segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Bovespa ainda com vontade de ir aos 60.000. mesmo com gigantescas divergências baixistas de IFR14, baixissimo volume em quase todos os papéis, e no meio de uma das maiores bolhas de ações em toda a história financeira mundial

Bovespa ainda com vontade de ir aos 60.000 mesmo com gigantescas divergências baixistas de IFR14, baixissimo volume em quase todos os papéis e no meio de uma das maiores bolhas de ações em toda a história financeira

As aberrações que até o meio do ano estavam mais voltadas para os EUA, Europa e Ásia, encontraram um porto no Brasil, depois do impeachment de Dilma Rousseff e a imensa liquidez e distorções praticadas pelas sucessivas e intermináveis taxas de juros negativas praticadas por vários Bancos Centrais no mundo inteiro...

As aberrações no Bovespa vão se espalhando.....as principais recaem sobre as Elétricas....mas, também sobre os bancos.....dessa vez, carregando até mesmo o Banco do Brasil, atolado num "mar sem fim" de inadimplência"

BBAS3 salta 60% desde o BREXIT, e 100% desde o fundo do início do ano...
ITUB4 e BBDC4 romperam há poucos dias seus topos históricos e voltam a tais patamares

Volume ?

Já não existe mais em quase todos os papéis....

Se quiserem, podem ficar assim até 60.000.....62.500.....70.000...74.000 ...até mesmo 100.000 pontos....

Divergências baixistas fortes de IFR14, MACD e Histograma no tempo diário

Suportes em 58.000, 57.200, 57.000, 56.000 e 55.000
Resistências em 59.000.59.400, 60.000, 60.500 e 61.000


Bovespa, tempo 60 minutos, e suas MA'S 50 e 200



Bovespa, diário e suas MA'S 50 e 200








domingo, 28 de agosto de 2016

Sinais de crashes que não devem ser ignorados ao redor do mundo...."EUR" (Euro Top 100 Index) com a MA50 cortada pra baixo sobre a MA200 no tempo SEMANAL

Sinais de crashes que não devem ser ignorados ao redor do mundo....

Vejam abaixo o índice "EUR" (Euro Top 100 Index) com sua MA50 (em linha azul) cortada pra baixo sobre a MA200 (linha vermelha) no tempo SEMANAL....primeiro gráfico

Reparem nos últimos 12 anos....a única vez que isso aconteceu foi na Crise do Subprime em 2008.....

Mais....vejam a LTB longa em curso

EUR, Semanal, escala logarítmica



EUR, Semanal, escala logarítmica, período 12 anos




EUR, Semanal, escala logarítmica, período 03 anos









"Sete dos dez principais setores da economia esboçam recuperação", por Jornal "O Estado de São Paulo"

Matéria publicada no Jornal "O Estado de São Paulo" hoje..

Aqui, o texto completo:http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,sete-dos-dez-principais-setores-da-economia-esbocam-recuperacao,10000072399


Abaixo, parte do texto

Sete dos dez principais setores da economia esboçam recuperação

Setores fundamentais para o crescimento econômico registraram leve alta ou pararam de cair; retomada, segundo economistas, depende do desempenho do governo

Alexa Salomão,
São Paulo

28 Agosto 2016 | 05h00

Os economistas já afirmam quase unanimemente que a economia bateu no fundo do poço e começa a reagir. Dos 10 principais setores que fazem a roda do crescimento girar, 7 já esboçam recuperação, segundo levantamento feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Mas há outro consenso entre os especialistas: a robustez e a velocidade da retomada estão nas mãos do governo. O ponto de partida de um novo ciclo virtuoso é o ajuste fiscal nas contas públicas. Na avaliação geral, o ajuste será deslanchado após o julgamento do impeachment, nesta semana, com a definição de quem por direito tem aval para bancar medidas duras de cortes de gastos. 

Prévias do Produto Interno Bruto (PIB) já mostram que alguns setores, em especial na indústria, reagiram no segundo trimestre. A expectativa é que os dados oficiais do PIB, que serão divulgados nesta semana, já apontem uma retração menor da economia, perto de 0,2%.

