sábado, 30 de junho de 2012

Mais um "Too Big to Fail" - A Volatilidade senta no camarote e assiste seu Réquiem


A reunião de líderes europeus que aconteceu na madrugada de quinta-feira última para sexta-feira poderia ser considerada cômica, se não fosse trágica.

Assistimos simplesmente a mais um "TOO BIG TO FAIL", desta vez, em versão européia.

O Mecanismo de Estabilidade Europeu ( European Stability Mechanism) colocado à mesa pelos líderes euopeus para injetar diretamente dinheiro aos bancos europeus em dificuldade, nada mais é do que o TARP (Trouble Asset Relief Program) Americano.

O TARP Americano tinha como objetivo tirar dos bancos americanos todos os ativos tóxicos através de uma compra maciça de títulos por parte do governo americano.

A quantia ? A pequena bagatela de US$ 700 bilhões. Essa conta, obviamente, foi paga, em boa parte, pelo contribuinte americano, em última análise. Ben Bernanke correu o Congresso americano por dias até obter do mesmo autorização, no dia 03 de outubro de 2008, para que o Governo disponibilizasse essa quantia gigantesca.

Afinal, os bancos eram "grandes demais para quebrar".

Agora, como lá em 2008, discute-se como essa linha/fundo será criado, qual a forma jurídica, e, principalmente, quem vai entrar com a "esmola".

Num primeiro momento discute-se qual parte cada banco entrará, seja por uma espécie de taxa, seja com qualquer outro semelhante.

Ora.........qual é a mágica ? Sabe aquele provérbio: "O pobre falando mal do esfarrapado".

Não há mágica !  Boa parte dos bancos está em dificuldade. Como pode algum banco ajudar outro se está em dificuldade ?

Mais cedo, ou mais tarde, a quantia do fundo virá de aprovação dada pelo Congresso de cada país.

Ou seja, mais uma vez, como nos Estados Unidos,  a conta será paga pelo contribuinte.

A conta será paga por um contribuinte já esmagado por uma economia européia combalida.

Essa tragicomédia está refletida no gráfico do índice "VXX" abaixo.

Disse já em post ontem que o "VXX" tem recebido críticas, talvez pelo pouco tempo em que está no mercado.

Porém, me parece que, cada vez mais, ele tem reproduzido pivots do índice "VIX", um dos principais espelhos de hedge e Volatilidade do SP500, se não o principal.

Nesse contexto, temos abaixo, num intervalo de 3-5 meses, pelo menos 3 toques do "VXX" na faixa de 15, um forte pivot do índice "VIX" também.

Temos uma LTB em escala linear tocada várias vezes. Em escala logarítimica próxima de ser tocada uma LTB mais curta

Mas tão importante quanto o toque na faixa de 15, é a intensidade de divergências de MACD, IFR 14 e volume, principalmente esse, VOLUME.

Vejam o quanto já se comprou de "VXX" nos últimos 3 meses. Um nível muito acima do ano passado, que, diga-se de passagem, já havia subido bastante.

Temos nesse momento um patamar de volume assombroso, contrastando com a queda do índice. Muito, mas muito hedge comprado como proteção de eventual queda do SP500.


Gráfico semanal, ecala linear




Gráfico semanal , escala logarítmica





Vamos continuar e estabelecer algumas analogias.

O tal Mecanismo de Establidade Europeu de que falamos, e apresentado na madrugada de sexta, não tem o  objetivo de salvar a economia,

Tem o objetivo de salvar os bancos, ora !

É pra eles que o Fundo está em pauta. É pra eles que o Congresso de cada país europeu será chamado, mais cedo ou mais tarde.

Novamente, depois, muito depois, espera-se que, em algum momento, algum banco comece a ter uma balanço mais saudável, e apto a emprestar , rodar a roda do empréstimo, enfim, injetar dinheiro na economia.

Mas é bom que escrevamos em letras maiúsculas.

ESTAMOS NOVAMENTE NO "TOO BIG TO FAIL"

Agora, perguntemos o que aconteceu com os mercados em 2008 quando discutiu-se o TARP.

O TARP americano começou a ser discutido seriamente após a quebra do Lehman Brothers em setembro de 2008. Ao longo desse més, como já falado, Ben Bernanke corre o Congresso para pedir que se autorizasse a compra de US$ 700 bi em ativos podres dos bancos.

Em 03 de outubro de 2008 , o presidente George Bush assina o TARP, após aprovação do Congresso Americano


O que aconteceu depois disso ?

Veja abaixo: o DOW JONES cai cerca de 25% !

Dow Jones , Gráfico diário, escala linear



Dow Jones, Gráfico semanal, escala linear



Bovespa, Gráfico semanal, escala linear






O que aconteceu, é que ao longo do mês de setembro, houve muita especulação em torno da aprovação do TARP, os mercados alternaram bastante, mesmo depois da queda forte pós-Lehman, com muita volatilidade e fortes repiques.

Depois do anúncio, o crash.

Agora, certamente nos próximos dias e semanas, vivenciaremos muita especulação em torno do Mecanismo de Estabilidade Europeu. Já nos últimos 2 dias a volatilidade foi intensa, impactando na sexta-feira os mercados de forma positiva, com vários mercados explodindo pra cima.

Acho que estamos muito próximos do mesmo universo de 2008, ainda que numa velocidade diferente, dado o fato de, naquela época, o mercado estar pressionado por uma quebra de um banco.

Mas não tenho expectativas positivas.

De algum lugar tem que sair o dinheiro que proverá o Fundo/Mecanismo de Estabilidade Europeu

A conta do Mecanismo Europeu será paga, em sua maioria, em última análise, pela sociedade.

Essa equação não muda em nada , no curto e no médio prazo, o caos em que se projeta a economia mundial.

Os problemas de crédito, queda nas commodities, desemprego alto, entre outros, continuarão.

A única coisa que muda é que, mais uma vez, os bancos tendem a ser salvos, a despeito dos deslizes em que se enfiaram.

Do ponto de vista gráfico, o avanço forte da última sexta e a volatilidade insana da última semana levaram os mercados a pontos interessantes.

Nos mercados americanos, parece que temos uma semelhança no movimento de maio-junho do ano passado que culminou com a queda forte em agosto, com o atual.

Ano passado, depois, por exemplo, do SP500 bater na faixa de 1.260, teve um repique ate quase um topinho duplo, e depois voltou a cair forte.
Também já tivemos um toque na faixa de 1.260 e na sexta um toque na faixa de 1.365, praticamente um topo duplo.

Na Alemanha e Londres, os índices tocaram em resistências fortes e em LTB's curtas-médias





Gráfico Dax Alemanha diário , escala linear




Gráfico diário FTSE-Londres, escala linear





Tal comportamento ganha mais força se agregarmos o gráfico abaixo de um suposto canal de alta no longo prazo  do SP500.

Vejam que, se olharmos o IFR14 no tempo semanal , ainda estaríamos "longe" de um patamar sobrevendido, que seria mais próximo a 30, patamar atingido pela primeira vez nos últimos 3 anos na correção de jul-agosto do ano passado.

Gráfico semanal, escala logarítmica





A semana pode andar mais calma, dado o feriado de 4 de julho, quarta-feira nos Estados Unidos.
Por ora, a coisa ficará feia se a faixa de 1.260 do SP500 for perdida. Mas no médio prazo, talve não feia o suficiente, dado o suporte do canal acima.

No entanto, no longo prazo, o gráfico postado mais acima do indice "VXX", com aquele assombroso acúmulo de volume e divergências,  me mostra que a Volatilidade já sentou no camarote, e aguarda ansiosamente pelo seu Réquiem.








