quinta-feira, 31 de maio de 2012

Vejam as LTB's de IFR14 do Dow Jones nas correções fortes de 2010 e 2011


Vejam abaixo como as LTB's de IFR14 funcionaram nos repiques fortes de maio/2010 e julho/2011, antes de novas e fortíssimas quedas mais adiante

Caso apostemos nessa nova configuração antes de novos pivots de baixa adiante e, portanto, rompimento do suporte de 12.300 para o Dow Jones, teremos que ver ainda o Dow Jones subir até a faixa um pouco acima de 50 para o IFR14, como também assinalado abaixo:

Hoje, IFR14 gráfico diário do Dow Jones: 35,35


Gráfico diário, escala linear












Ainda olhando VIX e VXX

Abaixo índices "VIX" e "VXX", 2 dos principais espelhos de volatilidade e hedge dos mercados de renda variável americanos.

LTB curta para o VIX tocada hoje

LTA longa do VIX ainda por ser testada por volta de 18, mesmo ponto aproximado de uma Média Simples de 50 períodos

E índice "VXX" com uma LTB mais longa por ser testada.

Gráficos diários, escalas logarítmicas











quarta-feira, 30 de maio de 2012

Mês passado, o Ministro Mantega disse que o Brasil iria crescer mais de 4%, hoje, pelo menos 3%. E amanhã ?.

É......as coisas não estão boas na planilha do ministro Mantega não...

Mês passado, ele disse que o Brasil cresceria mais de 4%....

Agora, temos outro tom...

Vamos crescer "pelo menos" 3%....

Ah, bom !! Assim, tipo , cerca de 1% a menos...."Pouca coisa"...


Vejam nas matérias abaixo:

http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/4/11/brasil-cresce-mais-de-4-este-ano-diz-mantega

Brasil cresce mais de 4% este ano, diz Mantega


Autor(es): RICARDO LEOPOLDO
O Estado de S. Paulo - 11/04/2012


Ministro também afirmou que o governo não vai permitir a apreciação do real e atribuiu ao câmbio o maior fator de competitividade da indústria

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, ressaltou ontem, em São Paulo, que mantém a meta de que o País crescerá acima de 4% em 2012. "O Brasil vai crescer neste ano mais de 4%. É um desafio que não é quixotesco", afirmou Mantega, referindo-se a um prêmio que ele recebeu do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) e que é uma estátua de Dom Quixote.

A homenagem foi concedida a poucas pessoas, entre elas, o ex-deputado Ulysses Guimarães e o ex-governador de São Paulo Mário Covas.
Assim como Dom Quixote, ele ressaltou que o governo venceu uma batalha ao recuperar, com rapidez, a economia brasileira. O País foi um dos menos afetados pela crise desencadeada nos Estados Unidos em 2008. "Vamos trabalhar juntos nesse desafio, com os empresários", complementou o ministro.
agora, diz que vamos crescer "pelo menos" 3%.....


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http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,mantega-diz-que-brasil-vai-crescer-pelo-menos-3-em-2012,114381,0.htm



Mantega diz que Brasil vai crescer pelo menos 3% em 2012


Ministro da Fazenda ressaltou, no entanto, que é errado concluir que a economia brasileira está empacada
30 de maio de 2012 | 16h 29
Álvaro Campos, da Agência Estado


BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o PIB do País vai crescer pelo menos 3% em 2012, menos do que o governo esperava no começo do ano, mas que é errado concluir que a economia brasileira está empacada.
"As coisas estão melhorando", disse Mantega em uma entrevista para o Wall Street Journal no seu escritório, em Brasília. "A economia já está mostrando sinais de recuperação. O crédito está crescendo e as taxas de juros estão caindo", acrescentou. Segundo ele, o crescimento no segundo trimestre do ano está mais rápido do que o observado nos primeiros três meses.


O ministro também questionou a percepção de que a economia brasileira não deve voltar aos altos níveis de crescimento registrados em 2010 sem amplas reformas estruturais. "Essa percepção é errada. É uma percepção feita no momento, que olha apenas para resultados momentâneos e não leva em conta a condição geral do Brasil".

Ainda assim, a nova previsão de Mantega é a mais recente revisão para baixo para a economia brasileira este ano, que tem sido pressionada pela queda na produção industrial e uma desaceleração na demanda do consumidor, além dos efeitos das crises no exterior. Em janeiro, Mantega havia previsto que o PIB brasileiro cresceria 4,5% em 2012, após a expansão de 2,7% em 2011.

O ministro disse ainda que a recente desvalorização do real tem sido "boa" para o Brasil, mas acrescentou que as coisas "sempre podem melhorar". O dólar subiu para R$ 2,00 nos últimos dias, de R$ 1,70 no fim de fevereiro.

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As LTB's do Bovespa e da PETR4

Abaixo, as LTB's do Bovespa

Vejam que hoje tocou a LTB mais curta na faixa de 55.800
Também tocou uma LTB de IFR14.

Essa primeira LTB parece cada vez mais próxima de ser rompida.

A barreira mais forte mesmo será a LTB mais "acima". Hoje, ela passa ali por volta de 58.500

Daqui 3-5 dias, passaria ali por volta de 58.000.

É bem provável o teste nessa LTB que coincide com um patamar e resistência fortíssimos, que é a faixa de 57.800/ 58.000.

Gráfico diário, escala linear, "IBOV"




Do fechamento de hoje até a faixa de 57.800/58 k , teremos cerca de 6%.

Do fechamento de hoje, mais 6%  , teríamos a PETR4 na faixa de R$ 20,00 que é faixa importante e, também daqui 3-5 dias, ponto aproximado também de uma LTB de médio prazo.

Vejam abaixo


Enfim, podemos especular que IBOV e PETR4 andem "juntas" nos próximos dias



Gráfico diário, escala linear, "PETR4"













terça-feira, 29 de maio de 2012

Kenneth Rogoff: "Alto crescimento chinês vai acabar dentro de 6 anos"


Em complemento ao post anterior, temos aqui mais uma visão pessimista acerca da China.


Em entrevista publicada no jornal "Folha de São Paulo"  esse final de semana, Kenneth Rogoff  prevê que o alto crescimento chinês vai acabar dentro de 6 anos.

Para quem não conhece, Kenneth Rogoff, professor da Harvard University (ver aqui seu perfil :http://www.economics.harvard.edu/faculty/rogoff), escreveu em conjunto com Carmen Reinhart (ver perfil aqui http://www.carmenreinhart.com/) o excelente livro "8 séculos de delírios financeiros" onde faz uma análise extensa e detalhada sobre os erros e o "delírios" cometidos por um "sem número" de nações ao longo dos últimos séculos.

Abaixo a reprodução de parte da entrevista:



Domingo , 27 de Maio de 2012
ENTREVISTA KENNETH ROGOFF
Alto crescimento chinês vai acabar dentro de seis anos
Saída da Grécia da zona do euro levará caos à Europa, e França e Alemanha poderiam se tornar um só país, diz ex-economista do FMI

Verena Fornetti, Nova York - Folha de São Paulo, caderno Mundo, 27-05-2012

O economista Kenneth Rogoff, professor de Harvard e uma das vozes mais respeitadas quando se trata de crise, faz previsões sombrias: a bonança chinesa deve acabar em seis anos e a eventual saída da Grécia da zona do euro vai levar o caos à Europa.
Também tem proposições inusitadas: para ele, França e Alemanha poderiam se tornar regiões de um só país.
Rogoff é autor do livro "Oito Séculos de Delírios Financeiros", escrito com Carmen Reinhart, em que os dois economistas analisam as crises na história e concluem que elas provocam quase dez anos de desemprego elevado. Leia trechos da entrevista.

