segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

"Dólar x Real"......nunca tão próximo de sua LTA de 5 anos

"Dólar x Real"......nunca tão próximo de sua LTA de 5 anos

"Dólar x Real", semanal, escala logarítmica, período 12 anos






"O descompasso", por Miriam Leitão

Ótimo artigo publicado ontem na coluna de Miriam Leitão, no Jornal "O Globo"

http://blogs.oglobo.globo.com/miriam-leitao/post/o-descompasso.html

O descompasso

POR MÍRIAM LEITÃO
26/02/2017 06:00

O país está vivendo um enorme contraste entre os indicadores do mercado financeiro e a economia real. De um lado, a bolsa bate recorde em vários anos, o risco-país despenca, as previsões de juros são cada vez menores. De outro, o desemprego continua em alta, a crise dos estados passa por momentos dramáticos, as empresas permanecem com dificuldades e sem capacidade de investimento.

Dos EUA, onde mora e dá aulas na Universidade Johns Hopkins, a economista Monica de Bolle enxerga nessa contradição um grande risco. Avalia que o principal indicador para se medir a saída da crise é a taxa de desemprego e não há sinais no horizonte de que o problema melhore a curto prazo. Com isso, a insatisfação com o governo e a economia permanecerão elevados, o que tornará mais difícil aprovar a agenda de reformas e os ajustes necessários para reequilibrar as finanças públicas do país.

— O Brasil corre um sério risco de viver um efeito semelhante ao que aconteceu nos EUA com a eleição de Trump. Obama colocou a economia nos trilhos, mas a recuperação foi desigual e não houve criação de empregos para todas as classes sociais. Isso pode se repetir por aqui em 2018, e o mercado financeiro parece ignorar esse cenário — afirmou.

No caso dos EUA, o desemprego estava baixo quando Trump foi eleito. O problema é que ele levantou a bandeira de que no passado os americanos tinham sido mais felizes e prometeu “fazer a América grande de novo”. Na avaliação de Monica, esse sentimento de nostalgia pode ser explorado no Brasil pelo ex-presidente Lula, que na memória de muitos brasileiros está associado ao período de bonança, apesar de ter sido parte do problema que nos atingiu.

Monica diz que a crise de superendividamento no Brasil afetou todos os setores da economia: governo federal, estados, empresas e famílias. Em uma situação dessas, a recuperação é sempre lenta. Foi assim com os EUA após o colapso do sistema financeiro em 2008 e também com países da Europa, como Grécia, Espanha, Portugal e Espanha. O que agrava a nossa situação é a descrença nos políticos provocada pelo que tem sido revelado na Lava-Jato, e que coloca na berlinda os responsáveis por conduzir o ajuste:

— Em 2014, a gente tinha uma economia desarrumada, mas com sensação de bem-estar porque a inflação e o desemprego eram baixos. Por isso a presidente Dilma se reelegeu. Em 2018, ao contrário, teremos uma economia já um pouco ajustada, mas com uma sensação de mal-estar, por causa do desemprego. A chance de um governo de descontinuidade é grande e o que foi aprovado, como o teto de gastos, pode ser revertido.

Semana passada ficou claro esse descompasso entre o Brasil que o mercado comemora — de alta na bolsa e queda dos juros, do dólar, do risco-país — e o Brasil que ainda enfrenta uma recessão severa onde o desemprego não dá trégua. A taxa chegou aos 12,6%. Mesmo que o país aumente o número de pessoas empregadas, como prevê a FGV, o desemprego continuará afetando os indicadores de confiança e de consumo.

Monica elaborou um gráfico para medir o grau de insatisfação econômica, com a soma da taxa de desemprego e a taxa de inflação. Em 2015, esse índice de mal-estar atingiu o ápice, em 19,2%, com inflação de 10,7% e desemprego de 8,5%. Para este ano, a expectativa é de uma taxa de 16,43%, ainda muito elevada. O conforto com a queda da inflação será neutralizado pela continuidade do desemprego. Esse é o Brasil real.



domingo, 26 de fevereiro de 2017

Há 10 meses, escrevi um artigo cujo título era: "Teremos uma crise bancária no Brasil ?".....pois sim......voltarei em breve a escrever sobre isso......mas, antes, discutirei peças que nos levarão a mesma pergunta....assim, a didática e percepção melhoram.....primeira peça: "A PDG é a "New Century" americana de 2007 ?

Há 10 meses, em 03-04-2016, escrevi um artigo cujo título era: 

"Teremos uma crise bancária no Brasil ?"

Aqui, o link :http://pracompraroupravender.blogspot.com.br/2016/04/pelo-brasil-os-questionamentos-textos.html


Pois sim......voltarei em breve a escrever sobre isso......


Mas, antes, discutirei peças que irão forma um "quebra-cabeças completo" que nos levarão a mesma pergunta....


Assim, guardamos, o suspense,  e a didática e percepção melhoram.....


A primeira dessas peças é o post-artigo com o seguinte título:


A PDG é a "New Century" americanade 2007 ?

