sábado, 31 de março de 2012

VIX fecha com engolfo de alta no semanal, assim como no Crash de 2010



Uma novidade ao final da semana nos mercados de renda variável.


O indice VIX fechou a semana com um engolfo de alta no gráfico semanal.


Vejam abaixo que na segunda semana de abril/2010, o índice também fechou com um engolfo de alta, para "explodir" numa alta de quase 33 pontos semanas depois , o que fez com que os mercados de renda variável também corrigissem forte no mundo todo, inclusive, com o flash crash nos mercados americanos no dia 6 de maio de 2010, onde a queda foi de 10% num só dia.












Parece que, depois de 2-3 meses de baixíssima volatilidade, teremos fortes emoções pelas próximas 2-3 semanas.

Há que se registrar que, à luz do mesmo movimento de abril-2010, a despeito do engolfo, a próxima semana ainda deve mostrar alguma alta dos índices americanos; depois do engolfo do VIX em abril 2010, o SP500 subiu apenas mais 4 pontos na semana seguinte, porém, do fechamento, a alta foi de 25 pontos. Como a máxima da semana que passou foi de 1.420, e a resistência-pivot mais representativa é 1.440, ficamos na expectativa de um teste "por baixo" desse nivel.

Caso o cenário acima se confirme, isto é, uma correção, dado o engolfo de alta do VIX, fica a pergunta: Qual seria a correção ? Veja abaixo que desde o rally de março-2009, tivemos 2 grandes correções; as 2 em torno de 20% para o SP500.






Logo, no mínimo, a correção deve ficar nessa faixa de 20%, o que poderia levar o SP500 a testar a mínima de 28 de novembro de 2011 em 1.158. Faixas importantes a se olhar 1.260 e 1.200.

O engolfo de alta do VIX no fechamento da semana não foi tão forte como o de 2010, porém, considero o engolfo uma das figuras mas fortes na análise técnica; logo não deve ser desprezada, muito menos no tempo semanal.

O que ainda me deixa na dúvida quanto aos próximos passos é que desde o rally de março-2009 as correções têm apresentado uma particularidade: primeiro, há uma correção média, depois, um rompimento rápido das máximas anteriores, e aí sim, a correção mais forte, como identificado abaixo.





Tomando o Dow Jones, como parâmetro, a correção "média" poderia se dar a partir de 13.500 (topo de um grande canal de alta como destacado abaixo), até 12.750, importante faixa-suporte, uma nova máxima com o rompimento de 13.500 até 14.000/14.200 pontos, com um "tão sonhado" topo duplo no gráfico mensal; e aí sim, a correção mais forte, e um possível final do bull market.













sexta-feira, 30 de março de 2012

Ex-presidente do Pactual vai para a Gradual Investimentos

Luiz Cezar Fernandes, ex-presidente e principal sócio do Banco Pactual nos anos 80 e 90, vai para a Gradual Investimentos.

Veja noticia abaixo:

Crédito: Jornal "O Estado de São Paulo!

http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios%20geral,ex-socio-do-pactual-vai-para-a-gradual-investimentos,108023,0.htm


Ex-sócio do Pactual vai para a Gradual Investimentos
Luiz Cezar Fernandes, que fundou dois ícones do mercado financeiro (o Pactual e o Garantia), será responsável pela área de fusões e aquisições da empresa
30 de março de 2012 | 15h 39


Patrícia Lara, da Agência Estado - Agencia Estado
SÃO PAULO - A Gradual Investimentos anunciou a entrada de dois novos sócios, entre eles a de Luiz Cezar Fernandes, que fundou dois ícones do mercado financeiro: o Pactual e o Garantia. Fernandes será responsável pela área de fusões e aquisições, assim como contribuirá para a expansão da participação do grupo em operações estruturadas no mercado de capitais doméstico e no internacional, de acordo com comunicado assinado pela presidente da Gradual, Fernanda de Lima.

Além de Fernandes, Dennis Rodrigues também se tornará sócio da Gradual Investimentos. Rodrigues é sócio da Red Kite Americas, empresa norte-americana especializada no desenvolvimento de soluções de tecnologia para o mercado financeiro. Ele também atuou como executivo para mercados emergentes do extinto banco de investimento americano Lehman Brothers. Segundo o comunicado de Fernanda, os dois executivos farão parte do Conselho de Administração da Gradual.




Para o governo brasileiro, "que se dane a inflação"




"Que se dane a inflação",  é praticamente o que diz nas entrelinhas na matéria abaixo, o ex-diretor do Banco Central, Alexandre Schwartsman, a respeito da atitude do Banco Central do Brasil perante a inflação.

Antecipadamente aqui a linha de destaque da matéria:


"A prioridade do Banco Central é viabilizar crescimento e não é levar a inflação para meta. Para o BC, se a inflação ficar abaixo de 6,5% já está bom" , destacou.



Pra quem lê habitualmente o blog do Alexandre (   www.maovisivel.blogspot.com  ), isso não é novidade.
Alexandre Schwartsman defende há meses, que o governo brasileiro deixou de lado o combate à inflação, para priorizar o crescimento.

Sejamos sinceros; esse sempre foi o pensamento do PT, Partido dos Trabalhadores. Agora, mais do que nunca, ele tem a oportunidade de colocar em prática.

A escolha, me parece, no mínimo, arriscada; do ponto de vista do nosso passado inflacionário, a prioridade revela-se um desastre.


Veja abaixo a matéria:

Crédito: Jornal "O Estado de São Paulo"

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,bc-nao-considera-mercado-de-trabalho-robusto-diz-schwartsman,107877,0.htm



BC não considera mercado de trabalho robusto, diz Schwartsman
Ex-diretor do Banco Central avalia que as projeções da autoridade monetária para a inflação não são compatíveis com o aquecimento da economia no decorrer dos próximos meses
29 de março de 2012 | 15h 24

Ricardo Leopoldo, da Agência Estado
São Paulo - As projeções para o IPCA no relatório de inflação de março do Banco Central, especialmente para este ano, não são compatíveis com o aquecimento da economia no decorrer dos próximos meses, especialmente no segundo semestre, quando o PIB deve crescer de 4,5% a 5% em termos interanuais, comentou o ex-diretor do BC Alexandre Schwartsman.

"Aparentemente, o aperto do mercado de trabalho motivado pela aceleração do nível de atividade neste ano não está sendo levado em consideração pelos modelos econométricos do BC, embora essa questão tenha sido abordada no texto do relatório", comentou. Segundo o economista, um reflexo da melhora do PIB neste ano, que deve crescer 3,5% ante 2,7% em 2011, será a redução da taxa média do desemprego, que para ele deve baixar de 6% no ano passado para 5,5% em 2012.

"Não há condições para que o IPCA atinja 4,4% neste ano como aponta o relatório de inflação de março", destacou. Ele espera que o IPCA suba 5,5% em 2012 e continue em alta em 2013, quando deve encerrar o ano com elevação de 6%. "A prioridade do Banco Central é viabilizar crescimento e não é levar a inflação para meta. Para o BC, se a inflação ficar abaixo de 6,5% já está bom" , destacou.