Folha - A Grécia tem solução? O sr. vê alternativa ao calote?

Kenneth Rogoff - Será muito difícil a Grécia permanecer na zona do euro. Ela já está dando calote; a questão hoje é quão maior será e quão caótica a situação ficará.

Qual seria o impacto de uma eventual saída da Grécia da zona do euro? Isso poderia ser feito de forma ordenada?

Vai ser muito caótico se a Grécia sair. Imediatamente depois, o mercado vai desafiar outros países e a Europa será forçada a tomar medidas muito drásticas -ou o sistema bancário entrará em pânico e a crise financeira rapidamente explodirá o euro.
Claro que a Europa vai responder, talvez com emissão de eurobônus ou grande controle de capitais -e, definitivamente, imprimindo enorme quantidade de moeda.
Sem uma visão clara de união política num prazo razoavelmente curto, 15-20 anos, o euro não sobreviverá. Não pode sobreviver, porque o fracasso em estabelecer a união política limita o que o governo alemão e o BCE podem fazer para salvar todos.
Claro, não augura nada de bom que na recente eleição francesa os eleitores tenham vetado mesmo o fraco pacto fiscal de Merkel e Sarkozy.

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O sr. disse que a maioria dos emergentes que crescem rapidamente terá uma crise antes de ter a chance de se formar. Pode explicar essa ideia?

Minha preocupação especial é a China; justamente por estar sendo tão bem-sucedida, os mercados esqueceram os riscos inerentes à gestão de uma economia emergente com crescimento tão rápido.

É muito difícil fazer a transição de uma economia pobre para uma de classe média. É verdade que EUA e Reino Unido tiveram muitas décadas de boom, mas mesmo eles experimentaram crises financeiras no caminho.

A ideia popular de que a China está acima de tudo isso, que nunca verá um retrocesso, é bobagem. Há muitas mudanças sociais, políticas e econômicas ocorrendo. Os líderes chineses têm feito um trabalho admirável negociando os desafios até agora, mas eu duvido que eles vão ter tanta sorte para sempre.


As dinâmicas de um colapso financeiro não são difíceis de imaginar. A China investe quase metade da sua receita. Muitos projetos de investimento são baseados em contínuo crescimento hiper-rápido, com pouca margem de erro se ele se abrandar.





China em declinío progressivo e os países dependentes das commodities, como o Brasil


Um artigo de Jorge Castro, do jornal "Clarin" da Argentina, e publicado pelo Blog do Cesar Maia, ex-prefeito do Rio de Janeiro por 3 vezes, expõe uma visão pessimista sobre a China.

Sua visão acerca da China acaba por tangenciar os países fortemente dependentes das commodities, como o Brasil.

Abaixo, o texto publicado pelo blog de Cesar Maia, hoje, 29/05/2012





CHINA EM DECLÍNIO PROGRESSIVO!
   
(Jorge Castro - Clarín) 1. O governo chinês reconhece esta tendência e diminuiu por duas vezes suas previsões de crescimento em 2012, levando-os a 7,5% e 7% no ano (entre 2000 e 2008 foi de11% ao ano, com um pico de 13% em 2007). 
    
2. O Banco Mundial prevê que em 20 anos a taxa de crescimento passará de 10% para 5% ao ano. Tudo indica, em suma, que a forma de crescimento dos últimos 30 anos (exportações +aumento sistemático do investimento) esgotou seu potencial, e que a desaceleração atual não tem um caráter cíclico, mas estrutural.
    
3. O problema é o curto e médio prazo, cheio de incertezas, especialmente para os exportadores de matérias-primas, como são todos os países da América do Sul. Em longo prazo a mudança é nítida; tem a força bruta da certeza e se assimila a óbvia comprovação da realidade.
   
4. A desaceleração da economia chinesa significa que os grandes exportadores de minérios (Austrália, Brasil, Chile, Peru, entre outros) dificilmente vão receber nos próximos 10 anos os benefícios de um superciclo de matérias-primas tão intenso quanto o da última década. Entre 2000 e 2010, as importações chinesas de minério de ferro aumentaram 42,5 vezes; as de carvão, 248 vezes; e as de cobre, 16,2 vezes.
   
5. O índice de matérias primas caiu 12% em abril, em comparação com o primeiro trimestre. O minério de ferro e o carvão tiveram as maiores quedas (12% em Abril).





Eu não sabia que Ministros podiam dar prazo para queda de juros

Estive em São Paulo esse final de semana.

Já adianto que sou um carioca "atípico".

Sim ! Sou "atípico", porque sou um carioca que adora São Paulo.

Algum de vocês conhece algum carioca que goste de São Paulo ? Talvez conheçam; e algum carioca que adore São Paulo ? Bom......aí, fica mais difícil, não é ?

Pois sim; eu adoro São Paulo !

Não sei explicar direito;  posso tentar.

São Paulo me parece  pelo menos se esforçar pra que as coisas funcionem. Elas, eventualmente, até podem não funcionar; mas parece haver um esforço para que as coisas "andem no lugar".

São Paulo pode ser a cidade mais rica do Brasil; mas ela nem faz questão de "ostentar".

São Paulo não tem as belezas naturais do Rio de Janeiro ? "Que se dane !" Ela tenta se esforçar pra ter os melhores museus, os melhores hotéis, as melhores comidas, as melhores padarias, as melhores livrarias, os melhores "cafés" e o melhor atendimento.

São Paulo tem um trânsito caótico ? E qual a grande cidade que não tem ? Mas São Paulo se esforça pra amenizar. Cria rodízios de carros e faixas exclusivas de ônibus em grande número há muito mais tempo do qualquer outra grande cidade.

Com esse pano de fundo, lá estava eu em São Paulo nesse fim de semana.

Um café aqui, uma Livraria da Cultura ali, um Ibirapuera acolá, heinekens, café, mais heinekens, mais café, e pronto ! meus olhos giraram, parei numa banca de jornal e olhei detidamente à minha frente uma frase que me "saltou aos olhos":

Capa do Jornal "Folha de São Paulo " e o texto:

"O Ministro da Fazenda, Guido Mantega, deu um mês de prazo para os bancos privados reduzirem suas taxas de juros em 30% a 40%"

Meu Deus , que maravilha ! pensei eu !!

Tinha acabado de tomar um "milk shake crocante" no Frans Café por "apenas" R$ 18,00 !!

Achei caro demais !!! demais ! Mas consumi mesmo assim......queria provar......

Mas quando li a notícia sobre a "ordem" do Ministro, senti que era a minha chance de reaver a fatia absurda da "mais valia" imposta pelo Frans !

É hora também de termos um prazo de 1 mês para que o Frans Café em São Paulo baixe em 50% o preço do "Milk Shake Crocante".





segunda-feira, 28 de maio de 2012

"Hei, deve haver algum problema aí..."

"Sim, há vários problemas aí"...diria eu.....


É só procurar.........

O "Hei, deve haver algum problema aí..." foi dito por Albert Ades, estrategista do Bank of America Merril Lynch, em entrevista à Agência Estado sobre o Brasil....


Veja a matéria completa abaixo, crédito , jornal "O Estado de São Paulo"

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,brasil-passa-de-estrela-a-lanterninha-dos-brics,113889,0.htm



Brasil passa de estrela a lanterninha dos BRICs
País apresenta crescimento bem menor do que China, Índia e Rússia e vem sendo alvo de desconfiança por parte dos investidores
25 de maio de 2012 | 16h 16

Luciana Antonello Xavier, correspondente
NOVA YORK - O mesmo Brasil que até pouco tempo era incensado por investidores do mundo todo parece ter sido mandado para a coxia. Entre os BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China), ele é o que está crescendo menos, a aversão a risco em relação ao País só aumenta e o Brasil passou de estrela a lanterninha do grupo.

