quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Bovespa devendo os 56.200 ainda, ponto onde deve segurar no curto prazo


Bovespa, depois de subir ontem com baixo volume, caiu hoje, devolvendo todo o ganho de ontem; alguns papéis, como Petrobrás, com volume fortíssimo.

Devendo ainda o toque na faixa de 56.200, suporte e divisor principal de curto prazo; caso o perca, vai direto testar os 52 k.

No entanto, acredito ainda que toque, segure os 56.200, para termos um repique até a faixa de 58 k.

Depois, e antes do Natal, perna de baixa até o 52 k, onde, finalmente, devemos ter um repique mais consistente, de olho nos 60 k.

Pra mim, o beijo da morte, antes de olharmos para o período negro dos anos de 2013 e 2014, de olho no "mega suporte" de 48 k, inicialmente.

Mas, até lá, muita análise otimista irá rolar por aí........muitas visões de céu azul, mar calmo....

Um contraste com a inércia negativa que tomará conta das empresas ao longo dos próximos 6,12 e 24 meses.........

Isso, se antes, a Bolha Imobiliária não estourar, se a inflação não romper os 6% anual. se o superávit fiscal não despencar..........paremos por aqui.......

Vamos ao gráfico


Gráfico diário, escala logarítmica












DAX, FTSE Londres e CAC França


Mercados europeus em alguns suportes que devem ser respeitados no curto prazo, mas nada que anime


FTSE Londres, por exemplo, além de faixa em 5.750 ser importante, é por ande passa também uma Média móvel simples de 200 períodos, assim como o Dow Jones.

Portanto, deve se segurar no curto prazo; porém, mais uma vez, nada que anime no médio prazo.



DAX Alemanha, gráfico diário, escala logaritmica




FTSE Londres, gráfico diário, escala logaritmica





CAC França, gráfico diário, escala logaritmica














Dow Jones e SP500 próximos de pivots e MA200


Dow Jones e SP500 estão próximos de pivots importantes.

Na verdade, já haviam chegado perto semana passada. hoje voltaram pra lá e seguraram.

No entanto, ainda devem encostar em 13.000 pontos para o Dow Jones e 1.396 para o SP500.

Essa faixa de 12.980-13.000 pontos para o Dow Jones também é sua Média móvel simples de 200 peiodos, patamar tocado em outros momentos como destacados abaixo. Normalmente representa um bom balizador para divisores de tendência também.

O que fortalece um repique, além desses 2 pontos, é o IFR14 em patamares abaixo de 40 no tempo diário e que, certamente se aproximará muito dos 30 quando o pivot acima colocado for tocado.


Dow Jones, gráfico diário, escala logarítmica




SP500, gráfico diário, escala logarítmica














Por favor, esqueçam os otimistas.


O Brasil certamente não é mais "o mesmo" há pelo menos 3.4 anos.

O Blog tem apresentado um pouco desse "desconforto" ao longo de toda sua história....

Mas, o desconforto não é algo passageiro.....

E o mais grave é que , em algum momento, o "tal desconforto" virará algo muito, mas muito mais do que "um simples desconforto"

O desconforto somente não é maior, porque o Brasil ainda é um país do OTIMISMO...

Não tenho a mínima idéia do "porquê'. Aliás, até imagino, mas a discussão tomaria uma outra direção.

O fato é que o país, a cada dia, semana, mês que passa, é jogado para uma dinâmica perigosa, se levarmos em conta inúmeras varíáveis macro e micro econômicas.

Pra resumir um pouco mais tudo o que eu disse acima, basta lermos um outro ótimo texto do ex-diretor do Banco Central, Alexandre Schwartsman, escrito em seu blog hoje.


A Essência do seu texto está no último parágrafo que destaco. Mas não deixem de ler o texto todo.

E tentem esquecer os OTIMISTAS.

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"E é por conta disso que o governo federal terá que, mais uma vez, por sua imaginação contábil à prova para fingir que atingiu a meta. É irrelevante se serão descontados os investimentos do PAC, os gastos com saneamento, ou a soma dos CPFs do segundo escalão da Fazenda. Ao final das contas o que sobra é um governo que a cada dia cabe menos no PIB, não porque investe mais, mas porque se acostumou a ser financiado com parcelas crescentes da renda do resto da sociedade."

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Aqui, o link de todo o texto: mais abaixo, parte dele,

http://www.maovisivel.blogspot.com.br/2012/10/a-rota-do-gato.html


A rota do gato


QUARTA-FEIRA, OUTUBRO 31, 2012

Faz parte da mitologia recente da política econômica afirmar que o desempenho fiscal do governo, em particular na esfera federal, abriu espaço para a redução de juros. ........................

O que se observa, todavia, é uma piora consistente do resultado fiscal, a tal ponto que, de forma muito (ou nada?) sutil o próprio BC, não exatamente conhecido por sua capacidade de confrontar as pressões advindas do Ministério da Fazenda, admitiu que a postura de política fiscal mudou, de neutra para expansionista.

Mais (ou menos?) sutil foi a alteração na ata do Copom, que até agosto, afirmava sua convicção quanto à geração de um superávit primário equivalente a 3,1% do PIB “sem ajustes”. Agora, sem maiores explicações, a expressão “sem ajustes” simplesmente desapareceu do documento, deixando claro, ao menos para os hermeneutas das atas do Copom, que o gato fiscal subiu no telhado.

De fato, à luz do superávit registrado até o momento (R$ 55 bilhões) está claro que não há a menor possibilidade do governo atingir a meta fiscal (R$ 97 bilhões) sem recorrer a algum truque contábil, o significado nada oculto de “ajustes”. Resta saber quem levou o felino telhado acima...................


O mais direto é que tal diagnóstico não sobrevive bem ao teste dos fatos. Em que pese certa desaceleração da arrecadação, a verdade é que muito, senão a maior parcela, do desempenho fraco resultou de desonerações promovidas pelo próprio governo federal, cujo objetivo, principal ou secundário (mas sempre de forma intencional), era o de atenuar pressões inflacionárias atuando diretamente sobre os preços, no caso pela redução pontual de alguns tributos. Apenas no caso da CIDE, reduzida para evitar que o reajuste de combustíveis chegasse ao consumidor, a perda de arrecadação até agora é da ordem de R$ 5 bilhões, devendo atingir perto de R$ 7 bilhões no ano.

Mais importante que isso, todavia, é a própria dinâmica fiscal brasileira. A triste verdade é que o governo planeja seu orçamento tendo como base a suposição que a arrecadação sempre crescerá o suficiente para bancar a gastança.