Economistas ouvidos pelo Estado estimam que devem contribuir para esse resultado reações pontuais, como a alta média de 2,4% em têxteis e calçados e de 0,9% no setor automotivo, em especial graças às exportações. Também deve pesar a favor o avanço de 1,3% no setor químico, impulsionado pela reposição de estoques. Outros setores tiveram crescimento zero, o que é bom, pois indica que a atividade deixou de se contrair e pode voltar a crescer, caso de construção e metalurgia. 

Caio Megale, economista do Itaú Unibanco, lembra que a recuperação econômica virá de duas frentes. Uma parte, diz, ficará por conta da “regeneração natural do tecido econômico”. Nesse caso, cumpriu-se um ciclo: a recessão derrubou o consumo e a produção, o que levou ao uso de estoques. Gradativamente, a produção é retomada, mas para atender a um consumo menor. Nesse processo, o câmbio cedeu, favorecendo a produção voltada à exportação. 

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Três motores fundamentais da economia, porém, estão desligados: óleo, gás e biocombustíveis têm retração de 5,5% e a agropecuária, de 0,5%. Preocupa o comércio, com queda de 0,4%, item do setor de serviços, que sozinho sustenta dois terços do crescimento. “O setor de serviços depende do consumo das famílias, que deve continuar deprimido”, diz Silvia Matos, economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV). 

Fiscal. Mas a recuperação natural da economia só vai se sustentar se for acompanhada pelo ajuste fiscal, dizem os economistas. A razão é simples. As contas públicas balizam a percepção de risco dos investidores em relação à capacidade de o governo pagar a dívida pública. Contas no azul, risco menor. Contas no vermelho – como agora –, risco maior. A percepção de risco também influencia a taxa de juros. 

Esses, por sua vez, balizam o crédito, fundamental para amparar consumo e investimento, molas propulsoras do crescimento. “O ajuste fiscal é a primeira condição para o crescimento – e isso está na mão do governo”, diz o economista Affonso Celso Pastore, sócio-fundador da A.C. Pastore & Associados e ex-presidente do Banco Central.

Mas os economistas alertam que não pode ser qualquer ajuste. Se for capenga, jogará o País no marasmo, com PIBs anuais na casa de 1%. Mas um ajuste bem conduzido fará o inverso. “O PIB pode crescer de 2% a 3% no ano que vem, se o governo entregar o ajuste que promete”, diz Bráulio Borges, economista sênior da LCA consultores.

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Para destravar o mercado interno, é preciso afrouxar o nó. “A taxa de juros precisa cair e o crédito, voltar – e isso depende do ajuste”, diz Pastore. 
Para o economista Bráulio Borges, da LCA, o ajuste alimenta outro fator decisivo: a confiança. Segundo Borges, foi a retomada da confiança que tirou o Brasil da recessão em outros momentos da história. “O novo governo precisa entregar as reformas que está prometendo. Assim, o risco país pode cair mais, o câmbio fica estável, a inflação cede, o Banco Central pode cortar os juros. Ou seja, alimenta-se a ideia de que o futuro é previsível, o que fortalece a confiança.” 



Hora do Recreio ? Nem tudo é mercado financeiro.....então, vamos a uma grata surpresa na Televisão Brasileira....a Minissérie "Justiça"....um formato ousado, interessante e excelente apresentado por uma autora-roteirista jovem, Manuela Dias

Hora do Recreio ? 

Nem tudo é mercado financeiro, correto ?

Então, vamos a uma grata surpresa na Televisão Brasileira....a Minissérie "Justiça", que começou a ser apresentado pela TV Globo na última segunda-feira.

Decidi assisti-la....."meio que atrasado".......mas, ainda assim, assisti todos os capítulos...

Dada a imensa propaganda via passagens de "traillers", sinalizava uma interessante narrativa

E não me arrependi......

Um formato ousado e interessantíssimo, cujo resultado foi excelente, fruto de um roteiro escrito pela jovem Manuela Dias.

