segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Hoje em dia a VALE3 tornou-se mais importante do que a VALE5 por conta da troca maciça de uma pra outra (VALE5 para VALE3)...mas aquela LTA ficou na VALE5.....e hoje, papel fechou "em cima"......agora, é pra cima ?

Hoje em dia a VALE3 tornou-se mais importante do que a VALE5 por conta da troca maciça de uma pra outra (VALE5 para VALE3)...mas aquela LTA ficou na VALE5.....e hoje, papel fechou "em cima"......agora, é pra cima ?

Fechamento em 28,77


VALE5, Diário, escala logarítmica





segunda-feira, 18 de setembro de 2017

IBOV: Bull total até 80.000-66.000-90.000

Rompido o topo histórico do Bovespa na semana que passou.

Na última segunda-feira, dia 11-9-2017, o índice rompeu o topo de 73.920 atingido no mês de maio de 2008, após o Brasil ter alcançado o seu investment-grade.

Naquela época, tudo era uma festa; auto-suficiência em Petróleo, crédito farto e um operário no poder.

Ainda sofreríamos um pouco por poucos meses, para, logo em seguida, voltarmos à euforia; ainda conviveríamos com uma nova enxurrada de crédito, bolhas nos preços dos imóveis, mais auto-suficiência no Petróleo, promessas e mais promessas.

6-7 anos depois, a devastação; devastação essa ainda difícil de conter; empresas alavancadas, famílias inteiras desempregadas, miséria onde quer que olhemos, e imóveis cujos preços sugerem uma completa incapacidade do simples médio gerente de uma multinacional em pagá-los.

Mas aqui estamos. 75.756 pontos para o Bovespa; 9 anos e meio depois daquele maio, o topo histórico rompido. Em dólar, ainda falta muito. Por ora, isso não importa. Por ora.

Leigos, economistas e fundamentalistas se perguntam. É possível isso ?

O trader não pergunta nada; apenas opera a tendência; e a tendência é de alta.

Tentarei olhar para os 2 campos.

Bull total.......rompeu topo histórico; até voltar a perder os 73.900 ou mais abaixo, os 73.000, nada de correção forte. Topos e fundos ascendentes. índice opera acima da MA50 e MA200, mesmo distantes; compra no diário e no semanal

IFR14 no tempo diário já está em 83,7; completamente sobrecomprado. Em movimentos fortemente BULL ou BEAR, o IFR14 atinge níveis surreais mesmo, podendo encostar nos 90 no "BULL" e nos 20, no "BEAR"

E os fundamentos ? E a Economia ? E o "buraco fiscal" ? E o "Buraco da Previdência" ?

Sim; algumas empresas ainda valem abaixo do Valor Patrimonial na Bolsa de Valores, então, ainda tem coisa a se procurar pra subir. Ainda tem commodities em forte recuperação lá fora.

Enfim, argumentos também não faltam para contra argumentar os pessimistas dos fundamentos.

Mas , vamos lá

Nem tanto ao céu , nem tanto à terra.

Vamos tentar colocar alguma ordem no caos e nos fixarmos nos gráficos.

Principalmente 3.

O próprio Bovespa , o "EWZ", um "ETF do Bovespa operado pelos estrangeiros", que pode nos igualar ao "Bovespa dolarizado", e o"MCX", o principal índice acionário da Rússia, e que foi um bom barômetro na Crise Americana de 2008, e que teve seu topo histórico também rompido no final do ano passado

No diário, podemos reduzir o Bovespa num canal de alta abaixo destacado; o Bovespa pode tocar a linha de topo em poucos dias ali próximo aos 80.000 pontos, que passa a ser uma barreira psicológica.


IBOV, Diário, escala logarítmica



MCX, Semanal, período 12 anos



Também podemos especular que essa perna de alta vá um pouco mais acima dos 80.000; o índice russo "MCX", quando rompeu o topo histórico ano passado, faixa de 1.970 pontos, foi até os 2.290, uma alta de 15%, e então corrigiu forte 22%.

Assim, poderíamos imaginar um IBOV até próximo aos 85.000, antes de uma forte correção.

No entanto, cabe aqui um destaque fundamental

Voltemos a atenção momentaneamente para o principal papel do índice Bovespa, ITUB4.

Vamos vê-lo em Nova York, isto é, ADR ITAU.

O topo histórico da ADR ITAU é na faixa de 15,00. O papel fechou na sexta-feira em 13,97.

