quinta-feira, 30 de junho de 2011

Você decide o final da história








Vamos ver alguns gráficos para termos idéia do que está a nossa frente.
Depois disso, você decide qual será o final.
Pelo Dow Jones, rompemos forte uma LTB.
Pelo SP500 não.
Há que se registrar que o IBOV ainda não rompeu.
Voltemos aos índices americanos.
O curioso é que no último dia de maio, houve uma também LTB de curtinho prazo, em que inverteu-se esse rompimento. Naquele dia, no SP500 havia rompido e no Dow, não. No dia seguinte, verificou-se uma queda forte.
Mas o mais importante pra mim não foi isso.
Vamos olhar os 2 gráficos semanais que postei do SP500.
Pela escala linear, ainda não rompemos aquela LTA de longo prazo que vem desde 666 do inicio de março/ 2009.
Porém, caso observemos o gráfico na escala logarítmica, houve o rompimento há 3 semanas.
Agora, a pergunta interessante:

Em análise ténica, é alta a possibilidade que, uma vez rompida essa LTA, mais à frente tenhamos o teste na sua linha retorno.
E para onde foi o SP500 no dia de hoje ? Exatamente nessa linha de retorno.

E onde quero chegar com isso ? Bom, temos 2 opções: pode-se escolher que a LTA ainda não foi rompida e que mais a frente, em topos e fundos ascendentes , ela possa ser respeitada ou:

O teste na linha de retorno foi feito e, isso poderia sinalizar que o mercado americano chegou no topo em 1.370 e que, dificilmente no longo prazo esse topo será testado.

A chave para tirar essa dúvida será o rompimento do SP500 naquela faixa de 1.250/1.258.

O Vix, como postado também acima não me sinaliza um céu azul . Pelo contrário; acho que seu comportamento, com sua média móvel exponencial de 13 "na agulha" pra cruzar de baixo pra cima no semanal a sua média móvel exponencial de 21, sinaliza períodos muito turbulentosno caminho.



EUA caminham para a recessão em 2012

"EUA caminham para a recessão em 2012".

E o que diz Gary Shilling na matéria reproduzida parcialmente abaixo.


U.S. Is Headed For Recession In 2012 Says Shilling

Jun. 8 2011 - 11:55 am | 4,039 views | 0 recommendations | 3 comments

A renowned doom and gloom-er is at it again. Gary Shilling, president of A. Gary Shilling and Co., says the U.S. could fall back into recession in 2012.

“Let’s face it, we’re in a weakening economy in this country and globally,” Shilling told CNBC yesterday. “By the end of the year, I rather suspect, all the inflation fears will be back to deflation concerns.”

“I think we’re probably headed for a recession next year.”

Less than sunny predictions are nothing new for Shilling, who is known for his bearish outlook. He has been predicting very slow growth in recent months, is notably down on the housing market and recently published a book titled The Age of Deleveraging: Investment Strategies For A Decade Of Slow Growth And Deflation. Still, he has been right in the past. Shilling was one of the first economists to forecast the recession of 1969, foresaw the end of inflation in the late 1970s and was among the bears in 2008.

VIX e Dow Jones - Passa a régua e fecha a conta ?






Postei ao longo da tarde o toque na LTB no Dow Jones.
O fechamento foi abaixo dela. Ainda não rompeu. E, para a minha "surpresa", o VIX foi testar praticamente uma LTA mais abaixo como destacada acima.
Ainda não é seu principal suporte em 15, mas, de um lado uma LTB não rompida, e de outro uma LTA não rompida.
E, então? É pra apertar os cintos ? Muita turbulência veremos pela frente.
Uma observação importante sobre o "nosso" IBOV. Também uma LTB que vem lá da casa dos 70 mil pontos testada e não rompida.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Dow Jones-levanta pra cortar ? Vejam Mai/10 e Jun/11




Vejam no gráfico acima em escala linear a semelhança do movimento do Dow Jones em Maio/2010 e agora.
Nesse momento, 14:17, horário Brasil (fuso Brasília), Dow Jones tem máxima do dia em 12.284, tocando sua LTB.
Em maio/2010, o Dow Jones havia feito uma mínima de 9.750 , recuperou-se, inclusive com cruzamento de Macd de baixo pra cima, testou sua LTB, e voltou forte para fazer uma nova e última mínima em 9.600, antes de retomar topos e fundos ascendentes.
Lembram-se que naquele Maio/2010, a Grécia também já havia sido beneficiada com pacote financeiro de empréstimo. Nem por isso, o mercado deixou de fazer uma nova mínima.
Estamos num mesmo cenário ? Iremos fazer novas mínimas ?

Por quê o VIX mostra topos e fundos ascendentes ?








Estamos muito próximos de uma definição. Temos uma LTB maior no Dow Jones na casa dos 12.280 hoje.
Por outro lado, o VIX, como colocado em anex,o me mostra topos e fundos ascendentes. Coloquei um canalzinho de alta de curtíssimo prazo no VIX.
Também coloquei um movimento de maio/2010 quando tivemos o flash crash no DOW JONES. O movimento foi um toque rápido na região de 22,50, uma queda e toque na região de 18,50, pra depois explodir. Lembre-se que em post passado, ressaltei que no semanal do VIX, a média móvel exponencial de 13 já cruzou de baixo pra cima a de 21.
Por fim, voltei a colocar a LTA de longo prazo na escala linear do DOW JONES, passando hoje na casa de 11.900.
Tudo isso me leva a crer que estamos "andando em ovos". Qualquer deslize pode ser fatal.
Tem muita "raposa velha" por aí escondida. A questão do pacote grego a ser votado pode dar sobrevida ?
Do ponto de vista gráfico, houve melhoras hoje lá fora e aqui.
No Dow , o primeiro teste na região de 12.200 foi feita. Acima disso, agora, de relevante, apenas a LTB.
No IBOV, uma melhora no que tange a resistências de intraday; falta uma resistência mais importante no diário na casa de 62.800.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Quem disse que a inflação na China está sob controle ?

"Quem disse que a inflação na China está sob controle ?"

Esse é o título da matéria publicada pela CNBC, assinada por Shaun Rein, fundador da China Market Research Group.