"Há uma desaceleração considerável no Brasil e alguns investidores estão pensando: 'hei, deve haver algum problema aí'", comentou o estrategista Albert Ades, do Bank of America Merrill Lynch (BofAML), em entrevista à Agência Estado.

Enquanto a China cresceu 8,1% no quarto trimestre de 2011, a Índia teve expansão de 6,1% e o PIB da Rússia aumentou 4,9%, a economia do Brasil avançou apenas 1,4%. Isso mesmo com um ciclo de relaxamento monetário - iniciado em agosto do ano passado, e que derrubou a taxa Selic de 12% para o patamar de 9% - e com todas as medidas de estímulo que vêm sendo adotadas pelo Ministério da Fazenda, controlado por Guido Mantega.

"Qualquer um com um pouco de senso de história sabe que quando o Brasil começa a reduzir demais os juros, é preciso ficar atento ao risco de inflação. E neste momento, nenhum investidor quer ser pego por estar no lado errado", explicou o diretor da EPFR Cameron Brandt.


Parte desse movimento negativo tem a ver com a aversão a risco por causa do cenário de incerteza na Europa, que afeta todos os emergentes. A outra parte está relacionada com as novas medidas que vêm sendo adotadas pelo governo e que têm gerado insegurança.


"O governo está usando medidas temporárias, no lugar de olhar o cenário mais amplo para avançar em reformas que possam fazer a diferença num prazo mais longo, num nível mais duradouro", disse a diretora de ratings soberanos da Standard and Poor's, Lisa Schineller.

Esse movimento de aversão a risco entre os emergentes fica claro no MSCI Emerging Markets Index, que é um índice criado pelo Morgan Stanley para medir ao desempenho do mercado de ações em 26 economias emergentes. Esta semana, esse índice chegou a cair 2,4%, a 896,96 pontos, a maior queda desde 23 de novembro do ano passado. Do final de janeiro até o início de maio, o MSCI havia se mantido acima do nível de 1.000 pontos.

O iShares MSCI Emerging Markets Index Fund, que é o fundo de ETFs da Blackrock que acompanha o desempenho do MSCI, estava hoje em queda de 0,27%, tendo perdido 0,13% em um mês e com retração de 1,87% no acumulado do ano até esta tarde. Já o iShares MSCI Brazil Index Fund hoje está em movimento de reduzir perdas recentes e subia 1,90%, com queda acumulada de 14,88% em um mês e de 9,24% no ano.

Uma fonte em Nova York disse à Agência Estado que outro ponto que está sendo observado e desperta cautela entre os investidores é a participação do governo, em especial, do BNDES nos investimentos do País. Segundo essa fonte, o papel do governo segue muito forte e gera incertezas, uma vez que se espera uma participação maior do setor privado.

Outros analistas, no entanto, dizem que, no longo prazo, os fundamentos do País são bons. Mauro Roca, estrategista para emergentes do Deutsche Bank, por exemplo, não concorda com os que dizem que os dias de glória do Brasil ficaram para trás. "Não podemos julgar o Brasil apenas pelo que está acontecendo neste momento. O potencial do País ainda é enorme. Mas ainda faltam as reformas", disse.

Roca admite, no entanto, que na comparação com seus concorrentes latinos o País não está no topo do ranking. Segundo ele, além do Chile, que está em melhor situação, mas que também está em nível mais alto de grau de investimento do que seus vizinhos, a Colômbia tem se mostrado hábil na condução de reformas e mudanças no país, incluindo a melhora da segurança, assim como o Peru, que pode não estar tão bem preparado como Chile e Colômbia, mas se mostra na direção de consolidação fiscal e reformas. O México, assim como o Brasil, ainda tem de fazer reformas, mas está sendo beneficiado no momento pela melhora na economia dos EUA.

Para o analista sênior para emergentes da América Latina do HSBC, Bertrand Delgado, de fato, as mudanças frequentes de políticas têm tido peso negativo, mas ele acredita que o Brasil ainda tem potencial para ter um bom desempenho econômico no longo prazo. Para este ano, ele espera que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 3,2%, a inflação fique em 5,2% e o dólar ao redor de R$ 2.

Albert Ades, do BofAML, acredita que o dólar ficará na faixa de R$ 1,84 a R$ 2,20 nos próximos seis meses e recomenda a seus clientes que façam suas apostas em derivativos levando esse cenário em conta. "Com o dólar nessa faixa, será possível eles fazerem dinheiro", diz.

Ades disse que o Brasil ainda tem vários fatores favoráveis para que consiga superar esse momento de crescimento menor, entre eles as perspectivas promissoras no setor de energia, especialmente com o petróleo do pré-sal. "Vejo bom potencial no Brasil no médio e longo prazo. Mas o País tem desafios no lado fiscal, tem de fazer as reformas necessárias", ponderou.







A consequência da farra do crédito e do consumo

Em matéria abaixo do jornal "O Estado de São Paulo", podemos ver novamente uma das piores faces da farra do crédito e do consumo estimulados pelo próprio governo federal:

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,14-milhoes-de-familias-comprometem-um-terco-da-renda-mensal-com-dividas,113940,0.htm



14 milhões de famílias comprometem um terço da renda mensal com dívidas
Maior parte dessas famílias superendividadas está na fatia menos favorecida da população: 5,8 milhões na classe C e 6,6 milhões nas classes D e E, como mostra uma pesquisa do IBGE
26 de maio de 2012 | 20h 07

Raquel Landim e Márcia De Chiara, de O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - Quase um quarto das famílias se endividou mais do que deveria e foi obrigado a reduzir o padrão de vida ou a dar calote. Um estudo da consultoria MB Associados, com base na Pesquisa de Orçamento das Famílias (POF), do IBGE, mostra que 14,1 milhões de famílias comprometeram mais de 30% da renda mensal com dívidas.

Essa marca ultrapassa o limite saudável para o endividamento, pois 70% do orçamento vai para despesas básicas, como comida, habitação ou saúde, conforme mostra a POF. A maior parte dessas famílias superendividadas está na fatia menos favorecida da população: 5,8 milhões na classe C e 6,6 milhões nas classes D e E.

Na média, no entanto, o brasileiro comprometeu 26,2% da renda mensal com dívidas, diz o estudo da MB. Esse resultado é superior à média de 22% estimada pelo Banco Central, porque inclui gastos como crediário de loja sem parceria com banco e despesa à vista no cartão de crédito.

Na semana passada, o governo anunciou um pacote para estimular o consumo por meio do crédito, principalmente na compra de carros. Para José Roberto Mendonça de Barros, sócio da MB, o efeito do pacote será limitado pelo endividamento. "É um número grande de famílias que ultrapassaram o limite, por isso o nó no mercado de crédito."

Nos últimos cinco anos, a expansão do crédito, com a entrada de novos consumidores, garantiu um crescimento robusto da economia. Mas, desde meados de 2011, o ritmo de concessão esfriou, à medida que a inadimplência crescia. Em abril, o calote atingiu o recorde de 7,6%.

Descontrole. Os consumidores deixaram de pagar as contas, apesar da menor taxa de desemprego da história. O economista da LCA, Wemerson França, diz que isso ocorreu porque eles comprometeram uma fatia maior da renda com dívidas. Com o corte de impostos na crise de 2008, os brasileiros compraram carro, casa, móveis e eletrônicos a prazo.

A importância do descontrole de gastos como fator de calote aparece numa pesquisa da Boa Vista Serviços, que administra o serviço de proteção ao crédito da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), feita com 1.100 inadimplentes em março. O desemprego é a principal causa do calote (38,3%), mas a fatia do descontrole de gastos subiu de 15% para 24,6%. Marcel Solimeo, economista-chefe da ACSP, destaca que, para as famílias com renda acima de 10 salários mínimos, o descontrole de gastos aparece como o principal motivo para a inadimplência (37,3%).