Não é por outro motivo que os gastos públicos crescem ininterruptamente. Ao invés de determinar os gastos de acordo com a necessidade efetiva da sociedade e critérios claros de distribuição de recursos, a prática da política tem sido simplesmente aumentar o dispêndio confiando na capacidade da Receita Federal bancar o jogo extraindo recursos adicionais do setor privado.

Neste ano, por exemplo, a despeito da choradeira federal, a verdade é que o total arrecadado, medido como proporção do PIB, supera o registrado no mesmo período de 2011 (apesar de receitas extraordinárias no ano passado). Posto de outra forma, o problema em 2012 reflete menos a moderação do crescimento das receitas e mais a expansão continuada do gasto.

E é por conta disso que o governo federal terá que, mais uma vez, por sua imaginação contábil à prova para fingir que atingiu a meta. É irrelevante se serão descontados os investimentos do PAC, os gastos com saneamento, ou a soma dos CPFs do segundo escalão da Fazenda. Ao final das contas o que sobra é um governo que a cada dia cabe menos no PIB, não porque investe mais, mas porque se acostumou a ser financiado com parcelas crescentes da renda do resto da sociedade.










Se o setor de "consumo interno" é tão bom, por que a empresa "PAGUE MENOS" cancelou seu IPO ?


O que muitos de nós temos lido nos últimos 6-12 meses ?

Esqueçam Commodities.......o melhor a fazer é olhar para as empresas voltadas para o "Consumo interno"

Será ?

A AMBEV divulgou resultado de seu terceiro trimestre, com um lucro quase 50% superior ao trimestre passado; veja aqui  http://www.infomoney.com.br/ambev/noticia/2598774/Lucro-Ambev-salta-bilhoes-apesar-vendas-menores

Ora......

AMBEV é um OLIGOPÓLIO extremamente focado em resultados. Uma empresa excelente na condução de seus negócios. Mas, certamente, OLIGOPÓLIOS apresentam intrinsicamente margens altas e sofrem menos impactos com crises.

Será que o resto do setor, de fato, apresenta atratividade ?

O resto do setor que não está encaixado em mercados oligopolizados ?

Vejam o caso da rede de farmácias "PAGUE MENOS", um setor altamente pulverizado, embora o quadro de concentração tenha aumentado nos últimos 24 meses.

A notícia abaixo mostra que a rede acaba de cancelar seu IPO, por "condições adversas no mercado".

Ora, se o mercado de consumo interno é tão atrativo assim, por que o IPO de uma empresa do setor de consumo interno não obteve atratividade ?

Crédito: Revista Exame

http://exame.abril.com.br/mercados/ipos/noticias/pague-menos-cancela-pedido-de-ipo


Oferta | 30/10/2012 20:12
Pague Menos cancela pedido de IPO
A companhia justificou a decisão por deteriorações das condições do mercado

Rio de Janeiro - A rede de farmácias cearense Pague Menos apresentou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pedido de cancelamento do processo de registro de sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) devido às deteriorações das condições do mercado, informou a companhia nesta terça-feira.

"A companhia e os coordenadores da oferta decidiram rever o cronograma da sua oferta pública inicial de ações para uma data futura", segundo fato relevante.












Para Miriam, PIB pode crescer mais que 4,5% em 2013


Tá cada vez, cada dia mais difícil.......

Muito difícil......não sei.......



Crédito: Jornal "O Estado de São Paulo"

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+geral,para-miriam-pib-pode-crescer-mais-que-45-em-2013,132941,0.htm



Para Miriam, PIB pode crescer mais que 4,5% em 2013
Para ministra do Planejamento, País poderá crescer ainda mais no ano que vem, pois governo já adotou medidas de estimulo indústria, agricultura e promoveu a redução de juros  
30 de outubro de 2012 | 18h 17

Iuri Dantas, da Agência Estado
BRASÍLIA - A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, classificou de "menos ousada" a previsão de crescimento do Brasil de 4,5% em 2013, que consta da proposta orçamentária para o próximo ano. Segundo ela, o País poderá crescer ainda mais no ano que vem, isso porque o governo já adotou medidas que estimulou a indústria, a agricultura, e promoveu a redução de juros.
Em audiência pública na Comissão Mista do Orçamento, a ministra manteve a mesma visão do Tesouro Nacional de que o País conseguirá economizar na totalidade os R$ 139,8 bilhões previstos como meta de superávit primário para este ano. "Continuamos com o tripé intocado", afirmou, referindo-se à estrutura da atual política econômica do País, baseada em câmbio flutuante, superávit primário e meta de inflação.

A ministra ainda informou que a presidente Dilma Rousseff está analisando duas questões que vão exigir liberação adicional de recursos neste ano. Uma delas diz respeito às dificuldades financeiras enfrentadas pelos municípios, muitos dos quais em situação de inadimplência com o INSS. A outra questão que está sendo debatida no Planalto é a seca no Nordeste.

Miriam aproveitou a ocasião para defender o "modelo de estabilidade" do governo petista. "Acredito que tem uma coisa que esses dez anos já demonstraram: temos preocupação grande com política fiscal, controle da inflação e condução da política econômica", disse. "São anos suficientes para a gente não ter desconfiança em relação às nossas intenções", completou.









terça-feira, 30 de outubro de 2012

A decisão de fechar ou não a Bolsa de Valores de Nova York


A foto abaixo mostra a Bolsa de Valores de Nova York cercada por sacos de areia para impedir que a água chegasse até o prédio...

Mais abaixo, momentos que antecederam a decisão final sobre o fechamento de segunda-feira.

O texto completo está no link abaixo







Crédito: Reuters



Insight: A giant storm and the struggle over closing Wall Street

By John McCrank
NEW YORK | Tue Oct 30, 2012 3:15am EDT
(Reuters) - At 6:30 p.m. on Sunday night, with Hurricane Sandy bearing down on the U.S. East Coast, New York Stock Exchange operator NYSE Euronext had more immediate problems: a revolt from the trading firms that are its lifeblood.

NYSE officials, including global head of sales Christine Sandler, told the firms that while the exchange would shut down its physical trading floor it was planning to open for business on Monday as an electronic-only trading venue for the first time.

But dealers trading shares were skeptical, according to interviews with about a dozen people privy to discussions including senior exchange officials, Wall Street executives, traders and other sources.

The final choice after more than two days of discussions, these sources said, came down to this: whether to use an unproven system to keep the markets open while risking employees' safety, or close for the day and play it safe.

If the NYSE had opened for business its electronic systems may have had to handle more than double the volume it had averaged in recent weeks, a prospect that worried market participants already reeling from a series of embarrassing market snafus this year.

The firms also did not want their employees to have to report to work in the midst of the worst storm to hit New York City since at least 1938, a storm that was forecast to bring flooding, punishing winds and widespread power outages.

"It was, 'Please don't do this. The market is not ready'," one of the sources said.