Portanto, pouco provável não imaginarmos uma forte reversão dos papéis do ITAU em Nova York nessa faixa de 15; assim, o papel ainda teria espaço de pouco mais de 5%.

Se tomarmos proporção equivalente, talvez a perna de alta do Bovespa esteja muito mais pra 80.000 do que 85.000

ADR ITAU em Nova York, Semanal, período 12 anos



E uma eventual correção ?

Correção ou crash ?

Escrevi 2 ou 3 textos semanas atrás sobre um cenário até então não descartável de um crash do Bovespa no médio prazo

Não me parece ainda descartável, mas no atual cenário, o deixemos para o segundo plano, dada a extensão do texto.

O Cenário muda um pouco na atual dinâmica.

O primeiro ponto recai sobre volatilidade.

Tem que começar a volatilizar antes de pensarmos em algo mais crítico

Assim, voltemos o Bovespa para 10-12 anos atrás.

As correções do Bovespa antes do Crash de 2008 sempre aconteceram próximas às suas MA50 (Linha azul) vista no gráfico SEMANAL.

Hoje, essa MA50 passa em 64.530 pontos e subindo. O Canal de alta mostrado acima no tempo diário mostra a linha de suporte ali próxima a 63.500.

Se estivermos fortes emoções no Bovespa nos próximos 30-60 dias, nada impede que a correção o leve justamente para próximo aos 66.000 pontos, base do canal e faixa de uma "MA50 Semanal subindo". Prestem atenção. estou falando de MA50 no tempo SEMANAL

Bovespa, semanal, escala logarítmica, período 12 anos




O Cenário ora discutido pressupõe timing. Temos praticamente 1 ano até as eleições presidenciais; e teremos 1 ano pela frente não apenas pressionado por elas; teremos um mundo inteiro em torno de nós voltado a discutir aumento de taxas de juros do FED e do BCE, inflação com ou sem perna de alta das commodities e bolhas.....bolhas.....muitas bolhas de ativos espalhadas.

90.000 pontos é praticamente 30.000 pontos em dólar......um bom número.....

O "EWZ", o "ETF do Bovespa operado pelos estrangeiros" visto abaixo fechou na sexta-feira última em 43.35.

Há uma barreira forte na faixa de 46.......talvez uma barreira muito mais forte na faixa de 50-51.

Isso dá pouco menos de 20% de espaço de alta. Isso é muito mais coerente com 90.000 pontos do que 100.000 pontos.

Loucura ? 90.000 ou 100.000 ? Tanto faz.......pergunte aos americanos o que eles acham do Dow Jones em 22.200 ...ou 23.500-24.000, que é para onde vai......ou nos 26.500 ?

Ainda dá pra operar a tendência de alta......ainda tem coisas interessantes.....

Depois dos 90.000, voltamos a discutir os 37.000 pontos

EWZ, Semanal, escala logarítmica, período 12 anos












sábado, 16 de setembro de 2017

E o Dow Jones vai parar mesmo na faixa de 24.000......vejam o canal de alta....falta pouco

E o Dow Jones vai parar mesmo na faixa de 24.000......vejam o canal de alta....falta pouco

Dow Jones, semanal, escala logarítmica, período 12 anos






sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Impressionados com o Bovespa? ainda tem mais....vejam o canal de alta

Impressionados com o Bovespa? ainda tem mais....vejam o canal de alta abaixo

Fechamento hoje praticamente na máxima.....alta de 1,47% a 75.756 pontos......IFR14 no estratosférico patamar de 83

Bovespa, diário, escala logarítmica





segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Mundo também voltará a euforia...depois de 4 meses, índice "EUR" (Euro Top Index) rompe LTB no fechamento

Mundo também voltará a euforia...depois de 4 meses, índice "EUR" (Euro Top Index) rompe LTB no fechamento


EUR, Diário, escala logarítmica






Bovespa rompe no fechamento o topo histórico.....deve olhar para a faixa psicológica de 80.000

Bovespa rompe no fechamento o topo histórico.....deve olhar para a faixa psicológica de 80.000 

Fechamento em 74.320 pontos, alta de 1,7% hoje.....

No primeiro gráfico, semanal, dá pra ver o rompimento.

No segundo gráfico, diário, o índice fortemente sobrecomprado, com IFR14 em 81.....

Lembrem-se que no início do ano o Dow Jones chegou a bater num IFR14 acima de 90.