Não apenas o formato....o roteiro é dos mais sugestivos, pesados, fortes, polêmicos e delicados.

Quem ainda não assistiu, sugiro pegar alguma coisa na internet que possa resumir os 4 capítulos até então apresentados pela Rede Globo.

Sejamos justos......muito do que se fez e se faz de novo e original na TV Brasileira, ainda parece vir da TV Globo.......

Assisti a algumas minisséries da TV Globo nos últimos anos.....mas, esse formato da minissérie "Justiça" foi de longe o mais interessante e ousado.

Vamos ver se nos próximos capítulos, a minissérie se sustenta......

Zapeei alguma coisa na internet para tentar reproduzir algum texto que possa representar a minha percepção acerca da "série"...principalmente acerca da autora-roteirista Manuela Dias

Assim......abaixo, o meu texto preferido, escrito por André Santana e publicado no portal "observatório da televisão"...portal que parece estar "pendurado" no portal UOL.....

Texto inclusive publicado hoje.....antes do texto, o vídeo com o trailler oficial de promoção da minissérie

http://observatoriodatelevisao.bol.uol.com.br/critica-de-tv/2016/08/justica-mostra-que-manuela-dias-e-um-nome-a-se-prestar-atencao







Justiça mostra que Manuela Dias é um nome a se prestar atenção
Por André Santana @AndreSanBlog -  27/08/2016

Uma das estreias desta semana recheada de novidades na telinha brasileira, a minissérie Justiça chama a atenção por diversos motivos. De cara, ainda antes da estreia, a premissa já era convidativa, pois prometia um formato inédito dentre as minisséries já exibidas pela Globo: a cada dia da semana, a trama foca numa história, e as quatro histórias vão se cruzando em diversos momentos. Seria como se uma novela exibisse apenas um núcleo por capítulo a cada dia da semana.

Pelo que foi visto nesta primeira semana, o formato funciona. Propondo um vai-e-vem temporal e a oportunidade de o público acompanhar o mesmo acontecimento por diversas vezes, cada uma sob uma perspectiva diferente, o formato confere um sabor especial à narrativa. Por exemplo: em todos os episódios da semana, os personagens testemunharam um atropelamento. Mas apenas no episódio de sexta-feira (26), protagonizado por Maurício (Cauã Reymond), é que vimos o tal atropelamento sob a perspectiva da vítima. Tratava-se de Beatriz (Marjorie Estiano), esposa de Maurício, bailarina que perde os movimentos após o atropelamento e pede ao marido que tire a sua vida. Ele o faz, e acaba ficando sete anos preso por isso, saindo da cadeia disposto a se vingar de Antenor (Antonio Calloni), o homem que atropelou sua amada.


Maurício vai preso no mesmo dia que os demais protagonistas da série: Vicente (Jesuíta Barbosa), da história das segundas-feiras, é condenado por ter matado a namorada ao descobrir uma traição; Fátima (Adriana Esteves), das terças-feiras, é presa vítima de uma armação do vizinho, que planta drogas em sua casa depois que ela mata seu cachorro; e Rose (Jéssica Ellen), das quintas-feiras, que vai para a cadeia ao ser pega com maconha numa batida policial. Todos eles estão ligados por um emaranhado de situações, numa carpintaria arrojada e envolvente. E todas as tramas chamam a atenção pelo argumento bem realizado, diálogos bastante próximos da vida real e, ainda, um grupo de atores excelentes em momentos 
extremamente inspirados. 

Tudo isso tendo como cenário a cidade de Recife, numa bem-vinda atitude da Rede Globo de dar um respiro de produções que se passam no eixo Rio-São Paulo.
Tantas qualidades já colocam Justiça como um dos melhores lançamentos do ano na televisão brasileira. E apontam os holofotes para sua autora, a jovem Manuela Dias, roteirista que emplaca seu segundo trabalho solo na Globo, sendo que o primeiro também foi ao ar este ano, a minissérie Ligações Perigosas, exibida em janeiro. Se Manuela já havia mostrado competência na adaptação do romance de Choderlos de Laclos, a autora, agora, ressurge com um texto ainda mais maduro. Nada mal para a autora que, na televisão, até então, tinha no currículo colaborações em infantis, como Bambuluá, séries, como A Grande Família, e novelas, como Cordel Encantado e Joia Rara. Alçada a titular em duas das melhores produções de 2016, a autora firma-se como uma das principais revelações do time da Globo. Num momento propício para o lançamento de novos roteiristas, uma grata surpresa!