"4 razões para não confiar no Rally de hoje", por Jeff Cox, CNBC


Abaixo texto interessamte de Jeff Cox, da CNBC, sobre o rally dos mercados na sexta-feira, ontem, 29/06/2012:

Crédito: CNBC

http://www.cnbc.com/id/48013560

Here Are Four Good Reasons Not to Trust Today's Rally
Published: Friday, 29 Jun 2012 | 1:17 PM 
By: Jeff Cox
CNBC.com Senior Write

Enjoy the Europe-driven rally as long as you can, because once reality sets in there's likely to be more trouble ahead for financial markets.

The U.S. stock market rallied nearly 2 percent Friday on yet another round of hopes that the latest European bailout program would rescue the debt-plagued euro zone.

Just beneath the bold headlines, though, was a spate of bad news from both the U.S. and around the world that all is not as well as it looked.

Four things to consider:


1. Europe Isn't Fixed Yet

While the moves to recapitalize European banks and buy euro zone bonds to cut borrowing costs are a help, the conditions were so vague as to leave many wondering whether anything had really progressed from previous rescue efforts.

"Just what lasting impact the measures have will hang crucially on whether anything substantial is perceived to have changed," said Jonathan Loynes, chief European economist at Capital Economics in London. "And on this front, we are not hugely confident."

Mohamed El-Erian, CEO at bond giant Pimco, was even more direct about his skepticism, cautioning investors not to get too excited about a deal in which "the road map to fiscal union, political union and banking union lacks details and lacks precommitment."

"It's an important step but there's risk that it's not enough, and we worry that investors are going to use this to exit rather than crowd in more capital," El-Erian told CNBC.

2. U.S. Economy Is Slowing

The lackluster 1.9 percent growth in gross domestic product  product in the first quarter is just one problem. Throw in declining consumer confidence, weakening job growth and a slowdown in spending and it's clear that even if Europe stabilizes there's plenty to worry about closer to home.

Not helping: Ford  said its overseas losses would triple in this quarter, adding fuel to suspicions that the surge in auto sales has been illusory and will fade.

Elsewhere, more than 46 million Americans are on food stamps — better than 15 percent of the population — reflecting a 27 percent drop in net worth between 2001 and 2010, according to recent Federal Reserve data.

"Judging by changes in house and equity prices since 2010, it probably has not improved much," said JPMorgan economist Robert Mellman. "After all the ups and downs of the past 15 years, there was no major region for which 2010 median real net worth per family was substantially higher than it had been in 1995."

Even Joseph LaVorgna, the perpetually bullish Deutsche Bank Advisors economist, took down his GDP estimates recently as "the result of deterioration in European economic and financial conditions which we believe have the potential to weigh further on U.S. corporation decision making."

Bank of America Merrill Lynch has a 1.0 percent U.S. GDP target this year, though the firm thinks the equity markets can fight their way through and end the year higher, in part because highly negative sentiment will prove to be a contrarian positive for the market.

"Sentiment has gotten to levels that suggest equities could surprise to the upside rather than the downside," Savita Subramanian, head of U.S. equity and quantitative strategy, said at a media briefing earlier this week.

3. Emerging Markets Aren't Emerging Much

China, India, Russia — the nucleus of those emerging market countries once expected to drive global demand — are fading and dampening hopes that the struggles of the U.S. and European economic superpowers can be overcome.

"Global growth prospects are worsening, reflecting the (European) crisis and (emerging market) slowdown," said Citigroup economist Willem Buiter. "This month, we are cutting our global growth forecasts for both 2012 and 2013, and remain well below consensus and (International Monetary Fund) forecasts for both years."

Global growth could slow to 2.6 percent this year and 2.7 percent in 2013 — about as good as negative in global growth terms — with Buiter offering "substantial downgrades" in China, India, Indonesia, Korea, Hungary, South Africa and Brazil.

"The emerging market slowdown is quite broad-based," he said. "The causes of these downgrades vary, but the common pattern is a mix of past tightening, softer economic data, adverse spillovers from the EMU crisis, and the gradual pace of policy stimulus."

4. One Word: Debt

At its core, the global economic crisis is about debt. The balance sheet-driven slowdown has thwarted the efforts of central bankers who have tried to resuscitate the economy by levitating equity markets.

But with wealth shrinking and public debt expanding, the calculus becomes even trickier. Homeowners in the U.S., for instance, have lost $6.7 trillion in property value since the fourth quarter of 2007 while shrinking debt only by $900 billion, according to an analysis Friday from Nomura Securities economists David Resler and Ellen Zentner.

The study drew on research by economists Carmen M. Reinhart and Kenneth Rogoff, authors of This Time Is Different: Eight Centuries of Financial Folly, a Bible for many of those studying financial crises.

"Household net worth will not return to its pre-crisis peak until late 2014," the Nomura report said. "Part of any recovery in net worth will likely require a substantial further reduction in household debt and we believe that the imperative to pare that debt further is likely to continue limiting the growth in spending by the household sector."

In short: One day's headlines will not cure years' worth of economic damage inflicted by soaring global debt.

"The debt-financed real estate bubble has left a legacy of balance-sheet constrained economic growth," Resler and Zentner said. "As Reinhart and Rogoff have observed, the eventual recovery to more normal conditions following similar financial crises can be measured in years if not decades."

(Clarification: The euro zone rescue package includes a provision to buy bonds of euro-zone countries. An earlier version mischaracterized the plan.)

© 2012 CNBC.com




A Volatilidade senta-se no camarote e ouve Pearl Jam












sexta-feira, 29 de junho de 2012

A Hard , hard strike à vista nos mercados de renda variável

Uma incrivel trajetória do VXX desde maio/2010.

Vejam que uma LTB em escala linear tem balizado o índice desde então

Criado como mais uma ferramenta de hedge para o SP500, o "VXX" eventualmente tem recebido críticas; talvez pela precocidade de seu histórico.

Sua configuração me parece "querer" espelhar a "história" do Índice "VIX".

Alguns de seus pivots teimam em reproduzir pivots do "VIX".

E lá foi hoje, o "VXX" tocar a faixa de 15 ! Um pivot forte do índice "VIX".

A coincidência do pivot vem junto com essa incrível LTB.

Dá pra ir a algum lugar sem que essa LTB seja rompida de forma violenta ?

Vejam a divergência altista de volume...

Vejam o que tem se carregado de "VXX" nos últimos 6 meses !

E mais uma vez....divergência altista de MACD e IFR14 no semanal destacado abaixo



Gráfico semanal, escala linear




Gráfico diário, "linha", escala linear













VXX - Divergências altistas , divergências, divergências - a Receita do Caos


Isto não é nada bom....

nada bom...

Gráfico diário, escala linear




Gráfico semanal, escala linear







A explosão do Crude oil - 8% de alta

Íncrivel o fechamento do petróleo "CRUDE OIL"

Rompeu uma LTB e foi direto pra faixa de 85


Gráfico diário, escala linear








Os algoritmos americanos estão fazendo o mesmo movimento de julho-2011 ?

Gráficos diários, escalas logarítmicas, hora Brasil, Brasília: 15:41


















O íncrivel fechamento do DAX - Alemanha

Vejam o fechamento do índice DAX - Alemanha:

Uma alta de 4,33% na máxima, em forte resistência e em cima de LTB.

MACD Semanal ainda cruzado na venda.

Isso tem relação com a reunião da Eurozona ou simplesmte fechamento do mês ?

Façam suas apostas


Gráfico diario e escala linear



Gráfico semanal e escala linear







O que Angela Merkel quer dizer com "trabalhar no longo prazo" ?