Em dinâmicas-euforias, rompimentos de topos históricos como esses , não há nada que impeça que o IFR14 vá bater acima dos 90 no tempo diário antes de correções


Bovespa, semanal, escala logarítmica



Bovespa, diário, escala logarítmica








Índice Small Caps (SMLL) rompe topo histórico

O índice Small Caps (SMLL) visto abaixo fechou, na última sexta-feira, 8-9-2017, em alta de 0,37% a 1.611 pontos

Representa o mais alto ponto desde a sua criação, acima do topo de 2013 que havia atingido 1.575 pontos.

Se olhado pelo seu ETF, o SMLL11, segundo gráfico abaixo, também representa rompimento de seu topo historico, com fechamento na sexta-feira em 78,30, alta de 0,32%

SMLL, Semanal, período 7 anos





SMLL11, Semanal, escala logarítmica




Há ainda uma certa má vontade do mercado para com o índice, dada a participação de algumas empresas que poderiam nao ser consideradas uma "small cap pura".

No entanto, hoje, é o que mais próximo temos do espelho do que acontece no universo das "small caps"
Abaixo, a tabela em ordem alfabética com todas as empresas que compõem o "índice SMALL CAPS".

composição Small Caps



O que o rompimento do topo histórico pode nos dizer ?
Pode nos dizer que o bom humor que cerca todo o mercado de ações hoje se estende também pelas "small caps"
A aproximação do Bovespa de seu topo histórico, por outro lado, já é uma realidade no universo das "small".

Visto  ação por ação, como não poderia deixar de ser, temos o rompimento de vários papéis.
No entanto, outros ainda estão longe, muito longe de seus topos históricos.

E esse é o ponto...

Como o índice rompe seu topo histórico, valeria a pena olharmos para outros papéis ainda distantes de seus topos históricos ?
Talvez sim.
Talvez o bom humor do mercado carregue consigo a esperança de que alguns bons sinais que começam a emergir da economia brasileira possam se estender a companhias que tiveram problemas de caixa, endividamento e outros, problemas que, naturalmente afetaram, e muito, seus papéis na Bolsa de Valores; alguns de maneira mais intensa

Abaixo, separei 4 deles: VLID3, POMO4, MYPK3 e PMAM3

Irei fazer alguns comentários pra cada papel, inclusive no que tange a seus aspectos fundamentalistas

Entretanto, um dado chama a atenção para todos os papéis, sem exceção.

Todos apresentam aumento de volume considerável nos últimos dias, fato que pode ser visto nos retângulos em azul que destaquei.

VLID3 (Valid ON)

Papel fechou a 19,30 na sexta-feira
Dos 4 papéis, talvez o melhor do ponto fundamentalista. Sua relação dívida bruta x patrimônio líquido está abaixo de 1, em 0,84 (site fundamentus)
Do ponto de vista gráfico, tem agora uma forte resistência à frente na faixa de 20,00, depois 21,00
Pra baixo, se segura em 19,00, depois 18,50 e o suporte mais forte, faixa de 18,00

Pesa contra ainda o fato de sua MA50 (linha amarela) ainda não estar cruzada pra cima sobre a M200 (Linha vermelha) no tempo diário

VLID3, Diário, escala logarítmica



2- POMO4 (Marcopolo PN)

Papel fechou em 4,00 na última sexta-feira
Do ponto de vista fundamentalista, relação ligeiramente alta de sua dívida bruta sobre o patrimônio líquido. Relação em 1,15 (site fundamentus).
Parou numa faixa importante, faixa de 4,00; porém, divisor mais importante para prazos longos é a faixa de 4,25. Se rompida, abre espaço para 4,60, depois 5,10; 5,90 e 6,25
Pra baixo, importante olhar para 3,70 e, principalmente, 3,50
Ponto a se destacar é o cruzamento da MA50 (linha amarela) sobre a MA200 (linha vermelha) dias atrás, o que reforça a direção da COMPRA nos prazos mais longos

POMO4, Diário, escala logarítmica


3 - MYPK3 (Iochpe-Maxion ON)

Fechamento em 22,00

Dívida bruta sobre Patrimônio líquido ainda longe de confortável, na faixa de 1,24 (site fundamentus).
Do ponto de vista gráfico, essa faixa de 22,00 é justamente a barreira mais forte nesse momento.
MA50 (Linha amarela) já cruzou sobre a MA200 (linha vermelha) dias atrás, o que reforça sua tendência de COMPRA nos prazos mais longos, embora tenha um histórico de rompimentos dessas médias, tanto pra cima quanto pra baixo, em intervarlos medianamente curtos.
Por outro lado, vem em topos e fundos ascendentes claros nas últimas semanas.