Manuela divide o mérito da excelência alcançada em Justiça com o diretor José Luiz Villamarim, que vem assinando os produtos mais inventivos da Globo nos últimos anos. Experiente profissional de televisão, o diretor integrou o time de diretores de diversas tramas de sucesso, como O Rei do Gado, Anjo Mau e Torre de Babel, chegando à direção geral de novelas a partir de Andando nas Nuvens, porém sempre submetido a um diretor de núcleo. Mas foi quando se tornou diretor titular de novelas que passou a capitanear algumas novas experiências, como as malfadadas Bang Bang e Tempos Modernos. Até que dividiu a direção geral de Avenida Brasil com Amora Mautner e, a partir daí, engatou uma série de trabalhos reconhecidos pelo arrojo: O Canto da Sereia, Amores Roubados, O Rebu e, agora, Justiça. 

Manuela Dias e José Luiz Villamarim, uma dobradinha que deu certo! De olho neles!

André Santana é autor do livro “Tele-Visão: A Televisão Brasileira em 10 Anos”, uma publicação da Editora E. B. Ações Culturais, impressa e distribuída pelo site Clube de Autores, e está à venda em versão impressa e e-book, apenas pela internet. .






sábado, 27 de agosto de 2016

A força do funcionalismo é muito grande e não foi Michel Temer quem inventou isso: faz parte da estrutura política e da composição sociológica de nossa elite política. É preciso enfrentar e vencer as demandas que sejam incompatíveis com a saúde financeira", por Aloysio Nunes Ferreira, Senador pelo PSDB-SP e líder do Governo no Senado, em entrevista à Revista ÉPOCA

Boa entrevista do Senador pelo PSDB de São Paulo e líder do Governo no Senado, Aloysio Nunes Ferreira, concedida à Revista ÉPOCA e publicada nesse fim de semana.

Alguns pontos polêmicos aqui e ali....questionáveis aqui e ali.....

O Trecho mais relevante, na minha opinião, é o título do post:

"A força do funcionalismo é muito grande e não foi Michel Temer quem inventou isso: faz parte da estrutura política e da composição sociológica de nossa elite política. É preciso enfrentar e vencer as demandas que sejam incompatíveis com a saúde financeira."


Vamos a alguns trechos....entrevista completa aqui: http://epoca.globo.com/tempo/noticia/2016/08/aloysio-nunes-ferreira-aumentar-o-teto-dos-gastos-sera-catastrofico.html


TEMPO

Aloysio Nunes Ferreira: “Aumentar o teto dos gastos será catastrófico”

O líder do governo no Senado defende que todos os partidos banquem o desgaste de aprovar um ajuste fiscal difícil, inclusive para barrar o aumento de salários para juízes
TALITA FERNANDES

O líder do governo no Senado, Aloysio Nunes, do PSDB de São Paulo, reconhece que seu partido enfrentou um mal-estar com o Palácio do Planalto em relação ao plano de ajuste fiscal. Após um jantar com a cúpula do PSDB e com o presidente interino, Michel Temer, o senador diz que as divergências foram superadas e faz um apelo às bancadas que compõem a base para que sejam compromissadas com a arrumação das contas públicas do Brasil. Sobre a antecipação da disputa pública pela cadeira presidencial em 2018, ele é taxativo: “Todos nós sabemos que, se não chegarmos bem em 2018, não vai ter para ninguém. Estamos todos juntos em torno de um projeto, que é o de fazer este governo dar certo”, afirma. Para ele, uma das principais mudanças políticas caso o impeachment se confirme nesta semana é a retomada da aliança entre PSDB, DEM e PMDB, dos tempos do Plano Real. “É uma oportunidade imensa para andarmos novamente juntos”, diz nesta entrevista a ÉPOCA.