Abaixo parte da matéria reproduzida :

Published: Monday, 27 Jun 2011 | 7:31 PM ET

By: Shaun Rein, CNBC Contributor
Founder & Managing Director, China Market Research Group

On June 23 the Financial Times carried an article written by China's Prime Minister Wen Jiabao in which he argued that macro-economic measures taken by the government over the last year had contained inflation. Since 2010, the government has increased required reserve ratios 12 times for banks and quadrupled interest rates....
On Monday, however, Wen, who is traveling to Europe, was quoted by the Hong Kong Media as saying for the first time that China will find it hard to keep inflation below 4 per cent in 2011. The markets though chose to react more to his earlier remarks.

Conventional wisdom of most economists is that China’s headline inflation is under control. Jim O’Neill, Chairman of Goldman Sachs’ Asset Management, argued this, and an analyst at Royal Bank of Canada agreed and wrote: “The fact that Wen is now predicting price pressures will ease despite these near-term risks suggests that he has received relatively firm assurances from his economic advisers that the situation is set to improve in coming months.”

O’Neill and RBC must be looking at a different China than the one in which I operate a business and face soaring salaries and rents. It is true China does not face 20 percent annual inflation like Vietnam; however, measures should not be loosened in July as many analysts predict will happen when China’s top leaders gather to discuss economic policy for the second half of the year. Even if official inflation is under control, food prices soared 11.7 percent in May as drought and Japan’s nuclear disaster have damaged the food supply chain.

Contrary to what O’Neill and RBC think, things will only get worse in the short-term as multinationals start to transfer higher costs to consumers and as new university graduates enter the labor force in July.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Índice CRB com pivot de baixa no diário





O índice CRB, uma referência dos mercados para o segmento de commodities, não teve forças hoje nem para testar o principal suporte na região de 335 que havia perdido semana passada.
Vejam como a região de 335 é um importantíssimo divisor. Mais um sinal perigoso de como estão os mercados na ponta de compra.

Semanal VIX - MME13 X MME21





Semanal Vix abrindo essa semana com a média móvel exponencial de 13 (18,84) cruzando de baixo pra cima a sua média móvel exponencial de 21 períodos (18,63) , médias de que gosto muito como parâmetro.
Vejam o que aconteceu em maio/2010, quando a MME13 cruzou de baixo pra cima a MME21. O Vix foi testar a região de 50. Não estou dizendo que vai lá. Estou apenas alertando que esse comportamento não me parece sinalizar para uma estabilidade na ponta de compra dos mercados americanos.
No diário , praticamente voltou a testar a região de 20.
Também, como eu havia destacado na sexta, um movimento semelhante no período diário com o movimento de fins de fevereiro, antes da correção mais forte.
Quanto ao DOW, rompeu resistência no intraday em 12.060, foi testar 12.100/12.120. Rompendo essa resistência , tem sua principal agora no diário em 12.200. Suporte imediato agora passa para 12.000 e o principal em 11.850.
Ibov apenas voltou a testar resistência também no intraday em 61.400/61.500.. O movimento do Bovespa é absolutamente "picotado" nos últimos dias. Resistências próximas umas as outras no intraday. Continua um movimento que parece caracterizar troca de papéis. No final, cedeu mais pelos papéis da PETR4 que testou e não rompeu o 23,20, uma importante resistência no diário..

domingo, 26 de junho de 2011

Grécia: Cenário pior do que Moratória da Argentina em 2001

Uma análise dura acerca da posição da Grécia feita por Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central, publicada pelo "Brasil Econômico" essa semana, coloca aquele pais numa situação que nós brasileiros chamamos de: "Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come".

É interessante contextualizar Schwartsman, que tem sido um dos mais fortes críticos da condução da política econômica do governo brasileiro nos últimos anos.
Seu blog, http://maovisivel.blogspot.com/, é uma exposição de um emaranhado de disparos ácidos sobre os "buracos" em que se apóiam os pilares de nossa economia brasileira.

Dito isso, vamos ao que Alexandre Schwartsman expõe sobre a Grécia e seu difícil dilema:


Grécia poderá copiar exemplo do calote argentino

Felipe Peroni (fperoni@brasileconomico.com.br)
22/06/11 17:14

Assumir uma moratória foi a saída encontrada pela Argentina para recuperar o crescimento em meio à crise de dívida. A situação grega, no entanto, é mais complexa, e o país não tem opções.

"A Grécia pode passar por uma crise bem mais profunda que a Argentina", diz o economista e ex-diretor do Banco Central Alexandre Schwartsman.

O governo da Grécia conseguiu sobreviver ao Parlamento esta semana, em votação apertada. Com a vitória, aumentam as chances de que o primeiro ministro, George Papandreou, aprove as medidas de austeridade exigidas pelas autoridades europeias.

Pressionado pelo peso de suas dívidas, o país depende dos empréstimos da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI). O PIB da Grécia recuou 4,5% em 2010, e deve cair mais 3% este ano.

A situação vivida pela Argentina é muito parecida com o caso grego. Pressionada por um alto endividamento e com sua moeda atrelada ao dólar, o país entrou em recessão no fim da década de 90.

Após assumir a moratória, em dezembro de 2001, amargou uma retração de 11% em sua economia. Contudo, nos anos seguintes, a recuperação foi rápida (veja gráfico abaixo).

Segundo Schwartsman, uma das principais diferenças é que o governo da Grécia mantém uma pior situação fiscal.

"Mesmo em 2001, no auge da recessão, o governo nacional argentino ainda apresentava um modesto superávit primário, da ordem de 0,5% do PIB. Ou seja, no momento em que parou de pagar a dívida o governo ainda tinha acesso a um fluxo de recursos suficiente para pagar suas demais despesas."

Esse não é o caso da Grécia. Em 2010, o déficit público atingiu 10,4% do PIB, e o FMI exige que a cifra se reduza a 7,5% do PIB este ano.

"Se a Grécia parar de pagar a dívida, teria, em tese, que tomar recursos emprestados para pagar as outras despesas. Quem, porém, irá emprestar a um governo que acaba de anunciar não ter condições de honrar sua dívida?"

O alto déficit fiscal não é a única dificuldade grega. Na Argentina, após o calote das dívidas, o câmbio foi desvalorizado e o comércio exterior reanimou a economia.

"Basicamente o que impulsionou a recuperação foi a desvalorização do câmbio", explica o argentino Osvaldo Cado, economista da gestora de recursos QFD (Quantitative Financial Developments).

