segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Ufa ! Ainda bem que o ano vai acabar.....Último relatório FOCUS mostra que Brasil vai crescer menos que 1% em 2012


Estamos a poucas horas do final do ano no Brasil.....

Começamos o ano com previsões de crescimento para a Economia Brasileira de 4,5%, 4...3,5......

Último relatório da pesquisa FOCUS mostra que o crescimento do Brasil será menor que 1% em 2012.....

E a inflação ?

Ora......péssima noticia também.......

Crédito: Portal UOL- Reuters

http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2012/12/31/mercado-preve-pib-abaixo-de-1-em-2012-e-inflacao-em-alta.jhtm



Mercado prevê PIB abaixo de 1% em 2012 e inflação em alt

O mercado encerrou o ano estimando pela primeira vez que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012 ficará abaixo de 1%. Os analistas também elevaram, pela quarta semana seguida, a projeção para a inflação no ano.

Os dados constam da pesquisa Focus, divulgada pelo Banco Central nessa segunda-feira (31).

Os analistas consultados na pesquisa preveem que o PIB vai crescer 0,98% em 2012. A estimativa, na semana passada, era de um crescimento de 1%. Com relação a 2013, a perspectiva foi mantida em 3,3%.

Os analistas preveem que o IPCA, o índice de inflação usado oficialmente pelo governo, tenha alta de 5,71% em 2012. A estimativa anterior era de 5,69%. Já a expectativa para a inflação em 2013 é de alta de 5,47%.

A pesquisa Focus mostrou ainda que os analistas mantiveram a previsão de que a Selic encerrará 2013 nos atuais 7,25% ao ano, mesmo percentual estimado para a taxa básica de juros em janeiro.

















China ainda respira com dados da indústria



No último dia do ano, últimos dados compilados pelo HSBC  para o setor da indústria  mostram que a China ainda dá sinais de fôlego.

Crédito: Bloomberg

http://www.bloomberg.com/news/2012-12-31/china-s-manufacturing-expands-at-fastest-pace-since-may-2011.html


China Manufacturing Pickup Shows Rebound Gains Traction: Economy

By Bloomberg News - Dec 31, 2012 5:24 AM GMT-0200

China’s manufacturing unexpectedly expanded at the fastest pace in 19 months in December, boosting optimism that a recovery in the world’s second-biggest economy is gaining traction.
The final reading of a Purchasing Managers’ Index was 51.5 in December, according to a statement from HSBC Holdings Plc and Markit Economics today. That compares with the 50.9 preliminary reading on Dec. 14 and a final 50.5 in November. A level above 50 indicates expansion.

China’s economy may have rebounded after a seven-quarter slowdown as the government increased spending on infrastructure and accelerated investment-project approvals. The pickup may smooth the ruling Communist Party’s once-a-decade transition to a new generation of leaders headed by Xi Jinping, who took office as general secretary in November.

“Momentum is likely to be sustained in the coming months when infrastructure construction runs into full speed and property market conditions stabilize,” Qu Hongbin, chief China economist at HSBC in Hong Kong, said in the statement. Manufacturing output and purchasing accelerated this month, even as new export orders showed a “slight fall” on weak demand in Europe, Japan and the U.S., HSBC said.
The median forecast of 14 economists surveyed by Bloomberg News was for a final reading of 50.9.










domingo, 30 de dezembro de 2012

Os 10 mercados de ações mais rentáveis do mundo em 2012


Em excelente matéria publicada pelo site "www.businessinsider.com", constam os 10 mercados de ações que mais valorizaram em 2012.

Aqui, o link para a matéria: http://www.businessinsider.com/worlds-10-best-performing-stock-markets-2012-12#2-turkey-xu100-533-9


Abaixo, destaco em ordem todas as 10 maiores rentabilidades com os países em questão.

Fiz a pesquisa e coloquei também os links com os endereços das respectivas bolsas junto com os dados fornecidos pela "Bloomberg".

O Índice de Filipinas consta na matéria como "Philippines PSE". Na verdade, segundo consta no próprio site da Bolsa de Filipinas, o índice seria o "Philippines Stock Exchange PSEi Index"


Vamos aos índices:


1- Venezuela IBC  com 302,8 % (Venezuela)


Veja abaixo :

ver em : http://www.caracasstock.com/esp/index.jsp

http://www.bloomberg.com/quote/IBVC:IND


2 - Turquia XU100 com 53,3%  (Turquia )

Ver: http://www.ise.org/Home.aspx

http://www.bloomberg.com/quote/XU100:IND



3- Egypt EGX30 com 49,6 % (Egito)

Ver em http://www.egx.com.eg/english/homepage.aspx

http://www.bloomberg.com/quote/EGX30:IND


4 - Pakistan KSE com 49,3%  (Paquistão )

ver em http://www.kse.com.pk/

http://www.bloomberg.com/quote/KSE100:IND


5 - Kenya NSE com 39,3% (Quênia )

Ver em : http://www.nse.co.ke/

http://www.bloomberg.com/quote/KNSMIDX:IND


6 - Estonia Tallinn OMX com 38,2% (Estônia )

ver em : http://www.nasdaqomxbaltic.com/market/?lang=en

http://www.bloomberg.com/quote/TALSE:IND



7- Thailand SET com35,8% (Tailândia)

ver em : http://www.set.or.th/th/index.html

http://www.bloomberg.com/quote/SET:IND


8 - Laos Composite com35,1 % (Laos)

ver em http://www.lsx.com.la/

http://www.bloomberg.com/quote/LSXC:IND


9 - Nigerian Stcok Exchange com 34,4% ( Nigéria )

Ver em : http://www.nse.com.ng/Pages/default.aspx

http://www.bloomberg.com/quote/NGSEINDX:IND


10 - Philippines PSE com 33% (Filipinas )

ver em : http://www.pse.com.ph/stockMarket/home.html

http://www.bloomberg.com/quote/PCOMP:IND/chart

















sábado, 29 de dezembro de 2012

SP500 no gráfico 60 minutos com parada em 1.400 e divergência altista de IFR14


É fato que os índices de hedge e volatilidade dispararam nos últimos 2 dias sinalizando algo muito feio nos próximos dias para os mercados americanos.