ÉPOCA – O PSDB e o governo Michel Temer andaram se estranhando por causa da condução do pacote fiscal. Seguem juntos se o impeachment se confirmar?

Aloysio Nunes Ferreira – Há um mal-estar nosso em relação ao ajuste. Quando digo nosso, falo como membro do PSDB. Agora, por outro lado, a crítica tem de ser acompanhada de uma autocrítica. Nossos parlamentares na Câmara aprovaram os reajustes (salariais). Michel Temer relembrou ao partido (em jantar com a cúpula tucana na quarta-feira, dia 17) que havia uma série de reajustes já negociados com a presidente Dilma. Se ele não os aprovasse, poderia haver a deflagração de uma greve geral do funcionalismo público federal de gravíssimas repercussões para o país.

ÉPOCA – O senhor falou em mal-estar no PSDB...

Aloysio – Em relação a isso houve um mal-estar, mas ficou perfeitamente sanado (após o jantar com Temer). Ficaram compreendidas e esclarecidas nossas reivindicações. O presidente acatou uma série de alterações que fizemos. Eu, do meu ponto de vista, nunca me senti desprestigiado. Eu falo com o presidente várias vezes por dia.

ÉPOCA – Se a questão do ajuste não avançar, o PSDB sai do governo?

Aloysio – Não, porque o ajuste vai dar certo. O ajuste é uma batalha política com a opinião pública, mas ele vai sair. É uma questão de necessidade.

ÉPOCA – O Palácio diz que o PSDB cobra o ajuste, mas não consegue entregar todos os votos.
Aloysio – É verdade, mas o que queremos é que os outros partidos da base tenham o mesmo comprometimento que temos. Como líder do governo, eu quero que os outros partidos tenham o mesmo compromisso em relação a essas questões espinhosas. Nesse avião temos de estar conscientes de que o piloto é Michel Temer.

ÉPOCA – Como as divergências serão superadas?

Aloysio – O principal ganho da mudança política do impeachment é a volta de uma aliança entre PMDB, PSDB e  Democratas (DEM), que fizeram o Plano Real e que andavam separados. Temos de reaprender a conviver. Temos atritos regionais, de cultura, de percepção política, porque andamos um bom tempo separados e em campos opostos. É uma oportunidade imensa para andarmos novamente juntos.

ÉPOCA – Por que o Congresso cede tanto aos apelos do funcionalismo?

Aloysio – Os deputados votam sem muito pestanejar em relação ao reajuste do funcionalismo porque são pessoas que fazem parte do mesmo segmento da elite política. Todo mundo tem aqui um parente, um primo, um amigo que faz parte dessas corporações muito fortes. Cada um vai reivindicando seu próprio pedaço de Estado para ele próprio administrar. A força do funcionalismo é muito grande e não foi Michel Temer quem inventou isso: faz parte da estrutura política e da composição sociológica de nossa elite política. É preciso enfrentar e vencer as demandas que sejam incompatíveis com a saúde financeira. 

ÉPOCA – Com Temer, há mais diálogo com o Congresso. Por outro lado, o Palácio tem cedido às pressões, comprometendo o ajuste fiscal.

Aloysio – Foi o que aconteceu agora na repactuação da dívida com os estados. Qual era o objetivo? Chegar a um entendimento para dar fôlego aos estados para poder retomar, em alguns casos, os serviços essenciais. Em segundo lugar, estabelecer um teto das despesas que seja compatível com a Proposta de Emenda Constitucional que tramita no Congresso. Isso foi obtido. O que foi retirado foi a concessão de rea­justes para o funcionalismo dos estados. Essa garantia de não ampliar despesa sem cobertura orçamentária já está prevista na Constituição. O erro do governo (Ministério da Fazenda) foi ter dito que isso era inegociável e fundamental. Não era. O fundamental era aprovar o teto, e isso foi aprovado.