MYPK3, Diário, escala logarítmica



4 - PMAM3 (Paranapanema ON)

Papel fechou a 1,67 ná ultima sexta-feira
Dos 4, talvez o papel mais desafiador, e mais interessante a se olhar nos prazos mais longos.
Tem uma dívida altíssima.....Relação dívida bruta sobre Patrimônio Líquido na faixa de 13,90(site fundamentus)
Parece ter obtido uma luz no fim do túnel com a promessa de R$ 66 milhões de injeção de capital por parte da mineradora e player mundial Glencore.
Está na expectativa de obter cerca de R$ 330 milhões essa semana, dia 13 , numa oferta primária de ações, o que pode dar uma forte volatilidade aos papéis no curto prazo.
Tem uma LTB rompida e uma outra tocada 3 vezes nos últimos dias, faixa de 1,70
Hoje, tem resistências em 1,72, depois 1,82, faixa fundo de 2008; depois olha para 1,92 e depois faixa de 2,40
Pra baixo, olho em 1,56, e, principalmente, 1,53.
MA50 (linha amarela) cruzou pra cima MA200 (linha vermelha) dias atrás, reforçando a direção na COMPRA nos prazos mais longos

PMAM3, Diário, escala logarítmica






domingo, 10 de setembro de 2017

"‘Falta destravar o Estado, tirá-lo de cima da gente’", por Luiz Felipe Dávila no Jornal "O Estado de São Paulo"

Boa a entrevista do Cientista político Luiz Felipe Dávila publicada hoje no Jornal "O Estado de São Paulo"


‘Falta destravar o Estado, tirá-lo de cima da gente’
Sonia Racy
10 Setembro 2017 | 00h40

Candidato à vaga tucana para 2018
em SP, cientista político diz que PT
‘afastou o Brasil do mundo’

Cientista político e criador do Centro de Liderança Pública – organização sem fins lucrativos, que tem como objetivo empoderar líderes públicos –, Luiz Felipe D’Avila se colocou na semana passada como pré-candidato do PSDB a governador do Estado. Autor de oito livros, entre eles os 10 Mandamentos do País que Somos Para o Brasil Que Queremos, também especialista em gestão pública, o tucano decidiu voltar ao PSDB, do qual foi filiado de 1993 até 2010, acreditando que o País precisa de uma renovação política. “Defendo a renovação feita com segurança”, observou em entrevista ao Estado.
Embora o partido já tenha pelo menos quatro nomes interessados na vaga, ele foi o único até agora a se apresentar “oficialmente”. D’Avila não entrou nessa aventura sozinho. A ideia de lançar um nome “novo” e de fora da política tradicional para tentar manter a longa hegemonia tucana no Estado foi do presidente do PSDB, Pedro Tobias.
O projeto tem o aval de pelo menos dois importantes prefeitos tucanos: Duarte Nogueira, de Ribeirão Preto, e Paulo Alexandre Barbosa, de Santos. Esse trio tem algo em comum: seus integrantes são todos estritamente alinhados ao governador Geraldo Alckmin. Isso não significa que o chefe do Executivo paulista já tenha batido o martelo, mas sinaliza que ele começou a pensar no assunto.
Sua volta ao partido, no mês de agosto, se deu após conversas com integrantes do PSDB e consulta aos que considera como principais lideres do partido: FHC, Alckmin, José Serra e João Doria. “Recebi o incentivo de todos” conta o também especialista em políticas públicas, formado pela Harvard Kennedy School. Uma de suas mensagens centrais, para recolocar o País nos eixos: “É preciso destravar o Estado, tirá-lo de cima da gente”. Aqui vão os principais trechos da conversa.

Dentro da confusão política de hoje, em que não temos nem luz nem túnel, como vê o País, com as eleições de 2018 à vista? 

O que mudará o destino do Brasil será a aprovação das reformas estruturais do Estado brasileiro – e temos aprovado reformas muito importantes, como a do ensino médio, a PEC do Teto de Gastos e a reforma trabalhista, uma grande vitória de modernização de uma lei antiquada, que prejudicava enormemente a geração de emprego. Temos ainda uma agenda difícil pela frente. Temos que aprovar a reforma previdenciária e a política neste mês, para que as regras possam valer na próxima eleição. Precisamos focar nas reformas e não nos distrairmos muito com crise política.