"A recuperação da Argentina arrancou via exportações, através da melhora significativa da rentabilidade dos setores de commodities e derivados, e pequenas e médias empresas", diz.

Já para Grécia, desvalorizar o câmbio implicaria sair da Zona do Euro e reestabelecer o dracma, sua moeda anterior. Assim, apenas um calote não garantiria o crescimento nos próximos anos.

Schwartsman explica que, se houver a moratória e a moeda comum for mantida, o efeito negativo nos preços e salários minaria a retomada do crescimento.

"Se a Grécia não pagar sua dívida, mas decidir continuar na área do euro, a depreciação da taxa de câmbio continuará ocorrendo pela deflação, com reflexos negativos sobre crescimento", diz.

Por outro lado, a saída do euro teria outros custos políticos e econômicos. "O que ocorre com os bancos, contratos, estas questões podem paralisar a economia por meses a fio", explica.

"Uma saída para a Grécia seria que os países centrais, como Alemanha e França, assumam esses problema e comecem a emitir euros para financiar os países endividados, sem juros", diz Cado. Mesmo assim, o economista diz que a renegociação das dívidas seria necessária, além de um ajuste gradual do gasto público.

"A alternativa a isso seria uma saída desordenada", diz. Para Cado, sem a ajuda da Europa, a Grécia terá que abandonar o euro, e decretar uma moratória completa da dívida pública e privada. Entretanto, os países centrais da Zona do Euro não dão sinais de que vão assumir o peso da dívida grega.

Também para Schwartsman, a reestruturação da dívida é certa. "Não se trata de ser a melhor alternativa, simplesmente porque não hã outra", resume.

"Eu tendo a acreditar que a reestruturação passa também pela saída da área do euro, mas tenho menos convicção a respeito disso do que acerca da reestruturação em si".

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Subprime: tudo começa com um desempregado.....


Alguém por acaso disse: "Eu disse que ia dar m......."

E agora ? O que temos ? "Too big to fail ?" "Grande demais pra quebrar?"

Atenção direcionada para o VIX





Nada definido. Nem lá fora, muito menos aqui no Brasil, onde vivemos um "lero-lero" há muito tempo.
Mas talvez o sinal mais interessante tenha vindo do VIX hoje. Fechou novamente acima de 20, com a média movel exponencial de 13 ainda acima da média móvel exponencial de 21 e com cara de, no mínimo, buscar novamente sua LTB de que falamos ao longo da semana.
Veja que em final de fevereiro/2011, quando se iniciou a última forte correção lá fora, o VIX rompeu os 20, não segurou, testou a região de 18, pra logo depois ir com força até os 30. O movimento tem alguma semelhança com o que vimos nos últimos 5-7 dias. Rompeu os 20 , foi na LTB, voltou pra região de 18 e, agora, volta a fechar o semanal acima de 20.
Esse possível movimento, ainda que volte a testar os 20 antes de subir, certamente não é um bom sinal para os mercados de renda variável.

Dow Jones tem suporte agora em 11.860 e sua LTA de longo prazo passando semana que vem muito próxima a esse patamar. Melhora no intraday pra cima de 12.060, e no diário acima de 12.200
SP500 tem suporte em 1.258, com sua LTA de longo prazo passando em torno de 1.250 semana que vem, que também é a mínima do último movimento de baixa.
Aqui, atenção ao suporte de 60.400, com uma melhora apenas no diário acima de 61.850.
Dólar aqui no Brasil fechou acima de 1,60, um patamar importante.
Mercados ainda perigosíssimos na ponta comprada.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

LTA calibra a música do Dow Jones





Um dia nos mercados lá fora com extrema volatilidade ! Poderíamos dizer que o Dow Jones fechou bonito ? Digamos que sim; porém, me parece que ainda veremos uma bela volatilidade pela frente. Vamos nos ater a 2 gráficos, ambos na escala linear; o do VIX e o do Dow Jones. A primeira e inegável constatação é que o mercado está se guiando pela LTA de longo prazo, como destacado acima. É a última LTA a ser sustentada; é a última que os bulls usarão para deferender suas posições e a última que os Bears usarão para "não vender barato" suas iguais posições. Hoje, ela passa ali por volta de 11.800. Para o SP500, por volta de 1.250.
O jogo está, por enquanto, sendo jogado por aí; a chave, me parece, olhar nessa direção.
O pano de fundo, me parece o VIX, a grosso modo, o índice de volatilidade das ações americanas. O VIX em patamares de 20 sempre sinaliza para uma volatilidade acima da média. e foi isso que o mercado fez hoje. A despeito de ter produzido um MACD cruzado de baixo pra cima no diário, lá foi o mercado testar os 11.850 novamente; o SP500 não foi direto testar a mínima do mês em 1.258.
Com isso, o DOW praticamente fez um fundo duplo com divergência altista severa, fechando acima dos 12 mil pontos. Certamente uma "momentânea vitória" espetacular dos bulls.
O VIX ? Ora, com esse "espetacular" fechamento, fechou abaixo de 20, em 19,29. Com esse comportamento, deve, no mínimo ainda testar o patamar de 20, o que levaria o mercado ainda a testar a região próxima de 11.875.
Irei ainda nos próximos posts analisar o comportamento do VIX.
Adianto, contudo, que o teste na LTB já foi feito, e hoje, a despetio de um fundo duplo, o VIX não foi lá testá-la.
Por que ? É disso que quero falar em post futuro.
Estariam os bears "cozinhando" em forno brando o caminho dos bulls ?

Bank of America no "fio da navalha"




Bank of America no gráfico semanal está no "fio da navalha" de seu suporte principal que o sustenta desde outubro do ano passado. Considerando seu peso no SP500 (1,7%), certamente representa um sinal a ser observado.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

SP500 sentiu mais uma vez 1.290





Lá fora, SP500 mais uma vez sentiu a região de pivot em 1.290 e cedeu na última meia hora , fechando abaixo dessa região.
Por ora, temos apenas que destacar alguns pontos para reflexão no que tange a análise técnica.
Destaquei em círculos muitos desses pontos que servem para eventuais especulações. Em alguns momentos em que o SP500 não segurou a região, o MACD ainda não havia cruzado de baixo pra cima. E no movimento de final de maio, onde houve um rally antes de uma forte reversão em cima da rsistência de 1.340, o MACD também não havia cruzado de baixo pra cima.
Por outro lado, em meados de janeiro/2011 quando o mercado sentiu também 1.290, a queda foi apenas para ganhar força e romper mais a frente, fazendo topos e fundos ascendentes.
O volume também não ajudou muito para especularmos algo, já que foi fraco lá fora.
Nesse momento, temos sempre que olhar o "macro". Os "grandes players" precisam fazer as apostas, numa ou outra direção, defendendo e se posicionando no longo prazo.
Pra quem não é um "grande player", talvez aguardar os próximos topos e fundos seja a melhor alternativa.
No Brasil, no intraday até houve o rompimento dos 61.700/61.800, mas cedeu no final com a queda dos americanos.
De olho no suporte em 60.40,0 e na resistência agora no intraday de 61.850.