Late on Sunday night, the NYSE and other exchanges finally decided to close the market on Monday, the first time the Big Board had done so for bad weather since Hurricane Gloria in 1985. While the NYSE took the lead in closing trading in stocks and options, the final decision was collectively taken by all the exchanges, including Nasdaq OMX and CME Group Inc.

In the end, most market participants agreed that NYSE, other exchanges and regulators made the right call, but many on Wall Street still griped about how long it took to reach that decision.

The fact that such a choice took a series of long, complicated discussions signals the enormity of what was at stake. In the event, the storm made landfall on the U.S. East Coast on Monday evening, bringing widespread flooding and extensive power outages to many areas, including Lower Manhattan, home to Wall Street and the exchange.

As the trading closure extends into Tuesday and possibly beyond, analysts estimate that exchanges and banks are losing tens of millions of dollars in revenues every day. Numerous companies have postponed their earnings announcements, and plans of at least six firms to go public have been disrupted.

Late on Monday night, NYSE and Nasdaq said that on Tuesday they would run tests as part of a new contingency plan to see if an electronic-only market could resume equity trading in major names as soon as Wednesday, if the NYSE floor is not reopened.

Overall the storm is likely to cause tens of billions of dollars in economic losses, according to estimates from disaster modeling firms and economists.

NYSE's contingency plan was put in place several months ago in coordination with its member firms, a spokesman said. The concerns that were voiced on Sunday by brokers were largely due to the fact that the hurricane was approaching and New York's subways, buses and other transport were being halted that night.

The firms had already reduced the number of staff who were expected to come into their offices, and that was going to make it difficult to properly monitor the changes required for the new routine, the spokesman said. The concerns were amplified by the risks posed to employees themselves by the storm.



CONTENTIOUS DISCUSSIONS

The discussions around what to do as the storm approached started as early as Friday, the sources said. But they intensified as the weekend progressed and the storm stayed on course.

Often these discussions were contentious, as participants sought to further their own agendas.

Even within the major Wall Street banks, for example, different business units were sometimes at loggerheads over the best course. Fixed income desks were insisting the markets open, as there was a major U.S. Treasury auction on Monday. But the equities desks were uncomfortable, several participants on the calls said.

By Sunday afternoon, NYSE had held a series of discussions with floor brokers, NYSE employees and city officials, deciding that it should close its floor trading operations and move all NYSE-listed stocks to the electronic venue.

Even that decision was not unanimous. The number of people in favor of keeping the floor open and the number opposed were about even, with some saying the trading floor should never be closed, while others argued that people should not be expected to put themselves in harm's way.

"People worried about the system and making sure there is enough liquidity, but this had more to do with human life and putting people in harm's way," said a trading firm executive who was involved in the discussions. Others noted that both safety and technical questions were big issues for people on the calls.

NYSE's decision to open, which was announced around 4 p.m. on Sunday, was short-lived, as trading firms grappled with their own contingency plans. Moreover, the exchange's back-up plan had not been tested since March 31, a worry after the market snafus of this year.

As the weather reports grew more dire on Sunday night, the Securities Industry and Financial Markets Association, which represents securities firms, banks and asset managers, added to the disagreement, voicing significant concerns about proceeding with trading.

Throughout the weekend, officials from the U.S. Securities and Exchange Commission were also on calls with the exchange operators and other market participants. SEC Chairman Mary Schapiro participated in at least one call with Nasdaq Chief Executive Robert Greifeld. She was also in email contact with NYSE CEO Duncan Niederauer.

The substance of their conversation could not be learned. But sources familiar with the situation said the SEC did not make the decision to shutter the markets and the view presented on the various calls was uniform about the need to close.
















Petróleo Light Crude Mensal e as Petrolíferas



Abaixo, gráfico MENSAL do Petróleo Light Crude.

Gráfico MENSAL com MACD cruzado na venda, abaixo da LINHA ZERO desde meados do ano, assim como o HISTOGRAMA.

 Ativo próximo novamente à faixa de 80 que é extremamente importante para definições de longo prazo.

Vejam que essa faixa de 80 já é "defendida" há cerca de 2 anos e meio.

Aqui, mais uma reflexão sobre o mercado brasileiro.


Grafico Mensal, escala linear em 30-10-2012





















Caos na Área Sul da Ilha de Manhattan - Nyse tenta um plano de Contingência para abrir o mercado de ações amanhã


Caos no Estado de Nova York.

Os relatos dão conta de que New Jersey foi a região mais afetada....

Porém, a parte mais baixa da Ilha de Manhattan, onde fica Wall Street , sofreu pesados prejuízos.

Segundo informe da correspondente do Jornal O Estado de São Paulo, toda a área abaixo da 39 Street não tem eletricidade.

O Túnel que liga a Ilha ao Brooklyn, o Brooklyn Battery, está "sob água", isto é, virou um rio....

Veja a imagem :






Apesar disso, A Bolsa de Valores de Nova York corre contra o tempo, e planeja um Plano de Contingência para abrir amanhã......

Aqui, Ouça o relato da Correspondente do Jornal O Estado de São Paulo:

http://radio.estadao.com.br/audios/audio.php?idGuidSelect=B4A590E17A9E48108C36B03EC1848323


Veja matéria da Revista Exame sobre o Plano de Contingência preparado para a Bolsa de Valores de NY

http://exame.abril.com.br/mercados/noticias/fechada-nyse-planeja-testar-novo-plano-de-contingencia



EUA | 30/10/2012 09:00
Fechada, NYSE planeja testar novo plano de contingência
A tempestade Sandy forçou o primeiro fechamento do mercado de ações por motivos climáticos em 27 anos

A operadora da bolsa de valores NYSE Euronext disse que planeja testar um novo plano de contingência para ajudar a retomar a negociação de ações nos Esrados Unidos e acrescentou que a área onde acontece seu pregão físico ainda não foi danificada pelo Sandy, uma das maiores tempestades a atingir os Estados Unidos.

Os mercados de ações dos Estados Unidos ficarão fechados pelo segundo dia nesta terça-feira, à medida em que Wall Street volta sua atenção para a possibilidade do mercado voltar a funcionar no último dia do mês, nesta quarta-feira.

Quarta-feira é um dia importante de negociação por marcar o fim do mês, quando os traders avaliam seus portfólios.

O mercado de títulos também estará fechado nesta terça-feira, com os traders também pretendendo abrir na quarta-feira.

A tempestade Sandy forçou o primeiro fechamento do mercado de ações por motivos climáticos em 27 anos bem no meio da temporada de resultados, o que levou dezenas de empresas a adiar o anúncio de seus resultados trimestrais.