Por outro lado é preciso muita atenção em algumas dúvidas:

1 - da mesma maneira que o Dow Jones fechou abaixo de 13.000 pontos, o SP500 ainda não veio pra baixo da faixa 1.396-1.400.

2- O "XLF" ainda não perdeu a LTA mais longa

3- "CRB" Commodities ainda acima da faixa fundamental de 292.

4 - Ha no gráfico de 60 minutos do SP500 abaixo, uma parada  no fechamento um pouco acima da faixa de 1.400, que significou um "fundo duplo" nos 60" com divergência altista de IFR14.

5- O IFR14 na faixa de 40 no tempo diário não me parece confortável para um crash de 5-6-7 dias no SP500.

Em resumo..........no curtíssimo prazo ainda cautela........talvez uma "perna de alta" ainda seja mais razoável pensar antes da perna de baixa forte.




SP500, Gráfico 60 minutos

























"XLF" perde a LTA curta, mas ainda acima da LTA longa

Índice "XLF" dos sistema financeiro americano perdeu sua LTA curta , o que certamente contribuiu para outra queda forte dos índices americanos.

Mas, vejam que a LTA longa, cuja perda provocaria muito mais estragos ainda está mantida; ela passa hoje ali por volta de 15,50.

Mercados de hedge e volatilidade, espelhados no VIX e VXX estão na "frente", mas não por muito tempo.

Logo logo, o SP500 irá atrás; o mínimo que se possa tirar do acordo sobre o abismo fiscal será o suficiente para tirar os índices americanos do IFR14 baixo da faixa de 40.

Tem muita "coisa boa" aí pra rastrear e confirmar o iminente selloff dos mercados americanos.....


Gráfico diário, escala logarítmica





Gráfico SEMANAL, escala logarítmica
















VXX faz pivot de alta, rompe MA50 e também põe muita pressão nos mercados americanos


Índice "VXX", um dos principais espelhos de hedge e volatilidade do SP500, numa semana de forte alta, assim como o VIX, faz um pivot de alta, rompe fácil sua média móvel simples de 50 períodos, diferente do momento em novembro último, e põe também muita pressão no SP500.

Vejam no gráfico mais abaixo SEMANAL, que há  ainda uma LTB mais longa a ser rompida e forte resistência aí nessa faixa de 36, onde o índice fechou a semana.


Gráfico diário, escala logarítmica





Gráfico SEMANAL, escala logarítmica





















Ano Novo - Eu continuo um "Zé Ninguém" e Você ?






O Grupo "Biquini Cavadão" cantou a música "Zé Ninguém" nos anos 80.......

Anos complicados no Brasil........hiperinflação, vários planos econômicos, várias moedas, redemocratização e abertura política, instabilidade social......

Os anos passaram......alguns altos e baixos no meio do caminho......

mas uma sensação de "DÉJÀ VU" ainda permanece.......

Ano Novo não é apenas um momento de celebração.......é momento pra refletirmos.....

Estudantes,  acadêmicos, pequenos investidores, micro-empresários, empresários.......


O Blog  é sobre o mercado financeiro ?

Essencialmente sim.......


"Mas, se o país não for de todos, ele não vai ser de nenhum de nós...."


___________________________________________________


Quem foi que disse que Deus é brasileiro,
Que existe ordem e progresso,
Enquanto a zona corre solta no congresso?

Os dias passam lentos
Aos meses seguem os aumentos

Cada dia eu levo um tiro
Que sai pela culatra
Eu não sou ministro, eu não sou magnata
Eu sou do povo, eu sou um Zé Ninguém
Aqui embaixo, as leis são diferentes
Eu sou do povo, eu sou um Zé Ninguém
Aqui embaixo, as leis são diferentes












sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Um ótimo Ano Novo a todos leitores - Não esqueçam da Heineken.......








Gráfico 5 anos Heineken em Amsterdã - 190% de valorização em 3 anos e meio


























Dow Jones, SP500 e VIX


Dow Jones fechou abaixo de 13.000 pontos, embora ainda acima da última perna de baixa que foi até 12.920.

SP500 ainda acima de faixa importante de 1.396-1.400 como destacado abaixo.

Esses 2 comportamentos e mais o IFR14 do Dow Jones em patamar de 40 no tempo diário deixam "no ar" a dúvida de que ainda podemos ter um repique mediano no curtíssimo prazo.

São 2 mensagens que não "batem".....o SP500 ainda acima de faixa importante e o Dow Jones abaixo de 13 k......isso mesmo com a expectativa em torno das negociações do "abismo fiscal" americano.

Ainda sou mais "simpático" à hipótese que ainda falta uma ida na faixa de 13.280-13.320 antes de uma perna de baixa mais forte até, no mínimo e no curto prazo, nos 12.000 pontos para o Dow Jones.

MACD's cruzados na VENDA para ambos os índices, mas médias móveis exponenciais de 13 ainda não cruzaram pra baixo as de 21.

VIX, num movimento insano fez máxima em 23,23 novamente indicando que a correção do SP500 está longe de terminar.

Semana que vem teremos sinais interessantíssimos; abaixo de 12.920, o Dow Jones só tem os 12.750 pra segurar.



Gráficos diários, escalas logarítmicas














Bovespa termina o ano ainda acima da LTA curta


Bovespa num dia de pouco volume e baixíssima volatilidade fecha ainda acima da LTA curta como destacado abaixo. Fechamento em 60.950

A congestão entre 60.200 e 61.200 ainda está firme.

Pra cima de 61.200 ainda temos 62.000-.62.500 e 63.400. Pra baixo da faixa de 60 k, volta complicar.


Gráfico diário, escala linear













Mais uma vez vamos revisitar as projeções de alguns bancos feitas ano passado -


Escrevi um post ano passado com o seguinte título: 

"A Fantasia das projeções dos bancos - um festival de horrores" (Veja aqui no link: http://pracompraroupravender.blogspot.com.br/2012/01/fantasia-das-projecoes-dos-bancos-um.html)

O post revisitava as projeções para o Bovespa feitas por alguns bancos em 2010 para 2011.

Talvez dados os horrores praticados em 2010, o ano de 2012 não guardou tantas "aberrações".

