sábado, 1 de outubro de 2016

"Indicadores do 3º tri mostram fragilidade e economia deve seguir em recessão, apontam analistas", por Reuters Brasil

Matéria publicada ontem, 30-09-2016, crédito Reuters Brasil

Atenção para o seguinte parágrafo:

"Na projeção do sócio-diretor da consultoria MacroSector, Fabio Silveira, a economia vai encolher 0,9 por cento no terceiro trimestre. Para ele, a restrição no crédito, que deve recuar 5,5 por cento em termos reais neste ano, dificulta qualquer expectativa de reação mais forte da economia brasileira tão cedo.

"Essa contração do crédito tem sido muito drástica. Sem crédito uma economia não avança e não consegue sustentação", diz Silveira."

http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRKCN1202E1?sp=true


Indicadores do 3º tri mostram fragilidade e economia deve seguir em recessão, apontam analistas

sexta-feira, 30 de setembro de 2016 15:07 BRT 
Por Luiz Gerbelli

SÃO PAULO (Reuters) - A safra de dados divulgados recentemente mostra que a economia brasileira ainda não deslanchou no terceiro trimestre e continua em recessão, revelando que os avanços nos índices de confiança não têm se refletido numa melhora concreta da atividade econômica.

A dificuldade de reação ficou evidente com a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que funciona como sinalizador do Produto Interno Bruto, que recuou 0,09 por cento em julho na comparação com junho. A expectativa de economistas consultados pela Reuters era de um avanço de 0,25 por cento.

    "Os números mostram uma ou outra estabilização, mas o grosso dos indicadores ainda é de frustração", avaliou o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves.

Entre os indicadores antecedentes também há frustração. A produção de veículos subiu 4,7 por cento em julho ante o mês anterior, mas recuou 6,4 por cento em agosto na comparação com julho.

Já o fluxo de veículos nas estradas diminuiu 2,8 por cento em agosto em relação a julho.

A venda nos supermercados apurada pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) teve crescimento real de 1,73 por cento em agosto ante o mesmo mês de 2015, mas recuou 2,65 por cento na comparação com julho.

    "Esses indicadores antecedentes não têm um desempenho consistente e reforçam a queda do PIB neste trimestre, embora deva ser menor do que no segundo (trimestre)", afirmou a economista e sócia da Tendências Consultoria Integrada, Alessandra Ribeiro.

Ela estima retração de 0,2 por cento na atividade econômica neste trimestre ante os três meses anteriores, quando a economia recuou 0,6 por cento. Para o ano, a Tendências prevê queda de 3,1 por cento do PIB.

    Desde que Michel Temer assumiu a Presidência interinamente em meados de maio, houve um avanço da confiança em todos os setores. A melhora do humor ocorreu porque, na visão de analistas, a equipe econômica de Temer tem mais condições de realizar o ajuste fiscal do que a gestão Dilma Rousseff teria, o que pode recolocar a economia brasileira numa trajetória de crescimento caso as medidas saiam do papel.

    Mesmo a indústria --setor que vinha esboçando um quadro de otimismo mais consistente depois de um forte período de retração-- não deverá sustentar uma recuperação neste trimestre. O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) estima que a produção industrial deve ter recuado 2,7 por cento em agosto. O IBGE divulga esse dado na terça-feira.  

    "Os nossos números ainda não corroboram um cenário de estabilidade ou crescimento", diz Silvia Matos, economista e coordenadora técnica do Boletim Macro do Ibre/FGV. "A melhora dos indicadores de confiança já era para ter se refletido na economia", diz Silvia.

    Para o trimestre, o Ibre/FGV prevê uma retração do PIB de 0,3 por cento. No ano, a queda prevista é de 3,2 por cento.

    Na projeção do sócio-diretor da consultoria MacroSector, Fabio Silveira, a economia vai encolher 0,9 por cento no terceiro trimestre. Para ele, a restrição no crédito, que deve recuar 5,5 por cento em termos reais neste ano, dificulta qualquer expectativa de reação mais forte da economia brasileira tão cedo.

"Essa contração do crédito tem sido muito drástica. Sem crédito uma economia não avança e não consegue sustentação", diz Silveira.

    Atualmente, afirma ele, o crédito está mais fraco tanto pela menor disposição da população em se endividar como pela restrição dos bancos em liberar novos empréstimos. Para 2016, a MacroSector projeta uma retração de 3,9 por cento no PIB.