Antes de começar o artigo, interessante destacar um diálogo que faz parte do filme "The Big Short", no Brasil, chamado "A Grande aposta", o filme que é inspirado no livro "The Big Short", do escritor Michael Lewis, e que mostra como alguns poucos investidores perceberam e ganharam dinheiro com a Crise do Subprime americano em 2007-2008


O Diálogo começa com um dos maiores investidores do fundo gerido por Michael Burry (no filme não mudaram o nome, diferente de outros personagens) questionando sobre a estratégia iniciada por Burry em apostar contra o mercado imobiliário americano

Aqui, identificarei o investidor como "investidor" e Michael Burry, como "Burry"

Burry:

"Todo mundo vê que há uma bolha imobiliária"

Investidor:

"Na verdade, ninguém vê uma bolha. É por isso que é uma bolha"

Burry:

"É uma besteira isso....Há sempre sinais envolvidos"


O Diálogo pode ser visto no vídeo abaixo.....ele se concentra a partir dos 25 segundos:





Dito isso, vamos a parte mais interessante do artigo.....

Havia uma "inquietude" nos mercados financeiros, na imprensa, no meio acadêmico, ali já por volta de 2004, 2005, 2006 acerca da evolução dos mercados e o quanto os preços de imóveis tinham avançado.

Quase tudo, ou tudo, girava sobre o tema "bolha imobiliária", "bolha dos mercados"m enfim....

A "coisa" não surgiu do nada.....foi uma evolução....um "crescente"....

Falar em retrospectiva é mais fácil.......quando vemos o filme "The Big Short", facilitado por um ótimo roteiro, a visualização "dessa coisa", fica mais fácil ainda.....

Mas, quando estamos no "meio da coisa", é sempre mais difícil....até porque, o que parece, é que, quando estamos "contra o senso comum", estamos "contra o mundo"

Mas, prestem atenção.....se tem uma coisa que aconteceu de forma um pouco mais intensa, naquele momento "Pré-Crise Subprime", foi o anúncio de que a empresa "New Century", uma das maiores empresas americanas de crédito imobiliário de alto risco , havia entrado com o pedido de proteção contra a falência, algo muito semelhante a "recuperação judicial brasileira".

O anúncio foi feito no dia 02-04-2007

Abaixo, texto do portal G1 da época:


02/04/2007 - 14h51m - Atualizado em 02/04/2007 - 14h50m  Reuters

NEW CENTURY PEDE PROTEÇÃO CONTRA FALÊNCIA NOS EUA
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NOVA YORK (Reuters) - A New Century, empresa norte-americana de crédito imobiliário de alto risco, informou nesta segunda-feira que entrou com pedido de proteção contra falência, atingida por aumento na inadimplência de clientes e corte de financiamento por seus credores, no maior colapso de uma empresa do setor nos Estados Unidos.

A empresa demitiu 3.200 funcionários --54 por cento de sua força de trabalho-- e disse que irá vender seus ativos durante o processo de proteção judicial conhecido como Chapter 11.

A falência da New Century ocorre menos de dois meses após a empresa noticiar dificuldades com seu portfólio de empréstimos. A companhia era a maior empresa independente dos EUA de financiamento imobiliário a pessoas com histórico ruim de crédito. Muitas outras empresas do setor, conhecido como "subprime", também enfrentam dificuldades com aumento da inadimplência.

"Estamos apenas no início dos problemas no setor subprime", disse Brad Hintz, analista da Sanford Bernstein. "O que estamos vendo é que a crise de liquidez continua no mercado."

A empresa anunciou um acordo para vender seus ativos de serviços financeiros e plataformas de empréstimos para a Carrington Capital Management por 139 milhões de dólares. A New Century também obteve um empréstimo de 150 milhões de dólares com o CIT Group e o Greenwich Capital Financial Products para manter-se em operação.

As duas transações necessitam de aprovação de uma corte de falências. A empresa também irá vender ao Greenwich Capital alguns dos empréstimos e outros ativos no valor de 50 milhões de dólares.

NECESSIDADE

A venda de ativos não é "a opção que eu prefiro", mas é necessária "devido aos repentinos e significativos desafios que nossa indústria e especificamente a New Century enfrentam", disse o presidente-executivo da companhia, Brad Morrice.

A New Century foi fundada há 12 anos por três homens que ajudaram a criar a Option One Mortgage Corp, uma financeira do setor de alto risco que a H&R Block controla e está tentando vender.

O setor de financiamento cresceu rapidamente nesta década, em meio a uma alta dos preços de residências e às baixas taxas de juros.

Mas os investidores começaram a sair do setor após a New Century dizer em 7 de fevereiro que iria registrar um surpreendente prejuízo no quarto trimestre e rever os resultados dos três trimestres anteriores. Mais tarde, a empresa anunciou uma investigação criminal em suas contas e na negociação de suas ações.

Entre os maiores credores da New Century estão Goldman Sachs, Credit Suisse, Morgan Stanley, Deutsche Bank, Bank of America, Lehman Brothers, UBS, Citigroup e Coutrywide Financial.

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Avancemos com novas ilustrações....