Para Schwartsman, foram corretas as manifestações detalhadas no relatório de inflação sobre os riscos que o mercado de trabalho robusto pode trazer para a estabilidade de preços no País. Ele destaca que, em dois parágrafos na página 84, o BC chama a atenção tanto para o perigo das negociações salariais "atribuírem peso excessivo à inflação passada" bem como para a "margem estreita de ociosidade" de mão de obra no País.

Na opinião do ex-diretor do BC, duas hipóteses complementares podem explicar por que a taxa de desocupação, medida pela Pesquisa Mensal de Emprego, vem caindo nos últimos meses apesar de o PIB ter registrado um desempenho muito fraco no segundo semestre de 2011. Uma delas é que a produtividade do trabalho deve ter baixado de forma expressiva no País. Uma outra suspeita é que as empresas preferiram não demitir funcionários mesmo com o declínio do nível de atividade no ano passado, pois tinham a perspectiva de que a economia voltaria a ganhar tração em 2012.

"Com a retomada da economia, especialmente no terceiro e quarto trimestres de 2012, devem crescer as contratações pelas empresas. Isso deve ampliar as pressões sobre a inflação no segundo semestre, o que deve ajudar muito a levar o IPCA a fechar este ano com um ponto porcentual a mais de inflação do que o indicado pela meta de 4,5%", ponderou o ex-diretor do BC.

Na opinião de Schwartsman, o quadro externo melhorou em relação ao cenário apresentado no fim do ano passado, quando foi divulgado o relatório de inflação de dezembro. Para ele, não tem consistência a postura do BC de manifestar que persistem os riscos elevados de a crise internacional atingir o Brasil, com um impacto de um quarto do registrado sobre o PIB do País durante a recessão global de 2008/2009.

Segundo o ex-diretor do BC, a página 82 do relatório de inflação de março cita que dados dessazonalizados do Netherlands Bureau of Economic Policy Analysis (CPB) apontam que as importações mundiais cresceram apenas 0,3% do começo do segundo trimestre até o encerramento do quarto trimestre de 2011, bem abaixo da média histórica de 1,5% apurada de 1991 a 2011. "Contudo, já há uma recuperação desse indicador, pois deve apresentar uma expansão ao redor de 1,4% num horizonte que vai do início do terceiro trimestre de 2011 ao fim de março de 2012", destacou.



quarta-feira, 28 de março de 2012

VIX faz um pivotzinho de alta e toca LTB



No que tange ao VIX, tivemos hoje uma pequena novidade.

Vejam que finalmente o VIX faz um pequeno pivot de alta, rompe a faixa de 16-16,20 e toca uma LTB em escala linear.

Na verdade eu venho apurando o VIX em escala logarítmica, porém hoje, coloquei a escala linear para vermos o toque nessa LTB.

Podemos chamar como "segunda LTB", pois ele havia rompido uma em meados de fevereiro, porém não havia confirmado o pivot de alta, já que ficou devendo o rompimento da região de 21.

Assim, podemos também dizer que o VIX já está começando a formatar uma "pá de ventilador" pra cima.

Abaixo, portanto, em escala linear, tempo diário, o VIX no fechamento.







Dow respeita novamente uma LTA


Gráfico diário, escala linear, fechamento hoje, 28/03/2012







"Nosso" banco público virou "a casa da mãe Joana"



Li agora há pouco matéria no Jornal "O Estado de São Paulo" e fiquei......fiquei........nem sei mais o que dizer.....

Numa época em que claramente o povo brasileiro luta dia após dia para pagar as contas em dia, dada uma inflação persistentemente alta, provocada em boa parte pela displicência do governo brasileiro em aplicar o remédio adequado e em momentos adequados, o nosso Ministro da Fazenda, Guido Mantega, vem a público dizer que o Banco do Brasil irá na "contramão" do mercado e ampliará o crédito e com "custos", leia-se "juros", mais baixos, para "forçar" a concorrência...


O aumento da possível inadimplência, dado o ambiente nada animador acima exposto, irá ser pago pelo contribuinte brasileiro, é claro......

Veja a matéria abaixo:



Mantega vê com preocupação dados sobre crédito e spreads
Avaliação é de que os dados fortalecem o diagnóstico de que a retomada da atividade econômica está sendo atrapalhada pelo comportamento do crédito e do custo elevado dos financiamentos
27 de março de 2012 | 17h 43


BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, não gostou dos dados divulgados nesta terça-feira, 27, pelo Banco Central sobre operações de crédito e spreads bancários no mês de fevereiro. Segundo fontes do Ministério da Fazenda ouvidas pela Agência Estado, a avaliação é de que os dados fortalecem o diagnóstico de que a retomada da atividade econômica está sendo atrapalhada pelo comportamento do crédito e do custo elevado dos financiamentos. Por isso, segundo as mesmas fontes, o governo está nesse momento discutindo medidas para a redução do spread bancário. Essa agenda será fortalecida e é hoje uma das prioridades do governo.

Em reunião fechada, ontem na Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), o ministro demonstrou preocupação com o custo dos financiamentos e com a contenção do crédito pelos bancos privados. Em resposta à avaliação do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, de que os bancos privados estavam contraindo a oferta do crédito, Mantega disse que essa postura era "inoportuna" diante da situação econômica do País. Na contramão, afirmou Mantega, os bancos públicos vão agir ampliando o crédito e com custo mais barato para forçar a concorrência. Para o ministro, os spreads no Brasil são incompatíveis com o grau de segurança do sistema financeiro nacional.





segunda-feira, 26 de março de 2012

CRB Commodities - "cansado, muito cansado"

Vejam abaixo o indice CRB Commodities.

Perdeu curta LTA na escala linear e já com a média móvel exponencial de 13 cruzada pra baixo sobre a Média móvel exponencial de 21.



DAX = BOVESPA , com pivots baixa no semanal - Dow Jones não




Vejam abaixo as dinâmicas do DAX (em vermelho "sombra"), índice principal alemão e o BOVESPA(candles verdes e vermelhos).

Ambos muito parecidos, inclusive com pivots de baixa no semanal em meados do ano passado.

Dow Jones (candles em preto) respeitou suporte anterior de 9.600; na verdade, respeitou bem distante, em 10.400, quando começou o rally até hoje.

A minha especulação é na seguinte direção. Se DAX e BOVESPA pivotaram pra baixo no semanal, me parece pouco provável que ambos retestem os topos históricos de 8.150 para o DAX e 73.900 para o BOVESPA.




O DAX, por exemplo, tem uma LTB em escala logarítmica passando hoje ali por volta de 7.400, se considerarmos desde o "topinho" em 8.117.