Com a facilidade de crédito, ingressou no mercado de consumo quem nunca tinha comprado a prazo. Além de não estar acostumado com o crédito, esse consumidor tem uma demanda reprimida por bens duráveis. "O resultado desses dois fatores explica por que a taxa de inadimplência dos estreantes no crédito é, na média, 20% superior ao índice geral", diz Solimeo.




sexta-feira, 25 de maio de 2012

Fundo duplo nos treasuries americanos de 10 anos com fortes divergências altistas

Abaixo vemos um fundo duplo formado essa semana com fortes divergências altistas de MACD, histograma e IFR14, nos treasuries americanos de 10 anos.

Mercado secundário sinalizando alta das taxas americanas no longo prazo.









Bandas Bollinger Libor de 3 meses no semanal estreitando

Abaixo, vemos bandas bollinger estreitando no tempo semanal para a taxa Libor de 3 meses.

Mais 3-4 semanas um movimento brusco, bastante provável para cima, é esperado.

Libor 3 meses em alta significa alta nos custos de empréstimos e, por conseguinte, mais "carga negativa" para os mercados de renda variável

Gráfico tempo semanal, escala logarítmica







Começam a pipocar notícias "não tão positivas" do Brasil....."Descomplicando a Matemática"


É assim que começa....

Um dado ruim aqui, outro ali...

Um defende aqui, outro bate ali....

Devagar, eu, tu, ele, nós, vós, eles começam a perceber que a equação do "Brasil lindo, maravilhoso" tem erros aqui, outros ali.......

Crédito : Jornal "O Estado de São Paulo"

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,crise-europeia-provoca-queda-em-investimentos-produtivos-e-saida-de-estrangeiros-da-bolsa,113800,0.htm


Crise europeia provoca queda em investimentos produtivos e saída de estrangeiros da bolsa
Empresas, bancos e investidores sinalizam mudança de algumas estratégias para o Brasil com expectativa que a Grécia deixe o euro
24 de maio de 2012 | 22h 30

Fernando Nakagawa e Adriana Fernandes, de O Estado de S. Paulo
BRASÍLIA - O agravamento da crise global e a recente alta do dólar no Brasil começam a fazer efeito nas contas do País com o exterior. Dados preliminares de maio mostram queda na entrada de investimento produtivo, saída de estrangeiros da bolsa e a redução da oferta de crédito para as empresas no exterior.

O Banco Central afirma que são movimentos pontuais e não há motivos para preocupação. Analistas, porém, dizem que é preciso ter cuidado.

Enquanto cresce a expectativa de que a Grécia pode deixar o euro e o dólar opera acima de R$ 2, empresas, bancos e investidores sinalizam mudança de algumas estratégias para o Brasil.

O primeiro efeito aparece na queda do Investimento Estrangeiro Direto (IED), aquele voltado ao setor produtivo, como a construção de novas fábricas.

Projeção do BC aponta para entrada de US$ 3 bilhões em maio, redução de 36% ante abril e valor 24% menor que em maio do ano passado. Confirmado, será o menor valor desde janeiro de 2011.

Longe das fábricas, outra consequência aparece na Bolsa de Valores. Até 22 de maio, estrangeiros já haviam vendido US$ 1,75 bilhão em ações brasileiras, mais do que compraram. A saída é a maior desde novembro de 2008, no auge da crise iniciada naquele ano, quando US$ 1,76 bilhão cruzou a fronteira de volta aos países de origem.

As remessas de lucros e dividendos também refletem o cenário atual. Depois da escalada no ano passado, quando o dólar mais baixo era favorável ao envio de dinheiro para as matrizes no exterior, o fluxo líquido já caiu 44% nos quatro primeiros meses do ano.

Flutuações

Apesar dos números, o chefe adjunto do departamento econômico do BC, Fernando Rocha, disse que não há preocupação. "Como toda variável econômica, há flutuações no mês a mês", respondeu ao ser questionado sobre a queda do investimento. Explicação semelhante foi dada para a saída da bolsa. "São oscilações mês a mês, não há indicação de uma fuga."

O mercado, porém, tem uma análise mais crítica. "Estrangeiros parecem mais reticentes com o País. O menor crescimento da economia, a redução dos juros e a falta de clareza com a política cambial têm mudado a percepção", disse o analista da Tendências Consultoria, Silvio Campos Neto.

O economista-chefe do Credit Suisse Brasil, Nilson Teixeira, citou como outro efeito a queda do crédito para as empresas. Até o dia 22, as companhias conseguiram financiamento no exterior suficiente para cobrir 93% das dívidas no período. Ou seja, o crédito não foi suficiente para pagar todas as contas.

"A queda é atribuída principalmente ao aumento do IOF nos empréstimos com menos de cinco anos, em meio ao aumento das incertezas globais", disse Teixeira, em relatório.


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Como diz o professor do ITA,  Agnaldo Ricieri:


"Não é complicado, basta ir nos originais e descomplicar".......


De agora em diante, os investidores irão nos "originais".....













Delfim Netto: "Austeridade não resolverá crise na Europa"

Abaixo, uma visão do economista e ex-ministro da Fazenda Delfim Netto.

Considero Delfim um dos intelectuais mais brilhantes do Brasil; porém, nos últimos 5-8 anos tem pecado nos excessivos e contestáveis elogios ao governo "gastador" do PT.

No entanto, sigamos abaixo com sua visão. Gosto do Delfim como intelectual, e sempre será um prazer desfrutar de seu background intelectual.

Crédito: "Jornal do Brasil on line"

http://www.jb.com.br/economia/noticias/2012/05/24/delfim-netto-austeridade-nao-resolvera-crise-na-europa/



24/05 às 19h17 - Atualizada em 24/05 às 19h20
Delfim Netto: "Austeridade não resolverá crise na Europa"

O economista e ex-ministro da Fazenda e da Agricultura, Antonio Delfim Netto fez uma análise do cenário econômico mundial com exclusividade para o Jornal do Brasil  nesta quinta-feira (24), dia conturbado no mercado financeiro.

"O mundo está numa dificuldade muito grande, estamos passando por um período de ajuste longo, os Estados Unidos estão crescendo, talvez um pouco menos do que gostaríamos e a Índia e a China também reduziram o crescimento"

Delfim acredita que o mundo está encolhendo e o Brasil, como parte da lógica global, também crescerá menos. Ele enfatiza que apesar disto, o país não deve encolher e as medidas do Governo para evitar a contaminação da crise internacional, são positivas.

"Nós vamos crescer menos do que gostaríamos de crescer, o governo tá se defendendo bem, está procurando minimizar estes efeitos mundiais e tem agido muito corretamente, em minha opinião", analisa.

Na Europa, o ex-ministro criticou as medidas de austeridade promovidas pela Alemanha e afirmou que o tempo de ajuste para os países tem que ser maiores, e investimentos são fundamentais para driblar a crise.
Na verdade não tem como você resolver a crise apenas com medidas de austeridade, é preciso produzir investimentos na Europa inteira, financiadas com papeis européias, atraindo também o setor privado”.

O ex-ministro não deixou de criticar a postura do país germânico em relação aos outros membros do continente.

"O problema na Europa, do jeito que está sendo colocado, causa uma incompreensão. A Europa parece estar dividida entre os virtuosos e os bandalhos, aqueles que foram irresponsáveis, ou seja, as economias de menor poderio, como Grécia e Espanha, e as mais desenvolvidas, como a própria Alemanha. Porém, não existe credor sem devedor, e se houve mal comportamento foram de todos. Espera-se que a Alemanha tenha um espírito um pouco mais corporativo", analisou.