Se os escritórios da NYSE estiver indisponível na quarta-feira, a negociação dos ativos listados na NYSE será executada na bolsa Arca, afirmou a operadora em uma nota emitida a traders na segunda-feira.

A NYSE Arca oferecerá às empresas a possibilidade de testar leilões de abertura e fechamento na NYSE Arca na terça-feira, disse a bolsa.

Os escritórios da NYSE ficam a alguns metros acima das áreas de baixa Manhattan que foram esvaziadas.

O plano de contingência foi descrito como de precaução dada a imprevisibilidade da tempestade que inundou partes da cidade de Nova York.













Imagens Impressionantes do Furacão Sandy próximas a WALL STREET...........


Abaixo, imagens impressionantes da força do Furacão Sandy próximo ao BATTERY PARK, que fica ali muito próximo a WALL STREET.

Imagens postadas há cerca de 8 horas na Internet








Mais abaixo, mais imagens vindas de Manhattan, próximas ao Times Square...

Vejam Manhattan vazia, algumas pessoas andando depressa, com semblantes fechados, preocupadas....uma Starbucks ainda cheia do lado de fora.....

Também, não muito longe de Wall Street







Imagens mais à noite com algumas ruas completamente cobertas pela água



















As pistas do BEAR MARKET BRASILEIRO: AÇO x USIMINAS x CSN


Falei novamente do BEAR MARKET BRASILEIRO no post passado.

Venho falando há meses....

Começamos a "bater o martelo" um pouco mais....

Vejam o gráfico do "Aço" visto pela cotação "Dow Jones Steel Index"....

Comparem com o gráfico da USIMINAS e CSN, 2 das maiores siderúrgicas brasileiras.

MACD Mensal ainda cruzado na VENDA no gráfico do AÇO...

Gráficos são "idênticos".

Faixa importantíssima para o AÇO em 180-190.....Caso não segure, teremos apenas a faixa de 130, depois 100.

Me parece que tal faixa do "AÇO" determinará a direção de novos PIVOTS de baixa ou não, NO LONGO PRAZO, para as principais SIDERÚRGICAS BRASILEIRAS

Caso olhemos para a GERDAU Brasileira, temos um gráfico um pouco melhor, já que fez um pivotzinho de alta no SEMANAL, como destacado abaixo. MACD cruzado na COMPRA no MENSAL.

No entanto, gráfico da GERDAU também muito semelhante com o DOW JONES STEEL INDEX



Gráfico fechamento 26-10-2012, "Aço Dow Jones Steel Index", MENSAL, ESCALA LINEAR



Gráfico fechamento 29-10-2012, "CSNA3", MENSAL, ESCALA LINEAR





Gráfico fechamento 29-10-2012, "USIM5", MENSAL, ESCALA LINEAR





Gráfico fechamento 29-10-2012, "GGBR4", MENSAL, ESCALA LINEAR




















segunda-feira, 29 de outubro de 2012

BEAR MARKET Brasileiro pode ser mais longo do que os 2 últimos - "Podemos ser o Peru da vez"


Vejam o gráfico abaixo....

Observem que os BEAR-MARKETS de 97-99 e 99-2003 duraram entre 2 e 3 anos

Se considerarmos o topo em 74 k em jun-2008 até hoje, temos 4 anos e meio praticamente sem rompermos o topo histórico.

Isso seria um critério de BEAR MARKET. Nesse critério, já teríamos um BEAR MARKET mais longo do que os 2 últimos

Caso consideremos o rompimento de um pivot-divisor semanal, como os 58 k no ano passado, e daí em diante, topos e fundos descendentes no longo prazo, temos um BEAR MARKET de aproximadamente 2 anos ( O TOQUE EM 73 K em novembro de 2010 até hoje )


Mesmo nesse cenário, já estaríamos próximos aos 2 últimos BEAR MARKETS.


Colocarei em posts seguintes, ao longo da semana, algumas pistas....

Por ora, fiquemos com o gráfico para reflexão.......

E, novamente, O BRASIL DO MILAGRE ECONÔMICO DOS ANOS 70 e o "PÓS-MILAGRE"

Não olhem o BRASIL DO PÓS MILAGRE COMO ALGO DISTANTE......

Algumas variáveis, como o Endividamento Externo, podem estar "distantes", porém outras estão muito próximas......

Muitas delas estão já dentro do CONTEXTO BRASILEIRO......apenas não percebemos, ou "NÃO QUEREMOS" PERCEBER......

Ou ainda, À LUZ DA "HISTÓRIA DO PERU"....

O Peru é alimentado todos os dias.....durante 1000 dias..........portanto, ele acha que nunca acontecerá nada com ele........

O curioso é que, na verdade, ele é alimentado pra "FICAR GORDINHO"

O PARADOXO DA HISTÓRIA, é que,

"QUANTO MAIS O PERU ACHA QUE O RISCO É MENOR, O RISCO NA VERDADE É MAIOR".

No milésimo primeiro dia , BOOM !!! O PERU, JÁ DEVIDAMENTE "GORDINHO", É ABATIDO !




Gráfico MENSAL, ESCALA LINEAR

















BOVESPA próximo de 56.200


Bovespa continua sua trajetória de queda no curto prazo.

Ainda devendo o toque nos 56.200, embora tivesse tocado próximo, ao fazer a mínima hoje em 56.580.

IFR14 ainda sem tocar a faixa de 30 no tempo diário, praticamente não deixa dúvidas de que, MAIS CEDO OU MAIS TARDE,  o toque nos 56.200 acontecerá.

Depois disso, algum outro repique, sem muito otimismo, DA MINHA PARTE, de que, no curto-médio prazo, os 56.200 segurarão.

O toque no forte suporte de 52 k antes do NATAL é muito provável.

Ano de 2013 é uma outra história.....

BEAR MARKET continuará em 2013 no mercado brasileiro....

Portanto,

É mais fácil olharmos para 48 k e 42 k em 2013, do que para 74 k......


Gráfico diário, escala linear


















Superávit primário tem resultado mais baixo para setembro desde 2009


Notícia publicada agora no final da tarde.

Crédito: Portal G1

http://g1.globo.com/economia/noticia/2012/10/contas-do-governo-tem-superavit-de-r-125-bilhao-em-setembro.html



29/10/2012 15h06 - Atualizado em 29/10/2012 15h36
Superávit primário tem resultado mais baixo para setembro desde 2009
Economia feita para pagar juros somou R$ 1,25 bilhão no mês passado.
Houve antecipação do pagamento de 13º de aposentados.

Alexandro Martello
Do G1, em Brasília

As contas do Governo Central (União, Previdência Social e Banco Central) registraram, em setembro deste ano, o resultado mais baixo para este mês desde 2009, segundo números divulgados nesta segunda-feira (29) pelo Tesouro Nacional. 