PRECIPITAÇÃO

A recuperação da economia brasileira também deve ser prejudicada pelos juros elevados --atualmente a taxa básica de juros Selic está em 14,25 por cento ao ano-- e pelo crescimento menor da economia mundial.

Nesta semana, a Organização Mundial do Comércio (OMC) reduziu a projeção para o crescimento do comércio internacional para 1,7 por cento. A estimativa anterior era de 2,8 por cento.

"Temos um horizonte que parece ser mais positivo, mas não acho que a volta da economia vai ocorrer tão cedo porque os juros e o comércio internacional não ajudam", avaliou Zeina Latif, economista-chefe da XP Investimentos. Para ela, houve uma precipitação nas expectativas para a melhora da atividade econômica.

"O setor produtivo ainda está bastante machucado por causa da crise, e o mercado de trabalho não completou o seu ciclo. A quantidade de demissões diminuiu, mas os números ainda são bem fortes", afirma.

Zeina destaca que, mesmo que o BC inicie um processo de redução da Selic, os efeitos na economia só devem aparecer com mais força no ano que vem.

(Edição de Camila Moreira e Raquel Stenzel)





"Para a Receita, o pior agosto em sete anos", por Jornal "O Estado de São Paulo"

Recuperação "pegando fogo, bombando ?"

Matéria publicada hoje no Jornal "O Estado de São Paulo"

http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,para-a-receita-o-pior-agosto-em-sete-anos,10000079306


Para a Receita, o pior agosto em sete anos

A crise econômica que se estende desde o segundo semestre de 2014 vem produzindo uma sequência inédita
        
01 Outubro 2016 | 05h00

A crise econômica que se estende desde o segundo semestre de 2014 vem produzindo uma sequência inédita, por sua duração, de resultados negativos na arrecadação tributária. Funcionários da Receita Federal observam que nem na crise de 2008, que afetou toda a economia mundial, nem nas anteriores a perda de receita pela União durou tanto tempo.
Em agosto, o recolhimento de impostos e contribuições federais alcançou R$ 91,8 bilhões, valor que, descontada a inflação, representa redução de 10,12% na comparação com agosto de 2015. É o pior resultado para o mês desde 2009.

Há outro aspecto que torna particularmente ruim a arrecadação tributária de agosto. Nos cinco meses anteriores, embora também tivessem sido registradas quedas reais no valor total arrecadado, a redução vinha sendo cada vez menor, o que parecia indicar a possibilidade de, em alguns meses, se alcançar pelo menos a estabilidade da receita da União. Mas o resultado de agosto, com queda bem mais acentuada do que nos meses anteriores, interrompeu essa tendência.
A queda da produção industrial, a redução das vendas do comércio, o recuo das importações e o aumento das demissões são fatores determinantes da queda da arrecadação nos últimos meses. Além deles, dois outros afetaram o resultado de agosto.

Reduziram-se os parcelamentos especiais de dívidas tributárias por meio de programas como o Refis, que tinham sido intensos em agosto do ano passado.
Outro fator da redução da arrecadação detectado pela Receita foi o aumento, em agosto, das compensações tributárias, uma forma de quitar tributos por meio de créditos tributários informados pelo contribuinte. Por considerar seus valores atípicos, a Receita investigará as razões do aumento dessas compensações.

Os resultados da arrecadação federal continuam a mostrar o efeito negativo das desonerações concedidas pelo governo anterior. Nos oito primeiros meses do ano, as desonerações implicaram uma renúncia fiscal de R$ 60,4 bilhões. Embora menor do que o registrado em igual período de 2015, é um valor muito alto, sobretudo se se levar em conta a intensidade da crise fiscal.
Apesar da acentuada queda da receita em agosto, o governo não vê necessidade de aumentar impostos, segundo o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, pois considera que a recuperação da economia está próxima.




sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Canal de baixa - Cobre....diário

Canal de baixa - Cobre....diário......

 Cobre, diário, escala logarítmica






E o Bovespa volta a fechar "em cima" da LTA de 8 meses.......na verdade.....houve uma ligeira perda, mas por ora,vamos descartá-la e esperar semana que vem

E o Bovespa volta a fechar "em cima" da LTA de 8 meses.......