Na União fiscal e bancária anunciada no início da madrugada de hoje pelos lideres europeus muita coisa ainda gera duvidas, muitas dúvidas.

Entre outras, temos o seguinte :

Se praticamente toda a Europa "está sem dinheiro", de onde vem o Fundo de Estabilização Econômica", ou o "Mecanismo de Estabilidade Europeu" (ESM em inglês") , mecanimo pelo qual, se recapitalizaria o sistema financeiro.

Outra questão interessante:

Por quê Angela Merkel ainda titubeia e emite frases vagas, "ao vento", do tipo "ok.....tudo bem, mas, contudo, todavia, entretanto...."

Veja a matéria abaixo do jornal "O Estado de São Paulo", reprodução agência Dow Jones.

Vejam o comportamento de Angela Merkel.....


http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+geral,ue-bancos-da-zona-do-euro-terao-acesso-direto-ao-esm,117738,0.htm



UE: bancos da zona do euro terão acesso direto ao ESM
29 de junho de 2012 | 1h 15




Agencia Estado
BRUXELAS - Após longo debate, os líderes da zona do euro concordaram hoje com uma série de medidas para acalmar as pressões do mercado sobre Espanha e Itália. Essas medidas incluem a permissão para a recapitalização direta dos bancos da zona do euro por meio do Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM, na sigla em inglês) e o acesso aos fundos de resgate da região para países que não estão em programas de resgate.

Após a reunião de cúpula que se arrastou até as primeiras horas desta manhã (horário de Bruxelas), os líderes também concordaram que o fundo de resgate permanente da região, o ESM, não terá status de credor sênior quando assumir os empréstimos concedidos à Espanha para ajudar seus bancos em dificuldades. Um alto funcionário europeu disse que a Espanha deverá ser capaz de tomar os empréstimos fora de sua folha de balanço da dívida soberana.

O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, afirmou que os bancos da zona do euro serão capazes de acessar diretamente o mecanismo de resgate permanente da região, assim que um único banco supervisor for estabelecido. Ele disse que a Comissão Europeia irá, em breve, fazer uma proposta sobre este plano.

As decisões foram bem recebidas pelo primeiro-ministro italiano Mario Monti, que, juntamente com o primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy, comandou duras negociações para garantir medidas imediatas para ajudar a aliviar a disparada dos custos dos empréstimos em seus países.

Monti disse que as medidas tomadas foram muito positivas para a zona do euro e devem ajudar a estabilizar a economia da região.

Jean-Claude Juncker, presidente do Eurogrupo dos ministros das Finanças, disse que "considerando a dificuldade do momento e das discussões, conseguimos enviar aos mercados uma mensagem que - espero - irá convencê-los".

Já a chanceler alemã Angela Merkel afirmou que os líderes da zona do euro tomaram boas decisões de curto prazo e que será necessário trabalhar ainda em soluções de longo prazo. As informações são da Dow Jones.










Zona do euro chega a acordo para união bancária e fiscal



Crédito: Revista Exame

http://exame.abril.com.br/economia/noticias/zona-do-euro-chega-a-acordo-para-uniao-bancaria-e-fiscal



Zona do euro chega a acordo para união bancária e fiscal

Os 17 países do euro decidiram lançar o processo para uma maior integração econômica e monetária através de quatro blocos. União se tornará um projeto irreversível

Bruxelas - Os líderes dos países do euro chegaram a um acordo já na madrugada desta sexta-feira para aprofundar sua integração econômica, sobretudo com uma união bancária e fiscal, fazendo do euro um projeto irreversível, anunciou o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy.

Os 17 países do euro decidiram lançar o processo para uma maior integração econômica e monetária através de quatro blocos: união bancária, união fiscal, marco de política econômica comum e fortalecimento da legitimidade democrática.

A partir do acordo desta quinta-feira, o Conselho da UE, a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu começarão a elaborar um programa e apresentarão na cúpula de outubro um primeiro relatório com um roteiro e um calendário concreto.

A zona do euro quer criar uma nova arquitetura europeia baseada em uma união bancária, fiscal e política, com mais solidariedade e menos soberania, um supervisor bancário europeu, um Tesouro do euro, eurobônus, vetos a orçamentos nacionais e limites à emissão de dívida dos países.

Segundo o relatório que Van Rompuy e os presidentes da Comissão Europeia e do BCE apresentaram nesta cúpula, na união bancária haverá dois elementos centrais: uma supervisão bancária europeia única e um sistema comum de garantias de depósitos e de resolução bancária.

A supervisão teria dois níveis: o europeu e o nacional, mas o primeiro teria a 'responsabilidade final' e, portanto, a autoridade em matéria de supervisão sobre 'todos' os bancos, assim como poderes para intervir de maneira preventiva, assinala o relatório.

Atualmente, a supervisão europeia dos bancos é coordenada pela Autoridade Bancária Europeia (ABE), mas o BCE pode receber a incumbência de vigiar as entidades da eurozona.

O sistema de garantias de depósitos também seria supervisionado em nível europeu, assim como o fundo europeu de resolução de bancos, cujos recursos procederiam das próprias entidades.

O bloco da união fiscal suporá a cessão de mais soberania nacional, sendo esse o elemento imprescindível para que a Alemanha aceite mais solidariedade.





O Pesadelo do PIB brasileiro


Há praticamente 1 semana, o Ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega, disse que era uma "piada" a projeção do Credit Suisse sobre o PIB do Brasil. A projeção do banco passara para 1,5% de crescimento.
Ao complementar, o ministro disse que seria "muito mais do que isso"

Ontem, o Banco Central, órgão sob sua supervisão, revisou para baixo, "muito para baixo", a previsão do crescimento do PIB brasileiro.

Agora, a previsão é de 2,5%

Vejam as 2 matérias:

http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/valor/2012/06/20/mantega-diz-que-projecao-do-credit-suisse-para-o-pib-e-uma-piada.jhtm


Crédito: Portal UOL

20/06/2012 - 17h57
Mantega diz que projeção do Credit Suisse para o PIB é 'uma piada'


O ministro da Fazenda, Guido Mantega, considerou "uma piada" a estimativa do banco Credit Suisse de que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro crescerá apenas 1,5% em 2012. "Vai ser muito mais do que isso", declarou rapidamente após sair de hotel no Rio de Janeiro.

Mantega acompanha a comitiva da presidente da República Dilma Rousseff, que está na cidade para participar da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). Antes de ir para o Riocentro, Dilma almoçou com o presidente francês François Hollande.

O ministro comentou ainda, de forma breve, sobre a prorrogação até o fim de 2012 pelo Federal Reserve (Fed) da Operação Twist, em que o governo americano troca títulos de longo prazo por outros com juros menores . "É mais do mesmo", avaliou. "A meu ver não tem grande impacto e não é um estímulo à retomada do crescimento."


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Crédito: Jornal "O Estado de São Paulo"

http://economia.estadao.com.br/noticias/economa%20brasl,pessimista-bc-reduz-previsao-de-crescimento-da-economia-para-25,117574,0.htm


Pessimista, BC reduz previsão de crescimento da economia para 2,5%
 Em relatório anterior, a projeção para o PIB de 2012 era de 3,5%. Dados ruins de agricultura e taxa de investimento foram os principais motivos para a queda


28 de junho de 2012 | 8h 40

Eduardo Cucolo e Fernando Nakagawa, da Agência Estado
BRASÍLIA - O Banco Central revisou a sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do País em 2012 de 3,5% para 2,5%. A nova projeção consta do Relatório Trimestral de Inflação, divulgado pela instituição na manhã dessa quinta-feira, dia 28.

