quarta-feira, 29 de março de 2017

" Governo anuncia corte de R$ 42,1 bi e fim da desoneração", por Revista VEJA

Matéria publicada agora há noite...

Crédito, Revista VEJA

Abaixo, parte da matéria

Todo o texto aqui: http://veja.abril.com.br/economia/governo-anuncia-corte-de-r-421-bilhoes-no-orcamento/


Governo anuncia corte de R$ 42,1 bi e fim da desoneração
Governo anunciou a desoneração da folha de pagamento para 50 setores da economia

 Da redação  Atualizado em 29 mar 2017, 21h00 

O governo federal anunciou um corte de 42,1 bilhões de reais no Orçamento de 2017. 

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que espera que o valor do corte possa ser reduzido.

“A expectativa que esse número caia até próximo relatório, principalmente em função do reconhecimento dos precatórios”, afirmou.

Na semana passada, o governo anunciou a existência de um rombo de 58,168 bilhões de reais no Orçamento. Esse é o montante que falta para o cumprimento da meta de déficit fiscal, de até 139 bilhões de reais.


No entanto, o anúncio do corte foi adiado para esta semana, pois o governo esperou por algumas decisões judiciais que poderiam reduzir a necessidade de cobertura do rombo. Elas dizem respeito, principalmente à recuperação de usinas que poderão vir a ser privatizadas e à desoneração parcial da folha de pagamento.

“Esperávamos decisões que ocorreram hoje e ontem, que são a devolução [das usinas] de São Simão, Jaguara, Miranda e Volta Grande. Essas devoluções deverão gerar para a União receita adicional de 10,1 bilhões de reais. Isso é processo da maior importância”, disse Meirelles.

Além da receita adicional de 10,1 bilhões, o governo conta com o impacto do extinção parcial da desoneração da folha de pagamento. A medida, que deve vir por medida provisória, deve gerar 4,8 bilhões de reais em receitas adicionais em 2017 a partir de julho – o governo precisa esperar 90 dias para elevar tributos.

“Tomamos a decisão de corrigir um processo do passado que ficou conhecido como desoneração da folha de pagamentos, que na verdade era uma opção para as empresas deixarem de contribuir com base da folha de pagamentos e escolherem contribuir sobre a receita bruta. Essa medida gerava uma perda fiscal para a União e era esperado que isso gerasse um crescimento rápido para o Brasil. No entanto, isso não gerou os efeitos esperados e, em consequência disso, achamos que seria necessário eliminar essa opção”, afirmou o ministro.

Em vigor desde 2011, a desoneração da folha atualmente beneficia 56 setores da economia, que pagam 2,5% ou 4,5% do faturamento para a Previdência Social, dependendo do setor, em vez de recolherem 20% da folha de pagamento.

Segundo Meirelles, alguns setores poderão continuar se beneficiando da desoneração da folha, pois são considerados altamente geradores de emprego. São eles: transporte rodoviário coletivo de passageiros, transporte metroviário, transporte ferroviário, construção civil, obras de infraestrutura e comunicação (atividades de rádio e TV, prestação de serviços de informação, empresas jornalísticas). Com a medida anunciada hoje, 50 setores deixam de se beneficiar da desoneração.

O governo também acabará com a isenção de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para operações de crédito das cooperativas. De acordo com Meirelles, a medida gerará 1,2 bilhão de reais de receitas. “Essa é uma questão de isonomia”, justificou o ministro.

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Ele destacou que não haverá aumento de tributos. A expectativa do mercado era de que o corte seria menor, em torno de 30 bilhões, mas viria acompanhado de aumento de impostos.

(Com Agência Brasil)


"Dólar x Real" vai ficando muito bonito no gráfico semanal

"Dólar x Real" vai ficando muito bonito no gráfico semanal

Vejam a LTA longa de 5 anos tocada semana passada......vejam a divergência altista de MACD na região de 3,10.....

Vejam o MACD "querendo cruzar" na COMPRA, tempo semanal

Histograma exatamente "em cima" da linha zero......pronto pra virar para o terreno positivo, e também indicar COMPRA

"Dólar x Real, Semanal, escala logarítmica









"Kassab: Correios precisa cortar gastos para evitar privatização", por Revista VEJA

Matéria publicada ontem no final do diá.