Abaixo, podemos ver no vídeo de 6 minutos a surpresa de 2 dos investidores que apostaram contra o mercado imobiliário ao saberem da notícia da inclusão da New Century no "capítulo de proteção contra falência".

O Vídeo faz parte do mesmo filme acima já discutido, "The Big Short"......o momento da surpresa pode ser visto logo no início, até pouco mais de 30 segundos...







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Vamos lá.....

O anúncio foi feito no dia 02-04-2007....

Vejam abaixo, e isso eu já havia discutido na última sexta-feira, o gráfico do índice Case-Shiller, o principal índice de preços dos imóveis dos EUA...

O ápice  foi atingido em abril de 2006, faixa de 206....ele cai de forma branda em seguida....em março de 2007, ele ainda está na faixa de 204

Agora, vejam como o índice se desenvolve justamente a partir de abril-2007, após o anúncio da New Century....2 anos depois, o índice colapsa para a faixa de 141, com uma queda de 30% aproximadamente


Índice Case-Shiller, período 14 anos


Alguns pontos a considerar......olhado em retrospectiva, parece óbvio que alguns pontos, ligados em conjunto, num todo, não se sustentavam.....no que tange ao "Case-Shiller", ele havia subido cerca de 100% de 2000 para 2006.....

Assim....o sistema parecia andar em terreno "frágil", nebuloso".....faltava um "empurrão" para todo o quadro desmoronasse.....

Vamos tomar um outro exemplo pra encerrar o artigo....

Qual o empurrão para que a bolha de commodities estourasse a partir de meados de 2015 ? Principalmente, commodities metálicas....

China....

Como podemos ver isso ?

Vejam o gráfico abaixo....o gráfico reproduz a evolução do crescimento anual do PIB Chinês....

Ele tem uma alta considerável do final dos anos 80 até 1993-1994...cai até 1997....volta a engatar uma forte alta até 2007.....sofre com a Crise americana....e tem forte reversão até 2010-2011.....Dali em diante, ele só faz cair.....as taxas de crescimento que giravam em torno de 12% anuais atingem o fundo do poço no final de 2015 próximas a 6% anuais...

Taxa anual de crescimento PIB-CHINA

Fonte: tradingeconomics.com



Vejam os gráficos do índice "CRB Commodities", embora esse tenha um peso forte do "barril de petróleo", e da VALE5 " e da ADR VALE em Nova York e comparem com o gráfico acima; as dinâmicas são idênticas


CRB Commodities, semanal, período 10 anos



VALE5, semanal, período 10 anos



ADR VALE semanal, período 10 anos




A semana que passou foi marcada pelo anúncio da "Recuperação Judicial" da Construtora PDG, aquela que já foi a maior construtora do Brasil.....ainda, até o anúncio da "Recuperação", com um alto número de obras em execução.

Abaixo, o índice IVG-R, o índice formatado pelo Banco Central do Brasil para esclarecer a evolução dos preços dos imóveis no Brasil, já que espelha os preços dos imóveis dados como garantia para os respectivos financiamentos imobiliários.

IVG-R



O índice, como já aqui demonstrado, apresenta, desde o topo em setembro-2014, uma queda de 18% nominal acumulada.

A New Century nos EUA não era uma construtora; era uma empresa de crédito imobiliário de alto risco.

Assim, PDG e New Century são de segmentos distintos; porém, inegável constatar que, em algum ponto, se entrelaçam e espelham questões-problemas iguais.

Podemos, diante disso, especular que o cenário daqui para os próximos meses será o mesmo cenário visto nos EUA em 2007-2008-2009 ?

Qual cenário ?

Ora....eu que estou perguntando, agora......qual cenário ?







"Corporações também têm de pagar a conta do ajuste dos Estados", por Samuel Pessoa, no Jornal "Folha de São Paulo" de hoje

Excelente artigo do economista Samuel Pessoa, hoje no Jornal "Folha de São Paulo"

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/samuelpessoa/2017/02/1862034-corporacoes-tambem-tem-de-pagar-a-conta-do-ajuste-dos-estados.shtml

Corporações também têm de pagar a conta do ajuste dos Estados


26/02/2017  02h00

O Executivo enviou na semana passada ao Congresso Nacional o PLP (projeto de lei complementar) 343, que institui o regime de recuperação fiscal (RRF) dos Estados, incluindo o Distrito Federal.

O PLP 343 visa gerar alívio de caixa para os Estados que se enquadrem em três características: dívida maior do que a receita corrente líquida (RCL); gasto com pessoal ativo e inativo e juros acima de 70% da RCL; e caixa inferior às obrigações a pagar.

São Estados com gasto rígido, endividamento excessivo e sem caixa. Estão insolventes. Apesar da gravidade da crise, até o momento somente Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais encaixam-se nesses critérios.

Em troca de suspensão do pagamento da dívida com a União por até 36 meses (com possibilidade de renovação) e de algum alívio para endividarem-se, também para alguns fins específicos, os Estados elegíveis que quiserem participar do programa terão de aprovar em suas Câmaras ajustes da legislação estadual às exigências do RRF.