Um dos principais motivos para o pessimismo do BC é a perspectiva para a atividade agrícola. O documento aponta uma estimativa de queda de 1,5% para o PIB do setor em 2012, uma diferença de 4 pontos porcentuais na comparação com a previsão anterior.

O BC explica no documento que a revisão refletiu, em especial, o resultado negativo do primeiro trimestre do ano, quando o segmento registrou queda de 8,5% em relação ao período equivalente de 2011. A autoridade monetária deu destaque para as perdas na produção de soja.

Para a indústria, a estimativa de crescimento do BC é de 1,9% - uma queda de 1,8 ponto porcentual sobre a projeção anterior. Já o crescimento para o setor de serviços foi revisto de 3,3% para 2,8% pelo BC.

Além de reduzir estimativas de expansão dos três ramos de atividade que compõem o PIB, o Banco Central informou ainda que revisou também sua estimativa para o crescimento da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), uma taxa que sinaliza os investimentos do País, de 5% para 1%.

O BC diminuiu também a projeção de crescimento do consumo das famílias, que deve ser de 3,5%, e não mais de 4%, conforme constava no documento divulgado três meses atrás. A previsão do consumo do governo, porém, foi mantida em 3,2%.

Com isso, a contribuição da demanda interna para a expansão anual do PIB está estimada em 2,7 pontos porcentual, a menor desde 2005, com exceção de 2009. Já a do setor externo deverá exercer impacto negativo de 0,2 ponto porcentual para a evolução do agregado em 2012.

Segundo o BC, todas as estimativas incorporam os resultados do primeiro trimestre de 2012; dados preliminares referentes ao segundo trimestre, período em que a retomada da atividade vem ocorrendo de forma bastante gradual; e a atualização do cenário macroeconômico para a segunda metade do ano.







Mais um dia volátil, mais um dia que o VIX não rompe 20, mais um dia que o MACD não cruza na venda no SP500


Volatilidade alta, MACD ainda cruzado na compra para os mercados americanos, porém histograma no limite do "zero".

Índice VIX na direção contrária, MACD cruzado na venda ainda, porém histograma no limite do "zero".

Índice "VIX" novamente bateu em resistência forte, e ainda numa curta LTB.

Mercados americanos segurando no suporte imediato de 12.450 para o DOW JONES e de 1.310-1.313 para o SP500












quarta-feira, 27 de junho de 2012

A volatilidade é a mãe dos mercados - Volatilidade insana nos mercados mundiais -


Volatilidade insana em todos os mercados mundiais de renda variável.......todos

Aqui no BOVESPA não foi diferente. Na verdade desde ontem. Papéis oscilando muito no intraday e com intervalos de máxima e mínima de um dia pra outro entre 4 e 5% em papéis com volatilidade intrínseca baixas.

Volumes fortes em puts de VALE e PETROBRÁS.

Europa engatou no final do pregão uma direção forte de alta. Vejam abaixo os fechamentos dos mercados europeus.

Volume americano fraquíssimo nos últimos 2 dias.

Uma resistência forte do SP500 nessa faixa de 1.330-1.332, como havia alertado no meio da tarde pode configurar um OCO para o SP500. Isso mesmo com um MACD cruzado na compra nesse momento.

Índice VIX configurou 2 engolfos de alta nos últimos 10 dias. O primeiro certamente não caracateriza propriamente um engolfo, pois para tal precisaríamos ter uma tendência um pouco mais longa de baixa. O segundo é mais confiável. De qualquer maneira, sinaliza muito "medo" por parte dos mercados.

Por fim, vejam o gráfico do índice "VXX" ;

Observem que na escala linear temos uma LTB próxima de ser rompida, depois de um fundo duplo com forte divergência altista no tempo semanal.

Tudo isso me leva a crer que estamos muito, mas muito próximos de uma queda generalizada e forte dos mercados mundiais, associada a uma volatilidade "cavalar".

O silêncio precede o esporro


Gráficos diários e em escala logarítimica

CAC FRANÇA, DAX ALEMANHA, LONDRES FTSE E SP500






Gráficos diários escalas lineares VIX e VXX








A hipótese do OCO para o SP500 ganha força


A região na faixa de 1.300-1.332 para o SP500 tem sido uma forte resistência.

Portanto temos abaixo a hipótese de um OCO bastante possível para o SP500, com o ombro na faxia de 1.330-1.332.

Com os mercados aliviando alguns papéis sobrevendidos, o toque nessa faixa por 1,2,3 dias seria suficiente para tal.

Depois, uma outra perna de baixa até a faixa de 1.250-1.260, outro repique e uma outra perna de baixa,  que romperia a faixa de 1.250-1.260


Gráfico diário, escala logarítmica, hora Brasil, Brasília, 12:40







Inadimplência alta nos cartões de crédito, veículos.......e tome crédito


Quanto mais o governo tenta amenizar a queda do PIB concedendo mais e mais crédito, mais e mais o povo brasileiro "se mete" em dívidas, e mais e mais a inadimplência aumenta.

A inflação persistentemente alta, dólar alto, aumento de custos de aluguel, condomínio, emfim......

A receita para um cenário nada muito animador no curto, médio e longo prazo.

http://g1.globo.com/economia/seu-dinheiro/noticia/2012/06/inadimplencia-para-compra-de-carros-sobe-pelo-17-mes-e-bate-recorde.html


26/06/2012 12h56 - Atualizado em 26/06/2012 13h30
Inadimplência para compra de carros sobe pelo 17º mês e bate recorde
No mês passado, inadimplência destas operações subiu para 6,1%, diz BC.
Valor é mais do que o dobro, por exemplo, de dezembro de 2010 (2,5%).

A taxa de inadimplência para compra de veículos, que mede atrasos superiores a 90 dias, subiu de 5,9% em abril para 6,1% em maio deset ano e, com isso, bateu novo recorde da série histórica da autoridade monetária, que começa em junho de 2000, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira (26). Maio foi o décimo sétimo mês seguido de elevação.
A inadimplência de pessoas físicas na aquisição de veículos vem crescendo continuamente desde dezembro de 2010, quando estava em 2,5%. Ou seja, a taxa mais que dobrou em pouco mais de um ano. "A alta da inadimplência para compra de veículos reflete o crédito concecido em 2010", declarou Tulio Maciel, chefe do Departamento Econômico do Banco Central.
Segundo ele, a inadimplência na aquisição de veículos foi um dos fatores que contribuiu para que a taxa média de todas operações bancárias também batesse recorde histórico em maio deste ano. "A inadimplência mantém-se em patamar elevado influenciado pelo crédito de pessoas físicas, principalmente para compra de veículos", declarou.


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http://g1.globo.com/economia/seu-dinheiro/noticia/2012/06/cartao-de-credito-e-campeao-da-inadimplencia-e-da-taxa-de-juros.html



6/06/2012 12h49 - Atualizado em 26/06/2012 13h27
Cartão de crédito é campeão da inadimplência e da taxa de juros
Operações com atraso acima de 90 dias somam 29,5% em maio, diz BC.
Juro da modalidade, acima de 200% ao ano, é a mais cara do mercado.