Crédito, Revista VEJA:

Vejam o rombo caros leitores.....2 bilhões de reais....em 2016....e em 2015.....dinheiro que todo o setor privado pagou

http://veja.abril.com.br/economia/kassab-nao-descarta-privatizacao-dos-correios/

Economia

Kassab: Correios precisa cortar gastos para evitar privatização

Empresa teve um rombo de 2 bilhões de reais em 2016, mesma cifra de 2015

28 mar 2017, 18h40 - Atualizado em 28 mar 2017, 18h59

O governo não tem recursos e não fará injeção financeira nos Correios, disse nesta terça-feira o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, Gilberto Kassab. Para ele, a solução para a companhia é cortar ainda mais despesas, além daquelas que já foram reduzidas.

“O governo não tem recursos. Não haverá injeção de recursos do governo nos Correios. Isso é uma definição de governo, que conta com nosso apoio. Ou rapidamente os Correios cortam gastos, além daqueles que foram feitos, devemos continuar cortando mais. Não há saída, senão vamos rumar para a privatização”, disse Kassab, após cerimônia de sanção da Lei de Revisão do Marco Regulatório da Radiodifusão, no Palácio do Planalto.”




terça-feira, 28 de março de 2017

Direita, esquerda e a realidade, por Arnaldo Jabor

Excelente texto de Arnaldo Jabor publicada hoje no Jornal "O Estado de São Paulo" e "O Tempo"

http://www.otempo.com.br/opinião/arnaldo-jabor/direita-esquerda-e-realidade-1.1453102