Veja abaixo:







Um possível canal de alta longo prazo Dow Jones




Nesse rally de 3 anos, as inclinações das pernadas de alta do Dow Jones têm sido "insanas" (não somente ele)

Isso tem me deixado muito inclinado a achar que, de fato, estamos num bull market, dentro de um ciclo "secular" de bear market.

Dentro desse contexto, ainda resta a dúvida se o Dow Jones atingiria os 14.200 pontos ou não.

Por enquanto, deixo o gráfico abaixo.

O toque nesse possível canal seria na faixa de 13.450/13.500 dentro dos próximos 10 dias. Em tese, não bate com a resistência mais clara em 13.600/13.750.

Porém, nas quedas mais fortes anteriores em maio-2010 e jul-ago de 2011, os pivots principais não foram atingidos.

E se olharmos o SP500, talvez 13.450 / 13.500 do Dow Jones equivaleria aos 1.440  do SP500, que é uma resistência mais clara pra ele.

Ao longo da semana, irei explorar melhor esse gráfico.

Por ora, fiquemos com ele, da forma destacada abaixo, gráfico semanal em escala linear:






O Colapso das ETF'S do Dow Jones e do SP500

Vocês podem chamar os gráficos abaixo de outra forma: "Os monstros que Bernanke e seus "amigos europeus" criaram......









domingo, 25 de março de 2012

Ipanema em apuros......



Num mercado de baixíssima volatilidade, vamos andar.......

Andar faz bem, e nos mantém antenados com o que acontece ao nosso redor.

Sexta-feira última, dia 23, entrei numa galeria no bairro de Ipanema no Rio de Janeiro.

Ipanema, todo mundo sabe, é aquele bairro do Rio de Janeiro, onde só se vê gente bonita, lojas bonitas, super decoradas e, principalmente, produtos caros, muito caros.

Caro, na verdade, não é mais particularidade de Ipanema no Brasil de hoje.

Tudo no Brasil é caro, tudo, em todos os bairros e lugares, com exceções em lugares distantes, muito distantes do eixo metropolitano.

Lá estava eu sentado num banco de madeira em frente a uma loja de produtos naturais a olhar o movimento, mulheres bonitas, enfim, e quando da minha surpresa 2 mulheres sentam e começam a comer 2 salgados e 2 latas de 200 ml de coca-cola.

Sim ! Sabem aquelas latinhas pequenas de 200 ml que a Coca-Cola lançou ?

Pois é , do ponto de vista de marketing, parece acertada a decisão da Coca-Cola lançar no Brasil essa minúscula latinha, já que muita gente comprava as marcas "desconhecidas" por um valor baixo, já que a lata tradicional da gigante Coca-Cola subia de preço mês após mês.
Ou seja, a idéia seria atingir um público que  prefiriria comprar uma "COCA-COLA" desde que fosse num preço "acessível".

Mas daí o público de Ipanema comprar uma latinha de 200 ml e não a lata de 350 ml ?

Pois é.......é fato que a inflação brasileira em curso já atinge uma classe "mais abastada". O orçamento da família brasileira se vê às voltas talvez com a mais profunda perda de poder aquisitivo dos últimos 10 anos.

Essa perda se refletirá no médio e longo prazo numa série de rearrumações orçamentárias, isto é, corta-se aqui pra pagar ali e assim sucessivamente.

Segmentos oligoplizados sofrerão menos, e , paradoxalmente, ajudarão a amenizar a queda da inflação, justamente por "poderem impor" preços maiores por um bom tempo. Exemplo mais emblemático no Brasil é a disparada das ações da AMBEV.

O tamanho das consequências é impossivel de prever; no entanto, será mais acentuado à medida que outras variáveis e/ou elementos macroecônomicos sejam atingidos, como o câmbio e exportações,  principalmente.

O mercado financeiro vive de números, gráficos.

Já rompemos 60 mil pontos bo BOVESPA. Rompemos 66.500, falta romper 70 mil pra buscar 73 mil e o tão sonhado 73.900.

Pra baixo, 63.900 é um número que nos levaria a pensar nos 60 k e depois nos 55k.

Temos no índice petróleo, minério de ferro, commodities em geral, bancos, construtoras e comércio.
Mercados oligopolizados, e outros nem tanto.

Por outro lado, temos no Brasil inúmeras aberrações.

Sento num café, e me cobram R$ 4,30 por um café expresso.
Abro o jornal, e vejo anúncios de apartamento de 60 m2 a 50 km do centro do Rio de Janeiro por R$ 400 mil.
Um quarto é oferecido na favela da Rocinha por R$ 600 o aluguel mensal; sim 1 quarto, apenas o quarto, por R$ 600 mensais !
Olho pro lado e os brasileiros se "atolam" de compras em Miami e Nova York, por conta de um real sobrevalorizado.
Paro meu carro no centro do Rio de Janeiro, e o estacionamento me cobra R$ 13 por 1 hora.


Tudo no Brasil está "fora do lugar".

A lata de 200 ml de coca-cola em Ipanema é apenas um sintoma. 


A liquidez produzida pelos Bancos Centrais do mundo, ao injetarem cerca de 1 trilhão de Euros, ajudou a esconder a realidade e a intensificar as distorções.


No entanto, uma hora, o brasileiro irá acordar, tomar um café no Leblon, uma cerveja na quadra da Portela em Madureira, ou andar no Parque do Ibirapuera em São Paulo, e chegar a conclusão que "as coisas não batem".


Mais cedo ou mais tarde, alguém vai pagar.....

Os bancos com uma disparada da inadimplência, as construtoras com uma nova realidade dos ativos, o comércio com menores margens ou as mineradoras com a queda das exportações.

Ou todos irão pagar.





quarta-feira, 21 de março de 2012

Tudo muito perigoso: SP500, CRB, XLF, VIX e VXX

Abaixo, tudo muito perigoso

VIX

Tocando mínimas de meados de 2007

VXX

Novas mínimas, com gritantes divergências altistas de IFR 14 no gráfico semanal, se olharmos o movimento dos últimos 2 anos

CRB

"Cansado"........"muito cansado"

XLF (Sistema financeiro americano)

Rally forte nos últimos 60 dias por conta da injeção estratosférica de 1 trilhão de Euros feita pelo Banco Central Europeu

SP500

Se traçarmos um possível canal de baixa formado pelas mínimas de 2002 e 2009 ,teríamos hoje o toque na faixa de 1.440, na escala logarítimica. Em tese, a próxima resistência mais forte do SP500 é justamente 1.440, com uma resistência intermediária em 1.420.

Esse possível canal de baixa já foi traçado no Dow Jones e falhou











Mailson: "O petróleo será a nova Grécia"

O mundo já discute as consequências do aumento do preço do petróleo. Na verdade, discute novamente.

Abaixo, parte do artigo de Mailson da Nóbrega, ex-ministro da Fazenda do Brasil, que aborda as inúmeras questões em torno daquele cenário.