Ainda vimos muito mais erros do que acertos, mas o festival de horrores diminuiu.

A média, segundo matéria do portal UOL que reproduzo, foi de 67.000 pontos, um erro de aproximadamente 10%.

A visão "sempre pé no chão" de Lika Takahashi, chefe de análise do Banco Fator, foi a que mais se aproximou da realidade; a previsão foi de 60.000 pontos para o Bovespa.

Abro um parênteses pra ressaltar que Lika Takahashi, segundo informações da própria imprensa, não trabalha mais no Banco Fator desde novembro último (ver aqui : http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/11/9/lika-takahashi-deixa-a-fator)

Lika Takahashi parece não frequentar o mainstream do jornalismo econômico, porém, pra quem acompanha seu trabalho, tem apresentado, contra todo o mar de otimismo que cerca o universo do mercado financeiro, uma consistência ímpar nos últimos anos em torno de sua visão "não-tão otimista" da economia brasileira.

Abaixo, parte das previsões do ano de 2011 para 2012 em matéria do portal UOL:

http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/infomoney/2011/12/30/media-de-projecoes-aponta-para-o-ibovespa-em-67000-pontos-em-2012.jhtm




30/12/2011 - 17h00
Média de projeções aponta para o Ibovespa em 67.000 pontos em 2012

SÃO PAULO - O conturbado cenário externo em 2011, com as incertezas políticas que pairaram sobre os Estados Unidos e, principalmente, a Europa, com a constante deterioração da crise da dívida da Zona do Euro, refletiu no desempenho de grande parte do mercado acionário por todo mundo. Por aqui não foi diferente e o Ibovespa ficou bem longe das projeções de 83.200 pontos para o final deste ano, segundo a média levantada pela InfoMoney no final de 2010.


Projeções para o Ibovespa em 2012

Em 2011, o Ibovespa ficou no campo negativo em oito meses e para o próximo ano as projeções não são tão otimistas como no ano passado. Entre as corretoras consultadas, o Banco Fator foi o mais pessimista, ao projetar 60 mil pontos para o benchmark da bolsa brasileira no final de 2012.


Já a equipe de análise do Bradesco acredita no índice em 69 mil pontos no fim do próximo ano , por não considerar o mercado brasileiro descontado em relação aos pares globais, negociando próximo dos níveis de países emergentes e do BRIC. “Os fundamentos do Brasil se mantêm fortes apesar da crise. A atratividade do país está baseada em sua habilidade econômica de contornar choques, fundamentada na força de seu sistema financeiro e de sua baixa dependência da economia global”, constata.

A projeção mais otimista ficou por conta da Citi Corretora, que admite o Brasil como ainda sendo sua “top pick” na América Latina, apesar do “enorme tamanho do setor público brasileiro e do recente desempenho abaixo do esperado do PIB (Produto Interno Bruto) do país, causado mais pela política de aperto monetário e fiscal adotada no primeiro semestre, do que uma extensão da deterioração da economia global”. A média das projeções compiladas foi de 66.583 pontos para o Ibovespa no final de 2012.


Projeções para o Ibovespa em 2012

Instituição
Projeções (pontos)

Bradesco 69 mil
Citi Corretora 70 mil
Fator Corretora 60 mil
Souza Barros 68.500
Geral Investimentos 67 mil
Stock Asset 65 mil

Média das projeções 66.853









2013 vai ser 'ano de colheita', diz Mantega sobre o PIB


Algum leitor quer a previsão do Ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega, sobre o PIB e a situação do Brasil para 2013 ?

Bem.....

Aí vai parte dela abaixo....

Quem quiser ter acesso a sua análise profunda e completa , aqui o link: http://g1.globo.com/economia/noticia/2012/12/2013-vai-ser-ano-de-colheita-diz-mantega-sobre-o-pib.html

Crédito : Portal G1



28/12/2012 10h29 - Atualizado em 28/12/2012 10h33
2013 vai ser 'ano de colheita', diz Mantega sobre o PIB

Ministro da Fazenda nega que haja contradição com o BC sobre o dólar.
Mantega confirmou que há 'válvula de escape' no superávit primário.

Após um crescimento menor que o esperado neste ano, 2013 será um ano de "colheita" em termos de resultados econômicos, de acordo com análise feita pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, em entrevista ao G1.

"2011 e 2012 foram anos de plantio. 2013 vai ser um ano de colheita dessa situação que coloca a economia brasileira em situação mais favorável", declarou na tarde desta quinta-feira (27). Parte da entrevista foi ao ar no mesmo dia, com a informação de Mantega de que as taxas de juros dos bancos públicos continuarão sendo reduzidas em 2013, e a manutenção da estimativa de alta do PIB da ordem de 4% para 2013.

"A maior parte desses estímulos [ao consumo] já foi feita. Inclusive, procuramos no final deste ano definir os parâmetros para 2013. Já definimos as taxas do BNDES para o ano todo de 2013, definimos o que vai acontecer com o IPI de carros, móveis, linha branca e material de construção. Nós vamos dar continuidade à desoneração da folha. Em 2013, vai implicar uma desoneração de R$ 16 bilhões. Poderemos ampliar para outros







Setor público tem maior déficit em suas contas desde dezembro de 2008

Crédito: Portal G1

http://g1.globo.com/economia/noticia/2012/12/setor-publico-tem-maior-deficit-em-suas-contas-em-cerca-de-4-anos.html



8/12/2012 11h52 - Atualizado em 28/12/2012 12h05
Setor público tem maior déficit em suas contas desde dezembro de 2008
Em novembro, foi registrado um déficit primário de R$ 5,5 bilhões, diz BC.
Resultado negativo do governo central pesou nas contas.

Por conta principalmente do desempenho do governo central, as contas de todo o setor público (que incluem ainda os estados, municípios e empresas estatais) registraram um déficit primário (receita menos despesas sem a inclusão de juros) de R$ 5,5 bilhões em novembro deste ano. Este é o maior déficit, para todos os meses, desde dezembro de 2008 (-R$ 20,95 bilhões), isto é, em cerca de quatro anos.