SP500 rompeu importante pivot




SP500 rompeu o importante pivot de que falávamos há uns 10 dias, a faixa de 1.290. MACD, como destacado acima, já vai cruzando de baixo pra cima, o que é um outro sinal positivo. VIX fechou abaixo de 20, o que também é um bom sinal para os bulls lá fora. Enfim, resta aos bears a LTB destacada acima para tentar reverter o quadro que está totalmente favorável aos bulls nesse momento. A LTB do Dow Jones está um pouco "mais próxima".
Aqui, o IBOV nem teve forças para romper ainda a base do antigo suporte na faixa de 61.700.
Aqui, mercado me parece esperando os 58 mil pontos para um repique mais forte.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Casa Rocinha RJ - R$ 80 mil - Estamos numa bolha ?

Uma história sempre é contada para identificar se estamos numa bolha no mercado de ações: um cenário onde até mesmo o taxista dialogue com você sobre bolsa de valores, estamos sim numa bolha.
Mas vamos para outro cenário. E se lhe contassem que uma casa, na Favela da Rocinha no Rio de Janeiro (sem preconceito algum), vale hoje R$ 80 mil reais, o que você diria ?
Bom, irei deixar para os leitores a reflexão. Como chegamos a esse patamar ? Estamos ou não numa bolha imobiliária ? Caso estejamos, qual será a consequência disso para a sociedade, e o mercado de ações especificamente ?

Veja parte da matéria de 29/05/2011 do portal R7 abaixo, e que está no link:


Gabriela Pacheco, do R7 | 29/05/2011 às 10h53

Rocinha: casa a R$ 80 mil

Na Rocinha, a localização privilegiada (em São Conrado, na zona sul, próximo à Barra da Tijuca, na zona oeste) também faz com que os preços sejam altos, mesmo com a comunidade sob o domínio das leis do tráfico.

De acordo com o administrador regional da favela, Jorge Collaro, uma casa com dois quartos, sala, cozinha e banheiro tem um aluguel entre R$ 500 e R$ 600. O presidente do Movimento Popular das Favelas, William de Oliveira, lembra que o valor da moradia depende da localização.

- Casas simples normalmente custam de R$ 30 mil a R$ 40 mil. Mas há também aquelas de R$ 80 mil. Vale lembrar que a Rocinha é reconhecida como um bairro, mas não é tratada como tal, pois ainda encontramos esgoto não tratado, por exemplo.

Nada mudou no gráfico diário




No diário do Dow Jones, do SP500 e do Ibov nada mudou. Alguns pivots divisores para vislumbrarmos melhoras no diário são 1.290 para o SP500 e 62.800 para o IBOV.
No intraday, mais um dia de melhoras. Dow Jones rompeu LTB de curtíssimo prazo e buscou 12.100, ainda faltando o rompimento de 12.120 para buscar 12.200. Mais uma vez fechou acima de 12.000 pontos, o que é bom sinal.
Ibov foi buscar a base do suporte anteriormente perfurado de 61.600/61.700, mas novamente cedeu no final da tarde.
IBOV continua tendo performance abaixo dos índices americanos no intraday; avança forte pela manhã , mas cede muito mais do que o DOW/SP500 ao final da tarde.
Atenção aos suportes de 11.970 para o Dow Jones e de 60.400 para o IBOV.
Vamos destacar o gráfico VIX acima, que fechou de forma "intrigante"; fechou em cima do "agora" suporte forte de 20. De 20 pra baixo, aumenta, e muito, a probabilidade de estarmos no final da correção lá fora ; de 20 pra cima, a correção continua "aberta", podendo ou não apresentar novas mínimas no curto prazo.

domingo, 19 de junho de 2011

O "beijo da morte" do IBOV é 66.500 ?







Vamos brincar um pouco com os números ? Já postei algumas especulações sobre o Dow Jones e o SP500 em posts passados. o Dow Jones está a aproximadamente 18% de seu topo histórico, porém, a economia americana ainda está longe de mostrar vigor; o desemprego resiste em baixar, a despeito de muito dinheiro jogado pelo FED americano, ainda que não necessariamente direto na economia, e sim, comprando seus próprios títulos com o QE1 e QE2.
Ou seja, enxugando um pouco argumentos e raciocínios, o futuro da maior economia do mundo ainda é nebuloso, o que torna a ida ao topo histórico do Dow Jones tão, ou mais duvidosa assim.
E os índices mundiais ? Bom, por ora, vamos nos ater ao BOVESPA.
A economia brasileira não parece ter um destino tão diferente da americana, ainda que nossos índices de desemprego estejam em patamar não tão desanimadores assim. Por outro lado, inúmeras outras variáveis permanecem em patamares perigosos e adversos. A começar pela inflação que está alta. Nossa taxa de juros de curto prazo continua em trajetória ascendente o que atrai capital especulativo, e desestimula investimentos de longo prazo.
No que tange aos gráficos, nosso topo histórico já foi testado "por baixo" e estamos longe dele..
A pergunta que se faz: Há possibilidade de testarmos novamente e até mesmo ultrapassar o topo histórico no médio-longo prazo ?
É óbvio que não temos essa resposta.
Mas podemos especular sobre uma direção, dado o cenário que acabamos de expor.
E dentro desse cenário, vamos mais além. Há alguma possibilidade de estarmos numa correção muito mais profunda, ao ponto em que poderemos romper "pra baixo" o divisor de 57.800 no médio-longo prazo ?.
Nesse cenário, onde estaria o "beijo da morte" ? De hoje em diante, o repique final seria 10% ?
Vamos colocar 3 gráficos para especular sobre esse ponto. Vale5 e Petr4 correspondem a 27,5% do índice Bovespa, ou seja, quase 30%. Há divisores importantes para os papéis em 47,5/48 e 25/25,20 respectivamente. Para o Ibov, temos um divisor relevante em 66.000/66.500.
Isto é, Vale5 tem uma resistência agora fortíssima em 47,50/48 e Petr4 em 25/25,20.
Vale5 fechou na sexta , 17/06/2011 em 42,70, portanto a cerca de 11% do divisor, e Petr4 em 23,24, a cerca de 9% do divisor.
O IBOV fechou a 61.000; logo a cerca de 9% do seu divisor.
Em resumo, os 2 principais índices da bolsa brasileira estão a cerca de 10% de seus respectivos divisores, o que, num repique forte adiante, poderia levar o índice justamente para próximo de 66.500, que também é seu divisor e que está também a 10% aproximadamente do ponto de hoje.

