quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Fechamentos de hoje






Mais uma intervenção dos Bancos Centrais; mais dinheiro. mais dólar, ienes, francos suíços, enfim.
É por swap cambial ? Não importa.
Preparem-se para mais inflação à frente. Preparem-se para mais catástrofes à frente.
Rumores fortes divulgados pela Revista Forbes de que um grande banco esteve por "um fio" na noite de ontem por quebrar.
A chamada para os vários Bancos Centrais teria sido "desesperadora"

Vamos aos gráficos do Dow Jones, SP500, BOVESPA e VIX (semanal).

Mercado de crédito ainda podre, com TED alucinante

Mercado de crédito visto sob o ponto de vista do TED continua completamente à margem do rally dos mercados acionários, sinalizando que o crédito escasseia numa velocidade impressionantemente alta.
Em outras palavras, o mercado de crédito mundial está "podre", com um alargamento dos spreads/financiamentos assustadoramente alto !

Isso não combina, em nada, com mercados de ações "saudáveis".

TED agora em 52,88 pontos-base, com alta no dia de 2,34%

A queda de 30% depois do "esforço" em 2008


Vejam o esforço de liquidez de vários BANCOS CENTRAIS DO MUNDO em setembro de 2008, visto sob a ótica da nota oficial emitida pelo próprio FEDERAL RESERVE, obtida em sua própria home page

Comparem com a mesma nota oficial emitida hoje, nota também obtida na própria home page do FEDERAL RESERVE !!

Os mesmos BANCOS CENTRAIS ! Os mesmos atores ! O mesmo esforço !

Acima, o gráfico do DOW JONES no período de setembro de 2008 .Ao longo dos dias 18 e 19 de setembro de 2008, o DOW JONES subiu fantásticos 1.000 pontos !

Vejam o que aconteceu ao longo dos 20 dias seguintes !!

O DOW JONES caiu "apenas" cerca de 3.600 pontos !


Abaixo a reprodução das notas do FEDERAL RESERVE em set-2008 e hoje, 30/11/2011 (a curiosidade aqui , é que na nota de hoje, não há menção ao valor "disponibilizado")




Release Date: September 18, 2008

For release at 3:00 a.m. EDT
Today, the Bank of Canada, the Bank of England, the European Central Bank (ECB), the Federal Reserve, the Bank of Japan, and the Swiss National Bank are announcing coordinated measures designed to address the continued elevated pressures in U.S. dollar short-term funding markets. These measures, together with other actions taken in the last few days by individual central banks, are designed to improve the liquidity conditions in global financial markets. The central banks continue to work together closely and will take appropriate steps to address the ongoing pressures.

Federal Reserve Actions
The Federal Open Market Committee has authorized a $180 billion expansion of its temporary reciprocal currency arrangements (swap lines). This increased capacity will be available to provide dollar funding for both term and overnight liquidity operations by the other central banks.

The FOMC has authorized increases in the existing swap lines with the ECB and the Swiss National Bank. These larger facilities will now support the provision of U.S. dollar liquidity in amounts of up to $110 billion by the ECB, an increase of $55 billion, and up to $27 billion by the Swiss National Bank, an increase of $15 billion.

In addition, new swap facilities have been authorized with the Bank of Japan, the Bank of England, and the Bank of Canada. These facilities will support the provision of U.S. dollar liquidity in amounts of up to $60 billion by the Bank of Japan, $40 billion by the Bank of England, and $10 billion by the Bank of Canada.

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AND NOW !!!!



Release Date: November 30, 2011

For release at 8:00 a.m. EST
The Bank of Canada, the Bank of England, the Bank of Japan, the European Central Bank, the Federal Reserve, and the Swiss National Bank are today announcing coordinated actions to enhance their capacity to provide liquidity support to the global financial system. The purpose of these actions is to ease strains in financial markets and thereby mitigate the effects of such strains on the supply of credit to households and businesses and so help foster economic activity.

These central banks have agreed to lower the pricing on the existing temporary U.S. dollar liquidity swap arrangements by 50 basis points so that the new rate will be the U.S. dollar overnight index swap (OIS) rate plus 50 basis points. This pricing will be applied to all operations conducted from December 5, 2011. The authorization of these swap arrangements has been extended to February 1, 2013. In addition, the Bank of England, the Bank of Japan, the European Central Bank, and the Swiss National Bank will continue to offer three-month tenders until further notice.

As a contingency measure, these central banks have also agreed to establish temporary bilateral liquidity swap arrangements so that liquidity can be provided in each jurisdiction in any of their currencies should market conditions so warrant. At present, there is no need to offer liquidity in non-domestic currencies other than the U.S. dollar, but the central banks judge it prudent to make the necessary arrangements so that liquidity support operations could be put into place quickly should the need arise. These swap lines are authorized through February 1, 2013.

Federal Reserve Actions
The Federal Open Market Committee has authorized an extension of the existing temporary U.S. dollar liquidity swap arrangements with the Bank of Canada, the Bank of England, the Bank of Japan, the European Central Bank, and the Swiss National Bank through February 1, 2013. The rate on these swap arrangements has been reduced from the U.S. dollar OIS rate plus 100 basis points to the OIS rate plus 50 basis points. In addition, as a contingency measure, the Federal Open Market Committee has agreed to establish similar temporary swap arrangements with these five central banks to provide liquidity in any of their currencies if necessary. Further details on the revised arrangements will be available shortly.

U.S. financial institutions currently do not face difficulty obtaining liquidity in short-term funding markets. However, were conditions to deteriorate, the Federal Reserve has a range of tools available to provide an effective liquidity backstop for such institutions and is prepared to use these tools as needed to support financial stability and to promote the extension of credit to U.S. households and businesses.

Print, Print, Print again ! Não parem as máquinas !

Esforços de vários bancos centrais do mundo para evitar crise de liquidez !

Não parem as máquinas !!

Vamos imprimir mais e mais dólar, ienes, e seja lá qual for a moeda "mais forte". Será que existe alguma moeda forte ?

Bem......

Por ora, hora extra para os funcionários de várias "CASAS DA MOEDA" !

Não parem as máquinas !



Top central banks move to avoid global liquidity crunch


WASHINGTON | Wed Nov 30, 2011 8:23am EST

(Reuters) - Central banks from the world's leading developed economies said on Wednesday they will take coordinated steps to prevent a lack of liquidity in the global financial system.


The U.S. Federal Reserve, the European Central Bank and the central banks of Canada, Britain, Japan and Switzerland said in a joint statement they had agreed to lower the cost of existing dollar swap lines by 50 basis points from December 5, as well as take other measures.