Para conseguir alívio maior do seu caixa, os Estados terão de aprovar a privatização de empresas da área financeira, de saneamento ou energia. As receitas da privatização poderão ser antecipadas para a contratação de crédito.

Os Estados que aderirem ao plano não poderão conceder aumentos de salários, novos incentivos tributários e fazer novos concursos. Adicionalmente, terão de reduzir os atuais incentivos tributários em 20% ao ano no período de adesão ao RRF e aumentar a contribuição previdenciária para 14%, além de implantar alíquota adicional ao longo do mesmo período, entre outras medidas.

O desequilíbrio fiscal que tem nos assolado de forma crescente desde 2012, cuja expressão aritmética é crescimento do gasto público nos últimos 25 anos à velocidade acima do crescimento do PIB, tem duas componentes.

A primeira é o desejo da sociedade de enfrentar a agenda da inclusão social. Desde a estabilização econômica, em razão de inúmeros dispositivos constitucionais, o gasto social, com saúde e educação, tem crescido sistematicamente.

A segunda componente é o poder das corporações, principalmente dos servidores públicos, de criar dispositivos legais que garantam fatias do Orçamento para si. O poder das corporações tem sido particularmente forte no nível estadual, mais insulado do escrutínio da sociedade do que a esfera federal.

É necessário aprovar medidas que limitem o crescimento do gasto dos Estados, com salários e benefícios de ativos e inativos, à capacidade de arrecadação. Como os governadores têm aprendido a duras penas, somente alívio da dívida estadual não resolve: é fundamental ajustar a folha de pagamento e as despesas previdenciárias. E o RRF tem uma série de exigências adicionais de ajuste no regime previdenciário estadual, além dos ajustes promovidos pela PEC da reforma da Previdência.

Até o momento, as corporações têm sido vitoriosas. Elas impediram que contrapartidas fossem exigidas, mesmo após elas serem negociadas pelo Tesouro com os secretários da Fazenda estaduais, na renegociação no ano passado das dívidas dos Estados com a União. As corporações do setor público estaduais pressionaram as bancadas na Câmara dos Deputados e levaram.

O mês de março promete. Previdência e Regime de Recuperação Fiscal. Saberemos se alguma parcela do ajuste recairá sobre as corporações ou se o resto da sociedade terá de pagar a conta sozinho. 





sábado, 25 de fevereiro de 2017

"Construtora PDG tem dívida de R$ 3,9 bi com bancos nacionais", por Jornal "O Estado de São Paulo"

Matéria de hoje publicada no Jornal "O Estado de São Paulo" mostra o total de R$ 3,9 B de dívida da PDG com os bancos nacionais.

Mas, não é isso que quero ressaltar na matéria, embora o número por si só seja muito alto.


Vejam a seguinte parte da matéria :

"Apesar de ser o maior pedido de recuperação do setor imobiliário, a PDG tende a fazer menos estrago, uma vez que a exposição dos bancos à empresa é menor comparado aos casos de Sete Brasil e Oi."

Como assim "menos estrago" ???

A Recuperação Judicial da PDG cria um efeito cascata.....vejam a matéria por exemplo do Jornal "O Globo" de ontem, que publiquei hoje......24 horas após o anúncio da Recuperação Judicial da PDG, outras 4 construtoras devem pedir também "Recuperação Judicial"

E isso é só o começo......vai haver um "banho de sangue"......

A corrida aos distratos, se já era alta antes, agora vai se intensificar. E vejam que coisa curiosa.....a corrida aos distratos vai se intensificar, não apenas por uma voluntariedade das pessoas, e sim, pelos próprios bancos.....ora......se todas as variáveis que rondavam o setor imobiliário já eram nebulosas, imaginem agora.....muitos financiamentos imobiliários que ainda estavam por ser analisados serão recusados.....e ainda que parte da sociedade não queira distratar seus respectivos financiamentos, ela o fará pela vontade do banco.....

Outro ponto...

Imaginem uma situação hipotética, daqui 2 anos, em que a PDG saia da "Recuperação Judicial"...no momento em que ela colocar o pé fora da "Recuperação", uma nova enxurrada de pedidos de distratos irá acontecer....e mais corrosão do caixa, que, obviamente, nem temos idéia do seu patamar lá na frente......

A situação é dramática para o setor imobiliário em qualquer cenário que pensemos e especulemos

Vamos a parte da matéria.....

Todo o texto, aqui: http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,construtora-pdg-tem-divida-de-r-3-9-bi-com-bancos-nacionais,70001679267

Construtora PDG tem dívida de R$ 3,9 bi com bancos nacionais

Recuperação judicial deve pressionar balanços de instituições como Bradesco, Itaú, BB, Votorantim, Caixa e BTG
Aline Bronzati , 
O Estado de S.Paulo

25 Fevereiro 2017 | 05h00

A dívida da incorporadora PDG, que pediu recuperação judicial na quarta-feira, com os grandes bancos soma cerca de R$ 3,9 bilhões, apurou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. O pedido de proteção à Justiça do grupo, se aprovado, será o maior do setor imobiliário, que tem dívidas totais de R$ 7,8 bilhões.