Direita, esquerda e a realidade, por Arnaldo Jabor


PUBLICADO EM 28/03/17 - 03h00

Impressionei-me há pouco com uma polêmica ilustrativa entre o professor Samuel Pessoa e o professor Rui Fausto na revista “Piauí”. Os debatedores são dois homens de alto nível, ilustres, mas dava para ver o desejo exasperado de Rui Fausto defendendo os conceitos que o formaram, no seio mais profundo do marxismo. Pessoa defendia mudanças pragmáticas na ideologia, mas Rui se apegou à tentativa de salvar sua fé, propondo um “capitalismo cerceado, autolimitado”, quase um capitalismo sem mercado. Quase repetindo a frase famosa de Geisel quando disse que era a favor do capitalismo, mas contra o lucro.
Pessoa também diz: “Não ocorre a Rui que alguém possa ter reavaliado suas ideias em direção a uma aplicação possível da social-democracia. Quem evolui é imediatamente tachado de neoliberal ou fascista”. Na mosca. A grandeza de uma nova esquerda teria de ser a aceitação do possível, mas isso não é sedutor.
E, hoje, vemos a urgente necessidade de uma reforma no país, quase com perda total, pela estupidez brizolista da presidenta. E vemos a universidade crivada de agitação e propaganda pelos professores. Vemos a espantosa ignorância dos que protestam contra a revisão do país.
Por isso, dediquei-me a listar impressões sobre esquerda e direita, na acepção primitiva de nossa paisagem ideológica. Aí vai.
A esquerda se considera o Bem. A direita se considera o Bem. Ninguém bate no peito e grita: “Eu sou o Mal!”. Ninguém é canalha e todo mundo se acha meio “de esquerda”, porque sabe que essa palavra ostenta um halo luzente, como uma coroa de santinho. Ninguém quer ser “de direita” – palavra com o estigma da peste, da maldade contra o povo.
O esquerdista de punho cerrado e carteirinha se sente justo e abençoado por um ideal, e absolvido por seus erros. Ele quer a “purificação” da sociedade, e tão nobre é esse anseio que ele pode ignorar incômodos detalhes da política normal – a santidade não precisa da prudência. As complexidades da democracia o entediam e são lidas como frescura, vacilação pequeno-burguesa e, no limite, traição; macho vai à luta em linha reta, ignorando obstáculos – hesitação é coisa de viado (aliás, quem escreve “veado” é “viado” – apud Millôr F.).
Ele ignora meios objetivos, pois se acha fadado à vitória final que virá um dia. Quando? Ele não sabe, mas tem fé, como um bispo da pastoral.
Como será essa “redenção”? Ela é uma vaga imagem de massas cantando nas praças, punhos erguidos, todos regidos por chefes iluminados, passando por cima da democracia, esta coisa labiríntica que enche o saco. A esquerda ama uma categoria imaginária chamada “povo”, sinônimo ibérico de “proletariado”.
Povo: multidões sem teto, sem terra, sem cultura política. Nossos pobres destituídos não opinam, não têm poder algum, mas, para o esquerdista tradicional, eles têm a aura, o charme franciscano do nada. Nada ter é santo. Eles fascinam por sua pureza, muito aquém do mercado ou da globalização da economia. Assim, a invencível circularidade do mundo ficaria sob controle, e os sentimentos “individualistas” ficariam domados sob a ideia da “solidariedade”, este remotíssimo sentimento humano.
O típico esquerdista sonha com um passado de paz (quando houve?). Sua utopia é regressiva, de marcha a ré. Eles até aceitam provisoriamente a complexidade para poder “operar”, mas sempre de olho no tal futuro simplório e meio maoísta. Aliás, a esquerda brasileira é um sarapatel de leninismo com populismo brizolista (vide Dilma) que o PT, aliado à pior direita patrimonialista, transformou em apropriação indébita.
A esquerda não tem memória. Dá um frio na espinha vê-la tender para os mesmos erros de sempre, os mesmo planos descolados da realidade. Mais terrível ainda: as derrotas e fracassos tendem a ser considerados “santos martírios” – estranha cruzada que se orgulha das derrotas. Quanto mais sofrimento, mais merecimento. Esse masoquismo óbvio não pode ser autocriticado , revisto, pois a esquerda tem pavor de cair num temido desvio de direita – o horror máximo! Qualquer esquerdista prefere ser chamado de “sectário”, em vez de “traidor’. Gostam de gestos radicais, impensados – coisas de machos.
Ao invés de se incluir no mundo real, criticamente, revendo dogmas e táticas, a esquerda continua, contra todas as evidências, querendo mudar, com enxadas e desejos, o mundo atual como se muda o curso de um rio. A ideia de revolução continua entranhada em suas cabeças como um tumor inoperável.
A esquerda acha que é o sujeito da história, enquanto a direita sabe que a história não tem sujeito; só tem objeto – o lucro.
A esquerda confunde utopia com projeto. Já o capitalista só tem um projeto: ele mesmo. A esquerda só tem fins; não tem meios. O burguês só tem meios – ele é um fim em si mesmo. “Um dia chegaremos lá” – diz a esquerda. O burguês já chegou. O esquerdista tradicional não aceita que o capitalismo tenha dominado o mundo, quando até a China sabe disso. A esquerda brasileira existe como nostalgia da esquerda – quer voltar a ser o que nunca foi.
A esquerda sonha com o futuro; a direita, com o mercado futuro. A esquerda sonha com o Bem; a direita com os bens. A esquerda só ama o todo; a direita só pensa na parte (a sua).
A esquerda é católica; a direita, luterana. A esquerda não acredita na democracia; a direita também não. A esquerda não leu “O Capital”; a direita também não, mas conhece o enredo.
A esquerda é épica; a direita, realista. A esquerda se acha mais inteligente do que nós; a direita o é.
E, para terminar, lembro-me de outra polêmica mais antiga, também entre pessoas inteligentíssimas e cultas.
Eram dois marxistas sérios discutindo com o grande liberal José Guilherme Merquior na TV.
Os dois esquerdistas desfiavam os grandes erros do comunismo, numa autocrítica lúcida e autêntica: “Ah... porque erramos em 1935, na Intentona, em 1956, na Hungria, em 1968, em Praga, em 1968, no Brasil, erramos nisso, naquilo, aqui, acolá... etc”. José Guilherme não se aguentou e disparou: “Por que vocês não desistem?” 