No mês passado, segundo a instituição, o chamado superávit primário (economia feita para pagar juros da dívida pública para tentar manter sua trajetória de queda) somou R$ 1,25 bilhã

Contra o mesmo mês de 2011, quando o superávit somou R$ 5,41 bilhões, foi contabilizada uma queda de 76,8%. Trata-se, também, do valor mais baixo para o mês desde 2009, quando foi contabilizado um déficit de R$ 7,8 bilhões.

Razões para o superávit baixo

Segundo o governo, o resultado de setembro foi impactado pela antecipação do pagamento de parte do décimo terceiro dos aposentados e pensionistas. De acordo com o Ministério da Previdência Social, este pagamento antecipado representou um impacto de R$ 9 bilhões nas contas de setembro. No mês passado, o déficit do INSS somou R$ 11,12 bilhões com este pagamento.

Os números do Tesouro Nacional mostram que a situação seria pior ainda caso não fossem os dividendos de empresas estatais. Em setembro, ingressaram nos cofres públicos, em termos de receitas, R$ 3,6 bilhões em dividendos de empresas controladas pelo governo federal.

O fraco resultado das contas públicas acontece em um ano de crise financeira internacional – que baixa o crescimento da economia brasileira, e subsequentemente, a arrecadação de impostos e contribuições federais. As receitas do governo também sofrem neste ano o efeito das reduções de tributos – estimadas pelo governo em mais de R$ 40 bilhões.











Times Square vazia às 9:30 da manhã com o receio da passagem do furacão Sandy



















Mercados americanos fecharão amanhã também

Vejam:


http://dealbook.nytimes.com/2012/10/29/u-s-markets-to-be-closed-on-tuesday/






Desde o Atentado de 2001, Wall Street não "FECHA"


Mercados financeiros americanos estão fechados hoje, exceto alguma operações eletrônicas

Wall Street está fechada por precaução a passagem do Furacão Sandy

Vejam aqui na BLOOMBERG as datas em que Wall Street "não abriu".



Vejam aqui informe atualizado, "minuto a minuto" direto do "NEW YORK TIMES" do que acontece em Nova York

IMAGENS IMPRESSIONANTES DOS ESTRAGOS FEITOS PELO FURACÃO NA MAIOR CIDADE DO MUNDO....

http://www.nytimes.com/interactive/2012/10/28/nyregion/hurricane-sandy.html












domingo, 28 de outubro de 2012

Petrobrás : "Soluções erradas para condições erradas"


A Notícia que está abaixo assusta não só o ACIONISTA MINORITÁRIO da Petrobrás.

Assusta qualquer cidadão brasileiro, pois, como a Petrobrás ainda é uma sociedade de "capital misto", todos os brasileiros "contribuem", ainda que indiretamente, para o lado positivo ou negativo.

A Petrobrás, segundo a notícia abaixo, "corre contra o tempo" para "fazer caixa" e cobrir eventuais prejuízos que ela amarga, dia após dia, semana após semana, mês após mês, por importar combustível sem ter a chance de repassar o aumento, já que o governo federal teme o impacto inflacionário, uma inflação que "já ousa" em sair do controle, diante dos "insistentes" números no "teto da meta" do governo.

Não estamos aqui para "ideologizar" o assunto, porém, é importante ressaltar até que ponto o Brasil está de fato caminhando para uma direção errada no que tange ao controle de variáveis e instrumentos fundamentais do contexto econômico brasileiro, entre eles o controle da inflação.

Até que ponto, no longo prazo, todo esse cenário contribuirá pra "se auto-alimentar" de forma negativa ?

Uma INFLAÇÃO INSISTENTEMENTE ALTA deve ser controlada por uso de empresas "mistas" ?

Até que ponto, e por QUANTO TEMPO, o País se sustentará em tripés "tão fora do lugar", como "inflação artificialmente controlada via empresas", gastos públicos e "investimentos públicos" errados, dadas condições erradas, que precisam de "soluções erradas" ?



Crédito: Revista Exame / Jornal "O Estado de São Paulo"

http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/petrobras-negocia-parte-de-patrimonio


Venda de ativos | 28/10/2012 10:41
Petrobras negocia parte de patrimônio
A venda de ativos é fundamental para financiar os investimentos no pré-sal; além disso a Petrobrás está perdendo bilhões com a importação de combustíveis

São Paulo - A Petrobrás está com dificuldades para negociar a venda de ativos no exterior. Potenciais compradores sabem que a companhia tem pressa em fazer caixa e aproveitam para barganhar preços, segundo fontes da estatal.

O plano de negócios de 2012 a 2016 prevê vendas de ativos no valor de US$ 14,8 bilhões, a maior parte em 2012. Mas, a pouco mais de dois meses do fim do ano, a estatal ainda não conseguiu levantar os recursos.

O dinheiro é fundamental para financiar os investimentos no pré-sal, cada vez mais prioritários para a empresa, em detrimento dos projetos no exterior. O reforço de caixa é ainda mais importante porque a Petrobrás está perdendo bilhões com a importação de combustíveis e com a queda de produção na Bacia de Campos.

A dificuldade para vender os ativos é sentida no Golfo do México, nos Estados Unidos, onde a Petrobrás negocia com empresas de petróleo de vários países uma complexa parceria para seus 175 blocos de exploração de petróleo. Também podem ser negociados refinarias no Japão e nos Estados Unidos e ativos na Argentina.

No caso da refinaria de Pasadena (Texas), pesa contra a venda o fato de a Petrobrás poder amargar prejuízo bilionário com o negócio. Em junho, a estatal comprou o resto das ações que faltava para obter o capital total da refinaria e encerrou as disputas judiciais com a antiga sócia Transcor/Astra.

O acerto permite que a Petrobrás revenda a refinaria. O problema é o valor a ser negociado. A estatal pagou US$ 1,18 bilhão pela refinaria, mas ela é avaliada em cerca de um décimo deste valor. Apenas no acerto de junho, a Petrobrás desembolsou US$ 820,5 milhões. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.














Bovespa visto pelos índices Setoriais - Materiais, Financeiro e Imobiliário


Vamos situar o Bovespa por 3 índices setoriais importantes:

1- Índice de Materiais
2- Índice Financeiro
3- Índice Imobiliário.

3 índices que bateram em resistências importantes e sentiram.

O Índice de Materiais, que engloba basicamente as mineradoras e siderúrgicas, está testando nesse momento um importante suporte, que era forte resistência há cerca de 3 meses.

O Indice Financeiro praticamente apresenta a mesma configuração, um suporte na faixa de 3.500.