ÉPOCA – A cláusula que proibia os estados de reajustar os salários foi defendida pelo ministro Henrique Meirelles. Ele deveria ter cedido?

Aloysio – Isso teria de ter sido deixado para as lideranças que estão mais afeitas a lidar com a política, que não é exatamente o ramo do ministro Meirelles. Ele montou uma excelente equipe, é um homem altamente habilitado. Eu acho que essa questão de tratar com o Congresso tem de ser dos ministros que são talhados para cumprir essa missão – o da Casa Civil e o da Secretaria de Governo.

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ÉPOCA – Uma das principais pressões para reajuste salarial vem dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Como evitar que isso prejudique mais a questão fiscal?

Aloysio – O Congresso tem de se dar conta de que o aumento do teto neste momento terá uma repercussão catastrófica do ponto de vista econômico e político. Econômico porque o reajuste do teto repercute numa cadeia de vinculações que vai chegar até o vereador. Político porque a percepção do cidadão comum é que “aqueles lá de cima” – e na visão deles nós estamos aqui todos juntos nos encontrando diariamente – “estão elevando os próprios salários”. Nós seremos vistos como alguém que está pensando apenas em seu próprio bem-estar em detrimento do resto. O Congresso tem de se conscientizar de que, embora vivamos debaixo de uma abóbada sem janelas, existe um mundo lá fora.

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ÉPOCA – Que papel o PT terá pós-impeachment?

Aloysio – Nunca deixou de haver diálogo entre o PT e as forças que se opunham aqui no Congresso. Nós já trabalhamos em conjunto e fizemos boas coisas em conjunto. Espero que o PT nesse período reveja sua atitude em relação à democracia. À convivência com os demais partidos. Admita a legitimidade da existência de outros partidos, abra mão da pretensão de ser o monopolista da chave da felicidade pública. Do ponto de vista de sua linha programática, que ele releia um pouco a Carta aos Brasileiros do Lula. E volte a valorizar a responsabilidade fiscal como algo que não pertence a nenhum partido, como algo que não é a marca da esquerda nem da direita, mas que é uma exigência de uma vida saudável do Estado e de uma boa relação do Estado com a sociedade.





"Analistas mostram ceticismo com meta fiscal de 2017", por Jornal "O Estado de São Paulo"

Notícia publicada hoje:

http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,analistas-mostram-ceticismo-com-meta-fiscal-de-2017,10000072338


Analistas mostram ceticismo com meta fiscal de 2017

Em reunião com Carlos Hamilton, secretário de Política Econômica da Fazenda, economistas dizem que País só deve ter superávit em 2020

Maria Regina Silva,
O Estado de S.Paulo

27 Agosto 2016 | 05h00

O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Carlos Hamilton, se reuniu ontem, em São Paulo, com economistas que participam do Relatório Prisma Fiscal. A ideia da Pasta é que os encontros ocorram nos moldes dos realizados trimestralmente pelo Banco Central (BC) com analistas do mercado financeiro, só que com foco na área fiscal. Ainda não foi definido, contudo, o cronograma das reuniões da Fazenda. Mas a próxima pode acontecer em novembro.
O Relatório Prisma Fiscal traz as expectativas do mercado financeiro para o resultado do governo central dos próximos três meses, arrecadação, despesas e relação da dívida bruta com o PIB.

Nesse primeiro encontro, Carlos Hamilton se deparou com economistas céticos quanto ao cumprimento da meta fiscal no ano que vem, estimada em déficit de R$ 143,1 bilhões. Além disso, muitos reforçaram que o País pode voltar a registrar superávit primário somente em 2020, afirmou um analista. Só que para que isso aconteça, será preciso que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que institui o teto de gastos, seja aprovada “por inteiro”.

Ainda assim, contou o economista, alguns participantes disseram que será necessária a adoção de impostos e de uma “profunda” reforma previdenciária para complementar o ajuste fiscal. “Só a PEC do teto é insuficiente para fazer atingir a meta, não fará o ajuste totalmente. Mas, se tiver aumento de impostos, só depois das eleições municipais”, afirmou.