66.500 seria, afinal, o "beijo da morte" ?

sábado, 18 de junho de 2011

High Line - Por que não no Brasil ?




Na semana que passou foi inaugurada a seção 2 (segunda etapa) da HIGH LINE (Linha Elevada) em Nova York. A High Line nada mais é do que uma extensa estrutura, uma espécie de passarela para pedestres que corta vários bairros de Nova York. A diferença é que ela foi erguida sobre uma antiga linha férrea que cortava a cidade e conta com um visual paisagístico planejado de forma a dar a quem passeia nela uma sensação de "bem estar". Em meio aos quarteiróes cercados pelos prédios da Big Apple, anda-se cercado por verde, espreguiçadeiras, guarda-sóis, bancos de madeira, enfim, tudo para que você se sinta num imenso parque.
A experiência certamente poderia ser reproduzida no Brasil em inúmeras cidades.
O objetivo ? Uma maneira criativa, prazeirosa e diferente de cortar os bairros , assim como a busca de uma redução efetiva dos engarrafamentos por meio das retiradas de inúmeros sinais de trânsito que, originalmente, servem para que as pessoas atravessem os cruzamentos que ligam um bairro a outro.

Acima, um vídeo postado no youtube dá a dimensão do que representa em detalhes a High Line.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Alguma melhora nos mercados





Alguns sinais de melhora começam a aparecer, principalmente nos mercados americanos. Não fez novas mínimas hoje o DOW JONES, assim como o VIX também não fez novas máximas. De qualquer forma, o VIX fecha no gráfico semanal acima de 20, o que não deixa de ser um sinal ruim. O fechamento acima de 12.000 pontos para o DOW JONES é um sinal positivo. As divergências altistas de IFR 14 períodos apresentadas ao longo da semana no gráfico diário , também configuram um sinal positivo para especularmos sobre uma possível reversão à frente.
Acima decidi colocar o gráfico do SP500 nos 15"; me parece um canalzinho de baixa no intraday.
O rompimento desse canalzinho abre um espaço melhor ainda no intraday, porém, ainda vale o rompimento de 1.290 para o SP500 para visualizarmos uma melhora mais acentuada no diário.
Não se pode descartar, contudo, um novo teste nas mínimas dessa semana, tanto o DOW, como o SP500. Aquela LTA de longo prazo, que já discutimos em posts passados, ainda dá margem ao longo dasemana que vem para ser testada na faixa de 11.800 para o DOW, e 1.250/1.260 para o SP500.
No Brasil, também não fizemos novas mínimas, mas o suporte de 60 mil pontos ainda é um suporte "psicológico" que ainda pode ser testado; algum sinal que isso possa acontecer é que a VALE5, importante papel do índice IBOV, parece em direção a um fundo duplo na casa dos 41,60-41,80. O rompimento de 62.800 sinaliza a melhora mais consistente no diário.

O Índice IMOB na BOVESPA - topos e fundos ascendentes




Uma análise um pouco mais detalhista do índice IMOB do mercado brasileiro mostra, apesar de algumas empresas do setor estarem muito castigadas, um movimento gradual e lento de topos e fundos ascendentes, chegando mesmo a produzir um "ligeiro" canal de alta nos últimos 4-5 meses. Ontem, 16/06/2011, o índice testou a base inferior desse canal.

Aqui nesse link, pode-se conferir a composição do índice IMOB:

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Movimento "atípico" do VIX




Tivemos um movimento atípico do VIX hoje. Mesmo sem o mercado americano apresentar queda, o VIX avançou forte em direção a resistência de 25, confirmando o rompimento de 20 e, como visto no gráfico acima, em busca de sua LTB.
Podemos especular sobre essa direção. A primeira é a ratificação de um movimento de aumento a aversão ao risco no presente, o que provocará intensa volatilidade no curtíssimo prazo. Tal aversão pode se refletir em outros mercados, o que explica em parte também a "esticada" do índice TED.
Podemos especular também que, ao buscar rapidamente sua LTB, mesmo num dia em que o mercado americano fechou no terreno positivo, o VIX poderia sinalizar uma redução logo à frente da volatilidade, o que poderia traduzir numa reversão forte do mercado americano em breve.
Ou seja, me parece provável especularmos num cenário onde teremos no curtíssimo prazo uma forte volatilidade ao lado de uma reversão no mercado americano.
Muita atenção a esse movimento, em especial a LTB destacada acima, pois o DOW JONES está muito próximo de sua LTA de longo prazo que vem desde março de 2009.

A bolha das reservas deve estourar entre 2013 e 2015

Artigo excelente de Francisco Lopes, sócio da consultoria Macrométrica e ex-presidente do Banco Central, para o Jornal Valor Econômico.

Chico Lopes explicita as premissas sob as quais estão apoiadas nossas reservas internacionais para, a partir daí, sinalizar uma ruptura na trajetória do câmbio no médio/longo prazo.


A bolha das reservas deve estourar entre 2013 e 2015

Sobre risco cambial, besouros e borboletas
Autor(es): Francisco Lopes | Do Rio
Valor Econômico - 15/06/2011


É fácil ser otimista sobre a evolução da macroeconomia brasileira no curto prazo. A combinação de juros elevados, taxa de câmbio praticamente estabilizada e menor pressão nos preços internacionais de alimentos e petróleo, reduzirá a inflação em 12 meses do IPCA já a partir de outubro próximo. A inflação de 2012 deverá ficar abaixo de 5%, com a economia mantendo o crescimento na faixa de 4% a 4,5%.