Crédito: Jornal "O Estado de São Paulo"

O artigo todo aqui: http://blogs.estadao.com.br/radar-economico/2012/03/12/mailson-o-petroleo-sera-a-nova-grecia/




Mailson: O petróleo será a nova Grécia?
12 de março de 2012 | 11h27
Sílvio Guedes Crespo

A revista The Economist desta semana traz interessante artigo sobre o aumento de preços do petróleo. O título “The new grease”, é um trocadilho. A palavra “grease” (graxa, lubrificante), em inglês, tem praticamente a mesma pronúncia de “Greece” (Grécia). O tema é o recente aumento dos preços do petróleo, que para alguns pode ter um impacto na economia, em termos de crescimento e inflação, semelhante ao que a crise da dívida soberana grega.

Os preços do petróleo estão altos, assinala a revista, mas para saber os eventuais perigos derivados desse movimento é preciso, diz, ter resposta para quatro questões: 1) qual a razão do aumento dos preços do petróleo?; 2) que altura eles podem atingir?; 3) qual o provável impacto econômico desse aumento de preços; 4) qual o estrago que causariam futuros aumentos de preço?



CRB Commodities ainda acima da LTA curta


O índice "CRB" commodities praticamente fechou "em cima" da LTA curta









segunda-feira, 19 de março de 2012

Um fundo duplo no VXX com divergência altista de IFR14 períodos







O índice VXX fez praticamente um fundo duplo hoje ao testar "por cima" a faixa de 20.

Acima, no gráfico semanal, fica claro o fundo duplo com divergência altista de IR14.

Junto com o VIX, o VXX é importante balizador de "custo das opções puts". Na prática, reversões nos índices VIX e VXX, sinalizam reversões nos índices de renda varíavel.


Abaixo, um gráfico que sobrepõe SP500 e o VXX






Aqui, um pouco da literatura do VXX: http://www.ipathetn.com/product/VXX/#/overview

domingo, 18 de março de 2012

El-Erian : "Portugal pode ser a segunda Grécia"

O destaque de que Portugal poderá se transformar numa "segunda Grécia" não traz mais muitas novidades.

Afinal, no longo prazo, nenhum país consegue sobreviver no nível de financiamento em que Portugal se encontra hoje nos mercados secundários, a se guiar pelos gráficos abaixo, inclusive comparativamente a Grécia.







No entanto, a novidade aqui fica por conta de quem expõe a opinião; a tarefa coube a Mohamed El-Erian, diretor da PIMCO, executivo que tem feito trabalhos seríssimos e profundos de pesquisa no universo econômico.

Vamos a matéria reproduzida pelo jornal "O Estado de São Paulo" a partir da edição de domingo da revista alemã "Der Spiegel":



‘Portugal pode ser uma segunda Grécia’
Para El-Erian, do fundo de investimento Pimco, país certamente vai precisar de 2º plano de resgate
18 de março de 2012 | 11h 29

Paula Moura, da Agência Estado
BERLIM - Portugal corre o risco de ser uma segunda Grécia devido à sua enorme dívida soberana, disse Mohamed El-Erian, diretor-geral do fundo de investimentos PIMCO, à revista alemã Der Spiegel neste domingo.

Segundo ele, Portugal certamente necessitará de um segundo plano de resgate, o que despertará novas dúvidas sobre a solvência do país. El-Erian disse que Portugal será cada vez mais vigiado e que "os mercados financeiros ficarão nervosos por temer uma possível participação do setor privado" num possível novo plano de resgate.

A Grécia precisou de um segundo plano de resgate internacional em menos de dois anos e seus credores privados tiveram que aceitar uma perda de cerca de 70% em seus ativos de bônus soberanos gregos para evitar a falência do país. As informações são da Associated Press.





Ilan Goldfajn: "Uma outra visão de PIB, juros e Banco Central"

Uma entrevista de Ilan Goldfajn , Ex-diretor do Banco Central do Brasil, ao jornal "Folha de São Paulo", mostra uma outra visão sobre cescimento econômico e várias outras questões:


http://www1.folha.uol.com.br/poder/1063415-juros-nao-sao-nosso-unico-problema-afirma-ex-diretor-do-bc.shtml


18/03/2012 - 10h15
Juros não são nosso único problema, afirma ex-diretor do BC

MARIANA CARNEIRO
DE SÃO PAULO

Economista-chefe do maior banco privado do país, o carioca Ilan Goldfajn, 46, diz que o debate sobre a economia não deveria ficar restrito à taxa básica de juros, definida a cada 45 dias pelo Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central.

"Temos problemas tão ou mais importantes", afirma o executivo do Itaú Unibanco.

Brasil teve o menor crescimento entre países da América do Sul

Em entrevista à Folha, Goldfajn diz que problemas como a baixa competitividade da indústria nacional e a falta de mão de obra qualificada em vários setores são tão ou mais importantes para o futuro do país do que o nível dos juros.

Folha -- O BC está baixando juros mesmo com a expectativa de que os preços voltarão a subir em 2013. Acha que estão desafiando a inflação?
Ilan Goldfajn -- O governo tem como objetivo reacelerar a economia de um período mais fraco, que foi o ano passado e o começo deste ano. A inflação está caindo, e no primeiro trimestre ela foi relativamente benigna.

A inflação pode voltar?
É possível que, com a recuperação, a inflação pare de cair e até suba um pouco. Não acredito que chegue a 4,5% [centro da meta do governo] esse ano, mas será menor do que no ano passado.

Faz diferença uma inflação de 4,5% ou de 6,5%?
Quanto menor a taxa de inflação, melhor. Assim, a taxa de juros pode ser menor. Passamos pelo esforço de sair da hiperinflação, depois da inflação mais alta. Depois, superamos os sustos inflacionários, como em 2002 quando a inflação foi a 12%. Todos esses esforços foram bem-vindos. Inclusive o esforço do ano passado, quando a inflação chegou a 7% e a trouxemos para baixo.

Mesmo que signifique mais sacrifício?
No longo prazo não há essa troca. Ao contrário, uma inflação menor é bom para o crescimento. Como aconteceu no Brasil. Com mais estabilidade, as pessoas conseguem planejar o futuro, investem mais, a distribuição de renda é melhor, porque quem se prejudica mais com a inflação maior é quem tem menos proteção.

O início do ano está fraco?
O ano começou mais fraco, ainda está fraco. Há sinais de recuperação, mas a indústria começou fraca. Mesmo que as vendas estejam boas, a produção é menor para vender o que está em estoque.

Está pior do que esperava?
A retomada está indo relativamente bem. O importante para quem produz é vender. E o problema do Brasil não é falta de demanda, por isso, a oferta vai se recuperar.
Esperamos que no segundo semestre haja um crescimento forte no Brasil, com uma expansão de 1,7%, 1,8% [ante os trimestres imediatamente anteriores], o que resultará num crescimento em 2013 acima de 5%.