Carolina Mazzi





Vamos falar de PETR4 com Bovespa e "CRB"

Vamos falar hoje do papel PETR4, a PETROBRÁS PN.

Falo pouco de papel,muito pouco, mas a PETR4 é tão ruim, mas tão ruim, a empresa é usada politicamente de forma tão intensa, que me sinto quase na obrigação de falar um pouco desse papel.

Dentro desse contexto, como ela tem o peso maior dentro do BOVESPA, quero tentar estabelecer uma "correlação" do papel com o índice.

Essa perna de baixa do IBOV tem sido muito forte, muito "grande". Certamente essa perna trouxe consigo um desmonte forte das commodities. 

O mundo tem se livrado das commodities nos últimos 15-20 dias com muita força. A queda da Petrobrás obviamente é parte desse desmonte, e parte do uso político que se faz da empresa, com o governo federal segurando o repasse da alta do petróleo lá atrás ou a alta do dólar mais recente, para tentar conter o avanço da inflação.

A forte fuga da commodities pode ser vista no gráfico do "CRB" abaixo, tanto no tempo diário, como no semanal.

Vemos abaixo que um divisor fundamental na faixa de 293 foi rompido pra baixo, isto é, fica claro que um pivot de baixa no semanal se consumou

Gráficos diário e semanal, escalas lineares








Também vemos que é bem possivel que, uma vez rompido tal pivot, a direção no curto-médio prazo me parece a faixa de 260.

Assim, devemos ter mais queda à frente para a commodities.

Acompanhando tal direção, não vejo como o BOVESPA possa se livrar de um novo reteste na faixa de 47.800/48.000 pontos no curto-médio prazo.

Isso daria cerca de 11% de queda do IBOV em relação ao fechamento de hoje.

Caso levemos a PETR4 para uma queda de 11% também em relação ao fechamento de hoje, daria uma queda até cerca de 16,75, que foi a mínima do papel em novembro de 2008, como destacado abaixo.

Aqui nesse ponto é a minha dúvida. Eventual repique da PETR4 poderia levá-la ao patamar de 20. Nesse caso eventual queda do BOVESPA até 48 k, poderia deixar a queda da PETR4 limitada até 17,90, mínima do papel em outubro do ano passado

Gráfico PETR4 , tempo semanal, escala linear



Gráfico Bovespa , tempo semanal, escala linear








Enfim, na minha visão, BOVESPA, ainda que possa testar algum patamar mais acima nos próximos dias, talvez os mesmos 56.500 ou até mesmo os 58 k, deve mesmo vir mais abaixo retestar a faixa de 48 k.
PETR4 teria a mesma linha de raciocínio, isto é, ainda que possa vir algo acima, deve, no curto-médio prazo, testar, no mínimo, a faixa de 17,90. O teste na faixa de 16,75 é ainda bastante possivel.

O toque do IFR14 na faixa de 30 no fechamento do tempo semanal, tanto para o IBOV, como para a PETR4, reforçam essa minha percepção.
Ou seja, em quedas desse tamanho associadas a um pivot de baixa no semanal para o "CRB", o toque do IFR14 nos 30 é muito provável; logo, como ainda não o tocamos (VER GRÁFICO SEMANAL ACIMA), a margem até os 48 k para o IBOV e até 17,90, no mínimo, para a PETR4, teria esse impacto.








quinta-feira, 24 de maio de 2012

Um "não-otimista" no Brasil "cheio de otimistas"


Luiz Alberto Machado, vice-presidente do Instituto Liberal, escreveu um artigo interessante no site do Instituto na segunda-feira última, 21/05/2012.

Interessante por quê ?

Já repararam que o Brasil dos últimos 3-5 anos é um Brasil "cheio de otimistas" ? Ninguém fez nada, absolutamente nada de relevante, apenas "tocou o barco", se esbaldou na "farra das commodities", e mesmo assim, estão todos lá !

Todos otimistas com a atuação do Brasil.

Luiz Machado escreve um artigo na posição de um "não-otimista"


É difícil encontrar essa "espécie rara" no Brasil de hoje.


Mas esses são os mais lúcidos.


Abaixo o artigo....Ressalta-se também o livro que ele recomenda ao final. Já folheei o livro do Fabio Giambiagi, embora não tenha lido, Parece um ótimo livro, exatamente nessa direção.

http://www.institutoliberal.org.br/comentario.asp?cdc=4074


Sinais de esgotamento do modelo
LUIZ ALBERTO MACHADO*


Se a semana que se encerrou foi marcada pela divulgação de notícias dando conta de um desempenho econômico aquém do esperado pelo governo[1], a que se inicia traz a notícia de que a presidente Dilma Rousseff, sem conseguir esconder a irritação com a situação, está preparando um “pacotinho” a ser anunciado no próximo dia 5 de junho – Dia Mundial do Meio Ambiente – com medidas para estimular o consumo em setores determinados, como o de automóveis e construção civil.

Em se confirmando, será mais um sinal do esgotamento do modelo de crescimento baseado no consumo, já que depende, cada vez mais, de medidas pontuais para garantir sua sobrevida.

A meu juízo – e não estou sozinho nesse ponto de vista – a coisa é mais grave, pois indica claramente a falta de uma política econômica digna desse nome, constituída de ações de curto, médio e longo prazos, entre as quais as sempre prorrogadas reformas tributária, trabalhista e previdenciária, sem as quais os problemas estruturais da nossa economia continuarão sem solução.

Dois rápidos comentários a respeito disso tudo.

O primeiro sobre o “estilo” autoritário da presidente da República de governar, que já se tornou quadro de sucesso no programa de humor Casseta & Planeta. O personagem Dilmandona retrata fielmente o caráter centralizador e voluntarioso de Dilma Rousseff, com pitadas constantes de inquietação e impaciência. Pena – para ela – que a solução dos problemas econômicos não dependa apenas desses ingredientes.

O segundo, a respeito do clima quase generalizado de grande otimismo presente na esmagadora maioria das análises da conjuntura econômica brasileira, veiculadas pela mídia. São raras as análises equilibradas, ponderando não apenas sobre os aspectos positivos, mas também sobre os problemas reais que temos pela frente. Considerando que entre os analistas que embarcaram no clima de euforia geral tem muita gente bem preparada, não há como não ficar com a pulga atrás da orelha.

A propósito, recomendo a leitura do recém-lançado livro de Fabio Giambiagi e Armando Castelar Pinheiro intitulado Além da euforia: riscos e lacunas do modelo (Editora Campus, 2012). Afinal, uma dose de realismo não faz mal a ninguém.

[1] O PIB brasileiro patina (Revista Veja, 23 de maio de 2012, p. 63).
* VICE-PRESIDENTE DO INSTITUTO LIBERAL

21.05.2012






Grécia deixará zona do euro em janeiro de 2013, diz Citigroup



Matéria publicada agora há pouco pelo jornal "O Estado de São Paulo" expõe uma visão do Citibank acerca de provável saída da Grécia da Zona do Euro.

Diz o Citibank que a saída seria "administrável".

Faltaria apenas um detalhe básico....... combinar com o mercado...... 

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia%20internacional,grecia-deixara-zona-do-euro-em-janeiro-de-2013-diz-citigroup,113657,0.htm


Grécia deixará zona do euro em janeiro de 2013, diz Citigroup
Nova moeda grega teria desvalorização de 60% ante o euro; efeitos da mudança nos outros países poderiam ser controlados, afirma o Citigroup
24 de maio de 2012 | 8h 43


Clarissa Mangueira, da Agência Estado

LONDRES - A Grécia deverá deixar a zona do em 1º de janeiro de 2013 e sua nova moeda terá imediatamente uma desvalorização de 60% ante o euro, desencadeando uma onda enorme, mas ainda administrável, de contágio em toda a Europa, afirmou o Citigroup.