Onde está WALLY ? Ou, "Criando um algoritmo"





Identificar o "melhor" algoritmo que otimize um fluxo de trânsito de um ponto A, para um ponto B, não é tão difícil assim; as variáveis são "relativamente conhecidas e medianamente estáveis. As variáveis "inesperadas" são bem "menos inesperadas" do que em outros processos. Afinal, não é toda hora que cai um meteoro na distância em questão, assim como, não é regular o número de tempestades que pode "instabilizar" o algoritmo proposto a otimizar a alternância de sinais, "aberto" e fechado", na distância ora focada.
Por outro lado, o mercado financeiro é diferente. Aqui, há vencedores e perdedores; no trânsito não há essa dicotomia. Ou seja, no mundo das finanças, alguns algoritmos trarão perdas, outros ganhos; seja num intervalo de tempo t1, t2 ou tn.
Mas um ponto é certo: em algum instante t1, vários algoritmos subirão o índice ou ação, em outro instante t2, vários algoritmos levarão o índice ou ação para baixo.
Se você soubesse para que lado irá o mercado, você seria um gênio, seria capaz de identificar as inúmeras interrelações entre os algortimos e os agentes, de forma a saber quem iria "vencer" naquele instante tn.
A dificuldade está exatamente em ser "enganado" por uma série de informações e/ou movimentos, causando erros em qualquer instante em que se avalie.
Imagine errar em vários instantes t; no mercado, você estará "fora do jogo".
Feita essa pequena introdução , difícil de explicar num texto curto, poderemos resumir a questão na seguinte metáfora :

"ONDE ESTÁ WALLY ?"

Ou seja, onde está a principal informação em que os algoritmos se baseiam, ainda que, impactados pelos agentes "humanos", para que possamos identiifcar a direção dos mercados, seja num instante t1, t2 ou tn ?
Ora, é claro que isso nunca saberemos !
Podemos sim, especular e tentar nos antecipar aos movimentos dentro de um instante t.
É nesse ponto que destaco o gráfico semanal acima do Dow Jones.
Para mim , o Wally nos próximos 15-30 dias está lá na faixa de 9.650/9.850.
Para mim, os algoritmos estão "regulados" para nos levar até lá nesse período. Por ora, não me interessam os algoritmos do "meio do caminho". Posso ser "enganado" por eles, e para que isso não aconteça, prefiro me apoiar no intervalo maior de tempo, e "regular" o "meu algoritmo" para aquela faixa 9.650/9.850.
Importante observar que, não me interessar pelos algoritmos do "meio do caminho", não significa deixar de fazer uma pequena correção aqui ou ali. Significa dizer que, o algoritmo que eu realmente me importo hoje, é aquele que me levará ao "Wally".
Também é claro que estou falando em primeira pessoa, como se estivesse operando o Dow Jones; porém, cada mercado é um mercado, e tem seu "próprio Wally"
Essa faixa de 9.650/9.85o é a faixa que foi a mínima do mercado em 2010, e penso que ela balizará o ano de 2012, isto é, será um divisor, portanto, ela terá que ser testada em algum momento no curto-médio prazo, dado o cenário delicado no âmbito fundamentalista.
Do ponto de vista gráfico, o canal de baixa que começou a se formar nos últimos 5 meses, cuja base será 9.600-9.700 em jan-2012, corrobora essa minha visão.
Caso tomemos o SP500 como parâmetro, o raciocínio é o mesmo, como coloquei acima. E o "WALLY" está na faixa 1.010-1.040.
Ainda postei uma especulação do movimento do Dow Jones até a faixa do "Wally"".



segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Algoritmos iguais: Citi, BOFA, JPMorgan, Goldman e XLF






Poderiam ser mais criativos não ?
Quem faz esse tipo de algoritmo ? Um estagiário ?

Citibank, Bank of America, JPMorgan, Goldman Sachs e o índice do setor financeiro americano (XLF)

Não há muito para comentar sobre os gráficos acima

"Devagar e nunca" ou: "Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come

Mais um ótimo texto do Alexandre Schwartsmann em seu blog "Mão Visível", sobre as alternativas à frente dos países da Zona do Euro, para se livrarem do "buraco" em que se meteram.

"Devagar e nunca", pode também ser resumido no seguinte" se correr o bicho pega, se ficar o bicho come"


Volto à Europa, alertando, porém, que esta coluna é bem mais especulativa que o usual. Ainda não acredito, para ser sincero, que a crise no Velho Continente acabe numa monumental explosão do euro (há muita história em jogo, de modo que, quando a onça europeia for beber San Pellegrino, alguém terá que abrir a carteira), mas pretendo explorar exatamente alternativas possíveis, embora improváveis. Aviso também que algumas das ideias aqui discutidas tiveram origem em material escrito pelo meu coblogueiro, que permanece, a pedido, O Anônimo.

Os 18 leitores já sabem minha posição a respeito da natureza da crise: mais que um problema fiscal (Grécia à parte), interpreto o fenômeno como resultado de uma tensão de difícil solução: a taxa de câmbio real precisa se desvalorizar em certos países, que acumularam elevados déficits externos entre 2000 e 2008, mas, dada a adoção de uma moeda única, a única forma de promover a desvalorização do câmbio, digamos, na Espanha, seria fazer com que preços e salários naquele país caíssem relativamente aos na Alemanha.

Fossem preços e salários flexíveis, sequer estaríamos discutindo uma crise destas proporções; já teriam se ajustado e os problemas de competitividade da Espanha devidamente resolvidos. Como, porém, preços e salários tipicamente se ajustam de forma lenta, em particular quando precisam cair, acaba sendo necessária forte retração da atividade, isto é, um aumento considerável do desemprego e da capacidade ociosa que crie os incentivos para a moderação de salários e preços. Contudo, isto se traduz, por meio de redução das receitas tributárias e expansão cíclica de gastos (como seguro-desemprego), em problemas fiscais.

Se tal visão é correta, em tese a saída da Espanha da Zona do Euro, com conseqüente desvalorização da moeda, teria o condão de resolver o problema de competitividade, evitando a necessidade de elevação aguda do desemprego para realinhar os custos salariais.

Entretanto, mesmo se fosse possível, o abandono do euro teria conseqüências graves para os balanços dos setores privado e público na Espanha. Como continuariam devendo em euros, mas com receitas tipicamente denominadas em pesetas, fortemente desvalorizadas, nem o setor privado, nem o setor público teriam condições de arcar com suas dívidas. Se, operacionalmente, abandonar a moeda única é complicado, financeiramente seria um desastre capaz de ofuscar o ocorrido há cerca de 10 anos na Argentina. (Notem, todavia, que isso também ocorre, mas a velocidade menor, quando o ajuste se dá pela queda de preços na Espanha)

Imaginem, no entanto, que seja a Alemanha quem decida voltar ao marco. O euro, moeda da periferia, se desvalorizaria face à nova moeda, mas, do ponto de vista da Espanha, a recuperação da competitividade não traria os problemas de descasamento entre passivos e receitas acima mencionado.

O descasamento, todavia, não desapareceria; apenas mudaria de endereço. Agora se daria entre ativos denominados em euros (desvalorizados) contra passivos expressos no novo (e poderoso) marco. Os balanços dos bancos alemães em particular teriam de um lado títulos espanhóis em euros e, do outro, depósitos em marco, os primeiros perdendo valor relativamente aos segundos. Ou seja, além de perder competitividade, a Alemanha também teria que enfrentar problemas com balanços privados, o que sugere escasso incentivo para uma solução nesta linha, a menos que tais custos sejam percebidos como inferiores aos que lhe caberiam, enquanto proprietária da carteira acima aludida, para a manutenção da Zona do Euro nos moldes atuais.

Reitero que estes problemas também ocorrerão, ainda que lentamente, se a Europa optar, como parece ser o caso, pela deflação na periferia. Entretanto, dada a velocidade da liderança política, talvez seja a lentidão o principal atrativo desta (falta de) estratégia.