Por causa da crise na PDG, os bancos – Bradesco, Itaú Unibanco, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Santander, Votorantim e BTG Pactual – devem elevar as despesas para crédito inadimplente no primeiro trimestre. O valor considera apenas as dívidas inseridas no processo de recuperação e não os valores extraconcursais.

Na prática, porém, esses bancos já vinham elevando as provisões para a PDG, considerando que a construtora já considerava pedir recuperação judicial desde o fim do ano passado, apurou o Broadcast.

Apesar de ser o maior pedido de recuperação do setor imobiliário, a PDG tende a fazer menos estrago, uma vez que a exposição dos bancos à empresa é menor comparado aos casos de Sete Brasil e Oi. Mesmo assim, o caso é considerado complexo. “A PDG é muito grande, com vários sócios e credores. Pela complexidade, a solução da empresa não seria encontrada fora de um ambiente jurídico. A recuperação judicial pode ser muito positiva”, diz um dos credores.

De olho nas recuperações judiciais, os bancos têm feito provisões em seus balanços. Juntos, Bradesco, Itaú, Santander e BB haviam separado R$ 132,6 bilhões, em dezembro, cifra 14,3% superior à registrada um ano antes, de R$ 115,9 bilhões.

Procurados, Caixa, Santander e BB não comentaram. Os outros bancos não retornaram.

Rossi. Em processo de reestruturação iniciado há dois anos, a Rossi Residencial continua a conversar com os bancos credores, como Bradesco e Banco do Brasil, para realongar suas dívidas de curto prazo, de cerca de R$ 320 milhões. Os débitos totais somam cerca de R$ 2,4 bilhões – quase metade deste valor refere-se à dívida corporativa (da holding com os bancos). A outra parte é de financiamento de projetos com bancos, que têm os imóveis como garantia.




"Crise da PDG deixa setor de construção em alerta", por Jornal "O Globo"

Matéria excelente do Jornal O Globo publicada ontem, 24-02-2017

http://oglobo.globo.com/economia/crise-da-pdg-deixa-setor-de-construcao-em-alerta-20974147


SÃO PAULO e RIO - O pedido de recuperação judicial da PDG, que já foi a maior incorporadora do país listada na Bolsa de Valores de São Paulo, deve ter consequências para o setor de construção, um dos mais afetados pela recessão. A crise da PDG — com mais de 23 mil credores, dívidas totais de R$ 7,8 bilhões, dos quais R$ 6,2 bilhões foram incluídos no pedido à Justiça de proteção contra credores — deve tornar o crédito mais caro para as empresas, além de aumentar a cautela dos consumidores em relação à compra de imóveis na planta.

— O crédito deve ficar mais caro, principalmente para empresas de porte intermediário. Os bancos vão começar a olhar com um pouco mais de cuidado o segmento na hora de emprestar, porque o risco de crédito do segmento aumenta com esse movimento — explicou Marcelo Motta, analista do JPMorgan. — Tem ainda um impacto, que é menos óbvio, junto aos consumidores. Quem vai comprar imóvel na planta pode ficar com o pé atrás por causa da repercussão de notícias como essas.


Os grandes bancos lideram a lista de principais credores da PDG, já que são eles os principais financiadores dos empreendimentos imobiliários no país. Ao menos R$ 2,2 bilhões em dívidas foram originadas em operações de empréstimo com Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco e GDC Partners. A parcela referente às instituições financeiras pode ser ainda maior, já que o valor se refere apenas aos créditos classificados com e sem garantia. Há muitas operações ainda que estão em nome de 56 sociedades de propósito específico (SPEs) incluídas no documento apresentado à Justiça.

As SPEs que entraram na recuperação judicial são sociedades criadas para cada empreendimento de responsabilidade da PDG. Isso é feito para maior controle das obras, mas serve também como uma espécie de proteção ao comprador, já que os créditos e débitos de um determinado empreendimento não se misturam com outros no chamado patrimônio de afetação. Estas sociedades entram no pedido de recuperação porque seus terrenos ou unidades que não foram vendidas servem como garantia aos bancos credores. Há uma lista de SPEs que não entraram na recuperação porque têm sócios que não autorizaram o processo, estão inativas ou têm condições financeiras e posição jurídica que não justifica ingressar no processo.

Desde o ano passado, o governo tenta incentivar o setor da construção. Uma das medidas mais significativas foi o aumento do limite do valor do imóvel que pode ser financiado com FGTS para R$ 1,5 milhão. O esforço não é a toa. Relatório recente do JPMorgan calcula que, entre as nove maiores empresas listadas na Bolsa, os estoques somam 24 meses, totalizando R$ 23,4 bilhões. Os problemas se concentram nos ramos de média e alta renda. Para o fim deste ano, estima-se que o prazo cairá para 19 meses, valendo R$ 22,4 bilhões. Apesar da queda dos juros, a expectativa é que os preços dos imóveis continuem a cair pelo terceiro ano seguido. Nos últimos dois anos, a queda real foi de 14%. Para este ano, o recuo deve ficar entre 2% e 3%, calcula o banco.