Temor. Os analistas demonstraram ainda temor quanto às perspectivas da situação financeira de Estados e municípios em 2017. “Há dúvidas de que Estados e municípios voltem a ser problema, podendo apresentar caixa ruim depois das eleições municipais”, completou uma fonte.
O secretário teria feito comentários pontuais durante a reunião, de acordo com outro participante. Segundo ele, Carlos Hamilton teria dito que as receitas podem ser maiores no próximo ano do que o estimado pelo mercado, já que a economia dá sinais de retomada. Contudo, os analistas não mostraram um consenso quanto às expectativas de recuperação do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). “As previsões para o PIB do ano que vem estão na faixa de 0,50% a 2,5%”, relatou o interlocutor.

No encontro no fim da manhã desta sexta-feira, cerca de 30 analistas estiveram com Carlos Hamilton. Também participou da reunião o secretário adjunto de Política Fiscal e Tributária, Jeferson Luis Bittencourt. De acordo com as fontes ouvidas, o secretário fez uma explanação sobre o relatório elaborado pela Fazenda. “Contou como é elaborado e falou um pouco da história do documento, sem novidades”, disse a fonte.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Os algoritmos do Dow Jones e Bovespa são os mesmos no tempo horário....MA50 e MA200 nos 2 índices estão próximas no tempo horário....Se a MA50 cortar pra baixo a MA200 no tempo horário, Dow Jones e Bovespa colapsam no "horário", no "diário" e no "Semanal"

Os algoritmos do Dow Jones e Bovespa são os mesmos no tempo horário....MA50 e MA200 nos 2 índices estão próximas no tempo horário....

Vejam abaixo, a MA50 (linha azul) e a MA200 (linha vermelha) no tempo horário do Dow Jones

Comparem com o post que eu coloquei a "foto do Bovespa" no tempo horário..

Tanto Dow Jones como Bovespa tem a mesma configuração....

MA50 vai descendo no tempo horário em direção a MA200...a única diferença é que o Dow Jones fechou abaixo da MA200....Bovespa fechou "em cima"...

Se a MA50 cortar pra baixo a MA200 no tempo horário, Dow Jones e Bovespa colapsam no "horário", no "diário" e no "Semanal"


Dow Jones, tempo "60 minutos"







E aquela LTB de 6 anos que havia sido rompida no fechamento da semana passada ? Pois é....fechou a semana abaixo.....mesmo com os bancos em níveis surreais e negociados com baixo volume

E aquela LTB de 6 anos que havia sido rompida no fechamento da semana passada ? Pois é....fechou a semana abaixo.....mesmo com os bancos em níveis surreais e negociados com baixo volume

Hoje, passa em 58.000 pontos

Fechamento do Bovespa em 57.710 pontos


Bovespa, SEMANAL, escala logarítmica, período 12 anos





Foto do Bovespa no tempo 60 minutos...sua MA50 se aproximando da MA200.....fechamento em cima da MA200

Foto do Bovespa no tempo 60 minutos...sua MA50 em linha laranja se aproximando da MA200 em linha vermelha.....fechamento em cima da MA200

Fechamento em 57.700

TEMPO HORÁRIO

Bovespa, tempo 60 minutos, escala logarítmica





E quem continua salvando o crash do Bovespa ? Bancos...sempre eles....Bradesco..Itau e BB.....Vamos ver o tempo horário de BBDC4 e a M50 colada na MA200

E quem continua salvando o crash do Bovespa ? Bancos...sempre eles....Bradesco..Itau e BB.....Vamos ver o tempo horário de BBDC4 e a M50 colada na MA200

Como BBAS3 (Banco do Brasil ON) consegue dar um rally de 50% em 2 meses ? Um banco atolado numa nível de inadimplência muito forte

Vamos ao gráfico BBDC4, tempo "60 minutos"....vejam a MA50 em linha laranja colada na MA200 em linha vermelha.....MA50 pronta pra cortar pra baixo a MA200 e fazer o papel afundar

Isso é gráfico horário


BBDC4, tempo 60 minutos, hora 15:25