Números do Banco Central revelam que o cartão de crédito das pessoas físicas é campeão de inadimplência, ou seja, é a linha de crédito que possui o maior percentual de atrasos acima de 90 dias, critério utilizado pela autoridade monetária para calcular as operações inadimplentes. Ao todo, a pesquisa do BC envolve 20 linhas de financiamento, sendo 13 para empresas e 7 para pessoas físicas.
Dados do BC mostram que, em maio, a taxa de inadimplência nas operações com cartões de crédito somou 29,5%, a maior de todas as linhas de crédito calculadas pela instituição. Em segundo lugar, aparece as operações com "export notes", linhas buscadas por empresas, com 20%, seguida por linhas de refinanciamento de saldo devedor de cheque especial e cartão de crédito - com 19,5% de inadimplência. No caso do cheque especial propriamente dito, e do crédito pessoal para pessoa física, a inadimplência somou 11,3% e 5% em maio deste ano.
A taxa média de inadimplência, de todas as modalidades de crédito, totalizou 6% em maio deste ano, segundo o BC, e, no caso das operações com pessoas físicas, somou 8% no mês retrasado. Os dados mostram que a inadimplência com cartão de crédito é quase cinco vezes maior do que a média geral e 3,6 vezes superior à média de todas as operações bancárias com pessoas físicas.





O Sonho do PIB alto - Agora vai - Dilma lança o "PAC de Compras do Governo"


Agora vai...

O sonho do PIB de 4% ou 5% do governo brasileiro continua "sonhado"..

Dilma lança hoje, quarta-feira, mais um PAC......

Já perdi a conta de quantos "PAC'S" o governo brasileiro já lançou.....

Mas, é mais um PAC......Agora o "PAC de compras do governo"

Tudo com o objetivo de lançar o PIB Brasileiro a vôos mais altos....muito mais altos....

Veja a matéria, com crédito do jornal "O Estado de São Paulo".

Ah.....


peraí....peraí....


falta o seguinte:


- Avisar a Europa
- Avisar a China
- Avisar aos Bancos Centrais do mundo
- Avisar que a bolha das commodities estourou
- Avisar que a bolha imobilíária tá pra estourar
- Avisar que 60% da pauta de exportações do Brasil corresponde a commodities
- Falta reduzir encargos sociais das empresas
- Falta reduzir impostos....


etc etc etc etc


http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,dilma-lanca-nesta-quarta-feira-o-pac-de-compras-do-governo,117365,0.htm


Dilma lança nesta quarta-feira o ‘PAC de compras do governo’
O objetivo do governo é acelerar suas próprias compras com a avaliação de que elas poderão dar um estímulo adicional aos investimentos e melhorar o desempenho PIB


26 de junho de 2012 | 22h 53

Renata Veríssimo e Célia Froufe, da Agência Estado
BRASÍLIA - Com caráter de urgência, o governo decidiu usar mais uma arma para tentar contra-atacar o marasmo da atividade econômica. Desta vez, vai acelerar suas próprias compras com a avaliação de que elas poderão dar um estímulo adicional aos investimentos e, com isso, melhorar o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB). A porta-voz das medidas será a presidente Dilma Rousseff e a solenidade, prevista para o fim da manhã de hoje, ganhou o nome de "PAC Equipamentos - Programa de Compras Governamentais".


A divulgação dos novos estímulos à economia foi antecipada nesta terça-feira pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel. Ele não deu detalhes, mas tratou as medidas como um "pacote". O Estado apurou que o governo deseja antecipar compras que já estavam previstas dando preferência à indústria nacional, principalmente em setores capazes de dar mais dinamismo à indústria, como Saúde, Defesa e Educação. "É uma ação emergencial", disse uma fonte.

A ideia é acelerar os investimentos na compra de maquinários para projetos do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC). Sem os recursos aplicados no Minha Casa, Minha Vida, os investimentos no PAC registraram queda nos primeiros quatro meses do ano. Pimentel enfatizou que o governo já fez muita coisa para estimular a economia por meio do aumento do consumo, mas que agora está focando suas forças na alavancagem dos investimentos.

Preferência. Além de poder antecipar aquisições já previstas no Orçamento, na hora das compras poderá ser usado o mecanismo de margem preferencial, pela qual se pode pagar até 25% mais caro se o produto for "made in Brasil". Por esse mecanismo, o governo pode adquirir produtos de setores como têxtil e calçados. Um exemplo é a intenção do governo de desembolsar R$ 1,29 bilhão na compra de milhares de tratores.

A implantação das medidas visa a um crescimento no curto prazo. A expectativa do governo é que a taxa de expansão do PIB este ano fique acima dos 2,7% vistos no ano passado, apesar das previsões mais pessimistas do mercado.

O governo conta com o efeito das medidas de estímulo à indústria anunciadas no Plano Brasil Maior, em abril. Outro fator que tem jogado a favor, na avaliação oficial, é o dólar no patamar de R$ 2,00, que encarece produtos importados e estaria favorecendo compras no mercado nacional.

A queda da inflação também pode ajudar a estimular a economia, avalia o governo. Com a convergência da inflação para o centro da meta estipulada pelo governo para este ano (4,5%), o Banco Central tem espaço para continuar a cortar a taxa básica de juros, Selic.















Índice "CRB" - Visão OCO longo prazo


Veja abaixo que CRB ainda tem suportes fracos pela frente.

O mais forte representa a faixa em torno de 250.

Como o índice "CRB" é uma das primcipais referências em commodities, podemos especular que a correção das commodities ainda não teve fim.

O teste na faixa de 250 abriria a possibilidade de um forte repique até 290, pra depois voltar a cair.

Vejam que no médio-longo prazo, a região de 290, para um repique, seria até mesmo o toque numa LTB de longo prazo


Gráfico semanal, escala logarítmica













terça-feira, 26 de junho de 2012

Nada muito novo no IBOV, mas BBDC4 e GGBR4 cruzaram MACD na venda

Nada muito significativo no BOVESPA

Índice não saiu do lugar, com alguns repiques fortes no intraday, caso da VALE5 que rompeu curta LTB.

Agora, a barreira é 55 k como resistência principal para o IBOV.....Suporte fraco em 53.400, depois 52.500, 49.500 e o mais forte 47.800


Abaixo, 2 papéis do IBOVque já têm a linha MACD cruzada na venda no tempo diário: BBDC4 e GGBR4

Graficos diários e escalas lineares

BBDC4




GGBR4











"A Bela e a Fera" ou " Discurso e Realidade"


Ontem, o BLOG reproduziu a visão do BIS acerca de uma possível Bolha Imboiliária em curso no Brasil.

Pois sim.....
Logo em seguida, num esforço jornalístico do Grupo do "Estadão",  uma matéria com o intuito de mostrar o "outro lado".

Amarylis Romano deu sua visão na matéria abaixo e cravou: "NÃO HÁ BOLHA NO BRASIL"

Sim.....entre outros argumentos, um que ouço a todo instante: o "déficit habitacional"....

Ora.....o déficit......


Ora....que mágica....quer dizer então que, se tivéssemos uma demanda acima da oferta de alimentos, poderíamos ter um alimento "subindo pra sempre" ?


Já pararam pra pensar que a disparada dos preços dos imóveis, entre outros motivos, praticamente começou com os IPO'S das construtoras ?


Ora......elas tinham dinheiro em caixa após os IPO'S, e correram pra comprar terrenos.......pagaram qualquer valor, porque haveria demanda.....demanda...demanda...o velho déficit......
e os preços subiram....subiram.....o cara do lado vendo o apetite das construtoras, subiu o valor....e ai, o outro também..... o mercado secundário também........outro também.....etc etc etc.....

Fiquemos por aqui por enquanto.........

Por ora, abaixo, a visão da "BELA".......O "DISCURSO"...."NÃO HÁ BOLHA"

Depois da "BELA", temos "A FERA"........"A REALIDADE"....

A matéria da Revista "VEJA RIO" desse final de semana.....