Em nota a clientes, o banco reiterou que a probabilidade da Grécia deixar a zona do euro nos "próximos dois ou três anos" subiu para entre 50% e 75%, e que agora está prevendo que isso ocorrerá no início do próximo ano.

O Citgroup disse também que é provável que ocorram mais rebaixamentos de crédito na zona do euro neste ano, principalmente para Portugal, Irlanda, Espanha e Itália. Segundo o banco, após uma saída da Grécia, é perfeitamente possível que "as duas agências - Moodys e S&P - façam uma revisão da avaliação elaborada no fim de 2011 e início de 2012. "Acreditamos que as agências avaliarão o rating da Grécia como 'em default', se o país deixar a zona do euro."

O Citigroup afirmou que sua avaliação atual era de que as próximas eleições da Grécia em 17 de junho não serão suficientes para romper o impasse político do país e produzir um governo viável capaz de aderir ao programa de austeridade. Isso, por sua vez, acentuará fatalmente o impasse entre o governo grego e os seus credores oficiais.

"Nós prevemos que a saída da Grécia ocorrerá em 1º de janeiro de 2013, com o país permanecendo na União Europeia e recebendo ajuda externa (para mitigar os riscos de conflitos sociais e colapso da sociedade civil), afirmou o economista do banco Michael Saunders.

A saída da Grécia acentuará as tensões no sistema bancário europeu e forçarão o Banco Central Europeu (BCE) a reiniciar suas operações de refinanciamento de longo prazo e reduzir pela metade suas taxas de juros, para 0,5%, segundo Saunders. Isso também estimulará pacotes adicionais para Portugal, Irlanda, Espanha, e apoio oficial de compra para títulos do governo espanhol e italiano, acrescentou.

"Nós esperamos que a saída da Grécia será seguida por uma série de respostas políticas destinadas a prevenir um colapso no estilo dominó do sistema bancário e desorganização econômica crescente", declarou o Citigroup.

De acordo com o banco, os efeitos de contágio da saída da Grécia da zona do euro poderão provavelmente ser controlados, no sentido de que nenhum outro país será forçado a deixar a união monetária e que o sistema bancário europeu deverá continuar a funcionar. "Esse resultado seria um feito considerável", ressaltou Saunders.

Mesmo assim, isso não evitará que outros países da zona do euro registrem uma alta dos custos dos empréstimos e fraca disponibilidade de crédito, bem como crescimento econômico decepcionante e receitas governamentais limitas. O resultado será mais excessos fiscais e aumento da dívida entre muitos países da união, disse o economista.

Se a saída da Grécia acontecer, ela não irá acabar com a crise da União Econômica e Monetária, afirmou o Citigroup. As informações são da Dow Jones.



Bovespa, Dow Jones e SP500

Gráfico SP500 interessante, com toques em LTB curta.

Me parece com condições de romper pra levar o IFR14 próximo ao patamar de 50.

Dow Jones, gráfico semelhante, embora LTB curta bem mais inclinada.

Porém , ambos gráficos, com uma "disposição" de buscarem um patamar de IFR14 próximo a 50.

Bovespa, gráfico continua "pior". LTB curta ali na faixa de 56.500, mesmo patamar alcançado pelo repique forte de segunda-feira.
Essa barreira do Bovespa me parece bem mais indigesta. De qualquer forma, a barreira maior certamente é 57.700 - 58.000


Todos gráficos diários, escalas logarítmicas















Vamos olhar agora uma LTB mais longa do "VXX"

Abaixo podemos ver uma LTB mais longa no índice "VXX", um dos principais "espelhos" de hedge do SP500.

Esse rompimento trará mais desmontes à frente para os mercados de renda variável americanos e, por conseguinte, novos tremores nos mercados mundiais.

Volatilidade continua presente nos mercados, com o índice ""VIX" rondando em torno da região de 20 há mais de 15 dias.


"VXX" Gráfico semanal, escala logarítmica





"VIX" Gráfico diário, escala logarítmica








quarta-feira, 23 de maio de 2012

Finalmente livro de Scott Patterson chega ao Brasil - "The Quants"

Livro extraordinário de Scott Patterson cujo nome de origem é "The Quants".

Aqui no Brasil há cerca de 3 semanas, saiu como "Mentes Brilhantes, Rombos Bilionários" (Editora Best Business).

Abaixo vai a sinopse do livro.

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"Iluminados pelas ideias de John Nash — o matemático que inspirou o filme Uma mente brilhante — uma geração de mestres do carteado ascendeu ao maior mercado de ações do mundo ao usar a mais avançada matemática computadorizada para compreender, prever e manipular os sistemas de precificação e negociação em Wall Street. Os quants, como eram chamados, acreditavam que uma mistura de cálculo diferencial, física quântica e geometria avançada — assuntos indecifráveis para a maioria dos mortais — era a chave para abrir os cofres dos mercados financeiros.



Ao desvendar os feitos de quatros titãs da análise dos números, o repórter do Wall Street Journal, Scott Patterson, revela os bastidores em que fórmulas de fundir o cérebro e QIs de gênio levaram os quants — e toda Wall Street — a um período de glórias e, sucessivamente, a uma das maiores depressões econômicas que o mundo já conheceu."

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Mais abaixo , parte da entrevista de Patterson e uma brincadeira com os "quants" que já expus aqui no início do ano











Equipe Econômica baixa juros, tarifa sobe, dólar sobe........Alguém sabe o que está acontecendo ?

Será que tem alguém no governo que sabe o que está acontecendo ?

Juros baixam na "canetada" ?

Hum........."muda lá a tabela das tarifas, grita alguém lá da Tesouraria !!"

Juros baixam ?

Hummmm.........é melhor ver o que disse o blog aqui há 10 dias atrás..( http://pracompraroupravender.blogspot.com.br/2012/05/vamos-pro-corner-drmantega-drtombini.html)

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Ambas matérias créditos Jornal "O Estado de São Paulo"



Apesar das intervenções do BC, dólar sobe a R$ 2,079, o maior valor desde maio de 2009

22 de maio de 2012 | 17h19
Bianca Ribeiro

Economia & Negócios com Agência Estado

SÃO PAULO – A decepção com o leilão de títulos de curto prazo da Espanha e o rebaixamento do rating soberano do Japão pela Fitch impulsionaram a compra de dólares nesta terça-feira, 22. A moeda norte-americana fechou em alta de 1,81%, cotada a R$ 2,079, o maior valor desde o dia 15 de maio de 2009.

A Espanha vendeu € 2,526 bilhões em títulos de três e seis meses, um volume levemente acima do pretendido, porém com yields (retorno ao investidor) maiores do que no leilão realizado há um mês.  Outra má notícia foi o corte no rating do Japão para A+ pela Fitch, com perspectiva negativa. Segundo a agência, o movimento reflete os crescentes riscos para o perfil de crédito soberano do Japão como resultado das altas e crescentes proporções de dívida pública. A dívida do país, em 200% do Produto Interno Bruto (PIB) anual, é de longe a maior do mundo industrializado.

Analistas ressaltam que esta terça-feira deu bons argumentos aos quem acham que o Banco Central trabalharia com um “teto informal” em torno de R$ 2,05. As duas ofertas de contratos de swap cambial tradicional realizadas durante o pregão aconteceram após as cotações, coincidentemente, terem cruzado a fronteira dos “cinco centavos” no mercado à vista.