Tentando ver padrões, onde não há padrões






Ainda não tive muito tempo hoje de ver as conversas de fóruns ou coisas afins que temos por aí no universo do mercado financeiro. Muitas vezes, isso é muito ruído, e contribui para levá-lo para longe do foco.
Porém, certamente devemos ter uma infinidade de explicações para o que vimos nos mercados mundiais hoje.
Nesse momento, o que me chama mais atenção é: "perda de riqueza".
Certamente, caso não tenhamos muito foco e visão macro em relação ao que temos hoje de fundamentos no cenário mundial, transferência de riqueza veremos "aos montes" no curto prazo.
Quando eu falo de "perda de riqueza", quero dizer, compradores e vendedores completamente à margem de robôs ou algoritmos, completamente à margem de movimentos aleatórios, intrínsecos aos mercados de renda variável.
Sim, encontre um padrão nos movimentos curtos e você terá a "varinha mágica" !
Muita gente foi dormir "vendida" na sexta-feira, por achar que muitos suportes importantes haviam sido perdidos; por outro lado, muita gente foi dormir "comprada" por achar que o mercado havia caído demais e estava "sobrevendido".
Ambos, em parte, eu digo sim, em parte, tinham razão.
E por que em parte ? Ora, como dizia Popper, posso aqui elencar uma série de argumentos que "falsificam" tanto a tese dos comprados, como a tese dos vendidos.
E então, perguntam vocês, o que eu quero dizer com toda essa introdução de Popper, filosofia e tantas outras "firulas" verbais.

Ora, a principal mensagem é a seguinte:

Você será um gênio se sobreviver com "com ótimo lucro", operando no curtíssimo prazo nesse mercado atual, com day trades pra lá e pra cá. Um gênio que não consegue dormir, e com maior probabilidade de problemas coronarianos no longo prazo, é verdade. O mercado tem dado sinais de volatilidade incomuns, e que carregam consigo algo muito ruim por vir. Nesse contexto, em algum momento, se você focar movimentos curtíssimos, tanto o comprado, como o vendido, pode errar na "calibragem". Esse erro pode ser suficiente para que o jogo termine "antes dos 90 minutos".

No entanto, dentro da "aleatoriedade" dos movimentos curtos, podemos tentar ampliar um pouco o horizonte, e identificar algumas questões que podem nos levar para algum lugar.
Antes de mais nada, a questão fundamentalista tem de estar no centro das atenções nesse momento. E. não me parece nada confortável o que vemos hoje na economia mundial. Mas isso é pra outro post, em outro contexto.

No que tange aos gráficos, tentarei resgatar alguns pontos interessantes que podem estar se formando.

1- VIX e TED continuam insistentemente indicando uma inconsistência com mercados de ações em alta. Coloquei uma pequena LTA no VIX acima com o topo nos 48 formando um triângulo perigoso. Bandas no semanal estreitando.

2- BOVESPA, Dow Jones e FTSE com IFR'S14 períodos com topos e fundos descendentes.

3- Vemos acima também uma pequena LTB para o Dow Jones tocada hoje.

Podemos elencar outros pontos que têm sido colocados em outros posts nos últimos dias e que, até agora, não tiveram sua direção modificada, como o cruzamentos da MME13 com a MME21 e o cruzamento da linha MACD

Porém, acho que devemos focar nos 3 pontos acima destacados , num horizonte um pouco maior, para tentarmos identificar alguma mudança de direção que , hoje, no curto-médio prazo, ainda me parece de baixa.

domingo, 27 de novembro de 2011

Teremos um flash crash semana que vem ?




Vejam o VIX e o TED no final de julho/2011, antes da queda forte de cerca de 1.300 pontos do Dow Jones.

Dois, dos principais índices de mensuração de risco-crédito, que temos ao redor do mundo, VIX e TED, tinham exatamente 2 divisores importantes a serem rompidos exatamente no mesmo tempo, ou seja, ao final de julho.

Vejamos :

1- O VIX tinha um "rascunho" de OCOI e, quando rompeu a faixa de 22,5 , foi direto procurar os 48.

2- O TED tinha um importante divisor na faixa de 25 pontos-base.

Agora, ao longo das últimas 2 semanas , fez-se também um "rascunho" de OCOI no VIX. Porém, a faixa de 37,50 ainda não foi rompida ao final da semana que passou. Se romper, vai direto procurar os 48

No que tange ao TED, fechou a semana com a faixa de 50 pontos-base rompida, um importante divisor.

Temos um cenário, tanto para o VIX, como para o TED, próximo ao que tínhamos ao final de julho de 2011. Caso os 2 confirmem o rompimentos dos divisores acima destacados, teremos nos próximos 7-10 dias , uma volatilidade extrema e uma probabilidade muito alta de fortes quedas.

O rompimento para baixo da faixa de 11.450 pontos para o Dow Jones, é mais um combustível na direção especulada acima.

Captação externa no Brasil cai para Zero em outubro

Dados continuam a explicitar o quão está dramático o cenário de crédito externo aqui no Brasil (já publicamos aqui no blog na semana que passou, que o cenário lá fora não é diferente)

Veja a matéria do jornal "O Estado de São Paulo"



Crise afeta captação de empresas brasileiras
Operações de crédito no exterior caíram de US$ 2,4 bilhões por mês para zero
26 de novembro de 2011 | 20h 23

Fernando Dantas, de O Estado de S. Paulo
RIO - O encarecimento do custo de capital na Europa e nos Estados Unidos, na esteira do aumento do risco dos bancos (ver página B1), já se reflete na captação de bancos e empresas brasileiras no exterior, que foi de zero em outubro e de apenas US$ 400 milhões em setembro. Em comparação, a média mensal em 2010 e em 2011 até agosto é de quase US$ 2,4 bilhões.

Esse fechamento do mercado de captação externa, por sua vez, está contribuindo não só para a depreciação do real, que se desvalorizou 11% desde o fim de outubro, mas também para a forte desaceleração da economia brasileira – por causa da redução do crédito.

"Esse é o principal canal de contágio (no Brasil) da crise de crédito soberano (dos países) na Europa", diz André Loes, economista-chefe do HSBC para a América Latina.

O aumento do risco dos bancos é sinalizado pela alta do credit default swap (CDS) – produto financeiro que funciona como uma espécie de seguro contra o risco de calote. Quando mais alto o CDS de um país, de uma empresa ou de um banco, mais ele sinaliza o risco de não pagamento de dívidas e de quebra. A alta do CDS também encarece o custo de captação.

"Nesse nível de taxas, o mercado já começa a travar um pouco, e, no limite, ninguém toma nem dá dinheiro", observa Fernando Rocha, sócio da gestora de recursos JGP.

Carlos Kawall, economista-chefe do banco de investimentos J. Safra, nota que, até agosto, o Brasil tinha superávit no balanço de pagamentos, tendo acumulado mais de US$ 60 bilhões em reservas internacionais a partir de dezembro de 2010 (hoje as reservas estão em cerca de US$ 350 bilhões).

"Mas quando chegou setembro e outubro, isso mudou drasticamente", acrescenta Kawall. O País praticamente parou de aumentar as reservas, que já estavam em US$ 353 bilhões em agosto. O economista do J. Safra explica que o investimento direto estrangeiro continua muito forte, e que a diferença está sendo feita justamente pela queda da captação em bônus.

Para novembro, Kawall espera alguma reação, já que houve uma emissão da República, "mas bem menos do que vínhamos observando antes".