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http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,analistas-rebatem-o-bis-e-dizem-que-nao-ha-risco-de-bolha-imobiliaria-,117135,0.htm


Analistas rebatem o BIS e dizem que não há risco de bolha imobiliária
Banco de Compensações Internacionais avalia que existe um boom de imóveis no País, com o risco de repetir um estouro com repercussões muito negativas sobre a economia


25 de junho de 2012 | 14h 46

Ricardo Leopoldo, da Agência Estado
SÃO PAULO - O Brasil não corre nenhum risco de registrar uma bolha do setor imobiliário no curto e médio prazos, ponderaram economistas ouvidos pela Agência Estado. A análise é um contraponto crítico em relação à avaliação do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês), divulgada neste fim de semana na Basileia (Suíça), de que existe um boom de imóveis no País com o risco de repetir um estouro com repercussões muito negativas sobre a economia, como ocorreu nos Estados Unidos, Espanha e Irlanda. Segundo esses especialistas, o alto déficit habitacional nacional, as regulações que reduzem os riscos para a concessão de crédito e o robusto sistema financeiro, com fiscalização centralizada pelo Banco Central (BC), são os principais fatores que dão tranquilidade para apontar que o Brasil não tem esse problema no horizonte.

De acordo com Amarylis Romano, sócia da Tendências, o que caracteriza uma bolha imobiliária é a "valorização excessiva de propriedades motivada por compra especulativa". Segundo ela, esse não é o caso do Brasil. "Há um déficit no número de residências no País muito grande, que varia de 4,5 milhões a 7,5 milhões de residências. Portanto, há uma demanda vigorosa de imóveis para moradia, o que não significa especulação", destacou.

Amarylis aponta também que no Brasil o volume de crédito concedido para o setor habitacional, como proporção do Produto Interno Bruto (PIB), é muito baixo, pois está em 5%, enquanto chega a 11% no México, 19% no Chile, 81% nos EUA e 106% na Holanda. "Há um espaço grande para expansão de financiamentos para esse segmento produtivo sem provocar nenhuma dificuldade para o sistema financeiro nacional", afirmou.

Para Rafael Bistafa, economista da Rosenberg, a vigorosa expansão dos preços dos imóveis ocorrida nos últimos anos nas principais capitais do País, como São Paulo e Rio de Janeiro, faz parte de um processo de melhora das condições macroeconômicas do País propiciada por crescimento do PIB, inflação sob controle, baixo desemprego e aumento substancial da renda da população.

"Contudo, tudo isso ocorre porque há uma carência por imóveis muito grande no Brasil. Pode até haver algum movimento pontual de especulação por algumas pessoas, que compram imóveis como forma de investimento ou proteção de patrimônio, mas isso não chega a indicar que há uma bolha de imóveis no Brasil", afirmou.

Na avaliação de Bistafa, mudanças microeconômicas no País que ocorreram a partir de 2003, como a adoção do patrimônio de afetação, ajudaram a elevar as garantias para os agentes financiadores de que não serão afetados por um movimento grande de inadimplência de compradores de imóveis. Além disso, ele aponta que os bancos no Brasil são muito sólidos e bem cautelosos na liberação de crédito.

"Um outro fator importante é que no País a supervisão e a fiscalização do Banco Central sobre toda a atividade dos bancos, inclusive a relativa à área habitacional, diminuem muito os riscos de ocorrer qualquer movimento de bolha nesse segmento no País", disse Bistafa.

Em alguns países que enfrentaram problemas no setor não havia este tipo de análise vigorosa de órgãos regulatórios. Na Espanha, o sistema financeiro precisou de pacote de socorro emergencial de 100 bilhões de euros para evitar o surgimento de risco sistêmico, dado que a forte exposição daquelas instituições a ativos de recuperação difícil na área imobiliária chegaria a cerca de 180 bilhões de euros, apontam analistas internacionais.

"No caso do Brasil, as condições dos bancos são muito favoráveis e o BC tem controle absoluto sobre a supervisão de suas ações", ressaltou Bistafa.

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http://vejario.abril.com.br/edicao-da-semana/mercado-imobiliario-rio-689786.shtml


Um choque de realidade


Levantamento exclusivo mostra que a valorização desenfreada dos imóveis de bairros nobres chegou ao limite. De vinte anunciados em dezembro, treze não encontraram comprador, e a maioria dos proprietários já aceita baixar o preço

por Sofia Cerqueira | 27 de Junho de 2012

A Praça Almirante Belfort Vieira não é exatamente o lugar mais cobiçado do Leblon. Trata-se de um cruzamento entre a Avenida General San Martin e a Rua Almirante Pereira Guimarães dominado por um conjunto de prediozinhos antigos mesclados a outros, mais modernos. Lá o trânsito é intenso e, às quartas, acontece uma feira. Mas, pelo menos no ponto de vista dos proprietários de um apartamento ali localizado, a vizinhança está no patamar da Place Vendôme de Paris, famosa por suas joa­lherias e por abrigar o hotel Ritz. O imóvel em questão, com 300 metros quadrados, quatro quartos, duas vagas na garagem e vista lateral do mar, está à venda por 7,9 milhões de reais.

 Ou seja, cada metro quadrado custa os mesmos 26 300 reais cobrados no endereço parisiense. E isso com banheiros e cozinha que clamam por reforma e armários aparentando cada um dos quase quarenta anos de uso. Por mais surreal que pareça, não se trata de uma novidade ou caso isolado no frenesi que tomou conta do mercado imobiliário carioca. A diferença é que agora os compradores não compartilham do mesmo entusiasmo. Assim, o tal apartamento frequenta há seis meses os classificados dos jornais, e não há nenhum sinal de que saia de lá se o preço não cair. 

"Os valores no Rio bateram no teto e, em alguns casos, o ultrapassaram, chegando a números que não são compatíveis com a realidade. Agora vivemos um momento de acomodação", avalia o especialista Luiz Paulo Pompéia, diretor da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp).

A valorização desenfreada que nos últimos anos dominou o setor começa a dar sinais nítidos de estabilização. Entre 18 de dezembro de 2011 e o último dia 19, VEJA RIO acompanhou negociações envolvendo vinte apartamentos de três e quatro quartos no Leblon e em Ipanema.


No período, apenas cinco foram efetivamente concluídas, três delas com valor inferior ao pedido inicial. Dois proprietários, ao deparar com as atuais circunstâncias, desistiram da venda (um deles colocou a propriedade para alugar). E treze imóveis seguem encalhados.

Nesse grupo, nove tiveram o preço reduzido ou estão abertos - muito abertos - a contraofertas. Para quem sonhava tirar proveito da escalada vertiginosa nos preços, trata-se de um revés e tanto. Os levantamentos do Sindicato da Habitação (Secovi-Rio) confirmam o freio na disparada. De maio de 2010 a maio do ano passado, as somas pedidas por unidades de três dormitórios no Leblon, por exemplo, aumentaram 78,4%. No mesmo período entre 2011 e 2012, a alta foi de apenas 4,5%. "A tendência agora é que ocorram reduções entre 20% e 25%, dependendo do lugar", afirma Rubem Vasconcelos, da Patrimóvel, a maior imobiliária da cidade.