Será, porém, uma vitória de Pirro já que em algum momento ocorrerá uma inevitável correção para cima na cotação do dólar, com alta probabilidade de se transformar numa traumática "parada súbita". A pressão desse ajuste vai trazer de volta a inflação e exigir nova elevação da taxa Selic. Se for um ajuste súbito, haverá também uma freada no crescimento.

A atual configuração da política econômica brasileira é insustentável no longo prazo. Forte crescimento com apreciação cambial no contexto de uma economia mundial com expansão moderada produz inexorável deterioração do balanço de pagamentos. Em algum momento, teremos que interromper o crescimento e ajustar a taxa de câmbio. Com o agravante de que, a despeito do aumento do déficit em transações correntes, a acumulação de reservas internacionais também ganhou velocidade vertiginosa, algo como US$ 100 bilhões por ano. Isso configura uma autêntica "bolha especulativa" que poderá ter graves consequências quando estourar.

O Brasil, ao contrário da China, não acumula reservas internacionais porque produz superávit nas transações de bens e serviços com o exterior. No nosso caso, a acumulação de reservas resulta apenas do ingresso de capital estrangeiro e, nos últimos doze meses, apenas 20% desse movimento consistiu em aporte direto de capital para empresas, isto é, em ingresso com uma motivação nitidamente de longo prazo. O resto, incluindo aplicações em ações, renda fixa e os empréstimos intercompanhias (que o Banco Central imprecisamente classifica como investimento direto) são certamente ingressos com motivação mais de curto prazo e de natureza bem mais volátil...........

Esse movimento adquire todas as características de uma bolha especulativa quando começa a gerar um mecanismo de retroalimentação. Quanto mais capital entra tanto maior é a pressão de baixa sobre a cotação do dólar e tanto maior a garantia de que o Banco Central vai continuar aplicando sua política de redução da volatilidade para produzir estabilidade ou apreciação gradual. Isto, por sua vez, torna ainda mais atraente o ingresso de capital para arbitrar juros. ..........

Bolhas especulativas são fenômenos complexos que não entendemos bem, mas com certeza sabemos que sempre evoluem para o colapso. Nosso palpite é que essa nossa bolha de acumulação de reservas vai estourar em algum momento entre 2013 e 2015. É impossível saber o momento exato e a sequência exata dos eventos na ruptura, apenas sabemos que ela se tornará mais provável quando o mercado de câmbio transitar da atual posição de excesso permanente de oferta para uma posição de equilíbrio ou de excesso de demanda. Isto inevitavelmente vai resultar da deterioração continuada do déficit no balanço de pagamentos em transações correntes........

Como em todo colapso de bolha, o movimento pode ser iniciado por um pequeno grupo de profissionais, mas depois se alastra rapidamente e ganha amplitude e intensidade. O resultado é uma forte e rápida depreciação da taxa de câmbio........

Em particular, tanto o Banco Central como outras áreas mais politizadas do governo têm que estar psicologicamente preparadas para entregar aos "malditos especuladores" o botim resultante de suas operações cambiais no país, sendo que isso poderá significar a perda de um grande e imprevisível volume de reservas internacionais (metade das reservas, por exemplo?).....

Os analistas parecem esquecer, porém, que as importantes deformidades que ainda existem em nossa economia nos permitem no máximo pensar em um voo de besouro. Infelizmente um besouro voador não se transforma automaticamente numa aerodinâmica borboleta. É fundamental ter em mente que o trabalho de construção das precondições institucionais para a consolidação da estabilidade ainda está longe de concluído e, na verdade, avançou muito pouco nos governos petistas. Isto ficará novamente claro na próxima crise cambial.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

VIX sinaliza novas baixas para SP500 e DOW JONES




Um bom termômetro para o mercado americano, o VIX rompeu e fechou hoje, 15/06/2011, acima de 20, uma resistência importantíssima. Isso é muito ruim para a direção dos mercados americanos. Veja o gráfico acima a região de 20 como forte resistência e a LTB a ser acompanhada como primeiro objetivo.
Os repiques no intraday ou no diário não estão descartados, porém, enquanto o VIX se mantiver acima de 20 no atual cenário, a probabilidade maior é que tenhamos em breve novas mínimas no mercado americano.
Por aqui, o índice brasileiro fez novo pivot de baixa no diário ao tocar 61.450 hoje na mínima, descartando, num primeiro momento, um fundo duplo.
MACD cruzou de cima pra baixo hoje o que, em análise técnica, não é um bom sinal, porém, em mercados sobrevendidos, deva-se olhar esse dado com cautela.
Uma pequena melhora apenas rompendo 62.800. Suporte divisor continua 57.800 pontos.

O que pensa André Esteves, do BTG PACTUAL


André Esteves entrou no Banco Pactual em 1989 como estagiário da área de informática.
Era o principal sócio do banco quando o vendeu para o suíço UBS em 2006. Em 2009, após a crise de 2008 que assolou o mundo e atingiu com força o UBS, Esteves recompra dos suíços o Pactual , renomeando-o "BTG PACTUAL".
Acima o áudio e o registro do que pensa, de uma forma geral, André Esteves.


terça-feira, 14 de junho de 2011

Portugal deverá sair do Euro, diz Roubini

O economista Nouriel Roubini afirmou hoje que é provável que Portugal deixe o Euro em alguns anos com forma de amenizar suas dificuldades econômicas e sua dependência de uma moeda que "não tem controle".

Veja a reprodução da matéria cujo link está aqui :

http://economia.publico.pt/Noticia/roubini-ve-portugal-a-sair-do-euro-dentro-de-alguns-anos_1498656

A zona euro encaminha-se para uma ruptura, com a saída dos membros mais fracos, incluindo Portugal, com a actual abordagem à crise, segundo o economista Nouriel Roubini, que se notabilizou ao prever a crise financeira com origem na bolha imobiliária dos EUA.

Roubini vê como provável que o euro vá a caminho de soluções desordeiras para a dívida e com risco de ruptura da própria união monetária, pois as soluções que estão a ser adoptadas falharam na resolução dos problemas fundamentais da divergência no interior da zona euro, segundo explica num artigo de opinião publicado no Financial Times de hoje.