No acumulado de janeiro a novembro deste ano, ainda segundo o Banco Central, o superávit primário das contas públicas somou R$ 82,69 bilhões, ou 2,06% do Produto Interno Bruto (PIB). Contra igual período do ano passado, quando o resultado positivo somou R$ 128,71 bilhões, houve uma queda de 35,7%.
Os números mostram que, em um ano marcado pelos efeitos da crise financeira internacional, o superávit das contas públicas recuou R$ 46 bilhões no acumulado dos onze primeiros meses de 2012. Os números mostram que seria difícil atingir a meta formal de superávit primário estabelecida para este ano fechado, que é de R$ 139,8 bilhões.

Meta de superávit primário

O governo já admitiu, em outubro, que a meta "cheia" de superávit primário do Governo Central, isto é, sem abatimento dos gastos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que é de R$ 97 bilhões, não será atingida neste ano.
De acordo com relatório do orçamento divulgado no último mês, será realizado um abatimento R$ 25,6 bilhões em gastos com investimentos. Com isso, a meta passa a ser de R$ 71,4 bilhões para o ano de 2012 fechado.
Com isso, o objetivo fiscal do setor público para este ano recuaria para R$ 114,2 bilhões. O Tesouro Nacional também já admitiu que a meta dos estados e municípios também não será atingida neste ano, de modo que o superávit deve ficar abaixo deste valor.









quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

VIX faz novo pivot de alta, toca a faixa de 21 e continua empurrando os mercados americanos para o "abismo"


VIX toca na máxima a faixa de 21, fazendo novo pivot de alta, como visto abaixo.

Completamente à vontade pra buscar novos topos e empurrar os mercados americanos para novas mínimas no curto-médio prazo.

Não demorará para, no médio prazo, buscar a faixa de 27, com "cara" de romper esse pivot no SEMANAL e empurrar o SP500 pra faixa de 1.250-1.260




Gráfico diário, escala logarítmica















Dow Jones e SP500 ainda seguram em importantes divisores

Dow Jones tocou a faixa de 13.000 pontos, um pouco mais abaixo e segurou, com forte repique na última hora, fechando em 13.096 pontos.

Me parece ter um comportamento igual a correção de novembro, com 2 pernas médias de baixa, antes da maior.

Em novembro, primeira perna bateu na faixa de 13.300, segurou, repicou 300 pontos, outra perna de baixa até 13.000 pontos, repicou 300 pontos e a última perna de baixa mais forte furou e pivotou a faixa de 13 k.

Me parece que estamos desenhando 2 pernas de baixa antes da mais forte.

A primeira essa em curso que levou o Dow Jones até 12.960.....bastante provável um repique até a faixa de 13.320.....depois outra perna de baixa até a faixa de 12.750, outro repique até a faixa de 13.000-13.020.......depois a mais forte perna de baixa que deve levar o índice Dow Jones no mínim até 12 k.

SP500 bateu na faixa de 1.400 e segurou fechando em 1.418.....assim como o Dow Jones, deve ainda um fôlego até a faixa de 1.440


Graficos diários, escalas logarítmicas



















Bovespa ainda acima de LTA e dentro de uma curta congestão 60-200-61.200


Abaixo vemos o Bovespa ainda dentro de uma curta LTA, respeitando ainda a faixa de 60 k, e dentro de uma curta congestão entre 60.200 e 61.200.

Definição ainda pra cima a faixa de 63.500, sem desprezar a faixa de 62.000-62.500.

Pra baixo, de olho no rompimento da faixa de 60.000 pontos...

Ainda me parece que falta alguma "paulada" pra cima antes da perna forte de baixa...

Talvez o último dia do ano...ou a volta das festas, com baixo volume....

vamos ver....


Gráfico diário, escala linear











Apple no "balança mas não cai" - no "fio da navalha"


LTB longa de 2 anos e meio segurando a Apple nesse momento....faixa de 500 também é importantíssima......


Gráfico SEMANAL, Escala logarítmica,hora Brasil, Brasília,  16:03














quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Ouro Spot confirma a perda de uma LTA de 3 anos e sinaliza congestão 1.550-1.800

Ouro Spot volta do Natal e confirma o rompimento de uma LTA que vem lá do início de  2010 e que já havia sido "salva" várias vezes na correção de meio do ano e prepara uma ida a faixxa de 1,550.

Caso confirme o teste novamente na faixa de 1.550, também fica confirmada uma longa congestão de aproximadamente 18 meses, como destacada no círculo maior.

Congestão de 250 pontos que se rompida pra baixo visitaria um forte suporte na faixa de 1.300 de início de 2011, que "combina" com a altura da congestão.

Pra cima, muito possível uma ida à faixa de 2.050; caso respeite a altura da congestão.



Gráfico SEMANAL, Escala logarítmica


















Há algo também acontecendo com o Cobre e Cobre = Dow Jones


Vejam o comportamento do Cobre abaixo no tempo semanal e no diário.

Vejam também que todas as correções fortes do Cobre coincidiram com as correções fortes dos mercados americanos. (pontos A, B, C e D)

Há uma curta LTB e LTA no diário a acompanhar

Há uma longa LTB e LTA  no SEMANAL a acompanhar.

No diário, a linha MACD voltou a cruzar NA VENDA

No SEMANAL, em todas as últimas correções fortes do COBRE, as linhas MACDS estavam cruzadas na VENDA. Hoje, esse cruzamento não está claro, muito possivelmente a rápidas altas e baixas num curto espaço de tempo.

Me parece que também estamos próximos a novas pernas de baixa no curto-médio e longo prazo para o Cobre, ou seja, fortes correções à frente; faixas de 3,20-3,00 e 2,70

Fortes correções do Cobre, como destaquei no gráfico, têm combinado com fortes correções do Dow Jones



Cobre, gráfico SEMANAL, Escala logarítmica




Cobre, gráfico diário, Escala logarítmica







Dow Jones, gráfico SEMANAL, Escala logarítmica

















Forte alta do Petróleo Light Crude, mas com uma MA200 há 4 meses embicada pra baixo


Forte alta do Petróleo Light Crude hoje de 2,52%.

No entanto, vamos ver com mais cuidado como o ativo tem se comportado.....