Tal ajuste é um choque de realidade em uma área que até então havia se expandido em ritmo de progressão geométrica. Ao contrário do que aconteceu em outras capitais a partir de 2005, o Rio demorou a se beneficiar do aquecimento no setor imobiliário. As peculiaridades geográficas e a saturação dos principais bairros mantiveram estagnado o volume de lançamentos. Da mesma forma, a violência urbana deixou em uma espécie de limbo bairros inteiros, como a Tijuca, e regiões de Botafogo, Copacabana e Ipanema vizinhas a favelas dominadas pelo tráfico. Nos últimos três anos, tal cenário sofreu uma reviravolta. Além da preparação para a realização de dois grandes eventos esportivos mundiais, a final da Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016, o que traz a reboque uma sucessão de reformas na infraestrutura urbana, ocorreram investimentos pesados na área de segurança, com as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). ............................

A oferta escassa e a demanda aquecida criaram um ambiente propício para transações disparatadas, em que os preços eram jogados nas alturas - e normalmente encontravam candidatos dispostos a pagá-los. O valor médio pedido por um apartamento de quatro quartos em Ipanema, por exemplo, aumentou 463% entre 2009 e 2012.


No ano passado, um imóvel de 500 metros quadrados no mesmo bairro, na Avenida Vieira Souto, foi negociado por inacreditáveis 36 milhões de reais, ou 72 000 reais o metro quadrado, um patamar assombroso em qualquer lugar do planeta. Tal quantia desbanca até metrópoles asiáticas notórias por seus preços salgadíssimos, como Xangai e Hong Kong, onde o metro quadrado chega a valer 50 000 reais. Parte dos cariocas passou a viver em um curiosíssimo universo paralelo, em que uma família de classe média, de uma hora para outra, se via dona de um patrimônio que podia valer milhões de reais. "O mercado virou uma loucura. Muita gente que nem tinha necessidade ou interesse em vender decidiu fazer sua aposta. Sempre com as cifras lá em cima", comenta Johnny Guedes, diretor da imobiliária Nova Aliança.


Obviamente, houve quem se desse muito bem em meio à corrida imobiliária. Mas o tom agora é de maior prudência e comedimento. ...............................

Desvendar a lógica que rege os preços e mecanismos da compra e venda de imóveis é uma tarefa complexa. Qualquer forasteiro que chegasse agora à cidade em busca de moradia e consultasse as páginas de classificados ou sites especializados concluiria que a euforia segue em pleno curso. É um equívoco. Um dos elementos que reforçam tal impressão errada são os anúncios publicados em jornais e dirigidos a proprietários solicitando apartamentos para compradores estrangeiros. Na verdade, essa é uma manjadíssima artimanha para captação de clientes, mas que acaba passando a ideia de aquecimento do mercado. Da mesma forma, é muito frequente um interessado ligar para uma imobiliária e ser informado de que há outros candidatos à mesma unidade ou que é preciso correr porque há o risco de alguém passar a sua frente. Mas basta esperar alguns dias para que os telefonemas insistentes dos corretores deixem evidente que o ritmo das negociações não está tão em alta quanto antes. .....................

Diante do atual cenário, a grande questão que intriga vendedores e compradores é se essa situação dará o tom do mercado daqui para a frente ou se tudo não passa de uma fase transitória. É difícil ter certeza absoluta. Sabe-se que os fatores que levaram a uma arrancada sem precedentes já não estão produzindo os mesmos efeitos. ............

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"O que veremos no Brasil será semelhante ao colapso do subprime americano:"


O negócio tá ficando feio pro Brasil lá fora.........


Diz Amit Rajpal, que gerencia fundos globais para Marshall Wace LLP, escritório Londres

Aqui, informações sobre a Marshall Wace LLP: http://investing.businessweek.com/research/stocks/private/snapshot.asp?privcapId=3734281

"“What we’ll see now is basically a full-blown credit problem,” said Rajpal, who predicts rising defaults in Brazil will resemble the collapse of the U.S. subprime mortgage market five years ago."(Texto Bloomberg, mais abaixo)

Aqui no Brasil é tudo tão bonitinho....

assim...tipo.......sem bolhas imobiliárias....segundo semestre vai bombar.......olimpíadas.......copa do mundo....

praia......samba........

Sei não heim..........


Abaixo, parte da matéria longa; o texto completo no link ABAIXO

crédito: BLOOMBERG:

http://www.bloomberg.com/news/2012-06-24/brics-biggest-currency-depreciation-since-1998-to-worsen.html


BRICs Biggest Currency Depreciation Since 1998 To Worsen
By Ye Xie and Michael Patterson - Jun 25, 2012 6:59 PM GMT-0300

The largest emerging markets, whose economies grew more than four-fold in the past decade, are making losers out of everyone from central bankers to Procter & Gamble Co. (PG) as their currencies post the biggest declines since at least 1998.


For the first time in 13 years, the real, ruble and rupee are weakening the most among developing-nation currencies, while the yuan has depreciated more than in any other period since its 1994 devaluation. P&G, the world’s largest consumer-goods maker, cut its profit forecast for the second time in two months last week in part because of currency losses. Brazil’s Fibria Celulose SA (FIBR3), the biggest pulp producer, asked banks to loosen restrictions on dollar loans as the real hit a three-year low.
Investors are fleeing the four biggest emerging markets, known as the BRICs, after Brazil’s consumer default rate rose to the highest level since 2009, prices for Russian oil exports fell to an 18-month low, India’s budget deficit widened and Chinese home prices slumped. Investors are bracing for more losses as economic growth slows.
“I am quite bearish,” Stephen Jen, a managing partner at hedge fund SLJ Macro Partners LLP and a former economist at the International Monetary Fund, said in a phone interview from London. “When the global economy and capital flow slow down, it’s going to expose a lot of problems in these countries and make people stop and ask questions. A run on the currency could be particularly ugly.”
Ruble’s Retreat


Currencies from Brazil, Russia and India will probably decline at least 15 percent further by year-end, said Jen, the former head of global currency research at Morgan Stanley.............


Weaker currencies are hurting U.S. companies that rely on developing-nation revenue to offset slower growth in the U.S., Europe and Japan.

Lower Forecasts
P&G, led by Chief Executive Officer Bob McDonald, said in a June 20 presentation at the Deutsche Bank Global Consumer Conference in Paris that foreign-currency fluctuations will cut 2013 earnings growth for the maker of Tide washing detergent and Bounty paper towels by about 4 percentage points. China is the Cincinnati-based company’s second-largest market and some of the firm’s biggest businesses are in Russia and Brazil, P&G said.
Philip Morris International Inc. (PM), the world’s largest listed tobacco company, reduced its 2012 earnings forecast the next day because of currency swings. The New York-based maker of Marlboro cigarettes gets more than 40 percent of its operating profit from Asia and Latin America, according to data compiled by Bloomberg.

Pandit’s Expansion

A weaker real and lower interest rates in Brazil may reduce Coca-Cola Co. (KO)’s second-quarter profit by $30 million, according to JPMorgan. The Atlanta-based company left about $3 billion in cash in Brazil at the end of 2011 to take advantage of the country’s higher interest rates, Chief Financial Officer Gary Fayard said in a conference call in February. Half of the positions were left unhedged, he said.


Brazil’s central bank President Alexandre Tombini has cut the benchmark Selic rate by 2.5 percentage points this year to 8.5 percent, while the real has depreciated 9.7 percent.
“We continue to be concerned by Coke’s reliance on this income source,” JPMorgan analysts led by John Faucher wrote in a note to clients on June 7, reducing their 2012 profit estimate to $4 a share from $4.06.
Kent Landers, a spokesman for Coca-Cola, declined to comment.
Citigroup Inc. (C), which has been expanding in Latin America and Asia under Chief Executive Officer Vikram Pandit, may take a $3 billion to $5 billion “hit” this quarter related to foreign exchange losses, Charles Peabody, a New York-based analyst at Portales Partners LLC, said in an interview with Bloomberg Television on June 20. The losses may reduce Citigroup’s book value, or assets minus liabilities, he said.