Este economista, co-autor de Economia de Crise (2010) e professor na Universidade de Nova Iorque, reconhece que “hoje, claro, a ideia de deixar o euro é tratada como inconcebível, mesmo em Atenas e Lisboa”, mas adianta que isso “pode não ser tão rebuscado” daqui a cinco anos.

Na sua perspectiva, a perda de competitividade na periferia da zona euro não poderá ser resolvida com as políticas actualmente adoptadas que visam recuperar competitividade. Dá o exemplo da Alemanha, que levou uma década a ganhar competitividade, para dizer que os países a braços com crises de dívida não têm esse tempo.

Quanto ao caminho da deflação, vista também como una abordagem ao problema da dívida (e que tem sido indirectamente sugerida em Portugal por alguns responsáveis), tem como contras “estar também associada a uma recessão persistente” e, mesmo se alcançada com sucesso, fazer aumentar o fardo da dívida, quer pública quer privada, em relação ao PIB.

Mesmo a redução ou reescalonamento da dívida, que “ajudará a resolver a questão do endividamento excessivo de algumas economias insolventes”, é visto como insuficiente para resolver o problema de fundo. Para Roubini, a “reestruturação da dívida vai acontecer, a questão é quando (mais cedo ou mais tarde) e como (ordenada ou desordenadamente).

Mas aqui a questão é que “mesmo a redução da dívida não será suficiente para restaurar a competitividade e o crescimento” e se eles não forem alcançados (presume-se que por outras vias) a opção pela saída do euro “tornar-se-á dominante”.

A solução dos problemas do euro teria sido a união económica e fiscal dos seus membros, mas o aprofundamento da união política ficou paralisada e a união orçamental exigira significativos recursos orçamentais federais e a emissão maciça de eurobonds, o que provavelmente os contribuintes do centro não aceitariam.

Já esta semana, Nouriel Roubini tinha sido também notícia por prever uma tempestade perfeita” de aflições orçamentais nos Estados Unidos, abrandamento económico na China, reestruturação da dívida europeia e estagnação no Japão podem combinar-se para afectar a economia mundial a partir de 2013.

Nessa ocasião, alertou também para que a resolução dos problemas da dívida pública e privada tem vindo a ser adiada e que tudo isto irá ter consequências “o mais tardar em 2013”

SP500 e IBOV ainda devendo

Com o fechamento de hoje, dia 14/06/2011, tivemos 2 pontos interessantes.
Aquele divisor de 1.290 para o SP500 que eu havia destacado semana passada ainda não foi rompido; mercado foi nos 1.292, mas não teve forças para segurar o índice acima disso, ao fechar em 1.287. Portanto, por enquanto, um repique lá fora para aliviar IFR no diário. É preciso romper 1.290 para abrir boas chances de uma melhora no médio prazo.
O outro ponto diz respeito ao mercado brasileiro que parece, no mínimo, querer retestar a mínima de maio em 61.700. Mercado apresentou-se hoje muito mais fraco do que o mercado americano, não o acompanhando no intraday. Apenas testou "por baixo" os 62.800 até fechar em 62.200. De olho no suporte em 61.700.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Uma LTA de MACD para o DOW JONES




Coloquei o gráfico acima em escala linear no semanal, com o fechamento de hoje, 13/06/2011, em 11.950. Procurei destacar uma possível LTA de MACD em formação junto com o teste no suporte da LTA do gráfico semanal de longo prazo com início em março de 2009.
Ou seja, ambas LTA'S devem ser testadas em breve. Ambas devem segurar, ainda que por algum período, o movimento de queda do índice americano.
Caso não segurem, o mercado seguirá uma direção baixista muito clara no DOW JONES no que tange a prazos mais longos.

domingo, 12 de junho de 2011

IBOV - Fundo duplo ?




Configurei o gráfico acima para o IBOV no período diário , Histograma MACD , MACD 12 e 26, e IFR 14 períodos.
O mercado brasileiro voltou a testar níveis próximos a 62 mil pontos, portanto, próximo aos 61.700 de meados de maio/2011. Caso o mercado volte a testar nos próximos dias esses mesmos 61.700, e respeite esse suporte, teremos no IBOV a formação de um fundo duplo com divergências altistas de 3 rastreadores que eu considero fortes em análise técnica.
Nesse caso, abriremos uma boa possibilidade para o mercado romper a faixa de 50 para o IFR 14 períodos e buscar os 67.400 pontos num primeiro momento e, quem sabe, até mesmo os 70 mil pontos no segundo momento. Não antes de romper a primeira resistência em 65.100.
Interessante notar que, tanto o IBOV, como o DOW JONES, estão próximos de patamares e divisores importantes. O IBOV perto de testar um possível “fundo duplo”; e o DOW JONES, perto de testar o suporte de uma LTA de longo prazo, questão que eu destaquei em post ontem, sábado.

Possíveis testes juntos e também possíveis reversões ?

sábado, 11 de junho de 2011

Ótimo livro na praça: "A Jogada do Século"



Mais um excelente livro no mercado: "A Jogada do Século", de Michael Lewis.
Não gostei muito da tradução do título original, porém, a própria editora manteve o título original na capa. A capa vem com o seguinte título: "A jogada do século, The Big Short, os bastidores do colapso financeiro de 2008".
Lewis trabalhou como operador de títulos pelo banco de investimentos Salomon Brothers que depois foi incorporado ao Citigroup após a compra do Travelers Group. Após 3 anos na Salomon, Lewis dedicou-se ao jornalismo econõmico e a escrever livros.

Abaixo reproduzi a sinopse do livro, e acima postei uma entrevista de mais de 1 hora com Michael Lewis.

Sinopse:

"Wall Street afundou a economia global em uma das maiores recessões econômicas das últimas décadas. A crise mundial de 2008 teve início nas hipotecas subprime – um sistema de dívidas lastreadas praticado pelas principais instituições do mercado. É por dentro da maior bolsa de valores do mundo que o autor Michael Lewis conta em A jogada do século como operadores irresponsáveis deram início à grande crise. Elogiado pela crítica especializada, este aguardado título chega às livrarias para explicar como se deu a quebra do outrora poderoso mercado imobiliário norte-americano."