Nos últiimos 3 anos, vejam no primeiro gráfico abaixo, em nenhum momento a sua Média móvel simples de 200 períodos embicou pra baixo de forma acentuada como nos últimos 4 meses, no tempo diário.

Hoje, essa mesma MA200 passa em 92,20, também uma faixa de "ligeira resistência".

Me parece "o beijo da morte" do ativo a faixa de 92. Também, deveremos ver no curto prazo uma nova perna de baixa.

Pra cima, apenas o rompimento da faixa de 100 melhora; pra baixo, de olho na faixa de 84, cujo rompimento levaria o indice pra faixa de 75-77

Vamos acompanhar......


Gráficos diários, escalas logarítmicas


















Dow Jones e SP500


Dow Jones tocou sua média móveil simples de 50 períodos que é muito próxima a faixa-divisor de 13.000 pontos e segurou.

No entanto, no curto prazo, certamente o rompimento da faixa de 13.280-13.330 deixaria o índice livre pra buscar a faixa de 13.700.

Me parece que no curto prazo, a decisão ficará dentro da cunha destacada abaixo.

"Forçando um pouco", teríamos uma LTB e uma curta LTA.

Praticamente o mesmo raciocínio para o SP500. Fechou ainda "em cima" de uma importante faixa de 1.420-1.425; o índice aliviou bem o IFR14 no diário que estava perto dos 70.

Assim como o Dow Jones, uma cunha abaixo me parece decidir a direção.

As pistas do VIX destacadas no post abaixo, me levam a acreditar na hipótese de que o rally que vem lá de 1.344 de meados de novembro deve acabar em breve, ainda com um fôlego próximo ao topinho anterior de 1.450 de semana passada.

Interessante observar também a partir de agora, para a confirmação desse cenário, as linhas MACD e os cruzamentos das médias móveis exponenciais de 13 e 21; por isso, já começo a destacá-las abaixo



Gráficos diários, escalas logarítmicas
















VIX finalmente rompe a LTB longa de 18 meses e deve ratificar o final do rally que vem de mar-2009 para o SP500

Hoje, finalmente o índice VIX, principal espelho de hedge e volatilidade do SP500 rompeu a LTB mais longa que vem de meados do ano passado como destacado no GRÁFICO SEMANAL abaixo.

São 3 anos de fortes divergências altistas de IFR14 e MACD no semanal. 3 toques na faixa de 48.

Uma confirmação até o final da semana seria interessante. Até porque, a faixa de resistência de 20 ainda não foi rompida.

Tal comportamento não me parece coerente com uma possivel especulação do SP500 acima do último topo de 1.474.

No curtíssimo prazo, ainda podemos esperar algo próximo a ele.

Voltamos a acompanhar o índice para outros detalhes, como por exemplo, como se comportarão suas médias simples de 50 e 200 diário e no semanal.


Gráfico SEMANAL, Escala logarítmica













Canal de alta do Bovespa e os 62.500 pontos


Vamos acompanhar o canalzinho de alta do Bovespa que vem lá de 55.800.

Índice já bateu na faixa de 70 para o IFR14 no diário e vem subindo devagar.....

Hoje fez novas máximas; ainda tem a pedreira da faixa de 62.000-62.500 pontos pela frente; a principal em 63.400.

No segundo gráfico mais abaixo, destaco o gráfico em LINHA para o BOVESPA para dizer que 62.500 tem se apresentado interessante ponto de referência, nada desprezível.

Para o BOVESPA que está em BEAR MARKET ainda em curso para o longo prazo, é bom olharmos como atenção para os 62.500 também, embora, do ponto de vista gráfico, os 63.400 sejam o topo a ser "perseguido"


Gráficos diários, escalas lineares














Uma interessante "viagem" e visão da Harvard Business School

Numa época em que as Universidades americanas, principalmente as chamadas "business school", sofrem críticas e transformações, uma carta "dirigida ao futuro" mostra uma visão por "dentro" da talvez mais tradicional "business school" do mundo:

A Harvard Business School

"Vale a pena" tirar 5 minutos para ler.....

E pra quem nunca teve o prazer de andar pelas avenidas de Boston, passar pelo MIT, pelo campus da Harvard Law School, e finalmente atravessar a ponte que dá acesso a Harvard Business School, abaixo um pouquinho da "Escola" em excelente matéria da Globo News.











Crédito : Business Insider

http://www.businessinsider.com/what-harvard-business-does-for-you-2012-12



What Harvard Business School Actually Does For You

Mod Note (Andy): This is a syndication from ryanallis.com

The admissions department at Harvard Business School asked me to write a reflection on my first semester for the Class of 2015 pre-matriculation blog. Here’s what I sent in. I hope it gives an insight into what I’ve experienced the last four months. In summary, I’m loving every moment. Come visit me in the Spring semester if you’d like to see HBS for yourself!

A Letter to the HBS Class of 2015
A Review of the First Semester of Harvard Business School
By Ryan Allis, Class of 2014, Section F

December 17, 2012

Dear Future Friend,

Congratulations on getting into the HBS MBA Class of 2015!

As I left Aldrich Hall at HBS after finishing my last final of the first semester, I smiled, knowing that I would return home to San Francisco for the Holidays changed forever.
I considered a question as I walked through the Spangler tunnel on my way to the taxi stand, “What is itexactly that Harvard Business School does?”
Does it teach you finance? Does it teach you marketing? Does it teach you storytelling? Does it teach you operations?
Sure. But that’s not what HBS does.

What Harvard Business School does is:

Teach you a deeply analytical thinking process critical to making high quality decisions and becoming a transformational leader;
Enable you to build a team or find a team of superstars to go after any big world challenge that you wish; and
Give you constant psychological reinforcement and mentors that enable you to refine and then actually execute on your dreams to make a difference.
Below I’ll share more about how HBS accomplishes each of the above based on my experience to date.