Como assim, distração?  

A gente sempre fica pensando em pessoas, é a nossa veia personalista, os salvadores da pátria, é como se as pessoas fossem fazer a diferença. Não, a gente tem que se preocupar é com o que nós queremos deixar como herança para as próximas gerações. E nós vamos deixar um Brasil melhor se aprovarmos essas reformas, a previdenciária e a política.

Você fala em nós, a sociedade. E ‘nós’ Congresso? Do que é que os congressistas precisam para se conscientizar e aprovar os projetos de que o Brasil necessita? 

Eles têm que se conscientizar de que se continuarem na política antiga, defendendo interesses clientelistas, corporativistas, vão perder as próximas eleições. As pessoas estão de olho em suas atitudes, suas escolhas. Portanto, defender o corporativismo hoje é um suicídio político em 2018. As pessoas têm que se voltar para sociedade e perceber o que ela deseja.

Acha que há real amadurecimento? O eleitor entende o que é a reforma trabalhista, reforma previdenciária e as consequências para sua vida? 

O que eles entendem é se vai ser retomado o emprego, retomados a renda e o investimento. Se começar a melhorar, ele entende que o País está ficando melhor. Em outubro de 2018, vão querer saber o seguinte: a minha perspectiva de futuro é melhor? Se for melhor, vamos buscar um candidato reformista, se for pior, vamos cair de novo na vala de um demagogo salvador da pátria, o que seria um desastre para o País.

Já detectou algum demagogo salvador pátria no atual cenário político? 

Dois nomes, o Lula e o Ciro Gomes, são dois que acreditam ainda em salvadores da pátria que vão mudar o Brasil, Vão é colocar o Brasil num eixo do retrocesso, e não do Brasil que nós precisamos, que é um País olhando para frente.

Em que categoria você colocaria Jair Bolsonaro?   

Como demagogo também, da direita, que também tem a mesma visão. Os extremos se encontram. Compartilham da mesma visão nacionalista da economia, uma visão protecionista, tudo que o Brasil não precisa. O Brasil precisa abrir sua economia, precisa se inserir nas cadeias globais de valor. Nós perdemos mercado, competitividade, porque ficamos longe do mundo. Nesses 14 anos de PT, o Brasil se afastou do mundo. E outras nações passaram. Por quê? Porque se integraram ao mundo e fazer isso é um grande desafio político.

Nesse desafio de se abrir ao mundo, a primeira tentativa pós-64 foi a do governo Fernando Collor. Isso avançou para depois, nos últimos anos, voltar tudo para trás. O que falta ao Brasil? Os partidos deveriam ser conhecidos pelos seus programas, em lugar de ser conhecidos por seus políticos? 

O grande problema é que nós acreditamos mais no capitalismo de compadrio do que no verdadeiro capitalismo. Achamos que o Estado tem que beneficiar empresas, setores. Veja a nossa legislação tributária, pegue a alíquota de PIS e COFINS, tem uma alíquota pra cada setor da economia, um protecionismo pra cada um… Nós temos que nos livrar dessa amarra, acreditar na nossa capacidade de competir, produzir e exportar. Temos capital humano, capital físico, criatividade, espírito empreendedor. Falta destravar o Estado, tirar o Estado de cima da gente. Como no Plano Real, lembra?

Acontece que a cada 4 anos, nós trocamos de presidente da República e o Brasil pode ou não tomar outro rumo, diferente do governo anterior. Existe alguma maneira de você amarrar um programa consistente de recuperação econômica que dure 20 anos? 

Essa é uma ótima pergunta. A gente tem que separar a agenda de governo de programas do Estado. E programas do Estado implicam no seguinte: nós vamos abrir a economia, nós queremos ser no doing business uma das cinco ou seis economias mais competitivas do planeta em 10 anos. E você tem que ter um projeto, um projeto de longo prazo e que isso é uma corrida de revezamento, um governo pega o bastão, corre mais um trecho e passa ao outro…

Então, a agenda tem que ser combinada com a sociedade?

Está aí o meu otimismo. Nós temos hoje uma geração de jovens engajados em fazer essa transformação, essa mudança, dizendo “quero um Brasil voltado ao mundo”, e isso é a força motora da mudança na política brasileira. Essa turma que começou a ir pra rua em 2013 quer renovação, renovação da política, preparar o Brasil para uma nova era. Eu acredito que essa turma e a pressão constante desses movimentos em cima dos políticos é que vão fazer o Brasil sair do País clientelista para um País voltado para o mundo e para a exportação.