Na verdade, se olhado com "lupa", houve uma ligeira perda dessa LTA, mas por ora,vamos descartá-la e esperar semana que vem.....

Volume de vários papéis importantes em verdadeiro colapso......

Principalmente bancos.......não há de conreto deixado ali...apenas trade diário pra manter o índice acima da LTA.......

Detalhe do dia de hoje....

Ainda que seja o último dia útil do mês, sempre com aberrações pra cima ou pra baixo, chama a atenção para o colapso do índice nos últimos 15 dias...

O segunndo gráfico abaixo, tempo "5 minutos" capta o colapso......


Bovespa, diário, escala logarítmica





Bovespa, tempo "5 minutos" escala logarítmica











quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Então vamos combinar o seguinte.....as cunhas do Bovespa, Dow Jones, SP500, SSEC-China, Barril de Petróleo, "Dólar x Real", VIX e VALE3 nos mostrarão nos próximos 2-5 dias se teremos um crash ou uma redenção nos mercados

Então vamos combinar o seguinte.....

As cunhas do Bovespa, Dow Jones, SP500, SSEC-China, Barril de Petróleo, "Dólar x Real, VIX e VALE3 nos mostrarão nos próximos 2-5 dias se teremos um crash ou uma redenção em vários desses mercados

Todos eles quase totalmente "linkados"

Alguns comentários....

- A Capacidade imensa dos algoritmos de manterem uma sincronicidade quase que perfeita em vários mercados, inclusive quando falamos de mercados "assimétricos", ou seja, que caminham em direções opostas, caso do "VIX", que é, essencialmente, o "hedge do SP500".

Isto é, as cunhas percorrem vários mercados que têm, em tese, as mesmas direções, caso dos vários índices de ações abaixo, mas também está presente no índice "VIX", "hedge do SP500", que, em tese, vai numa direção contrária ao índice de ações

- O índice "SSEC-China" abaixo é o principal índice de ações da China

- Vejam abaixo que o índice Dow Jones perdeu a base da cunha no fechamento hoje, perdeu a LTA de 8 meses......ele já havia perdido há 3 dias, porém, recuperou no dia seguinte, o que pode ter sido um "falso rompimento" naquele dia

- O gráfico da VALE3 é um "bônus" dentro dos índices de ações.....há várias outras cunhas em curso em vários outros mercados...

- Por fim....há cunhas mais longas do que essas....mas serão discutidas em outro momento

O que significa rompê-las pra baixo ?

Pela consistência delas, uma forte correção-crash de 10% a 15% , num primeiro momento,  dependendo das respectivas volatilidades implícitas de cada mercado

Rompê-las pra cima significa o contrário.......novas pernas de alta em busca de novos topos

Em resumo......não faltarão emoções nas próximas 2-3 semanas


Bovespa, diário, escala logarítmica



Dow Jones, diário, escala logarítmica



SP500, diário, escala logarítmica



SSEC-China, diário, escala logarítmica




Light Crude Oil, diário, escala logarítmica




"Dólar x Real", diário, escala logarítmica




VIX diário, escala logarítmica



VALE3, diário, escala logarítmica










Índice "DJUSST" (Dow Jones Steel Index) sente a LTB.....de volta a congestão 180-205

Índice "DJUSST" (Dow Jones Steel Index) sente a LTB.....de volta a congestão 180-205

DJUSST, Diário, escala logarítmica, período 10 meses





Sem pânico - Parte 2 - "Dólar x Real"....diário

Sem pânico - Parte 2 - "Dólar x Real"....diário






"Dólar x Real"....diário....escala logarítmica








Bovespa, depois da forte alta ontem, volta a fechar "em cima" da LTA de 8 meses

Calma gente !!....

Bovespa, depois da forte alta ontem, volta a fechar "em cima" da LTA de 8 meses

Não há mais nada a monitorar......"apenas" essa LTA......

Perdeu a LTA......vai procurar a MA200 no tempo diário....hoje, na faixa de 50.200

Bovespa, diário, escala logarítmica






Dow Jones volta a perder a LTA de 8 meses......SP500 ainda acima da LTA

Dow Jones volta a perder a LTA de 8 meses......SP500 ainda acima da LTA

Dow Jones, diário, escala logarítmica



SP500, diário, escala logarítmica





Sem pânico......VIX....Diário....

Sem pânico......VIX....Diário....

VIX, Diário, escala logarítmica