamente cruzada pra baixo sobre a de 21....

Outros papéis voltaram a pivotar pra baixo, caso da VALE5, mas batendo em fortes suportes e IFR'S14 no tempo diário "beirando" faixa de 40.

É possível pensar em 1 ou 2 toques na faixa de 61.000-61.200, que pode ser o pullback; ajustam-se alguns papéis e retoma-se a venda,.

De positivo, o fechamento ainda acima de 60 k. Mas diante da maneira como a faixa de 61.000 foi tocada, várias e várias vezes, me parece, agora, mais útil olhar para esse pivot de 61 k hoje rompido.


Bovespa, gráfico diário, escala linear