OUTRAS QUATRO ESTUDAM RECORRER À JUSTIÇA

Segundo fontes do setor, no Rio de Janeiro, haveria ao menos quatro construtoras de médio porte que já estudam entrar com pedido de recuperação judicial. No ano passado, foram registrados 1.863 pedidos de recuperação judicial, dos quais 259 foram feitos por grandes empresas. Uma delas foi a incorporadora Viver, com dívida em torno de R$ 1,2 bilhão.

— Um dos grandes benefícios da recuperação judicial é que você ganha a suspensão de ações contra a empresa. Até a aprovação do plano, que ainda vai levar uns 30 dias úteis, nada pode ser feito. Agora a empresa tem uma chance real de se recuperar e voltar a fazer lançamentos — explicou Rafael Carlos, executivo da consultoria Alvarez & Marsal que está tocando a Viver durante o processo de recuperação.

Um especialista do setor que pede para não ser identificado diz que a falta de liquidez das companhias é geral diante da queda nas vendas e da explosão dos distratos.


— Se o plano da PDG for inteligente, vai estimular outras construtoras a pedirem proteção à Justiça para blindarem suas operações e seguirem em atividade — avalia.

Na avaliação de Motta, do JPMorgan, as empresas de construção e incorporação passaram por uma “tempestade perfeita” nos últimos anos, prejudicadas pelo rápido aumento dos juros a partir de 2013 e pela desaceleração da economia, que levou à alta do desemprego e, consequentemente, à explosão dos distratos (desistência do imóvel). O movimento atingiu o setor como um todo, mas características próprias da gestão da PDG tornaram mais aguda sua crise em comparação com a das rivais.

Apenas no terceiro trimestre de 2016, o percentual de distratos sobre o total de imóveis vendidos da PDG foi de 101%, já que as rescisões podem ser referentes a vendas feitas anteriormente àqueles três meses. Nesse mesmo período, a taxa de distratos no mercado foi de 44,8%. Diante do pedido de recuperação, as ações da PDG voltaram a desabar ontem e fecharam em baixa de 30,56%, a R$ 2.

Para Motta, o único caminho para a PDG é a negociação de um desconto expressivo da dívida:

— A dívida atual nos parece impagável. Então, em nossa visão, duas coisas têm que acontecer: uma delas é que a dívida precisa sofrer uma redução da ordem de 50% a 60% para que a PDG, com os estoques e projetos que têm para gerar caixa, tenha condições de pagá-la. Hoje a PDG está sem dinheiro até para pagar distratos. E, obviamente, obter a redução dos juros associados a essa dívida.

Para sair dessa situação, a empresa espera levantar recursos com a venda de alguns bens, como terrenos. No entanto, eles também servem como garantia de créditos tomados no passado.

Os clientes que compraram imóveis ainda não entregues pela PDG têm uma chance de se livrar do processo de recuperação judicial da empresa, que implicaria entrar na fila de seus credores. A empresa espera ganhar fôlego durante os próximos 60 dias para conseguir dar continuidade a parte das 14 obras que estão paralisadas em seis estados (Amazonas, Bahia, Maranhão, Pará, Rio de Janeiro e São Paulo).

“A PDG envidará todos os seus esforços para acabar as obras o quanto antes. Assim, a princípio esses clientes não entrariam na categoria de credores. Via de regra, a PDG priorizará os interesses de consumidores nessas situações”, informou a empresa.

TERRENOS POUCO ATRAENTES PARA O MERCADO

O plano que vem sendo costurado para manter a PDG de pé está sendo construído para maximizar a recuperação de crédito dos credores por meio de diferentes opções de negociação. Entre as opções estão o alongamento do fluxo de pagamentos, a conversão da dívida da companhia em capital e a criação de mecanismos que incentivem os credores a liberar dinheiro novo para a PDG, explicou uma fonte próxima ao grupo.


— A PDG pode oferecer aos próprios clientes cotas de ativos ou dos empreendimentos em garantia aos pagamentos. Com a retomada do mercado, podem ser vendidos e usados para indenizar as pessoas. A partir do momento que a empresa pede recuperação, todo cliente com valores ou imóvel a receber já é credor — explica um especialista em recuperação de empresas.

A PDG suspendeu os pagamentos de multas e distratos devidos a consumidores, afirmam fontes de mercado. A companhia poderia recorrer a seu banco de terrenos, vendendo áreas para obter recursos ou realizando, posteriormente, lançamentos que renderiam vendas a partir da retomada da economia. Na petição enviada à Justiça, porém, a incorporadora explica que esses terrenos estão “onerados em favor de alguns credores do Grupo PDG”.

— Não se sabe de qualquer negociação de ativos ou terrenos no mercado. A questão é que, além do momento econômico ruim, os terrenos e projetos da PDG não são atrativos para as empresas do segmento — diz um empresário que atua no mercado imobiliário






sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Vamos fazer uma "pesquisa" com o Google Trends ?...Quando foi o pico do termo "housing bubble", o equivalente a "bolha imobiliária" nos EUA, nos últimos 12 anos ? E quando os preços dos imóveis colapsaram ? E no Brasil ?