Críticos dizem que o governo está abandonando o sistema de metas de inflação, instalado na época em que o senhor estava no BC.
Tem coisas que estão mudando. Hoje, existe a visão de que medidas macroprudenciais [que restringem o crédito] fazem parte do instrumental do governo. Não só no Brasil, noutros países também. No passado, esses instrumentos eram menos bem vistos. Já outras coisas não são mudanças. Se você está numa economia que desacelerou muito, pode alongar o prazo de convergência [da inflação] para a meta sem que isso signifique abandono.

sexta-feira, 16 de março de 2012

VXX e VIX no fechamento da semana

Incrível o VIX. Hoje ainda fez novas mínimas ao bater 13,66, o que coloca os bears novamente no córner.
Caso olhemos o VXX abaixo, em escala logarítmica e tempo semanal, ainda não bateu a mínima de junho do ano passado, um pouco antes da queda ao longo de agosto-outubro de 2011 de quase 20% dos mercados americanos.









Emprego no Brasil tem queda de "apenas" 57% em fevereiro

"Ladeira abaixo" do emprego no Brasil.

Todos os setores sofreram perdas no mês de fevereiro último, frente ao mesmo mês do ano passado, até mesmo  o setor de comércio.

Veja notícia abaixo.

Crédito: Revista "Exame"

http://exame.abril.com.br/economia/noticias/brasil-cria-150-600-novos-empregos-em-fevereiro-segundo-caged


Emprego formal tem queda anual de 57% em fevereiro


No Brasil, foram criados 150.600 postos de trabalho com carteira assinada em fevereiro


Brasília - A economia brasileira criou 150.600 postos de trabalho com carteira assinada em fevereiro, informou nesta sexta-feira o Ministério do Trabalho. Um ano antes, foram criados 347.070 novos empregos.

De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), foram abertas 150.600 vagas no mês passado. Um ano antes, foram criados 347.070 novos empregos. No acumulado de 2012, foram abertos 293.987 postos.

O dado de fevereiro mostrou fortes quedas em sete setores da economia em relação ao mesmo mês do ano passado. O setor de serviços, que em fevereiro de 2011 gerou pouco mais de 134 mil postos, abriu no mês passado 93.170 vagas.

A indústria da transformação, que havia tido uma contratação líquida de 60 mil empregados baixou expressivamente as admissões neste ano para 19.609.

O desempenho negativo do comércio também contribuiu para a queda do emprego. Enquanto em fevereiro do ano passado, as admissões superaram as demissões em 17.394 postos, no mês passado, houve dispensas líquidas de 6.645.

Mesmo a administração pública mostrou desempenho inferior ao do ano passado. Em fevereiro de 2011, as contratações superaram as demissões em pouco mais de 15 mil vagas. Em igual mês deste ano, foram abertas 14.694 postos.

Fragilidade

Em janeiro foram criadas 118.895 postos de trabalho, no pior resultado para o mês em três anos.

Em 2011 todo, o arrefecimento da atividade econômica teve impacto direto na geração de emprego, que foi 25 por cento menor do que em 2010 e ficou abaixo da expectativa do próprio governo.

O ano passado terminou com a abertura acumulada de pouco mais de 1,9 milhão de postos de trabalho com carteira assinada. No auge do otimismo, o Ministério do Trabalho chegou a falar que poderiam ser criados 3 milhões de empregos. O resultado final ficou aquém mesmo da última previsão, que era de 2,4 milhões de postos.

quinta-feira, 15 de março de 2012

"Commodities x Bancos" ou "Economia Real x Too Big to fail"

Abaixo vemos 2 gráficos.

O primeiro, o gráfico do índice CRB de commodities, o índice de commodities mais utilizado pelos mercados como referência.

O outro, o índice "XLF", do setor financeiro americano.






Fica claro que o rally dos últimos 30-45 dias nos mercados americanos e, por conseguinte, no mundo inteiro, com algumas exceções, tem se restringido aos bancos.

Aqui no blog tenho resgatado alguns gráficos das maiores mineradoras do mundo, como VALE, BHP e Rio Tinto para explicitar algumas dessas particularidades.

Enquanto vemos acima o "CRB" dar mostras de cansaço, o "XLF" rompe máximas e máximas, dia, após dia. O índice "CRB", inclusive já está com sua média móvel exponencial de 13 períodos cruzada pra baixo sobre sua média móvel exponencial de 21.


E qual a interpretação pra isso?

Ora, as últimas transfusões de liquidez orquestradas pelos Bancos Cerntrais do mundo inteiro, a partir do Banco Central Europeu, de cerca de 1 trilhão de euros, deram "sobrevida" a ínúmeros bancos que, inertes, se recusavam a emprestar um ao outro, diante da insegurança a respeito de quem estava bem, e quem não estava.

Sem essa transfusão, muitos cadáveres estariam pelo chão. Com a "sobrevida", veio o rally.

No entanto, isso não tem nada a ver com a ECONOMIA REAL.


A Economia real padece, sofre, emite sinais de absoluta fadiga, explicitando um quadro econômico mundial em forte desaceleração econômica.


Por isso, as commodities caem de preço e volume, e os gráficos evidenciam o quadro citado.


Isso está correto ? Claro que não. Não estou aqui pra crucificar o banco "A" ou "B", mas é fato, que o dinheiro dado aos bancos tem que, em tese, girar pra "fazer valer a pena". Caso contrário, apenas e, tão apenas, salvará os bancos e seus acionistas, porém não salvará a Economia Real.

Algumas pistas começam a ser dadas acerca dessa incógnita sobre o giro ou não do dinheiro na economia real.

A Taxa Libor de 3 meses teria que dar um sinal mais acentuado de queda após a injeção de liquidez do Banco Central Europeu; uma queda poderia indicar que o dinheiro estaria circulando a uma velocidade razoavelmente normal.

No entanto, o gráfico abaixo não dá sinais claros que a queda esteja numa velocidade acentuada nos últimos 30 dias.

Por ora, o que vale é ainda o "Too big to fail". A Economia, o emprego, o consumo, tudo isso, está "de lado".








quarta-feira, 14 de março de 2012

Dow Jones em 14/03/2012 com novas máximas e VIX acima de 15







Dow Jones com novas máximas ao bater 13.221.

Em tese, próxima resistência é a faixa de 13.600, mas acima destaquei 2 retas paralelas em escala logarítmica ligadas pelas mínimas de 2002 e 2009 e máximas de 2007 e hoje.

O toque nessa reta paralela seria a faixa de 13.250.

VIX voltou para cima da faixa de 15 ao fechar 15,31, mesmo com pequena baixa do SP500.






terça-feira, 13 de março de 2012

O PIB da Fiesp não bate com o PIB do Mantega

Alguém vai errar no final do ano.....

O Ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega, fala num PIB em 2012 entre 4% e 4,5%.

A Fiesp, conforme matéria abaixo, fala num PIB para 2012, em 2,7%.

Pra mim, muito mais realista o PIB da Fiesp.....e com inflação pressionada novamente até o final do ano.