1. HBS Refines Your Thinking Process & Decision Making Ability

HBS teaches you a process for critical, analytical, and deep thinking that leads to a much better ability to make the key decisions that enable you to make a bigger impact in the world.
HBS teaches you to see one problem from ninety angles–equal to the number of classmates in your first year section with whom you’ll take each class and form meaningful lifelong bonds.
In your first semester, you’ll realize that there is rarely only one objective truth. You’ll see that rather there are various perspectives that many smart and reasonable people can hold. These smart classmates argue logically, often compellingly, enabling your mental models for the world to rapidly improve.
In your first semester you’ll realize that reality is seen through your own lens–which is a definitionally subjective lens. As you hear the various perspectives of your classmates your understanding of “what is truth” and your approach to seeing reality as clearly as possible will improve.
And in your first semester you’ll read 150 cases (that’s 2500 pages!) on topics ranging from building a business in the electroencephalography headset market to launching a water start-up in Tanzania.

2. HBS Changes The People You’re Surrounded By

As you might expect, HBS changes the caliber of the people in your life.
I have found that we are greatly influenced by the twenty closest people in our lives. If you are around amazing, inspiring, high-integrity and highly competent people then you are pushed, move upward, and grow. Your sphere of opportunities, perspectives on the world, and ability to contribute back to humanity all expand.
HBS allows you to not only get into the rooms in which the world’s decisions get made but also find a network of superstars to bring into the room with you. Nuclear physics PhD from MIT? Check. Solar panel builder? Check. Database scalability engineer? Check. Battalion Commander? Check. Tech CEO? Check. Financial modeler extraordinaire? Check. Synthetic biology hacker? Check. Diverse thinkers from dozens of countries? Check.
You’ll be able to build lifelong ties with people who are highly competent and want to make a big difference in the world–greatly expanding the frontier of opportunities available to you and your ability to find leverage points to influence the world.
After just one semester here I’ve formed close relationships with at least ten close authentic, caring, and extremely competent people with whom I know I will become lifelong friends, forever influencing the future direction of my life.
Coming in, I expected most people at HBS would be focused on the pursuit of business for the maximization of short-term profits and only a few would care deeply about using business to make a difference in the world.
Instead, I’ve found the large majority of students at HBS think about and care about our world and the progress of humanity and see business as a tool to make a scalable sustainable difference.
It seems that HBS takes applicants who have shown they have the raw material for global leadership and provides the thinking framework and global network necessary for greatly scaling their positive impact on the world.

3. HBS Helps You Use Your Life to Make a Bigger Difference in the World

Whether or not you already have your life dreams mapped out, HBS provides an ideal environment to take time to introspectively reflect on and clarify the purpose of your life. HBS provides the landscape for wide-ranging exploration and reflection and the support to go in any direction you wish.
After taking the time to determine how you wish to use your one life to make a difference, you can use your HBS network to build the team or find the team whose organizational mission aligns with your personal mission.
I’ve found that HBS helps students come out the other side of their time here with a better framework for how the world works, a clarified life purpose, a deeper compassion for humanity coming from enhanced exposure to cultural complexity, and the support network to fly higher than one could alone.
So you want to create a sustainable world? Awesome. HBS will show you how to create or join a clean tech team. Want to create a world in which every human has access to basic needs like food, water, and shelter? Awesome. HBS will show you how to build or join a team creating the institutions and businesses that create sustainable growth in frontier markets.
Need mentors for a synthetic biology software startup. Just go talk to a one of the many Entrepreneurs-in-Residence at the HBS Rock Center for Entrepreneurship and they’ll connect you up with the right people. Want to join a team using EEG headsets to use thoughts to control computer software? No problem. On campus is the Harvard Innovation Lab with dozens of start-up teams. You are also just two miles away from the MIT Media Lab building the next generation of human computer interfaces and two miles from Kendall Square–the R&D and start-up epicenter of the East Coast.















A Realidade Nua e Crua: "A triste verdade é que o Banco Central perdeu o controle do processo inflacionário ao perder as rédeas sobre as expectativas.", por Alexandre Schwartsman

O Blog tem expressado uma linha pessimista ao longo de sua vida....

Impossível não expressá-la........

E olha que estou falando do Brasil......il...il...il.....

O Brasil da Copa do Mundo, das Olimpíadas, das praias cariocas, da garota de Ipanema....

Mas só que nos últimos 2-3-4 anos assistimos a outras coisas....

Sem nos alongarmos, até porque o pessimismo é debatido aqui quase que semanalmente.....

Inflação brasileira ? Ah......a inflação brasileira.......aquela que destrói o poder aquisitivo da Classe média......não estou falando em "apenas corrosão"........

É destruição.....

TENTE ACOMPANHAR A INFLAÇÃO......Principalmente em um país com um histórico catastrófico, como o Brasil....

IMPOSSÍVEL ACOMPANHÁ-LA....

Pois é.......Alexandre Schwartsman é claro, direto, sem "meias palavras", quando diz:

"A triste verdade é que o Banco Central perdeu o controle do processo inflacionário ao perder as rédeas sobre as expectativas"


Fiquem com o bom artigo de Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central, publicado pelo portal UOL hoje:

Abaixo, parte do artigo.

Aqui, todo o artigo: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/alexandreschwartsman/1206405-a-bola-torta.shtml




26/12/2012 - 03h00
A bola torta

Na semana passada, o Banco Central, seguindo os rituais associados ao nosso finado regime de metas para a inflação, divulgou seu Relatório de Inflação, publicação trimestral que, em outros tempos, foi o principal canal de comunicação da autoridade monetária com o público.

Naquela época, analistas vasculhavam cuidadosamente o documento, em particular as previsões do Copom sobre a evolução esperada dos preços, variável crucial para as decisões de política monetária.

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Em mais de uma instância, mesmo prevendo inflação acima da meta e crescente, o BC simplesmente ignorou suas próprias projeções e persistiu na trajetória de redução da taxa de juros.

Por esse lado, não deveria haver nenhuma surpresa quanto ao fato de o IPCA-15, uma medida antecipada do número oficial (o IPCA), ter atingido a bagatela de 5,8% em 2012, muito distante da meta de 4,5%.

(A propósito, bem me recordo da descrença acerca da minha previsão sobre a inflação atingir entre 5% e 5,5%, mais perto de 5,5% do que de 5%. Ironias da vida: quem diria que me revelei, na verdade, um otimista inveterado, apenas pouco melhor que o otimista invertebrado?)