Vamos fazer uma "brincadeira-pesquisa" séria com o Google Trends ?...Quando foi o pico do termo "housing bubble", o equivalente a "bolha imobiliária" nos EUA,  nos últimos 12 anos ? E quando os preços dos imoveis  colapsaram ?  E no Brasil ?

Abaixo, o gráfico do Google Trends mostra que o ápice da pesquisa do termo "housing bubble" foi em agosto-2005......

Logo abaixo, o gráfico do índice Case-Shiller, o principal índice de preços dos imóveis nos EUA, mostra que o ápice foi atingido em abril de 2006,,,portanto, 1 ano depois.......durante 5 anos e meio seguidos, os preços cairam 30%










Índice Case-Shiller


Agora, vamos ver o Universo Brasileiro ?

Termo de pesquisa......"Bolha Imobiliária",,,,Vejam que o ápice é atingido em março de 2014....

Lembram que eu coloquei o gráfico do "IVG-R" do Banco Central no fim de semana mostrando o ápice dos preços dos imóveis em setembro-2014 ?

Pois sim......nos EUA, a diferença do ápice do "Google Trends" para o "Case-Shiller" foi de 1 ano.....no Brasil, de um para o outro, 6 meses......relações bastante interessantes....

o "Case-Shiller" continuou caindo mais 5 anos e meio até o fundo...

Ora.....se utilizarmos as mesmas relações, o "IVG-R" ainda teria espaço para cair mais 3 anos pelo menos, já que de set-2014 para novembro-2016, último período de coleta do "IVG-R", passaram-se 2 anos e 2 meses.....

Até agora, como vimos no gráfico do IVG-R colocado no final de semana, o índice já caiu 18% nominal......mais 3 anos de queda, onde vai parar a queda ?

Vamos aos gráficos do "Google Trends" para o termo "Bolha Imobiliária" e, em seguida, o IVG-R, o mesmo colocado aqui no fim de semana










IVGR







O Google tem um dispositivo interessante, que é o Google Trends, que analisa a evolução da pesquisa de um determinado "termo" ao longo do tempo...vamos ver como foi a evolução do nome "Construtora PDG", por conta do anúncio de sua Reuperação Judicial ontem ?

O Google tem um dispositivo interessante, que é o Google Trends, que analisa a evolução da pesquisa de um determinado "termo" ao longo do tempo...vamos ver como foi a evolução do nome "Construtora PDG", por conta do anúncio de sua Reuperação Judicial ontem ?

Sim....a PDG, aquela que já foi a maior construtora do Brasil

Eu utilizei o termo "construtora PDG", pois, ao longo da minha pesquisa conclui que o sistema dava sinais contraditórios ao utilizar algumas combinações com o termo "PDG"....

Exemplo ?

Descobri que em abril-2016 houve um decreto do Governo Federal que remetia para uma sigla "PDG", abreviatura de "Programa de Dispêndios Globais", que remetia para assuntos relacionados às estatais brasileiras.....

Em resumo....

O termo que utilizei foi "Construtora PDG".....No período de 1 ano, o ápice foi atingido exatamente ontem....dia da Recuperação Judicial.....

Mesmo assim, separei o período em 3 subperíodos......7 dias.....30 dias.....e 12 meses

Os últimos 7 dias.....

O ápice foi atingido às 20 horas de ontem......

Isso faz sentido.....as pessoas ao longo do dia foram se informando....a informação sobre a recuperação judicial foi se espalhando ao longo do dia.....com mais calma, ao chegarem em casa, as pessoas começaram a pesquisar tudo que envolvia a PDG......









Últimos 30 dias....

Ao andar pelo gráfico, vocês verão que o último dia é 22-02-2017...portanto, o sistema ainda não atualizou para o "tempo diário" os dados de ontem e hoje......mas, como podemos ver no período de "7 dias", o total de "views" no dia 23-02 foi superior ao do dia 22...portanto, o gráfico de 30 dias nos leva a concluir que a máxima também foi atingida ontem, dia do anúncio da Recuperação Judicial





Últimos 12 meses

Ao andar pelo gráfico, vocês verão que a última semana é 19-25 de fevereiro....como o sistema não atualizou os dias de 23 e 24 de fevereiro para o periodo de 30 dias, não deve ter carregado para cá.....mas, podemos usar a mesma analogia que usamos no período de 30 dias....é inegável que o pico também ao longo de 12 meses foi atingido essa semana  semana do anúncio da Recuperação Judicial






Em maio e outubro do ano passado, chamei a atenção para a força compradora de "SLED4" (Saraiva PN ), tanto pelo IFR14 ascendente, como pelo volume ascendente....pois sim....o papel entrou numa congestão de 1 ano e meio e manteve o volume gigantesco ascendente....hoje, fechou a semana rompendo a congestão de 3,00-5,60

Em maio e outubro do ano passado, chamei atenção para a força compradora de "SLED4" (Saraiva PN ), tanto pelo IFR14 ascendente, como pelo volume....

Naquelas  2 ocasiões, que resgato abaixo, ainda acreditava que papel se encontrasse em uma LTA......

Como se viu dias depois, a LTA foi perdida e o papel ficou claramente numa congestão 3,00-5,60....