Análise LTA Dow Jones





Olhem o gráfico no período semanal do DOW JONES. Com o fechamento de hoje, 10/06/2011, estamos muito próximos da base da LTA de longo prazo. A escala é aritmética e temos o suporte dessa LTA na faixa de 11.800, que também serviu de suporte recentemente e há cerca de 3-4 anos.
Vale registrar que a cunha, com a ligação de alguns topos nos últimos 30 meses, também tem comportamento consistente, onde os topos são tocados ao longo do movimento de alta.
No diário, já há divergência altista de IFR 14 períodos para o DOW JONES.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

O divisor de 1.290 para o SP500

Mostrei em post passado a faixa de 1.290 como um divisor importante para o SP500. Ontem, quinta feira, o índice SP500 até que tentou fechar acima; fez na máxima do dia 1.295, porém, no final cedeu e fechou em 1.289, portanto abaixo de 1.290.
Fica a expectativa de um rompimento desse patamar para vislumbrar alguma melhora mais consistente por lá.
Aqui, uma pequena melhora no intraday ao bater nos 63.800 de máxima ontem. Melhora significativa mesmo, apenas acima de 65 mil pontos.

Uma reflexão sobre a genialidade



O tema da genialidade é um tema de que gosto muito; no entanto, me parece que, em sua maior parte, a discussão é rasa, dado o paradigma de que o gênio já nasce "gênio". Em post passado apresentei o livro de David Shenk, "O Gênio em todos nós", onde há uma discussão muito mais extensa em torno desse paradigma.
No vídeo, trazemos novamente o tema para dentro do blog ao mostrar parte da história de Susan Polgar e sua "mente brilhante".

quinta-feira, 9 de junho de 2011

VIX no Gráfico semanal





Hoje, dia 09/06/2011, mercados em andamento aqui no Brasil, Europa e Estados Unidos, vamos atualizar e "dar uma olhada" no gráfico semanal do VIX.
Acima vemos já um pequeno canal no semanal em curso (círculo destacado abaixo), o que, certamente, não é um bom sinal para os mercados de renda variável em geral. No entanto, o índice tem que romper o patamar de 20 para a busca de 23 e o teste na LTB de longo prazo também assinalada.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

IBOV Gráfico Semanal em 08/06/2011





O índice Bovespa voltou a fazer um pivot de baixa no intraday ao buscar na mínima de hoje 62.700 pontos. Suporte mais forte no diário é 61.700.
Acima, postei o gráfico semanal do BOVESPA pra tentar entender um pouco melhor o que se passa. No semanal, nenhuma mudança relevante. Os extremos que assinalei são, na verdade, os pontos de definição pra cima ou pra baixo. Ou seja, tem que romper 73 mil pontos pra termos um mercado definitivamente "bull". Por outro lado, o divisor de 58 mil pontos é relevante para movimentos mais intensos na venda.
Por ora, o mercado tem claros índicios de topos e fundos descendentes, com alívios momentâneos em regiões de sobrevenda.
Há que se observar uma divergência altista de volume configurado para 21 períodos na média exponencial.
Em resumo, o que vale são os rompimentos de resistência, tanto no diário, como no semanal, para evidenciarmos topos e fundos ascendentes. Resistências no diário importantes são 65.000 / 66.500 e 68 mil pontos.

1 Hora de Kahneman e Taleb


Um encontro imperdível de 1 hora, entre 2 dos maiores estudiosos do mundo do que podemos chamar de "aleatoriedade": Daniel Kahneman e Nassim Taleb.
Alguns os odeiam, outros os idolatram, porém, seus insights e pesquisas na área de finanças comportamentais, risco e aleatoriedade, nos levam a inúmeras reflexões.
Kahneman leciona atualmente na Princeton University e já ganhou o Nobel de Economia (a despeito de sua formação em psicologia), e Taleb, ex operador de derivativos, já escreveu 2 livros interessantíssimos, "Iludido pelo Acaso" e "A Lógica do Cisne Negro", onde discute exatamente o quanto somos "enganados" por uma série de "verdades absolutas", entre outras questões.

Vamos falar de PETR4



Finalmente vamos falar de petr4 ! O papel que virou um verdadeiro mico na Bolsa brasileira. Vejam o gráfico que postei acima. O papel praticamente não saiu da região "30-50" de IFR 14 períodos no semanal desde julho/2010 até fevereiro/2011, configurando um belo exemplo de livro para um papel em clara tendência de baixa (os repiques, mesmo no gráfico semanal, acontecem até o patamar de 50 no IFR14 e voltam a cair)
Com uma imensa divergência altista de IFR14 no semanal, deu-se um belo repique até a região próxima de 30, que representava uma resistência e um divisor 'psicológico".
Desde então, voltou a cair e não para. E a notícia ruim para os comprados é que , observando as imensas divergências altistas de julho/2010 até fev/2011, nesse segundo movimento de queda, as divergências devem apresentar também um comportamento semelhante até o patamar de 20,00, com pequena parada em 21,80.
Não podemos descartar completamente uma exaustão na venda no patamar de 16,75, que foi a mínima do papel em novembro de 2008.
Papel ainda configurado em venda, com topos e fundos descendentes, com repiques apenas para aliviar IFR 14 períodos, tanto no diário, como no semanal.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

SPXA50R também pressionado e com novas mínimas




O gráfico diário do SPXA50R, que é um indicador que sinaliza o percentual de ações do SP500 que estão acima da média movel simples de 50 dias, também não fechou nada bom. Vejam que os suportes de set/2010 e março/2011 foram perfurados hoje, o que abre um espaço bastante provável de que esse índice buscará ainda novas mínimas em breve, o que certamente afeta negativamente os índices americanos.
Ou seja, o mercado americano parece ainda dominado pelos bears.

Análise SP500 e Bovespa




Acima o gráfico SP500 com o fechamento de hoje. A novidade é que não segurou um importantíssimo pivot que é a faixa de 1.290. Vejam no gráfico as regiões assinaladas em verde que correspondem exatamente essa faixa do pivot de 1.290. Essa região de 1.290 sempre serviu de importante divisor. Hoje , o SP500 não só testou região abaixo, quando fez novas mínimas em 1.284 , como fechou abaixo de 1.290. Banda bollinger começa a ficar muito "esgarçada", o que pode significar alguma aliviada momentânea na venda. De qualquer forma, apenas acima de 1.290 que melhora o SP500.
Quanto ao IBOV, furou um suporte intraday em 63.200, porém, seu divisor continua os 61.800 pontos.