Perto das 11h, a divisa superou o patamar até atingir a máxima do dia em R$ 2,0630. A cotação parece ter deflagrado a decisão do BC de voltar ao mercado para oferecer o swap tradicional – operação que equivale à venda de dólar no mercado futuro. Só o anúncio do leilão foi suficiente para acalmar os ânimos e a moeda voltou a ser trocada de mãos a R$ 2,04.

Mas a alegria durou pouco. Minutos após o resultado do primeiro leilão, pouco depois das 12h, o dólar já havia caminhado de volta aos cinco centavos e a nova oferta piscou na tela das mesas de câmbio.

As duas operações desta terça-feira só reafirmam o que aconteceu na sexta: quando o dólar estava em R$ 2,0570, o BC arregaçou as mangas e, pela primeira vez desde outubro do ano passado, passou a atuar na mão vendedora de câmbio com a oferta dos swaps.

A partir de agora, porém, se o BC quiser seguir como vendedor nos negócios vai ser necessário mudar o discurso. Isso porque, oficialmente, as operações realizadas hoje e na sexta passada tinham como objetivo “zerar” posições contrárias em contratos de swap cambial reverso do BC.  Na sexta, foram zerados todos os US$ 650 milhões que vencem em 1º de junho. Hoje, já foram anulados US$ 2,186 bilhões dos US$ 2,47 bilhões com data em 2 de julho. Ou seja, com esse discurso, a munição do BC só tem mais US$ 284 milhões, muito pouco para quem atira no câmbio, mas mira nos efeitos do dólar na atividade e na inflação.


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Tarifas bancárias sobem 3 vezes acima da inflação
Na prévia do IPCA de maio, tarifas bancárias têm alta de 1,66%, mais de três vezes acima da inflação medida no período
22 de maio de 2012 | 10h 21

Daniela Amorim, da Agência Estado
RIO DE JANEIRO - Embora o governo venha pressionando para que haja uma redução nos juros cobrados de consumidores, as tarifas de serviços bancários pagas pelos brasileiros continuam em alta. O aumento foi de 1,66% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de maio, um dos destaques dentro da inflação de 0,51% verificada no mês, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No IPCA fechado de abril, os serviços bancários já tinham subido 1,42%, contribuindo para a alta de 2,23% no grupo Despesas Pessoais no período. Em maio, o grupo Despesas Pessoais teve alta de 1,32%, a maior dentre o grupo que compõem o índice.

Além dos serviços bancários, do cigarro, dos remédios e do feijão carioca, destacaram-se também na inflação medida em maio pelo IPCA-15 os artigos de vestuário (0,97%), seguro de veículos (1,66%), telefonia celular (1,58%), mão de obra para pequenos reparos (1,51%), táxi (1,29%), taxa de água e esgoto (1,16%), gás de botijão (1,01%) e artigos de limpeza (0,99%).





terça-feira, 22 de maio de 2012

Você curte uma queda de mais de 30% do Facebook ?


Alguma coisa deu errada no ATIVO e no PASSIVO.

Alguém calculou errado......Será ?

Da máxima de sexta-feira, primeio dia de negociações das ações do Facebook, até a mínima de hoje, já temos uma variação de mais de 30%.

Clica lá se você curtiu......








segunda-feira, 21 de maio de 2012

Brasília, mais do mesmo,"Alf, o Eteimoso" e Mágicas...Mágicas

Definitivamente, Brasília não entende o que está se passando........

"Mais do mesmo"......

Me lembrei daquela série engraçadíssima dos anos 80 "Alf, o Eteimoso".
E, mais abaixo da matéria, um episódio mais do que apropriado para os dias de hoje no Brasil

Crédito : Portal UOL


http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2012/05/21/governo-zera-ipi-de-carro-10-e-da-mais-prazo-para-financiar.jhtm



21/05/2012 - 18h37
Governo zera IPI de carro 1.0, reduz IOF do crédito e dá mais prazo para financiar
Do UOL, em São Paulo


O governo cortou impostos e juros de carros, reduziu o IOF para financiamentos e aumentou o prazo para comprar os veículos a prazo. Também foram anunciados juros menores do BNDES para empresas.  As medidas foram anunciadas nesta segunda-feira pelo ministro Guido Mantega (Fazenda) para tentar estimular a economia, diante do agravamento da crise econômica global.


O IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) dos carros nacionais de até 1.000 cilindradas cai de 7% para zero. A redução vale até 31 de agosto deste ano. Em contrapartida, as fábricas de carros se comprometeram a não demitir funcionários. Com a redução do IPI, o governo deve deixar de arrecadar R$ 1,2 bilhão, de acordo com Mantega.








1 Ano do blog hoje: Homenagem a 3 cérebros fantásticos ! George Soros, Nassim Taleb e Gustavo Franco

O Blog faz hoje exatamente 1 ano de vida.

Esse post é uma homenagem a 3 cérebros, 3 figuras que eu considero fantásticas por carregarem uma visão "periférica" num mundo injustamente linear e "quadrado".

George Soros, Nassim Taleb e Gustavo Franco nos brindam com o questionamento da Ciência da maneira como ela é "utilizada".

Abaixo, Soros e uma narração de seu maior feito, "a venda a descoberto da Libra" e o ganho de US$ 1 bilhão em 1992.








 Nassim Taleb falando sobre o "Cisne Negro"






Gustavo Franco, o maior defensor da âncora cambial atrelada ao Plano Real.

Gustavo não foi a peça chave na elaboração do Plano Real. André Lara Resende e Pérsio Arida, brilhantes cérebros, foram aqueles que conceberam a gênese do Plano Real.
Gustavo foi o "executor", o formatador de vários textos.

Gustavo foi, acima de tudo, o maior defensor do Plano Real.

O Brasil naquela época calculava tudo em "dólar".

Com a Crise do México logo em 94, Gustavo defendeu no governo, a despeito de várias pressões, a manutenção da câmbio, sem mini ou maxi desvalorizações.

Em 1997, já como Presidente do Banco Central,  ao longo da Crise da Ásia, Gustavo foi firme em novamente defender a âncora cambial.

Foi vencido apenas em 1999, depois das quebras da Rússia e da Argentina, e da sangria das reservas internacionais. Fernando Henrique Cardoso demite Gustavo para, enfim conter a sangria.

Talvez Gustavo Franco pudesse desvalorizar o real perante o dólar um pouco mais cedo; porém, efetivar uma maxi desvalorização em 1995 ou 1996, muito menos em 1994, seria um suicidio para o Plano Real, tamanha dependência do dólar tinha nossa Economia.....tudo era referenciado em dólar...

O Plano Real deve muito a Gustavo Franco


 



Todos à procura do IFR14 em 50 ?


Caso estejamos ainda no meio de uma correção mais forte, que é a minha percepção, dado o VIX ter rompido a faixa de 21-22 e ter caracterizado um pivot de alta , é comum vermos o mercado buscar IFR's14 em torno de 50, antes da próxima queda.

Para o BOVESPA, como temos uma LTB mais evidente de IFR14 destacada abaixo, o balizamento de 50 poderia até mesmo ser descartada.

Então acompanhemos.

Balizamentos para melhora de longo prazo para o Dow Jones 12.720.
Para o Bovespa, acima de 58 k .

Veja que o overlapping anteriormente especulado foi "respeitado" pelo Dow Jones e pelo SP500; porém, não pelo BOVESPA.

Overlapping também no índice "VIX" ? Faixa de 21-22 ?



Bovespa, gráfico diário, escala linear



Dow Jones, gráfico diário, escala logarítmica




SP500, gráfico diário, escala logarítmica



VIX, gráfico diário, escala logarítmica








Dilma diz que país está "300% preparado" para enfrentar crise

Não......
Vocês não leram errado...