O Índice Imobiliário, sente novamente  a faixa de 960-980. Parece numa longa congestão entre essa faixa e 700-725



Gráfico diario, "IMAT", índice de materiais, escala linear



Gráfico SEMANAL, "IMAT", índice de materiais, escala linear






Gráfico diário, "IFNC", índice financeiro, escala linear





Gráfico SEMANAL, "IFNC", índice financeiro, escala linear






Gráfico SEMANAL, "IMOB", índice imobiliário, escala linear




















sábado, 27 de outubro de 2012

Índice "XLF" toca a LTA e sua MA50


Ontem o índice "XLF" do sistema financeiro americano tocou a segunda LTA de que falei anteontem, e segurou....

Também era ponto da sua Média Móvel simples de 50.

A Hipótese mais provável continua ainda em "andamento", isto é, o Dow Jones ainda tocando o pivot de 12.980-13.000 pontos, com o "XLF" se segurando acima da LTA.

Ontem mesmo o Dow Jones foi muito próximo ao bater na mínima 13.040.

Depois disso, abre-se a possibiidade de um repique um pouco mais forte, e aí sim, na próxima perna de baixa,  o índice "XLF" perderia a LTA junto com a perda do pivot de 13 k do Dow Jones.

Continuamos a acompanhar


"XLF", gráfico diário, escala linear
















sexta-feira, 26 de outubro de 2012

"Portugal não será a Grécia, mas parece", diz Nuno Garoupa do Jornal de Negócios


É........minha gente.....

Vamos atravessar o Atlântico e desembarcar em terras portuguesas.....

Belém. Lisboa, Rio Tejo, Sintra, Cascais, subindo um pouco mais.....Coimbra....Porto.....

Quando lemos a Reuters, Bloomberg, parece que Merkel e o BCE acertaram tudo.....

Abramos um parentêses pra ressaltar que o BUNDESBANK não participa dessa "festa"......

Uma análise mais de perto.....mais critica.....vinda de terras portuguesas, parece que a "coisa" não é bem assim.....

Veja matéria abaixo, publicada no final da noite de anteontem, 24-10-2012

Crédito: "Jornal de Negócios"



Portugal não será a Grécia mas parece
24 Outubro 2012 | 23:30
Nuno Garoupa 

Portugal segue passo a passo a realidade grega com um atraso médio de 18 meses. Infelizmente nem o primeiro-ministro, nem o Presidente da República parecem perceber isso e fingem que não sabem onde tudo isto vai acabar.

(1) A propaganda oficial do regime que teima em agonizar insiste que Portugal não é a Grécia. Não será mas parece. A economia está totalmente rebentada (nesta altura as diferenças nas contas nacionais já são meramente académicas). A sociedade em pura desagregação (todos ralham mas ninguém diz como resolver os vários problemas do financiamento e do crescimento dentro da realidade do euro em que vivemos; impera a demagogia). O memorando da troika não pode nem nunca será cumprido. Os objectivos de défice e do endividamento externo falham, com o Governo de ocasião a usar os truques habituais para esconder os números da triste desilusão (sempre a rever as metas). As reformas estruturais fingem-se, discutem-se, legislam-se até à exaustão mas não são executadas. 

O Governo Passos Coelho é uma cópia fiel do Governo Papandreou que esteve no poder entre Outubro de 2009 e Novembro de 2011. Uma maioria absoluta, um memorando para cumprir, a política do bom aluno, as culpas endossadas ao governo anterior. A mesma inépcia, a mesma inabilidade, a mesma receita (o tal Orçamento de choque de Vítor Gaspar para 2013 é uma fotocópia do Orçamento grego para 2011). O mesmo desastre. E o mesmo fim inglório... Passos Coelho será despedido como foi Papandreou quando se perceber que a inevitável renegociação do memorando tem que ser feita por outro (resta saber quem vai ser o Lucas Papademos português que, com um mais que provável Governo PSD-PS-CDS, possa fazer isso).

Portugal segue passo a passo a realidade grega com um atraso médio de 18 meses. Infelizmente nem o primeiro-ministro nem o Presidente da República parecem perceber isso e fingem que não sabem onde tudo isto vai acabar. Quando o primeiro-ministro tiver que ser despedido (logo que o actual Orçamento tenha que ser rectificado por um aumento "inesperado" do défice), bem se pode assacar responsabilidades ao Presidente da República que continua a ver o regular funcionamento das instituições onde estas já deixaram de existir há muito.

(2) Mas há uma grande diferença entre Portugal e a Grécia (na verdade, entre Portugal e o resto do Sul da Europa). Tudo se desagrega menos o sistema partidário. Enquanto na Grécia (tal como na Itália ou em Espanha), os partidos políticos responsáveis pelo desastre sofrem cisões, separações, profundas divisões e uma erosão eleitoral importante, em Portugal tudo na mesma. O cartel continua a funcionar apesar de tudo; alterna-se entre PS e PSD como sempre e nem vislumbre de qualquer cisão. É o reflexo de um sistema partidário rígido, fechado, protegido pela legislação por ele mesmo criada, pelo financiamento turvo e opaco (para não dizer pior) dos partidos instalados, por uma justiça silenciada, por uma rede de interesses absolutamente devastadora, e um caciquismo digno do pior da cultura latina. Dizem os mexicanos aquela frase, "El que se mueve no sale en la foto." Nunca melhor dito. A foto pode ser uma desgraça mas aqui ninguém se mexe. Claro, sempre em nome da estabilidade e do regular funcionamento das instituições.












"UFA" "Não estamos correndo o risco de deflação".



Hoje é Sexta-feira 

"Me alimentando" com a perspicácia e a inteligência de Alexandre Schwartsman, ex- diretor do Banco Central, em seu blog.........

Terça-feira, 23-10-2012, Alexandre escreve:

"UFA"

"Não estamos correndo o risco de deflação". (Alexandre Tombini, 23/10/2012)

link: http://www.maovisivel.blogspot.com.br/2012/10/ufa.html


Hum.......hum........humm......

O que posso dizer ???

O que vocês fariam no meu lugar ?

Vou lá ver a MTV e o Laranjense....se....se













Vamos acompanhar a segunda LTA do Índice "XLF"


Há cerca de 3 semanas, começamos a acompanhar as LTA'S de curto e médio prazo dos mercados americanos, Dow Jones e SP500.

Amobs índices tiveram a primeira LTA cortada, seguraram por um curtíssimo tempo, para depois romperem a SEGUNDA LTA.

O mais curioso é que alertamos que o índice "XLF" do sistema financeiro americano nao havia perdido a LTA "maior".

Há certamente uma REFLEXÃO a se fazer aqui.

Sabe o que posso especular ?

É bem possível que essa "primeira mini-correção" termine por volta dos 12.980-13.000 mesmo, seguida de um repique razoável.