Obviamente, a LTA ascendente e o volume ascendente forte continuaram a marcar o papel. Assim, a força compradora continuava caracterizada.....

Pois sim......hoje, SLED4 (Saraiva PN)  fecha a semana rompendo a congestão ...

Fechou em cima de uma LTB de 4 anos

Mas, voltem a olhar o volume gigantesco dos últimos meses , com o ápice nas últimas 2 semanas...díficil imaginar que , com esse volume e a congestão rompida, o papel não vá buscar pontos mais altos

Logo após o gráfico, coloco o gráfico da MGLU3 (Magazine Luiza ON), papel que subiu forte no último ano , associando-o ao volume fortíssimo concentrado quase no fundo do papel, faixa de 10,00...hoje, papel negociado a 208,00

Depois do gráfico da MGLU3, os 2 posts em que eu destaquei os gráficos da SLED4 em maio-2016 e outubro-2016, pra termos idéia da evolução

Fechamento de SLED44 foi em 5.79.....tem 2 enroscos pela frente na faixa de 6,30 e 6,70.....depois, praticamente nada.....s´lá naa faixa de 14,00, depois 15,70 e 17,50

Pra baixo, volta tudo se o rompimento de hoje for um rompimento falso e perder a faixa de 5,60



SLED4, Diário, escala logarítmica, período 5 anos




SLED4, SEMANAL, escala logarítmica, período 5 anos





MGLU3, Diário, escala logarítmica, período 5 anos







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Os 2 posts do ano passado sobre SLED4

Maio-2016


Titulo

Vamos olhar um papel esquecido ? "SLED4" (Saraiva PN)....Vejam o aumento de volume no gráfico SEMANAL com o papel dentro de um triângulo


Vamos olhar um papel esquecido ? "SLED4" (Saraiva PN)....Vejam o aumento de volume no gráfico SEMANAL com o papel dentro de um triângulo


SLED4, Semanal, escala logarítmica



SLED4, MENSAL, escala logarítmica




SLED4, Diário, escala logarítmica








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Título:

Querem ver uma LTA de IFR14 de "livro", tanto no diário, como no semanal, indicando força compradora do papel no curto, médio e longo prazo ? SLED4 (Saraiva PN)...Sabem quanto a empresa vale na Bolsa ? 20% do Valor Patrimonial


Querem ver uma LTA de IFR14 de "livro", tanto no diário, como no semanal, indicando força compradora do papel no curto, médio e longo prazo ? SLED4 (Saraiva PN)...


Vejam abaixo as 2 LTA'S , tanto no diário , como no semanal...

Muito, mas muito raro isso nos 2 tempos gráficos

Fechou no zero a zero...respeitou uma LTA que vai se formando.....volume vem aumentando

Sabem quanto a empresa vale na Bolsa ? 20% do Valor Patrimonial

Isso mesmo....

A empresa tem cerca de 26 milhões de ações....papel a 3,85....isso dá 100 milhões de valor de mercado

Ela tem um patrimônio de cerca de 520 milhões (ver www.fundamentus.com.br)

Portanto, apenas 20% do valor patrimonial.....

CORREÇÃO.....Quando escrevi o post, escrevi que a empresa valia cera de 25% do valor patrimonial.....na verdade, vale cerca de 20%.....corgi


SLED4, Diário, escala logarítmica




SLED4, SEMANAL, escala logarítmica








"ANÁLISE-Brasileiro só recuperará riqueza perdida com recessão em 10 anos", por Reuters

Matéria publicada hoje, crédito Reuters

Todo o texto, aqui: http://br.reuters.com/article/topNews/idBRKBN16322O

ANÁLISE-Brasileiro só recuperará riqueza perdida com recessão em 10 anos

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017 14:50 BRT Imprimir | Uma página [-] Texto [+]
Por Luiz Guilherme Gerbelli

SÃO PAULO (Reuters) - Os efeitos da crise prolongada e da expectativa de lenta retomada da economia do Brasil vão fazer com que a riqueza do brasileiro demore dez anos para se recuperar do estrago causado pela recessão.

Na projeção de economistas, o pico do Produto Interno Bruto (PIB) per capita alcançado em 2013 só será superado no início da próxima década, entre 2022 e 2023.

"Em 2022, o PIB per capita deve alcançar 31 mil reais (em números deflacionados) e aí supera o patamar de 2013, quando estava em 30,8 mil reais. É praticamente uma década perdida", diz o economista e sócio da consultoria 4E, Bruno Lavieri.

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A assistente administrativa Andréia Zanetti, de 34 anos, é um exemplo de como o brasileiro sente os efeitos dessa diminuição da riqueza. Desempregada por sete meses, ela até conseguiu nova colocação em novembro passado, mas o salário atual equivale à metade do que recebia no trabalho anterior.

Com isso, precisou reduzir consumo e readequar o orçamento doméstico à nova realidade. "Troquei as lojas em que comprava roupa, deixei de jantar e almoçar fora e cortei o telefone fixo de casa", diz Andréia. "Mudei até a marca do leite que comprava para o meu filho."