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De fato, em dezembro de 2009, o BC previu que a inflação em 2010 atingiria 4,6%; o número final foi 5,9%.

Em 2010, a previsão oficial para 2011 indicava 5%, mas a inflação bateu 6,5%, o teto exato do intervalo de tolerância.

Apesar disso, em dezembro daquele ano, o BC redobrou a aposta e prometeu a convergência para a meta, cravando 4,7% para a inflação de 2012, que, tudo indica, deverá ficar mesmo na casa de 5,8%, como adiantado pelo IPCA-15.

Em três anos consecutivos, pois, o BC errou por mais de um ponto percentual de diferença (o erro médio é de 1,3 ponto percentual).

Diga-se, porém, que errar a previsão não é, a princípio, nenhuma grande vergonha nem o principal tema da discussão.

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Na prática, porém, o que se observa são erros para um lado só: a subestimação sistemática da inflação. No primeiro caso, diríamos que a bola de cristal do BC está embaçada, como de resto a de todos nós economistas; já no segundo, eu diria que a bola de cristal do BC não está prevendo, mas torcendo, o que é muito diferente.

Não é por acaso, portanto, que, quando o BC projeta que a inflação será 4,8% em 2013 (ou mesmo quando promete apenas que será inferior à observada em 2012), tanto economistas como pessoas normais (a distinção é intencional) encarem a promessa com visível incredulidade, expressa, por exemplo, na previsão consensual de mercado para a inflação na casa de 5,5% para o ano que vem (embora eu acredite que será ainda mais alta).

A triste verdade é que o Banco Central perdeu o controle do processo inflacionário ao perder as rédeas sobre as expectativas. Caso ache que vai segurá-las por meio de previsões excessivamente otimistas acerca da trajetória da inflação, está em vias de sofrer um desapontamento amargo.

Se quiser recuperar a mão, o passo inicial é reconhecer a extensão do problema, atitude muito diferente da que encontramos no Relatório de Inflação e na comunicação do BC em geral.








terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Um Natal "contando as cartas" - Dow Jones, SP500, XLF, CRB Commodities, VIX, FTSE, CAC, DAX - Crash e o "número da besta" , 1.250


Todos os gráficos SEMANAIS.....Escalas logarítmicas, EXCETO DOW JONES E DAX (Gráfico MENSAL), .......na ordem Dow Jones, SP500, "XLF"(Sist.financeiro americano), CRB Commodities, VIX, FTSE, CAC, DAX.....

O Número da contagem não é 21.... 

E sim......1.250..........






































Bears americanos em 2013 ou Indiana Jones x Bulls americanos em 2013








"VIX", Gráfico diário, escala logarítmica





"VIX", Gráfico SEMANAL, escala logarítmica






"VXX", Gráfico SEMANAL, escala logarítmica




















"Há uma deterioração bastante grave da política macroeconômica", diz Thiago Curado da Tendências Consultoria


Não há uma palavra abaixo que nos direcione para CREDIBILIDADE.......

CREDIBILIDADE é algo que "se demora" a conquistar....

Em ECONOMIA, CREDIBILIDADE é ponte pra "quase tudo".......

O Brasil vive hoje graves obstáculos do ponto de vista econômico; obstáculos criados e construídos por ações internas e externas.

A dinâmica é fortemente negativa nesse momento para o país.

Pra "piorar", não há CREDBILIDADE.......

Tente, sob esse pano de fundo, virar o leme do navio nos próximos 5 anos.....


Vejam abaixo parte de excelente matéria publicada pelo portal G1

Aqui, a matéria toda: http://g1.globo.com/economia/noticia/2012/12/para-economistas-tripe-da-economia-entra-2013-desacreditado.html



25/12/2012 07h46 - Atualizado em 25/12/2012 07h46
Para economistas, 'tripé' da economia entra 2013 desacreditado
Para Sidnei Nehme, da NGO Corretora, câmbio não é mais flutuante.
Metas fiscal e de inflação também não mais ancoram expectativas.
Alexandro Martello
Do G1, em Brasília


O famoso tripé macroeconômico, formado pelo câmbio flutuante, pelas metas fiscais e de inflação, criado no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso e mantido pelo seu sucessor, Luiz Inácio Lula da Silva, entra o ano de 2013 desacreditado, segundo economistas ouvidos pelo G1.

De acordo com avaliação dos analistas de instituições financeiras, o câmbio não é mais flutuante no Brasil, e sim administrado, ao mesmo tempo em que as metas fiscais (objetivo de economia para pagar juros da dívida pública) e de inflação (pelo IPCA, que serve como referência para a fixação dos juros por parte do BC) não mais "ancoram" as expectativas do mercado. Ou seja, ninguém acredita mais que elas serão cumpridas.

"Há uma deterioração bastante grave da política macroeconômica. Foi justamente o tripé que permitiu ao Brasil o crescimento sustentado, a confiança dos investidores. A gente vê um regime que não nos parece sustentável no médio prazo. O governo não tem regra clara de atuação. Vai agindo mês a mês para corrigir desequilíbrios que são gerados. Isso atinge o investimento. Não é por acaso que, mesmo com juro baixo e câmbio apreciado [dólar alto], o investimento não responda. É difícil ampliar investimento em cenário de desconfiança", avaliou Thiago Curado, economista da Tendências Consultoria.

Câmbio flutuante?

As principais autoridades da área macroecômica (ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini) têm repetido, à exaustão, que o regime de câmbio no Brasil é flutuante. Teoricamente, a cotação da moeda norte-americana oscilaria, portanto, ao sabor da entrada e saída de dólares do país (oferta e demanda). Mas o ministro Mantega já admitiu que a flutuação cambial brasileira seria "suja", ou seja, com algum nível de intervenção por parte do governo.

Para o economista Sidnei Nehme, da NGO Corretora, especialista no mercado cambial, porém, o câmbio está longe de ser flutuante. "O câmbio não flutua nada. Está totalmente administrado e, neste momento, passar por uma guinada", declarou ele, que vê conflito entre as declarações do ministro Mantega (de perseguir mais competitividade com dólar mais alto) e do presidente do BC, Alexandre Tombini – que mostrou preocupação com o impacto do dólar alto na inflação.