O suporte dessa faixa, 12.980, poderia coincidir com a SEGUNDA LTA do índice "XLF" do sistema financeiro americano abaixo destacada.

2 SINAIS IMPORTANTES.

Então, passemos a acompanhar também essa SEGUNDA LTA do "XLF"


"XLF" , gráfico diário, escala linear



















Bovespa - É hora de fazer perguntas e não de achar respostas....Pivots e IFR's


Um pouco de reflexão e Filosofia da Ciência no Mercado de Ações sempre ajuda........

Vamos lá.......

Anteontem o Bovespa rompeu um pivot de baixa ao furar o suporte de 58.000 pontos, correto ?

Ora......romper um pivot medianamente forte desses, "deveria" ter uma justificativa forte, não é ?

Ora......rompeu um pivot de baixa, em tese, vai procurar o pivot mais abaixo....

Não me parece razoável pensarmos apenas que o toque em 57.160 de ontem seja o suficiente....

O mercado espera o toque no pivot mais abaixo para pensar em compras um pouco mais "agressivas".

Fato é que, tirando VALE5, vários papéis, mesmo em alta hoje, tiveram baixos volumes.....

Hoje, no intraday, o mercado foi até a faixa de 58.200, ou seja, no intraday rompeu os 58k, mas não teeve forças para se sustentar acima dele.

Podemos até pensar em fechamentos acima desse divisor, mas, por ora, a reversão no curto somente poderia ser pensada, num rompimento acima de 60.400.

Interessante também olharmos os movimentos ascendentes e descendentes sobre a ótica do IFR14.

Vejam que o IFR14, também tem um "pivot de baixa" rompido na faixa de 43-45.

Outra questão que eu não destaquei no blog anteontem:

TAMBÉM TIVEMOS UM PIVOT DE BAIXA NO PETRÓLEO LIGHT CRUDE, junto com o BOVESPA, conforme gráfico mais adiante.

Vejam que, como o Bovespa, ontem mesmo testeou o pivot perdido. Hoje, embora em alta, não teve forças sequer para rompê-lo no intraday

Em resumo, nesse momento, esperamos o teste no pivot de 56.200 para o BOVESPA, mesmo que tenhamos alguns movimentos altistas de curtíssimo prazo.



BOVESPA, Gráfico diário, escala logarítmica




Petróleo Light Crude, Gráfico diário, escala logarítmica
















quinta-feira, 25 de outubro de 2012

13 Regras para Reflexão, por David Rosenberg


13 Regras para reflexão.

Certamente uns concordarão com algumas, outros nem tanto.

Não estão aqui para representarem unanimidade.

Acima de tudo, para reflexão.

Uma de que eu gosto muito:


" Never be a slave to the data -- they are no substitute for astute observation of the big picture."


Vamos a matéria, crédito: "www.businessinder.com"


Link: http://www.businessinsider.com/david-rosenberg-rosies-rules-to-remember-2012-10




DAVID ROSENBERG: Always Remember These 13 Rules
Sam Ro | Oct. 25, 2012, 5:49 AM 

David Rosenberg, chief strategist at Gluskin Sheff and the former Chief North American Economist at Merrill Lynch, is without question one of the sharpest economists in finance.
So, it's a real treat when he shares with us how he thinks.

From his latest must-read Breakfast With Dave note:

A BAKERS' DOZEN!

In my last week at Merrill Lynch back in the spring of 2009, I published Rosie's rules to remember (an economist's dozen), a macro version of Bob Farrell's Ten Market Rules to Remember. A long-time friend and subscriber reminded me of this yesterday and suggested that I should share them... so here they are!

1 -In order for an economic forecast to be relevant, it must be combined with a market call.

2 - Never be a slave to the data -- they are no substitute for astute observation of the big picture.

3 - The consensus rarely gets it right and almost always errs on the side of optimism -- except at the bottom.

4 - Fall in love with your partner, not your forecast.

5 - No two cycles are ever the same.

6- Never hide behind your model.

7- Always seek out corroborating evidence.

8- Have respect for what the markets are telling you.

9 - Be constantly aware with your forecast horizon -- many clients live in the short run.

10 -Of al the market forecasters, Mr. Bond gets it right most often.

11- Highlights the risk to your forecasts.

12 -Get the U.S. consumer right and everything else will take care of itself.

13 -Expansions are more fun than recessions (straight from Bob Farrell's quiver!).











Anotem aí : Itau BBA acredita que o BOVESPA possa fechar 2013 nos 75 mil pontos


Meus caros amigos....

Em 04 de janeiro de 2012, escrevi um post onde constavam as projeções em 2010 de 3 grandes Bancos para o Bovespa em 2011.

TODOS OS 3 ERRARAM, E MUITO !

O post está aqui: http://pracompraroupravender.blogspot.com.br/2012/01/fantasia-das-projecoes-dos-bancos-um.html

Chamava-se: " A Fantasia das projeções dos bancos - Um festival de horrores"

 O Banco Santander chegou a prever o BOVESPA em 100.000 pontos em 2011 !

Bem....

Hoje, saiu a divulgação de que o ITAU BBA, o mesmo banco que previu o BOVESPA em 2011 em 87.000 pontos, prevê o BOVESPA em 2013 em 75.000 pontos !!

SIM ! 75.000 pontos ao final de 2013 !

Anotaram ?

Vejam a matéria abaixo....Crédito : "Revista Exame"

Ah.........Me lembrei da infância..........













Análises | 24/10/2012 08:15
Itaú BBA estima alta de 30% para bolsa até 2013
Banco reduziu a projeção para o setor elétrico, saneamento e commodities

São Paulo – O Itaú BBA estima que o Ibovespa possa chegar aos 75 mil pontos ao final de 2013, o que corresponde a um potencial de valorização de 30% na comparação com o fechamento de terça-feira, mostra um relatório preparado pela equipe de análise. A projeção fica um pouco abaixo da calculada para 2012, de 77 mil pontos.

“A diferença nos alvos se deve principalmente ao menor potencial de valorização nos setores de Energia Elétrica e Saneamento e Matérias-primas. Para as empresas fora de nosso universo de cobertura, ou nas quais atualmente estamos restritos, usamos preços-alvos de consenso, como no ano passado”, ressaltam os analistas Carlos Constantini,Susana Salaru e Pedro Luz Maia, que assinam o documento.

Setores

Segundo o banco, o potencial de ganhos entre os setores é bastante diferente. As ações ligadas à petróleo, puxadas pela OGX (OGXP3), e de telecomunicação, impulsionadas pela TIM, apresentam as maiores estimativas de alta. Já os setores de energia e saneamento, refletindo os cortes nos preços-alvo após o pacote anunciado pelo governo, apresentam o menor potencial.