A volatilidade voltou aos mercados americanos ? que bom....algo começa a se mexer.....Papéis do Goldman Sachs, o maior peso do Dow Jones, caem 14% em apenas 28 dias, e fazem o pullback no antigo topo histórico de 2007

A volatilidade voltou aos mercados americanos ? que bom....algo começa a se mexer.....Papéis do Goldman Sachs, o maior peso do Dow Jones, caem 14% em apenas 28 dias, e fazem o pullback no antigo topo histórico de 2007

Vejam abaixo, a faixa de 220, mínima de hoje, faixa do topo histórico de 2007

Goldman Sachs, Semanal, período 12 anos






domingo, 26 de março de 2017

Marquem.....de agora em diante, as faixas para uma correção fortíssima para VALE5 e PETR4......para VALE5, a faixa de 27,00......para PETR4, a faixa de 12,80

Marquem.....de agora em diante, as faixas para uma correção fortíssima para VALE5 e PETR4......para VALE5, a faixa de 27,00......para PETR4, a faixa de 12,80

Vejam as marcações.....muito claras........27,00 da VALE5 foi forte suporte em jan-2008.....maio-jun-2010....2011.....

PETR4.....A faixa de 12,80, minima dessa semana (12,82) é o fundo de 2008

VALE5, Diário, período 10 anos



PETR4, Diário, período 10 anos







sábado, 25 de março de 2017

Vamos a LTA de 5 meses do "DJW" (Dow Jones Global Index)

Vamos a LTA de 5 meses do "DJW" (Dow Jones Global Index)

"DJW", diário, escala logarítmica






Mudou alguma coisa ? Não.....Bovespa ainda em modo bolha rumo aos 74.000 ou até VALE5 bater 37,50-40,00

Mudou alguma coisa ? Não.....Bovespa ainda em modo bolha rumo aos 74.000 ou até VALE5 bater 37,50-40,00

Semana que passou Bovespa corrigiu mais um pouco e foi at[e os 62.500.....pivot importante....o que dá uma correção de aproximadamente 11%, dentro da "média" de correções vistas até agora desde o rally que vem lá dos 37.000....as correções até agora se concentraram em torno de 13%.

Fechamento ontem em 63.850, acima do pivot de 63.500

Tem uma LTA vista abaixo e que pode ser testada nos dias a frente, o que poderia jogar o Bovespa de volta aos 62.500.

Por ora, ainda temos a chance de ver o Bovespa encostando no seu topo histórico, faixa de 74.000.

Suportes em 63.500, 63.000, 62.800, 62.500 e 62.000
Resistências em 64.000 64.300-64.500, 64.800 e 65.300

Bovespa , diário, escala logarítmica





sexta-feira, 24 de março de 2017

Discutamos as estatais brasileiras, e não apenas a corrupção

Dizem por aí que o Brasil é o país do samba e do futebol.

Discordo. O Brasil na verdade é o país do emprego público

Alguém aí sabe quantas estatais o Brasil tem ? 

Segundo o Ministério do Planejamento, eram 154 ao final de 2016......eram......sim, pois quando vemos os dados atualizados para março desse ano, temos 157,

E já foi pior, muito pior; em 1980, eram 382 estatais. Em 1990, eram 186, e no nosso "melhor período", ao final de 2000, tínhamos 103 estatais, patamar ajudado sobremaneira graças a uma nova filosofia imprimida pelo período do Governo Fernando Henrique Cardoso.

Vejam abaixo o quadro com a evolução do número de empresas estatais

Fonte: Ministério do Planejamento


Grande parte do povo brasileiro, ou está no setor público, ou quer fazer parte dele. Sim, sente num bar em grande parte da Região Sudeste, Nordeste, Centro-Oeste, Norte e, em menor grau, no Sul, e teremos gente do setor público, gente que trabalha no setor privado, mas que está em algum curso preparatório para concursos públicos ou mesmo gente que trabalha no setor privado e, mesmo sem estar num "cursinho", prepara-se para um concurso público; qualquer um, o negócio é entrar.

Nascemos, crescemos e vivemos cercados pela "alma do setor público". Ou são os teus pais, ou o vizinho, o amigo próximo ou distante, um ou outro, quando não todo mundo, lhe incute a idéia de que sua vida está no setor público.