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Para Nehme, o dólar pode chegar a R$ 2,30 no fim de 2013 porque os fluxos de entrada de dólares no país, segundo ele, tendem a ser menos intensos no próximo ano. "Além disso, a economia internacional vai continuar fraca e a nossa indústria está sem potencial para exportar", declarou. Para ele, o BC vai deixar o dólar subir naturalmente se a inflação for "pendente" ao centro da meta de 4,5% - medida pelo IPCA.

Meta fiscal

Depois de insistir o ano inteiro que o governo estaria "mirando" na meta cheia de superávit primário (economia feita para pagar juros da dívida pública e tentar manter sua trajetória de queda), o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, admitiu em novembro deste ano que a ela não seria atingida. Segundo ele, o governo irá utilizar a prerrogativa, já aprovada pelo Congresso Nacional, de abater da meta cheia parte (cerca de R$ 26 bilhões) dos investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

De acordo com o economista Fernando Montero, da corretora Convenção, que se concentra na análise das contas públicas, o ano de 2013 nem começou e, mesmo assim, ninguém acredita que a meta de 3,1% do PIB, cerca de R$ 155 bilhões, que consta na Lei de Diretrizes Orçamentárias, será atingida sem abatimentos do PAC. "Ninguém mais acredita. Nem no mercado e nem fora dele. Em Brasília, também não. O BC também não, embora eles continuem colocando o primário cheio para o ano que vem", declarou ele, que já trabalhou na Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda.

O orçamento de 2013 admite a possibilidade de abater R$ 25 bilhões, em gastos do PAC, em 2013, mas ainda não foi anunciada uma decisão formal de utilizar este procedimento.
Segundo Montero, é muito difícil sair de uma meta de primário abatida, como acontecerá neste ano, e, com muita receita extraordinária, e "arrasto tributário" ruim (arrecadação com crescimento menor), e voltar para uma "meta cheia" no ano seguinte, neste caso em 2013. "Acho que a gente consegue fazer a meta no limite do abatimento. Mesmo para isso, vai ser uma meta em torno de 2,3%, ou 2,4% do PIB, você ainda precisará de alguns recursos extraordinários. Entre os quais, pode ser um pedaço do fundo soberano", afirmou ele.

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Regime de metas de inflação

Após dois anos em que a inflação ficou longe da meta central de 4,5% (em 2011, a inflação ficou em 6,5% e, neste ano, já supera 5%, devendo ficar, segundo economistas, por volta de 5,5%), mas ainda dentro do intervalo de tolerância de dois pontos percentuais (podendo chegar a até 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida), o último pé do "tripé" macreconômico também não conta mais com a confiança dos economistas.

De acordo com Thiago Curado, da Tendências Consultoria, o centro de 4,5% da meta de inflação (que vale para 2012, 2013 e 2014) deixou de ser o balizador (número no qual se está mirando) das decisões do Banco Central sobre a taxa básica de juros. Teoricamente, pelo sistema de metas, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC teria por função mirar na meta central, e não no intervalo de tolerância existente. Quando sobe os juros, atua para contrair a demanda por produtos e serviços - e seu respectivo impacto na inflação - e vice-versa.

"O centro da meta, os 4,5%, deixou de ser o balizador das decisões de política monetária [sobre a taxa básica de juros da economia, fixada pelo BC]. É o patamar que o BC efetivamente não persegue. A única coisa que permanece é uma sensibilidade em relação ao teto da banda [de 6,5%]. O BC e governo tentam evitar que a inflação fique acima dos 6,5% por todas as repercussões negativas", declarou Curado ao G1.







segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Agora, a década perdida no Brasil está nas mãos de uma "não-melhora" dos Estados Unidos


Não quero me alongar nesse post......

Apenas deixar na virada do ano, uma reflexão para os leitores do blog, acadêmicos ou não.....

O Brasil "desceu a ladeira" nos últimos 2 anos......

Um país em gritante perda de dinamismo econômico, com pesada carga tributária, gargalos econômicos, um pesado e custoso funcionalismo público e, principalmente um país com um quadro inflacionário delicadíssimo diante de uma queda na atividade econômica; afinal, baixo crescimento econômico combina com deflação e não inflação no "teto da meta" por praticamente 3 anos....

Não quero, pelo menos por enquanto, me aprofundar na economia americana, ainda um dos pilares fundamentais da economia mundial, porém, cabem aqui algumas questões.

Há 4 anos o FED mantém a taxa de juros americana na "lona".....zero.....zero....zero por cento !

Outros países mantém taxas de juros em patamares baixissimos.....

A retomada econômica americana, "mais cedo ou mais tarde" acontecerá.....sua economia carrega componentes, entre outros, pesquisa acadêmica, empreendedorismo e educação, que podem surpreender muitos analistas e/ou agentes econômicos.....

Quando isso ficar claro, talvez até antes, o FED não hesitará em aumentar as taxas de juros.....

o MUNDO acompanhará......

O Brasil entrará no "olho do furacão", mesmo que isso signifique uma possível retomada da economia mundial......

Mas juros mais altos nos Estados Unidos inverterão muitos fluxos financeiros..


O Fluxo econômico-financeiro mundial, ainda que momentâneo, sofrerá um rearranjo...........

O Brasil não será diferente.......uma economia em queda, com graves distorções, bolha imobiliária, enfim......

O Brasil também terá que aumentar o "custo do dinheiro".......

Não  há como conciliar aumento de taxa de juros interna com uma economia em queda e uma bolha imobiliária.....

A tendência ?

Uma outra "paulada" pra baixo no crescimento econômico, já afetado pela inércia negativa e as novas turbulências que aparecerão pela frente; o estouro da bolha imobiliária será a primeira da fila.....

MAS ESSE POST AINDA TERÁ MUITOS OUTROS CAPÍTULOS..........


Como eu já disse há cerca de 1 ano atrás......

Ao final do "TÚNEL BRASIL", não tem uma luz.........tem um trem.......um trem muito grande vindo em nossa direção....

POR ORA....

Para o Brasil, só resta torcer para que a Economia dos Estados Unidos não se recupere no curto-médio prazo......