Uma questão crucial é a de saber se o aperto no custo de captação dos bancos europeus e americanos vai acabar atingindo as linhas comerciais, o que teria impacto sobre o comércio internacional e afetaria diretamente a operação de empresas brasileiras (como aconteceu em 2008 e 2009).

Segundo o executivo de uma trading, "por enquanto as linhas não secaram, mas já houve uma alta de custo de 150 pontos (1,5 ponto porcentual)".

Bancos. Na verdade, há grandes diferenças entre os CDSs individuais dos bancos acompanhados pelo JGP, e que dependem, entre outros fatores, da exposição de cada um à dívida de países problemáticos como Grécia, Itália, Espanha, Portugal e Irlanda.

Na Europa, por exemplo, o HSBC, um banco com operações bem diversificadas globalmente (inclusive na sólida Ásia), registrava um CDS de 182,1 na última quinta feira, o menor do grupo de bancos europeus acompanhado por Rocha, do JGP. Os piores CDSs, acima de 600, eram do Intesa Sanpaolo e do UniCredit, bancos da Itália, um dos países mais afetados pela crise.

Nos Estados Unidos, na quinta-feira, JP Morgan e Wells Fargo tinham CDS abaixo de 200, enquanto Bank of America, Morgan Stanley e Goldman Sachs exibiam o indicador acima de 400.

Os bancos americanos, além de potencial exposição à dívida dos países europeus, estão enfrentando, segundo Rocha, muitas ações na Justiça ainda por conta da crise da subprime e do crédito hipotecário.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

TED rompe o patamar de 50 pontos-base


Máxima de hoje do índice Ted , 50,79 pontos-base. Agora, 50,28.

Aqui o link para o índice: http://www.bloomberg.com/apps/quote?ticker=.TEDSP:IND


Acima, o que significa esse rompimento. (gráfico tempo semanal, escala logaritmica, fechamento de ontem, 24/11/2011)

O Crédito secou ?

Qual o impacto para as empresas ?

Podemos ter uma dimensão do cenário "catastrófico" em que se encontra o mercado de crédito ao longo do mundo, na reportagem abaixo do Wall Street Journal publicada essa semana:


Crise europeia faz estragos na América Latina e outras áreas

Por ALEX FRANGOS , PATRICK MCGROARTY e CHARLES ROTH de Hong Kong, Johannesburgo e São Paulo

Uma redução no financiamento por parte de bancos europeus começou a ser sentida por empresas da África, Austrália e América Latina, tornando mais caro e difícil tomar empréstimos e aumentando a pressão sobre economias em desaceleração.

Os bancos europeus aumentaram sensivelmente o crédito para os mercados emergentes e se tornaram alguns dos maiores credores internacionais nesses países. O recuo deles apertou o crédito para várias indústrias — aeronáutica, comunicação, mineração — prejudicando ainda mais economias que já sentem os efeitos da redução da demanda dos países desenvolvidos por suas exportações.

O temor agora é que mesmo um recuo modesto no crédito possa se transformar numa repetição do aperto de crédito de 2008 que ocorreu após o colapso do Lehman Brothers. Na época, a redução do crédito disponível forçou empresas a lutarem para garantir recursos e colaborou para o maior encolhimento do comércio mundial desde a Grande Depressão, nos anos 30.

"Estamos numa posição muito vulnerável que realmente está tendo um impacto no crescimento mundial", disse Gail Kelly, diretora-presidente do banco australiano Westpac Bank, na conferência de diretores-presidentes CEO Council, promovida pelo The Wall Street Journal na semana passada. "Isso está tendo um impacto no meu país e na Ásia."

O banco italiano UniCredit e o alemão Commerzbank prometeram nas últimas semanas reduzir as atividades de crédito fora de seus mercados domésticos, que são os seus principais. Alguns bancos franceses estão fugindo do mercado na Ásia e Austrália depois de se tornarem participantes significativos em vários empréstimos consorciados, em que os bancos se reúnem para emprestar grandes somas.

"O principal problema é a saída completa dos bancos franceses do mercado", disse John Corrin, que dirige em Hong Kong a parte de empréstimos consorciados do Australian and New Zealand Banking Group Ltd. "Eles eram participantes consideráveis do mercado, respondendo por 10% desse empréstimos na Ásia e Oceania."

O banco francês BNP Paribas SA, um dos maiores do mundo em ativos, informou mês passado que vai abandonar um compromisso de emprestar 300 milhões de dólares australianos (US$ 294,81 milhões) para um empréstimo consorciado de A$ 1,95 bilhão para a empresa australiana Seven West Media Ltd., deixando um buraco para ser tapado pelo resto do consórcio, formado principalmente por bancos da Austrália.

Um porta-voz do BNP Paribas em Sydney disse que a decisão se baseou "em exigências de alocação de reserva de capital e outras oportunidades". O empréstimo era para ter sido concluído na sexta-feira mas não possível fazer isso. A Seven West Media não respondeu a um pedido para comentar a questão.

Os cortes no crédito estão sendo impulsionados pela pressão sobre os bancos europeus para aumentarem a reserva de capital e compensar assim prejuízos com empréstimos, muitos deles ligados a governos europeus problemáticos. Alguns bancos estão vendendo ativos e emprestando menos, o que torna os financiamentos mais caros e difíceis de obter. Essa combinação pode reduzir o crescimento econômico tanto em seus países quanto nos mercados distantes em que esses bancos operam.

Como a Europa tem um setor financeiro substancial que opera no mundo inteiro, os problemas da zona do euro estão tendo "efeitos maiores e desproporcionais, especialmente nas economias emergentes", disse semana passada no CEO Council o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner.

Para piorar a pressão sobre o crédito, alguns bancos europeus estão tentando vender empréstimos para limpar seus balanços.

Isso acaba aumentando a oferta de empréstimos disponíveis para os bancos investirem e "tem um impacto negativo" na disposição dos bancos de participarem em novos empréstimos para empresas, disse Mark Leahy, diretor de concessão de empréstimos e consórcio de renda fixa para a Ásia, exceto Japão, da Nomura Securities em Cingapura. Isso vai acabar levando a uma alta nos custos de financiamento, disse ele.

A Embraer SA, quarta maior fabricante de aviões do mundo, informou que algumas companhias aéreas estão tendo dificuldade para conseguirem financiamento para a compra de novos aviões. "O mercado de capitais ainda está praticamente fechado para transações com aviões", disse Frederico Curado, diretor-presidente da Embraer. "O crédito está muito seletivo, o que não necessariamente é ruim, com as companhias aéreas mais fortes recebendo termos mais favoráveis que as de nota de crédito pior."

Vendas de aviões ainda estão sendo fechadas com financiamentos de agências de crédito para exportação e de empresas de leasing, disse ele.

Na Nigéria, o banco de investimentos Africa Finance Corp. está lutando para manter vivos dois acordos de US$ 200 milhões para projetos petrolíferos, depois que os bancos europeus recuaram dos negócios.

"Tem havido muita cautela entre os bancos europeus", disse Osam Iyahen, diretor de petróleo e gás da AFC, da qual o Banco Central da Nigéria tem uma fatia. "Teremos de encontrar capital novo para tentar solucionar esse buraco até as coisas se acalmarem do outro lado do mundo."