Até o Jornal "The New York Times" "deu o braço a torcer". Em matéria de 2013, dizia o jornal que uma das maneiras para ficar rico no Brasil era ser funcionário público, diferente do que acontecia até então na Europa e nos Estados Unidos, onde o funcionalismo se encontrava às voltas com reduções de salários e demissões.

A primeira estatal brasileira foi criada em 12-10-1808, o Banco do Brasil

Das atuais 157 estatais, cerca de 32% foram criadas pelos "militares" (aqui considerado entre abril-1964 e 1984), enquanto 33% delas foram criadas ao longo do Governo do Partido dos Trabalhadores. No final do texto, disponibilizo as tabelas de todas elas fornecidas pelo Ministério do Planejamento

Ou seja, o Governo do PT não se intimidou com a tese sofrível da força das estatais como mola propulsora de desenvolvimento econômico; ele foi além, e criou mais estatais do que no período dos militares.

Em resumo, 65% das nossas estatais foram criadas pelos "militares" e pelo Governo do PT.

Algum desavisado poderá argumentar que se uma estatal dá lucro, não há mal nenhum.

Errado.....muito errado.......todo lucro de uma estatal vai parar nos cofres do Tesouro sob a forma de dividendos; na verdade, uma parte, já que nem todo o lucro é destinado a dividendos.

Se as estatais fossem mais eficientes, sob todas as formas, desde o controle do cafezinho até os salários aviltantes de quase toda sua rede de empregados, salários esses completamente distantes da grande maioria do setor privado, elas dariam mais lucro.

Ora, mais lucro seria oportunidade para mais dividendos, assim, mais retorno para os cofres do Tesouro Nacional, que, por consequência, diminuiria a voracidade de impostos junto ao setor privado, assim como a aumentaria o saldo disponível para a Saúde, Educação e Segurança.

Imaginem na mão do setor privado o quanto de impostos poderiam ser gerados frente aos dividendos distribuídos pelas atuais estatais por conta de uma gestão eficiente 

Se ampliarmos o leque da discussão, que não é o caso, já que o foco do texto recai sobre as estatais, o tamanho do absurdo chega a níveis fortemente questionáveis.

Segundo dados do Ministério do Planejamento, em 1995, os "gastos com pessoal" dos 3 Poderes, Executivo, Judiciário e Legislativo atingiam a marca aproximada de R$ 37 bilhões. Esse número havia chegado a R$ 274 bilhões em 2016, ou seja, um aumento de 640% para uma inflação de 437% pelo IGP-M (ver file:///C:/Users/Marcio/Documents/ESTATISTICAMINISTERIOPLANEJAMENTO.pdf)

Qual o esporte preferido dos brasileiros ? Futebol ? 

Não....."Falar mal de político"

Talvez não haja lugar no mundo em que mais se "fale mal" de político do que no Brasil. Nenhum político presta.

Já pararam pra pensar que se não houvessem estatais, as "Nossas estatais", a margem de manobra para eventuais e possíveis superfaturamentos detectados de projetos, mobiliário, cafezinhos e papel higiênico seria gritantemente reduzida ? Sim. Restariam apenas os órgãos de administração direta e indireta. 

Por que os americanos se preocupam com o Oscar, o Superbowl, a Liga Americana de Basquete, o Terrorismo, enfim, com n coisas, menos com "político roubando" ? Ora, porque não há estatais; há um lobby aqui, outro ali, mas não há estatais para tais preocupações.

A semana termina com o lançamento oficial do filme que contará o "Plano Real" nas telonas, o Plano que não apenas acabou com a hiperinflação brasileira; quebrou paradigmas e deu uma esperança aos brasileiros de que toda a casta do setor público brasileiro fosse tratada sem exageros, mais ainda, trouxe esperanças de que todas aquelas "nossas estatais" fossem extintas a fim de dar lugar ao setor privado, mais eficiente, ágil e moderno.

Infelizmente, as esperanças não duraram muito. De 2003 até hoje, regredimos, e muito.

No domingo, teremos mais manifestações marcadas por todo o Brasil. Foram muitas, dezenas delas nos últimos 2 anos. A favor do Impeachment da Presidente Dilma Rousseff, contra a corrupção, contra n coisas. 