Yuan Debt
The rupee’s drop has hurt Indian companies by fueling inflation and reducing the scope for lower borrowing costs, said V. Ashok, the chief financial officer of Essar Group, the utility and shipping company owned by billionaire brothers Shashi and Ravi Ruia. India’s central bank unexpectedly left interest rates unchanged on June 18.
“One has no clue where it is going to end,” Ashok said in a June 22 phone interview from Mumbai. “The uncertainty and the volatility is the biggest concern.”

Bearish Bets


“All the BRIC looked ugly,” John Taylor, who oversees $3.5 billion as founder of currency hedge fund FX Concepts LLC in New York, said in an phone interview on June 19. The real and ruble will suffer “fairly decent” declines later this year as a global recession spurs investors to buy dollars as a haven, Taylor said.
After spending most of last year introducing policies to weaken their currencies, emerging-market governments are now working to limit the slide amid capital outflows.
Brazil’s government pared a tax on overseas loans on June 14 and has used swaps to add dollars to the market. Russia’s central bank sold U.S. currency this month to slow the ruble’s retreat, according to Chairman Sergey Ignatiev. India cut the amount of overseas income companies can hold in foreign exchange last month, spurring them to repatriate earnings. The ownership ceiling on government bonds was raised by $5 billion to $20 billion, the central bank said in an e-mailed statement today.
Investors withdrew $6.3 billion from Brazil’s stocks and bonds in May, the most since at least 2010, central bank data show. Russian capital outflows reached a net $46.5 billion in the first five months of the year, including $5.8 billion in May, which is “a lot” for the country, Ignatiev told reporters in St. Petersburg on June 6.

Consumer Defaults

Derivatives traders see no sign of a turnaround.
Wagers on a weaker real on Sao Paulo-based BM&FBovespa’s futures exchange rose to $4.7 billion on June 12, the most since February 2010, according to data compiled by Bloomberg.
Option traders are the most bearish on the ruble since October and they expect price swings in the rupee to be the biggest in Asia, the data show. Twelve-month forward contracts on the yuan are pricing in a further decline of 0.9 percent in a year.
A surge in bad loans in Brazil will weaken the real further, said Amit Rajpal, who manages global financial funds for London-based Marshall Wace LLP. The default rate on consumer debt rose to 7.6 percent in April, matching the highest level since December 2009, as lending growth slowed to 18 percent from a record 34 percent in September 2008, according to the central bank.
India Deficit

“What we’ll see now is basically a full-blown credit problem,” said Rajpal, who predicts rising defaults in Brazil will resemble the collapse of the U.S. subprime mortgage market five years ago.





segunda-feira, 25 de junho de 2012

BIS e Bolha Imobiliária...Bolha ? Que bolha ? Tá tudo tão barato.....


Em encontro no último final de semana, o BIS (Banco de compensações internacionais, uma sigla em inglês de Bank for International Settlements), uma espécie de Banco Central dos Bancos Centrais, isto é, onde os Bancos Centrais do mundo inteiro têm uma "conta corrente" de suas respectivas reservas internacionais, fez um alerta sobre uma possível bolha imobiliária no Brasil......


Bolha ?


Que bolha ? Tá tudo tão barato......coisas assim tipo, R$ 30.000 o metro quadrado em Ipanema no Rio de Janeiro......R$ 7.000 o metro quadrado no Recreio dos Bandeirantes no Rio de Janeiro a "apenas" 50 km do centro do Rio......assim tipo,,,,,,,sabe como é.........assim tipo você leva do Recreio ao centro em "apenas" 2 horas e meia.......e na volta, se não chover, leva mais 2 horas e meia.....


Tá tudo tão baratinho....


Pra Frente Brasil !











Matéria , Crédito: Jornal "O Estado de São Paulo"


http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,banco-central-dos-bancos-centrais-alerta-para-excesso-de-endividamento-no-brasil-,891074,0.htm


Banco Central dos bancos centrais alerta para excesso de endividamento no Brasil
25 de junho de 2012 | 3h 03


JAMIL CHADE , ENVIADO ESPECIAL / BASILEIA - O Estado de S.Paulo
O caminho escolhido nos últimos anos para promover o crescimento econômico - crédito - se tornou insustentável e pode levar o Brasil ao desastre. Ao lado de outros emergentes, o País poderia conduzir a economia global a uma nova crise financeira. O alerta é do BIS, o banco central dos bancos centrais, que neste fim de semana reuniu os BCs de todo o mundo na Basileia.

Depois de anos de rasgados elogios à economia brasileira, o informe anual não deixa dúvidas: o País já vive uma "desaceleração acentuada" e precisará agir com urgência para mudar de rota.


O BIS levanta a hipótese de que o endividamento no Brasil já estaria em nível perigoso e vê riscos até de um boom imobiliário com repercussões negativas no futuro. Alexandre Tombini, presidente do BC brasileiro, esteve na reunião, mas se recusou a falar com a imprensa.

O BIS fez duas duras advertências. A primeira, aos países ricos: a injeção de trilhões de dólares na economia inunda de forma perigosa os emergentes. "Isso cria riscos nos emergentes similares aos que foram vistos nas economias avançadas nos anos que precederam à crise."

O segundo recado chamou ainda mais atenção: ou os emergentes mudam de modelo de crescimento ou verão a explosão de bolhas, com repercussão global. Segundo o BIS, essas economias "enfrentam o risco de experimentar sua própria versão do ciclo de expansão e estouro".

Para Jaime Caruana, diretor-gerente do BIS, os emergentes vivem um "crescimento desequilibrado". Ele lembrou que esse cenário deixou "fortes danos nos países avançados". A preocupação com os emergentes não ocorre por acaso.

Nos últimos quatro anos, eles foram responsáveis por 75% do crescimento global e uma queda agora jogaria a economia mundial numa crise potencialmente pior que a de 2008/2009. O BIS não disfarça a preocupação com o modelo da expansão brasileira e aponta que o País registrou em três anos a quinta maior expansão em créditos do planeta.

O crescimento médio de 13% foi três vezes superior ao aumento do Produto Interno Bruto (PIB). Para o BIS, qualquer taxa que seja seis pontos porcentuais acima da expansão do PIB é considerada insustentável. A diferença entre a expansão de crédito e do PIB nos países emergentes está acima da tendência histórica e, segundo o BIS, é um "presságio" de crise.

O BIS é claro: quer evitar que mercados como o do Brasil sofram em poucos anos o mesmo drama da Europa hoje. Para isso, essas economias devem aproveitar que ainda não entraram em recessão para reformar seus modelos de crescimento, abandonando o modelo dependente de crédito e encontrar "fontes domésticas" de expansão. "O modelo em muitos emergentes tem de mudar", disse Stephen Cecchetti, economista-chefe do BIS. "Essas economias precisam tomar um caminho sustentável."







Relação "VXX" e SP500 mantida


A hipótese da perna mais forte dos mercados americanos a partir do fundo duplo do índice "VXX" segue seu caminho

A hipótese ainda mais provável é o teste na faixa de 1.260 e outro repique, até um ponto abaixo de 1.363, possivelmente a faixa de 1.330, pra depois finalmente romper a faixa de 1.260 e pivotar pra baixo no semanal

Nesse cenário, Dow Jones iria até 12.000, repicaria, pra depois voltar força e furar tal suporte.

Tal hipótese mais "light" é mais forte dado o feriado de 04 de julho que ocorrerá nos mercados americanos, semana que vem.