Os bancos da zona do euro iniciaram uma onda gigantesca de empréstimos para os mercados emergentes nos últimos anos, para tentarem se diversificar do lento crescimento de seus mercados domésticos. O crédito dos bancos da zona do euro para países emergentes aumentou quatro vezes de 2005 a meados de 2011, para US$ 2,4 trilhões, segundo o Royal Bank of Scotland e o Banco de Compensações Internacionais, ou BIS, que é tido como o banco central dos bancos centrais. Esse valor caiu quase 20% depois da crise do Lehman, mas começou a se recuperar no começo de 2010. Outra queda parecida causaria "contração e deslocamento significativos na economia e nos mercados", segundo o RBC.

E a Alemanha ? Bem.....a Alemanha........

Notícia de uma "mini cúpula" ontem......nada mudou.....em relação ao pensamento da Alemanha....

Crédito: Jornal "O Estado de São Paulo"


Merkel veta intervenção maior do BCE
Intransigência da Alemanha deixa Europa sem nova medida para evitar avanço da crise


Em uma minicúpula realizada nesta quinta-feira, em Estrasburgo, na França, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, vetou a hipótese de que o Banco Central Europeu (BCE) passe a comprar de forma maciça os títulos das dívidas soberanas de países em crise na zona do euro. O bloqueio aconteceu durante reunião com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e com o novo primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, da qual a Europa saiu sem nenhuma medida prática para evitar o alastramento da turbulência iniciada na Grécia.

O impasse ficou evidente na entrevista coletiva concedida pelos três líderes políticos após o encontro. Em seu pronunciamento, Sarkozy tentou esconder as divergências falando em consenso, quando até aqui Paris defendia sem pudores a intervenção do BCE no mercado de obrigações. "Nós três indicamos que, em respeito à independência da instituição, é preciso se abster de pedidos, sejam eles positivos ou negativos", afirmou, reiterando: "Nós reafirmamos todos os três nossa confiança ao BCE e a seus dirigentes."

A seguir, em uma manifestação que causou algum constrangimento, Merkel tomou a palavra para responder a uma questão sobre as futuras reformas na governança da zona do euro e afirmou: "O presidente francês acaba de sublinhar que o BCE é independente, e logo as modificações eventuais do tratado não concernem o BCE que se encarrega da política monetária, da estabilidade monetária."

Nas entrelinhas, a chanceler reforçou seu veto à intervenção do banco no mercado de obrigações, que se acentuou nas últimas semanas, após a posse da nova autoridade monetária, o italiano Mario Draghi. Em outra tentativa de amenizar as divergências, Sarkozy garantiu que os três países buscarão até a próxima semana chegar a um "compromisso positivo" em torno de reformas na governança, de forma a aumentar a integração fiscal na zona do euro. "Eu tento entender as linhas limítrofes da Alemanha e ela (Merkel) tenta compreender os limites da França", disse Sarkozy.

As divergências sobre o BCE não são o primeiro grave enfrentamento entre os técnicos de Paris e de Berlim sobre a crise das dívidas soberanas. Há seis meses, o Ministério da Economia da França já era favorável à criação dos eurobônus, as obrigações do Tesouro da Europa, que seriam emitidos pelo Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (Feef). A medida visava a mutualizar as dívidas, reduzindo as dúvidas dos investidores nos mercados financeiros sobre as condições de países periféricos, como Grécia, Irlanda e Portugal, de honrar suas obrigações.

Veto

A iniciativa foi abortada por Merkel, contrária à emissão dos eurobônus. O veto veio mais uma vez a público na terça-feira, quando a chanceler classificou como "impróprio" o projeto da Comissão Europeia, defendido por seu presidente, José Manuel Durão Barroso, de adoção dos papéis mutualizados. "Isso não vai funcionar", disse a líder alemã.

Nos dois episódios, sobre o BCE e sobre os eurobônus, Sarkozy acabou recuando e cedendo aos vetos da Alemanha. Já os mercados não demonstraram nessa semana a mesma simpatia pelos constantes bloqueios promovidos pela chanceler. Na terça-feira, o Tesouro do país não conseguiu captar os € 6 bilhões que desejava refinanciar no mercado financeiro, e teve de se contentar com € 3,9 bilhões e juros mais elevados - um sintoma de possível contágio da crise.

Neste pregão, em mais um sinal de descontentamento, as bolsas de valores perderam performance logo após a coletiva dos três líderes. Dois dos três mercados fecharam em baixas: 0,54% no caso alemão e 0,24% no britânico. Já Paris fechou estável, com -0,01%. (Com agências internacionais)

"It Makes me Wonder", by Led Zeppelin, e o Dow Jones Mensal



Que "raios" Jimmy Page e Robert Plant estavam pensando quando escreveram "Stairway To Heaven" ?

Será um texto sobre a Filosofia da Ciência ? Enfim....Não quero também aqui divagar muito.

Apenas uma distração de fim de noite para os leitores......A distração pela guitarra, pela música...

Pela letra, a importância da reflexão.......de 2 caminhos......

Fiquem com o gráfico acima do Dow Jones em escala linear, mensal, com o fechamento de ontem, dia 23/11/2011.
No início de 2008 , MACD cruzou na venda, e houve um movimento forte de queda a partir de então.
Hoje, temos um MACD cruzado na venda no tempo mensal para o Dow Jones. Teremos uma pernada de baixa tão acentuada como em 2008 ?

É melhor ficar com uma pequena estrofe da música do Led Zeppelin

Yes there are two paths you can go by
But in the long run
There's still time to change the road you're on
And it makes me wonder

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

É pra correr Forrest Gump ?





"Será que é pra correr ?"

2 gráficos, TED e VIX, 2 divisores, 50 pontos-base e 37, respectivamente.

E o Dow Jones ? Well...o Dow Jones.......Ah....o Dow Jones.......
Mas sua MME13 cruzou para baixo a MME21......Ah....o Bovespa também, o DAX....O FTSE......

MACD do Dow Jones cruzado na venda......Bovespa também....DAX....FTSE idem....

Ah.....o Dow Jones.....abaixo de 11.450, como no gráfico acima, não parece muito bom não.....

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

MME13 cortou para baixo MME21 - EUA, Brasil, DAX e FTSE






Um cruzamento de médias móveis que eu dou muito peso: MME13 X MME21.
Resgatei 4 gráficos, Estados Unidos, Brasil, Alemanha e mercado britânico, com fechamentos hoje, 23/11/2011.
Todos com suas médias exponenciais de 13 períodos cortadas para baixo sobre as médias móveis exponenciais de 21 períodos.
O índice BOVESPA ainda está com sua LTA de MACD no limite.
Difícil mudar esse quadro baixista no curto prazo.
Coloquei também o gráfico do VIX acima também para ressaltar o cruzamento para cima da MME13 sobre a MME 21, ou seja, uma probabilidade considerável de termos um forte movimento de alta.