Dow Jones e Bovespa


Dow Jones abriu em alta, mas nem foi testar o pivot perdido na faixa de 13.280-13.330, o que faz com que se especule  uma ida até lá antes de testar 12.980-13.000 pontos.

No entanto, é praticamente inevitável um teste nessa faixa, onde poderíamos também especular um repique que leve o IFR14 pra patamares, como disse ontem, entre 50 e 60

Bovespa, diferente do Dow Jones, foi sim testar o pivot perdido em 58 k na abertura.

Depois, só caiu....No fechamento, aproveitaram pra "socar mais um pouco"

Teste nos 56.200, mais cedo, ou mais tarde, virá, com objetivo no curto-médio prazo em 52 k.












quarta-feira, 24 de outubro de 2012

"Crash do mercado de ações virá, independente de que vencer as eleições: Obama ou Romney"


Um bom artigo escrito por Rob Bennett serve como reflexão...

Independente de que vença a eleição americana, Obama ou Romney, o Crash dos mercados acionários virá......

ABRO UM PARÊNTESES AQUI.

É preciso entender, mais do que nunca, que empresas sofrem como qualquer um.......empresas têm receitas e despesas......

Como manter rentabilidade num cenário de forte desaceleração econômica mundial ?

Umas passarão nesse cenário com pequenos arranhões, outras passarão com cortes profundos....

Pense no Contexto brasileiro.......

A INFLAÇÃO HOJE NO BRASIL JÁ É FATO......Não há no governo nenhum compromisso, absolutamente nenhum compromisso com o controle da inflação, apenas "discurso"....

Então pensemos no Brasil inserido num cenário de forte desaceleração econômica, com forte inserção no BOOM DAS COMMODITIES, e, por conseguinte, sofrendo os efeitos do estouro das mesmas commodities.....

Um Brasil de controles de tarifas de energia , de preço da gasolina, de discurso populista.

ISSO PODERÁ DAR CERTO ?

Brasil , Estados Unidos, Europa, Ásia, todos encararão uma Outra REALIDADE num futuro próximo......

Apenas os graus variarão........


Crédito: Site www.valuewalk.com

Abaixo o link de toda a matéria que é longa. Mais abaixo, ela reproduzida parcialmente

http://www.valuewalk.com/2012/10/market-crash-inetivable-regardless-of-who-wins-the-elections/




Market Crash Inetivable, Regardless of Who Wins the Elections

Valuation-Informed Indexing #117

by Rob Bennett

This November’s election results will likely cause a stock crash within a year or so. I believe that that’s so REGARDLESS of whether Barack Obama or Mitt Romney is the winner.

My starting point is that I do not believe that it is economic developments that cause stock price changes. If it were, it would not be possible to predict stock returns. But Yale Economics Professor Robert Shiller’s research shows that it IS possible to predict long-term returns using today’s P/E10 value. It has ALWAYS been possible to do this. This has been so for the entire 140 years for which we have return data available to us.

If it is not economic developments that cause price changes, what causes them? Shifts in investor emotion. Investors like to see big numbers on their portfolio statements because it makes them feel better about their retirement prospects. So they bid prices up to crazy levels. But investors possess common sense and worry that the crazy prices are not sustainable. So eventually a point is reached at which investors bid prices down rather than up.

It is emotion that drives the market. That is the important point here.

It is because emotion drives the market that both bull markets and bear markets are stretched out so long. If we were rational, we could have bid stock prices down to fair-value price levels back in early 2009 and then kept them there. Instead, we got scared by the loss of wealth we would suffer if we let prices remain at far-value prices and bid prices up to high levels again. Now we are trying to work up the courage to face the music once again.

It’s hope that keeps us hanging on. So long as we can maintain hope that another price crash is not required, there will not be one. Once we give up hope in the fantasy, the fantasy goes “Poof!”
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It may take a year for the Obama voters to recognize that the second term is going much the same as the first term. But, when they do, it is going to be a big letdown. It will not work for them to tell themselves that they just need to hold out for the next election one more time. Barack Obama’s reelection is likely to cause Romney voters to lose hope in an economic recovery immediately. It is likely to cause Barack Obama voters to lose hope sometime within the following 12 months.

Not that a Mitt Romney election will produce a better result. A Mitt Romney election will cause Romney voters to lose confidence in an economic recovery. They too have been waiting for the election to usher in better times. But, again, if it is not economic policies that are our problem, neither a continuation of today’s economic policies nor a change in today’s economic policies can help us. If Mitt Romney is elected,Barack  Obama voters will lose hope quickly and Mitt Romney voters will lose hope within the following 12 months.

I am NOT preaching Doom and Gloom. I do not believe that we are doomed. I do not believe that gloom is appropriate.

What I believe is that we need to lose confidence in false hopes before we will be willing to take on the job of developing a new investing model that will permit us to put the nasty bull/bear cycle that has capsized our economic system four times now behind us once and for all. The election may serve as the catalyst we need to get this constructive process going.









De volta à Realidade, Mr.Greenspan diz que as quedas nas bolsas "apenas começaram"


Mesmo criticado em alguns meios acadêmicos por ser um dos responsáveis pela "frouxidão monetária" que deu combustível para a bolha imobiliária dos Estados Unidos ao longo da primeira metade dos anos 2000, Mr Greenspan ainda é uma referência.

Abaixo, sua preocupação é visivel e diz que as quedas das bolsas "apenas começaram"

Crédito: Portal Infomoney.

http://www.infomoney.com.br/mercados/noticia/2592363/Preocupado-Alan-Greenspan-alerta-que-quedas-continuarao-bolsa


Preocupado, Alan Greenspan alerta que quedas continuarão na bolsa
Questão política tem sido o grande problema dos Estados Unidos, visto que o congresso do país, altamente polarizado, não tem visto as duas bancadas discutirem os problemas

Por Felipe Moreno  |21h06 | 23-10-2012 A A A

SÃO PAULO - Alan Greenspan, presidente do Federal Reserve de 1987 até 2006, se mostrou preocupado com o atual cenário da economia norte-americana - que deverá passar por uma "catástrofe". Em entrevista ao portal norte-americano CNBC, o economista destacou que começa a duvidar da capacidade do congresso dos Estados Unidos de escapar do "abismo fiscal" - data em janeiro em que o país cortará gastos automaticamente, ao mesmo tempo em que elevará impostos.
Além disso, Greenspan destacou que as quedas na bolsa norte-americana só começaram. "As empresas estão começando a ver resultados ruins, e historicamente isso sempre teve alguma relação com quedas", afirma. Apontado por Ronald Reagan ao posto de chefe da política monetária dos EUA e aposentado durante o governo de George W. Bush, Greenspan é considerado uma das maiores autoridades mundiais em termos de economia e política monetária.