Veja matéria abaixo:

Crédito: Jornal "O Estado de São Paulo"


http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,fiesp-revisa-alta-do-emprego-na-industria-de-05-para-zero-em-2012,105864,0.htm




Fiesp revisa alta do emprego na indústria de 0,5% para zero em 2012
Contribuíram para essa nova estimativa os altos índices de estoque registrados no Estado no início do ano e a queda do emprego industrial de 0,10% em fevereiro ante janeiro
13 de março de 2012 | 14h 01


Wladimir D'Andrade, da Agência Estado
SÃO PAULO - A Federação das Indústrias de São Paulo, Fiesp, revisou a projeção para o crescimento do emprego na indústria de transformação paulista neste ano de 0,5% para zero. Contribuíram para essa nova estimativa os altos índices de estoque registrados no Estado no início do ano e a queda do emprego industrial de 0,10% em fevereiro ante janeiro — pior resultado para o mês desde 2009 (-1,85%).

A Fiesp também projeta para a indústria nacional crescimento zero em relação a 2011, repetindo o que aconteceu em 2011 sobre 2010, quando a indústria brasileira cresceu 0,2%. A entidade estima crescimento do PIB neste ano em 2,7%.

Segundo o diretor do Departamento de Pesquisa e Estudos Econômicos da Fiesp, Paulo Francini, o saldo de empregos de 2,500 gerados em fevereiro foi puxado pelo setor de açúcar e álcool, que gerou 6,682 postos de trabalho, enquanto o restante da indústria cortou 4,182 vagas.







Dow Jones ainda dentro da cunha





Novas máximas para o Dow Jones e Bovespa, o que em tese, corrobora ainda o mercado em alta.

Dow Jones rompeu ligeiramente a linha superior da cunha. Gráfico acima em escala linear e tempo diário.

Por enquanto, dadas as inúmeras divergências baixistas, embora coerentes a um mercado de alta, vamos considerar a cunha em questão.

Quero realmente ver o fechamento ao final da semana e avaliar em conjunto VIX e Dow Jones.



VIX fez mínima de meados de 2007



Incrivel o VIX. Chegou na mínima do dia a bater em faixa atingida em meados de 2007.

No entanto, o fechamento foi ainda dentro da faixa de início de 2010, embora tenha fechado abaixo de 15.



Vamos acompanhar a cunha do Dow Jones






Caso consideremos a escala linear, ainda teríamos uma LTA respeitada para o Dow Jones no tempo diário.
Por outro lado, também se puxarmos uma linha considerando alguns topos, temos a formação da cunha acima.

Tal cunha me parece coerente com um VIX "preso" entre 15 e 20 no curto prazo.

No momento em que o VIX romper de fato a região de 15-20, seria o "start" para o DOW romper a cunha e entrar na correção mais profunda.

Portanto, de olho na cunha acima e na faixa 15-20 do VIX, que por coincidência, baliza também uma LTB na escala logarítimica. (ver acima)






segunda-feira, 12 de março de 2012

VIX depois de 8 meses testa a faixa de 15





Ora, ora, ora........

Numa queda impressionante, o VIX, depois de 8 meses volta a testar a faixa de 15, que é um suporte fortissimo, divisor há pelo menos 2 anos.

Estamos falando agora de um outro estágio de inércia. Se o VIX de fato engatar um rompimento convincente abaixo de 15, o que acho pouco provável, teríamos um mercado de renda variável americano propenso a  buscar topos históricos, no caso do SP500, na faixa de 1.570.

Por outro lado, respeitado esse divisor, ou seja, a faixa de 15 para o VIX, mercados americanos podem, a despeito de possíveis pequenas altas no meio do caminho, entrar numa inércia de reversão a longo prazo, com objetivos na faixa de 1.150 para o SP500  num primeiro momento, e no segundo momento, mínimas na faixa de 1.000 pontos.







"6 produtos respondem por metade das exportações brasileiras"

Em artigo assinado por mim há cerca de 1 mês aqui no blog, havia alertado para uma situação preocupante em que se encontrava o Brasil no que tange a sua pauta de exportações.

Havia destacado nesse artigo (veja aqui: http://pracompraroupravender.blogspot.com/2012/02/brasil-retrocede-30-anos-mas-festa.html) que a fatia dos "produtos manufaturados" no total da pauta de exportações do Brasil havia caído para um patamar de aproximadamente 40%, mesmo patamar de 30 anos atrás.

Pois é......

Embora com outras nuances, mas com a mesma essência, a mesma preocupação é trazida à tona em artigo assinado hoje por Luiz Guilherme Gerbelli, no jornal " O Estado de São Paulo".

Veja abaixo:

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,seis-produtos-sao-responsaveis-por-metade-das-exportacoes-brasileiras,105640,0.htm



Seis produtos são responsáveis por metade das exportações brasileiras
Minério de ferro, petróleo bruto, complexo de soja, carne, açúcar e café somaram 47% do valor exportado
11 de março de 2012 | 20h 59


Luiz Guilherme Gerbelli, de O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - O Brasil vem aumentando cada vez mais nos últimos anos sua dependência da exportação de matérias-primas. No ano passado, apenas seis grupos de produtos - minério de ferro, petróleo bruto, complexo de soja e carne, açúcar e café - representaram 47,1% do valor exportado. Em 2006, essa participação era de 28,4%.


Esse aumento da dependência ganha contornos ainda mais preocupantes porque o maior comprador atual das matérias-primas brasileiras passa por um momento de transição. Na semana passada, a China anunciou que vai perseguir uma meta de crescimento de 7,5% ao ano. A meta anterior era de 8% ao ano.

"Esse novo crescimento chinês ainda é expressivo para qualquer país, mas, nesse momento, cria um fato negativo para a cotação das commodities", diz o vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro. "Ao dizer que vai reduzir o ritmo de crescimento, a China diz, indiretamente, que vai comprar menos insumos."

Em dezembro, a entidade previu que o Brasil terá este ano um superávit de US$ 3 bilhões, resultado bem inferior ao saldo comercial de US$ 29,7 bilhões do ano passado. "Mas houve uma melhora do cenário dos preços desde então", diz Castro.

De qualquer forma, o Índice de Preços de Commodities do Banco Central (IC-BR) já aponta um recuo na cotação das commodities. Em fevereiro, o indicador caiu 2,96% na comparação com janeiro e, no acumulado de 12 meses, teve queda de 12,68%.

"Essa tendência de queda só não é mais forte porque está havendo uma injeção global de recursos no mundo todo. Há uma expansão de crédito para economia mundial que não começou agora", diz Fábio Silveira, economista da RC Consultores. Apesar disso, ele estima um recuo de 10% no preço da soja, carne, açúcar e do café este ano. "O crescimento menor da China reafirma a perspectiva de baixa dos preços", afirma.

Meta de vendas

Entre 2006 e 2011, puxada pelas commodities, a receita de exportação do Brasil aumentou de US$ 135,9 bilhões para US$ 256 bilhões. Este ano, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) definiu US$ 264 bilhões como a meta de exportação, valor 3,1% maior que o do ano passado.