Se pararmos pra pensar, pensar mesmo, talvez todas as questões ali tratadas pudessem ser largamente amenizadas, quase que extintas, se começássemos de fato a discutir a eliminação completa e absoluta das estatais brasileiras.

Aumento desenfreado de impostos, governos deficitários e gastadores, irresponsabilidade fiscal, ineficiência administrativa e, principalmente corrupção, poderiam ser equacionados se excluíssemos em definitivo as estatais do mapa econômico brasileiro. Privatização completa e irrestrita.

Passou da hora de gritar apenas contra a corrupção. Há algo bem acima dela, e responde pelo nome de "estatal brasileira"

Anexo:

Quadros com todas as 157 estatais brasileiras fornecidas pelo Ministério do Planejamento, com as respectivas datas de criação e constituição. Para o texto, a minha data de referência sempre foi a "data de criação"......ver em http://www.planejamento.gov.br/secretarias/upload/Arquivos/dest/empresas_estatais/170302_empresas-estatais-federais-2013-datas-de-criacao-e-constituicao-2013-informacoes-siest.pdf

As abreviaturas "MILIT" e "PT" nos retângulos entre a "data criação" e "data consituição" foram colocadas por mim; portanto, não fazem parte das tabelas fornecidas pelo Ministério do Planejamento

























quinta-feira, 23 de março de 2017

"Criaram um ‘privilégio novo’, diz economista sobre recuo na Previdência", por Jornal "O Estado de São Paulo"

Matéria publicada pelo Jornal "O Estado de São Paulo"

Todo o texto aqui: http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,criaram-um-privilegio-novo-diz-economista-sobre-recuo-na-previdencia,70001710519

Criaram um ‘privilégio novo’, diz economista sobre recuo na Previdência

Para especialistas, reforma da Previdência tinha de ser para todos e houve retrocesso

Alexa Salomão , 
O Estado de S.Paulo

23 Março 2017 | 05h00

Economistas especializados em gestão pública e temas previdenciários receberam com “preocupação” a decisão do governo de excluir Estados e municípios da Reforma da Previdência. No balanço geral, a União cedeu, mais uma vez, à pressão dos servidores públicos. Ao mesmo tempo, avaliam que faltou bom senso em relação à situação financeira dos Estados, fragilizada pelos gastos previdenciários. Criticou-se ainda o fato de o governo não levar em consideração que a mudança de rota vai ser mal recebida pelos trabalhadores da iniciativa privada.

O argumento apresentado pelo presidente Michel Temer ao anunciar a decisão não foi bem recebido pela maioria dos especialistas. Temer disse que a União excluiu servidores municipais e estaduais da reforma para “obedecer à autonomia” dos demais entes da federação.

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“A decisão pode criar um conforto para os deputados votarem, mas tende a aumentar a revolta da sociedade contra a reforma: como é que você vai explicar para a Maria das couves, na área rural, que ela vai se aposentar aos 65 anos e a juíza da cidadezinha dela, aos 55?”, diz Leonardo Rolim, consultor de Orçamento da Câmara dos Deputados e ex-secretário de Políticas de Previdência Social. Rolim ainda chama a atenção para o legado da medida: “O governo Temer, que se propôs a reduzir privilégios, vai criar um novo privilégio”.

Na avaliação do economista Marcos Lisboa, presidente do Insper e ex-secretário de política econômica do Ministério da Fazenda, o governo fortaleceu grupos de pressão. “Vi a mudança com preocupação: no meio dessa crise, quando a sociedade é chamada para arcar com sacrifícios, a elite dos servidores, que não pode ser demitida, que já teve aumento salarial, agora vai ficar fora da reforma da Previdência”, diz Lisboa.
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A visão é que a decisão pode mais atrapalhar do que ajudar os Estados. “Estão dando rasteiras nos Estados: primeiro, tiraram os militares, e é um grande problema para os Estados mexer na polícia militar. Agora, tiraram os civis”, diz Raul Velloso, especialista em contas públicas. Segundo ele, basta olhar as projeções de déficits, que vai subir perto de R$ 40 bilhões até 2020, para saber o tamanho do problema. A falta de dinheiro para pagar salários e aposentadorias, realidade no Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, pode se espalhar pelo País.