O Título do post é esse mesmo....refere-se a uma matéria publicada agora há pouco

Mas primeiro leiam uma outra matéria abaixo, publicada minutos antes.

Depois, mais abaixo leiam a matéria do título do post.

Ambas matérias crédito: Portal UOL - Agência Reuters

Depois reflitam.........


http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1093475-chineses-adiam-importacao-de-minerio-de-ferro-e-carvao.shtml


21/05/2012 - 16h35

Chineses adiam importação de minério de ferro e carvão

DA REUTERS

Compradores chineses têm adiado ou descumprido contratos de negócios de carvão e minério de ferro após uma queda nos preços, disseram traders, algo que evidencia uma desaceleração da segunda maior economia mundial e como isso afeta o apetite da China por commodities.


A China é o maior consumidor mundial de minério de ferro, carvão e outros metais, mas dados recentes têm mostrado a economia esfriando mais rapidamente do que o esperado, com o crescimento da produção industrial caindo fortemente em abril e investimentos em ativos fixos, importante condutor da economia, atingindo o menor nível em quase uma década.

Os preços do carvão e do minério de ferro podem cair ainda mais antes de se recuperarem ao final do segundo trimestre, disseram traders, estimulando mais "defaults" e adiamento das entregas.

"Há poucas cargas... mas ninguém se sente firme para levá-las. As companhias de energia da China não estão comprando pois possuem muito carvão, e traders também estão com medo de se queimarem. Está muito baixista agora", disse um trader.

Os defaults em carvão térmico na última semana ocorreram após os preços caírem no último mês e meio, com os índices de preços do carvão na Austrália, África do Sul e Europa tendo recuado cerca de US$ 10 por tonelada desde o início de abril.

Pelo menos seis cargas de carvão térmico em "default" estão sendo ofertadas com desconto, disseram operadores, incluindo contratos por embarques dos Estados Unidos, Colômbia e África do Sul.

Por outro lado, traders esperam que a demanda ganhe ritmo no próximo mês, coincidindo com o pico do consumo de verão de carvão na China.

O diretor executivo da Associação Indonésia de Mineração e Carvão disse que exportadores de carvão estavam enfrentando uma competição mais dura, mas que espera que a desaceleração na China seja "apenas temporária".


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http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2012/05/21/dilma-diz-que-pais-esta-300-preparado-para-enfrentar-crise.jhtm


21/05/2012 - 16h29 / Atualizada 21/05/2012 - 17h00
Dilma diz que país está "300% preparado" para enfrentar crise



21 Mai (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff garantiu nesta segunda-feira que o Brasil está "300%" preparado para enfrentar a atual crise financeira internacional.

Dilma disse que o país tem um "conjunto de armas" para fazer frente às turbulências externas, em evento de assinatura de documento para a construção de uma ponte em Laguna (SC).

"A situação na Europa tem se deteriorado nas últimas semanas, e as pessoas ficam se perguntando 'como é que fica o Brasil?' O Brasil fica muito bem", disse a presidente.

Dilma lembrou que o Brasil "não tem os graves problemas" que tem a Europa e os Estados Unidos.

Ela também revisitou o argumento de que o grande volume de reservas internacionais que o país tem atualmente representa uma proteção contra "o que quer que aconteça" na economia global.

"Agora nós estamos mais fortes do que estávamos em 2008/2009", disse Dilma, numa referência à fase mais aguda da última crise econômica global.

"Me perguntaram outro dia se estamos preparados para o que puder acontecer na Europa. Eu posso assegurar a vocês que nós estamos 100% preparados, 200% preparados, 300% preparados", disse. 

O discurso de Dilma vem horas após o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, adotar tom tranquilizador em relação à economia brasileira durante discuro em evento em São Paulo.

Na avaliação do presidente do BC, a atividade econômica vai acelerar ao longo deste ano e os preços continuarão convergindo para o centro da meta de inflação adotada pelo governo, de 4,5% ao ano.

O governo tem preparado diversas medidas para dar fôlego ao crescimento econômico e a expectativa é que elas sejam anunciadas ainda nesta segunda-feira.














domingo, 20 de maio de 2012

Tudo em Pânico 1 - Commodities

Uau !

15 dias últimos de desmonte forte das commodities no mundo todo.

Uma fuga em peso das commodities.

Crash !

Tudo em Pânico !

Abaixo, vamos revisitar o que aconteceu com algumas commodities ao longo dos últimos 15 dias.

Comecemos pelo índice "CRB", o principal balizador das commodities.

Veja o gráfico abaixo, tempo semanal, escala logarítmica.

O índice perdeu suporte mediano de 295 há 15 dias, posseguiu na queda mos últimos 7 dias e perdeu importante divisor na faixa de 293.
Pivots de baixa começam a ficar mais evidentes no tempo semanal de longo prazo.





Agora vamos a algumas das commodities isoladamente

Petróleo - Light Crude

Gráfico díário , escala logarítmica




Cobre
Gráfico díário , escala logarítmica





Alumínio
Gráfico díário , escala logarítmica




Gás Natural
Gráfico díário , escala logarítmica






Perspectivas de mudanças no médio-longo prazo ?

Não me parece que teremos mudanças. Estamos numa inércia negativa, uma forte desaceleração econômica mundial.

E as mineradoras nesse contexto ? Acompanharam o crash das commodities

Nenhuma diferença; elas vendem e exportam no mundo inteiro commodities.

Vamos a alguns gráficos de 3 das maiores mineradoras do mundo: Vale,  BHP Biliton e Rio Tinto, todos gráficos listados na Bolsa de Nova York.

Vejam que os gráficos são muito semelhantes, principalmente Rio Tinto e BHP



Rio Tinto, Gráfico semanal, escala linear



BHP, gráfico semanal, escala linear




Vale, gráfico semanal, escala linear





Agora, vamos aos gráficos mensais, escala linear para Vale e BHP.

Vejam que na escala mensal as médias móveis exponenciais de 13 já cruzaram pra baixo as de 21.


BHP , Tempo Mensal




VALE, Tempo Mensal




O Gráfico da PetrobrásPN no Brasil é tão ruim que a média móvel exponencial de 13 já está cortada pra baixo sobre a de 21 já há 2 anos praticamente.

Pra quem gosta de médias móveis de 21, veja abaixo que no tempo mensal, ela apenas "repicou" na MÉDIA MÓVEL DE 21.





É importante observar nos gráficos diários acima, que todos as commodities listadas tocaram IFR'S14 abaixo de 30, o que é muito raro em "correções simples".

Por fim, quero ressaltar que a desaceleração econômica mundial  ora em curso contribui fortemente para a queda das commodtites; no entanto, outras variáveis devem ser observadas ao se analisar comportamentos de commodities num horizonte mais longo.

Taxas de juros!

Vejam abaixo o comportamento das commodities em comparação com a taxa de juros norte-americana.

Quando temos intervalos nos quais as taxas sobem, as commodities apresentam uma direção de queda.

Quando as taxas mostram um movimento de queda, ou establidade, temos um movimento de alta, na média das commodities.

Nos ultimos 3-4 anos tivemos uma acomodação dass taxas americanas no intervalo 0-0,25; o que é muito baixo. Mesmo com uma desaceleraçao em curso, estímulos monetários de vários Bancos Centrais ao redor do mundo e a manutenção baixa dessas taxas, deram um "alento" às commodities.

Certamente, isso não durará para sempre. 

Desaceleração econômica mundial e alta das taxas de juros americanas muito provavelmente jogarão as commodities mais para baixo no médio-longo prazo.

A queda dos últimos dias parece ser apenas uma parte de um desmonte ainda maior

O Ciclo de alta das comodities parece ter chegado ao fim


Fonte: www.global-rates.com