Para Rodrigo Branco, economista da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), as exportações de commodities vão continuar dominando a pauta brasileira este ano. Ele ressalta, porém, que o saldo comercial do País deverá ser menor, porque, além do preço mais baixo das commodities, as importações devem permanecer em um patamar elevado.

"Estamos com uma demanda relativamente aquecida em relação ao resto do mundo, principalmente de bens de consumo duráveis", diz.



sexta-feira, 9 de março de 2012

Alta do dólar é ainda, em parte, desmonte de" carry trade"


Tenho defendido desde o ano passado a tese de que o "start" na alta do dólar foi dado, não com o stress lá de fora, e sim, com a sinalização de que o Banco Central do Brasil entraria num ciclo de baixa da taxa de juros.

O curioso é que, no ápice da crise, em 2008-2009, enquanto o mundo todo agia agressivamente na queda da taxa de juros de curto prazo, o Banco Central agia na contramão, baixando, porém, não de forma agressiva.

Pois sim, o que vimos nos 12-18 meses seguintes foi, aliado a uma política monetária expansionista, uma evidente conjugação de fatores para a disparada dos preços e, consequentemente da inflação no médio-longo prazo.

Foi justamente o que aconteceu, o governo brasileiro lutou o ano inteiro de 2011 pra trazer a inflação para o centro da meta, chegando ao final do ano, no limite dela. Ou seja, a inflação altíssima de 2011 foi sim provocada por absoluta incompetência e derrapada do governo brasileiro. Ele foi absolutamente irresponsável na condução da política econômica, priorizando apenas, e tão somente, o crescimento. Pagaremos caro lá na frente (já estamos pagando)

Voltando ao dólar, mesmo ao longo de 2010 com sinais preocupantes vindos de fora, principalmente Grécia e Portugal, a paridade "dólar x real" não se mexeu, pelo contrário, ainda continuou com viés de baixa.

Em meados do ano passado, o governo sinaliza uma queda da taxa de juros, e aí sim o dólar dispara.

Ficou claro que o mercado "desmontava" uma posição de "carry trade", isto é, posições em que ele financiava outra posições com as taxas de juros exorbitantes do Brasil.

Falamos isso num post ano passado. Veja aqui : http://pracompraroupravender.blogspot.com/2011/12/uma-aposta-contra-o-real.html


Dentro desse contexto, alertamos para o fundo duplo na faixa de 1,55, com fortes divergências altistas no tempo mensal de MACD e histograma, conforme recolocamos abaixo:

Gráfico fechamento 08-03-2012







O que vemos agora com essa nova retomada ? Não é nada efeito do Banco Central. O ex diretor do Banco Central, Alexandre Schwartsman) até alertou para essa particularidade no programa da Globo News essa semana (veja: http://g1.globo.com/globo-news/conta-corrente/videos/t/todos-os-videos/v/alexandre-schwartsman-fala-sobre-a-queda-do-dolar/1843031/ )


O que vemos agora é, parte do stress lá de fora sim, porém, continua, mais uma vez, refletindo "desmonte do carry trade".
É fato que a cunha postada aqui com divergências já sinalizava novos movimentos de alta (veja: http://pracompraroupravender.blogspot.com/2012/02/cunha-e-divergencias-altistas-dolar-x.html)


Gráfico fechamento 08-03-2012







Não por coincidência, o governo veio, nesses últimos 2-3 meses, recorrentemente sinalizando quedas nas taxas de juros, o que veio a se confirmar essa semana numa queda de 75 pontos base. Ou seja, o mercado apenas continuou "zerando posições" ora financiadas, ao constante sinal do governo em baixar a taxa de juros.

Numa outra fase, me parece, o dólar se apoiará e refletirá muito mais o momento externo e como ele afetará o Brasil.

Por ora, o movimento continua parte  "desmonte de carry trade", e parte reflexo lá de fora.

Quanto ao gráfico, o MACD, no tempo mensal, continua cruzado na compra, com o fundo duplo lá na faixa de 1,55.





Dow Jones LTA escala linear não perdida

LTA ainda intacta para o Dow Jones na escala linear.

Cunha abaixo


quarta-feira, 7 de março de 2012

"A projeção para o Brasil é muito pior para 2013"

Cesar Maia, ex-prefeito do Rio de Janeiro (na verdade o foi por 3 vezes) tem cometido alguns erros em seus passos políticos nos últimos 3-4 anos, pelo menos é assim que penso, porém, do ponto de vista de sua capacidade de entender a conjuntura econômica, me parece que não perdeu a "lucidez".

Ex secretário de Fazenda do Estado do Rio de Janeiro no primeiro governo de Leonel Brizola (83 a 87) , Cesar Maia nunca se absteve de opinar sobre o cenário econômico nacional ou mundial.

Hoje, em seu blog, mais uma vez Cesar Maia expõe sua visão acerca do PIB brasileiro e da situação em que se encontra a Economia Brasileira.

Para Cesar Maia, o Brasil está frágil, e a projeção para 2013 é muito pior.

Vamos ao texto completo:

Texto extraído do BLOG DE CESAR MAIA, hoje, 07/03/2012



DILMA E MANTEGA CULPAM LULA PELOS 2,7% DO PIB DE 2011! ADOTAM O SUB-NEO-COLONIALISMO!
            
1. Dilma e Mantega tocaram o mesmo realejo. A economia brasileira cresceu somente diminutos 2,7% em 2011 por culpa da crise econômica mundial. Mantega também lembrou da inflação. A crise aflorou em 2008. Lula disse que era só uma marolinha. Pelo que diz a Dilma, é muito mais do que isso. Pelo que diz Mantega, a inflação é uma herança maldita. E esse mesmo 'tsunami' de liquidez que ela reclama foi o que empurrou a economia brasileira. Antes eram os derivativos. Os juros brasileiros só fazem atrair esse 'tsunami'. E se há mesmo essa nuvem de liquidez, Dilma não deveria reclamar, pois de outra forma a recessão europeia seria muito maior com os reflexos recitados.
            
2. Realmente. Lula respondeu à crise com um keynesianismo juvenil. Um dólar baixo e um juro alto lubrificaram de dólares as reservas brasileiras em divisas e ajudaram a conter, por um tempo, a inflação. Mas o tempo passa e o Disney-dólar fez a festa dos turistas brasileiros e abriu um rombo nas contas correntes do balanço de pagamentos. E a combinação do Disney-dólar e do consumismo arrasou a competitividade da indústria brasileira que, em 5 anos, passou de um superávit de 18 bilhões de dólares para um déficit de 50 bilhões de dólares. E com um pé eleitoral no acelerador keynesiano, a economia -dopada- cresceu 7,5% em 2010.  
         