Há sempre a discussão de estarmos ou não em um momento "sobrevendido" para os mercado de renda variável. Caso olhemos o estocástico sim.
Porém, apenas tenho como referência os IFR's de 14 períodos para me indicar se estamos num mercado sobrevendido ou sobrecomprado.
Por outro lado, se olharmos tempos de 60 minutos, podemos até dizer que estamos; no entanto, no tempo diário, não.
A faixa de 30 no IFR14, no tempo diário, certamente é o balizamento determinante para mercados sobrevendidos.
E, como ainda acho que estamos no meio de uma pernada mais forte, tenho uma forte tendência em achar que, primeiro, os mercados irão tocar o IFR14 abaixo de 30, para depois, sim, tocar os 30, para retomar algum movimento de alta e/ou repique.
E o que me leva a crer mais intensamente nesse movimento, é que o VIX acima colocado, tem uma resistência forte acima de 37/37,50, mas daí pra cima,, caminho livre, isto é, se romper os 37, vai procurar os 48.

A crise do Euro começa a afetar a Alemanha ?

Fica claro no movimento abaixo, que até mesmo a Alemanha começa a ser afetada pelo colapso no mercado de crédito de titulos soberanos da Zona do Euro.


Vejam parte da matéria publicada no "Financial Times"



November 23, 2011 11:17 am
German bond sale fails to attract buyers
By David Oakley and Tracy Alloway

Germany saw one of its poorest debt sales on Wednesday in what was seen as a failed auction by many market participants amid fears the eurozone’s debt crisis is spreading all the way to Berlin.
Marc Ostwald, at Monument, said “I cannot recall a worse auction ... If Germany can only manage this sort of participation, what hope for the rest. Yields are at completely the wrong level.”

Mr Oswald said the bid-to-cover ratio was only 0.65 times as the German debt agency sold just €3.644bn of its new 10-year Bund of the €6bn targeted.
The Bundesbank retained a massive €2.356bn, which it will plan to sell over the coming days in the hope market sentiment improves. If the Bundesbank retention is included, the bid-to-cover ratio was a modest 1.1 times.
Many market participants consider this an auction failure although some say technically it is not, as by retaining its own bonds the Bundesbank has pushed the bid-to-cover ratio above 1.0 times.
The average yield for the 10-year bonds was 1.98 per cent.

The fear is spreading on the trading floors as Germany is starting to trade like a risk asset with Bund yields rising more or less in line with French, Italian, Spanish and Belgian yields.
One trader said: “This poor auction reflects the worries about Germany and the fact that many clients are now asking: ‘Is my money safe even in Germany if the euro is going to collapse? What will happen to my euro-denominated debt?’.”

Eles estão preparando a morte do Euro-- Parte 2

Vejam a notícia abaixo.

Será que alguém vai sair do Euro ? Quem ? Quantos ?

Crédito: Agência Estado e Dow Jones


Sistema de câmbio testa saída de membros da zona do euro
Testes são o primeiro sinal de que o setor se prepara para um aprofundamento da crise na região
22 de novembro de 2011 | 14h 40
Gabriel Bueno, da Agência Estado
LONDRES -

O sistema de liquidação de operações de câmbio CLS Bank International está realizando testes de estresse para se preparar para a eventual saída de algum membro da zona do euro, afirmaram nesta terça-feira, 22, pessoas familiarizadas com o assunto à Dow Jones. Os testes são o primeiro sinal sólido de que o setor de operações de câmbio se prepara para o pior, com o aprofundamento na crise da dívida na zona do euro.

A companhia sediada em Nova York garante que cada parte envolvida em uma transação com moedas diferentes seja paga. O CLS procura garantir que seus sistemas estejam bem equipados para lidar com eventos do tipo da quebra do Lehman Brothers e suportar o estresse de um país deixando a moeda comum, segundo pessoas ligadas ao assunto. Uma fonte acrescentou que ter novas moedas europeias funcionando nesse sistema levaria "pelo menos um ano".

O CLS é possuído primariamente pelos bancos que o utilizam e determina cerca de 70% do mercado de câmbio disponível em 17 moedas. O sistema fica sob rigoroso escrutínio, com seu principal supervisor sendo o Federal Reserve de Nova York e uma coalizão de 23 BCs pelo mundo. Os bancos centrais encorajam o uso do CLS nas transações, em um esforço para reduzir os riscos das partes, mas a participação é voluntária.

O fato de o CLS estar se preparando para um potencial choque extremo nos mercados de câmbio é um sinal de mudança no sentimento nas últimas semanas, com alguns bancos advertindo clientes para se prepararem para a possibilidade de algum país deixar a união monetária europeia. Na sexta-feira, o banco japonês Nomura afirmou que esse é "um risco muito real".

Pelo menos um dos bancos que usam o CLS faz planos similares. "Sempre nos planejamos para contingências", disse um graduado executivo de um dos maiores usuários do sistema, pedindo anonimato. "O principal que fizemos é garantir que estamos preparados para acrescentar novas moedas. Geralmente estamos preparados para negociar novas moedas em mercados emergentes e outras localidades do mundo, portanto nossos sistemas são razoavelmente flexíveis", apontou ele.

Um executivo de outro banco, também pedindo anonimato, sugeriu que os bancos devem rapidamente conseguir lidar com novas moedas europeias. A maior dificuldade ocorreria em processos de setores administrativos, como liquidações, com que o CLS lida, pois esses são bem mais complexos e assim levaria mais tempo para a adequação que nas operações de trading.

As informações são da Dow Jones.



terça-feira, 22 de novembro de 2011

Situação delicadíssima no curto prazo para os mercados




Do ponto de vista gráfico, me parece que os "bulls" jogaram a toalha.
Hoje, dos 3 gráficos registrados aqui, 1 já teve a média móvel exponencial de 13 cortando de cima pra baixo a de 21; esse gráfico é o do SP500.
Dow Jones e Bovespa, como vistos acima, muito, mas muito próximos desse cenário.
LTA's de MACD perfuradas pra baixo já, do SP500 e do Dow Jones.
Dow Jones tentou andar acima de 11.600 hoje, mas nem no intraday teve forças pra isso.
Bovespa ainda andou acima de 56 k boa parte do dia, pra fechar no final abaixo.
Vejam o "buraco negro" do SP500 abaixo de 1.190 que registrei com uma linha horizontal. Tem-se uma pequena parada nos 1.120-1.130 e só.
No Bovespa podemos ainda especular nas paradas em 54 k, 52 k, e, por onde passa uma pequena LTA.
Suporte mais forte a faixa de 49.500, e fortíssimo, a região de 47.500/48.000.

As nuvens que pairam sobre os mercados estão muito negras.
Hoje, me parece muito provável, uma pernada de baixa muito forte à frente para os mercados. Voltando a atenção para o DOW JONES, penso que essa pernada de baixa poderia levar o índice Dow Jones a faixa de 9.650-10.000, nos próximos 30 dias; SP500 na faixa de 1.010-1.040.
Essas 2 faixas para os mercados americanos, representam o ultimo movimento forte de baixa no semanal, executado em maio-junho de 2010.
Essas 2 faixas passariam a definir no longo prazo a direção para a qual os mercados querem ir; Essas 2 faixas passariam a ser os divisores, principalmente para o ano de 2012, sob os quais os mercados, de fato, engatariam um novo rally de alta nos próximos 2-3 anos, ou indicariam, uma vez perfurados, um claro sinal de reversão no longo prazo, isto é, um longo bear market para os mercados americanos.
E o BOVESPA no meio disso ? O sinal de reversão no longo prazo para o nosso índice já foi dado, quando perfuramos em agosto/2011 os 58 k. Mergulhamos nesse ponto para um, por enquanto, mercado bear no longo prazo.
O rompimento recente até os 59.800, mostrou-se, até agora, um falso rompimento.
Isso ficaria mais consistente, se voltarmos até os 48 k. Caso retornemos a esse ponto, fica mais do que clara, uma congestão no médio prazo entre 48 e 58-60.
Dentro desse raciocínio, a faixa de 48 k, passa a ser apenas uma nova parada, diante de novas mínimas à frente, para o longo prazo.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Dow Jones, SP500, Bovespa, e o colapso do mercado de crédito-risco