Você mencionou a nova geração. Acredita que ela tem vontade de fazer política, uma profissão hoje tão mal vista? 

Vou te dar uma boa notícia. Está cheio de jovem já fazendo política, é que eles não aparecem na imprensa nacional. São pessoas que estão engajadas nas políticas municipais. São prefeitos de pequenos e médios municípios, gente que está disputando nas suas cidades. É interessante que a renovação começa pela cidade porque você acha que na cidade pode fazer a diferença. Eu, que venho formando políticos há quase 10 anos no CLP, vejo essa transformação. Tem gente boa na faixa entre 25 e 35 anos nos pequenos e médios municípios.

Como é que você convence o brasileiro cuja vida melhorou nos primeiros anos dos governos petistas, porque se gastou um dinheiro que o Brasil não tinha e de que agora ele precisa economizar? Como convencer essas pessoas de que as reformas são urgentes e necessárias? 

Primeira coisa: as pessoas viveram uma ilusão e hoje elas estão pagando caro. Nós temos 14 milhões de desempregados, pessoas que ascenderam à classe média e voltaram pra uma classe baixa. Elas estão sofrendo, não conseguem emprego e hoje começa dar um medo porque elas talvez não consigam mais nenhum emprego se as coisas continuarem do jeito que estão. E pior, os filhos não conseguirão emprego. Olha só, como é que na sociedade do conhecimento na qual vivemos hoje – que consiste na produção de conhecimento que produz bens – temos 48% dos jovens que não terminam o ensino médio?

Gastamos tudo que a gente tinha, e agora como vamos ter um outro tipo de atitude em relação a isso? Existe essa consciência fiscal? Onde você percebe isso?

Vou pegar um exemplo, o (presidente francês Emmanuel) Macron acabou de vencer uma eleição presidencial e o slogan dele da campanha era muito simples: “Eu vou falar a verdade.” E começou a falar a verdade: “Eu vou cortar os benefícios do setor público, eu vou fazer a reforma da previdência, eu vou diminuir o número de parlamentares…” E ele está lá, fazendo uma reforma para diminuir o número de parlamentares. Então ele se elegeu falando a verdade. As pessoas no mundo da pós-verdade estão cansadas de ser ludibriadas, enganadas, elas querem escutar a verdade. O problema, eu falo, as pessoas não temem mudanças, as pessoas temem perdas. Se você especifica do que é que nós temos de abrir mão hoje ou perder hoje pra ganhar amanhã, algumas pessoas, eu não estou nem dizendo que são todas, mas elas topam correr esse risco. O que elas não querem é ser enganadas. Então, essa história de que “não, eu vou entrar no poder e resolver as coisas”… Isso não é verdade, as pessoas não acreditam mais. E outra, não prepara as pessoas pra manterem esse espírito infantilizado, que é o do grande personagem, o chefe que resolve todas as coisas. Não é o chefe, somos nós. Nós somos donos do nosso destino. São as nossas escolhas que determinarão o Brasil que nós teremos amanhã.

Você foi um dos primeiros defensores do voto distrital no Brasil. Por quê? 

Sei que 70% dos eleitores esquecem em quem votaram para deputado e para vereador nas últimas eleições. Defendo o voto distrital há seis 6 anos. Acredito que esse sistema aproxima o eleitor do seu representante. Com o distrital, o eleitor vai fiscalizar e cobrar muito melhor.



sexta-feira, 8 de setembro de 2017

ADR Gerdau rompe LTB de 9 anos ao longo da semana, mas recua forte nos 2 últimas dias e volta a fechar "em cima" dessa LTB

ADR Gerdau rompe LTB de 9 anos ao longo da semana, mas recua forte nos 2 últimas dias e volta a fechar "em cima" dessa LTB

ADR Gerdau, Semanal, escala logarítmica





Índice Small Caps (SMLL11) rompe no fechamento da semana o topo histórico de 77,39 de 2013

Índice Small Caps (SMLL11) rompe no fechamento da semana o topo histórico de 77,39 de 2013

Fechamento em 78,40, alta de 0,32% hoje

Antes do gráfico, vamos a composição da carteira teórica, com os respectivos percentuais e em ordem alfabética, do índice SMALL CAPS





SMALL11, Semanal, escala logarítmica, período 8 anos