3. E agora vem a conta, na forma de inflação, estrangulamento crescente nas contas correntes e a indústria brasileira de joelhos. Mas Dilma não pode reclamar, pois ela é esse próprio processo e meta eleitoral. E está numa cama de gato: se baixar os juros para um nível pelo menos chileno, pode ser que a saída de capitais fluídos seja antecipada  e acelerada. A política econômica do binômio Lula-Dilma é sub-neo-colonial. Ou seja: exportar matérias primas e importar produtos industrializados.
         
4. Vergonhosamente, o que cabe, agora, a Dilma é romper o acordo automotivo com o México, pedir ao vice-presidente da China que reduza as exportações e programar uma conversa com Obama para que este ajude a corrigir nossa balança comercial com os EUA, que passou a ser deficitária. Colonialmente, de joelhos.
         
5. Sugestão deste Ex-Blog. A projeção para o Brasil é muito pior para 2013, com o refluxo de dólares. É bom esquecerem a eleição de 2012 e adotar as medidas que a economia brasileira precisa em relação aos juros, em relação ao câmbio, ao custo Brasil de infraestrutura, etc. e tal.



VIIX não rompe ainda a LTB maior





Alexandre Schwartsman é um oásis no pensamento econômico: "Dólar é efeito da fraqueza da China, das commodities"

Tenho dito aqui repetidas vezes que a discussão econômica no Brasil hoje, cumpre, com raras exceções, um período de mediocridade.

Saudades dos anos 70,80 e parte dos 90, em que grandes economistas discutiam e divergiam a fundo temas econômicos nacionais. Pérsio Arida, André Lara Resende, Edmar Bacha, Mario Henrique Simonsen, Delfim Netto, Yoshiaki Nakano, Bresser Pereira e tantos outros marcaram 20-30 anos de intenso debate no universo do pensamento econômico brasileiro.

Hoje, a discussão tem sido muito abaixo daquele tempo; tenho cá algumas razões pra isso, porém, as deixarei de lado, pois o objetivo não é esse.

Por outro lado, Alexandre Schwartsman, ex-presidente do Banco Central e Ex diretor do Banco Santander tem sido um oásis nesse universo.

Segunda-feira foi ao ar no programa "Conta Corrente" da Globo Nwes, uma ótima entrevista de Schwartsman.

Sem pestanejar, lá vai o Alexandre e manda sobre o dólar:

"O dólar depende da fraqueza da economia chinesa, das commodities no mundo"

Schwartsman desdenha da eficácia do Banco Central sobre a capacidade de puxar a moeda pra cima,  ao dizer que "alguém ouviu o galo cantar"

Aqui no blog, já havíamos discutido tal particularide ao afirmar que choques externos e balanço de pagamentos que determinariam a trajetória do dólar, além do que chamamos de "carry trade". Veja aqui: http://pracompraroupravender.blogspot.com/2011/12/uma-aposta-contra-o-real.html

Abaixo, o link de parte de sua entrevista e de seu comentário sobre o dólar.

http://g1.globo.com/globo-news/conta-corrente/videos/t/todos-os-videos/v/alexandre-schwartsman-fala-sobre-a-queda-do-dolar/1843031/


Aqui, link para o blog do Alexandre Schwartsman :  http://www.maovisivel.blogspot.com/




Ministro Mantega: "Eu te disse, eu te disse. eu te disse...."




Mas já ??

Ontem e na sexta-feira, expressei opinião de que o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, joga para algum tipo de platéia, não lê relatórios adequados e  "vive em outro país", ao manter discurso de que o Brasil vai crescer entre 4 e 4,5%.

Pois sim; hoje, 1 dia depois, mais uma "água no chopp" do Ministro.

Produção industrial continua "ladeira abaixo", com um queda de 2,1% frente ao mês passado e de 3,4% em relação a janeiro do ano passado.

Hoje, passei por 3 shoppings no Rio de Janeiro; 1 de classe média-baixa, outro de classe média e outro de classe alta


No primeiro, 7 lojas em torno de 40 m2 fechadas; no segundo, nada mais, nada menos, do que 12 lojas fechadas de aproximadamente 40m2; o terceiro, 2 lojas fechadas em torno de 50 m2. 


Ministro, ande um pouco mais pelo Brasil, ou pelo menos mande um assessor andar pelos shoppings de Brasília........


Veja notícia abaixo:

Crédito : portal www.g1.com.br

http://g1.globo.com/economia/noticia/2012/03/producao-industrial-recua-21-em-janeiro-diz-ibge.html





07/03/2012 09h02 - Atualizado em 07/03/2012 10h35
Produção industrial recua 2,1% em janeiro, diz IBGE
Atividade fabril caiu em 14 dos 27 setores pesquisados.
Maior influência negativa partiu de veículos automotores - queda de 30,7%.


A produção industrial no país registrou queda de 2,1% em janeiro de 2012, na comparação com o mês anterior,de acordo com levantamento divulgado nesta terça-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação ao mesmo período do ano passado, a atividade mostrou recuo de 3,4% - o quinto resultado negativo nesse tupo de comparação. Em 12 meses, a indústria tem queda de 0,2%.
Na véspera, foi conhecido o desempenho do Produto Interno Bruto brasileiro de 2011. A indústria cresceu apenas 1,6% no ano passado.
Em janeiro, a atividade fabril caiu em 14 dos 27 setores pesquisados, com a maior influência negativa partindo de veículos automotores (-30,7%), "pressionado principalmente pela concessão de férias coletivas que atingiu várias empresas do setor".

Também pesaram sobre a produção o desempenho das indústrias extrativas (-8,4%), equipamentos de instrumentação médico-hospitalares, ópticos e outros (-26,3%), bebidas (-7,7%), máquinas para escritório e equipamentos de informática (-12,2%), produtos de metal (-6,1%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-6,1%).
Já entre os setores que apresentaram aumento de produção estão edição e impressão (9,9%), máquinas e equipamentos (4,5%), refino de petróleo e produção de álcool (4,8%), material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (14,3%) e têxtil (6,6%).
Na análise entre as categorias de uso, sobre dezembro de 2011, bens de capital apresentou queda de 16,0%. "Queda foi influenciada principalmente pela menor produção de caminhões, uma vez que se observou férias coletivas em várias empresas do setor nesse mês", segundo disse o IBGE, em nota. Também mostraram queda os segmentos de bens de consumo duráveis (-1,9%) e de bens intermediários (-2,9%). O setor produtor de bens de consumo semi e não duráveis avançou 0,7%.


terça-feira, 6 de março de 2012

Vale, BHP Billiton e Rio Tinto - Pivots de baixa no diário

Gráficos de Vale, BHP Billiton e Rio Tinto em Nova York, apresentam já pivots de baixa no diário.

Algoritmos fizeram bem o trabalho, gráficos com os pivots muito semelhantes.

Commodities mais uma vez dando sinais de "cansaço".

Vejam mais abaixo os gráficos respectivos no tempo semanal.

Rio Tinto e BHP com uma configuração de OCO no semanal. Não fica claro, tal configuração para a Vale