Mercados lá fora não fecharam nada bem.
Ambiente fundamentalista teve notícia negativa a escolher; a mais relevante, a especulação sobre possível rebaixamento dos títulos soberanos da França
Do ponto de vista gráfico, Dow Jones e SP500 romperam os 11.600 e 1.210 respectivamente ao longo do dia, sem forças para fecharem acima.
Suportes imediatos são 11.250 e 1.150 respectivamente. Suportes mais fortes, 11.000 para o Dow Jones e 1.130 para o SP500. Melhoras mesmo no curto prazo, somente um rompimento pra cima de 11.600 e, principalmente, 11.850.
Tanto o Dow Jones, como o SP500 tiveram suas pequenas LTA's de MACD rompidas para baixo, o que é mais um sinal negativo.
Por fim, vejam o cruzamento da média móvel exponencial de 13 sobre a média móvel exponencial de 21. Tal cruzamento de cima pra baixo está no limite, o que seria mais um sinal negativo no curto-médio prazo.
A situação do Bovespa, por enquanto é melhor, já que mesmo rompendo no intraday os 56 k, fechou acima. No entanto, sua LTA de MACD também está próxima; o cruzamento de cima pra baixo das média móvel exponencial de 13 sobre a de 21 também está no limite.
Um rompimento acima de 57.300 e, principalmente, acima de 58.500, mudaria um quadro perigoso na compra no curto prazo.
Em resumo, os mercados estão já andando "sobre ovos".
Impossivel olhar tais mercados hoje de forma otimista.
E sabem o porquê ?
Vejam o gráfico do TED que eu também resgatei.
Hoje, simplesmente bateu a máxima de junho-2010 ! Sim, mercados de crédito sinalizam o maior risco nos últimos 18 meses !
É verdade que, do ponto de vista gráfico, o Índice TED já mostras divergências tanto no diário , como no semanal. No entanto, se olharmos sob o ponto de vista de suas bandas bollinger no semanal, o índice ainda está, como fiz questão de destacar, dentro das bandas.


E tome mais pressão sobre o Bundesbank

Um artigo de Mailson da Nóbrega representa mais um na linha do:

"SALVE A EUROPA, BUNDESBANK !"

Do blog do estadão, para a coluna "Radar Econômico" :




Mailson: dogmas alemães podem levar euro ao colapso
21 de novembro de 2011 | 10h51
Sílvio Guedes Crespo

Em editorial, revista “The Economist observa que os dogmas da ortodoxia alemã estão empurrando a moeda comum para o colapso. Leia abaixo comentário de Mailson da Nóbrega* (foto), colaborador do Radar Econômico, sobre o assunto.

A crise do euro e o erro alemão

“Cresce o risco de a zona do euro mergulhar numa crise devastadora. A deterioração da confiança, que se espalhou para a Itália e a Espanha, pode disparar um pânico incontrolável. No limite, o euro entraria em colapso e com ele o até agora bem sucedido projeto europeu. Para estancar a desconfiança, a solução é reforçar o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (o que parece pouco provável) ou determinar que o Banco Central Europeu (BCE) funcione como emprestador de última instância para os países problemáticos, garantindo comprar toda sua dívida.

A revista ‘The Economist‘ tem-se posicionado favoravelmente à ação salvadora do BCE. Na edição desta semana, a publicação dedicou um editorial sobre o que lhe parece ‘o problema alemão’, isto é, a resistência em concordar com a solução extrema.

A revista lembra a afirmação da chanceler Angela Merkel na reunião de seu partido em 14/11/2011: ‘se o euro fracassar, a Europa fracassará’. Acontece que no mesmo dia Jens Weidmann, presidente do Bundesbank, o banco central alemão, irritou os mercados com um duro comentário, rejeitando qualquer tentativa de se recorrer ao BCB. Argumentou que evitar a subida dos juros de papéis públicos europeus seria ilegal e errado. Mário Draghi, o novo presidente do BCE, também rejeitou a ideia, embora menos categoricamente. O Sr. Weidmann tem simpatizantes entre os finlandeses e holandeses.

A rigidez do argumento do Sr. Wideman é parte da resistência das elites econômicas alemãs, ‘as quais sustentam que grandes resgates são contraproducentes, pois inibem os incentivos para a ação reformadora dos governos, o que cria novos riscos’. Assim, para essas elites, ‘adotar os eurobônus e assim dividir os riscos com todos os países criaria tentações para maior desregramento fiscal nos governos do sul da Europa. A compra de bônus pelo BCE impulsionaria a inflação. Muito melhor, prossegue o argumento alemão, é se manter fiel a princípios e dizer não’.

É verdade, diz a ‘Economist’, que a elevação da taxa de juros sobre seus papéis induziu governos a agir, incluindo os da França e Espanha, ‘Não fosse a pressão dos mercados, Silvio Berlusconi continuaria cometendo erros na Itália, adiando difíceis decisões econômicas. Os alemães e outros também estão certos em temer que a compra de papéis pelo banco central cause inflação. O problema é que as prescrições dogmáticas da ‘ortodoxia alemã’ estão empurrando a moeda comum para o colapso. Se a Sra. Merkel deseja salvar o euro, ela precisa enfrentar as elites econômicas de seu país e explicar aos eleitores por que a rigidez do respeitado Bundesbank está errada’.

A ortodoxia alemã, prossegue a revista, ‘ignora a possibilidade de a crescente elevação da taxa de juros sobre os títulos decorrer do pânico nos mercados financeiros. Os investidores que antes consideravam seguros os títulos italianos agora se preocupam com tudo, da integridade do seguro de crédito ao possível colapso da moeda única. O resultado é uma corrida que não pode ser estancada apenas pelas reformas da Itália. Ao adicionar pressões sobre os governos dos países em crise, os alemães e seus aliados conseguem forçar as reformas, mas ao custo de tornar mais difícil a salvação do euro’.

O recente plano da zona do euro – de ampliar o fundo de resgate com dinheiro chinês – fracassou redondamente, o que deixa apenas duas saídas. Ou governos europeus assumem explicitamente alguma responsabilidade solidária pela dívida dos demais. Ou têm que fazê-lo implicitamente, permitindo que o BCE contenha o pânico com compras de papéis públicos, atuando como emprestador de última instância. O perigo é evitar ambas opções.’ O risco de inflação é exagerado pelos alemães, pois com a fraca demanda e os cortes de gastos públicos o risco de inflação não é iminente.

No futuro previsível, conclui a The Economist, o BCE é a única instituição capaz de conter rapidamente o pânico dos mercados. Há formas de contornar a oposição alemã. ‘O Sr. Weidmann poderia ser voto vencido no BCE, mas na prática qualquer solução deve ser sancionada por Berlim. É por isso que a Sra. Merkel deve ser mais pragmática. De outro modo, a rigidez teutônica vai destruir o projeto europeu’.”

* Mailson da Nóbrega foi ministro da Fazenda (1988 a 1990) e hoje é sócio da Tendências Consultoria Integrada e membro de conselhos de administração de empresas no Brasil e no exterior.

sábado, 19 de novembro de 2011

O Brasil hoje, é a Espanha de ontem


A entrevista do economista Santiago Becerra, publicada ontem no Jornal "O Estado de São Paulo, coloca o Brasil em outra perspetiva.

Dentro e fora do Brasil, não cansamos de escutar, nos últimos 2-3 anos, que o Brasil é "lindo, maravilhoso", que o crescimento do Brasil é "sustentável", que o país vive "às mil maravilhas", enfim.

Você realmente acredita nisso ? A quem interessa fomentar esse tipo de visão ?

Em outubro último, assinei um post (veja aqui http://pracompraroupravender.blogspot.com/2011/10/pra-frente-brasil-brasil-brasil.html), relembrando aos mais desavisados, o que vivíamos nos anos do "MILAGRE ECONÔMICO" da década de 70. E o que aconteceu nos anos seguintes.

O Brasil hoje, de fato, é um "conto de fadas". Inchou-se o setor público, aparelhou-se o Estado Brasileiro, o governo não faz um ajuste sério nas contas públicas, e pior, nem se preocupa com isso.
Inflação ? O governo não está nem aí para o controle da inflação. "Torce" para o mundo "acabar", e frear "na marra, a trajetória dos preços. O governo só pensa em estimular crescimento, crédito, consumo e, mais do que tudo, arrecadação tributária !
E as contas públicas ? Nada ! Nada se faz para diminuir despesas, pelo contrário, contratam-se mais e mais funcionários públicos, gasta-se em obras faraônicas para Copa do Mundo e Olimpiadas, e desvios do dinheiro público são visíveis dia após dia, semana após semana, meses após meses.

Acima, resgato o vídeo que postei junto ao post sobre o ambiente pré e pós Milagre Econômico dos anos 70 em outubro último.

Abaixo, a entrevista de Santiago Becerra, publicada pelo jornal "O Estado de São Paulo" , ontem, 18/11/2011:


‘O Brasil é hoje a versão 2.0 da Espanha de 2003’, diz economista espanhol

Para Santiago Nino Becerra, Brasil segue o mesmo caminho adotado pela Espanha, de endividamento e de crescimento pelo crédito
18 de novembro de 2011 | 23h 00

Jamil Chade, de O Estado de S. Paulo
MADRI

A Espanha é "irresgatável" e seus crescimento nos últimos anos foi "baseado numa ficção". O alerta é de uma das principais referências hoje na Espanha, o economista Santiago Nino Becerra, autor de dois livros sobre a crise econômica que afeta o país. Em entrevista ao Estado, o economista diz que um resgate para a Espanha custaria 800 bilhões à UE e ao FMI, dinheiro que "simplesmente não existe". Becerra também alerta que há sinais claros de que o Brasil está seguindo o mesmo caminho de endividamento e de crescimento pelo crédito adotado pela Espanha há dez anos. "O Brasil hoje é a Espanha de 2003, em versão 2.0."

A seguir, os principais trechos da entrevista.

Como, depois de anos de euforia, a Espanha chegou a essa situação? A festa não era real?

A festa em todo o mundo tem sido uma ficção e ainda é uma ficção nos países onde continua. Quando a capacidade de endividamento se esgotou, o pagamento da dívida se tornou impossível.

Como o sr. explica que ninguém na classe política viu essa ameaça e a criação de bolhas?

Certamente sabiam. Mas tinham de ignorar essa possibilidade. O hiperendividamento era, desde o final dos anos 80, a única opção para crescer.

O sr. já alertava para os riscos em 2006. O que diziam as pessoas ao ouvir essa advertência?

Quem me escutava admitia que o crescimento da dívida era insustentável. Na Espanha, entre 1996 e 2005, a dívida privada cresceu 140%.

Na segunda-feira, quando um novo governo assume o poder, há coisas que ele possa fazer diferente do governo atual para solucionar a crise?

Na segunda-feira, alguém ligará para Moncloa (palácio do governo) e perguntará pelo presidente do novo governo e dirá a ele que pegue papel e lápis para tomar nota do que terá de fazer o novo governo do Reino da Espanha. Isso se já não lhe foi dito.

Depois de Portugal, Irlanda e Grécia, a Espanha é resgatável?

A Espanha é irresgatável, assim como a Itália. Seriam necessários uns 800 bilhões, valor que simplesmente não existe.

Os planos de austeridade terão efeitos sociais profundos. Serão suficientes para tirar os países da crise?

O problema não é o gasto, e sim a arrecadação. Ao não crescer, a arrecadação é reduzida e a renda pública cai. Como os países europeus têm compromisso de déficit, a única possibilidade é o corte de gastos públicos, mesmo que isso deprima ainda mais a economia.

O Brasil vive um boom. A Espanha pode servir de lição sobre como não fazer as coisas?

Acredito que o Brasil vive uma situação virtual como a que viveu a Espanha de 1995 a 2007. Pelo que eu sei, a economia brasileira navega em um mar de créditos no qual o governo incentiva o consumo de tudo, como ocorreu na Espanha. Para "resolver" a questão da distribuição de renda, o Brasil deu acesso a crédito a um porcentual enorme da população. Algo parecido com o que ocorreu na Espanha. De 1997 a 2007, os salários reais dos espanhóis só cresceram 0,7%. Mas a população consumiu de tudo. Penso que o Brasil hoje é a Espanha em 2003, numa versão 2.0.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

O Brasil parou ?

A Notícia abaixo é real ?

Se isso for "real", a desaceleração no Brasil é muito, mas muito mais forte do que os sinais dos últimos 45-60 dias indicam.

Aqui no Brasil, o último trimestre, na imensa maioria das áreas econômicas, é o melhor trimestre.

Os dados do Ministério do Trabalho, dando conta de queda de 40% na criação de vagas no mercado de trabalho no mês de outubro, frente ao mês passado, e frente ao mês de outubro do ano passado, são muito, mas muito ruins para um mês historicamente muito forte no Brasil.

Veja abaixo: CrédIto: REUTERS E AGÊNCIA BRASIL




18/11/2011 - 11h14
Geração de empregos formais no país cai 40% em outubro, segundo Caged
Do UOL Economia, em São Paulo

A economia brasileira criou 126.143 postos de trabalho com carteira assinada em outubro, informou o Ministério do Trabalho nesta sexta-feira (18). No ano, já foram abertas 2.241.574 vagas. Os números fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.

Em relação ao mês anterior, houve uma queda de 39,7% na criação de postos de trabalho (em setembro, o país registrou a criação de 209.078 empregos formais).

Na comparação com outubro do ano passado, a queda registrada na geração de empregos foi de 38,4%.

Entre os setores que mais geraram empregos estão serviços (77.201), comércio (60.878) e construção civil (10.298).

Segundo o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, o país não deve atingir a meta de geração de 2,7 milhões de empregos para este ano, por conta dos reflexos da crise internacional. Ele, no entanto, não fez uma nova projeção..

Entenda o Caged
O Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho é uma pesquisa mensal sobre o comportamento do mercado formal de trabalho. Os dados da pesquisa são obtidos a partir de informações enviadas pelas empresas sobre admissões e demissões de funcionários.

(Com informações da Reuters e Agência Brasil)